Questões de Concurso
Sobre a educação como processo de construção histórica em pedagogia
Foram encontradas 858 questões
Acerca da concepção da educação para os direitos humanos e da educação integral, julgue o item subsequente.
A proposta formativa da educação integral no contexto brasileiro surgiu na década de 1990 como um projeto pioneiro e inovador, tanto em sua concepção como na execução de políticas públicas.
I - Na ideologia da normalização, observa-se a necessidade de introduzir a pessoa com deficiência na sociedade, ajudando-a a adquirir as condições e os padrões da vida cotidiana o mais próximo do normal, quanto possível.
II - O princípio da normalização, portanto, deu o apoio filosófico ao movimento da desinstitucionalização, favorecendo tanto o afastamento da pessoa das instituições, como a provisão de programas comunitários planejados para oferecer serviços que se mostrassem necessários para atender a suas necessidades.
III - Como principais resultantes do movimento da normalização começaram a surgir novas alternativas institucionais, então denominadas organizações ou entidades de transição – mais protegidas do que a sociedade externa, conquanto menos protegida e menos determinante de dependência que uma instituição total típica.
É verdadeiro o que se afirma em:
[ ] Ainda no Brasil-Colônia, foi criado em São Paulo um atendimento escolar para alunos com deficiência, na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia.
[ ] Desde a criação das primeiras escolas especiais, observa-se a evolução nas formas de se falar em deficiência e, ao mesmo tempo, a perpetuação teórica dos conceitos e da maneira de se agir e praticar a educação especial.
[ ] A partir da Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988), do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990 (BRASIL, 1990) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB (BRASIL, 1996), a criança no Brasil é reconhecida como sujeito social, com direitos que devem ser garantidos a todos, enquanto dever do Estado, da família e da sociedade em geral.
( ) Pode-se apresentar um argumento contundente para demonstrar que a suposta indiferença com relação à infância nos períodos medieval e moderno resultou em uma postura insensível com relação à criação de filhos. Os bebês abaixo de 2 anos, em particular, sofriam de descaso assustador, com os pais considerando pouco aconselhável investir muito tempo ou esforço em um “pobre animal suspirante”, que tinha tantas probabilidades de morrer com pouca idade.
( ) Um sentimento superficial da criança – “paparicação” – era reservado à criancinha em seus primeiros anos de vida, enquanto ela ainda era uma coisinha engraçadinha. As pessoas se divertiam com a criança pequena como um animalzinho, um macaquinho impudico. Se ela morresse então, como muitas vezes acontecia, alguns podiam ficar desolados, mas a regra geral era não fazer muito caso, pois outra criança logo a substituiria. A criança não chegava a sair de uma espécie de anonimato.
( ) Até mesmo na arte a infância foi ignorada. Até por volta do século XII, a arte medieval desconhecia a infância ou não tentava representa-la. É difícil crer que essa ausência se devesse à incompetência ou a falta de habilidade. É mais provável que não houvesse lugar para a infância nesse 2 mundo.
I. No século XVIII, a criança era considerada um ser primitivo, irracional, uma tabula rasa e um adulto em miniatura. De acordo com Dahlberg, Moss e Pence (2003), a criança é vista “como um reprodutor de conhecimento, identidade e cultura, a criança pequena é entendida como iniciando a vida sem nada e a partir do nada - como um vazio ou tábula rasa” cabendo então à escola, a incumbência de moldá-la de acordo com os padrões sociais estabelecidos.
II. No século XIX, com a revolução industrial e com a mão de obra feminina nas fábricas, houve a necessidade de se criar instituições para guardar essas crianças, no qual eram de cunho assistencialista e a concepção de infância era única, padronizada. Com isso, nasce a pré-escola, para a criança pobre a educação era compensatória e para a criança rica uma educação de melhor qualidade, sendo a educação diferenciada para cada classe social.
III. A partir do século XX com a Psicologia do Desenvolvimento e teorias psicanalíticas com estudos sobre os aspectos cognitivos, afetivos da criança, muda-se o sentimento de infância novamente, passando a criança a ser vista como um ser pensante, com especificidade própria, que interage, imagina e cria.
A história da Educação Especial no Brasil reflete uma trajetória de mudança significativa, passando de práticas de segregação para um modelo mais inclusivo. Tradicionalmente, a educação especial era organizada como um atendimento educacional especializado que substituía o ensino regular. Isso levou à criação de instituições, escolas e classes especiais, baseadas na noção de normalidade e anormalidade. Essa abordagem, focada em diagnósticos e testes psicométricos, determinava práticas escolares e terapêuticas para alunos com deficiência, priorizando um atendimento clínico e individualizado.
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início com a criação de duas instituições: