Questões de Concurso
Sobre hematologia em biomedicina em biomedicina - análises clínicas
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I. Os eosinófilos assemelham-se aos neutrófilos, exceto pelos grânulos citoplasmáticos, que são bem maiores, coram-se em vermelho-alaranjado intenso e, raramente, têm mais do que três lobos nucleares. Eles são fagócitos, penetram em exsudatos inflamatórios e têm papel especial na remoção de fibrina formada durante a inflamação, desempenhando um papel na imunidade local e na reparação tecidual. São um achado raro em LCS (líquido cefalorraquidiano) normal.
PORQUE
II. Considerando o LCS, se os eosinófilos estiverem aumentados, podem indicar infecções por parasitas e fungos ou reações alérgicas, desvios intracranianos com funcionamento incorreto, meios de contraste radiológicos e uso de alguns tipos de medicamentos.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
1. Pode ocorrer um aumento por ano no colesterol total e no triglicerídeos até a meia-idade. O colesterol total em geral é mais elevado até a sexta década de vida e, depois, cai ligeiramente, com o avançar da idade. Apesar disso, a prevalência de hipercolesterolemia ainda é alta nos idosos, principalmente no sexo feminino. O aumento de colesterol observado em mulheres na pós-menopausa foi atribuído a uma diminuição do nível de estrogênio.
2. O idoso secreta mais tri-iodotironina, paratormônio, aldosterona e cortisol que o adulto. Após os 50 anos, os homens apresentam uma diminuição da taxa de secreção e da concentração de testosterona, e as mulheres apresentam uma diminuição de gonadotropinas hipofisárias, em especial de FSH (hormônio folículo estimulante).
3. As mulheres adultas apresentam níveis séricos mais altos de ácido úrico, magnésio e albumina, e níveis mais baixos de hemoglobina, ferro e ferritina em comparação com os homens.
4. Em geral, os homens apresentam níveis mais elevados de creatinina, creatina quinase e aldolase que as mulheres. Isso se deve à maior massa muscular dos homens.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
I A absorção do ferro é estritamente regulada pelo nosso organismo, pois não há mecanismos fisiológicos para eliminação do excesso de ferro e sua sobrecarga pode ser decorrente de distúrbios associados à absorção excessiva de ferro ou em anemias refratárias graves.
PORQUE
II O ferro em excesso pode ser depositado nos tecidos e pode causar lesões graves, sobretudo no coração, no fígado e nas glândulas endócrinas. Por outro lado, quando a quantidade de ferro é insuficiente, a produção de hemoglobina é prejudicada, levando a uma redução no transporte de oxigênio para o organismo e à anemia ferropriva.
Quanto as assertivas, é correto afirmar:
I. Hemofilia A
II. Hemofilia B
III. Doença de von Willebrand
IV. Deficiência de vitamina K
V. Coagulação intravascular disseminada
A. O tempo de protrombina e o tempo de tromboplastina parcial ativada estão prolongados. Os níveis plasmáticos dos fatores II, VII, IX e X estão baixos, mas não são exames de rotina.
B. Baixo nível plasmático de fator IX e tempo de tromboplastina parcial ativada prolongado.
C. Baixo nível plasmático de fator VIII e tempo de tromboplastina parcial ativada prolongado.
D. A contagem de plaquetas e a dosagem de fibrinogênio estão baixas, tempo de trombina está prolongado e níveis elevados de D-dímero.
E. Fator de von Willebrand baixo e tempo de tromboplastina parcial ativada normal ou prolongado.
A associação correta é
I. Na leucemia mieloide aguda, na grande maioria dos casos, há anemia normocrômica e normocítica, além de trombocitopenia. O leucograma apresenta leucocitose, com presença notável de blastos. Exames complementares da medula óssea são necessários para confirmar o diagnóstico, avaliar o prognóstico e desenvolver o plano de tratamento.
II. Pacientes com linfoma de Hodgkin apresentam anemia normocítica e normocrômica, e com o avançar da doença há linfopenia e perda da imunidade celular. A contagem de plaquetas é normal ou aumentada durante a fase inicial e diminuída nas fases tardias da doença.
III. Na leucemia linfoide crônica, há pancitopenia, com eritrócitos macrocíticos e hipocrômicos, podendo ser encontrados eritroblastos. Há granulocitopenia com granulócitos agranulados com núcleos único ou bilobado. As plaquetas podem ser grandes ou pequenas com baixa contagem.
Está(ão) correta(s)
I. O produto gênico do alelo O é desprovido de atividade enzimática. Os indivíduos que são homozigotos para o alelo O não podem adicionar açúcares terminais ao antígeno H e expressam apenas o antígeno H.
II. A enzima codificada pelo alelo A transfere uma porção galactose terminal para o antígeno H. Então, os indivíduos que contêm um alelo A (homozigoto AA, heterozigotos AO ou heterozigotos AB) formam o antígeno A pela adição da galactose terminal em alguns dos seus antígenos H.
III. O produto gênico do alelo B transfere uma porção N-acetilgalactosamina terminal. Os indivíduos que expressam um alelo B (homozigotos BB, heterozigotos BO ou heterozigotos AB) formam o antígeno B pela adição da N-acetilgalactosamina terminal a alguns de seus antígenos H.
IV. Os heterozigotos AB formam tanto antígenos A quanto antígenos B a partir de alguns de seus antígenos H. A terminologia foi simplificada de maneira que os indivíduos OO são ditos do tipo sanguíneo O; os indivíduos AA e AO são do tipo sanguíneo A; os indivíduos BB e BO são do tipo sanguíneo B; e os indivíduos AB são do sanguíneo AB.
V. As mutações no gene codificador da fucosiltransferase que produz o antígeno H são raras; indivíduos homozigotos para essa mutação são ditos do grupo sanguíneo Mumbai (Bombay - Oh) e não podem produzir antígenos H, A ou B.
Quais estão corretas?
( ) A obtenção de concentrado de plaquetas pode ocorrer tanto pela separação de sangue total quanto por plaquetaférese, sendo este último método preferido em pacientes que necessitam de transfusões repetidas, pois reduz o risco de aloimunização.
( ) A albumina humana, obtida por fracionamento do plasma, é considerada um hemoderivado e pode ser indicada na expansão volêmica de pacientes cirúrgicos em choque hemorrágico agudo, como substituto de hemácias.
( ) A plasmaférese terapêutica pode ser utilizada em situações específicas, como Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e síndrome de Guillain-Barré, constituindo uma modalidade de aférese de uso clínico especializado.
( ) Em transfusões perioperatórias, o uso de hemocomponentes deve estar alinhado a protocolos de conservação sanguínea, como recuperação intraoperatória de hemácias e uso de antifibrinolíticos, reduzindo a exposição a transfusões alogênicas desnecessárias.
( ) Durante cirurgias eletivas, a transfusão de hemácias está indicada de forma profilática para todos os pacientes com níveis de hemoglobina <12 g/dL, independentemente da clínica ou do tipo de procedimento cirúrgico.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Pacientes com esferocitose hereditária podem necessitar de transfusões periódicas de hemácias, devendo-se priorizar concentrados fenotipados e leucorreduzidos, pela possibilidade de aloimunização eritrocitária.
II. Durante e após o TMO, todas as hemácias e plaquetas devem ser irradiadas para prevenir reação enxerto versus hospedeiro associada à transfusão.
III. A esplenectomia prévia reduz o risco de aloimunização transfusional, dispensando a necessidade de fenotipagem estendida dos hemocomponentes.
IV. O suporte transfusional plaquetário no TMO segue protocolos gerais, com transfusão profilática indicada quando contagens <10.000/µL, ou em níveis superiores na presença de sangramento ou fatores de risco adicionais.
V. Em pacientes submetidos a múltiplas transfusões, a sobrecarga de ferro deve ser monitorada, e pode ser necessária terapia quelante, mesmo após o transplante.
Quais estão corretas?
• Sorologia: anti-HIV, anti-HCV e HBsAg reagentes em teste inicial; exames confirmatórios pendentes.
• Imunoensaios detectaram anticorpos irregulares múltiplos: anti-C, anti-E e anti-K.
• Testes de biologia molecular indicaram ausência do gene para RhC e presença de RhE e K.
• Provas cruzadas: incompatibilidade parcial com hemácias ABO/RhD comuns.
• Histórico de múltiplas transfusões prévias, sem reações agudas.
Com base nesses dados, assinale a alternativa que apresenta a conduta transfusional segura mais adequada.
I. Em pacientes com hemoglobinopatias submetidos a cirurgia eletiva, o objetivo da transfusão pré-operatória pode ser tanto aumentar o nível de hemoglobina quanto reduzir a proporção de hemoglobina S circulante a fim de prevenir crises vaso-oclusivas e complicações anestésicas.
II. A estratégia transfusional pode incluir transfusão simples ou eritrocitaférese, sendo esta última preferida em cirurgias de maior risco, por possibilitar redução mais eficaz da HbS sem elevação excessiva da viscosidade sanguínea.
III. Em transfusões perioperatórias, a escolha de hemocomponentes deve priorizar concentrado de hemácias O RhD compatíveis, sem necessidade de fenotipagem estendida, uma vez que o risco de aloimunização é baixo em pacientes falciformes jovens.
IV. O uso criterioso da transfusão durante o ato cirúrgico deve considerar protocolos de conservação sanguínea, como recuperação intraoperatória de hemácias, uso de antifibrinolíticos e monitoramento da coagulação, alinhando-se a boas práticas transfusionais.
Quais estão corretas?
• ABO: O. • RhD: positivo. • Kell: negativo. • Duffy: Fy(a–). • Kidd: Jk(b+).
Considerando o diagnóstico e tratamento das anemias, a prevenção de complicações transfusionais, a coleta e processamento do sangue, e o risco de infecções transmitidas por transfusão, analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. A principal finalidade da fenotipagem eritrocitária em pacientes politransfundidos é selecionar hemocomponentes mais compatíveis, reduzindo risco de aloimunização e reações hemolíticas.
II. O hemocomponente mais seguro para João é o concentrado de hemácias O positivo, Kell-negativas, compatíveis nos sistemas Duffy e Kidd, devidamente testado e processado conforme as normas de biossegurança.
III. Além da aloimunização, pacientes com hemoglobinopatias submetidos a transfusões crônicas devem ser monitorados quanto a infecções transmitidas por transfusão, incluindo agentes emergentes.
I. A desleucocitação tem como principal finalidade reduzir a contaminação por leucócitos, diminuindo a ocorrência de reações febris não hemolíticas, aloimunização contra antígenos HLA e a transmissão de citomegalovírus, sendo especialmente recomendada em pacientes politransfundidos, em transplante de medula óssea e em portadores de hemoglobinopatias como a talassemia major.
II. A irradiação de hemocomponentes inativa a capacidade proliferativa dos linfócitos T do doador, prevenindo a doença do enxerto contra o hospedeiro associada à transfusão (DECH-AT). Essa indicação é mandatória em pacientes imunossuprimidos, RNs prematuros, em casos de transfusão intrauterina, transplante de células-tronco hematopoiéticas e no tratamento de algumas coagulopatias hereditárias.
III. Ambos os procedimentos são aplicados de modo rotineiro em qualquer transfusão de hemocomponentes, independentemente do risco clínico do receptor, já que sua utilização não impacta no custo-benefício do processo transfusional.
• Qual(is) anticorpo(s) materno(s) presente(s) está(ão) mais associado(s) a anemia fetal grave?
• Maria está em risco de desenvolver DHF/DHRN em seu feto?
• Qual é a principal consequência da destruição hemolítica das hemácias fetais e qual exame deve ser monitorado no RN?
Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as respostas para as perguntas acima.

