Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4076207 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção.
10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.
21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.
32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.
42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão.
54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.
63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.
70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.


Fonte: Banca Elaboradora
Em “A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório” (linhas 68 e 69), o trecho destacado corresponde a:
Alternativas
Q4076206 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção.
10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.
21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.
32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.
42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão.
54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.
63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.
70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.


Fonte: Banca Elaboradora
No período “Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese” (linhas 34 a 36), a oração inicial estabelece relação de:
Alternativas
Q4076061 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


FJP realiza diagnóstico estratégico para geração de valor público e desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais


   Realizar um amplo estudo diagnostico com a identificação de tendências e a proposição de políticas públicas para a geração de valor público com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado. Esta é a proposta do projeto Minas 2025-2050, iniciativa do Governo de Minas coordenada pela Fundação João Pinheiro (FJP).

   Já em andamento, o projeto é dividido em cinco eixos: Economia, Políticas Sociais, Infraestrutura, Justiça e Segurança Pública e Governo. Para uma cobertura mais ampla do diagnóstico e a análise de perspectivas de médio e longo prazos, cada uma dessas áreas foi subdividida em temas que estão sendo trabalhados individualmente, como conjuntura e relações entre economia e meio ambiente; saúde, educação e assistência social; logística, saneamento, habitação, energia e espaço urbano; administração da justiça, sistemas prisional e socioeducativo e mapa da violência; finanças públicas, gestão de pessoas, governança e custo regulatório.

   O projeto também prevê a realização de dois grandes seminários com debates que irão abranger todos os eixos trabalhados, além de eventos temáticos ao longo do ano.

   No final da década de '1960, Minas Gerais passava por um processo amplo de modernização cujo intuito era incentivar o desenvolvimento econômico do estado. Na época, o Sistema Estadual de Planejamento foi criado tendo a Fundação João Pinheiro como um de seus atores centrais. Esse sistema foi gradualmente ampliado ao longo da década seguinte e a instituição participou da construção do II Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social (PMDES). Nesse período, o estado passou a crescer, apresentando taxas médias anuais superiores às do país.

   Mais tarde, em 1989, o artigo 174 da Constituição de Minas Gerais definiu o PMDI como instrumento básico de planejamento do estado. Destaque no país pela elaboração de estratégias de desenvolvimento de longo prazo, o estado inovou mais uma vez em 2002, com o projeto Minas Gerais do Século XXI, que apresentava um diagnostico da realidade estatal e as tendências mundiais em diversas áreas da administração pública.

   Agora, com o projeto Minas 2025-2050, o estado apresenta uma proposta que também inova ao articular a produção de evidências atualizadas com a proposição de diretrizes gerais para subsidiar o novo planejamento de longo prazo do governo mineiro. Com isto, os produtos resultantes da iniciativa não serão meramente acadêmicos, mas também guias práticos para proposição de políticas públicas arrojadas e com mais potencial de geração de valor público.


Adaptado de: https://úp.mg.gov.brlfjp-realiza-diagnosticoestrategico-para-geracao-de-valor-publico-e-desenvolvimentosocioeconomico-de-minas-gerais/.
Analise a seguinte frase, extraída do último parágrafo do texto:

Com isto, os produtos resultantes da iniciativa não serão meramente acadêmicos, mas também guias práticos para proposição de políticas públicas arrojadas

Suponha que o artigo definido os seja flexionado para o singular. Para que a frase permaneça em conformidade com as regras de concordância da norma-padrão da Língua Portuguesa, quantas outras palavras deveriam, obrigatoriamente, sofrer alteração?
Alternativas
Q4076060 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


FJP realiza diagnóstico estratégico para geração de valor público e desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais


   Realizar um amplo estudo diagnostico com a identificação de tendências e a proposição de políticas públicas para a geração de valor público com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado. Esta é a proposta do projeto Minas 2025-2050, iniciativa do Governo de Minas coordenada pela Fundação João Pinheiro (FJP).

   Já em andamento, o projeto é dividido em cinco eixos: Economia, Políticas Sociais, Infraestrutura, Justiça e Segurança Pública e Governo. Para uma cobertura mais ampla do diagnóstico e a análise de perspectivas de médio e longo prazos, cada uma dessas áreas foi subdividida em temas que estão sendo trabalhados individualmente, como conjuntura e relações entre economia e meio ambiente; saúde, educação e assistência social; logística, saneamento, habitação, energia e espaço urbano; administração da justiça, sistemas prisional e socioeducativo e mapa da violência; finanças públicas, gestão de pessoas, governança e custo regulatório.

   O projeto também prevê a realização de dois grandes seminários com debates que irão abranger todos os eixos trabalhados, além de eventos temáticos ao longo do ano.

   No final da década de '1960, Minas Gerais passava por um processo amplo de modernização cujo intuito era incentivar o desenvolvimento econômico do estado. Na época, o Sistema Estadual de Planejamento foi criado tendo a Fundação João Pinheiro como um de seus atores centrais. Esse sistema foi gradualmente ampliado ao longo da década seguinte e a instituição participou da construção do II Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social (PMDES). Nesse período, o estado passou a crescer, apresentando taxas médias anuais superiores às do país.

   Mais tarde, em 1989, o artigo 174 da Constituição de Minas Gerais definiu o PMDI como instrumento básico de planejamento do estado. Destaque no país pela elaboração de estratégias de desenvolvimento de longo prazo, o estado inovou mais uma vez em 2002, com o projeto Minas Gerais do Século XXI, que apresentava um diagnostico da realidade estatal e as tendências mundiais em diversas áreas da administração pública.

   Agora, com o projeto Minas 2025-2050, o estado apresenta uma proposta que também inova ao articular a produção de evidências atualizadas com a proposição de diretrizes gerais para subsidiar o novo planejamento de longo prazo do governo mineiro. Com isto, os produtos resultantes da iniciativa não serão meramente acadêmicos, mas também guias práticos para proposição de políticas públicas arrojadas e com mais potencial de geração de valor público.


Adaptado de: https://úp.mg.gov.brlfjp-realiza-diagnosticoestrategico-para-geracao-de-valor-publico-e-desenvolvimentosocioeconomico-de-minas-gerais/.
No trecho o estado passou a crescer, apresentando taxas médias anuais superiores às do país, o acento indicativo de crase foi empregado em conformidade com a norma-padrão da Língua portuguesa. Considerando as regras de regência, assinale a alternativa em que ocorre erro no emprego da crase.
Alternativas
Q4076059 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


FJP realiza diagnóstico estratégico para geração de valor público e desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais


   Realizar um amplo estudo diagnostico com a identificação de tendências e a proposição de políticas públicas para a geração de valor público com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado. Esta é a proposta do projeto Minas 2025-2050, iniciativa do Governo de Minas coordenada pela Fundação João Pinheiro (FJP).

   Já em andamento, o projeto é dividido em cinco eixos: Economia, Políticas Sociais, Infraestrutura, Justiça e Segurança Pública e Governo. Para uma cobertura mais ampla do diagnóstico e a análise de perspectivas de médio e longo prazos, cada uma dessas áreas foi subdividida em temas que estão sendo trabalhados individualmente, como conjuntura e relações entre economia e meio ambiente; saúde, educação e assistência social; logística, saneamento, habitação, energia e espaço urbano; administração da justiça, sistemas prisional e socioeducativo e mapa da violência; finanças públicas, gestão de pessoas, governança e custo regulatório.

   O projeto também prevê a realização de dois grandes seminários com debates que irão abranger todos os eixos trabalhados, além de eventos temáticos ao longo do ano.

   No final da década de '1960, Minas Gerais passava por um processo amplo de modernização cujo intuito era incentivar o desenvolvimento econômico do estado. Na época, o Sistema Estadual de Planejamento foi criado tendo a Fundação João Pinheiro como um de seus atores centrais. Esse sistema foi gradualmente ampliado ao longo da década seguinte e a instituição participou da construção do II Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social (PMDES). Nesse período, o estado passou a crescer, apresentando taxas médias anuais superiores às do país.

   Mais tarde, em 1989, o artigo 174 da Constituição de Minas Gerais definiu o PMDI como instrumento básico de planejamento do estado. Destaque no país pela elaboração de estratégias de desenvolvimento de longo prazo, o estado inovou mais uma vez em 2002, com o projeto Minas Gerais do Século XXI, que apresentava um diagnostico da realidade estatal e as tendências mundiais em diversas áreas da administração pública.

   Agora, com o projeto Minas 2025-2050, o estado apresenta uma proposta que também inova ao articular a produção de evidências atualizadas com a proposição de diretrizes gerais para subsidiar o novo planejamento de longo prazo do governo mineiro. Com isto, os produtos resultantes da iniciativa não serão meramente acadêmicos, mas também guias práticos para proposição de políticas públicas arrojadas e com mais potencial de geração de valor público.


Adaptado de: https://úp.mg.gov.brlfjp-realiza-diagnosticoestrategico-para-geracao-de-valor-publico-e-desenvolvimentosocioeconomico-de-minas-gerais/.
Observe o trecho a seguir, extraído do texto: Agora, com o projeto Minas ZO2S-ZOSO, o estado apresenta uma proposta que também inova. No contexto em que foi empregado, o termo Agora exerce função sintática de:
Alternativas
Q4076058 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


FJP realiza diagnóstico estratégico para geração de valor público e desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais


   Realizar um amplo estudo diagnostico com a identificação de tendências e a proposição de políticas públicas para a geração de valor público com foco no desenvolvimento socioeconômico do estado. Esta é a proposta do projeto Minas 2025-2050, iniciativa do Governo de Minas coordenada pela Fundação João Pinheiro (FJP).

   Já em andamento, o projeto é dividido em cinco eixos: Economia, Políticas Sociais, Infraestrutura, Justiça e Segurança Pública e Governo. Para uma cobertura mais ampla do diagnóstico e a análise de perspectivas de médio e longo prazos, cada uma dessas áreas foi subdividida em temas que estão sendo trabalhados individualmente, como conjuntura e relações entre economia e meio ambiente; saúde, educação e assistência social; logística, saneamento, habitação, energia e espaço urbano; administração da justiça, sistemas prisional e socioeducativo e mapa da violência; finanças públicas, gestão de pessoas, governança e custo regulatório.

   O projeto também prevê a realização de dois grandes seminários com debates que irão abranger todos os eixos trabalhados, além de eventos temáticos ao longo do ano.

   No final da década de '1960, Minas Gerais passava por um processo amplo de modernização cujo intuito era incentivar o desenvolvimento econômico do estado. Na época, o Sistema Estadual de Planejamento foi criado tendo a Fundação João Pinheiro como um de seus atores centrais. Esse sistema foi gradualmente ampliado ao longo da década seguinte e a instituição participou da construção do II Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social (PMDES). Nesse período, o estado passou a crescer, apresentando taxas médias anuais superiores às do país.

   Mais tarde, em 1989, o artigo 174 da Constituição de Minas Gerais definiu o PMDI como instrumento básico de planejamento do estado. Destaque no país pela elaboração de estratégias de desenvolvimento de longo prazo, o estado inovou mais uma vez em 2002, com o projeto Minas Gerais do Século XXI, que apresentava um diagnostico da realidade estatal e as tendências mundiais em diversas áreas da administração pública.

   Agora, com o projeto Minas 2025-2050, o estado apresenta uma proposta que também inova ao articular a produção de evidências atualizadas com a proposição de diretrizes gerais para subsidiar o novo planejamento de longo prazo do governo mineiro. Com isto, os produtos resultantes da iniciativa não serão meramente acadêmicos, mas também guias práticos para proposição de políticas públicas arrojadas e com mais potencial de geração de valor público.


Adaptado de: https://úp.mg.gov.brlfjp-realiza-diagnosticoestrategico-para-geracao-de-valor-publico-e-desenvolvimentosocioeconomico-de-minas-gerais/.
Considere o seguinte trecho do terceiro parágrafo: O projeto também prevê a realização de dois grandes seminários com debates que irão abranger todos os eixos trabalhados. A substituição da forma verbal irão abranger por uma forma simples, mantendo-se a correção gramatical e a concordância, resultaria em: 
Alternativas
Q4076011 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


   Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção. 10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.

21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.

32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.

42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão. 

54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.

63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.

70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.

Fonte: Banca Elaboradora 

A reescrita que preserva o sentido e transpõe corretamente para a voz passiva analítica o trecho “chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência” (linhas 4 a 6), é:
Alternativas
Q4076010 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


   Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção. 10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.

21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.

32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.

42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão. 

54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.

63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.

70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.

Fonte: Banca Elaboradora 

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão quanto à regência, à crase e à colocação pronominal.
Alternativas
Q4076009 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


   Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção. 10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.

21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.

32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.

42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão. 

54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.

63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.

70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.

Fonte: Banca Elaboradora 

Em “A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório” (linhas 68 e 69), o trecho destacado corresponde a:
Alternativas
Q4076008 Português
A universidade do WhatsApp e seus doutores honorários


   Há instituições que levam séculos para consolidar prestígio. Erguem bibliotecas, formam quadros, publicam pesquisas, sustentam debates, revisam conclusões, aceitam objeções e, com algum pudor, chamam de conhecimento aquilo que sobrevive ao teste do tempo, da crítica e da evidência. Já a universidade do WhatsApp resolveu encurtar caminho. Seu campus cabe no bolso, seu vestibular consiste em entrar num grupo e sua titulação é concedida em ritmo admiravelmente generoso: basta encaminhar com convicção. 10. Ali, ninguém perde tempo com metodologia, bibliografia ou dúvida honesta. A dúvida, naquela república de certezas instantâneas, é vista quase como um desvio de caráter. O verdadeiro aluno aplicado não pergunta “de onde veio isso?”, mas “para quantas pessoas posso mandar antes do almoço?”. E o verdadeiro mestre não se distingue pela consistência do argumento, e sim pelo tom do áudio. Se fala pausado, com voz grave e indignação calculada, já adquire a autoridade de um catedrático. Se acrescenta a expressão “isso a mídia não mostra”, alcança, sem concurso público, a condição de doutor honorário.

21. Trata-se de uma instituição notável. Seu corpo docente é formado por especialistas em tudo, desde vacinas até geopolítica, passando por dieta, educação infantil, código penal, mercado financeiro e escatologia de fim de semana. O curioso é que essa erudição enciclopédica não nasce de anos de estudo, mas de um fenômeno mais moderno e mais econômico: a familiaridade. O sujeito ouviu três vídeos, recebeu quatro artes com letras garrafais e, de repente, não apenas possui opinião formada, como também passa a considerar suspeita qualquer pessoa que tenha lido além da conta.

32. Na universidade do WhatsApp, a velocidade substituiu a verificação. Uma informação já não precisa ser sólida, basta ser urgente. Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese. O que antes exigia fonte, contexto e comparação agora se resolve com uma frase curta, preferencialmente apocalíptica, seguida daquela chantagem afetiva tão eficiente quanto intelectualmente desastrosa: “repasse antes que apaguem”. O medo faz o serviço que a razão recusaria fazer.

42. O mais intrigante, porém, não é a existência da desinformação. Isso seria até banal. O mais intrigante é o prestígio emocional que ela adquire. A mensagem falsa raramente chega sozinha. Ela vem embrulhada em pertencimento. Compartilhar certos conteúdos virou, para muita gente, uma forma de identidade. Não se encaminha apenas uma notícia duvidosa. Encaminha-se um modo de estar no mundo, uma senha de grupo, uma medalha invisível de quem acredita ter percebido o que os outros, pobres mortais, ainda não viram. A vaidade, quando encontra conexão estável e baixa autocrítica, torna-se uma plataforma de transmissão. 

54. Nesse ambiente, o conhecimento perde uma de suas virtudes mais nobres: a humildade. O pesquisador sério sabe que saber custa caro. Exige tempo, revisão, recuo, correção, desapego à própria primeira impressão. Já o doutor honorário do aplicativo opera segundo outra pedagogia: a da certeza sem lastro. Ele não investiga para compreender. Conclui para se sentir superior. E, uma vez instalado nesse pequeno trono de convicções recicladas, passa a tratar o incômodo dos fatos como se fosse perseguição.

63. O problema é que a mentira em escala industrial não produz apenas equívocos. Produz consequências. Ela desorganiza decisões, corrói a confiança pública, ridiculariza a prudência e recompensa a performance da certeza. Aos poucos, cria-se uma cultura em que estudar parece arrogância e checar parece fraqueza. A ignorância, desde que pronunciada com segurança, ganha aplauso de auditório.

70. Talvez por isso a lição mais urgente do nosso tempo seja também uma das mais antigas: informação não vira verdade por circular depressa, nem opinião ganha valor porque veio acompanhada de intimidade digital. O primeiro sinal de inteligência continua sendo a disposição de examinar, comparar e, se necessário, dizer uma frase hoje quase revolucionária: “não sei ainda”. Porque o antídoto contra a universidade do WhatsApp não é decorar mais slogans. É reaprender a difícil elegância de pensar antes de encaminhar.

Fonte: Banca Elaboradora 

No período “Se vier acompanhada de caixa alta, trilha de alarme moral e uma promessa de segredo revelado, ganha imediatamente o estatuto de tese” (linhas 34 a 36), a oração inicial estabelece relação de:
Alternativas
Q4075525 Português
A seta ornamental


    Toda cidade abriga personagens fixos. Há o filósofo de fila de padaria, o especialista em clima que prevê chuva olhando para o joelho e o cidadão que trata vaga de estacionamento como herança de família. No trânsito, porém, existe uma figura especialmente notável: o motorista que usa a seta como item de decoração.

     Ele não desconhece a existência do dispositivo. Seria até injusto acusá-lo disso. Sabe onde a alavanca fica, já a viu de perto e, em algum momento remoto da formação como condutor, ouviu dizer que ela serve para indicar ao outro o que se pretende fazer. O problema nunca foi falta de informação. Foi excesso de autoconfiança. Esse motorista acredita, com a serenidade dos mal orientados, que seu carro transmite pensamento.

     Ele vira à direita como quem muda de assunto no meio da frase. Sem aviso, sem transição, sem a menor cerimônia. O veículo atrás que descubra, por dedução, vocação profética ou reflexo de sobrevivência, qual será o próximo movimento daquela alma apressada. A seta, nesse universo mental, não é ferramenta. É adereço. Uma joia discreta instalada ao lado do volante para compor o acabamento interno, como quem diz: “sim, o automóvel veio completo”.

  O mais curioso é que esse mesmo motorista costuma se indignar profundamente quando os outros não adivinham suas intenções. Fecha a cara, buzina, gesticula, olha pelo retrovisor com a decepção de um artista incompreendido. Na cabeça dele, o erro nunca está na omissão do aviso. Está na falha geral da humanidade em perceber sinais que não foram dados. É quase uma doutrina: se eu pensei, os demais deveriam ter sentido.

     Há também o motorista seletivo, primo próximo desse tipo principal. Ele usa a seta apenas em ocasiões solenes, como quem retira uma louça fina do armário em dia de visita. Num retorno importante, talvez. Numa conversão diante de uma viatura, quem sabe. Fora disso, considera exagero. Para entrar bruscamente na frente do outro, basta coragem. Para sair de uma vaga sem prevenir ninguém, basta fé. E assim a rua vai sendo administrada por impulsos, palpites e pequenos sustos.

    Seria engraçado, e de certo modo é, se não revelasse algo maior. No fundo, a seta esquecida não é apenas uma distração mecânica. Ela denuncia uma visão particular do mundo. Quem não avisa o próprio movimento costuma agir como se o espaço comum lhe pertencesse em regime de exclusividade. Os demais aparecem como obstáculos móveis, figurantes inconvenientes de um roteiro no qual ele se imagina protagonista. A pressa vira argumento moral. A imprudência, um detalhe operacional. 

     Mas o trânsito, essa instituição onde desconhecidos negociam a paz a cada esquina, não funciona por telepatia. Funciona por pacto. E pacto exige sinais claros, previsibilidade mínima e uma dose de respeito que não custa combustível. Acionar a seta é um gesto pequeno, quase ridículo de tão simples. Justamente por isso ele tem valor. Não pede talento, riqueza nem genialidade. Pede apenas a aceitação civilizada de que o outro não foi colocado na via pública para suportar surpresas produzidas pela nossa pressa.

       Talvez esteja aí a lição, escondida sob o humor cotidiano. A seta não serve só para indicar para onde o carro vai. Ela revela de maneira discreta para onde vai o senso de coletividade de quem dirige. No trânsito e fora dele, muita confusão começa quando alguém acha desnecessário avisar, explicar ou considerar o impacto do próprio gesto. Ser adulto, afinal, talvez seja isso: parar de exigir que o mundo adivinhe nossas intenções e começar a sinalizá-las com clareza. Até porque, na vida como na avenida, quem transforma aviso em ornamento costuma chamar de azar o problema que ele mesmo fabricou.


Fonte: Banca Elaboradora 
Assinale a alternativa cuja redação está correta quanto à regência e quanto ao emprego da crase.
Alternativas
Q4075524 Português
A seta ornamental


    Toda cidade abriga personagens fixos. Há o filósofo de fila de padaria, o especialista em clima que prevê chuva olhando para o joelho e o cidadão que trata vaga de estacionamento como herança de família. No trânsito, porém, existe uma figura especialmente notável: o motorista que usa a seta como item de decoração.

     Ele não desconhece a existência do dispositivo. Seria até injusto acusá-lo disso. Sabe onde a alavanca fica, já a viu de perto e, em algum momento remoto da formação como condutor, ouviu dizer que ela serve para indicar ao outro o que se pretende fazer. O problema nunca foi falta de informação. Foi excesso de autoconfiança. Esse motorista acredita, com a serenidade dos mal orientados, que seu carro transmite pensamento.

     Ele vira à direita como quem muda de assunto no meio da frase. Sem aviso, sem transição, sem a menor cerimônia. O veículo atrás que descubra, por dedução, vocação profética ou reflexo de sobrevivência, qual será o próximo movimento daquela alma apressada. A seta, nesse universo mental, não é ferramenta. É adereço. Uma joia discreta instalada ao lado do volante para compor o acabamento interno, como quem diz: “sim, o automóvel veio completo”.

  O mais curioso é que esse mesmo motorista costuma se indignar profundamente quando os outros não adivinham suas intenções. Fecha a cara, buzina, gesticula, olha pelo retrovisor com a decepção de um artista incompreendido. Na cabeça dele, o erro nunca está na omissão do aviso. Está na falha geral da humanidade em perceber sinais que não foram dados. É quase uma doutrina: se eu pensei, os demais deveriam ter sentido.

