Questões de Concurso
Comentadas sobre nutrição do idoso em nutrição
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• IMC: 27,9 kg/m² • Pressão arterial: 160/90 mmHg • Glicemia de jejum: 101 mg/dL • Queixa: Dificuldade respiratória aumentada e constipação há 4 dias
Com base na avaliação clínica e no manejo nutricional para esse paciente, assinale a alternativa CORRETA quanto à conduta dietoterápica mais adequada:
• Colesterol total: 220 mg/dL • HDL-colesterol: 60 mg/dL • LDL-colesterol: 101 mg/dL • Triglicerídeos: 180 mg/dL
• Glicemia de jejum: 95 mg/dL • Hemoglobina glicada: 6,8%
Além dos achados laboratoriais, o paciente relata poliúria, polidipsia e episódios de dormência em membros inferiores. O exame físico revela IMC de 28,5 kg/m².
Com base na avaliação nutricional e nas diretrizes atuais para o manejo dietético, assinale a alternativa CORRETA sobre a conduta nutricional a ser aplicada para esse paciente:
Assim, quanto às recomendações voltadas ao público idoso, assinala a afirmativa correta.
I. A perda de massa muscular esquelética em idosos é um importante marcador de subnutrição que pode estar associado ao aumento do risco de morbidade e mortalidade.
II. A redução da altura em idosos ocorre devido ao fortalecimento da musculatura das pernas e ao realinhamento postural decorrente do envelhecimento.
III. O declínio da Taxa Metabólica em Repouso (TMR) em idosos está relacionado à redução das células musculares metabolicamente ativas, destacando a importância de padrões específicos de IMC para este grupo populacional.
IV. Alterações hormonais no período do climatério não influenciam na perda de massa óssea em mulheres idosas.
Quais estão corretas?
I. A perda de massa magra é comum e contribui para a síndrome de fragilidade.
II. O índice de massa corporal (IMC) ideal para idosos pode ser maior do que para adultos mais jovens.
III. A diminuição da sensação de sede pode aumentar o risco de desidratação.
IV. A circunferência da panturrilha é um indicador relevante para a avaliação da massa muscular.
Estão corretas:
O processo de envelhecimento leva a diversas alterações anatômicas e funcionais que interferem na saúde do idoso, inclusive no intestino. Com base na Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Envelhecimento (2019), a recomendação diária de fibra dietética, para indivíduos idosos, com o objetivo de manter um adequado funcionamento intestinal deve ser de:
( ) Durante os primeiros três dias de terapia com nutrição enteral e nutrição parenteral em idosos desnutridos, atenção especial deve ser dada aos níveis sanguíneos de fosfato, magnésio, potássio e tiamina, que devem ser suplementados mesmo em caso de deficiência leve.
( ) Deverá ser oferecida nutrição enteral aos idosos com prognóstico razoável se a ingestão oral for considerada impossível por mais de cinco dias ou abaixo de 60% das necessidades energéticas por mais de uma semana, apesar das intervenções para garantir a ingestão oral adequada, a fim de atender necessidades nutricionais e manter ou melhorar o estado nutricional.
( ) Intervenções nutricionais não devem ser oferecidas a pacientes idosos com risco de úlceras por pressão, a fim de prevenir o desenvolvimento de úlceras por pressão.
( ) Intervenções nutricionais devem ser oferecidas a pacientes idosos desnutridos com úlceras por pressão para melhorar a cicatrização.
I. A dietoterapia do indivíduo idoso com diabetes envolve a seguinte recomendação: carboidratos devem permanecer entre 55% das necessidades energéticas totais, 30% de lipídeos, 15% de proteínas (1,0 a 1,2g por kg/peso) e 14 g de fibras dietéticas/1000 Kcal ao dia.
II. A recomendação de ingestão proteica no paciente idoso oncológico deve ser baseada na condição clínica, estado nutricional e estadiamento da doença. Considerar sempre uma oferta proteica acima de 1,0 g/Kg/dia. Pacientes com algum grau de desnutrição, deve-se aumentar a oferta proteica para 1,2 a 1,5 g por Kg/dia.
III. Para a pessoa idosa com sarcopenia, a melhor fonte proteica para manter a massa muscular no idoso é aquela com maior digestibilidade e absorção e com maior disponibilidade de aminoácidos pós-prandial. A proteína do soro do leite preenche esses critérios e ainda, por ser rico em leucina, se torna um potente ativador da sinalização anabólica no músculo esquelético. Contudo, as proteínas ofertadas na forma líquida são menos eficientes que proteínas na forma sólida.
IV. As recomendações de ingestão energética e proteica para idosos obesos devem ser individualizadas, considerando o nível de atividade física, comorbidades associadas e tolerância. Recomenda-se utilizar 30 Kcal por kg/dia e aplicar redução calórica moderada de 1000 Kcal/dia, assegurando uma ingestão proteica de 1,2 a 2,0 g por kg de peso corporal ao dia.
I. Uma dieta hipoproteica deve ser recomendada quando se utiliza o fármaco levodopa, pois fármaco e aminoácidos competem pelo mesmo mecanismo de transporte ativo no trato gastrointestinal e na barreira hematoencefálica, de modo que refeições hiperproteicas associadas à ingestão do medicamento favorecem esta interação, ocasionando prejuízos de flutuações motoras ao paciente.
II. A recomendação de jejum de 30 minutos a 1 hora antes da administração da levodopa pode fazer com que haja baixa ingestão alimentar, uma vez que o fármaco é administrado em múltiplas doses ao longo do dia, aumentando o risco de desnutrição e perda de peso.
III. Com o uso da levodopa, recomenda-se o monitoramento dos níveis de homocisteína plasmática e das vitaminas B6, B9 e B12, sendo que folato e B12 podem necessitar de suplementação.
IV. A levodopa pode influenciar a ingestão alimentar causando efeitos adversos como náusea, vômito, dor e desconforto gastrointestinal, diarreia e sensação de sabor amargo. A indução de discinesias também é apontada como um efeito adverso da levodopa e pode aumentar o gasto energético e ainda prejudicar a mastigação, impactando a ingestão alimentar.
I. Na fase inicial da Doença de Alzheimer, o déficit de memória e a desorientação temporal e espacial, bem como os distúrbios da funcionalidade, podem interferir na habilidade de escolher alimentos, preparar e realizar as refeições.
II. Os pacientes cursam com hiporexia, dificuldade de mastigação, intolerância a certas consistências, disfagia e recusa alimentar, pois o paciente deixa de reconhecer o alimento.
III. Além dos fatores de risco não modificáveis, fatores ambientais, como estilo de vida, sedentarismo, maus hábitos alimentares e certas patologias, dentre elas a hipercolesterolemia, diabetes, hipertensão e obesidade, podem influenciar no risco para a doença.
IV. O estresse oxidativo e inflamação estão presentes na fisiopatologia da Doença de Alzheimer, causando alterações estruturais que comprometem o tecido cerebral. Além disso, a deficiência de micronutrientes, uma condição comumente encontrada nos idosos com estado nutricional comprometido, acelera o envelhecimento e a deterioração dos neurônios.
I. Em decorrência de uma prevalência crescente de doenças gastrintestinais, que são acompanhadas pela reduzida biodisponibilidade de nutrientes, os idosos podem apresentar maiores riscos de deficiências de vitamina B12, cálcio e ferro, e nesse caso deverão ter sua suplementação necessária.
II. Uma característica comum nas pessoas idosas é o aumento da capacidade de absorção de vitaminas lipossolúveis, contribuindo para uma melhor saúde óssea.
III. Maiores chances de quedas e fraturas podem estar associadas a deficiências na ingestão e absorção de vitamina D e cálcio. No entanto, não há indicação de suplementação desses micronutrientes para pessoas idosas, uma vez que as recomendações das DRI’s são suficientes para manutenção de valores séricos normais.
IV. A suplementação de vitamina D, associada ou não a reposição de cálcio, está indicada para idosos com idade ≥ 65 anos. Em geral, nessa faixa etária, os idosos apresentam risco aumentado de deficiência de vitamina D (25OH vitamina D < 20 ng/mL), com maior chance de quedas e fraturas.
V. A suplementação de micronutrientes deve ser baseada nas DRI’s, o que requer avaliação do consumo atual e da biodisponibilidade de nutrientes, não devendo ultrapassar a UL (Tolerable Upper Intake Level), que é definida como o mais alto valor de ingestão diária realizada de forma prolongada o que, aparentemente, não oferece risco à saúde.