Questões de Concurso Sobre sepse grave e choque séptico em medicina

Foram encontradas 352 questões

Q4316196 Medicina
Um paciente do sexo masculino, 64 anos, com histórico médico complexo que inclui meningioma recém-diagnosticado com crises focais, hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus e cirrose hepática alcoólica, é internado após uma queda.
Durante a hospitalização, ele desenvolve dor persistente no quadrante superior direito do abdome, leucocitose e febre baixa. A ultrassonografia de quadrante superior direito é sugestiva de colecistite aguda. O quadro clínico do paciente deteriora-se rapidamente, apresentando hipotensão e alteração do estado mental, necessitando de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e uso de vasopressores para suporte hemodinâmico.
O plano de manejo mais adequado para esse paciente é:
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Q4315791 Medicina
Lactente, 8 meses, internado na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de um hospital universitário há 14 dias, evolui com choque séptico refratário, disfunção de múltiplos órgãos e sinais clínicos e eletroencefalográficos de morte encefálica. Ele está acompanhado por sua mãe. O intensivista responsável conversa com os internos e residentes sobre o desfecho.
Considerando o quadro e a importância da comunicação à família, a forma que o médico intensivista responsável deve adotar durante o processo, dentre as opções abaixo, é: 
Alternativas
Q4315763 Medicina
Considerando a diretriz da Campanha Sobrevivendo à Sepse 2026 (Surving Sepsis Campaign 2026), no que tange ao manejo da sepse e do choque séptico, assinale a opção que apresenta, respectivamente, o que é considerado de baixa evidência e de moderada evidência.
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Q4314640 Medicina
Mulher de 79 anos de idade, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por pneumonia nosocomial grave por germe multirresistente, encontra-se no 10º dia de uso da combinação antimicrobiana de Meropenem intravenoso 1g a cada 8 horas) e Polimixina B intravenosa (750.000 UI a cada 12 horas). Evolui nas últimas 24 horas com distensão abdominal acentuada, abolição dos ruídos hidroaéreos e episódios de diarreia aquosa volumosa.

Ao exame físico: soporosa, febril (38,4°C), hipotensa (85 x 50 mmHg), sob infusão contínua de noradrenalina em dose crescente) e com abdome francamente distendido e doloroso à palpação difusa.

Exames laboratoriais de urgência demonstram: leucocitose de 28.500 mm3 com 12% de bastões, creatinina sérica de 3,1 mg/dL (basal de 1,0 mg/dL) e lactato arterial de 4,2 mmol/L.

A tomografia computadorizada de abdome evidência pancolite inflamatória grave com espessamento parietal difuso e dilatação do cólon com diâmetro de 7,2 cm no ceco e cólon ascendente, sem pneumoperitônio.

Considerando o diagnóstico de infecção por Clostridioides difficile na sua apresentação fulminante complicada com íleo paralítico/megacólon tóxico, a conduta terapêutica farmacológica e a abordagem inicial mais adequadas para esta paciente são:
Alternativas
Q4312529 Medicina

Em seu plantão de emergência, dá entrada um homem de 76 anos, levado por familiares devido a febre alta, icterícia e confusão mental iniciadas nas últimas 48 horas. Tem história de colecistolitíase, diagnosticada há vários anos, porém sem tratamento cirúrgico. Refere dor intensa em hipocôndrio direito associada a náuseas e vômitos há três dias.

Quando do exame físico, encontra-se em mau estado geral e obnubilado. Apresenta temperatura de 39,2°C, frequência cardíaca de 128 bpm, pressão arterial de 86/50 mmHg apesar de reposição volêmica inicial, frequência respiratória de 30 irpm e saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente.

Observa-se icterícia intensa (+++/4+). O abdome apresenta dor importante à palpação do hipocôndrio direito, sem sinais de peritonite. O sinal de Murphy é difícil de avaliar devido ao rebaixamento do nível de consciência.

Exames laboratoriais de urgência mostram: Leucócitos: 24.800/mm³; Bilirrubina total: 14,2 mg/dL; Bilirrubina direta: 11,6 mg/dL; Fosfatase alcalina: 760 U/L; Gama-GT: 980 U/L; Creatinina: 2,8 mg/dL; Lactato: 5,4 mmol/L; Plaquetas: 82.000/mm³. Hemoculturas foram coletadas.

Realizou-se uma ultrassonografia abdominal, que monstra: colelitíase; colédoco medindo 15 mm e importante dilatação das vias biliares intra-hepáticas. A tomografia computadorizada exclui perfuração e abscesso hepático.

Após admissão na unidade de terapia intensiva, o paciente recebe antibioticoterapia de amplo espectro, reposição volêmica e suporte vasopressor.

