Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4392066 Português
Texto para a questão.


A virada discursiva nas humanidades e a crise do espaço público


    A emergência dos ecossistemas digitais de informação não apenas transformou a velocidade com que os saberes circulam, mas reinstaurou um antigo debate epistêmico sobre a natureza da verdade e a função social da linguagem. Se a Modernidade consagrou o espaço público como o lugar da argumentação deliberativa e da busca pelo consenso discursivo, a hipercontemporaneidade fragmentou essa ágora em nichos autorreferenciais. Nesses espaços, a adesão afetiva sobrepõe‑se à verificação empírica dos fatos, esvaziando a capacidade emancipatória da esfera pública.

     Nesse horizonte, a mediação textual deixa de ser uma ponte neutra entre a realidade e o sujeito para converter‑se em um artefato ideológico sutil. O uso massivo de arquiteturas algorítmicas de filtragem reconfigura os modos de ler e interpretar o mundo: a leitura, antes caracterizada pela fruição vagarosa e pela paciência hermenêutica, passa a responder a imperativos de produtividade e consumo imediato. Essa mutação perceptual atinge diretamente as instâncias acadêmicas e as instituições formadoras de opinião, pressionadas a traduzir problemas complexos em fórmulas palatáveis e de rápido impacto.

    Paralelamente, observa‑se o avanço do automatismo gerativo na escrita formal e científica. Se por um lado tais ferramentas democratizam o acesso a repertórios sintáticos complexos e otimizam a compilação de grandes acervos de dados, por outro instauram uma opacidade autoral inédita. Ao delegar à inteligência artificial a articulação do discurso, o enunciador abdica da dor e do júbilo que constituem a própria fatura do pensamento. O texto resultante, embora impecável em sua estrutura gramatical, padece frequentemente de uma aridez existencial, na qual a sofisticação léxica mascara a ausência de um posicionamento crítico visceral.

    Diante dessa encruzilhada, torna‑se imperioso resgatar o papel da hermenêutica e da análise textual como ferramentas de resistência democrática. Ensinar e exercitar a leitura crítica na contemporaneidade exige ultrapassar a decodificação de conteúdos visíveis para desnudarem‑se as premissas implícitas, os silenciamentos intencionais e as disputas de poder que subjazem às escolhas vocabulares. O sentido de um texto não reside passivamente nas suas palavras, mas se constrói na tensão viva entre o horizonte do autor e o repertório do leitor.

     Ademais, é preciso combater a ilusão de que a tecnologia atua como um vetor imune a valorações morais ou políticas. Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas contidas nos bancos de dados com que foram alimentados. Exigir transparência desses sistemas e promover o letramento crítico não são tarefas acessórias, mas salvaguardas indispensáveis para a preservação do pensamento autônomo.

    Não se defende, contudo, o isolamento saudosista nem o rechaço cego às inovações técnicas, o que constituiria um anacronismo estéril. Trata‑se, antes, de reivindicar que a técnica permaneça subordinada à dimensão ética e à mediação humana. A escola e a universidade precisam continuar a ser laboratórios de dúvida metódica, onde a hesitação reflexiva seja valorizada como antídoto contra os dogmatismos do algoritmo.

    Em suma, garantir que o ato de ler e escrever continue a ser um gesto de liberdade requer coragem epistemológica. Caso abramos mão da densidade reflexiva em nome da conveniência e da celeridade digitais, estaremos condenados a habitar uma sociedade articulada por discursos perfeitamente sintetizados, porém politicamente inertes e humanamente estéreis. A verdadeira emancipação intelectual ocorre no atrito da linguagem com o real.


Internet:  <scielo.br> (com adaptações).
No trecho “Os modelos de linguagem, longe de expressarem uma isenção matemática, reproduzem e amplificam as visões de mundo hegemônicas”, a flexão das formas verbais “reproduzem” e “amplificam”, em consonância com a norma‑padrão da língua culta, justifica‑se sintaticamente, pois elas concordam com o
Alternativas
Q4391958 Português
A intervenção profissional e a perspectiva da educação física cultural

        O papel do profissional de educação física na contemporaneidade exige uma visão crítica que ultrapasse a dimensão puramente biológica do corpo. A atuação, orientada pelos princípios do Conselho Regional de Educação Física (CREF), deve abraçar a complexidade das manifestações da cultura corporal em diversos contextos sociais. Nesse cenário, a perspectiva da educação física cultural ganha protagonismo. Ela compreende as práticas corporais, como jogos, danças, ginásticas e esportes, não como meros gestos mecânicos, e sim como textos culturais dinâmicos, produzidos, ressignificados e compartilhados por diferentes grupos.

        A valorização da diversidade cultural torna‑se, assim, um pilar da intervenção. Ao tematizar as diferenças nas escolas, clubes ou academias, o educador físico atua ativamente no combate a preconceitos, democratizando o acesso ao lazer e garantindo que múltiplas identidades sejam respeitadas. Além do imprescindível domínio técnico, exige‑se do profissional registrado um compromisso ético e sociopolítico. A formação contínua é necessária para desconstruir discursos hegemônicos que, historicamente, elitizam certas práticas esportivas em detrimento de manifestações populares e regionais.

        Em suma, a regulamentação da profissão assegura à sociedade uma intervenção qualificada e segura. O profissional assume o dever de promover a saúde de forma integral e a cidadania, utilizando a cultura corporal de movimento como um poderoso instrumento de emancipação e de transformação coletiva.

Internet: <confef.org.br>  (com adaptações).

Considerando as ideias, a organização e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.


No trecho “A formação contínua é necessária para desconstruir discursos hegemônicos que, historicamente, elitizam certas práticas esportivas em detrimento de manifestações populares e regionais.”, a forma verbal “elitizam” está flexionada no plural porque concorda com o sujeito composto “certas práticas esportivas e manifestações populares e regionais.  

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Q4391955 Português
A intervenção profissional e a perspectiva da educação física cultural

        O papel do profissional de educação física na contemporaneidade exige uma visão crítica que ultrapasse a dimensão puramente biológica do corpo. A atuação, orientada pelos princípios do Conselho Regional de Educação Física (CREF), deve abraçar a complexidade das manifestações da cultura corporal em diversos contextos sociais. Nesse cenário, a perspectiva da educação física cultural ganha protagonismo. Ela compreende as práticas corporais, como jogos, danças, ginásticas e esportes, não como meros gestos mecânicos, e sim como textos culturais dinâmicos, produzidos, ressignificados e compartilhados por diferentes grupos.

        A valorização da diversidade cultural torna‑se, assim, um pilar da intervenção. Ao tematizar as diferenças nas escolas, clubes ou academias, o educador físico atua ativamente no combate a preconceitos, democratizando o acesso ao lazer e garantindo que múltiplas identidades sejam respeitadas. Além do imprescindível domínio técnico, exige‑se do profissional registrado um compromisso ético e sociopolítico. A formação contínua é necessária para desconstruir discursos hegemônicos que, historicamente, elitizam certas práticas esportivas em detrimento de manifestações populares e regionais.

        Em suma, a regulamentação da profissão assegura à sociedade uma intervenção qualificada e segura. O profissional assume o dever de promover a saúde de forma integral e a cidadania, utilizando a cultura corporal de movimento como um poderoso instrumento de emancipação e de transformação coletiva.

Internet: <confef.org.br>  (com adaptações).

Considerando as ideias, a organização e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.


Na oração “garantindo que múltiplas identidades sejam respeitadas.”, a forma verbal “sejam” encontra‑se flexionada no modo subjuntivo, exprimindo uma expectativa em relação à democratização do acesso ao lazer.

Alternativas
Q4391950 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No trecho “ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.”, o pronome oblíquo exerce a função sintática de objeto direto e retoma a expressão “o aluno”.

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Q4391949 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


Na expressão “escola verdadeiramente democrática”, o termo “verdadeiramente” atua como modificador direto do substantivo “escola”, atribuindo‑lhe uma característica permanente.

Alternativas
Q4391948 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No período “A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador”, a oração “que capacitem o educador” exerce a função de sujeito da forma verbal “exige”.

Alternativas
Q4391947 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


Na oração “Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional.”, a flexão da forma verbal “fogem” explica‑se pela concordância com o núcleo do sujeito “profissionais”.

Alternativas
Q4391946 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


No período “Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas”, a conjunção “Contudo” introduz uma ideia de conclusão lógica a respeito dos desafios estruturais enfrentados pelos profissionais de educação física.

Alternativas
Q4391944 Português
A cultura corporal e os desafios da inclusão

        A educação física escolar contemporânea ultrapassa a mera instrução de movimentos e a busca pelo rendimento esportivo. Atualmente, a disciplina assume um papel central na formação cidadã, exigindo dos profissionais uma postura crítica diante das manifestações corporais. Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural, e não apenas como um complexo biológico e fisiológico estático.

        Sob a perspectiva da educação física cultural, as práticas corporais são tratadas como linguagens. Isso significa que jogos, ginásticas, lutas e esportes carregam significados profundos sobre os grupos que os praticam. O currículo escolar, portanto, deve refletir a pluralidade da sociedade, problematizando preconceitos e desconstruindo estereótipos historicamente arraigados no cotidiano.

        Entre os temas fundamentais para a promoção da diversidade, a dança desponta como um poderoso instrumento pedagógico. Historicamente negligenciada ou restrita a festividades pontuais, ela deve ser tematizada ao longo de todo o processo educativo. A dança permite que os estudantes explorem diferentes ritmos, expressões e identidades, reconhecendo a riqueza e a pluralidade do patrimônio humano.

        Contudo, a inclusão efetiva da dança e de outras práticas diversificadas esbarra em desafios estruturais e na formação docente. Muitos profissionais relatam insegurança para trabalhar com expressões artísticas que fogem ao modelo esportivizado tradicional. A superação dessa barreira exige políticas de formação continuada que capacitem o educador a mediar o conhecimento de forma abrangente.

        Em suma, a atuação no campo da educação física requer um compromisso ético com a diversidade e com a inclusão. Ao tematizar a cultura corporal de movimento em toda a sua amplitude, o profissional contribui para uma escola verdadeiramente democrática. O verdadeiro desafio pedagógico não é ensinar o aluno a movimentar‑se, mas ajudá‑lo a ler o mundo pelo próprio corpo.

Internet:<mec.gov.br>  (com adaptações).


Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir.


Na oração “Nesse contexto, o corpo é compreendido como uma construção social e cultural,”, a vírgula é empregada obrigatoriamente para separar um adjunto adverbial deslocado de sua ordem direta.

Alternativas
Q4391721 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está inteiramente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q4391719 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação preserva corretamente o sentido de que nem todos os candidatos apresentaram a documentação completa:
Alternativas
Q4391715 Português
Leia o fragmento: "O relatório apontou falhas no procedimento de atendimento ao público. A administração, entretanto, decidiu manter o protocolo em vigor até a conclusão da auditoria. Essa decisão foi criticada por parte dos servidores, pois eles consideravam urgente a revisão das rotinas." No texto, os elementos "Essa decisão" e "eles" exercem, respectivamente, as funções de:
Alternativas
Q4391629 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da pontuação está de acordo com a norma-padrão e preserva o sentido de que a informação sobre a conclusão da análise preliminar tem caráter explicativo: 
Alternativas
Q4391627 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está inteiramente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa: 
Alternativas
Q4391626 Português
Assinale a alternativa em que a regência nominal está inteiramente de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa: 
Alternativas
Q4391624 Português
Assinale a alternativa em que todas as relações de concordância nominal estão de acordo com a norma-padrão:
Alternativas
Q4391457 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Assinale a alternativa que contenha, à frente da transcrição do excerto, uma justificativa correta para o emprego do sinal de pontuação.
Alternativas
Q4391456 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Leia os períodos abaixo antes de responder ao que se pede.

I. “Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando...” (5º par.)
II. “Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026.” (8º par.)
III. “As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais.” (9º par.)

Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos coesivos de mesma natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima.
Alternativas
Q4391455 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
“Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.”

No excerto anterior, nota-se em destaque uma preposição utilizada pelo critério da Regência nominal. Adaptando-se esse fragmento a fim de que ele possa receber o sinal indicativo de Crase, a alternativa cuja reescrita se encontra adequada, segundo as regras gramaticais, faz-se presente em:
Alternativas
Q4391454 Português
TEXTO I


Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país


Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia


  O Brasil atravessa um momento que exige atenção. Grandes empresas recorrem à recuperação judicial ou extrajudicial, o crédito está mais caro e seletivo, empresários encontram dificuldades crescentes para financiar suas operações e uma parcela da população reduz o consumo porque já não consegue assumir novas prestações. O problema, portanto, deixou de ser apenas empresarial. Ele começa a atingir toda a cadeia econômica, e todos nós teríamos (ou temos) de entender isso.

  O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura. Mas o número mais importante talvez não esteja no balanço da companhia: está na quantidade de empresas que dependem dela. 

  Uma grande rede varejista não compra apenas produtos. Ela movimenta fabricantes, distribuidores, transportadoras, empresas de tecnologia, prestadores de serviços, proprietários de imóveis e milhares de trabalhadores. Quando uma companhia desse porte deixa de pagar ou precisa alongar seus compromissos, o fornecedor muitas vezes passa a financiar involuntariamente a crise. Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo. Sem caixa ou acesso a crédito, sua própria sobrevivência passa a ser ameaçada.

