Questões de Concurso Sobre a educação como processo de construção histórica em pedagogia

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Q4348142 Pedagogia
Leia o trecho da reportagem a seguir.

"Segundo o Movimento Brasil Competitivo (MBC), [...] apenas 21,5% dos alunos do ensino médio estão matriculados em cursos técnicos ou profissionalizantes. [...] O mercado de trabalho mudou mais rapidamente do que a capacidade do país de formar profissionais com as competências demandadas pelas empresas."
MARTINS, André. Escassez de mão de obra qualificada custa R$ 335 bilhões ao Brasil, diz estudo. Exame, São Paulo, 18 de julho de 2026. Disponível em: https://exame.com/brasil/escassez-de-mao-de-obraqualificada-custa-r-335-bilhoes-ao-brasil-diz-estudo/. Acesso em: 27 jul. 2026.

O diagnóstico contemporâneo apresentado na reportagem pode ser relacionado à trajetória histórica da educação profissional brasileira, cuja organização no período imperial e institucionalização ao longo da República foram marcadas pela 
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Q4344859 Pedagogia
Sobre o contexto histórico da implantação da Educação Profissional no Brasil, é correto afirmar que 
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Q4339103 Pedagogia
O texto I abaixo serve de base de análise para a questão.

TEXTO I

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Vereda-do-Frangod'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutum. No meio dos Campos Gerais, mas num covoão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o Tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutum, tinha dito: "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."
    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado.
    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutum era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia:
    — Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver...
    Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. [...]
    De repente lá vinha um homem a cavalo. Eram dois. Um senhor de fora, o claro da roupa. Miguilim saudou, pedindo a bênção. O homem trouxe o cavalo cá bem junto. Ele era de óculos, corado, alto, com um chapéu diferente, mesmo.
     — Deus te abençoe, pequenino. Como é teu nome?
     — Miguilim. Eu sou irmão do Dito.
     — E seu irmão Dito é o dono daqui?
    — Não, meu senhor. O Ditinho está em glória. O homem esbarrava o avanço do cavalo, que era zelado, manteúdo, formoso como nenhum outro. Redizia:
    — Ah, não sabia, não. Deus o tenha em sua guarda... Mas, que é que há, Miguilim?
    Miguilim queria ver se o homem estava mesmo sorrindo para ele, por isso é que o encarava.
    — Por que você aperta os olhos assim? Você não é limpo de vista? Vamos até lá. Quem é que está em tua casa?
    — É Mãe, e os meninos...
    Estava Mãe, estava Tio Terêz, estavam todos. O senhor alto e claro se apeou. O outro, que vinha com ele, era um camarada.
    O senhor perguntava à Mãe muitas coisas do Miguilim. Depois perguntava a ele mesmo:
   — Miguilim, espia daí: quantos dedos da minha mão você está enxergando? E agora?
    Miguilim espremia os olhos. Drelina e a Chica riam. Tomezinho tinha ido se esconder.
    — Este nosso rapazinho tem a vista curta. Espera aí, Miguilim...
    E o senhor tirava os óculos e punha-os em Miguilim, com todo o jeito.
    — Olha, agora!
    Miguilim olhou. Nem não podia acreditar! Tudo era uma claridade, tudo novo e lindo e diferente, as coisas, as árvores, as caras das pessoas. Via os grãozinhos de areia, a pele da terra, as pedrinhas menores, as formiguinhas passeando no chão de uma distância. E tonteava. Aqui, ali, meu Deus, tanta coisa, tudo... O senhor tinha retirado dele os óculos, e Miguilim ainda apontava, falava, contava tudo como era, como tinha visto. Mãe esteve assim assustada; mas o senhor dizia que aquilo era do modo mesmo, só que Miguilim também carecia de usar óculos, dali por diante. O senhor bebia café com eles. Era o doutor José Lourenço, do Curvelo. Tudo podia. Coração de Miguilim batia descompasso, ele careceu de ir lá dentro, contar à Rosa, à Maria Pretinha, a Mãitina. A Chica veio correndo atrás, mexeu:
    — Miguilim, você é piticego... E ele respondeu:
  — Donazinha... Quando voltou, o doutor José Lourenço já tinha ido embora. [...]
    Miguilim não sabia. Todos eram maiores do que ele, as coisas reviravam sempre dum modo tão diferente, eram grandes demais.
    — Pra onde ele foi?
    — A foi p´ra a Vereda do Tipã, onde os caçadores estão. Mas amanhã ele volta, de manhã, antes de ir s´embora para a cidade. Disse que, você querendo. Miguilim, ele junto te leva... O doutor era homem muito bom, levava o Miguilim, lá ele comprava uns óculos pequenos, entrava para a escola, depois aprendia ofício. Você mesmo quer ir?
    Miguilim não sabia. Fazia peso para não soluçar. Sua alma, até ao fundo, se esfriava. Mas Mãe disse:
     — Vai, meu filho. É a luz dos teus olhos, que só Deus teve poder para te dar. Vai. Fim do ano, a gente puder, faz a viagem também. Um dia todos se encontram...
    E Mãe foi arrumar a roupinha dele. A Rosa matava galinha, para pôr na capanga, com farofa. Miguilim ia no cavalo Diamante — depois era vendido lá na cidade, o dinheiro ficava pra ele.
    — Mãe, é o mar? Ou é para a banda do Pau-Roxo, Mãe? É muito longe?
   — Mais longe é, meu filhinho. Mas é do lado do Pau-Roxo não. É o contrário... A Mãe suspirava suave.
    — Mãe, mas por que é, então, para que é, que aconteceu tudo?!
   — Miguilim, me abraça, meu filhinho, que eu tenho tanto amor... [...] O doutor chegou. 
    — Miguilim, você está aprontado? Está animoso? Miguilim abraçava todos, um por um, dizia adeus até aos cachorros, ao Papaco-o-Paco, ao gato Sossõe que lambia as mãozinhas se asseando. Beijou a mão da mãe do Grivo.
     — Dá lembrança a seo Aristeu... Dá lembrança a seo Deográcias... Estava abraçado com Mãe. Podiam sair. Mas, então, de repente, Miguilim parou em frente do doutor. Todo tremia, quase sem coragem de dizer o que tinha vontade. Por fim, disse. Pediu. O doutor entendeu e achou graça. Tirou os óculos, pôs na cara de Miguilim. E Miguilim olhou para todos, com tanta força. Saiu lá fora. Olhou os matos escuros de cima do morro, aqui a casa, a cerca de feijão-bravo e são-caetano; o céu, o curral, o quintal; os olhos redondos e os vidros altos da manhã. Olhou, mais longe, o gado pastando perto do brejo, florido de são-josés, como um algodão. O verde dos buritis, na primeira vereda. O Mutum era bonito! Agora ele sabia. Olhou Mãitina, que gostava de o ver de óculos, batia palmas-de-mão e gritava:
   — Cena, Corinta!... Olhou o redondo de pedrinhas, debaixo do jenipapeiro. Olhava mais era para Mãe. Drelina era bonita, a Chica, Tomezinho. Sorriu para Tio Terêz:
    — Tio Terêz, o senhor parece com o Pai... Todos choravam. O doutor limpou a goela, disse:
    — Não sei, quando eu tiro esses óculos, tão fortes, até meus olhos se enchem d´água...
     Miguilim entregou a ele os óculos outra vez. Um soluçozinho veio. Sempre alegre, Miguilim... Sempre alegre, Miguilim... Nem sabia o que era alegria e tristeza. Mãe o beijava. A Rosa punhalhe doces-de-leite nas algibeiras, para a viagem. Papaco-oPaco falava, alto, falava.

ROSA, Guimarães. Campo Geral. Adaptado.
Leia o texto abaixo antes de responder ao que se pede:
Transporte escolar para alunos do campo é lei
Sim, o transporte escolar para alunos do campo é uma lei no Brasil. O Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e o programa Caminho da Escola são exemplos de políticas públicas que garantem o transporte escolar para alunos da educação básica pública residentes em áreas rurais. Essas políticas visam assegurar o acesso à educação e reduzir a evasão escolar, especialmente em comunidades que possuem dificuldades de locomoção.
Fonte: www.gov.br
A partir da comparação entre os fatos expostos sobre o personagem Miguilim no texto I e a obrigatoriedade de políticas públicas voltadas para a oferta de transporte escolar rural, é correto afirmar, levando-se em consideração a História da Educação no Brasil que, no início do século XX:
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Q4333202 Pedagogia
Ao longo da História da Educação Brasileira, nos anos 1980, em meio ao contexto político brasileiro de luta pela democracia, tornou-se fundamental enfatizar que uma educação emancipatória não pode se apoiar em formas autoritárias e centralizadoras de gestão. Portanto, entendese que:
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Q4333196 Pedagogia
O texto abaixo serve de base para a análise da questão.

    “Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.” Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam. [...] Um dia, meu pai tomou-me pela mão, minha mãe beijou-me a testa, molhando-me de lágrimas os cabelos e eu parti. Duas vezes fora visitar o Ateneu antes da minha instalação. Ateneu era o grande colégio da época. Afamado por um sistema de nutrido reclame, mantido por um diretor que de tempos a tempos reformava o estabelecimento, pintando-o jeitosamente de novidade, como os negociantes que liquidam para recomeçar com artigos de última remessa; o Ateneu desde muito tinha consolidado crédito na preferência dos pais, sem levar em conta a simpatia da meninada, a cercar de aclamações o bombo vistoso dos anúncios. O Dr. Aristarco Argolo de Ramos, da conhecida família do Visconde de Ramos, do Norte, enchia o império com o seu renome de pedagogo. [...]
    Começava a anoitecer, quando o colégio formou ao toque de recolher. Desfilaram aclamados, entre alas de povo, e se foram do campo, cantando alegremente uma canção escolar. À noite houve baile nos três salões inferiores do lance principal do edifício e iluminação no jardim. Na ocasião em que me ia embora, estavam acendendo luzes variadas de Bengala diante da casa. O Ateneu, quarenta janelas, resplendentes do gás interior, dava-se ares de encantamento com a iluminação de fora. Erigia-se na escuridão da noite, como imensa muralha de coral flamante, como um cenário animado de safira com horripilações errantes de sombra, como um castelo fantasma batido de luar verde emprestado à selva intensa dos romances cavalheirescos, despertado um momento da legenda morta para uma entrevista de espectros e recordações. Um jacto de luz elétrica, derivado de foco invisível, feria a inscrição dourada ATHENÆUM em arco sobre as janelas centrais, no alto do prédio. A uma delas, à sacada, Aristarco mostrava-se.
    Na expressão olímpica do semblante transpirava a beatitude de um gozo superior. Gozava a sensação prévia, no banho luminoso, da imortalidade a que se julgava consagrado. Devia ser assim: — luz benigna e fria, sobre bustos eternos, o ambiente glorioso do Panteão. A contemplação da posteridade embaixo. Aristarco tinha momentos destes, sinceros. O anúncio confundia-se com ele, suprimia-o, substituía-o, e ele gozava como um cartaz que experimentasse o entusiasmo de ser vermelho. Naquele momento, não era simplesmente a alma do seu instituto, era a própria feição palpável, a síntese grosseira do título, o rosto, a testada, o prestígio material de seu colégio, idêntico com as letras que luziam em auréola sobre a cabeça. As letras, de ouro; ele, imortal: única diferença. Guardei, na imaginação infantil, a gravura desta apoteose com o atordoamento ofuscado, mais ou menos de um sujeito partindo à meia noite de qualquer teatro, onde, em mágica beata, Deus Padre pessoalmente se houvesse prestado a concorrer para a grandeza do último quadro. [...]
    Avaliem o prazer que tive, quando me disse meu pai que eu ia ser apresentado ao diretor do Ateneu e à matrícula. O movimento não era mais a vaidade, antes o legítimo instinto da responsabilidade altiva; era uma consequência apaixonada da sedução do espetáculo, o arroubo de solidariedade que me parecia prender à comunhão fraternal da escola. Honrado engano, esse ardor franco por uma empresa ideal de energia e de dedicação premeditada confusamente, no cálculo pobre de uma experiência de dez anos. O diretor recebeu-nos em sua residência, com manifestações ultra de afeto. Fez-se cativante, paternal; abriu-nos amostras dos melhores padrões do seu espírito, evidenciou as faturas do seu coração. [...]
    Verdade é que não era fácil reconhecer ali, tangível e em carne, uma entidade outrora da mitologia das minhas primeiras concepções antropomórficas; logo após Nosso Senhor, o qual eu imaginara velho, feíssimo, barbudo, impertinente, corcunda, ralhando por trovões, carbonizando meninos com o corisco. [...] Eu aprendera a ler pelos livros elementares de Aristarco, e o supunha velho como o primeiro, porém rapado, de cara chupada, pedagógica, óculos apocalípticos, carapuça negra de borla, fanhoso, onipotente e mau, com uma das mãos para trás escondendo a palmatória e doutrinando à humanidade o bê-ábá. As impressões recentes derrogavam o meu Aristarco; mas a hipérbole essencial do primitivo transmitia-se ao sucessor por um mistério de hereditariedade renitente. Dava-me gosto então a peleja renhida das duas imagens e aquela complicação imediata do paletó de seda e do sapato raso, fazendo aliança com Aristarco II contra Aristarco I, no reino da fantasia. Nisto afagaram-me a cabeça. Era Ele! Estremeci. “Como se chama o amiguinho?” perguntou-me o diretor.
— Sérgio... dei o nome todo, baixando os olhos e sem esquecer o “seu criado” da estrita cortesia.
— Pois, meu caro Sr. Sérgio, o amigo há de ter a bondade de ir ao cabeleireiro deitar fora estes cachinhos... Eu tinha ainda os cabelos compridos, por um capricho amoroso de minha mãe. O conselho era visivelmente salgado de censura. O diretor, explicando a meu pai, acrescentou com o risinho nasal que sabia fazer: “Sim, senhor, os meninos bonitos não provam bem no meu colégio...”
— Peço licença para defender os meninos bonitos... objetou alguém entrando.
    Surpreendendo-nos com esta frase, untuosamente escoada por um sorriso, chegou a senhora do diretor, D. Ema. Bela mulher em plena prosperidade dos trinta anos de Balzac, formas alongadas por graciosa magreza, erigindo, porém, o tronco sobre quadris amplos, fortes como a maternidade; olhos negros, pupilas retintas, de uma cor só, que pareciam encher o talho folgado das pálpebras; [...] Esta aparição maravilhou-me.