     Há também o motorista seletivo, primo próximo desse tipo principal. Ele usa a seta apenas em ocasiões solenes, como quem retira uma louça fina do armário em dia de visita. Num retorno importante, talvez. Numa conversão diante de uma viatura, quem sabe. Fora disso, considera exagero. Para entrar bruscamente na frente do outro, basta coragem. Para sair de uma vaga sem prevenir ninguém, basta fé. E assim a rua vai sendo administrada por impulsos, palpites e pequenos sustos.

    Seria engraçado, e de certo modo é, se não revelasse algo maior. No fundo, a seta esquecida não é apenas uma distração mecânica. Ela denuncia uma visão particular do mundo. Quem não avisa o próprio movimento costuma agir como se o espaço comum lhe pertencesse em regime de exclusividade. Os demais aparecem como obstáculos móveis, figurantes inconvenientes de um roteiro no qual ele se imagina protagonista. A pressa vira argumento moral. A imprudência, um detalhe operacional. 

     Mas o trânsito, essa instituição onde desconhecidos negociam a paz a cada esquina, não funciona por telepatia. Funciona por pacto. E pacto exige sinais claros, previsibilidade mínima e uma dose de respeito que não custa combustível. Acionar a seta é um gesto pequeno, quase ridículo de tão simples. Justamente por isso ele tem valor. Não pede talento, riqueza nem genialidade. Pede apenas a aceitação civilizada de que o outro não foi colocado na via pública para suportar surpresas produzidas pela nossa pressa.

       Talvez esteja aí a lição, escondida sob o humor cotidiano. A seta não serve só para indicar para onde o carro vai. Ela revela de maneira discreta para onde vai o senso de coletividade de quem dirige. No trânsito e fora dele, muita confusão começa quando alguém acha desnecessário avisar, explicar ou considerar o impacto do próprio gesto. Ser adulto, afinal, talvez seja isso: parar de exigir que o mundo adivinhe nossas intenções e começar a sinalizá-las com clareza. Até porque, na vida como na avenida, quem transforma aviso em ornamento costuma chamar de azar o problema que ele mesmo fabricou.


Fonte: Banca Elaboradora 
Assinale a alternativa em que a concordância verbal e nominal está de acordo com a norma-padrão. 
Alternativas
Q4075523 Português
A seta ornamental


    Toda cidade abriga personagens fixos. Há o filósofo de fila de padaria, o especialista em clima que prevê chuva olhando para o joelho e o cidadão que trata vaga de estacionamento como herança de família. No trânsito, porém, existe uma figura especialmente notável: o motorista que usa a seta como item de decoração.

     Ele não desconhece a existência do dispositivo. Seria até injusto acusá-lo disso. Sabe onde a alavanca fica, já a viu de perto e, em algum momento remoto da formação como condutor, ouviu dizer que ela serve para indicar ao outro o que se pretende fazer. O problema nunca foi falta de informação. Foi excesso de autoconfiança. Esse motorista acredita, com a serenidade dos mal orientados, que seu carro transmite pensamento.

     Ele vira à direita como quem muda de assunto no meio da frase. Sem aviso, sem transição, sem a menor cerimônia. O veículo atrás que descubra, por dedução, vocação profética ou reflexo de sobrevivência, qual será o próximo movimento daquela alma apressada. A seta, nesse universo mental, não é ferramenta. É adereço. Uma joia discreta instalada ao lado do volante para compor o acabamento interno, como quem diz: “sim, o automóvel veio completo”.

  O mais curioso é que esse mesmo motorista costuma se indignar profundamente quando os outros não adivinham suas intenções. Fecha a cara, buzina, gesticula, olha pelo retrovisor com a decepção de um artista incompreendido. Na cabeça dele, o erro nunca está na omissão do aviso. Está na falha geral da humanidade em perceber sinais que não foram dados. É quase uma doutrina: se eu pensei, os demais deveriam ter sentido.

     Há também o motorista seletivo, primo próximo desse tipo principal. Ele usa a seta apenas em ocasiões solenes, como quem retira uma louça fina do armário em dia de visita. Num retorno importante, talvez. Numa conversão diante de uma viatura, quem sabe. Fora disso, considera exagero. Para entrar bruscamente na frente do outro, basta coragem. Para sair de uma vaga sem prevenir ninguém, basta fé. E assim a rua vai sendo administrada por impulsos, palpites e pequenos sustos.

    Seria engraçado, e de certo modo é, se não revelasse algo maior. No fundo, a seta esquecida não é apenas uma distração mecânica. Ela denuncia uma visão particular do mundo. Quem não avisa o próprio movimento costuma agir como se o espaço comum lhe pertencesse em regime de exclusividade. Os demais aparecem como obstáculos móveis, figurantes inconvenientes de um roteiro no qual ele se imagina protagonista. A pressa vira argumento moral. A imprudência, um detalhe operacional. 

     Mas o trânsito, essa instituição onde desconhecidos negociam a paz a cada esquina, não funciona por telepatia. Funciona por pacto. E pacto exige sinais claros, previsibilidade mínima e uma dose de respeito que não custa combustível. Acionar a seta é um gesto pequeno, quase ridículo de tão simples. Justamente por isso ele tem valor. Não pede talento, riqueza nem genialidade. Pede apenas a aceitação civilizada de que o outro não foi colocado na via pública para suportar surpresas produzidas pela nossa pressa.

       Talvez esteja aí a lição, escondida sob o humor cotidiano. A seta não serve só para indicar para onde o carro vai. Ela revela de maneira discreta para onde vai o senso de coletividade de quem dirige. No trânsito e fora dele, muita confusão começa quando alguém acha desnecessário avisar, explicar ou considerar o impacto do próprio gesto. Ser adulto, afinal, talvez seja isso: parar de exigir que o mundo adivinhe nossas intenções e começar a sinalizá-las com clareza. Até porque, na vida como na avenida, quem transforma aviso em ornamento costuma chamar de azar o problema que ele mesmo fabricou.


Fonte: Banca Elaboradora 
No trecho “os demais aparecem como obstáculos móveis”, a expressão “os demais” classifica-se corretamente como: 
Alternativas
Q4075522 Português
A seta ornamental


    Toda cidade abriga personagens fixos. Há o filósofo de fila de padaria, o especialista em clima que prevê chuva olhando para o joelho e o cidadão que trata vaga de estacionamento como herança de família. No trânsito, porém, existe uma figura especialmente notável: o motorista que usa a seta como item de decoração.

     Ele não desconhece a existência do dispositivo. Seria até injusto acusá-lo disso. Sabe onde a alavanca fica, já a viu de perto e, em algum momento remoto da formação como condutor, ouviu dizer que ela serve para indicar ao outro o que se pretende fazer. O problema nunca foi falta de informação. Foi excesso de autoconfiança. Esse motorista acredita, com a serenidade dos mal orientados, que seu carro transmite pensamento.

     Ele vira à direita como quem muda de assunto no meio da frase. Sem aviso, sem transição, sem a menor cerimônia. O veículo atrás que descubra, por dedução, vocação profética ou reflexo de sobrevivência, qual será o próximo movimento daquela alma apressada. A seta, nesse universo mental, não é ferramenta. É adereço. Uma joia discreta instalada ao lado do volante para compor o acabamento interno, como quem diz: “sim, o automóvel veio completo”.

  O mais curioso é que esse mesmo motorista costuma se indignar profundamente quando os outros não adivinham suas intenções. Fecha a cara, buzina, gesticula, olha pelo retrovisor com a decepção de um artista incompreendido. Na cabeça dele, o erro nunca está na omissão do aviso. Está na falha geral da humanidade em perceber sinais que não foram dados. É quase uma doutrina: se eu pensei, os demais deveriam ter sentido.

     Há também o motorista seletivo, primo próximo desse tipo principal. Ele usa a seta apenas em ocasiões solenes, como quem retira uma louça fina do armário em dia de visita. Num retorno importante, talvez. Numa conversão diante de uma viatura, quem sabe. Fora disso, considera exagero. Para entrar bruscamente na frente do outro, basta coragem. Para sair de uma vaga sem prevenir ninguém, basta fé. E assim a rua vai sendo administrada por impulsos, palpites e pequenos sustos.

    Seria engraçado, e de certo modo é, se não revelasse algo maior. No fundo, a seta esquecida não é apenas uma distração mecânica. Ela denuncia uma visão particular do mundo. Quem não avisa o próprio movimento costuma agir como se o espaço comum lhe pertencesse em regime de exclusividade. Os demais aparecem como obstáculos móveis, figurantes inconvenientes de um roteiro no qual ele se imagina protagonista. A pressa vira argumento moral. A imprudência, um detalhe operacional. 

     Mas o trânsito, essa instituição onde desconhecidos negociam a paz a cada esquina, não funciona por telepatia. Funciona por pacto. E pacto exige sinais claros, previsibilidade mínima e uma dose de respeito que não custa combustível. Acionar a seta é um gesto pequeno, quase ridículo de tão simples. Justamente por isso ele tem valor. Não pede talento, riqueza nem genialidade. Pede apenas a aceitação civilizada de que o outro não foi colocado na via pública para suportar surpresas produzidas pela nossa pressa.

       Talvez esteja aí a lição, escondida sob o humor cotidiano. A seta não serve só para indicar para onde o carro vai. Ela revela de maneira discreta para onde vai o senso de coletividade de quem dirige. No trânsito e fora dele, muita confusão começa quando alguém acha desnecessário avisar, explicar ou considerar o impacto do próprio gesto. Ser adulto, afinal, talvez seja isso: parar de exigir que o mundo adivinhe nossas intenções e começar a sinalizá-las com clareza. Até porque, na vida como na avenida, quem transforma aviso em ornamento costuma chamar de azar o problema que ele mesmo fabricou.


Fonte: Banca Elaboradora 
Assinale a alternativa em que a pontuação preserva a correção gramatical e o sentido restritivo da oração adjetiva.
Alternativas
Q4075469 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Consumo abusivo de álcool é desafio nacional



Quando se fala no combate ao consumo abusivo de álcool, o depoimento de pessoas que conviveram, ou ainda convivem, com a doença é fundamental para conscientizar quem enfrenta a árdua batalha. Em vídeos recentes publicados em seu canal no YouTube, o músico Nando Reis, ex-Titãs, abriu o jogo e falou com detalhes sobre os maus bocados que passou por conta da dependência — sobretudo da vodca.


Vivemos em uma sociedade que banaliza perigosamente o consumo do álcool. As gerações X e Y cresceram em meio à celebração contínua da cervejinha e dos drinks em cada reunião de família. Bebia-se muito cedo, já na adolescência, sem qualquer problematização ou julgamento dos pais e de mais responsáveis. O tempo passa, porém, e os danos do perigoso hábito começam a se manifestar na vida adulta — ao menos sete tipos de câncer, por exemplo, são associados à substância.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há dose segura para o consumo. Inclusive, o chamado “binge drinking”, o exagero restrito aos fins de semana, um padrão comum no Brasil, pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a ingestão diária da substância. Ainda que a metabolização do álcool varie de acordo com aspectos físicos e genéticos, o impacto é certeiro em qualquer cenário.


Diante disso, é preciso que o Brasil comece a combater o consumo de álcool como guerreou contra o tabagismo a partir dos anos de 1980 — sobretudo no campo da conscientização. A aceitação cultural da ingestão, por vezes, dificulta o entendimento dos riscos da substância. Inclusive os riscos sociais: o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo, trabalha com a estimativa de que 30% dos acidentes fatais no Brasil envolvem motoristas que estavam sob efeito de álcool. Exigem-se, portanto, estratégias atualizadas e eficazes para vencer esses e outros obstáculos.


A boa notícia fica com a nova geração, formada por pessoas nascidas a partir de 1997, que tem se dedicado a novos rumos para o lazer e para as celebrações. Pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que a abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos. Esse, sim, precisa ser um caminho sem volta.


(Editorial, 18.02.2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/. Adaptado)

Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de concordância.
Alternativas
Q4075468 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



Consumo abusivo de álcool é desafio nacional



Quando se fala no combate ao consumo abusivo de álcool, o depoimento de pessoas que conviveram, ou ainda convivem, com a doença é fundamental para conscientizar quem enfrenta a árdua batalha. Em vídeos recentes publicados em seu canal no YouTube, o músico Nando Reis, ex-Titãs, abriu o jogo e falou com detalhes sobre os maus bocados que passou por conta da dependência — sobretudo da vodca.


Vivemos em uma sociedade que banaliza perigosamente o consumo do álcool. As gerações X e Y cresceram em meio à celebração contínua da cervejinha e dos drinks em cada reunião de família. Bebia-se muito cedo, já na adolescência, sem qualquer problematização ou julgamento dos pais e de mais responsáveis. O tempo passa, porém, e os danos do perigoso hábito começam a se manifestar na vida adulta — ao menos sete tipos de câncer, por exemplo, são associados à substância.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há dose segura para o consumo. Inclusive, o chamado “binge drinking”, o exagero restrito aos fins de semana, um padrão comum no Brasil, pode ser tão prejudicial para a saúde quanto a ingestão diária da substância. Ainda que a metabolização do álcool varie de acordo com aspectos físicos e genéticos, o impacto é certeiro em qualquer cenário.


Diante disso, é preciso que o Brasil comece a combater o consumo de álcool como guerreou contra o tabagismo a partir dos anos de 1980 — sobretudo no campo da conscientização. A aceitação cultural da ingestão, por vezes, dificulta o entendimento dos riscos da substância. Inclusive os riscos sociais: o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por exemplo, trabalha com a estimativa de que 30% dos acidentes fatais no Brasil envolvem motoristas que estavam sob efeito de álcool. Exigem-se, portanto, estratégias atualizadas e eficazes para vencer esses e outros obstáculos.


A boa notícia fica com a nova geração, formada por pessoas nascidas a partir de 1997, que tem se dedicado a novos rumos para o lazer e para as celebrações. Pesquisa do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que a abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos. Esse, sim, precisa ser um caminho sem volta.


(Editorial, 18.02.2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/. Adaptado)

Na passagem “Exigem-se, portanto, estratégias atualizadas e eficazes para vencer esses e outros obstáculos.” (4o parágrafo), conforme o sentido que expressa, a conjunção destacada pode ser substituída por
Alternativas
Q4075463 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão



Em conformidade com a norma-padrão, a frase do último quadrinho admite a seguinte reescrita:
Alternativas
Q4075413 Português

LEI Nº 11.350, DE 5 DE OUTUBRO DE 2006

Conversão da MPv nº 297, de 2006

(Vide § 5º do art. 198 da Constituição)


Regulamenta o § 5º do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo pará grafo único do art. 2º da Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.


Art. 4º-A. O Agente Comunitário de Saúde e o Agente de Combate às Endemias realizarão atividades de forma integrada, desenvolvendo mobilizações sociais por meio da Educação Popular em Saúde, dentro de sua área geográfica de atuação, especialmente nas seguintes situações: (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


I - na orientação da comunidade quanto à adoção de me didas simples de manejo ambiental para o controle de vetores, de medidas de proteção individual e coletiva e de outras ações de promoção de saúde, para a prevenção de doenças infecciosas, zoonoses, doenças de transmis são vetorial e agravos causados por animais peçonhen tos; (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


II - no planejamento, na programação e no desenvolvi mento de atividades de vigilância em saúde, de forma articulada com as equipes de saúde da família; (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


III - (VETADO); (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


IV - na identificação e no encaminhamento, para a uni dade de saúde de referência, de situações que, relacio nadas a fatores ambientais, interfiram no curso de do enças ou tenham importância epidemiológica; (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)



V - na realização de campanhas ou de mutirões para o combate à transmissão de doenças infecciosas e a ou tros agravos. (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018) Art. 4º-B. Deverão ser observadas as ações de segu rança e de saúde do trabalhador, notadamente o uso de equipamentos de proteção individual e a realização dos exames de saúde ocupacional, na execução das ativida des dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018) 



Fonte: BRASIL. Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006. Re gulamenta o § 5º do art. 198 da Constituição Federal. Dispo nível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004 2006/2006/lei/l11350.htm . Acesso em: 27 abr. 2026. 

Em “Deverão ser observadas as ações de segurança e de saúde do trabalhador [...]”, assinale a alternativa que classifica corretamente a estrutura verbal destacada: 
Alternativas
Q4075411 Português

LEI Nº 11.350, DE 5 DE OUTUBRO DE 2006

Conversão da MPv nº 297, de 2006

(Vide § 5º do art. 198 da Constituição)


Regulamenta o § 5º do art. 198 da Constituição, dispõe sobre o aproveitamento de pessoal amparado pelo pará grafo único do art. 2º da Emenda Constitucional nº 51, de 14 de fevereiro de 2006, e dá outras providências.


Art. 4º-A. O Agente Comunitário de Saúde e o Agente de Combate às Endemias realizarão atividades de forma integrada, desenvolvendo mobilizações sociais por meio da Educação Popular em Saúde, dentro de sua área geográfica de atuação, especialmente nas seguintes situações: (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


I - na orientação da comunidade quanto à adoção de me didas simples de manejo ambiental para o controle de vetores, de medidas de proteção individual e coletiva e de outras ações de promoção de saúde, para a prevenção de doenças infecciosas, zoonoses, doenças de transmis são vetorial e agravos causados por animais peçonhen tos; (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


II - no planejamento, na programação e no desenvolvi mento de atividades de vigilância em saúde, de forma articulada com as equipes de saúde da família; (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


III - (VETADO); (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)


IV - na identificação e no encaminhamento, para a uni dade de saúde de referência, de situações que, relacio nadas a fatores ambientais, interfiram no curso de do enças ou tenham importância epidemiológica; (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018)



V - na realização de campanhas ou de mutirões para o combate à transmissão de doenças infecciosas e a ou tros agravos. (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018) Art. 4º-B. Deverão ser observadas as ações de segu rança e de saúde do trabalhador, notadamente o uso de equipamentos de proteção individual e a realização dos exames de saúde ocupacional, na execução das ativida des dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias. (Incluído dada pela Lei nº 13.595, de 2018) 



Fonte: BRASIL. Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006. Re gulamenta o § 5º do art. 198 da Constituição Federal. Dispo nível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004 2006/2006/lei/l11350.htm . Acesso em: 27 abr. 2026. 

O trecho “no planejamento, na programação e no desenvolvimento de atividades de vigilância em saúde”, observa-se a repetição de uma mesma estrutura gramatical nos termos coordenados. Esse recurso caracteriza um(a): 
Alternativas
Q4075215 Português
O que são os “cristais de memória” que desafiam as leis da física e prometem solucionar o problema do armazenamento de dados

Por Laurie Clarke

Durante uma visita ao Japão, em 1999, o pesquisador Peter Kazansky encontrou um fenômeno físico misterioso, o que o levou a acreditar que esta seja a chave para o futuro do armazenamento de dados. No laboratório de optoeletrônica da Universidade de Kyoto, os cientistas testavam como escrever em vidro usando lasers ultrarrápidos de femtossegundo, emitindo um pulso de luz a cada quadrilionésimo de segundo. Nesse momento, observou-se algo incomum na forma pela qual a luz trafegava através do vidro tratado com laser: a dispersão de Rayleigh é um efeito bem conhecido. Ela descreve como pequenas partículas refletem a luz branca em todas as direções — o que explica, entre outras coisas, por que o céu parece ser azul. Mas, nesse caso, a luz não se refletia conforme o esperado. “Foi difícil explicar”, afirmou Kazansky, que é professor de optoeletrônica da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “Nós observamos a luz se dispersar de uma forma que parecia desafiar as leis da física”. A desconcertante observação acabou provocando “um autêntico momento Eureka”, segundo ele. Os pesquisadores descobriram nanoestruturas ocultas dentro do vidro de sílica, criadas por microexplosões geradas pelos lasers de femtossegundo. “Imagine que você sustente um grosso pedaço de cristal contra a luz e observe como a luz é refletida em muitas direções”. Com a técnica do laser, os pesquisadores de Kyoto criaram acidentalmente pequenos orifícios que tinham essa mesma propriedade. Cerca de mil vezes menores que a espessura de um cabelo humano, esses “redemoinhos” de luz são tão minúsculos que são imperceptíveis para o olho humano. No entanto, logo ficou claro para os cientistas que seu potencial era transformador. “Essa foi a primeira prova de que podemos usar a luz para imprimir padrões complexos dentro de materiais transparentes, em escala menor que o comprimento de onda da luz”, explica Kazansky. Agora, 27 anos depois, espera-se que a descoberta feita no Japão possa ajudar a resolver um dos problemas da nossa era da informação: o armazenamento massivo de dados. Na era da internet, da inteligência artificial, das casas inteligentes e do capitalismo de vigilância, existe algo que simplesmente não paramos de produzir: dados. A empresa de análises IDC prevê que, até 2028, geraremos coletivamente 394 trilhões de zettabytes de informações todos os anos (um zettabyte equivale a um trilhão de gigabytes). Toda vez que fazemos qualquer coisa na internet, como assistir a um vídeo no YouTube, enviar um e-mail ou fazer uma pergunta a um chatbot de IA, cadeias de pontos de dados saem em disparada rumo ao ciberespaço. A ideia de que os dados “pesam pouco” é enganosa. Nós imaginamos as informações viajando de forma etérea por cabos submarinos ou flutuando suavemente “na nuvem”. Mas, na verdade, elas exigem enormes recursos físicos, cuja demanda está se tornando insaciável. Os centros de dados consomem quantidades massivas de eletricidade, água e materiais, e seu crescimento exponencial nos obriga a buscar alternativas radicais. Esse dilema vem impulsionando soluções inovadoras, e uma delas é a proposta de Kazansky, que é a de gravar dados por meio de lasers. Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft. 
Analise as assertivas a seguir, considerando a estrutura das palavras e as vozes verbais empregadas nos fragmentos a seguir, retirados do texto:
I. “Imperceptíveis” é uma palavra formada por derivação prefixal e sufixal, enquanto “Microexplosões” exemplifica um processo de composição por aglutinação.
II. O trecho “Outras opções, como a armazenagem de informações em DNA, também estão sendo exploradas por cientistas e empresas como a Microsoft” está na voz passiva analítica.
III. Em “A ideia de que os dados ‘pesam pouco’ é enganosa”, o termo “pouco” classifica-se como adjetivo.
Quais estão corretas?
Alternativas
Respostas
1321: C
1322: E
1323: B
1324: B
1325: A
1326: B
1327: D
1328: B
1329: C
1330: E
1331: B
1332: C
1333: A
1334: E
1335: D
1336: C
1337: A
1338: B
1339: A
1340: A