Segundo as diretrizes atuais, a conduta mais apropriada, nesse momento, será

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Q4311853 Medicina
Uma puérpera de 30 anos, no segundo dia após parto cesáreo por placenta prévia, evolui com mal-estar, dispneia e sonolência. Ao exame físico, apresenta frequência respiratória de 32 irpm, frequência cardíaca de 128 bpm, pressão arterial de 84 × 50 mmHg, temperatura de 38,9 °C e saturação de oxigênio de 92% em ar ambiente.
A instituição utiliza o Modified Early Obstetric Warning Score (MEOWS) (Escore Obstétrico Modificado de Alerta Precoce) para monitorização clínica de gestantes e puérperas.
Com base nos achados clínicos e na finalidade desse escore, a conduta mais adequada é
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Q4311822 Medicina
Uma puérpera de 32 anos, no 4º dia após cesariana realizada por trabalho de parto prolongado e rotura de membranas por 20 horas, procura o pronto-socorro com febre, dor abdominal intensa e prostração. Ao exame físico, apresenta temperatura de 39,2 °C, frequência cardíaca de 128 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, pressão arterial de 84 × 52 mmHg e saturação de oxigênio de 95% em ar ambiente. Encontra-se sonolenta, respondendo lentamente às perguntas. O útero está doloroso à palpação e os lóquios apresentam odor fétido.

A conduta mais adequada para ela é
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Q4307670 Medicina
Homem de 68 anos, com hipertensão e diabetes, é internado por pneumonia comunitária grave. Após receber 30 mL/kg de cristaloide balanceado, permanece com pressão arterial de 78 por 46 mmHg, frequência cardíaca de 118 bpm, lactato de 5,2 mmol/L e débito urinário de 0,2 mL/kg/h. Noradrenalina em dose crescente, atualmente a 0,28 micrograma/kg/min, mantém pressão arterial média de 67 mmHg. A ultrassonografia à beira leito mostra ventrículo esquerdo hiperdinâmico, ventrículo direito sem dilatação, ausência de derrame pericárdico e linhas B esparsas. A elevação passiva das pernas aumenta o VTI da via de saída do ventrículo esquerdo em apenas 4%, afastando responsividade a volume. Não há evidência de disfunção miocárdica ou de baixo débito cardíaco.

Considerando o choque séptico vasoplégico persistente, a próxima conduta mais apropriada é
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Q4307649 Medicina
Homem de 67 anos, hipertenso, é admitido no pronto atendimento com febre, tosse produtiva e dispneia há três dias. Encontra-se confuso, com temperatura de 38,7 oC, frequência cardíaca de 118 bpm, frequência respiratória de 30 irpm, pressão arterial de 82/48 mmHg e saturação periférica de oxigênio de 91% em ar ambiente. A radiografia de tórax evidencia consolidação no lobo inferior direito. Exames laboratoriais mostram leucócitos de 18.400/mm³, creatinina de 2,0 mg/dL, sendo basal de 0,9 mg/dL, e lactato de 4,8 mmol/L.
Após coleta de culturas e início de antibioticoterapia, recebe solução cristaloide em volume total de 30 mL/kg. Na reavaliação, permanece com pressão arterial de 84/50 mmHg, frequência cardíaca de 112 bpm e lactato de 4,3 mmol/L. O tempo de enchimento capilar é de 5 segundos. A elevação passiva dos membros inferiores não produz aumento significativo do volume sistólico avaliado por ecocardiografia à beira-leito. Não há sinais de congestão pulmonar.

Nesse momento, a conduta mais apropriada é
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Q4307603 Medicina
Um paciente masculino de 68 anos de idade, portador de doença renal crônica estágio 3 e diabetes Mellitus tipo 2, encontra-se internado na unidade de terapia intensiva (UTI) devido a um quadro de sepse de foco pulmonar.
Em uso de meropenem e polimixina B há 10 dias, o paciente evolui com diarreia aquosa volumosa, dor abdominal progressiva e distensão de alças.
Nas últimas 12 horas, apresenta franca piora clínica, registrando pressão arterial de 85/50 mmHg (em uso de noradrenalina em doses crescentes), frequência cardíaca de 120 bpm, temperatura axilar de 38,2 oC e abdome gravemente distendido, doloroso difusamente à palpação, com ruídos hidroaéreos abolidos.
Os exames laboratoriais de urgência revelam: leucócitos totais de 28.000/mm³, creatinina plasmática de 3,0 mg/dL (valor basal de 1,5 mg/dL), lactato sérico de 4,5 mmol/L e gasometria arterial evidenciando acidose metabólica com base excess de -7,0 mEq/L.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome aponta espessamento pancolônico difuso, borramento da gordura perivisceral e dilatação do cólon transverso com diâmetro de até 7 cm, sem sinais de pneumoperitônio. O teste de pesquisa de toxinas para Clostridioides difficile encontra-se pendente.

Considerando o cenário clínico, laboratorial e de imagem apresentado, a conduta imediata mais adequada para o manejo desse paciente é 
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Q4293257 Medicina
Na sepse bacteriana neonatal precocе (primeiras 72 horas de vida), o agente etiológico mais frequente é o Streptococcus agalactiae (GBS). O fator de risco materno que mais predispõe à infecção neonatal por GBS, na ausência de profilaxia intraparto, é:
Alternativas
Q4293143 Medicina
A sepse é definida como disfunção orgânica ameaçadora à vida. A resposta inflamatória sistêmica desregulada frente à infecção, com liberação de citocinas e ativação da coagulação, leva principalmente à:
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Q4260768 Medicina
Durante a monitorização de um paciente em choque séptico, a equipe discute o papel do trato gastrointestinal como motor da resposta inflamatória sistêmica.

Assinale a alternativa correta sobre a quebra da barreira mucosa e a translocação bacteriana.
Alternativas
Q4260732 Medicina
No manejo do choque séptico, a escolha de drogas vasoativas deve considerar mecanismo de ação e contexto clínico.

Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
Alternativas
Q4260727 Medicina
Na Medicina de Urgência, o uso de escores de gravidade e disfunção orgânica é essencial para estimar mortalidade, estratificar risco e monitorar a evolução clínica.

Assinale a alternativa correta sobre a aplicação do SAPS, APACHE e SOFA.
Alternativas
Q4254410 Medicina
Em ambientes com recursos limitados (como unidades básicas de saúde, hospitais regionais ou centros de baixa complexidade, onde frequentemente há escassez de leitos de UTI, ventiladores mecânicos, exames laboratoriais avançados e medicamentos de segunda linha), o manejo clínico da sepse representa um desafio importante e exige adaptações práticas às recomendações internacionais. Com base nas melhores evidências disponíveis e nas recomendações adaptadas para cenários de baixa e média renda (como as da Surviving Sepsis Campaign, OMS e consensos regionais), analise as assertivas em relação ao manejo clínico da sepse nesses contextos e assinale a alternativa correta.

I. A decisão de transferir pacientes sépticos para unidades de maior complexidade deve considerar estabilidade clínica, disponibilidade de equipe treinada e recursos diagnósticos e terapêuticos.
II. Em pacientes com suspeita clínica de sepse, a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada o mais precocemente possível, sem aguardar confirmação laboratorial.
III. Em ambientes com poucos recursos, o qSOFA (sensibilidade alta - maior de 80%) deve ser utilizado como ferramenta inicial de identificação de pacientes com maior risco de desfechos desfavoráveis, podendo ser empregado isoladamente para excluir sepse.
IV. A ressuscitação volêmica em pacientes sépticos deve ser individualizada e guiada pela resposta clínica, considerando o risco de sobrecarga hídrica, especialmente em contextos com suporte ventilatório limitado. 
Alternativas
Q4252936 Medicina
m homem de 67 anos é admitido na UTI por choque séptico secundário à pneumonia comunitária grave. Apesar da adequada reposição volêmica inicial (30 mL/kg de cristaloide), mantém pressão arterial média de 58 mmHg, lactato de 4,8 mmol/L e débito urinário reduzido. Segundo as recomendações atuais para o manejo do choque séptico, a conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q4251113 Medicina
Homem, 55 anos de idade, com história de diabetes melito tipo 2, foi admitido na UTI devido a choque séptico secundário à uma pneumonia bacteriana. Durante sua estadia na UTI, foi necessário inserir um cateter venoso central de curta permanência para administração de antibióticos e suporte hemodinâmico. Após 10 dias de internação, começou a apresentar febre persistente e calafrios, apesar da melhora da pneumonia. O exame físico revelou sinais de eritema e dor no sítio de inserção do cateter. Assinale a alternativa que apresenta a conduta recomendada para o manejo da possível Infecção de Corrente Sanguínea Associada ao Cateter (CRBSI). 
Alternativas
Q4239016 Medicina
Paciente com choque séptico de foco abdominal, com rebaixamento importante do nível de consciência devido a delirium, ausculta simétrica bilateral, saturação arterial de oxigênio de 82%, taquipneico, PA de 70×50 mmHg. Qual é a opção mais apropriada para intubação desse paciente?  
Alternativas
Q4213958 Medicina
Criança, 7 anos de idade, é admitida no pronto-socorro com história de febre alta de início súbito, prostração e surgimento rápido de lesões cutâneas purpúricas, algumas com aspecto petequial e outras extensas, não desaparecendo à digitopressão. Evoluiu, nas primeiras horas de internação, com deterioração clínica progressiva. Após abordagem inicial, foram instituídas as seguintes medidas: Antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, expansão volêmica com 40 mL/kg de solução isotônica e início de noradrenalina em dose crescente. Apesar das medidas, a criança mantém sinais de choque com FC de 156 bpm, PA de 68×38 mmHg, tempo de enchimento capilar de 5 segundos, diurese de < 0,5 mL/kg/h e lactato de 6,2 mmol/L. Considerando a evolução clínica apresentada, qual é a conduta adicional mais apropriada neste momento?
Alternativas
Respostas
21: B
22: B
23: C
24: A
25: D
26: E
27: E
28: D
29: B
30: E
31: A
32: D
33: E
34: D
35: A
36: C
37: B
38: D
39: A
40: C