Questões de Concurso
Sobre variação linguística em português
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I. Nota-se que os falantes do dialeto rural do sertão mineiro sofreram preconceito linguístico pelos personagens oriundos do contexto urbano.
II. Observa-se na obra uma inovação linguística quanto à expressividade diatópica do sertão mineiro, a partir da disposição da sintaxe e do emprego de neologismos por parte dos personagens.
III. Restringe-se o aspecto lexical da obra a uma linha escorreita de uso do idioma, o que gera conflito, muitas vezes, de natureza incompreensível por parte dos personagens oriundos de classes sociais diferentes.
IV. Evidencia-se uma diferença da modalidade sociolinguística envolvendo a fala de um personagem do contexto urbano, como José Lourenço, em relação à dos moradores do Mutum, como Miguilim e sua mãe Nhanina.
Pode-se dizer que se encontra correto o que fora dito somente em:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A bola!
Ninguém dá bola para a bola. Não é como a roda. A roda entrou para a história no dia em que foi inventada. Existem civilizações que não conheceram a roda. Já pensou nisso? Se eu fizer aqui uma pesquisa rápida, é capaz até de se descobrir o século em que foi inventada essa coisa tão simples, banal. A roda e sua invenção entraram para a história. Tem tanta importância como a pedra lascada e o Vale do Silício lá na Califórnia.
E a bola? Quem foi que inventou a bola? Onde e pra quê? Invenção mais boba deve ter pensado um grego que passava por ali a caminho de uma sauna.
É impossível tentar entender o mundo sem a roda. Já pensou levar aquelas pedras todas lá no Egito para construir as pirâmides, se não tivesse a roda e sua consequente carrocinha? E aqui vai a primeira dúvida. Aquele bando de egípcios, entre uma roda e uma pedra e outra, não batiam uma bolinha? Não temos registro.
Mas tente, agora, entender o mundo sem a bola. E o esporte. Acho que fora о automobilismo, as lutas, a esgrima e o boxe, tudo gira em torno da bola. Mesmo que seja uma bola na trave.
Desde a de pingue-pongue até a de basquete (que me parece ser a maior), a bola é a bola e ninguém tasca. A bola com as mãos, com os pés, com a cabeça e até com umas raquetes dando porradas nela. Sempre a bola.
Outra coisa interessante é que a bola não evolui. Nasceu bola e é bola até hoje, ao contrário das rodas que hoje tem até com freio ABS. Tem até roda gigante. Tem até programa de televisão com nome dela: Roda Viva. Como se existisse uma roda morta.
Voltemos à bola. Me intriga isso: quem inventou a bola? E mais: pra quê? A bola de gude, por exemplo. Será que os soldados de Napoleão jogavam bolinha de gude em terreno cheio de neve? Será que a bola, quando foi inventada, já tinha ar dentro ou era compacta, inteira, de pedra, por exemplo, e era usada só para se jogar lá de cima do castelo na cabeça dos invasores, aqueles dos aríetes? (...)
PRATA, Mário. A bola! Disponível em
<https://marioprata.com.br/a-bola/>
I. “O descarte inadequado de resíduos pode provocar a contaminação dos ambientes aquáticos.”
II. “Não joga lixo no rio, porque isso vai acabar com a água e com a vida!”
III. “Égua, mano, é muita sujeira poluindo os rios e matando os animais.”
IV. “Os resíduos jogados nos rios podem prejudicar a natureza.”
Assinale a assertiva que apresenta corretamente o tipo de variação linguística predominante em cada situação encontrada nas numerações acima, respectivamente.
- Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.
- Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.
- Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.
Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.
Semelhanças observadas em diferentes culturas
Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.
Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.
Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.
Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.
Ciclos emocionais na rotina escolar
Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.
No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.
Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.
O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina.
Como quebrar os ciclos
Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.
Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.
Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.
Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar.
Implicações para a gestão escolar
O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes.
A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:
- Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.
- Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.
- Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.
- Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.
Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.
“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.
Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.
(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado).
Essa prática pedagógica fundamenta-se na compreensão de que
Para responder à questão, analise os textos I e II:
Texto I

Texto II
“No Brasil, a diversidade linguística é uma marca cultural profunda, resultado de séculos de interações entre povos nativos, colonizadores europeus e imigrantes de várias partes do mundo [...] variações dialetais refletem as influências históricas, geográficas e culturais de cada região, tornando o português brasileiro uma língua rica em diversidade. Ao analisar os principais dialetos regionais do Brasil, torna-se evidente como essas variações desempenham um papel fundamental na identidade cultural de diferentes regiões”.
(CASTILHO, Divina Eterna. Variação linguística no Brasil: uma análise sobre os dialetos regionais. Revista Ilustração, Cruz Alta, v. 5, n. 10, p. 71 86, 2024. Disponível em: https://journal.editorailustracao.com.br/index.php/ilustracao/article/view/406. Acesso em: 17, jul., 2026.)
Quais princípios sociolinguísticos possibilitam relacionar as ideias do texto II à situação comunicativa apresentada na charge (texto I)?
I. Variação linguística diamésica, variação diacrônica, comunidade de fala e bilinguismo;
II. Variação linguística diatópica, heterogeneidade linguística, adequação comunicativa e pertencimento cultural;
III. Prestígio linguístico, variação diafásica, diferenças entre variedade de prestígio e variedade popular;
IV. Mudança linguística, variação individual (idioleto) e alternância de código;
V. Estigma linguístico, variação linguística situacional e preconceito linguístico.
Selecione uma alternativa correta.
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

Fonte: WILLTIRANDO. Disponível em: willtirando.com.br. Acesso em: 24 jun. 2026.
CADASTRO NA PLATAFORMA TORCEDOR ARRETADO
O Torcedor Arretado é uma plataforma digital criada pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS), para organizar informações sobre torcedores, clubes e torcidas organizadas.
O sistema ajuda os órgãos públicos a planejarem melhor a segurança nos jogos e eventos esportivos, reunindo informações importantes em um só lugar.
Entre as principais funções estão:
• Cadastro de torcedores e torcidas organizadas;
• Identificação dos integrantes das torcidas;
• Controle de pessoas impedidas de participar de eventos esportivos;
• Registro de ocorrências e histórico de comportamento em jogos;
• Acompanhamento de medidas judiciais ou administrativas;
• Solicitação de apoio para eventos, como escolta, entrada de materiais e organização de caravanas;
• Comunicação entre torcidas, clubes e órgãos de segurança.
O sistema também permite que as torcidas organizadas administrem seus membros e mantenham seus dados atualizados.
O Torcedor Arretado busca tornar a segurança nos estádios mais eficiente, permitindo que as autoridades trabalhem de forma preventiva, com informações atualizadas e melhor planejamento.
https://www.pe.gov.br
No nome da plataforma digital apresentada, o emprego do vocábulo "Arretado" produz um efeito de sentido que se explica, predominantemente, pelo fato de
O texto a seguir serve de base para responder à questão.

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/chargeinclusao-digital/. Acesso em: 2 jun. 2026.
Leia o Texto I e responda à questão.
Texto I
O mundo está ficando mais quente – e isso está afetando nossos cérebros
Ondas de calor têm tornados mais intensos com as mudanças climáticas e os cientistas buscam entender como o calor extremo muda a forma como nosso cérebro funciona
O cérebro humano, em média, excedeu 1°C acima da temperatura corporal. Ainda assim, por ser um dos órgãos que mais consome energia no nosso corpo, ele produz uma quantidade específica de calor enquanto pensamos, lembramos de informações e reagimos ao mundo ao nosso redor.
Isso significa que o corpo precisa trabalhar duro para manter o cérebro resfriado. A circulação sanguínea, por meio de uma complexa rede de vasos, ajuda a manter essa temperatura, levando embora o calor em excesso.
Isso é necessário porque as células são extremamente sensíveis ao calor. E o funcionamento de algumas moléculas responsáveis por transmitir mensagens entre essas células também parece depender da temperatura, ou seja, elas param de trabalhar de forma se o cérebro estiver muito quente ou muito frio.
Embora as temperaturas extremas alterem a forma como nosso cérebro funciona – podendo, por exemplo, afetar nossa capacidade de tomar decisões e nos levar a assumir mais riscos – quem tem alguma condição neurológica costuma ser mais gravemente impactado.
Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/28/o-mundo-esta-ficando-mais-quente-e-isso-esta-afetando-nossos-cerebros.ghtml. Acesso em: 04 jan. 2026 [adaptado].
Acerca do Texto I, é CORRETO inferir que há o emprego de uma linguagem:
Observe o texto a seguir.

Ao trabalhar com alunos da 1ª série do Ensino Médio o tema das variações linguísticas, um professor de Língua Portuguesa utiliza o cartum apresentado. Com essa atividade, o professor pretende evidenciar que as línguas naturais se transformam historicamente.
Nesse contexto, o texto permite aos estudantes compreender que esse fenômeno decorre
Texto 2

Disponível em: https://www.iffarroupilha.edu.br/ultimas-noticias/item/44219-
vem-ser-profissa-mec-lan%C3%A7a-campanha-dedivulga%C3%A7%C3%A3o-de-cursos-da-rede-federal. Acesso em: 6 jun.
2026.
Para responder à questão, leia a charge abaixo.

Fonte: Cazo
Assinale frase que exemplifica a linguagem popular.