    O problema das recuperações judiciais

  Esse efeito dominó explica por que grandes recuperações judiciais precisam ser analisadas para além da empresa que está no processo. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, ingressou em recuperação judicial com dívida superior a R$ 265 milhões. Do mesmo modo, outros grupos também fizeram o mesmo, como por exemplo o Grupo Toky, com dívidas superiores a R$ 1 bilhão; a Marabraz, com passivo estimado em R$ 140 milhões; a Braskem buscou reestruturar US$ 10,9 bilhões em dívidas; a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.

  Não é possível afirmar que todas essas empresas tenham chegado a essa situação pelas mesmas razões. Contudo, também não se pode ignorar o ambiente financeiro em que essas companhias estão operando: juros elevados, crédito mais caro, maior seletividade dos bancos e consumidores com menor capacidade de assumir novas dívidas. A taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, não é apenas uma referência utilizada pelo mercado financeiro. Ela chega à economia real. Para nós, consumidores, representa prestações maiores e menor capacidade de compra. Esse talvez seja um dos pontos centrais da questão.

  Para uma família de maior renda, juros elevados podem significar apenas adiar a compra de determinado produto. Para uma família de menor renda, podem significar simplesmente não comprar. Um eletrodoméstico ou um eletrônico muitas vezes só cabem no orçamento porque podem ser parcelados. Quando o crédito deixa de ser acessível, a demanda diminui.

    Os efeitos da crise econômica

  Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego. A crise, que começou como financeira, transforma-se em econômica.

  Os números mostram que o problema não está restrito às grandes companhias. Segundo o monitor RGF-Bizdoc, havia 6.341 empresas em recuperação judicial ao final de junho de 2026. Ou seja, as dificuldades também atingem empresas menores, que possuem menos capital para absorver uma queda de faturamento ou um atraso relevante de seus clientes.

  O Brasil precisa de estabilidade monetária e controle da inflação, mas também precisa de crédito para produzir, investir e consumir. As grandes recuperações judiciais são, portanto, mais do que processos empresariais. São sinais de que a engrenagem econômica pode estar perdendo velocidade. Uma empresa que deixa de investir hoje não recupera automaticamente esse investimento amanhã. Um fornecedor que quebra não recupera seus clientes imediatamente. Um trabalhador que perde o emprego não recompõe sua renda de um dia para o outro. E uma família que deixa de consumir reduz a receita de toda uma cadeia produtiva. Quando empresários perdem, trabalhadores também perdem e a economia retrai. Todos pagamos a conta! 


Fonte: GRAÇA, João Alberto. Onda de recuperações judiciais acende alerta de crise no país. https://revistaoeste.com/economia/onda-de-recuperacoes-judiciais-acende-alerta-de-crise-no-pais/ (adaptado). 
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.

( ) Em “Crédito caro aumenta o risco de efeito dominó na economia” (título), o verbo destacado classifica-se como intransitivo pois não necessita de complemento verbal.
( ) Em “O recente pedido de recuperação judicial das Casas Bahia é um exemplo emblemático. A companhia chegou à Justiça com aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas sujeitas à recuperação judicial, enquanto seu endividamento total se aproxima de R$ 28 bilhões. O grupo também anunciou o fechamento de centenas de lojas e a redução de sua estrutura.” (2º par.), nota-se que os vocábulos em destaque são pronomes possessivos com função sintática de Adjuntos adnominais. Estes fazem referência, no contexto, à expressão “Casas Bahia”, ajudando, enquanto elementos coesivos anafóricos, na compreensão textual.
( ) Em “Entregou a mercadoria, pagou empregados, comprou matéria-prima e cumpriu suas obrigações, mas não recebeu no prazo.” (3º par.), os verbos em destaque são considerados impessoais, o que justifica o fato de contextualmente se encontrarem conjugados na terceira pessoa do singular.
( ) Em “...a Oi voltou a enfrentar situação extrema depois de processos de recuperação que envolveram dezenas de bilhões de reais.” (4º par.), o pronome relativo em destaque retoma o Substantivo “processos” iniciando uma oração subordinada adjetiva restritiva.
( ) Em “Quando o consumidor compra menos, o varejista vende menos. Vendendo menos, reduz os pedidos à indústria. A indústria reduz a produção e suas compras de fornecedores. A transportadora recebe menos pedidos, o prestador de serviços perde contratos e o trabalhador sente os efeitos na renda e no emprego.” (7º par.), as palavras em destaque são homônimas perfeitas. Assim, exercem contextualmente a mesma função sintática de Adjuntos adverbiais de intensidade.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência. 
Alternativas
Respostas
481: A
482: E
483: C
484: C
485: E
486: E
487: E
488: E
489: C
490: C
491: C
492: B
493: A
494: E
495: D
496: E
497: D
498: A
499: D
500: B