Questões de Concurso
Sobre variação linguística em português
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1“-Esta obrigação de casar as mulheres é o diabo!...Se não tomam estado, ficam jururus e fanadinhas...; se casam podem cair nas mãos de algum marido malvado...E depois, as histórias!...Ih, meu Deus, mulheres numa casa, é coisa de meter medo...” Inocência, de Visconde de Taunay;
2 – do Instagram, @felicidade_da_alma:
3- Fragmento da crônica de Carlos Drummond de Andrade -ANTIGAMENTE.
Antigamente as moças chamavam-se “mademoiselles” e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo rapagões, faziam-lhe pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levavam tábua, o remédio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. [...] Mas tudo isso era antigamente, isto é, outrora. (Carlos Drummond de Andrade, Quadrante, 14ª Edição, Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1966)
4- “A decisão reforça a importância do sigilo das comunicações entre advogados e clientes, um princípio fundamental para a garantia do direito de defesa. A exclusão das transcrições e menções das mensagens ilegalmente analisadas e expostas é crucial para preservar a integridade do processo legal. Essa medida resguarda não apenas os direitos dos envolvidos, mas também a confiança no sistema judiciário. A OAB segue firme na defesa intransigente do Estado de Direito e da justiça para todos", destaca o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti.
https://www.oab.org.br/noticia/61947/prerrogativas-inviolaveisstf-atende-oab-e-exclui-conversas-de-advogado-expostas-pordelegado
5 -
https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&cid “homens têm bolsos para guardar coisas, mulheres para decoração.” Essa frase de Christian Dior em 1954, ajudou a consolidar a ideia de que os bolsos femininos são e eram meramente decorativos. Atualmente, os bolsos em jeans femininos são, em média, 48% mais curtos e 6,5 % mais estreitos do que os masculinos.
Essa canalhice começou na Era Georgiana (época de Orgulho e Preconceito, Bridgerton e outros). Antes, o vestuário feminino comportava grandes bolsos, muitas vezes amarrados à cintura e usados sob as saias, permitindo carregar diversos itens com facilidade, e cujo acesso se dava por aberturas laterais na saia para que as mãos pudessem alcançá-los facilmente.
No final do século XVIII e durante o período Regencial, as saias volumosas foram substituídas por vestidos que possuíam caimento mais justo ao corpo e cintura, e então, por isso, não podiam acomodar bolsos sem comprometer a silhueta. Para contornar o problema, surgiram as retículas pequenas bolsas que precisavam ser carregadas à mão, tornando as mulheres mais vulneráveis a roubos. Durante o surgimento do sufrágio universal feminino, a demanda por bolsos aumentou, refletindo a conexão entre bolsos e direitos das mulheres. Porém, após a segunda guerra mundial, a moda feminina se tornou cada vez mais ajustada, eliminando bolsos funcionais. @oimofinho, modificado.
Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, i o ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto ê
A, bê, cê, dê
Fê, guê, lê, mê
Nê, pê, quê, rê
Tê, vê e zê
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/47079/. Acesso em: 21 out. 2024.
Levando-se em consideração a letra da música, dadas as afirmativas,
I. Luiz Gonzaga empregou, intencionalmente, a variação sociocultural e a variação geográfica em sua música para valorizar a cultura regional e permitir que os nordestinos migrantes se sentissem próximos a suas origens.
II. A letra da música pode ser usada para refletir sobre o preconceito e o julgamento depreciativo contra as variedades linguísticas.
III. Há, na composição musical, uma crítica a respeito do linguajar nordestino, que desprestigia a variante linguística que as crianças utilizam em suas relações sociais.
IV. Desvalorização da cultura regional e julgamentos depreciativos acerca da fala dos nordestinos são mencionados na letra da música.
verifica-se que estão corretas apenas
Num mercado cearense: - Gostaria de comprar mandioca. - Aqui não temos isso. - Então, me vê um aipim. - Também não temos. -Tá, mas macaxeira vocês têm né? - Ah! Agora sim, quantas o senhor vai querer?
Variação linguística é a diversidade de formas de falar uma língua, que se adapta a diferentes contextos, grupos sociais, regiões ou épocas. Ao observar as palavras destacadas no Texto II acima e o contexto comunicativo, assinale a alternativa que apresenta corretamente o tipo de variação linguística que temos representada.
O que é preconceito linguístico? Disponível em: https://medium.com/@niva/o-que-%C3%A9-preconceitolingu%C3%ADstico-9a93c074d523. Acesso em 13 de nov. 2024.
Leia atentamente as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a melhor análise sobre o fenômeno do preconceito linguístico, considerando seus aspectos sociais, históricos e suas implicações para a comunicação e a construção de identidades no Brasil.
As variedades linguísticas referem-se às diferentes formas de uso da língua, que podem variar de acordo com fatores como a região geográfica, o contexto social, a situação de comunicação e o nível de formalidade. Essas variações podem ser observadas na pronúncia, no vocabulário e até mesmo nas construções gramaticais utilizadas pelos falantes.
Considere a tirinha abaixo:

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/quadrin/f30308200706.ht m. Acesso em 08 de nov. de 2024.
Com base no contexto apresentado, o uso das palavras "bicicreta", "cocrete" e "cardeneta" exemplifica:
Abaixo são apontadas algumas características. Identifique aquelas que fazem parte do português padrão.
1. Tradição escrita
2. Conservador
3. Estigmatizado
4. Inovador
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. O texto é exemplo de variante diatópica.
2. O texto é marcado por desvios de concordância.
3. Por conter muitos erros, do ponto de vista linguístico, deve ser condenado e jamais estudado em sala de aula.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto 2
(…)
Iracema, fartavam vinte dias pra o nosso casamento
Que nóis ia se casar
Você atravessou a São João
Veio um carro, te pega e te pincha no chão
Você foi para Assistência, Iracema
O chofer não teve curpa, Iracema
Paciência, Iracema, paciência
(…)
Adoniran Barbosa – trecho de letra de música
São características, em geral, da fala:
1. concisão
2. prolixidade
3. espontaneidade
4. perenidade
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto 2
(…)
Iracema, fartavam vinte dias pra o nosso casamento
Que nóis ia se casar
Você atravessou a São João
Veio um carro, te pega e te pincha no chão
Você foi para Assistência, Iracema
O chofer não teve curpa, Iracema
Paciência, Iracema, paciência
(…)
Adoniran Barbosa – trecho de letra de música
1. O trecho está empregando variante diafásica, que marca alterações entre formalidade e informalidade, empregada entre falantes com alguma instrução.
2. O trecho é exemplo de variação diastrática, ou variação social, pois identifica grupos sociais.
3. O trecho somente pode ser analisado pela variação diatópica, também conhecida como variação regional.
4. O trecho, do ponto de vista linguístico, não se constitui em erro, pois marca a oralidade do falante.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a expressão “dada de bandeja”, presente nessa passagem.
I- Encontra-se em sentido conotativo.
II- Encontra-se em sentido denotativo.
III- Assinala o uso da linguagem formal.
IV- Assume o valor semântico de “fácil”.
V- Assinala o uso da linguagem popular.
Estão CORRETAS as afirmativas
Analise as assertivas que seguem sobre o post abaixo:

Disponível em: https://www.instagram.com.Acesso em: 05 set. 2024.
I- O emprego da palavra “grana” é um exemplo do uso da linguagem em situação informal de interação.
II- O termo “pra” é uma forma desenvolvida de “para”, bastante empregado em contextos escritos e orais informais.
III- No terceiro e quarto quadrinhos, observa-se a repetição da forma “aí”, muito comum na linguagem oral informal.
IV- Avariação “cê tá” em vez de “você está” é uma marca de informalidade, no entanto, já aceita em documentos oficiais.
É CORRETO o que se afirma em:
O Poeta da Roça
Patativa do Assaré
Sou fio das mata, cantô da mão grossa
Trabaio na roça, de inverno e de estio
A minha chupana é tapada de barro
Só fumo cigarro de paia de mio
Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestrê, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola
Cantando, pachola, à percura de amô
Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu sei o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estudá
Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo, na roça
Na pobre paióça, da serra ao sertão
Só canto o buliço da vida apertada
Da lida pesada, das roça e dos e dos eito
E às veiz, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito
Eu canto o cabôco com suas cassada
Nas noite assombrada que tudo apavora
Por dentro das mata, com tanta corage
Topando as visage chamada caipóra
Eu canto o vaquêro vestido de côro
Brigando com o tôro no mato fechado
Que pega na ponta do brabo novio
Ganhando logio do dono do gado
Eu canto o mendigo de sujo farrapo
Coberto de trapo e mochila na mão
Que chora pedindo socorro dos home
E tomba de fome sem casa e sem pão
E assim, sem cobiça dos cofre luzente
Eu vivo contente e feliz com a sorte
Morando no campo, sem vê a cidade
Cantando as verdade das coisa do norte
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/patativa-do-assare/872145/>. Acesso em: 12 mar. 2024.
O poema é construído por meio da variação linguística

I- Observa-se o emprego de uma linguagem formal, compatível com a linguagem jornalística.
II- Trata-se de um fragmento extraído de um jornal de circulação nacional, razão pela qual precisa manter o rigor formal da língua.
III- Trata-se de um fragmento extraído de um jornal local, razão pela qual não é necessário manter o rigor formal da língua.
É CORRETO o que se afirma em: