Questões de Concurso
Sobre doenças reumatológicas e do sistema imunológico em medicina
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O mecanismo fisiopatológico que mais provavelmente explica essa complicação reside no fato de que
A terapia anticoagulante de escolha para seu tratamento crônico é
Ao exame físico, observava-se frequência cardíaca de 122 bpm, saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente, sopro holossistólico em foco mitral (2+/6+) e artrite no tornozelo esquerdo. O ecocardiograma não evidenciou vegetações.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 11,6 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos: 14.800/mm³ (VR: 4.500– 13.500/mm³); proteína C-reativa (PCR): 84 mg/L (VR: <5 mg/L); velocidade de hemossedimentação (VHS): 82 mm/h (VR: <20 mm/h); antiestreptolisina O (ASLO): 1.120 UI/mL (VR: <200 UI/mL); anti-DNase B: elevada. O eletrocardiograma demonstrou prolongamento do intervalo PR, e o ecocardiograma evidenciou insuficiência mitral discreta.
Com base no conhecimento atualmente consolidado sobre a imunopatogênese da febre reumática aguda, o evento imunológico que explica a transição entre a faringite estreptocócica prévia e o desenvolvimento da cardite autoimune é
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina: 10,4 g/dL (valor de referência: 11,0–13,5 g/dL); leucócitos: 19.200/mm³ (valor de referência: 6.000–17.500/mm³); neutrófilos: 81% (valor de referência: 30–60%); plaquetas: 648.000/mm³ (valor de referência: 150.000–450.000/mm³); proteína C-reativa (PCR): 158 mg/L (valor de referência: <5 mg/L); velocidade de hemossedimentação (VHS): 96 mm/h (valor de referência: < 20 mm/h). O ecocardiograma evidenciou dilatação da artéria coronária descendente anterior.
Com base no conhecimento atualmente consolidado, o mecanismo imunopatogênico que explica simultaneamente a vasculite sistêmica e a formação dos aneurismas coronarianos nessa doença é a
Ao exame físico, apresentava temperatura axilar de 38,2 °C, frequência cardíaca de 94 bpm, pressão arterial de 112/68 mmHg e sinovite discreta envolvendo punhos e articulações metacarpofalangianas e interfalangianas proximais, sem deformidades. Não apresentava lesões cutâneas, nódulos subcutâneos, úlceras orais ou alterações aos exames cardiopulmonar e abdominal.
Os exames laboratoriais demonstraram: hemoglobina 9,6 g/dL (VR: 12,0–16,0 g/dL); leucócitos 3.600/mm³ (VR: 4.000– 10.000/mm³); plaquetas 121.000/mm³ (VR: 150.000– 450.000/mm³); velocidade de hemossedimentação 72 mm/h (VR: <20 mm/h); proteína C-reativa (PCR) 1,0 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL); creatinina 0,7 mg/dL (VR: 0,5–1,0 mg/dL); exame de urina tipo I: sem proteinúria e sem hematúria; fator reumatoide 42 UI/mL (VR: <20 UI/mL); anticorpo antinuclear (FAN): reagente 1:320, padrão nuclear pontilhado fino; anticorpo anti-Smith (anti-Sm): positivo; anticorpo anti-Ro (SSA): positivo; anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP): negativo; fração C3: 61 mg/dL (VR: 90–180 mg/dL); fração C4: 9 mg/dL (VR: 10–40 mg/dL).
O diagnóstico mais provável é
Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, afebril, hidratado, pressão arterial de 94/58 mmHg (normal para a idade). Observam-se múltiplas lesões purpúricas palpáveis, simétricas, predominando nas regiões glúteas e faces extensoras dos membros inferiores, que não desapareciam à digitopressão. Havia ainda discreto edema em ambos os pés. O abdome era difusamente à palpação, sem defesa ou sinais de irritação peritoneal.
Os exames laboratoriais mostravam: hemoglobina 12,4 g/dL (VR: 11,5–15,5); leucócitos 13.100/mm³ (VR: 4.500–13.500), com 74% de neutrófilos, 20% de linfócitos e 2% de eosinófilos; plaquetas 386.000/mm³ (VR: 150.000–450.000); velocidade de hemossedimentação 38 mm/h (VR <20); proteína C-reativa 3,1 mg/dL (VR <0,5); creatinina 0,44 mg/dL (VR: 0,3–0,7); ureia 22 mg/dL (VR: 10–40); complemento C3 e C4 normais; EAS com proteína 1+, hemoglobina 2+, 35 hemácias/campo, 4 leucócitos/campo e ausência de cilindros hemáticos; relação proteína/creatinina urinária de 0,42 mg/mg (VR <0,20).
Com base no quadro clínico e laboratorial apresentado, o diagnóstico mais provável é
Um achado importante para estabelecer essa hipótese diagnóstica é
O diagnóstico é
A hipótese diagnóstica é
Ao exame: REG. Febril (TAX = 38,5 oC), com face de dor, sem conseguir deambular adequadamente.
Com relação à principal hipótese diagnóstica, assinale a afirmativa correta.
Sobre esse achado, assinale a opção que contém a doença sistêmica que está mais frequentemente associada à ceratite ulcerativa periférica (PUK) e a principal implicação clínica desse achado.
Antes de iniciar o inibidor de TNF, a conduta mais apropriada é
Apesar da terapêutica, mantém 8 articulações dolorosas, 6 edemaciadas, proteína C reativa de 18 mg/L e DAS28 PCR (Disease Activity Score 28 + Proteína C reativa) compatível com alta atividade da doença. Apresenta hipertensão arterial controlada, dislipidemia em tratamento e antecedente de tabagismo de 35 anos maço, tendo interrompido o tabagismo há 3 anos. Não possui história de neoplasia, tromboembolismo venoso ou insuficiência cardíaca. Pesquisa para tuberculose latente e sorologias para hepatites B e C são negativas.
A paciente questiona especificamente sobre o uso de upadacitinibe, após ter lido que os inibidores JAK apresentam início rápido de ação e elevada eficácia no controle da artrite reumatoide.
Considerando a estratégia tratar o alvo (treat to target), as recomendações contemporâneas da EULAR (European Alliance of Associations for Rheumatology) e as evidências recentes relativas à segurança dos inibidores de JAK, a conduta terapêutica mais apropriada é
I. A granulomatose com poliangiite (GPA) caracteriza-se tipicamente pelo acometimento das vias aéreas superiores, pulmões e rins, podendo apresentar manifestações granulomatosas. Há associação frequente com PR3-ANCA, embora a presença ou ausência do ANCA, isoladamente, não seja suficiente para estabelecer ou excluir o diagnóstico.
II. A poliangiite microscópica (MPA) é uma vasculite de pequenos vasos frequentemente associada ao MPO-ANCA, podendo produzir glomerulonefrite rapidamente progressiva e manifestações pulmonares, inclusive hemorragia alveolar. Diferentemente da GPA, a MPA não apresenta granulomas como característica definidora.
III. Na classificação da extensão da vasculite ANCAassociada utilizada no PCDT do Ministério da Saúde, a doença generalizada corresponde à presença de risco iminente para a função renal ou para outros órgãos, enquanto a doença grave é caracterizada por insuficiência renal aguda ou disfunção de outros órgãos, com creatinina sérica superior a 5,6 mg/dL (500 μmol/L).
IV. A identificação de PR3-ANCA ou MPO-ANCA possui valor diagnóstico, mas um resultado negativo exclui a possibilidade de vasculite ANCA-associada, uma vez que essas doenças apresentam obrigatoriamente positividade sorológica para pelo menos um desses anticorpos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Qual é a conduta correta diante da hemorragia pulmonar ativa?
I.A osteoartrose é uma doença degenerativa articular com perda da cartilagem e formação de osteófitos.
II.A dor mecânica que piora com a atividade e melhora com o repouso é característica da osteoartrose.
III.A osteoartrose caracteriza-se por rigidez matinal prolongada, superior a uma hora, com acometimento simétrico.
Está correto o que se afirma em:
I.A gota decorre do depósito articular de cristais de pirofosfato de cálcio di-hidratado.
II.A crise aguda de gota manifesta-se por artrite intensa, frequentemente na primeira articulação metatarsofalângica.
III.O líquido sinovial na gota revela cristais de urato com forte birrefringência positiva à microscopia.
Está correto o que se afirma em: