Assinale a alternativa integralmente correta em relação aos ...
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: No trecho “Sol predomina, mas o dia deverá ser gelado”, “mas” opõe a segunda oração à expectativa inferida da primeira, e não ao fato nela afirmado; esse critério confirma o gabarito A.
- Ao analisar “mas”, verifique se a oposição recai sobre o fato anterior ou sobre uma conclusão que poderia ser inferida dele.
- Determine o valor da expressão preposicionada no contexto: “por telefone” indica meio; “para a delegacia”, destino; “para encontra-la”, finalidade.
- Em afirmações sobre “todas as ocorrências”, procure um contraexemplo: “em aberto” expressa estado, não lugar.
- Na voz passiva, separe o sujeito paciente do agente da passiva: praticar a ação não torna esse participante sujeito gramatical.
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Comentários
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Por que B está errada:
A banca generaliza dizendo que "por" em (3) e (4) tem a mesma função (introduzir causa), mas isso não é verdade:
- Em (4) "mandado de prisão por roubo" → aqui sim, "por roubo" indica a causa/motivo do mandado (ele foi expedido por causa do roubo).
- Em (3) "Por telefone, policial passa orientações" → aqui "por telefone" indica meio/instrumento (como a orientação foi passada), não causa. Ninguém foi salvo "por causa do telefone" — o telefone foi o meio usado para salvar.
Por que D está errada:
Aqui o erro é mais sutil e é pegadinha clássica de sintaxe:
"pela Guarda Municipal" é, de fato, o agente da passiva — isso está certo. O problema é a segunda parte: dizer que ele "funciona como sujeito gramatical da oração".
Isso é contraditório em termos. O agente da passiva é, por definição, uma função sintática diferente do sujeito. Na oração "Indivíduo... é detido pela Guarda Municipal":
- Sujeito (paciente) = "Indivíduo com mandado de prisão por roubo em aberto" (quem sofre a ação)
- Agente da passiva = "pela Guarda Municipal" (quem pratica a ação, mas sintaticamente é um termo integrante da oração à parte, não o sujeito)
O agente da passiva existe justamente porque, na voz passiva, quem pratica a ação não ocupa a posição de sujeito (diferente da voz ativa, onde "a Guarda Municipal deteve o indivíduo" faria dela o sujeito).
Então D mistura dois conceitos que a prova de português adora separar: quem pratica a ação (agente) ≠ quem exerce a função sintática de sujeito.
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