Questões de Concurso Sobre variação linguística em português

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Q3274708 Português
Ao longo do texto: “Hipertexto e gêneros digitais, Marcuschi e Xavier propõem uma reflexão sobre algumas questões, como por exemplo, a preocupação com o “bloguês”, que ultimamente tomou conta de discussões na mídia e nas salas de aula. A partir do exemplo anterior, são destacados quais dos aspectos abaixo?
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Q3274707 Português
De acordo com Bechara, “há uma diversidade na unidade, e uma unidade na diversidade. Os falantes dessas diversidades, por motivações de ordem política e cultural, tendem a procurar, graças a um largo período histórico, um veículo comum de comunicação que manifeste a unidade que envolve e sedimenta as várias comunidades em questão”.
Dentro dessa sistemática, como é denominada a unidade linguística ideal – que nem sempre cala o prestígio de outros dialetos nem afoga localismos linguísticos? 
Alternativas
Q3259686 Português


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/trissia-ordovas-sartori/noticia/2024/06/sobreorquideas-e-pessoas-html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a palavra “gurias” (l. 19), analise as assertivas a seguir:
I. Trata-se de uma palavra de uma variante linguística regional.
II. Um sinônimo possível para o vocábulo seria “meninas”.
III. Trata-se de substantivo que não apresenta flexão de gênero.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q3259023 Português
Matéria de poesia

Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
O homem que possui um pente
e uma árvore serve para poesia

Terreno de 10 x 20, sujo de mato — os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia

Um chevrolé gosmento
Coleção de besouros abstêmios
O bule de Braque sem boca
são bons para poesia

As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo tem seu lugar
na poesia ou na geral.


(Disponivel em:
https://letraselivros.com.br/livro/marina-colasanticronicas-do-cotidiano/)

Considerando o trecho acima, identifique de que forma o autor faz uso de estrangeirismos no poema, levando em conta o contexto poético de Manoel de Barros.

"Um chevrolé gosmento Coleção de besouros abstêmios O bule de Braque sem boca são bons para poesia"
Alternativas
Q3259022 Português
Matéria de poesia

Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
O homem que possui um pente
e uma árvore serve para poesia

Terreno de 10 x 20, sujo de mato — os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia

Um chevrolé gosmento
Coleção de besouros abstêmios
O bule de Braque sem boca
são bons para poesia

As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo tem seu lugar
na poesia ou na geral.


(Disponivel em:
https://letraselivros.com.br/livro/marina-colasanticronicas-do-cotidiano/)

Com base nos trechos acima, assinale a alternativa que apresenta uma variação linguística evidenciada no poema de Manoel de Barros:
Alternativas
Q3254396 Português
Leia o fragmento do texto jornalístico a seguir.

Qual é a melhor tarântula para iniciantes? Como criar uma sling (filhote de aranha)? Como montar um terrário?

Essas perguntas aparecem em vídeos virais nas redes sociais, com dezenas de milhares de visualizações (em alguns casos, milhões).

Elas explicitam o interesse crescente de brasileiros pela criação de aranhas, especialmente tarântulas — um animal silvestre cuja manutenção em cativeiro é crime no Brasil, com pena de multa e detenção de até um ano.
O mercado clandestino de aranhas movimenta milhões de reais, com opções inclusive de vendas parceladas — tem espécie que chega a ser vendida por R$ 1,2 mil — e realização de rifas
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1e7y1wp9 q2o

O trecho que apresenta uso coloquial da língua portuguesa, fugindo da norma culta, é:
Alternativas
Q3252968 Português
Marcos Bagno, em sua obra Gramática pedagógica do português brasileiro, propõe uma abordagem que valoriza o português brasileiro, discutindo estratégias pedagógicas para tornar o ensino da língua mais inclusivo e alinhado à realidade sociolinguística do Brasil. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta sobre as ideias apresentadas pelo autor.
Alternativas
Q3237681 Português

Considere as assertivas abaixo:




I- “O prestígio da norma culta decorre de propriedades intrínsecas (linguísticas propriamente ditas) e não de propriedades extrínsecas (sociais, políticas e históricas)”.