POMPÉIA, Raul. O Ateneu. Fonte: https://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000289.pdf. Adaptado.
Ao mesmo tempo que se mostra um romance de grande relevância da Literatura brasileira, pertencente ao estilo do Realismo-Naturalismo, “O Ateneu”, de Raul Pompéia, figura como registro histórico de um período da Educação que, em oposição ao contexto atual, referente às leis e prerrogativas vigentes, ilustra bem uma concepção temporal de como este setor era concebido pela sociedade daquela época. Com isso, pode-se afirmar que o enredo apresentado na obra exemplifica, na História da Educação do Brasil, o fato de que:
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Q4331403 Pedagogia
A respeito dos marcos e inflexões da história da educação brasileira, especialmente entre o século XX e a Constituição de 1988, assinale a alternativa correta.
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Q4331402 Pedagogia
Ao se examinar a trajetória histórica da educação brasileira, verifica-se que determinadas reformas, embora apresentadas como instrumentos de modernização do ensino, atenderam também a interesses políticos, econômicos e sociais específicos de cada período. Nesse sentido, assinale a alternativa que melhor traduz uma interpretação historicamente consistente sobre a evolução da educação no Brasil.
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Q4316001 Pedagogia
Ao longo da história da educação brasileira, diferentes projetos educacionais expressaram concepções distintas acerca do papel do Estado, da escola e da formação do cidadão. Na década de 1930, o debate educacional ganhou destaque com a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932) e, posteriormente, com a consolidação das políticas educacionais implementadas durante o Estado Novo (1937-1945). Embora ambos atribuíssem relevância estratégica à educação para o desenvolvimento do país, fundamentavam-se em pressupostos distintos quanto à organização do ensino e às finalidades da ação educativa. Considerando esse contexto histórico, analise as afirmativas a seguir.

I. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova defendia a educação pública, gratuita, laica, obrigatória e organizada como responsabilidade do Estado, compreendendo a escola como instrumento de democratização da sociedade.
II. As políticas educacionais do Estado Novo caracterizaram-se pelo fortalecimento da centralização administrativa do ensino e pela utilização da educação como instrumento de integração nacional e de formação da identidade cívica.
III. Apesar das diferenças de orientação política, tanto o Manifesto dos Pioneiros quanto as políticas educacionais do Estado Novo defendiam a ampliação da autonomia administrativa dos sistemas estaduais como princípio estruturante da organização da educação nacional.
IV. O Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova atribuía à educação função social ampla e propunha reformas estruturais do sistema de ensino; as políticas do Estado Novo incorporaram objetivos relacionados à formação de quadros técnicos e administrativos necessários ao projeto de modernização conduzido pelo Estado.

Está correto o que se afirma em
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Q4306528 Pedagogia
A constituição das identidades do matemático profissional e do educador matemático está relacionada a diferentes contextos históricos e sociais. Nessa perspectiva, categorias profissionais não devem ser tomadas como universais e imutáveis, mas compreendidas a partir de práticas e condições que possibilitaram sua constituição. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os conceitos às respectivas caracterizações.

Coluna 1

1. Matemático profissional.
2. Educador matemático.
3. Historicidade das identidades profissionais.
4. Profissionalização da atividade matemática. 

Coluna 2

( ) Implica reconhecer que os critérios utilizados para caracterizar determinada atuação profissional são construídos socialmente e podem se modificar ao longo do tempo.
( ) Em sua configuração contemporânea, tem sua identidade fortemente associada à atividade de pesquisa e à produção de resultados matemáticos.
( ) Não pode ser caracterizado simplesmente pela negação da identidade do matemático profissional, constituindo-se a partir de práticas e referências próprias relacionadas à Educação Matemática.
( ) Teve, historicamente, entre seus elementos constitutivos, a atividade de ensinar Matemática, especialmente no processo de consolidação dessa atividade profissional na Europa.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q4302066 Pedagogia
A trajetória do Ensino Religioso (ER) no Brasil é marcada por oscilações entre o caráter confessional, a laicidade e o pluralismo. Os pesquisadores Salviano e Busanello (2023), ao analisarem a legislação educacional, apontam que essa disciplina reflete a correlação de forças políticas de cada época. Ressaltam ainda que o Ensino Religioso no Brasil nasceu atrelado ao projeto de colonização e, posteriormente, à manutenção de uma ordem social conservadora. A hegemonia católica foi a tônica por séculos, o que resultou na marginalização dos saberes e das espiritualidades que não se encaixavam na visão eurocêntrica e cristã.

Considerando o percurso histórico e as mudanças paradigmáticas, marque a alternativa correta. 
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Q4301934 Pedagogia
As Aulas Régias, instituídas no Brasil a partir das reformas promovidas pelo Marquês de Pombal, visavam substituir o modelo educacional anteriormente conduzido pelos jesuítas e caracterizaram-se por: 
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Q4290110 Pedagogia
A supervisão escolar passou por transformações históricas significativas: de uma função originalmente fiscalizadora e burocrática, associada ao controle externo do trabalho docente, evoluiu para uma concepção pedagógica de natureza colaborativa e formativa. Essa reconfiguração do papel do supervisor reflete mudanças nas concepções de escola, de gestão e de profissionalidade docente. Nessa perspectiva teórica, é correto afirmar que:  
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Q4290108 Pedagogia
A história da educação ocidental revela que as concepções pedagógicas não surgem de forma autônoma, mas refletem as condições sociais, econômicas e filosóficas de cada época. A compreensão dessas matrizes históricas é indispensável para a análise crítica das tendências pedagógicas contemporâneas. Considerando a perspectiva histórica da educação e da pedagogia, assinale a alternativa correta. 
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Q4277684 Pedagogia
No contexto das reformas educacionais, implementadas pela Administração Pombalina no Brasil, as aulas régias foram instituídas para substituir o Sistema de Ensino Jesuítico. Enquanto os jesuítas organizavam o ensino, através de cursos integrados e sequenciais, o novo sistema adotou uma estrutura diferente, visando preparar as elites para estudos superiores, na Europa.
Nesse sentido, é correto afirmar que a metodologia das aulas régias: 
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Q4277683 Pedagogia
A respeito da História da Educação Brasileira, analise a descrição e indique a alternativa que preencha, corretamente, a lacuna.
A aula jesuíta caracterizava-se por seu caráter ______________, ou seja, o docente se dirigia diretamente a cada aluno e o procedimento predominante era o interrogatório, momento em que eram trabalhados conteúdos de memorização para reprodução. Estabelecia-se uma relação entre a repetição do texto diante do jesuíta, a prática da disciplina espiritual e do autoexame. A competição era estimulada através de disputas que poderiam ser públicas ou realizadas na presença de membros da ordem, com o propósito de incentivar o aprendizado. 
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Q4261389 Pedagogia
A Pedagogia consolidou-se historicamente como um campo científico voltado ao estudo dos processos educativos. As diferentes correntes pedagógicas contribuíram para ampliar a compreensão sobre a formação humana, atribuindo ao pedagogo funções que extrapolam o ambiente escolar e alcançam diferentes espaços institucionais e comunitários. Nesse contexto, compreender os fundamentos históricos da Pedagogia permite analisar criticamente sua identidade profissional e sua contribuição para a organização das práticas educativas.
Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA que apresenta a característica da Pedagogia como campo de conhecimento.
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Q4253262 Pedagogia

Em relação à evolução histórica da Educação Infantil no Brasil, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) As primeiras instituições destinadas ao atendimento de crianças pequenas possuíam, predominantemente, caráter assistencial. 


( ) Ao longo de sua evolução histórica, a Educação Infantil passou a integrar a Educação Básica. 


( ) A consolidação da Educação Infantil como etapa da Educação Básica desvinculou as ações de cuidado das práticas educativas desenvolvidas com as crianças.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 

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Q4253121 Pedagogia
 Sobre a história da Educação Infantil no Brasil, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. As primeiras instituições de atendimento à criança pequena no Brasil tinham caráter assistencialista, estando vinculadas à caridade e ao controle social das famílias pobres, funcionando como depósitos de crianças enquanto os pais trabalhavam.

II. A Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) representaram marcos fundamentais ao reconhecerem a Educação Infantil como um direito da criança e como primeira etapa da Educação Básica.

III. A história da Educação Infantil no Brasil revela que a superação do modelo assistencialista ocorreu de forma linear e contínua, sem a persistência de tensões entre as dimensões do cuidar e do educar.

IV. A Educação Infantil no Brasil, desde suas origens até os dias atuais, manteve-se inalterada em sua concepção e em suas práticas, sem que houvesse qualquer influência de movimentos sociais ou de marcos legais na redefinição de sua identidade. 
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Q4245238 Pedagogia
Considerando a alfabetização nos diferentes momentos históricos, analise as alternativas a seguir e aponte a opção correta.
Alternativas
Q4245237 Pedagogia
Considerando a alfabetização nos diferentes momentos históricos, especialmente no que se refere às transformações nas práticas pedagógicas, nos métodos de ensino e nas relações entre linguagem, sociedade e cultura, analise as alternativas a seguir e assinale a opção correta.
Alternativas
Respostas
1: C
2: A
3: A
4: E
5: C
6: E
7: A
8: D
9: B
10: E
11: D
12: B
13: B
14: A
15: C
16: D
17: A
18: C
19: B
20: B