Questões de Concurso
Sobre cardiologia e alterações vasculares em medicina
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Mulher de 42 anos com obesidade é atendida no pronto-atendimento com 2 semanas de piora de dispneia aos esforços, fadiga e palpitações ocasionais. Ela nega tosse, febre ou calafrios recentes. A única medicação em uso é anticoncepcional oral. De positivo, ela teve uma síndrome gripal 1 mês antes, que se resolveu em alguns dias com manejo conservador. Ao exame físico: frequência cardíaca: 108 bpm; pressão arterial: 102 x 76 mmHg; frequência respiratória: 16 irpm; SatO₂ em ar ambiente: 97%; pressão venosa jugular estimada: 10 cmH₂O; não há sopros; pulmões estão limpos; extremidades inferiores estão aquecidas, com edema discreto distal simétrico (1+/4). O eletrocardiograma mostra taquicardia sinusal e baixa voltagem precordial.
Nesse contexto, o ecocardiograma provavelmente deve demonstrar
Homem de 47 anos com história de diabetes mellitus tipo 1, há 19 anos, não apresenta complicações relacionadas à doença e nenhuma queixa específica. Ele está em uso das insulinas degludeca e asparte. A pressão arterial é 129 x 68 mmHg e o IMC de 28 kg/m². Resultados dos exames séricos: hemoglobina glicada: 7,2%; colesterol total: 173 mg/dL; LDL: 92 mg/dL; HDL: 45 mg/dL; triglicerídeos: 178 mg/dL; creatinina sérica: 0,85 mg/dL. Relação albumina/creatinina urinária: 19 mg/g de creatinina (normal < 30 mg/g).
Em relação à conduta apropriada para reduzir o risco de doença cardiovascular, a orientação deve ser
Mulher de 45 anos é atendida em consulta de retorno com queixas de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna ao longo dos últimos meses. O histórico é relevante para cardiomiopatia não isquêmica, insuficiência cardíaca (IC) classe funcional II, hipertensão arterial e fibrilação atrial. Em relação à arritmia, houve falha a múltiplos medicamentos antiarrítmicos e a uma tentativa de ablação por cateter 4 meses antes. As medicações em uso regular incluem: rivaroxabana (20 mg/dia); sacubitril/valsartana (97/103 mg, 12/12 horas); metoprolol (100 mg/dia), furosemida (40 mg/dia) e espironolactona (25 mg/dia). Ao exame físico: frequência cardíaca: 92 bpm; pressão arterial: 118 x 78 mmHg; altura: 1,78 m; peso: 62,6 kg; cardíaco: ritmo irregular, com sopro holossistólico de grau 2/6 que se irradia para a axila, sem galopes; pulmonar: pulmões limpos; extremidades: sem edema. Ela é submetida a um estudo do sono e é diagnosticada com apneia central do sono.
Além de sua história de IC, constitui um fator de risco significativo para apneia central do sono, nessa paciente,
Mulher de 79 anos evolui com dispneia progressiva aos mínimos esforços e episódios recorrentes de tontura posicional no último trimestre. O ecocardiograma transtorácico evidencia valva aórtica tricúspide espessada, com calcificação acentuada dos folhetos, velocidade máxima de jato transvalvular de 4,3 m/s, gradiente pressórico médio de 48 mmHg e área valvar aórtica calculada em 0,72 cm². A fração de ejeção de ventrículo esquerdo é de 52%. A tomografia multiespiral de planejamento revela a presença de aorta em porcelana e fragilidade clínica moderada documentada por índices multidimensionais. A avaliação integrada pela equipe multidisciplinar (Heart Team) estima o risco de mortalidade cirúrgica pelo escore 7,8% (STS Score).
Considerando os dados descritos, é correto afirmar:
Menino de 8 anos, assintomático, é levado à consulta de puericultura. Durante o exame físico, a aferição da pressão arterial com manguito adequado mostra PA: 118 × 78 mmHg. A criança está no percentil 75 de estatura para a idade. De acordo com a tabela correta de referência dos valores de pressão arterial em Pediatria, o percentil 90 da pressão sistólica para essa altura e idade é 116 mmHg e para pressão diastólica é 77 mmHg. O percentil 95 para a pressão sistólica é 120 mmHg e para a diastólica é 81 mmHg.
Como se classifica esse valor de pressão arterial, caso ele se repita em aferições posteriores?
Mulher de 68 anos de idade evolui com com quadro de dispneia de início agudo, ortopneia e tosse com expectoração de aspecto espumoso e róseo. Ao exame físico: a paciente encontra-se agitada, sudorética, cianótica e com uso evidente de musculatura acessória; frequência respiratória: 36 irpm; SatO₂ em ar ambiente: 85%; pressão arterial: 232 x 131 mmHg em ambos os membros superiores; frequência cardíaca: 118 bpm; ausculta pulmonar: estertores crepitantes difusos até os ápices bilateralmente; cardíaco: ritmo de galope pela presença de terceira bulha (B3). Eletrocardiograma: taquicardia sinusal e sinais de sobrecarga ventricular esquerda, sem sinais de isquemia.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Homem de 67 anos de idade apresenta quadro progressivo de 5 dias consistindo de sudorese, náuseas, vômitos e fraqueza muscular. Não há febre, tosse, diarreia ou sintomas urinários. Há duas semanas, ele teve erisipela no membro inferior direito e tomou durante 7 dias cefalexina, dipirona e nimesulida. O antecedente também é relevante para diabetes tipo 2, hipertensão arterial e doença renal crônica (creatinina do mês anterior: 1,9 mg/dL). As medicações de uso contínuo são: enalapril, anlodipino, aspirina em baixa dose, atorvastatina, dapaglifozina e insulinas glargina e asparte. Ao exame físico: frequência cardíaca: 76 bpm; pressão arterial: 102 × 55 mmHg; pulmonar: crepitações inspiratórias em 1/3 inferior bilateralmente; extremidades inferiores com edema simétrico 2+/4, sem sinais infecciosos. Glicemia capilar: 312 mg/dL. O paciente está monitorado, dois acessos venosos foram canulados, e amostras de sangue foram enviadas ao laboratório. O ECG realizado apresenta-se a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Constitui a próxima medida de maior relevância:
Na suspeita de síndrome aórtica aguda, a estratégia farmacológica inicial, enquanto se organiza diagnóstico/tratamento definitivo, deve priorizar:
Qual a próxima conduta?
Analise as assertivas a seguir sobre as arritmias cardíacas.
I. Algumas arritmias podem decorrer de doenças do músculo cardíaco, como infarto, insuficiência cardíaca e doença de Chagas, além de estarem associadas a doenças das válvulas do coração.
II. Entre os sintomas das arritmias destacam-se palpitações, fraqueza, tonturas, sudorese, desmaios, confusão mental, falta de ar, mal-estar e sensação de peso no peito, embora algumas possam não provocar sintomas.
III. As taquicardias ventriculares malignas podem favorecer a formação de coágulos no coração, aumentando o risco de acidente vascular cerebral (AVC).
IV. Os primeiros sintomas das arritmias manifestam-se, obrigatoriamente, por dor torácica intensa, seguida de perda da consciência.
Está correto o que se afirma em: