Durante atendimento de uma ressuscitação cardiopulmonar em ...

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Q4155683 Medicina
Durante atendimento de uma ressuscitação cardiopulmonar em um paciente entubado, identifica-se no monitor, durante a troca de socorristas que realizam as compressões torácicas, ritmo AESP, capnometria de 9 mmHg e ausência de pulso e saturação. Nesse caso, qual é a conduta?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: AESP é ritmo não chocável e, em paciente intubado em RCP, ETCO2 de 9 mmHg sugere baixo fluxo/perfusão gerado pelas compressões; por isso, a conduta imediata é otimizar a qualidade das compressões torácicas, sem indicação de desfibrilação, cardioversão sincronizada ou reposicionamento do tubo com base nesse dado isolado.

Tema central: Capnografia na RCP
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Desfibrilação é indicada para ritmos chocáveis, como fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. O ritmo informado é AESP, que por definição é atividade elétrica sem pulso e não é ritmo chocável.
B
Errada
Incorreta. Cardioversão sincronizada é conduta para taquiarritmias instáveis com pulso. No caso, há ausência de pulso em contexto de parada cardiorrespiratória, o que exclui indicação de cardioversão sincronizada.
C
Errada
Incorreta. ETCO2 baixo durante RCP sugere principalmente baixo fluxo gerado pelas compressões, não erro de posicionamento do tubo de forma isolada. O enunciado não fornece sinais de intubação esofágica, extubação ou intubação seletiva, e a própria presença de capnometria detectável torna menos provável erro grosseiro de posicionamento.
D
Certa
A alternativa D está correta porque, na AESP, a conduta prioritária é manter RCP de alta qualidade e buscar causas reversíveis. A capnometria durante a PCR reflete principalmente o fluxo sanguíneo pulmonar gerado pelas compressões; um ETCO2 de 9 mmHg é baixo e sugere compressões ineficazes ou débito insuficiente produzido pela massagem. Portanto, o dado objetivo do caso aponta para necessidade de melhorar as compressões torácicas.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar qualquer atividade elétrica no monitor como indicação de choque e interpretar capnometria baixa durante PCR como problema do tubo, quando nesse contexto o principal significado é baixa perfusão gerada pelas compressões.
Dica para questões semelhantes
  • Em PCR, classifique primeiro o ritmo em chocável ou não chocável; AESP não recebe desfibrilação.
  • Durante RCP com via aérea avançada, ETCO2 baixo deve fazer pensar em baixa qualidade das compressões antes de concluir falha do tubo.
  • Capnometria detectável em paciente intubado não autoriza inferir mau posicionamento do tubo apenas porque o valor está baixo.
  • Na troca de socorristas, ETCO2 baixo reforça a necessidade de revisar profundidade, frequência, recoil e interrupções das compressões.

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