II- “Uma comunidade linguística se caracteriza por uma única norma, a norma-padrão”.



III- “Um mesmo falante pode dominar mais de uma norma e pode mudar a sua forma de falar a depender da situação comunicativa”.



IV- “Não é possível estabelecer com nitidez e precisão os limites de cada uma das normas, haja vista que elas absorvem características uma das outras.”




É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3237680 Português

Considere os seguintes traços referentes à norma culta e à norma-padrão:




I- “variedade que ocorre em usos mais monitorados da língua por segmentos sociais urbanos”



II- “construto sócio histórico que serve de referência para estimular um processo de uniformização”



III- “expressão viva de certos segmentos sociais”



IV- “codificação taxonômica relativamente abstrata de formas tomadas como um modelo de língua”




Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q3237673 Português

Considere as seguintes proposições acerca do trabalho coma variação linguística no contexto das pesquisas e no contexto de ensino:



I- A variação morfossintática não tem muita produtividade no português brasileiro, razão pela qual tem recebido pouca atenção nos materiais didáticos e nos estudos linguísticos.



II- A abordagem da língua a partir das noções de “certo” e “errado” é indicativa de um tratamento satisfatório da variação linguística em sala de aula.



III- É uma prática adequada no tratamento da variação linguística a exploração das relações dicotômicas entre língua falada versus língua escrita; língua formal versus língua informal.



IV- A exploração de textos autênticos da realidade linguística do português brasileiro é um caminho profícuo para o trabalho com a variação linguística em sala de aula.



V- O tratamento da variação linguística a partir da exploração do léxico e do nível fonético deve receber maior atenção, haja vista a grande produtividade de fenômenos dessa natureza no português brasileiro.




É CORRETO que se afirma em:

Alternativas
Q3237672 Português
Leia com atenção os excertos abaixo sobre o fenômeno da variação linguística.


EXCERTO 1: “ A variação linguística não ocorre somente nos diferentes modos de falar das comunidades, dos grupos sociais, quando a gente compara uns com outros. Ela também se mostra no comportamento linguístico de cada indivíduo, de cada falante da língua.”

EXCERTO 2: “Nós variamos o nosso modo de falar, individualmente, de maneira mais consciente, conforme a situação de interação em que nos encontramos.”

EXCERTO 3: “Todo e qualquer indivíduo varia a sua maneira de falar, monitora mais ou menos o seu comportamento verbal, independentemente de seu grau de instrução, classe social, faixa etária etc.” 
Fonte: BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.


Os excertos apresentados:

I- Referem-se ao mesmo fenômeno de variação linguística.

II- Referem-se a distintos fenômenos de variação linguística.

III- Referem-se respectivamente aos fenômenos da variação diastrática, variação diamésica e variação diafásica.

IV- Referem-se ao fenômeno da variação diamésica.

V- Referem-se ao fenômeno da variação diafásica.


É CORRETO o que se afirma apenas em:
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Q3235286 Português
Portugueses falando 'brasileiro'? Como variante do idioma usada no Brasil influencia Portugal.


No final de janeiro, uma postagem feita por uma página portuguesa de conteúdos anti-imigração no X (antigo Twitter) denunciou a existência de uma placa de trânsito escrita em “português brasileiro” em Sintra, na área metropolitana de Lisboa.

“Sinal rodoviário escrito em português brasileiro diz que é proibida a circulação excepto a ‘trens’ e bicicletas”, diz a postagem, que traz também uma foto da placa que supostamente “assassina a língua de Camões que é o português europeu”.

O grande problema, segundo o autor do post, é que a palavra "trens" teria sido retirada do português usado no Brasil, já que em Portugal o meio de transporte ferroviário é chamado de “comboio”.

O fato, porém, é que a palavra "trem" existe também no português europeu, mas com um significado distinto. Em Portugal, pode ser “um carro de cavalos destinado ao transporte de pessoas”, ou uma carruagem, de acordo com a definição do dicionário da Porto Editora.

O episódio faz eco a muitos outros casos de portugueses "puristas" que cada vez mais rejeitam a presença de vocabulários e construções brasileiras na língua falada em seu país.

Esse repúdio fica claro em muitas das reações às notícias e manchetes de jornal que denunciam há alguns anos a influência dos conteúdos produzidos por brasileiros nas redes sociais e no YouTube nas crianças e jovens portugueses.

Enquanto alguns veem a cobertura da imprensa como exagerada e apontam o peso da xenofobia nas visões propagadas, outros fazem coro às queixas e temem que a presença cada vez maior dos vocábulos importados seja sinal de um "apagamento" da cultura local. 

Há ainda quem aponte o grande e crescente fluxo migratório - havia 360 mil brasileiros em Portugal em 2022, segundo o Itamaraty - como outro fator que contribui para isso. Mas por que a possibilidade da variante usada no Brasil ser encontrada em Portugal provoca tanta indignação entre alguns cidadãos? E qual a verdadeira extensão dessa influência?

Para Fernando Venâncio, linguista português que estuda o tema há décadas, há sim uma presença cada vez maior de traços importados do outro lado do Atlântico no idioma falado em terras portuguesas. Mas isso não é novidade. “Desde finais dos anos 1970 e princípios dos anos 1980, houve uma aquisição de brasileirismos gigantesca”, diz Venâncio, autor do livro O Português à Descoberta do Brasileiro.

Na época, isso foi um reflexo principalmente do sucesso das novelas brasileiras em Portugal, explica o linguista. Agora, há um fenômeno novo em curso, que envolve principalmente as crianças e adolescentes. "Em Portugal, eles veem cada vez mais youtubers brasileiros, às vezes, por muitas horas”, diz Venâncio.

A portuguesa Paula Lourenço é professora de escolas de ensino fundamental em Sintra há 24 anos. Ela dá aulas para crianças entre 9 e 10 anos e diz que o uso de expressões e palavras brasileiras pelos seus alunos é cada vez mais evidente.

“Neste momento, na escola, tenho um caso de um aluno que fala ‘brasileiro’ apesar de os pais serem portugueses”, conta. A professora relata que esse aluno começou a ser vítima de uma espécie de bullying, com colegas implicando com a forma como ele fala.

"Por fim, descobrimos que ele ficava até altas horas da noite sem supervisão a ver vídeos, principalmente aqueles shorts [vídeos curtos] que são reproduzidos um atrás do outro.” Segundo Paula, o gosto pelos vídeos produzidos por influenciadores e youtubers do Brasil é compartilhado por praticamente todos os seus alunos. “Houve um boom principalmente durante a pandemia. Até eu já estou um pouco aficionada pelos youtubers brasileiros, porque comecei a ver para acompanhar o que meus alunos gostam”, diz a professora. 

O linguista Xoán Lagares, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), nota que ainda “há muito preconceito em relação ao português do Brasil porque ele se diferencia em muitos pontos, sobretudo na sintaxe do que é a tradição normativa portuguesa constituída em Portugal”.

“Então, para muitos portugueses, as diferenças são identificadas como erros, como uma deturpação do português”. Mas, segundo Lagares, especialista em história social e cultural das línguas, não existe uma versão mais correta da língua.

“No caso do português, não há uma gramática oficial. Há uma tradição normativa que se manifesta em gramáticas e dicionários”, explica. Essa tradição tem sua origem em Portugal e foi elaborada a partir dos usos considerados de prestígio no país.

“O que aconteceu é que no Brasil foram se desenvolvendo outros usos de prestígio em relação à gramática”, diz o professor.

Por isso, vigora hoje no Brasil uma tradição normativa autoral e interpretativa, que pode variar conforme a gramática e a visão dos seus autores. Para alguns linguistas, as diferenças entre as variedades que se estabeleceram dos dois lados do Atlântico já são tão grandes que deveria haver uma separação definitiva entre o português e o brasileiro.

Xoán Lagares, porém, afirma que ainda é difícil falar em suas línguas separadas: “Em termos de descrição linguística, não há um critério para dizer em que momento duas variantes se tornam línguas diferentes. Esse é um problema em várias partes do mundo. Por isso, muitas vezes, é apenas uma questão política.”

Mas qual a real influência do português do Brasil em Portugal, para além das críticas embutidas nas manchetes de jornais e dos "brasileirismos" denunciados nas redes sociais?

Segundo os especialistas consultados pela BBC News Brasil, é difícil prever o impacto que isso pode ter ao longo do tempo. Até o momento, há poucas pesquisas publicadas que analisam o fenômeno – e novas expressões, palavras e estrangeirismos surgem e desaparecem nas línguas a todo tempo. “Alguns youtubers brasileiros têm muita qualidade, e não é por acaso que as crianças assistem e também aprendem com eles”, diz Fernando Venâncio.

“Mas é impossível dizer se esse fenômeno novo vai ter futuro, porque também há alguns youtubers portugueses que estão a aprender bastante com os brasileiros e estão a produzir mais coisas com alguma qualidade.”

Para ele, a influência atual se dá sobretudo na sintaxe e a partir de algumas construções específicas. Ou seja, não engloba toda a língua.

“É difícil que eles mudem, por exemplo, a colocação pronominal por conta da forma usada no Brasil. Essas coisas demoram e são difíceis de acontecer”, diz. “Veja no Brasil, onde ensinamos a questão da ênclise e até hoje não se consolidou, muitos alunos precisam ser corrigidos na escola e em redações.”

O linguista afirma ainda que o próprio preconceito demonstrado por alguns portugueses em relação à variedade brasileira deve barrar qualquer influência maior.

“Há muitas questões identitárias, de reconhecimento da própria variedade e de lealdade linguística envolvidas”, afirma.

Ela é categórica ao afirmar que o português falado em Portugal não sofrerá mudanças profundas e permanentes a partir dessa influência, ao menos por enquanto: "Como linguistas, não esperaríamos que em tão pouco tempo e em um conjunto numericamente não tão significativo assim de falantes pudesse ter uma influência decisiva sobre a língua".

" Havia essa mesma preocupação, segundo ela, nos anos 1970, quando as novelas brasileiras eram muito populares".

"Também se dizia (àquela época) que muitas construções lexicais e até gramaticais iriam ser introduzidas na variedade portuguesa. Mas não foi tanto assim". (...). "É uma moda como outra qualquer, circunscrita no tempo.", diz.


(Julia Braun Role, BBC Brasil em Londres. 2 abril 2024. TEXTO ADAPTADO)
“O fato, porém, é que a palavra ‘trem’ existe também no português europeu, mas com um significado distinto.” O excerto acima, destacado do texto da matéria, também nos faz evocar outros sentidos que são dados aqui no Brasil para o vocábulo que serviu de provocação para o debate em Portugal, como, por exemplo, a variedade de usos do termo no “mineirês”, nome popular dado às variações linguísticas características do estado de Minas Gerais, como podemos ver na tirinha abaixo:

Imagem associada para resolução da questão


Extraída de: https://bhdicas.uai.com.br/tirinhasmineiras/
As expressões “trem” e “negóço” fazem parte de qual característica da variação linguística?
Alternativas
Q3230478 Português
Qual é um dos principais benefícios de abordar a variação linguística nas aulas de Língua Portuguesa? 
Alternativas
Q3230464 Português
Em relação às práticas sociais de linguagem, analise as assertivas abaixo:

I. A variação linguística ocorre somente em conversas informais, sem impacto nos textos formais.
II. As práticas sociais de linguagem são influenciadas por fatores contextuais, históricos e sociais.
III. A linguagem permite não apenas a comunicação, mas também a produção de cultura e a construção de visões de mundo.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3202438 Português

Leia o Texto 2 para responder a questão.


 Texto 2


Crônica do trânsito


Hoje, no trânsito, conversei com alguém. Que milagre tão raro! No mar de viaturas que se espalham pelas vias da cidade. Na louca dinâmica de colisões e desvios que preenchem o dia da metrópole.

Aconteceu de forma inesperada, quando eu tentava desesperadamente passar para a faixa da esquerda. Estava preocupada com o horário da minha reunião. Ela não vai deixar! Que raiva desta fominha! Ela não vai deixar! Não acredito! Eu já estou praticamente lá, mas ela vai enfiar o bico do seu carro para me impedir a passagem! Que insana! Que ódio dessas fominhas!

Pois ela fez justo isso. Ambas imersas no trânsito denso, ficamos lado a lado. Encarei-a com minha raiva. Ela me encarou de volta, com um olhar incompreensível. Gesticulou algo, sua boca se mexeu através do vidro, sem que eu pudesse escutar nada. Foi só quando ela tocou no seu indicador e fez um gesto negativo que eu entendi. Ela queria dizer que era “eu” que estava errada, pois tentava mudar de faixa sem sinalizar. Conferi meu painel.

Que surpresa. Será que ela não é tudo aquilo de ruim? Afinal, apresentou um argumento concreto. Eu realmente não tinha feito como diz o manual, não indiquei. É… ela estava certa. Essa constatação me acalmou. Deixei de ter aquela sensação de estar cercada de pessoas egoístas e irracionais, que nunca dão chance ao motorista ao lado. Num instante, passei a ver a rua com outro olhar. Cheguei a ficar agradecida a essa mulher, a quem jamais tornarei a ver.


Disponível em:< https://deborahgoldemberg.com/cronica-do-transito/>.Acesso em: 20 ago. 2024. [Adaptado].

Ao expressar emoções pessoais vividas durante a situação cotidiana narrada, a cronista utilizou predominantemente
Alternativas
Q3153551 Português
Utilize o texto abaixo para responder a próxima questão.

“Pouco a pouco, estudando as infinitas possibilidades do esquecimento, percebeu que podia chegar um dia em que se reconhecessem as coisas pelas suas inscrições, mas não se recordasse a sua utilidade. Então foi mais explícito. O letreiro que pendurou no cachaço da vaca era uma amostra exemplar da forma pela qual os habitantes de Macondo estavam dispostos a lutar contra o esquecimento: „Esta é a vaca, tem-se que ordenhá-la todas as manhãs para que produza o leite e é preciso ferver para misturá-lo com o café e fazer café com leite.‟”.

(Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez).
Com base no conceito de variação linguística, analise o texto e escolha a alternativa que melhor explica o tipo de variação observada no uso da linguagem: 
Alternativas
Q3136950 Português
Assinale a alternativa em que todos os trechos evidenciam marcas de uma linguagem informal.
Alternativas
Q3136777 Português
Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa

Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicação e alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

A prática de nomear ciclones tropicais começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos. Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade.

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas. Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não é de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebe nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte, Chris. E assim por diante. Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos, em 2019. Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas, épocas quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de primeiro de junho a trinta de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de quinze de maio a trinta de novembro.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo.adaptado.
 A linguagem pode ser entendida como um sistema de sinais e símbolos que permite a comunicação e a expressão de pensamentos, ideias, emoções e intenções. Ela funciona como um meio estruturado de interação entre indivíduos, por meio de regras compartilhadas que estabelecem convenções para a troca de informações.
No texto 'Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa' a linguagem presente é denominada:
Alternativas
Q3133156 Português
"Os níveis de linguagem, ou níveis de fala, são os registros da linguagem utilizados pelos falantes, os quais são determinados por vários fatores de influência."
Considerando as declarações abaixo acerca da linguagem culta e da linguagem coloquial, identifique a INCORRETA: 
Alternativas
Q3133148 Português
Em relação às variações linguísticas, analise as afirmativas a seguir e identifique aquela que não está em conformidade com o tema proposto: 
Alternativas
Respostas
101: A
102: D
103: C
104: A
105: A
106: B
107: C
108: E
109: C
110: D
111: B
112: B
113: C
114: C
115: B
116: B
117: D
118: B
119: B
120: B