Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4391950 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No trecho “ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.”, o pronome oblíquo exerce a função sintática de objeto direto e retoma a expressão “o aluno”.

Alternativas
Q4391949 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


Na expressão “escola verdadeiramente democrática”, o termo “verdadeiramente” atua como modificador direto do substantivo “escola”, atribuindo‑lhe uma característica permanente.

Alternativas
Q4391948 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No período “A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador”, a oração “que capacitem o educador” exerce a função de sujeito da forma verbal “exige”.

Alternativas
Q4391947 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


Na oração “Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional.”, a flexão da forma verbal “fogem” explica‑se pela concordância com o núcleo do sujeito “profissionais”.

Alternativas
Q4391946 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No período “Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas”, a conjunção “Contudo” introduz uma ideia de conclusão lógica a respeito dos desafios estruturais enfrentados pelos profissionais de educação física.

Alternativas
Q4391944 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


Na oração “Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural,”, a vírgula é empregada obrigatoriamente para separar um adjunto adverbial deslocado de sua ordem direta.

Alternativas
Q4391721 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está inteiramente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q4391719 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação preserva corretamente o sentido de que nem todos os candidatos apresentaram a documentação completa:
Alternativas
Q4391715 Português
Leia o fragmento: "O relatório apontou falhas no procedimento de atendimento ao público. A administração, entretanto, decidiu manter o protocolo em vigor até a conclusão da auditoria. Essa decisão foi criticada por parte dos servidores, pois eles consideravam urgente a revisão das rotinas." No texto, os elementos "Essa decisão" e "eles" exercem, respectivamente, as funções de:
Alternativas
Q4391629 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da pontuação está de acordo com a norma-padrão e preserva o sentido de que a informação sobre a conclusão da análise preliminar tem caráter explicativo: 
Alternativas
Q4391627 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está inteiramente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa: 
Alternativas
Q4391626 Português
Assinale a alternativa em que a regência nominal está inteiramente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa: 
Alternativas
Q4391624 Português
Assinale a alternativa em que todas as relações de concordância nominal estão de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q4391457 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Assinale a alternativa que contenha, à frente da transcrição do excerto, uma justificativa correta para o emprego do sinal de pontuação.
Alternativas
Q4391456 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Leia os períodos abaixo antes de responder ao que se pede.

I. “Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando...” (5º par.)
II. “Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026.” (8º par.)
III. “As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais.” (9º par.)

Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos coesivos de mesma natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima.
Alternativas
Q4391455 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
“Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.”

No excerto anterior, nota-se em destaque uma preposição utilizada pelo critério da Regência nominal. Adaptando-se esse fragmento a fim de que ele possa receber o sinal indicativo de Crase, a alternativa cuja reescrita se encontra adequada, segundo as regras gramaticais, faz-se presente em:
Alternativas
Q4391454 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia” (título), o verbo destacado classifica-se como intransitivo pois não necessita de complemento verbal.
( ) Em “O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura.” (2º par.), nota-se que os vocábulos em destaque são pronomes possessivos com função sintática de Adjuntos adnominais. Estes fazem referência, no contexto, à expressão “Casas Bahia”, ajudando, enquanto elementos coesivos anafóricos, na compreensão textual.
( ) Em “Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo.” (3º par.), os verbos em destaque são considerados impessoais, o que justifica o fato de contextualmente se encontrarem conjugados na terceira pessoa do singular.
( ) Em “...a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.” (4º par.), o pronome relativo em destaque retoma o Substantivo “processos” iniciando uma oração subordinada adjetiva restritiva.
( ) Em “Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego.” (7º par.), as palavras em destaque são homônimas perfeitas. Assim, exercem contextualmente a mesma função sintática de Adjuntos adverbiais de intensidade.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência. 
Alternativas
Q4391450 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
“O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir.”

A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita tenha mantido o valor semântico, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4391404 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e no qual empregamos cada vez mais os métodos científicos. O problema reside na separação brutal entre humanidade e natureza, princípio de inúmeras correntes técnicas, científicas e ideológicas. A voracidade da acumulação capitalista impeliu ainda mais as sociedades humanas a subjugarem a natureza, que foi transformada numa fonte de recursos “inesgotável”, o que não é sustentável.


    Além disso, não podemos ignorar que nem a ciência nem as tecnologias que dela derivam são inerentemente positivas. Direta ou indiretamente, muitas de suas aplicações podem ser nocivas à humanidade. Por exemplo, o estudo científico da radiatividade levou à fabricação de bombas atômicas, causando arrependimento nos próprios promotores da energia nuclear. As tecnologias agrárias baseadas no reducionismo da monocultura provocaram a perda de biodiversidade. A lista pode alongar-se, até porque grande parte dos avanços científicos foi resultado de pesquisas com fins militares e só em um momento posterior se estenderam ao uso civil. Semelhantes aplicações da ciência são questionáveis.


    Recentemente, a promoção de energias alternativas que nos ajudam a superar a dependência dos combustíveis fósseis ‒ uma meta louvável ‒ se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos. É o caso do lítio e de outros minerais, cuja exploração, embora essencial para produzir as baterias empregadas nos veículos elétricos, amplia os impactos nocivos da mineração.


(Alberto Acosta. O bem viver, 2026. Adaptado)

Assinale a reescrita de trecho do texto em que a norma--padrão de regência verbal e nominal foi respeitada.
Alternativas
Q4391402 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e no qual empregamos cada vez mais os métodos científicos. O problema reside na separação brutal entre humanidade e natureza, princípio de inúmeras correntes técnicas, científicas e ideológicas. A voracidade da acumulação capitalista impeliu ainda mais as sociedades humanas a subjugarem a natureza, que foi transformada numa fonte de recursos “inesgotável”, o que não é sustentável.


    Além disso, não podemos ignorar que nem a ciência nem as tecnologias que dela derivam são inerentemente positivas. Direta ou indiretamente, muitas de suas aplicações podem ser nocivas à humanidade. Por exemplo, o estudo científico da radiatividade levou à fabricação de bombas atômicas, causando arrependimento nos próprios promotores da energia nuclear. As tecnologias agrárias baseadas no reducionismo da monocultura provocaram a perda de biodiversidade. A lista pode alongar-se, até porque grande parte dos avanços científicos foi resultado de pesquisas com fins militares e só em um momento posterior se estenderam ao uso civil. Semelhantes aplicações da ciência são questionáveis.


    Recentemente, a promoção de energias alternativas que nos ajudam a superar a dependência dos combustíveis fósseis ‒ uma meta louvável ‒ se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos. É o caso do lítio e de outros minerais, cuja exploração, embora essencial para produzir as baterias empregadas nos veículos elétricos, amplia os impactos nocivos da mineração.


(Alberto Acosta. O bem viver, 2026. Adaptado)

Considere as reescritas de passagens do texto a seguir:



• Desde os primórdios, os seres humanos investigam e buscam conhecer a Natureza ‒ gesto inevitável e indispensável, e _____________ aplicamos cada vez mais os métodos científicos.


• Recentemente, a promoção de energias alternativas _____________  recorremos para superar a dependência dos combustíveis fósseis se dá ao custo de uma crescente e destruidora demanda por outros recursos.



Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Respostas
541: C
542: E
543: E
544: E
545: E
546: C
547: C
548: C
549: B
550: A
551: E
552: D
553: E
554: D
555: A
556: D
557: B
558: A
559: E
560: C