Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4383251 Português
Dadas as orações a seguir, assinale aquela em que a concordância NÃO condiz com a norma culta da língua. 
Alternativas
Q4383249 Português

Leia a anedota a seguir para responder a questão.


Um pai disse ao filho:


— Se você tirar nota baixa na prova de amanhã, me esqueça!  


No dia seguinte quando ele voltou da escola o pai perguntou:


— E aí, como foi na prova?


O filho responde: 


—  Quem é você?

“Se você tirar nota baixa na prova de amanhã [...]” Essa oração estabelece em relação à posterior uma:
Alternativas
Q4383242 Português
O emprego da crase está INDEVIDO em: 
Alternativas
Q4383239 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “você” esteja exercendo função de sujeito. 
Alternativas
Q4383238 Português

Medo da Eternidade


    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.  


    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 


    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 


    — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 


    — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. 


    — Não acaba nunca, e pronto. 


    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. 


    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 


    — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


    — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


    Perder a eternidade? Nunca.


    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 


    — Acabou-se o docinho. E agora?


    — Agora mastigue para sempre.


    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 


    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


    — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 


    — Já lhe disse —  repetiu minha irmã —  que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. 


    Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Clarice Lispector  

“E aí mastiga a vida inteira.” Em relação ao termo destacado é CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4383236 Português

Medo da Eternidade


    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.  


    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 


    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 


    — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 


    — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. 


    — Não acaba nunca, e pronto. 


    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. 


    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 


    — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


    — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


    Perder a eternidade? Nunca.


    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 


    — Acabou-se o docinho. E agora?


    — Agora mastigue para sempre.


    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 


    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


    — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 


    — Já lhe disse —  repetiu minha irmã —  que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. 


    Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Clarice Lispector  

“Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.” A conjunção destacada PODE ser substituída por outra SEM alteração de sentido por: 
Alternativas
Q4382996 Português
Assinale a opção que apresenta o único texto coerente.  
Alternativas
Q4382697 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
“Políticos são estimulados a mentir” (9º par.). No excerto anterior, nota-se em destaque uma preposição utilizada pelo critério da Regência nominal. Adaptando-se esse fragmento a fim de que ele possa receber o sinal indicativo de Crase, a alternativa cuja reescrita se encontra adequada, segundo as regras gramaticais, faz-se presente em:
Alternativas
Q4382696 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Instituições são ficções.” (1º par.), a expressão em destaque cumpre função sintática de complemento de um verbo significativo num predicado nominal.
( ) Em “A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal.” (1º par.), encontra-se em destaque o núcleo de um sujeito paciente cuja voz verbal se classifica como passiva sintética.
( ) Em “Instituições não existem. Só existem pessoas.” (2º par.), os termos em destaque representam diferentes funções sintáticas em suas respectivas orações: o primeiro é sujeito, enquanto o segundo classifica-se como objeto direto.
( ) Em “Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética...” (4º par.), o termo sublinhado exerce função sintática de Sujeito agente em relação ao verbo “lembrou”.
( ) Em “Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas...” (5º par.), o termo preposicionado em destaque exerce função sintática de Complemento nominal do Adjetivo “conduzidas”.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência.
Alternativas
Q4382694 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
Leia os períodos a seguir antes de responder ao que se pede.

I. “Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes.” (3º par.)
II. “Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo.” (9º par.)

Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, a indicação da natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima. 
Alternativas
Q4382691 Português
TEXTO I

Os piores entre nós

Instituições não existem. Só existem pessoas

    Instituições são ficções. Em Sapiens, Yuval Harari chama a Peugeot, a montadora francesa de automóveis, de uma ficção jurídica: os carros, as fábricas e os funcionários existem fisicamente, mas a empresa é uma entidade imaginária cuja existência depende de leis e do que ele chama de uma “história compartilhada” na qual combinaram de acreditar. Mas ninguém jamais tocou na Peugeot ou jantou com ela – a Peugeot não é um organismo vivo ou um objeto físico. A mesma coisa pode ser dita de um governo, de um Congresso ou de um Tribunal. Essas instituições são ficções, representadas essencialmente pelas pessoas que as compõem.
    Instituições não existem. Só existem pessoas – e elas podem ser competentes ou incapazes, virtuosas ou maléficas, generosas ou psicopatas.
    O economista Douglas North, no seu livro Instituições, Mudança Institucional e Desempenho Econômico, diz que instituições são as regras do jogo em uma sociedade. Instituições são a Constituição, as leis, os regulamentos, as tradições e as regras não escritas de convívio social. Segundo North, as instituições de um país determinam seu desenvolvimento. Mas regras, em si, não são suficientes. É preciso que as pessoas decidam respeitá-las.
    Em 2011, ao falar no Senado dos EUA, Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, lembrou que a antiga União Soviética – que ele, ecoando Ronald Regan, chamou de império do mal – tinha uma Constituição que garantia direitos muito mais amplos do que os previstos na Constituição americana. Mas eram direitos de papel, que nada valiam diante do Estado soviético. Scalia disse que a liberdade americana não é garantida por palavras, mas por uma estrutura de governo que, dividindo o Estado em vários poderes que competem entre si, impede a hegemonia de qualquer um deles. O confronto entre os poderes não é um problema – essa foi a mensagem de Scalia. A disputa entre poderes é a garantia de nossa liberdade.
    Daron Acemoglu e James Robinson, autores de Por Que as Nações Fracassam, dividem as instituições em dois grupos: extrativas – quando extraem riqueza da sociedade para concentrá-la nas mãos de poucos – e inclusivas – quando permitem que a maior parte da sociedade se beneficie da riqueza. Nossas instituições são, evidentemente, extrativas. Mesmo as mais inclusivas são conduzidas por pessoas, e a condução refletirá a concepção que essas pessoas têm do Estado. Para algumas delas, a função do Estado é enriquecêlas.
    No prefácio de sua excepcional tradução de A República de Platão, Allan Bloom comenta a preocupação de Sócrates com a educação dos governantes: “Os regimes dependem das virtudes dos homens e não das instituições; se as virtudes mais altas não estiverem presentes nos governantes, um regime inferior será instituído. Não há guardiões acima dos guardiões [...]”.
    Alguém precisa dizer isso aos brasileiros que, repetidamente, caem na armadilha ideológica e emocional de atribuir abstrações políticas (“democracia”, “Estado Democrático de Direito”, “Constituição”, “tribunal” ou “conselho”) o mágico poder de consertar as imoralidades e punir os crimes, apenas para ver essas abstrações sendo usadas como justificativa para mais imoralidades e mais crimes. As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.
    Instituições não existem. Só existem pessoas. E um indivíduo ou um grupo, investido de grande poder, só será contido por outros indivíduos, ou grupos com poder semelhantes, que recusem submissão. Mas, em nosso país, a submissão parece estar sempre ao alcance de um uísque puro malte, um contrato de “assessoria” e uma promessa de manter em segredo mensagens, fotos e vídeos comprometedores.
    Os incentivos da política são perversos em todos os lugares, como já explicou Niall Ferguson em A Grande Degeneração. Políticos são estimulados a mentir, fraudar e roubar porque a recompensa é enorme, e o custo – a possibilidade de punição – é baixo. Mas, quando essas práticas contaminam até as áreas do Estado responsáveis pela aplicação da lei, a pergunta que o cidadão se faz é: como é possível que tenhamos selecionado, para nos governar, os piores entre nós?

Fonte: MOTTA, Roberto. Revista Oeste, ed.342. Os piores entre nós. https://revistaoeste.com/revista/edicao-342/os-piores-entre-nos-2/ (adaptado). 
“As instituições às quais confiamos nossos direitos se revelaram quadrilhas organizadas para nos expropriar.”

A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita tenha mantido o valor semântico, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4381905 Português
Assinale a alternativa em que o verbo destacado é classificado como verbo de ligação: 
Alternativas
Q4381346 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Considerando as regras de concordância verbal empregadas no texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4381345 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Considerando as relações de regência nominal estabelecidas em trechos que têm o texto como base, assinale a alternativa correta: 

Alternativas
Q4381343 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
A disposição do verbo “haver” no recorte “Em algumas fábricas, há equipamentos”, segue as informações da alternativa:
Alternativas
Q4381342 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Verifique se os termos analisados quanto à ocorrência de crase estão de acordo com as regras e aponte qual está incorreto:
Alternativas
Q4381339 Português
Utilize o texto abaixo para responder a questão.


    A manufatura de lentes de óculos envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade.

    Em algumas fábricas, há equipamentos modernos que realizam essas operações de forma automatizada.

    Após o polimento, as lentes são submetidas à aplicação de tratamentos que aumentam sua resistência.

    Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos.

    Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados para que apresentem as características adequadas ao uso.
Tendo em vista as condições apresentadas sobre as orações coordenadas e subordinadas em análise às informações contidas nas assertivas abaixo:

I- O trecho “para que apresentem as características adequadas ao uso” apresenta uma oração subordinada adverbial final, pois expressa a finalidade da verificação cuidadosa dos produtos;
II- No trecho “etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade”, a oração “para garantir precisão e qualidade” é subordinada adverbial final, pois indica a finalidade das etapas mencionadas anteriormente;
III- No recorte “Em seguida, as lentes são avaliadas, e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos”, a oração “e aquelas que atendem aos padrões são encaminhadas à montagem dos óculos” é coordenada sindética aditiva em relação à oração anterior;
IV- O trecho “Em seguida, as lentes são avaliadas” constitui uma oração subordinada adverbial conclusiva, pois “em seguida” estabelece uma relação de conclusão entre essa ação e as informações apresentadas anteriormente.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4380390 Português

Leia o texto para responder à questão.



Tempo do castigo


    Quando eu era criança, ficava de castigo e ia para o quarto pensar. Perguntava quanto tempo e contava os segundos para sair. Até hoje acho essa punição interessante: “Pense no que você fez para conversarmos”. Mas, para ser boa, essa punição precisa ter um tempo combinado. O tempo, na época, me parecia justo por ser proporcional ao erro e ao amor de minha mãe por mim. Eu sabia que ela me amava, sabia que ia ficar um tempo ali e sabia que ia sair e poder falar com ela. Era um acordo.


    Hoje temos um jeito adulto de punir: bloquear a pessoa no WhatsApp. Bloquear alguém que se ama é como colocar de castigo. “Você fez algo que não gostei, preciso de um tempo.” E aí vem o importante: quanto tempo é esse tempo? O tempo que pode ser o remédio que cura a relação ou o remédio que vira veneno.


    O tempo de castigo era válido quando não trazia mágoa. Quando servia apenas para acalmar os ânimos. Quando era um tempo com a intenção velada da paz.


    Quando se diz o que se quer nessa nova interação virtual e se bloqueia sem deixar que o outro responda, coloca-se o outro em um castigo cheio de angústia. E, na espera sem saber o tempo, a mágoa cresce, os argumentos perdem sentido.


    Bloquear pode ser usado como um respiro para avançarmos, mas nunca como forma de evitar conversas difíceis, que são justamente as que permitem o amadurecimento que vem dos relacionamentos. As relações avançam nas discussões. O castigo da minha mãe sempre me trouxe uma oportunidade de uma relação mais próxima com ela, entendendo meus erros, e isso me trazia um profundo alívio.


(Alice Ferraz. O Estado de S. Paulo, 6 de dezembro de 2025. Adaptado)



Há, no texto, uma frase cuja construção é própria da linguagem coloquial, mas desrespeita a norma-padrão de regência verbal. Assinale a alternativa que apresenta essa frase.
Alternativas
Q4380389 Português

Leia o texto para responder à questão.



Tempo do castigo


    Quando eu era criança, ficava de castigo e ia para o quarto pensar. Perguntava quanto tempo e contava os segundos para sair. Até hoje acho essa punição interessante: “Pense no que você fez para conversarmos”. Mas, para ser boa, essa punição precisa ter um tempo combinado. O tempo, na época, me parecia justo por ser proporcional ao erro e ao amor de minha mãe por mim. Eu sabia que ela me amava, sabia que ia ficar um tempo ali e sabia que ia sair e poder falar com ela. Era um acordo.


    Hoje temos um jeito adulto de punir: bloquear a pessoa no WhatsApp. Bloquear alguém que se ama é como colocar de castigo. “Você fez algo que não gostei, preciso de um tempo.” E aí vem o importante: quanto tempo é esse tempo? O tempo que pode ser o remédio que cura a relação ou o remédio que vira veneno.


    O tempo de castigo era válido quando não trazia mágoa. Quando servia apenas para acalmar os ânimos. Quando era um tempo com a intenção velada da paz.


    Quando se diz o que se quer nessa nova interação virtual e se bloqueia sem deixar que o outro responda, coloca-se o outro em um castigo cheio de angústia. E, na espera sem saber o tempo, a mágoa cresce, os argumentos perdem sentido.


    Bloquear pode ser usado como um respiro para avançarmos, mas nunca como forma de evitar conversas difíceis, que são justamente as que permitem o amadurecimento que vem dos relacionamentos. As relações avançam nas discussões. O castigo da minha mãe sempre me trouxe uma oportunidade de uma relação mais próxima com ela, entendendo meus erros, e isso me trazia um profundo alívio.


(Alice Ferraz. O Estado de S. Paulo, 6 de dezembro de 2025. Adaptado)



Assinale a alternativa em que a palavra em negrito estabelece, corretamente, a relação de sentido apresentada.
Alternativas
Q4380388 Português

Leia o texto para responder à questão.



Tempo do castigo


    Quando eu era criança, ficava de castigo e ia para o quarto pensar. Perguntava quanto tempo e contava os segundos para sair. Até hoje acho essa punição interessante: “Pense no que você fez para conversarmos”. Mas, para ser boa, essa punição precisa ter um tempo combinado. O tempo, na época, me parecia justo por ser proporcional ao erro e ao amor de minha mãe por mim. Eu sabia que ela me amava, sabia que ia ficar um tempo ali e sabia que ia sair e poder falar com ela. Era um acordo.


    Hoje temos um jeito adulto de punir: bloquear a pessoa no WhatsApp. Bloquear alguém que se ama é como colocar de castigo. “Você fez algo que não gostei, preciso de um tempo.” E aí vem o importante: quanto tempo é esse tempo? O tempo que pode ser o remédio que cura a relação ou o remédio que vira veneno.


    O tempo de castigo era válido quando não trazia mágoa. Quando servia apenas para acalmar os ânimos. Quando era um tempo com a intenção velada da paz.


    Quando se diz o que se quer nessa nova interação virtual e se bloqueia sem deixar que o outro responda, coloca-se o outro em um castigo cheio de angústia. E, na espera sem saber o tempo, a mágoa cresce, os argumentos perdem sentido.


    Bloquear pode ser usado como um respiro para avançarmos, mas nunca como forma de evitar conversas difíceis, que são justamente as que permitem o amadurecimento que vem dos relacionamentos. As relações avançam nas discussões. O castigo da minha mãe sempre me trouxe uma oportunidade de uma relação mais próxima com ela, entendendo meus erros, e isso me trazia um profundo alívio.


(Alice Ferraz. O Estado de S. Paulo, 6 de dezembro de 2025. Adaptado)



Assinale a alternativa cuja frase está redigida de acordo com a norma-padrão de concordância e de pontuação.
Alternativas
Respostas
621: C
622: B
623: D
624: A
625: D
626: C
627: B
628: B
629: A
630: B
631: C
632: B
633: C
634: A
635: B
636: A
637: C
638: D
639: D
640: C