Questões de Concurso Sobre português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?
Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.
Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.
Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?
A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.
Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.
O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.
"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.
Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.
"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.
A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.
Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.
"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.
Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.
Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.
Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.
O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.
"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."
Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.
Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.
"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.
Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.
"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.
A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.
"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
"Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas."
Analise os enunciados a seguir, que apresentam concordância adequada, assim como o enunciado acima.
I. Em Trelew, na Patagônia, a degustação e a venda desse tipo de carne ganharam os noticiários do país na última semana. A experiência — que incluiu um açougue e um restaurante tradicional da cidade — fazem parte de um projeto piloto chamado "Burros Patagônicos".
II. Dados recentes, segundo a pesquisa, mostra que o consumo da carne bovina caiu cerca de 10% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o menor nível em duas décadas.
III. A procura por opções mais baratas ocorre em um momento de pressão sobre o consumo na Argentina, impulsionada pela inflação, que acumula um aumento de 9,4% no ano.
IV. A iniciativa foi criada pelo produtor rural Julio Cittadini, que vinha desenvolvendo a ideia há cerca de dois anos, enquanto aguardava autorização das autoridades sanitárias locais e nacionais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta as frases com concordância adequada.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?
Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.
Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.
Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?
A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.
Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.
O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones , do University College de Londres.
"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary , do Serviço Mundial da BBC.
Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.
"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.
A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.
Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland , nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.
"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.
Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.
Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons.
Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.
O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres . Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.
"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."
Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.
Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.
"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.
Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos.
"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.
A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.
"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
Com base no texto 'Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?', analise as afirmativas a seguir e identifique aquela que apresenta uma informação correta.
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Assinale a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas abaixo:
“Assisti _____ peça.
Não temos que dar satisfações ____ ele.
Escreve _____ José Saramago.”
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Analise:
“Marcos, professor de matemática, não pode dar aula hoje.”
Assinale a opção que apresenta a classificação correta dos termos destacados:
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Analise e assinale a alternativa que apresenta a classificação correta da oração abaixo:
“Eu acho que não precisamos brigar por isso.
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
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Assinale a opção que completa, respectivamente, as lacunas abaixo:
“Queria saber o ________ dela estra triste.
Não vamos viajar, mas _______?
_______ ela não comprou o livro?
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Analise e assinale a opção que apresenta a classificação correta da oração abaixo:
“Por já conhecer o caminho, cheguei bem rápido.”
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Analise a citação:
“O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.”
Assinale a opção que apresenta, respectivamente, a classificação das palavras destacadas:
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Analise a assinale classificação correta do termo destacado abaixo:
“O livro está ali.”
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem presente na oração abaixo:
“Ele consertou o pé da mesa.”
Leia o texto e responda à questão:
Como a neurociência explica a experiência sonora de uma sala de cinema
Cinco vezes eleita pela melhor qualidade de som, a Sala 1, do Cine Marquise, propõe experiência que mimetiza o funcionamento do cérebro humano
O investimento em tecnologia de ponta tornou-se a principal estratégia para a sobrevivência das salas de cinema em meio à popularização do streaming.
No coração da Avenida Paulista, o Cine Marquise colhe os frutos dessa aposta: sua Sala 1 foi eleita, pela quinta vez, a melhor de São Paulo em qualidade de som.
Equipado com 46 caixas de som e quatro subwoofers (tipo de alto-falante especializado na reprodução de frequências subgraves), o espaço utiliza o sistema Dolby Atmos que propõe uma experiência que vai além das limitações do som surround tradicional.
Diferente dos sistemas convencionais, que distribuem o áudio por canais fixos (como esquerda, direita e fundo), este sistema cria um ambiente tridimensional.
É o que explica Luciano Taffetani, gerente sênior da Dolby na América Latina - segundo ele, a tecnologia altera a percepção do espectador ao mimetizar o funcionamento do cérebro humano. "A tecnologia instalada no Cine Marquise transforma a experiência sonora ao se aproximar da forma como o cérebro naturalmente percebe o mundo. (...) O Dolby Atmos opera nesse nível: em vez de limitar o som a canais fixos, ele cria um ambiente tridimensional onde cada elemento se move com precisão pelo espaço".
O impacto na narrativa e emoção
A precisão técnica reflete diretamente no envolvimento emocional. Com o som vindo de todas as direções, inclusive do teto, o espectador deixa de ser um observador passivo para se sentir dentro da cena. Taffetani reforça que a neurociência não separa percepção de emoção: "Nós sentimos antes mesmo de interpretar".
O isolamento acústico rigoroso da sala garante que ruídos externos não interfiram na tradução da obra original.
(https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/como-aneurociencia-explica-a-experiencia-sonora-de-uma-sala-decinema/)
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).