Questões de Concurso
Sobre alimentação e doenças crônicas não transmissíveis em nutrição
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I. A resistência à insulina, principal característica da Diabetes Mellitus tipo 2, desencadeia uma série de processos inflamatórios que contribuem para o progressão da doença, sendo que o aumento de lipídio no fígado e a disfunção das células beta pancreáticas agravam o quadro de hipoglicemia crônicas.
II. No tratamento dietético da doença hepática gordurosa não alcoólica, além da modulação do consumo de lipídios saturados e trans, recomenda-se a suplementação com antioxidantes, como vitamina E e C, que atuam como agentes protetores contra o estresse oxidativo, e a introdução de ácidos graxos ômega-3 provenientes de fontes vegetais e marinhas.
III. A Hipertensão Arterial é frequentemente associada à resistência à insulina, o que contribui para a piora do quadro hipertensivo. O controle dietético, além de reduzir o consumo de sódio, deve se concentrar na modulação da ingestão de gorduras saturadas e na adoção de uma alimentação rica em potássio, magnésio e fibras, favorecendo a redução da pressão arterial.
IV. A dieta para paciente com Diabetes Mellitus tipo 2 deve ser focada na ingestão de carboidratos complexos, com especial controle do índice glicêmico, a fim de minimizar os picos de glicemia pós-prandial. Além disso, a ingestão de proteínas é incentivada para auxiliar na manutenção da massa muscular.
Acerca da política nacional de alimentação e nutrição, julgue o item seguinte.
Os indicadores de saúde e nutrição refletem as desigualdades de renda e raça que ainda persistem no país: mulheres negras e de baixa renda apresentam maiores percentuais de doenças crônicas quando comparadas a mulheres da mesma idade, brancas e de renda mais alta; entre os homens, a obesidade está mais presente nos de renda mais alta, embora cresça em todos os estratos.
Julgue o seguinte item, relativo a segurança alimentar, nutrição e saúde.
Uma alimentação saudável, baseada em alimentos in natura e inimamente processados, pode prevenir doenças crônico-degenerativas.
Com base no caso clínico informado, assinale a alternativa que mais se enquadra numa conduta dietoterápica adequada e possíveis implicações se os cuidados não forem seguidos:
Sobre o caso clínico, os sintomas relatados, exames e possíveis condutas dietoterápicas, assinale a alternativa CORRETA:
Nesse sentido, assinale a opção que indica, corretamente, um princípio do Marco de Referência em Educação Alimentar e Nutricional para as Políticas Públicas.
I. O Plano tem o objetivo de promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências, para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco, além de apoiar os serviços de saúde voltados às doenças crônicas.
II. O Plano aborda os quatro principais grupos de doenças crônicas não transmissíveis (cardiovasculares, câncer, respiratórias crônicas e doenças carenciais) e seus fatores de risco modificáveis (tabagismo, consumo abusivo de álcool, inatividade física, alimentação inadequada e contaminantes ambientais).
III. O Plano define diretrizes e ações em três eixos: a) vigilância, informação, avaliação e monitoramento; b) promoção da saúde e c) cuidado integral.
Está correto o que se afirma em
Estudos populacionais evidenciam que o estilo de vida é um dos grandes responsáveis pela prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. Essas doenças são intensificadas, entre outros fatores, pelo sedentarismo e pelo consumo de alimentos com alto valor energético. A esse respeito, julgue o item a seguir, relativo à vigilância nutricional e à obesidade.
O estigma sofrido por crianças com obesidade infantil pode resultar em baixa autoestima, rejeição corporal, transtornos alimentares, menor criação de relações sociais e comprometimento do rendimento escolar.
Estudos populacionais evidenciam que o estilo de vida é um dos grandes responsáveis pela prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. Essas doenças são intensificadas, entre outros fatores, pelo sedentarismo e pelo consumo de alimentos com alto valor energético. A esse respeito, julgue o item a seguir, relativo à vigilância nutricional e à obesidade.
A obesidade, apesar de não ser uma doença, é um dos fatores de risco mais importantes para outras doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão arterial, diabetes melito e doenças cardiovasculares.
Estudos populacionais evidenciam que o estilo de vida é um dos grandes responsáveis pela prevalência de doenças crônicas não transmissíveis. Essas doenças são intensificadas, entre outros fatores, pelo sedentarismo e pelo consumo de alimentos com alto valor energético. A esse respeito, julgue o item a seguir, relativo à vigilância nutricional e à obesidade.
A obesidade está entre os três fatores de risco mais fortemente associados às mortes e incapacidades no Brasil.
I. As diretrizes nacionais e internacionais sugerem a ingestão máxima diária de sódio entre 2.000 e 2.400mg/dia. O uso de substitutos de sal contendo cloreto de potássio não deve ser recomendado.
II. A ingestão de grãos integrais, aves, peixes e nozes é estimulada na dieta DASH, além da ingestão de, aproximadamente, 8 a 10 porções por dia de frutas e hortaliças.
III. A recomendação de ingestão de fibra alimentar total para adultos é de 20-30g/dia, sendo 5 a 10g como fibras solúveis. Recomenda-se a suplementação de cálcio, potássio e magnésio como intervenções para o controle de níveis pressóricos.
I – A hipertensão arterial sistêmica (HAS), também chamada somente de hipertensão, é uma condição clínica multicausal caracterizada por elevação sustentada dos níveis de pressão arterial ≥ 140 mmHg (sistólica) e/ou 90 mmHg (diastólica). Com frequência, está associada a distúrbios metabólicos e alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo (rins, coração, encéfalo e vasos sanguíneos), podendo ser agravada pela presença de outros fatores de risco, como dislipidemias, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes melito.
II – O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para a hipertensão arterial sistêmica, principalmente com excesso de gordura na região abdominal. O excesso de gordura intra-abdominal ou visceral é considerado um fator de risco maior do que o excesso de peso corporal total para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.
III – O excesso de potássio e iodo elevam a pressão arterial por aumentar a volemia e, consequentemente, o débito cardíaco. Depois, por mecanismos de autorregulação, há aumento da resistência vascular periférica, mantendo elevados os níveis de pressão arterial.
A exacerbação aguda da DPOC acompanha desequilíbrio do balanço nitrogenado, gerado pela diminuição da ingestão alimentar e aumento do gasto energético do paciente (1ª parte). Para esses pacientes, sugere-se cautela na oferta de calorias superior a 30 Kcal/Kg/dia durante a exacerbação aguda da doença, tendo em vista que a oferta excessiva de calorias é determinante na maior produção de CO2 (2ª parte). Maior produção de CO2 pode contribuir para piora da hipercalemia e dos sintomas de dispneia e hiperventilação (3ª parte).
Quais partes estão corretas?