Questões de Concurso
Sobre as tecnologias da comunicação e informação nas práticas educativas em pedagogia
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Portanto, como mencionamos, desde aquela época, anos 1990, insistíamos sobre as limitações da concepção instrumental que vinha presidindo os programas e os projetos de introdução das tecnologias na educação, por considerar as tecnologias digitais como (meros) recursos didático-pedagógicos, colocando-as como simples evolução dos retroprojetores ou dos livros didáticos. Lideramos essa crítica (Pretto, 2013), pois entendíamos (e continuamos entendendo) que essa redução esvaziava as tecnologias digitais de suas características fundamentais, transformando-as em animadoras da velha educação, o que perdurava apenas enquanto o dispositivo era novidade. Mantinham-se, assim, os velhos modelos educacionais, só que agora reforçados com os novos e avançados recursos tecnológicos (Pretto, 2002, p. 124). Nossa perspectiva defende a inserção das tecnologias nos processos educacionais como fundamento, como elementos carregados de conteúdos e como representantes de uma nova forma de pensar e sentir, a qual começa a ser gestada quando a humanidade se desloca de uma razão operativa para uma nova razão, baseada na globalidade e na integridade (Pretto, 2013). Ou seja, ao extrapolar a dimensão utilitarista de uso das tecnologias, pode-se incorporá-las como elementos estruturantes de novos territórios educativos, com [...] novas formas de ordenação da experiência humana, com múltiplos reflexos na área cognitiva e nas ações práticas, ao possibilitar novas formas de comunicação e produção de conhecimento, gerando com isso transformações na consciência individual, na percepção de mundo, nos valores e nas formas de atuação social. (Bonilla, 2002, p. 246).
Dessa forma, a escola aproxima-se da cultura digital, que se alastra com a chegada da internet, na década de 1990, desencadeando um movimento social e cultural de interação em rede e, com isso, as possibilidades de uso das tecnologias começam a se diversificar, abrindo novas formas de fazer, aprender, interagir, ser e estar em sociedade. Também na educação, novas frentes de pesquisa, análise e práticas se delineiam, aproximando-se da perspectiva estruturante que sempre defendemos.
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Fonte: PRETTO, Nelson de Luca; BONILLA, Maria Helena Silveira. Tecnologias e educações: um caminho em aberto. Em Aberto, v. 35, n. 113, 2022. Disponível em: https://emaberto.inep.gov.br/ojs3/index.php/emaberto/article/view/5085. Acesso em: 02 abr. 2026.
Pretto e Bonilla (2022) apontam em seu artigo que o grupo de pesquisa do qual participam vem encampando algumas defesas ao longo dos anos sobre o uso das tecnologias nas escolas. Assinale a afirmativa que não registra uma dessas defesas.
Nesse sentido, é correto afirmar que o uso pedagógico das TDIC:
Considerando as adaptações e as diferentes dimensões da acessibilidade educacional, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os tipos de barreiras educacionais às intervenções pedagógicas utilizadas para superá-las.
Coluna 1
1. Barreiras comunicacionais e de acesso à informação.
2. Barreiras arquitetônicas e de mobilidade.
3. Barreiras relacionadas à organização executiva e à gestão das rotinas escolares.
4. Barreiras cognitivas relacionadas à compreensão e à sistematização da leitura.
Coluna 2
( ) Utilização de tecnologias assistivas com base em leitura automatizada de textos, descrição verbal de imagens e reorganização das estratégias didáticas em conteúdos predominantemente visuais.
( ) Adoção de estratégias voltadas à organização de materiais, ao planejamento das tarefas acadêmicas e à estruturação de rotinas de estudo.
( ) Emprego de recursos materiais que auxiliam o uso do teclado e adaptações relacionadas à circulação no espaço escolar, incluindo a priorização de ambientes localizados em pavimentos acessíveis.
( ) Uso de estratégias de apoio à compreensão textual e à organização conceitual das ideias, incluindo sínteses de conteúdo, marcações estratégicas no texto e esquemas visuais.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Um professor do Ensino Técnico, ao abordar o estudo de Circuitos de Corrente Alternada (CCA), propõe aos estudantes a utilização de um software de simulação para analisar o comportamento de grandezas elétricas. Observando a complexidade da representação temporal de fenômenos como defasagem entre tensão e corrente utilizando apenas funções trigonométricas reais, o professor introduz os números complexos como uma ferramenta matemática que simplifica a análise e permite uma representação mais concisa e eficiente do comportamento fasorial. Ele incentiva os estudantes a explorar as representações algébrica, geométrica e computacional dos números complexos no contexto dos CCA. À luz de abordagens investigativas, da modelagem matemática e do uso de tecnologias digitais no ensino, analise as assertivas abaixo:
I. A proposta favorece uma perspectiva investigativa ao estimular a exploração de fenômenos, a formulação de conjecturas sobre o comportamento das grandezas elétricas e a análise de múltiplas representações mediadas por ferramentas computacionais.
II. O software de simulação, nesse cenário, atua como um ambiente de aprendizagem que permite a experimentação e a visualização dinâmica de conceitos abstratos, transcendendo a mera função de ferramenta para cálculo ou verificação de resultados.
III. A introdução dos números complexos como uma ferramenta que otimiza a representação e a análise de fenômenos elétricos exemplifica uma abordagem de modelagem matemática, em que a escolha da ferramenta matemática é motivada pela busca da clareza na interpretação do fenômeno real.
IV. A articulação entre a simulação computacional e as diferentes representações dos números complexos pode potencializar a construção de significados matemáticos pelos estudantes, desde que o professor promova a reflexão crítica sobre as conexões entre as representações e o fenômeno físico.
Quais estão corretas?
Considerando reflexões sobre a trajetória do uso de Softwares de Geometria Dinâmica (SGD) e a apropriação das tecnologias pelos professores, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) O impacto das tecnologias no sistema educacional tem sido tão intenso quanto em outras áreas da sociedade, caracterizando-se pela rápida substituição das práticas pedagógicas tradicionais por abordagens digitais.
( ) As limitações do uso de tecnologias na educação decorrem principalmente da limitação da imaginação humana e das restrições a velhos hábitos.
( ) O uso de softwares como o Cabri-Géomètre no ensino de geometria tem como principal finalidade automatizar construções, reduzindo a necessidade de o aluno compreender conceitos matemáticos mais complexos.
( ) A integração das tecnologias na prática pedagógica deve possibilitar ao aluno acessar propriedades e conceitos matemáticos por meio de atividades que se diferenciam das práticas tradicionais baseadas em papel e lápis.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Considerando o papel pedagógico das tecnologias digitais como mediações cognitivas nos processos de ensino e aprendizagem, identifique a alternativa CORRETA.
A incorporação de tecnologias assistivas digitais tem ampliado as possibilidades de acesso ao currículo, à comunicação e à participação acadêmica dos estudantes da Educação Especial. Diferentes softwares são utilizados para reduzir barreiras relacionadas ao acesso à informação, à comunicação linguística, à mobilidade e ao processamento da leitura e da escrita. Considerando os recursos tecnológicos apresentados e a sua utilização no contexto educacional inclusivo, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as condições educacionais do estudante aos conjuntos de softwares correspondentes.
Coluna 1
1. Deficiência visual.
2. Deficiência física com comprometimento motor.
3. Deficiência auditiva.
4. Transtorno específico de aprendizagem relacionado à leitura e escrita.
Coluna 2
( ) Hand Talk – ProDeaf.
( ) NVDA – JAWS.
( ) Kurzweil 3000 – Ghotit.
( ) Dasher – Dragon NaturallySpeaking.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: