Questões de Concurso
Sobre variação linguística em português
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Disponível em: https://instagram.com/mturismo. Acesso em: 21 ago. 2024.
Sobre o uso da variedade linguística no enunciado "O turismo tá estourado!", é INCORRETO afirmar que
A PALAVRA
Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?
Alguma coisa que eu disse distraído – tal vez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. 17. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.
TEXTO 4
“Se você dá aulas de português, diante de um dado que todos consideram “errado”, pode escolher entre diversas abordagens. Uma é humilhar o aluno dizendo que ele não sabe nem falar. Outra é manter uma lista de CERTO X ERRADO e acrescentar o erro (digamos, MENAS) ao lado do CERTO (MENOS). É uma atitude dogmática. Outra é “corrigir” sem humilhar, dizendo que muita gente fala assim, mas que, na escrita e em certas outras ocasiões, é melhor dizer / escrever MENOS (e dar as razões). Outra, ainda, é ter um espírito de pesquisa e observar (mandar os alunos observar) quem diz MENAS e em que contexto. Vão concluir que MENAS sempre ocorre diante de nome feminino, o que motiva a concordância. Ainda outra, na continuação, é (tentar) verificar se alguém tratou da questão. Uma saída é ver um dicionário, digamos, o HOUAISS (aqueles dicionários escolares (que eliminam tudo o que é heterogêneo) não servem pra isso... na verdade, servem pra pouca coisa). No HOUAISS, você encontra “a) como adv. quantitativo, é antônimo funcional de mais e, por isso, invariável; b) no Brasil, na linguagem coloquial desescolarizada, ocorre a forma deturpada menas (pron.indef.), em concordância de gênero com o substantivo que se segue (menas confiança comigo, hein?)". Relevem-se os termos um tanto preconceituosos...”
(POSSENTl, S. https://www.facebook.com/search/top?q=s%C3%ADrio%)
Em um texto retirado de sua página na rede social facebook, o professor Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto" e que, de certa forma, é necessária uma reflexão sobre as abordagens das práticas pedagógicas no ensino de língua materna. Presume-se então que cabe a um professor de língua portuguesa, no exercício de sua profissão, conhecer o idioma de maneira crítica. Desse modo, em última instância, para o linguista, isso implica:
Eu quero os manos, os manos, os manos, os manos, as minas, as minas, as minas, as minas levante as mãos e é só curtir, guerreiros e guerreiras curtem hip-hop, rap som do gueto firmo então pode vir. (x2)
É o som do gueto (hu, hu)/ Pode vir (hu, hu)/ Hip-hop (hu, hu)
Canto firme, sou black charme o rap, os mano e as mina que firmo (hey, hey)
Tô chegando na balada pra sentir, o clima é de festa, ver as mina olha sorrir, e os mano ver as minas aquele jeito pra curtir enfim o rap reina nas balada black black e black black.
NOVAMENTS. Manos e Minas. Disponível em: https://www.letras.mus.br/novaments/. Acesso em: 7 maio 2024.
Em uma aula cujo objetivo era combater o preconceito linguístico, uma professora da 2ª série do Ensino Médio apresentou aos seus alunos o rap intitulado Manos e Minas, apresentado acima. Por meio da canção, a docente ofereceu aos estudantes a possibilidade de discutirem sobre o “pretoguês”, termo criado pela professora e antropóloga Lélia Gonzalez, que o define como marca de africanização do português falado no Brasil.
Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma ação pedagógica adequada à reflexão sociolinguística, no âmbito do combate ao racismo linguístico, conforme pretendido pela professora ao trabalhar essa canção.
Definição
As variantes linguísticas são as duas ou mais formas que veiculam um mesmo sentido e compõem o conjunto de uma mesma variável linguística. A variação pode ocorrer no léxico (como no exemplo entre aipim e macaxeira…), na fonética (as pronúncias), na morfologia (como o apagamento ou não do morfema indicando o infinitivo) e na sintaxe (estrutura das frases).
REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA, A LÍNGUA QUE APRENDEMOS, A LÍNGUA QUE FALAMOS, artigo de Edmilson José de Sá, edição número 20, p. 31.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. O exemplo entre aipim e macaxeira é variação social, logo denota determinados grupos ou escolaridade, entre outros.
2. O Dicionário da Ilha, de Fernando Alexandre e de Andrea Ramos (edições Cobra Coralina), registra a palavra diarada, muitos dias. Eis um exemplo de variação regional, marcada por distinções no vocabulário e na pronúncia.
3. Os textos 2 e 3, de Euclides da Cunha, são classificados predominantemente de variação de registro, nos quais prepondera o emprego mais coloquial de linguagem. Um bom exemplo disso é a utilização do pronome oblíquo lhe.
4. As variações linguísticas devem ser sempre evitadas pelo falante por se constituírem erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A variação linguística é um fenômeno natural que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma língua em relação às possibilidades de mudança de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ela existe porque as línguas possuem a característica de serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da comunicação. É importante observar que toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante.
Analise as proposições indicadas a seguir no que se refere às denominações de variações linguísticas para identificar a alternativa correta.
(Fonte: Núcleo do Conhecimento) I.Sotaques, vocabulário e estruturas gramaticais próprias são exemplos de variações linguísticas regionais.
II.Todas as pessoas pertencentes a um mesmo grupo social falam de maneira uniforme, sem apresentar variação linguística interna.
III.Uma língua permanece estática ao longo do tempo, sem sofrer alterações ou variações linguísticas.
IV.A variação linguística histórica refere-se às mudanças que ocorrem na língua ao longo do tempo, como alterações na gramática e na fonética.
V.Diferentes fatores sociais influenciam na fala das pessoas, como classe econômica, nível educacional e ocupação, influenciando o vocabulário, o estilo e até mesmo a pronúncia das pessoas.
Quais das afirmativas são verdadeiras?
Respeita Januário
Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar de Januário
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho
Como nêgo empareado
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
"De Taboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é o maior!"
E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó:
Luiz, respeita Januário
Luiz, respeita Januário
Luiz, tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, Luiz
Respeita os oito baixo do teu pai!
Respeita os oito baixo do teu pai!
(Gonzaguinha e Luiz Gonzaga)
Nestes versos há uma linguagem coloquial com marcas de oralidade e/ou regionalismo.
I. Como nêgo empareado.
II. E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó.
III. Foram logo me dizendo.
IV. Luiz, tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso.
Texto I:
Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image2022-09-28-at-10.10.52-1024x1022.jpeg Texto II:
Disponível em: https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/imagem/prova/115717/questao/3014824- 20230926110956000000-0.png
Texto III:
Disponível em: https://media.brainly.com.br/image/rs:fill/w:1920/q:75/plain/https:/pl-static.zdn.net/files/d37/f2c36ce27da1f7223bb7be618b6623df.jpg Texto IV:
Disponível em: https://media.brainly.com.br/image/rs:fill/w:1920/q:75/plain/https:/pl-static.zdn.net/files/deb/0bceld516d05bb4b43a04aeb8dc2dac5.jpg A respeito dos textos apresentados, analise as afirmações a seguir:
I. As variações sociolinguísticas apresentadas nos textos I, II, III e IV são decorrentes de fatores linguísticos.
II. O texto I apresenta um tipo de variação chamada de diastrática.
III. O texto II apresenta um tipo de variação sociolinguística classificada como diamésica.
IV. O texto III exemplifica a chamada variação diacrônica.
V. O texto IV apresenta a variação diacrônica da linguagem.
É correto o que se afirma em:
De acordo com o fenômeno inerente ao uso da língua em diferentes situações de interação, intitulado Variação Linguística, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Nas aulas de Língua Portuguesa, a variedade linguística usada é a norma-padrão, que é prescrita pela gramática tradicional, e pode ser chamada de variedade de prestígio, língua padrão e norma culta.
( ) A norma-padrão que é cobrada em provas de concursos e de vestibulares, está expressa em documentos oficiais, em textos técnicos e nas publicações dos jornais de larga circulação é a única variedade aceita em todas as situações de comunicação.
( ) A ideia de que a língua é única e de que outras variedades diferentes daquela prescrita pela gramática devem ser eliminadas é aceitável, pois precisamos priorizar a norma-padrão.
( ) As línguas não são uniformes, pois apresentam variedades decorrentes de fatores geográficos, sociais (etnia, gênero, faixa etária, grau de escolaridade, profissão) e históricos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia as afirmativas sobre preconceito linguístico e uso de linguagem não violenta.
I. Os aspectos multiculturais e desiguais da oralidade, que ocorrem tanto na forma culta da língua quanto em outras, traz marcas do lugar, do tempo e do espaço.
II. A questão de variação linguística adverte que a língua falada deve respeitar as regrasdagramática.
III. A comunicação/linguagem não violenta propõe refletir antes de falar, avaliar a melhor maneira de comunicar, aprimorando o poder de convencimento sem que o outro perceba.
É correto o que se afirma em:
Relacione as colunas abaixo:
Coluna 01:
1- Linguagem Formal
2- Linguagem Informal
Coluna 02:
( ) Por causa das manifestações, nós chegamos em casa muito cansados.
( ) A festa lá na casa do Rodrigo tava maneira.
( ) Puts! Tô perdido e não sei chegar no hotel.
( ) O Marcelo ficou admirando muito a Cássia na festa de ontem.
( ) Tem uma galera muito sem noção na minha sala.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA: