Questões de Concurso
Comentadas sobre choque e parada cardiorrespiratória em medicina
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Paciente de 30 anos de idade, vítima de acidente automobilístico, deu entrada no pronto-socorro com taquidispneia (35 irpm, SPO2 = 85%), confuso, frequência cardíaca = 130 bpm, pressão arterial = 80 x 45 mmHg. Ao raio x: fratura de fêmur bilateral e clavícula à direita, descartada fratura cervical, aumento importante da circunferência de coxas, abdômen distendido: aguardando TC de abdômen e pelve. Instalado cateter nasal de O2 com melhora da saturação, instalado acesso venoso periférico (16G) seguido de infusão de 1000 mL de cristaloide com melhora do sensório e pressão arterial (95 x 55 mmHg), mantendo taquicardia.
Diante desse quadro clínico, qual é o diagnóstico mais provável?
Nesse caso, o tratamento apropriado é:
I. Continuar a repor cristaloide; sangue coloide rapidamente até restaurar volemia a PVC acima de 12.
II. Interromper perda ou hemorragia.
III. Pesquisar hemorragia (endoscopia alta ou baixa, tomografia ou RM angiografia etc.).
IV. Pesquisar causas associadas (choque misto).
Estão CORRETOS:
(1) Choque Hipovolêmico. (2) Choque Cardiogênico. (3) Choque Obstrutivo. (4) Choque Séptico. (5) Choque Combinado ou Misto.
(_) Ocorre quando, apesar de volemia normal e função contrário e mecânica adequadas, o coração não consegue bombear por estar comprimido por tamponamento pericárdio ou pneumotórax hipertensivo.
(_) Ocorre quando uma queda crítica do débito cardíaco foi causada por perda de volume sanguíneo circulante por hemorragia, desidratação ou extravasamento de líquidos plasmáticos para um terceiro espaço (intersticial ou cavidades serosas).
(_) Os vários tipos coexistem, como no choque séptico grave, com componente hipovolêmico, cardiogênico ou distributivo que precisam ser abordados simultaneamente.
(_) Resulta de diminuição aguda da função cardíaca, como no infarto extenso do miocárdio, na miocardiopatia aguda grave, ou durante piora aguda de insuficiência cardíaca terminal (classe IV), o que promove aumento das pressões e volumes de enchimento ventriculares e diminuição do débito cardíaco, do volume sistólico e da pressão arterial média.
(_) A causa principal deste tipo de choque é uma intensa vasodilatação arterial e venosa, e abertura de shunts arteriovenosos.
(_) Clinicamente, vê-se um paciente não responsivo, apneico e sem pulsos detectáveis.
(_) O objetivo imediato das manobras de reanimação é o retorno da circulação espontânea, o que é evidenciado pelo reinício de um ritmo elétrico cardíaco organizado, visível no monitor, associado a pulsos centrais palpáveis.
(_) O suporte básico de vida (SBV) é a sequência de manobras e procedimentos da reanimação cardiorrespiratória (RCP), que visa substituir as funções cardíaca (compressões torácicas) e respiratória (ventilação artificial).
I. Via aérea e ventilação. II. Compressões torácicas. III. Identificação da PCR. IV. Avaliar segurança do socorrista.
Leia o caso clínico a seguir.
Y.T.S., do sexo masculino, de 50 anos, vítima de grave acidente automobilístico, é levado pela equipe do SAMU à emergência. Apresenta-se sem abertura ocular a estímulos álgicos, localiza dor em quatro membros, com pupilas isocóricas, e sem resposta verbal. Foi intubado por via orotraqueal. PA= 80 x 30 mmHg; Pulso= 140 bpm; MV audível em ambos hemitórax. Apresenta abdome distendido e com algumas áreas de equimoses, não há peristalse. Membros inferiores com fratura em tíbia à esquerda. Administrado 1500 mL de Ringer; a pressão arterial agora é 70 x 20 mmHg.
Nesse caso, a conduta imediata deve ser realizar
Leia o caso clínico a seguir.
W.T.S., de 25 anos, é trazido ao Pronto Atendimento após acidente automobilístico. Paciente acordado, agitado, confuso, sudoreico e TEC > 3s. Na avaliação objetiva obteve-se FC = 126 bpm, FR = 26 ipm, PA 90x50 mmHg. Abertura ocular espontânea, pupilas isocóricas e fotorreativas, ausculta cardíaca com bulhas normofonéticas, jugulares ingurgitadas e ausculta pulmonar com MV reduzido.
Diante do quadro clínico apresentado, qual o provável diagnóstico?
A utilização dos meios de contraste endovenosos é de relevante valor para definição diagnóstica em múltiplas situações, e como outros medicamentos, eventualmente, estão associados a desenvolvimento de reações adversas. O diagnóstico e seu respectivo tratamento em caso de reação adversa é o seguinte:
Paciente de 57 anos é admitido no pronto-socorro após politrauma com sinais de ferimento penetrante, taquicardia de 132bpm, sudoreico e pressão sistólica menor que 70 mmHg.
O plantonista deve solicitar ao banco de sangue hemácias, plasma e plaquetas na seguinte proporção:
Dentre as medidas iniciais que devem ser realizadas, julgue os itens a seguir e marque a alternativa correta:
I - A adrenalina é a única medicação que reduz a mortalidade e hospitalização
II - A dose de adrenalina deve ser de 0,3-0,5mg (dose máx.) para adolescentes/adultos е 0,01 mg/kg (apresentação de 1:1000 1mg/ml) até o máximo de 0,3 mg na criança IM no vasto lateral da coxa.
III - Pode-se repetir em 5 a 15 minutos o uso de adrenalina, porém via endovenosa, considerando a maior rapidez de ação.
IV - Assim, todos os pacientes hipotensos devem ser colocados na posição de Trendelemburg ou decúbito dorsal com elevação de MMII, se tolerável, o que pode prevenir a progressão para o choque anafilático e a chamada Síndrome do Ventrículo vazio.