Leia o caso clínico a seguir. Y.T.S., do sexo masculino, de...
Leia o caso clínico a seguir.
Y.T.S., do sexo masculino, de 50 anos, vítima de grave acidente automobilístico, é levado pela equipe do SAMU à emergência. Apresenta-se sem abertura ocular a estímulos álgicos, localiza dor em quatro membros, com pupilas isocóricas, e sem resposta verbal. Foi intubado por via orotraqueal. PA= 80 x 30 mmHg; Pulso= 140 bpm; MV audível em ambos hemitórax. Apresenta abdome distendido e com algumas áreas de equimoses, não há peristalse. Membros inferiores com fratura em tíbia à esquerda. Administrado 1500 mL de Ringer; a pressão arterial agora é 70 x 20 mmHg.
Nesse caso, a conduta imediata deve ser realizar
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: No trauma abdominal fechado, a instabilidade hemodinâmica persistente após reposição inicial, associada a forte suspeita clínica de sangramento intra-abdominal, indica controle cirúrgico imediato da hemorragia. Neste caso, há choque grave refratário (PA 80x30, depois 70x20 após 1500 mL de Ringer), taquicardia, abdome distendido com equimoses e ausência de peristalse, com tórax sem causa imediata evidente do choque, o que torna a laparotomia exploradora a conduta correta.
- Em trauma abdominal, primeiro defina o estado hemodinâmico: instabilidade persistente após reposição inicial muda a questão de diagnóstico para controle de hemorragia.
- Se há sinais clínicos fortes de lesão abdominal e o paciente está em choque refratário, não escolha exame que exija transporte ou tempo adicional antes da hemostasia.
- Lavado peritoneal diagnóstico é método adjuvante quando há dúvida; não deve atrasar laparotomia quando a indicação cirúrgica já está configurada.
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