Questões de Concurso Sobre variação linguística em português

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Q4059601 Português




Otto Lara Resende. Qual é a fala padrão do brasileiro, agora? In: Folha de S.Paulo. 6 set. 1992. Internet: (com adaptações).

De acordo com o texto, o encontro realizado na Bahia em 1956 buscava 
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Q4023522 Português

Com base nos conhecimentos sobre variações linguísticas, complete a lacuna do texto a seguir:


____ são palavras ou expressões próprias de determinados grupos sociais, como adolescentes ou comunidades marginalizadas. Exemplos recentes incluem "crush", "lacrar" e "sextou". Também existem as mais antigas, como "broto", as regionais, como o termo carioca "sussa", e expressões típicas da favela, como "quebrada".


A variação linguística que preenche de forma CORRETA a lacuna acima é:

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Q4016549 Português
Sobre variação linguística, fenômeno que foge do escopo de desvio da norma padrão, como preconiza Bagno (2015), analise os textos:

                                                            

Abestado: Apalermado, imbecil, idiota, estúpido, otário. Pessoa que não entende nada. Em notória alusão ao animal, ou seja, uma besta.

Achar graça: Rir, sorrir. Ex.: "A menina achou muita graça da minha piada!".

Aí dento: Resposta a qualquer provocação.

Aluir: Mover-se, mexer-se. Ex.: "Se alui cara, arranja um trabalho!".

Amancebado(a): Pessoa solteira que vive maritalmente com outra. O mesmo que amigado(a).

Amansa-corno: Marca de aguardente produzida no Nordeste que ficou muito famosa pela originalidade do nome. O fabricante aproveitou um dos muitos apelidos desse destilado de cana-de-açúcar, autenticamente brasileiro, para dar nome ao seu produto.

CUNHA, Paulo José. Grande Enciclopédia Internacional de
Piauiês. Teresina: Oficina da Palavra, 2012. 

O “Piauiês” é um dicionário de termos ou expressões características do estado do Piauí. No âmbito dos estudos da Sociolinguística, de Labov, Bagno, Bortoni-Ricardo e outros, o fenômeno da variação linguística é considerado uma importante manifestação da riqueza cultural dos falantes; fatores geográficos, cronológico e sociais, por exemplo, podem influenciar nos diferentes modos de expressão comunicativa. Partindo do exposto, assinale a alternativa que traz o tipo de variação que melhor representa a obra citada:
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Q3937021 Português
O papel das bibliotecas escolares para o incentivo à leitura e à formação

        Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. No entanto, a leitura, por si só, não basta.

        Vivemos um momento em que a leitura, embora reconhecida por seus inúmeros benefícios, ainda não ocupa o lugar que deveria na vida das pessoas, especialmente de crianças e jovens. Segundo a sexta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, grande parte da população tem um consumo de livros limitado, concentrado em temas religiosos, didáticos e best‑sellers de impacto midiático. Assim, a escola surge como um ambiente fundamental para transformar essa realidade.

        Historicamente, a leitura foi instrumento de poder de instituições e grupos sociais. É essencial compreendê‑la, assim como o acesso à arte, à informação e à educação, como direitos de todos, fundamentais para a democracia. Uma escola sem biblioteca comunica silenciosamente que a leitura não é importante. Sua ausência priva os alunos de experiências humanas e universais, fundamentais à formação integral.

        Para que a leitura deixe de ser obrigação e passe a ser um convite, é preciso ressignificar a relação com ela desde a infância. Ler e falar sobre livros deveria ser uma prática cotidiana nas escolas. É preciso criar estratégias que aproximem seus usos escolares dos usos sociais, favorecer a compreensão profunda dos textos e desenvolver a fluência e o hábito leitor. Nesse sentido, destaca‑se o papel dos mediadores de leitura, que podem ser professores, bibliotecários ou outros educadores.

        As bibliotecas devem construir acervos amplos e diversos, com qualidade editorial e gráfica, que estimulem a interação do leitor com as histórias e reflitam o contexto social da escola. Devem oferecer recursos que desenvolvam o letramento informacional e o pensamento crítico, sempre em diálogo com o projeto pedagógico e os interesses da comunidade escolar.

       Transformar o Brasil em um país de leitores exige o esforço conjunto de escolas, governos, comunidades e famílias. Começa com pequenas ações: ler para as crianças, criar espaços de leitura sensível, valorizar a diversidade de narrativas e cultivar uma cultura de amor pelos livros. Uma nação leitora desenvolve cidadãos mais críticos, articulados e capazes de transformar sua realidade, ampliando o vocabulário, a capacidade de argumentar e o compromisso com uma sociedade mais democrática.

Internet:<correiobraziliense.com.br>  (com adaptações).

Com base nas ideias e nos aspectos gramaticais do texto, julgue o item a seguir.


A linguagem utilizada no texto é igualmente adequada para redes sociais, conversas informais entre estudantes e documentos oficiais, não exigindo qualquer adaptação de registro linguístico.

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Q3924675 Português
O fenômeno da variação linguística diastrática (social) se manifesta exclusivamente por meio de diferenças lexicais, como o uso de gírias, não abrangendo aspectos fonológicos ou sintáticos da língua. 
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Q3909559 Português
Colorindo Sentimentos

− Mamãe, qual cor você acha que tem o amor?

− Acho que vermelho, porque o coração e tudo ligado ao amor é vermelho.

− Durante a pandemia, eu escutava muito um álbum do Emicida. As músicas falavam sobre união, força e relações afetivas. Na música principal, ele diz que o amor é amarelo.

− Amarelo? Como assim?

− Ele fala de um amor mais amplo, ligado à empatia, às pessoas e à união. Um trecho famoso diz: "Tudo que nóis tem é nóis".

− E você, que cor acha que o amor tem?

− Antes eu achava que era só vermelho, como o amor romântico. Mas hoje vejo que também pode ser amarelo.

Quando penso nas pessoas importantes da minha vida, percebo que o amor não é uma única cor. O vermelho representa o amor entre um casal, mas o amarelo representa o carinho, a amizade e os laços que nos unem.

− Qual o nome da música?

− Principia. 

− E o álbum?

− Amarelo.

Texto Adaptado

LOPES, Damaris Caroline. Colorindo sentimentos. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: USP, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 199/1094/4129 . Acesso em: 22 fev. 2026.
No trecho "Um trecho famoso diz: 'Tudo que nóis tem é nóis'.", a fala citada apresenta traços que se afastam da norma-padrão. Considerando os estudos sobre variação linguística e as modalidades de uso da língua, assinale a alternativa que interpreta corretamente o fenômeno observado.
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Q3865536 Português
Leia a tirinha de Armandinho.

texto6.png (657×195)

Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho. Acesso em: 28 dez. 2025. 
O fenômeno da variação linguística é inerente a todas as línguas humanas, o que significa dizer que elas variam no tempo, no espaço, em diferentes classes sociais, nos variados contextos de uso.
A tirinha de Armandinho exemplifica esse fenômeno linguístico, salientando que: 
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Q3859381 Português
A oralidade no ambiente escolar, diferentemente da escrita, não exige um trabalho pedagógico sistemático, uma vez que o domínio da fala se desenvolve naturalmente na interação diária, sem a necessidade de estratégias de ensino específicas para aprimorar a expressão e compreensão oral formal.
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Q3859379 Português
A concepção da linguagem como interação, em contraste com a visão instrumental ou representacional, preconiza que a língua não é apenas um instrumento para transmitir informações ou um espelho da realidade, mas sim uma forma de ação social que constitui os sujeitos e as relações, sendo indissociável dos contextos de uso.
Alternativas
Q3825577 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ordem na Casa


Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.


Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.  


Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.


Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e desamor.  


Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera. 


Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos. 


Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger. 


A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E as vezes você precisa escutá-la. Às vezes tem que abrir a jaula e deixá-la sair. 


Porque ninguém é de ferro.


E você tem que aprender a se aceitar.  


A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é... 


Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você? 


Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida? 


Ou você mesma? O Super que há em você? 


Coloque ordem na casa.


Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que esta cansada para ir a balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusável", que não da pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.


Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.  


Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.


Nem por isso terá menos amor.


Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.


(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)  


O trecho que reproduz uma marca linguística recorrente na oralidade nacional é: 
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Q4208323 Português
A Grécia é azul!

(Roma, 12/08/2007 — 19h20) Um dos momentos mais difíceis quando escrevo para o blog é a escolha do título. Procuro palavras que sintetizem as minhas emoções e percepções. O título deve ser curto e conter o nome do país (ou da cidade em algumas situações). No caso da Grécia, estava em dúvida entre explorar a riqueza arqueológica ou explicitar a liberalidade nas praias.

Uma última revisão das fotos me chamou a atenção para a predominância da cor azul. Seja no céu, no mar, na decoração das inúmeras igrejas ou nas portas e janelas contrastantes com o branco das casas, o fato é que o azul aparece com destaque em mais de 80% das minhas fotos. A própria bandeira da Grécia, com faixas azuis e brancas, ajuda a comprovar a minha tese.

Comecei a viagem por Atenas, onde reencontrei a Mônica e a Carmen. Embora a cidade tenha milhares de anos de história, ela é moderna e não tem o mesmo charme de Istambul. As principais ruínas ficam no complexo de Acrópoles, incluindo o Partenon, construção imponente que ocupa o alto de uma colina há 2.500 anos. Gostei do bairro de Plaka, cujos bares, restaurantes e lojas ficam cheios de turistas.

A melhor forma para se conhecer as praias em Mikonos é de carro. A ilha é montanhosa, e as estradas sinuosas são uma diversão à parte para quem dirige. Em alguns pontos, só um carro consegue passar. A paisagem é árida, pedregosa. Pequenas igrejas brancas estão espalhadas pela ilha e contrastam com a paisagem seca. Praticamente todas as casas têm um curioso formato cúbico. Mais uma curva e... Somos presenteados com a visão panorâmica de uma nova praia. Também fizemos um passeio de meio período pelas ruínas e vistas panorâmicas da ilha de Delos.

A última ilha a ser visitada é Santorini. Esculpida por erupções vulcânicas e terremotos, ela tem o formato de uma lua crescente. O lado de dentro da lua fica no alto da cratera, dezenas de metros acima do mar, enquanto o lado de fora tem praias cobertas por pedras pretas de variados tamanhos.

Ficamos frustrados com as praias de Santorini, que não têm a beleza das que encontramos em Mikonos. Por outro lado, caminhar pela borda da cratera permite um panorama único, maravilhoso. E é claro, tomar vinho e ver o pôr do sol bem acompanhado não tem preço...

Fonte: Edu Feijó. Adaptado. 
Este tipo de variação linguística é resultado da passagem do tempo, já que a língua está em constante modificação, pois os falantes são criativos e procuram novas expressões para comunicarem-se de forma mais efetiva. Um exemplo, é a evolução da palavra “você”. Trata-se da variação:
Imagem associada para resolução da questão
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Q4175143 Português
Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas amiúde

Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força ou de Vênus

Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom

Agora pego um caminhão
Na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy, that's over, baby
Freud explica

Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular

No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais

Fonte: https://www.letras.mus.br/ze-ramalho/49364/
Na canção “Chão de Giz”, o verso “Meus vinte anos de boy, that’s over, baby, Freud explica” revela uma variação linguística marcada pela combinação de diferentes registros de linguagem. Essa mistura caracteriza um caso de:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145141 Português
TEXTO 1


Lançamento de Liberdade de Maria Crioula, passada por sua Senhora Dona Jacinta Maria de Alvarenga


Saibaó quantos este publico instrumento de lançamento de Liberdade viren que no Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil seteCentos e noventa e Cinco, aos desaseis dias do mez de Setembro do dito anno, nesta Villa Real de Nossa Senhora da Conceiçaó do Sabara, tractey com a Crioula Maria conferir lhe Liberdade pella quantia de trezentos e vinte mil reis e Como me fez entrega della lhe dou por esta inteira Liberdade como se fosse ingenua com a Condiçaó de que ser(á) obrigada a Criar pello tempo de dous annos a filha que tem de peito sem que posa pedir pella criaçaó pagamento algum e naó sahirá desta Villa para fora durante o dito tempo e sahindo ficara de nenhun efeito a Liberdade e poderey chamala a Captiveiro, e por verdade mandey passar este en que me asigney.


IBRAM. Sabará (MG). LN(CPON) 34(81). Carta de liberdade de Maria Crioula, 1795, f. 93 (adaptado).


TEXTO 2


REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Comarca de Sabará – Estado de Minas Gerais



Cartório do 3º Ofício
Tabeliã: Joana da Silva
Escrevente: José da Silva

Livro n. 033 Folhas 209
Escritura Pública de Compra e Venda


Saibam quantos esta pública escritura virem, que no dia 16 (dezesseis) do mês de setembro: ano 1.996 (mil novecentos e noventa e seis), nesta cidade e Comarca de Sabará, Estado de Minas Gerais, neste cartório, no Fórum, perante mim Tabeliã, compareceram partes entre si justas e contratadas, a saber como OUTORGANTE VENDEDOR JOÃO DA SILVA, CPF 000.000.000- 00 e de outro lado como OUTORGADA COMPRADORA MARIA DA COSTA, CPF 111.111.111-11, SOLTEIRA, PORTADORA DA CARTEIRA DE IDENTIDADE M-0.000.000, RESIDENTE E DOMICILIADA NA RUA DO AMOR, No 240, NESTE MUNICÍPIO DE SABARÁ; que assim se identificaram do que dou fé. E pelo outorgante me foi dito que a justo título é senhor e legítimo possuidor do imóvel constituído pela casa na rua do Amor, n. 240, neste município de Sabará.


SABARÁ (MG). Cartório do 3º Ofício. Escritura de compra e venda de imóvel. Reg. set. 1996 (adaptado).
De acordo com a leitura dos textos 1 e 2, pode-se afirmar que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145139 Português
TEXTO 1


Lançamento de Liberdade de Maria Crioula, passada por sua Senhora Dona Jacinta Maria de Alvarenga


Saibaó quantos este publico instrumento de lançamento de Liberdade viren que no Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil seteCentos e noventa e Cinco, aos desaseis dias do mez de Setembro do dito anno, nesta Villa Real de Nossa Senhora da Conceiçaó do Sabara, tractey com a Crioula Maria conferir lhe Liberdade pella quantia de trezentos e vinte mil reis e Como me fez entrega della lhe dou por esta inteira Liberdade como se fosse ingenua com a Condiçaó de que ser(á) obrigada a Criar pello tempo de dous annos a filha que tem de peito sem que posa pedir pella criaçaó pagamento algum e naó sahirá desta Villa para fora durante o dito tempo e sahindo ficara de nenhun efeito a Liberdade e poderey chamala a Captiveiro, e por verdade mandey passar este en que me asigney.


IBRAM. Sabará (MG). LN(CPON) 34(81). Carta de liberdade de Maria Crioula, 1795, f. 93 (adaptado).


TEXTO 2


REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Comarca de Sabará – Estado de Minas Gerais



Cartório do 3º Ofício
Tabeliã: Joana da Silva
Escrevente: José da Silva

Livro n. 033 Folhas 209
Escritura Pública de Compra e Venda


Saibam quantos esta pública escritura virem, que no dia 16 (dezesseis) do mês de setembro: ano 1.996 (mil novecentos e noventa e seis), nesta cidade e Comarca de Sabará, Estado de Minas Gerais, neste cartório, no Fórum, perante mim Tabeliã, compareceram partes entre si justas e contratadas, a saber como OUTORGANTE VENDEDOR JOÃO DA SILVA, CPF 000.000.000- 00 e de outro lado como OUTORGADA COMPRADORA MARIA DA COSTA, CPF 111.111.111-11, SOLTEIRA, PORTADORA DA CARTEIRA DE IDENTIDADE M-0.000.000, RESIDENTE E DOMICILIADA NA RUA DO AMOR, No 240, NESTE MUNICÍPIO DE SABARÁ; que assim se identificaram do que dou fé. E pelo outorgante me foi dito que a justo título é senhor e legítimo possuidor do imóvel constituído pela casa na rua do Amor, n. 240, neste município de Sabará.


SABARÁ (MG). Cartório do 3º Ofício. Escritura de compra e venda de imóvel. Reg. set. 1996 (adaptado).
Considerando as transformações no sistema linguístico evidenciadas pela comparação entre os dois textos, pode-se afirmar que 
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Q4113289 Português
TEXTO I


Inteligência artificial vai substituir sua mãe

Marcos Nogueira


Minha mãe tinha um caderninho de receitas, talvez mais de um.

Seu caderno de receitas, como o da maioria das mães daquele tempo, era uma mistureba de anotações e recortes de impressos que vinham de revistas e embalagens de alimentos.

Ele sumiu, foi perdido. Talvez esteja no meio das tralhas na casa da velha, talvez tenha sido emprestado e nunca devolvido.

Como a mãe está inacessível, presa em sua cabeça com Alzheimer avançado, disponho apenas de meus próprios recursos quando quero reproduzir uma receita dela.

Deixo‑me guiar pela memória sensorial e por aquilo que observei na cozinha da dona Ana Bertoni. Então preencho as lacunas com minha experiência e meus gostos.

Sou um cara das antigas. Não deve demorar muito até que a inteligência artificial substitua as receitas familiares.

Ninguém mais tem caderno de receitas, nem as mães. Aliado a isso, ninguém anota nada à mão. Quase ninguém recorre à mídia física quando quer cozinhar algo diferente. Eu tenho dezenas de livros de culinária que raramente são tocados. É muito mais prático buscar informação on‑line.

Com o inevitável avanço da IA, essas buscas serão cada vez mais direcionadas a robôs que pretensamente entregam um resultado mais personalizado.

Estive recentemente num congresso em Madri que tinha como uma das principais discussões a aplicação da inteligência artificial na gastronomia.

Numa das palestras, foi apresentado um troço (programa? aplicativo?) destinado a criar cardápios para restaurantes que trabalham com menu fixo no almoço. Você alimenta a coisa com parâmetros como estilo culinário, custo e número de serviços.

Aí a parada sugere, para a segunda‑feira, salada de batatas, frango com legumes, creme de papaia. Para a terça, salada de legumes, papaia com batatas, creme de frango. E assim por diante. A inovação dispensa a necessidade de um chef. Ela prescinde de criatividade.

Inteligência artificial não cria nada, só recicla conhecimento gerado por humanos. Por isso as mães são muito melhores.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cozinha

Bruta, 9 maio 2025, p. C 16 (adaptado).
No texto I, o autor utiliza expressões como “um cara”, “um troço”, “a parada” e outras marcas da linguagem informal.

Identifique o que esse desvio revela nesse contexto e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4107420 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.


TEXTO I


Cuidado: chatbots

Ruy Castro


Um amigo veio me falar dos chatbots: “Cuidado! São um perigo! Se conversar com um deles, não diga nada que possa te comprometer! Não faça confidências, não peça conselhos e não acredite em tudo o que ele diz!”. Envergonhado por não saber direito o que era um chatbot — nem como conversar com ele, se nunca lhe fui apresentado e não tenho ideia de onde vive —, apenas escutei e concordei enfaticamente.


Pela terminação do nome em bot, como em “robot”, intuí brilhantemente que um chatbot seria um robô que fala. Algo como a linda robota de “Metrópolis” (1927), o Robbie de “Planeta Proibido” (1956) ou o C‑3PO de “Guerra nas Estrelas” (1977). Mas, pelo que li no Google, esses avós da robótica não chegam nem ao chinelo de um chatbot — um programa de computador, baseado em inteligência artificial, que simula conversas com falantes em qualquer língua, nível intelectual e tipo de conteúdo. Se você tentar tapeá‑lo falando na língua do P, ele te respespondeperapá no apatopó.


Pelo grau de evolução da coisa, ouvi que os cientistas estão alarmados, porque muitos chatbots, controlados por uma facção de algoritmos fora da lei, aprenderam a se passar por humanos. Se for verdade, isso comprometerá todas as relações pessoais e sociais. Em quem poderemos confiar? Chatbots “humanos” terão acesso aos centros de decisões mundiais, induzindo os poderosos a fazer coisas.


Um exemplo. Um chatbot disseminará uma fake news capaz de abalar um país. Um segundo chatbot o “denunciará” como um farsante, com o que se tornará digno de confiança, e disseminará outra fake news ainda mais grave — e nesta todos acreditarão —, iniciando talvez uma guerra. Você perguntará: por que eles fariam isso? Por causa da velha (e tão humana) ambição de dominar o mundo, curvando‑o a um controle planetário.


Só uma coisa preocupa um chatbot: alguém arrancar seu fio da tomada da parede.


FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo, Cotidiano, Opinião,

11 abr. 2025, p. A2 (adaptado).

Analise as afirmativas a seguir, sobre o texto I, relativas à coerência, à coesão e à variação linguística e seus registros.



I. O autor alterna momentos de registro formal com a predominância de um registro informal, próximo da oralidade, para tornar o texto mais acessível e próximo do leitor.


II. O texto é um exemplo de escrita exclusivamente formal padrão, com uso exclusivo de linguagem técnica, além de se constatar nele a ausência de expressões coloquiais ou humorísticas.


III. A argumentação do texto é estruturada exclusivamente em dados científicos e estatísticas para convencer o leitor sobre os perigos dos chatbots, alertando‑o acerca dos males que representam.


IV. O texto demonstra variação linguística ao misturar referências culturais históricas (como filmes antigos) com linguagem contemporânea, caracterizando a heterogeneidade da língua portuguesa.



Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q3806095 Português
“A variação linguística resulta da adaptação ________ da língua aos diferentes contextos sociais, regionais, históricos e situacionais, manifestando-se por meio de formas ________ de falar e escrever que, embora ________ entre si, são igualmente legítimas dentro das necessidades comunicativas de seus grupos de usuários.”

Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas acima, na mesma ordem.
Alternativas
Q3770627 Português
Texto 1

Leia o texto abaixo para responder à questão.


Cada um corre do jeito que pode

Folha de S. Paulo 06/09/2011

RUBEM ALVES


Havia crianças com síndrome de Down. E todas elas trabalhavam com a mesma concentração que as outras crianças. Pareciam-me integradas nas tarefas escolares, como as crianças ditas “normais”. Perguntei ao diretor sobre o segredo daquele milagre. Ele me deu uma resposta curiosa. Não me citou teorias psicológicas sobre o assunto. Sugeriu-me ler um incidente do livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Fazia muitos anos que eu lera aquele livro. E eu o lera como literatura do absurdo, coisa para crianças.

(…)

No incidente que nos interessa, encontramos Alice e seus amigos completamente molhados - haviam caído dentro de um tanque. Agora, tinham um problema comum a resolver: ficar secos. O que fazer?

(…)

O pássaro Dodô sugeriu uma corrida. Correndo o corpo esquenta e fica seco. Mas Alice queria saber das regras. O pássaro Dodô explicou:

“Primeiro marca-se o caminho da corrida, num tipo de círculo (a forma exata não tem importância), e então os participantes são todos colocados em lugares diferentes, ao longo do caminho, aqui e ali. Não tem nada de ‘um, dois, três, já’. Eles começam a correr quando lhes apetece e abandonam a corrida quando querem, o que torna difícil dizer quando a corrida termina.”

Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”

(…)

“Curriculum”, no latim, quer dizer “corrida”, “lugar onde se corre”. Uma corrida, para fazer sentido, tem de ser entre iguais, não faz sentido pôr araras, ratos e caranguejos correndo juntos. Não faz sentido colocar os “diferentes” a correr junto com os “iguais” Aquilo a que se dá o nome de integração em nossas escolas é colocar os “portadores de deficiência” correndo a mesma corrida dos chamados de “normais”. Nessa corrida, os “deficientes” estão condenados a perder. A corrida do pássaro Dodô é diferente: cada um corre do jeito que sabe e pode, todos ganham e todos recebem prêmios…
Observe o trecho destacado abaixo:

Assim, a corrida começou. Cada um corria do jeito que sabia: pra frente, pra trás, pros lados, aos pulinhos, em zigue-zague… Depois que haviam corrido por mais ou menos meia hora, o pássaro Dodô gritou: “A corrida terminou!” Todos se reuniram ao redor do Dodô e perguntaram: “Quem ganhou?”. “Todos ganharam”, disse Dodô. “E todos devem ganhar prêmios.”

Analise as afirmativas abaixo em relação à linguagem empregada no trecho.

1. Há alternância do emprego da variante formal de linguagem, a exemplo do emprego do verbo haver como auxiliar, com variante coloquial, caso da fusão da preposição com artigo.
2. O Autor empregou a variação formal de linguagem em todo o trecho do texto, como convém a uma crônica de jornal.
3. O emprego do diminutivo “pulinhos” é uma estratégia textual para melhor descrever a cena retratada no trecho, logo não pode ser considerado erro ou impróprio para este tipo de texto.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3743106 Português
Texto 2 - Para a questão.


PLANETA ÁGUA VAI SECAR?

Mais de 70% da Terra é coberta por água. Mesmo assim, 768 milhões de pessoas mundo afora não têm nenhum acesso à água tratada. Entenda como isso é possível.

Já era. A crise da água chegou para mudar a sua vida definitivamente a curto, médio e longo prazo. Não importa se você mora num lugar em que o nível dos reservatórios ainda é razoável - a crise também tem a ver com você. E é um pouco culpa sua também. Não só sua, claro. Também tem as mudanças climáticas (sim, elas existem), a contaminação das fontes, o mau gerenciamento dos recursos hídricos e o crescimento demográfico. A sua parte - reduzir o desperdício - é uma das mais fáceis de colocar em prática. Mas também é importante entender como funciona todo o resto.

A água da Terra não vai acabar assim, de uma hora para a outra. Temos mais ou menos 1,4 bilhão de km³ de água. Aí você tira da conta a água salgada dos oceanos, todo o volume dos aquíferos subterrâneos e as geleiras, e você chega à grandiosa quantia de 132 mil km³ de água superficial que podemos, de fato, usar. É pouquíssimo. Ainda mais se considerarmos que esse número não mudou muito desde que o mundo é mundo. Um dos problemas é que, enquanto a quantidade de água doce do mundo continua igual, a população cresceu. Em 1950, éramos 2,5 bilhões. Em 2050, a previsão da ONU é de que seremos 9,3 bilhões. É como se a fila do banheiro da sua casa mais do que triplicasse de tamanho. Aí, não há caixa d'água que sustente. Aliás, não é só de uma caixa d'água maior que a gente precisa. Para dar conta de tanta gente, também é necessário gerar mais energia, produzir mais comida, mais roupas, mais tudo. Uma boa parte desse "tudo" precisa de água. Nas próximas 3 décadas e meia, a demanda global deve aumentar 55%. Se considerarmos que a indústria e a agropecuária consomem 90% da água do mundo, a coisa fica mais feia.

Os números ajudam a explicar como pode haver crise hídrica em um país com uma bacia hidrográfica tão abundante. Tem outros fatores também: a maior parte da população se concentra perto do litoral e longe de grandes mananciais, como o Rio Amazonas, o maior do mundo em volume. Além disso, a água que chega até a sua torneira provavelmente passa por tubulações construídas nos anos 1940 ou 1950. Não é difícil imaginar que um sistema como esse facilite o desperdício. A cada segundo, mais de 1200 litros são jogados fora no processo de distribuição. Com toda a água desperdiçada aqui ao longo de um dia, daria para abastecer 932 milhões de pessoas (ou 3 vezes a população dos EUA). Isso porque exploramos bem pouco - e bem mal - os nossos recursos hídricos.

Texto retirado de http://super.abril.com.br/crise-agua/ - acesso 03 de junho de 2025.
O autor emprega, em certos trechos da reportagem, o registro informal da linguagem. Contém registro desse nível de linguagem a alternativa: 
Alternativas
Q3700462 Português

Leia as duas tirinhas a seguir: 

 

Imagem associada para resolução da questão



Analise as assertivas:



I) O pronome “você”, originário de “Vossa mercê”, funciona como pronome pessoal de 2ª pessoa, embora a concordância se faça em 3ª pessoa, tal como ocorre no caso dos pronomes de tratamento.


II) Armandinho, personagem das duas tirinhas, espanta-se por não encontrar “você” no sistema pronominal, ainda que tal pronome seja usado em muitas partes do Brasil.


III) "O povo”, na tirinha, tem o mesmo valor de pronome pessoal “nós”.


IV) Armandinho, ao declarar “O povo somos nós”, guia-se pelo significado e não pela flexão de concordância.




Estão CORRETAS as assertivas:


Alternativas
Respostas
41: C
42: D
43: E
44: E
45: E
46: C
47: B
48: E
49: C
50: A
51: B
52: D
53: D
54: B
55: D
56: A
57: A
58: E
59: D
60: D