Questões de Concurso Sobre uso dos conectivos em português

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Q4113890 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Povo no Peru pintava os crânios de seus ancestrais




(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/ha-mil-anos-povo-no-peru-pintava-os-cranios-de-seusancestrais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o sentido conferido ao trecho em que ocorre a palavra “mas também” (l. 10).
Alternativas
Q4113887 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.



Povo no Peru pintava os crânios de seus ancestrais




(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/ha-mil-anos-povo-no-peru-pintava-os-cranios-de-seusancestrais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando as relações morfossintáticas em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 01, 07 e 09.
Alternativas
Q4113591 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Cotidiano Escolar: gestão do dia a dia para tornar a escola mais feliz





(Disponível em: https://sae.digital/cotidiano-escolar-gestao-escolar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta conjunção ou locução conjuntiva que poderia substituir corretamente “Ao passo que” (l. 23) sem alterar o sentido do trecho.
Alternativas
Q4111745 Português

A disciplina do amor


Foi na França, durante a Segunda Grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.


Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.


Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.


As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando… Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.


Lygia Fagundes Teles

No trecho, “Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa.”, o termo destacado estabelece uma relação de:
Alternativas
Q4111276 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Entrevista de emprego


Os ponteiros marcavam três e quinze. José Neto encarava a maçaneta à sua frente. Sentado numa poltrona estofada, balançava a perna; o suor lustrava-lhe a testa. Ajeitou-se na poltrona, sentindo o couro colar-lhe à pele. A sala parecia encolher enquanto sua ansiedade crescia.

Contornou o batente de madeira com o olhar e voltou à maçaneta imóvel. Deixou a pasta ao lado: dentro dela, o currículo que poderia decidir seus próximos meses e anos. Criava, por instantes, cenários de melhora de vida, mas a maçaneta seguia imóvel.

Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.

Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz. Um deles consultou o relógio, virou-se para o próximo candidato e disse: "Opa, João Neto? Então, aquele homem que acabou de sair nos agradou muito. Nada contra você... Boa sorte da próxima vez." Fechou a porta.

José Neto sentou-se de volta na poltrona, buscando conforto no estofamento de couro — desta vez, sem pressa de levantar.

Texto Adaptado

GONZAGA, Túlio. Entrevista de emprego. In: Portal de Livros Abertos da USP. São Paulo: Universidade de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 16 nov. 2025.
Considere o fragmento do conto:

"Mudou de posição várias vezes, tenso. Ajustou a camisa, ergueu o cinto e tentou respirar alguma confiança. Encarou novamente a maçaneta, certo de que abriria logo. Suspirou.
Então, a porta abriu. Dois homens saíram sorridentes, apertando mãos com a segurança de quem sabe o que diz."

A partir do trecho acima e com base na teoria da coesão e da coerência textual, assinale a alternativa que apresenta a análise correta dos mecanismos utilizados. 
Alternativas
Q4109935 Português
    [...] Como comentei na introdução, é comum que alguns autores, embora neguem o uso do “eu”, permitam, entretanto, o uso do “nós”, isto é, o emprego gramatical da primeira pessoa do plural. Devo dizer que acho a opção ainda mais estranha e curiosa do que a proibição anterior.
    Penso que tais autores, se sentindo sufocados pela impessoalidade da terceira pessoa gramatical, porém, sem querer ceder à pessoalidade da primeira pessoa do singular, acabem tentando encontrar um meio-termo no “nós”, o que, a meu ver, é mero paliativo. É que, à exceção dos trabalhos elaborados em coautoria, soa muito estranho ler um autor se referindo a si como “nós”. Soa como uma esquizofrenia.
    Para tentar justificar esse paliativo, já vi seus defensores argumentando que o uso da primeira pessoa do plural se justifica uma vez que o autor se apoia em diversas pessoas e em suas obras para poder desenvolver um trabalho científico. Assim, tentam fazer crer que o uso do “nós” é uma espécie de reconhecimento à colaboração dos demais autores que serviram de fonte às ideias do autor da pesquisa.
     Ora, com todo respeito, trata-se de uma falácia. O argumento da suposta humildade do pesquisador revela-se, na verdade, uma presunção temerosa, que, penso, deve ser evitada. Nada lhe garante que os autores que lhe serviram de fonte de pesquisa chegariam às mesmas conclusões que as suas, ou que foram corretamente interpretados em suas ideias. Em verdade, não cabe ao pesquisador declarar a vontade de suas fontes, apenas interpretá-las com sua própria subjetividade que lhe é peculiar.
    Além de gerar um ruído na comunicação, entendo que o uso da primeira pessoa do plural por um indivíduo que elabora sozinho um texto acadêmico representa uma afronta à lógica, já que nada justifica se referir a si como “nós”, quando se está completamente sozinho no ato de escrever. Sendo o caso de ser uma pesquisa que teve ajudantes ou colaboradores, uma forma de valorizar sua participação é torná-los coautores ou mencioná-los diretamente no trabalho. [...]


CERSOSIMO, Samuel Oliveira. O “eu” no trabalho acadêmico: considerações sobre a proibição ao uso da primeira pessoa do singular nos textos científicos. Disponível em: https://www.academia.edu/. 
Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA em relação ao 2º parágrafo.
Alternativas
Q4109934 Português
    [...] Como comentei na introdução, é comum que alguns autores, embora neguem o uso do “eu”, permitam, entretanto, o uso do “nós”, isto é, o emprego gramatical da primeira pessoa do plural. Devo dizer que acho a opção ainda mais estranha e curiosa do que a proibição anterior.
    Penso que tais autores, se sentindo sufocados pela impessoalidade da terceira pessoa gramatical, porém, sem querer ceder à pessoalidade da primeira pessoa do singular, acabem tentando encontrar um meio-termo no “nós”, o que, a meu ver, é mero paliativo. É que, à exceção dos trabalhos elaborados em coautoria, soa muito estranho ler um autor se referindo a si como “nós”. Soa como uma esquizofrenia.
    Para tentar justificar esse paliativo, já vi seus defensores argumentando que o uso da primeira pessoa do plural se justifica uma vez que o autor se apoia em diversas pessoas e em suas obras para poder desenvolver um trabalho científico. Assim, tentam fazer crer que o uso do “nós” é uma espécie de reconhecimento à colaboração dos demais autores que serviram de fonte às ideias do autor da pesquisa.
     Ora, com todo respeito, trata-se de uma falácia. O argumento da suposta humildade do pesquisador revela-se, na verdade, uma presunção temerosa, que, penso, deve ser evitada. Nada lhe garante que os autores que lhe serviram de fonte de pesquisa chegariam às mesmas conclusões que as suas, ou que foram corretamente interpretados em suas ideias. Em verdade, não cabe ao pesquisador declarar a vontade de suas fontes, apenas interpretá-las com sua própria subjetividade que lhe é peculiar.
    Além de gerar um ruído na comunicação, entendo que o uso da primeira pessoa do plural por um indivíduo que elabora sozinho um texto acadêmico representa uma afronta à lógica, já que nada justifica se referir a si como “nós”, quando se está completamente sozinho no ato de escrever. Sendo o caso de ser uma pesquisa que teve ajudantes ou colaboradores, uma forma de valorizar sua participação é torná-los coautores ou mencioná-los diretamente no trabalho. [...]


CERSOSIMO, Samuel Oliveira. O “eu” no trabalho acadêmico: considerações sobre a proibição ao uso da primeira pessoa do singular nos textos científicos. Disponível em: https://www.academia.edu/. 
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4109507 Português
Considere o fragmento abaixo para a questão.

[...] quero deixar claro que a norma-padrão não faz parte da língua, isto é, não é um modo de falar autêntico, não é uma variedade do português brasileiro contemporâneo. Ela só aparece, e ainda assim nunca integralmente obedecida, em textos escritos com alto monitoramento estilístico, nos quais, porém, já é bastante significativa a presença das inovações linguísticas próprias da verdadeira língua dos brasileiros.


(BAGNO, M. Preconceito linguístico. 56. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2015. p. 13) 
Assinale a alternativa que apresenta análise integralmente CORRETA em relação às estruturas/aos elementos linguísticos.
Alternativas
Q4109252 Português
A seguir, são apresentados títulos de notícias publicadas na página do Facebook de um jornal da região Oeste do Paraná. Considere-os para responder à questão.


(1) Após colisão na marginal da BR-277, condutores embriagados são levados para a delegacia

(2) Previsão do Tempo: Sol predomina, mas o dia deverá ser gelado; mínima de 9ºC, máxima de 22ºC

(3) Por telefone, policial passa orientações e bebê engasgado é salvo em Toledo

(4) Indivíduo com mandado de prisão por roubo em aberto é detido pela Guarda Municipal

(5) Crise aperta e brasileiros perdem conquistas do Real

(6) “Hoje é a quarta vez que tentam invadir minha casa esse ano” relata morador indignado

(7) Gato apareceu em uma residência no Bairro Brasília próximo a UPA 2

(8) “Seja grato à Jesus que nos presenteou com o perdão dos pecados”, diz Dom Adelar em Benção Pascal

(9) Cachorrinho é encontrado no Bairro Floresta

(10) Cachorrinha fugiu no Bairro Interlagos e dono pede ajuda para encontra-la

(11) Casal perde o controle da bicicleta e fica ferido em acidente 
Assinale a alternativa integralmente correta em relação aos elementos de coesão textual.
Alternativas
Q4109218 Português
Indique a alternativa que está correta quanto ao uso de “onde” e “aonde”.
Alternativas
Q4109159 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


As escolas indígenas e quilombolas do RS e sua relação com a educação ambiental 


[...]

A educação ambiental naturalmente está integrada ao currículo das escolas indígenas, já que a relação com a natureza faz parte da vivência dos povos de todas as etnias. “A gente ensina e aprende debaixo da árvore, com o som dos pássaros, com o vento. Isso é, para nós, a escola verdadeira. Para estudar Língua Portuguesa, a gente vai embaixo da árvore. Na disciplina de Geografia, a gente vai na trilha, tirando foto, fazendo mapa da aldeia. Então eu acho que aqui, na escola e na aldeia, a natureza está sempre fazendo parte dessa construção de conhecimento. A escola começa na natureza”, reforça Karai.


Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/22146/escolas-indigenas-quilombolas-rs-relacao-com-a-educacao-ambiental?utm_source=chatgpt.com

No trecho “A educação ambiental naturalmente está integrada ao currículo das escolas indígenas já que a relação com a natureza faz parte da vivência dos povos de todas as etnias.”, o conectivo “já que” tem a função de
Alternativas
Q4109156 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Lenda da Araucária: árvore sagrada do Sul


    Nas terras altas do Sul do Brasil, entre serras e florestas, a araucária é considerada uma árvore sagrada, pois nela reside o espírito dos antigos que protege o povo e a floresta.


    Conta-se que, tempos atrás, um grande espírito da natureza desejou presentear os homens com uma árvore que oferecesse alimento e abrigo, além de representar a força da vida e da renovação.


    Assim, foi criada a araucária, cuja semente, o pinhão, tornou-se alimento precioso para o povo indígena. A ave gralha-azul, símbolo da região, passou a enterrar os pinhões, garantindo o nascimento das novas árvores e o equilíbrio da floresta.


    Desde então, a araucária é celebrada como a guardiã da vida e da memória do povo indígena do Sul, um elo entre a terra, o céu e as gerações futuras.


Adaptado de: Júnia Ferreira Furtado, Povos Indígenas do Sul do Brasil: Culturas, Lendas e Tradições (2009).

Acerca do uso de conectivos no Texto 1, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir, considerando a função semântica predominante de cada elemento, e assinale a alternativa com a sequência correta.


( ) Em “Desde então, a araucária é celebrada [...]”, o conector “Desde então” marca relação temporal.


( ) Em “[...] além de representar a força da vida e da renovação.”, o conector “além de” indica adição.


( ) No trecho “[...] garantindo o nascimento das novas árvores e o equilíbrio da floresta.”, o “e” expressa oposição.

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Q4108868 Português
Tornando o campo fértil 

Um mestre encarregou o seu discípulo de cuidar do campo de arroz. 

No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.

No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rapidamente, e a colheita foi maior.

No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.

Então o mestre advertiu-o:

— Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem.

Você fortalece alguém quando ajuda um pouco. Mas se você ajuda muito, pode enfraquecê-lo e até estragá-lo.

Autor desconhecido. Disponível em: https://metaforas.com.br/2013-09- 21/tornando-o-campo-fertil.htm.


No período “No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa., as palavras destacadas classificam-se morfologicamente e respectivamente como: 
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Q4108866 Português

Leia o texto abaixo de Marina Colassanti para responder a questão.


Eu sei, mas não devia –


Marina Colassanti


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.


A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque estaɍ atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não da para almoçar. A sair do trabalho porque ja e noite. A cochilar no ônibus porque esta cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. 


A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.


A gente se acostuma a poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. A contaminação da água do mar. A lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. 


A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acola. Se o cinema estaɍ cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia esta contaminada, a gente molha so os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho estaɍ duro,


A gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não haɍ muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.


A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



No período “E, a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.”, o termo destacado estabelece, no período, uma relação de:
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Q4108525 Português

Texto 2


Educação multilíngue, a aposta na preservação das línguas indígenas e da justiça

 

Sociedades multiculturais existem graças às suas línguas. Conhecimento, tradições e identidade são transmitidos e preservados, tanto para comunidades quanto para indivíduos, por meio delas.

A diversidade linguística, no entanto, está cada vez mais ameaçada pelo desaparecimento acelerado das línguas. Segundo a UNESCO, pelo menos 40% das 7.000 línguas que se estima serem faladas no mundo estão ameaçadas de extinção e, em média, uma língua desaparece a cada duas semanas, levando consigo o patrimônio cultural e intelectual das comunidades. Daí a importância de revitalizar, conservar e promover todas as línguas.

A educação multilíngue promove sociedades inclusivas onde os direitos de todos os indivíduos são garantidos e também é um pilar para a preservação de línguas não dominantes, minoritárias e indígenas.

 

Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/multilingualeducation-bet-preserve-indigenous-languages-and-justice. Acesso em: 10 ago. 2025.

No trecho “Sociedades multiculturais existem graças às suas línguas. [...] A diversidade linguística, no entanto, está cada vez mais ameaçada pelo desaparecimento acelerado das línguas.”, do Texto 2, o conectivo “no entanto” tem a função principal de 
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Q4108523 Português

Texto 1


Escola de Parobé (RS) engaja comunidade na educação ambiental

 

Um corredor verde junto ao muro da escola foi a proposta eleita para representar a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Idalino Pedro da Silva, localizada em Parobé (RS), nas atividades da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Concebida por uma turma de estudantes da escola, a faixa de grama foi pensada para aumentar a permeabilidade do solo e a infiltração da água, diminuindo alagamentos e facilitando o acesso à instituição de ensino. A presença de árvores nativas no local também contribuiria para melhorar questões térmicas dentro das salas de aulas.

A elaboração desses problemas e de uma solução ambiental para eles foi possível devido à participação da escola na etapa Conferência na Escola, da VI CNIJMA. Até o dia 30 de junho, 61.806 escolas públicas e particulares de todo o país podem participar da etapa de conferência. A única exigência é ter ao menos uma turma dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). No Brasil, esse universo de escolas tem potencial para mobilizar mais de 775 mil professores e nove milhões de estudantes. Em 2025, o tema da CNIJMA é “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”.

 

Adaptado de: https://www.gov.br/mec/ptbr/assuntos/noticias/2025/maio/escola-de-parobe-rs-engajacomunidade-na-educacao-ambiental. Acesso em: 10 ago. 2025.

No trecho “Um corredor verde junto ao muro da escola foi a proposta eleita [...] Concebida por uma turma de estudantes da escola, a faixa de grama foi pensada para aumentar a permeabilidade do solo [...]”, do Texto 1, a expressão “corredor verde” é retomada por
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Q4108357 Português
Texto para questão

Ao assistir a desenhos animados, filmes para crianças ou lendo histórias infantis, você já deve ter se deparado com a imagem de um elefante que tem medo de um rato. Provavelmente você já se perguntou se existe realidade nessa história ou se não passa de um mito. Pois bem, a resposta é: mais ou menos. Os elefantes de fato podem se assustar com a presença de ratos por perto, mas não tem a ver propriamente com o fato de serem ratos ou de algum mal que só eles possam fazer aos elefantes.
Um mito zoológico, muito difundido, é que os elefantes temem que o rato possa subir pela tromba do animal. Segundo o especialista em elefantes Richard Lair, isso não tem fundamento: se um rato tentasse escalar a tromba do elefante, seria facilmente expelido com qualquer movimento.
Seria correto dizer, como explica Lair, que eles se assustam com o movimento brusco de animais pequenos. Como estes gigantes da selva têm uma visão fraca, raramente conseguem enxergar com exatidão um animal de pequeno porte que estiver perto deles. Não precisam ser necessariamente ratos. Em uma reserva natural que abriga elefantes, na Tailândia, foi observado que um cachorro passou correndo e latindo em volta de um elefante e o bicho entrou em pânico devido aos movimentos rápidos e barulhentos aos seus pés.
Integrantes de um circo resolveram colocar à prova, em 2006, se os ratos por si próprios exerciam alguma mudança nos elefantes. Colocaram o pequeno animal, parado, às vistas do elefante, que não demonstrou nenhuma reação. Um observador dessa cena notou que os elefantes “pareciam apenas entediados” ao ver o rato, ou seja; a história do medo é mesmo só uma lenda.
No período “Os elefantes de fato podem se assustar com a presença de ratos por perto, mas não tem a ver propriamente com o fato de...” o termo destacado é: 
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Q4107229 Português
No texto temos a expressão “bem como” (l. 20), que é classificada como conjunção coordenativa: 
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Q4106343 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

RS tem 'alto risco' para doenças respiratórias por baixa adesão à vacina da gripe, aponta Fiocruz

        O Rio Grande do Sul entrou em nível de alto risco para casos de Síndrome Respiratoria Aguda Grave (SRAG). A classificação foi divulgada em um novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no dia 28 de maio.

        O aumento de internações e a baíxa adesão à vacina contra a gripe causam o cenário de alerta no estado. A campanha de vacinação contra a influenza terminou no último final de semana, mas apenas 42%" do público-alvo recebeu a dose.

        A adesão é considerada baixa pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Menos da metade dos idosos e das gestantes procurou os postos. Entre as crianças, apenas uma em cada quatro foi imunizada.

        O Rio Grande do Suljá registrou mais de 4,g mil internações por síndrome respiratória em 2026. A doença causou 322 mortes no estado. Segundo especialistas, a queda nas temperaturas aumenta a circulação e apenas a vacina previne sintomas severos e internações em UTIs.

        Em Capão Bonito do Sul, na Região Norte, um surto de gripe infectou 50 alunos e provocou o cancelamento das aulas por dois dias.

        Em Santo Ângelo, nas Missões, o uso de máscara voltou a ser obrigatório em unidades de saúde. Em passo Fundo, no Norte, a imunização foi ampliada para o público em geral. Já Santa Maria, na Região Central, abriu três novos pontos de vacinação para este fim de semana. 

        A aplicação das doses continua nos postos de saúde enquanto houver estoque, mesmo com o fim oÍicial da campanha. Para receber a vacina, e necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.

Fonte: https://g 1 .globo.com/rslrio grande do_ sul/nolicia/2026/05/29/rs-lem-alto-risco-para-doencas- respiratoriaspor-baixa-adesao-a-vacina-da-gripe-aponta-fiocruz.ghtml (adaptado)
No trecho A campanha de vacinação contra a influenza terminou no último final de semana, mas apenas 42% do público-alvo recebeu a dose, a palavra sublinhada estabelece uma relação estrutural de:
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Q4106016 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Demanda por trabalhadores mantém mercado resiliente, avalia IBGE 

        A demanda por trabalhadores em todos os segmentos é o motivo da resiliência do mercado de trabalho, que vem mantendo a taxa de desemprego em nível mais baixo, apesar de fatores externos como o nível das taxas de juros. A avaliação é da coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (tBGE), Adriana Beringuy.

        Conforme os dados PNAD Contínua, divulgada no mês de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego ficou em 5,8%o no trimestre terminado em abril, um recuo de 0,8 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando ficou em 6,6%. A taxa representa ainda alta de 0,4 p.p. na comparação com o período entre novembro de 2025 a janeiro de2026.

        "Tem um mercado que gera trabalho e renda e consegue manter-se sustentado porque há uma diversificação da produção. Hoje, não é so o setor público que contrata e nem só o setor privado. Esse espalhamento e essa difusão ajuda nessa resiliência do mercado de trabalho", explicou a coordenadora.

        Para Adriana Beringuy, o mercado de trabalho estaria mais vulnerável e sujeito à flutuações e com baixa sustentabilidade caso a procura por trabalhadores estivesse restrita, por exemplo, apenas ao comércio ou ao segmento informal.

        "Na medida em que consegue ter vários setores demandando trabalhadores, isso dá sustentabilidade ao mercado de trabalho. Isso ajuda a amortecer determinados efeitos até do ponto de vista macroeconômico, que é a questão das taxas de juros", disse. 

        Segundo a pesquisa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.732, o que significa estabilidade no trimestre e crescimento de 5,3% no ano.

        Os resultados da PNAD-Contínua mensal de abril deste ano, indicaram ainda que o número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluídos os trabalhadores domésticos, atingiu 39,3 milhões.

        Esse patamar signif ica estabilidade em comparação ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2025. Os sem carteira no setor privado somaram 13,3 milhões e também ficaram estáveis no trimestre e no ano.

        Outra estabilidade registrada no mercado de trabalho é a do número de empregados no setor público. São '12,9 milhões no trimestre, mas houve expansão de 3,4%o ou mais 422 mil pessoas no ano. O número de trabalhadores por conta própria (26 milhões) também ficou estável no trimestre, embora tenha apresentado elevação de2,3%, ou seja, mais 580 mil pessoas no ano.

        Ainda no trimestre, os trabalhadores domésticos chegaram a 5,4 milhões, o que tambem é estabilidade no período. Mas no ano, mostrou queda de 4,7%, ou menos 268 mil pessoas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlecon omia / nolicia/2026- 05/demanda-por-trabalhadores-mantem-mercado-resiliente-avalia - ibge (adaptado)
No nono parágrafo, nota-se a seguinte construção: O número de trabalhadores por conta própria (26 milhões) também ficou estável no trimestre, embora tenha apresentado elevação de 2,3%. A conjunção sublinhada estabelece de forma CORRETA uma relação de: 
Alternativas
Respostas
501: D
502: E
503: A
504: D
505: A
506: A
507: A
508: D
509: A
510: A
511: D
512: E
513: A
514: B
515: E
516: C
517: D
518: D
519: C
520: D