Questões de Concurso
Sobre currículo e diversidade em pedagogia
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A parceria entre avaliação e aprendizagem se estabelece a partir da compreensão, pelos sujeitos envolvidos nesse processo, de que todos são capazes de aprender e que fazem isso de diferentes formas e em diferentes espaços de tempo. As práticas escolares que emergem dessa percepção se desvelam por meio de ações que constituem o trabalho pedagógico concebido e organizado como espaço de participação, ou seja, como processo de democratização emancipatória que contribui decisivamente para a conquista e a construção de novos espaços e de novas formas de cidadania individual e coletiva.
Boaventura de Sousa Santos. A transição paradigmática: da regulação à emancipação. Oficina do Centro de Estudos Sociais (CES), n.º 25. Coimbra, mar./1991 (com adaptações).
Tendo o texto apresentado como referência inicial e considerando as Diretrizes Pedagógicas para a Organização Escolar e o Currículo em Movimento da Educação Básica, julgue o item subsecutivo.
Como mediador do processo de ensino e aprendizagem, cabe ao professor desenvolver procedimentos que valorizem as ações individualizadas, prescindindo da participação estudantil.
Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais que regulamentam o ensino fundamental de nove anos, julgue o próximo item.
No currículo do ensino fundamental devem-se considerar as
experiências escolares e as relações sociais.
I. Conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural.
II. Organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas.
III. Adequação à natureza do trabalho na zona rural, observando a possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação para o trabalho.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
”Ocorre na prática real guiada pelos esquemas teóricos e práticos do professor, que se concretiza nas tarefas acadêmicas, as quais, como elementos básicos, sustentam o que é a ação pedagógica, que podemos notar o significado real do que são as propostas curriculares.”
Desta forma, Sacristán (2000) esclarece o significado do seguinte nível ou fase de objetivação do currículo:
A respeito do documento “Currículo integrador da infância paulistana”, analise o fragmento a seguir.
“Ao tratar de experiências e _____ no Currículo Integrador da infância paulistana é fundamental que as Unidades Educacionais trabalhem as múltiplas ______ para além das tradicionalmente valorizadas na escola como _____ e _____, e que reconheçam as experiências reais obtidas por meio _____ e de descobertas sensoriais e estéticas dos bebês e das crianças.”
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
Acerca do exposto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Observe a imagem a seguir.

(Fonte: Blog de uma escola municipal da Bahia)
A partir da imagem, registro de uma atividade realizada no Ensino Fundamental, é correto afirmar
O currículo é um dos locais privilegiados onde se entrecruzam saber e poder, representação e domínio, discurso e regulação. É também no currículo que se condensam relações de poder que são cruciais para o processo de formação de subjetividades sociais. Em suma, currículo, poder e identidades sociais estão mutuamente implicados. O currículo corporifica relações sociais.
Assim, se vemos o currículo como o ponto onde se produzem, de forma positiva, capacidades e habilidades determinadas, ele deve construir uma frente privilegiada de luta de qualquer estratégia de intervenção cultural do processo de transformação. E esse processo de transformação não tem como referência qualquer utopia distante, qualquer destino histórico abstrato e longínquo, mas as relações de poder e subjugação inscritas na vida cotidiana.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e culturais. Petrópolis – RJ: Vozes, 1995.
Tomaz Tadeu da Silva, ao trazer à baila a perspectiva contemporânea para o interior do debate sobre currículo, defende, com base no trecho acima, que:

Não esqueçamos que os padrões de funcionamento da escolarização tendem à homogeneização. A escola tem sido e é um mecanismo de normatização. [...] A escola tem-se configurado, em sua ideologia e em seus usos organizativos e pedagógicos, como um instrumento de homogeneização e de assimilação à cultura dominante.
SACRISTÁN, José Gimeno. Currículo e diversidade cultural, In:
Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos
e culturais. Petrópolis: Vozes, 1995, p. 82-113. Adaptado.

Se um jovem sai de uma escola obrigatória, persuadido de que as moças, os negros ou os muçulmanos são categorias inferiores, pouco importa que saiba gramática, álgebra ou uma língua estrangeira. A escola terá falhado drasticamente.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar.
Porto Alegre: Artmed, 2000, p. 147.