Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Considerando as regras de acentuação dos vocábulos presentes no texto, marque com (V) as afirmativas verdadeiras ou com (F) as falsas:
(__)O vocábulo 'discriminatório' é acentuado por ser uma palavra proparoxítona, regra que se aplica a todas as palavras dessa classificação.
(__)O vocábulo 'alguém' recebe acento pela mesma regra que 'vintém'. Ao ser flexionado para o plural, 'vinténs', mantém o acento, diferentemente do vocábulo 'hífen', que ao ser flexionado para o plural, perde o acento, tornando-se 'hifens'.
(__)O vocábulo 'saúde' é acentuado pela mesma regra que se aplica aos vocábulos 'veículo' e 'baú', em que o 'i' e 'u' tônicos formam hiato com a vogal anterior e estão sozinhos na sílaba.
(__)O vocábulo 'física' é uma palavra proparoxítona. Estão acentuados corretamente pela mesma regra os vocábulos: bávaro, íbero e protótipo.
A sequência que preenche corretamente os itens, de cima para baixo, é:
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
I. O projeto foi um sucesso, apesar de todos os contratempos. II. A coordenação da escola disponibilizou o relatório das atividades. III. A instituição adiquiriu novos materiais pedagógicos.
A alternativa que contém erro ortográfico está em:
A palavra 'caçar' é um parônimo da palavra 'cassar': possuem grafia e pronúncia semelhantes, mas significados diferentes. No texto a seguir, analise o uso correto de outros parônimos e preencha as lacunas com a alternativa adequada.
Ao entrar na cozinha, Mariana parou por um instante. A ..... do bolo que sua avó fazia na infância parecia ganhar vida ali: massa fofa, cobertura brilhante e aroma inconfundível. Ela respirou fundo, deixando-se.....pelo momento e pelo cheiro..... de canela e baunilha que se espalhava pelo ar, despertando lembranças doces da infância.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é:
Com base nas regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta sobre o uso do hífen no vocábulo 'jiboia-do-ribeira'.
"A jiboia-do-ribeira é maior até que muitos humanos adultos: pode medir até um metro e setenta centímetros."
Com base nas regras de acentuação dos vocábulos presentes no trecho, analise as afirmativas a seguir, marcando (V) as verdadeiras ou (F) as falsas:
(__)A palavra 'cascáveis' está grafada incorretamente, pois palavras paroxítonas formadas por ditongo aberto 'ei' não são mais acentuadas.
(__)O vocábulo 'contrário' leva acento por ser uma paroxítona terminada em ditongo crescente.
(__)Todas palavras proparoxítonas são acentuadas, por essa razão, a palavra 'centímetros' é acentuada.
(__)A palavra 'até' é acentuada, pois toda oxítona terminada em vogal é acentuada.
A sequência que preenche corretamente os parênteses é:
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
"Mas essa ideia já não se aplica. A verdade é que o empregador não está ali para servir o colaborador."
Quanto à acentuação dos vocábulos presentes no texto, identifique a alternativa INCORRETA.
O vocábulo 'bem-estar' está grafado corretamente com hífen. Os vocábulos das alternativas a seguir também foram hifenizados corretamente, EXCETO:
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
O Texto 2 refere-se à questão.
Texto 2
Doar sangue com frequência pode deixar suas
células sanguíneas mais saudáveis
Em estudo, as células de doadores frequentes
apresentaram uma mutação que pode ajudar a
suprimir células cancerígenas.
Por Eduardo Lima
Doar sangue frequentemente não é só uma questão de altruísmo e preocupação com o coletivo. De acordo com um novo estudo, doar sangue também pode aumentar as habilidades do doador de produzir células sanguíneas saudáveis, possivelmente reduzindo o risco de desenvolvimento de leucemia – tipo de câncer que afeta a formação das células do sangue, especialmente dos glóbulos brancos.
Cientistas do Instituto Francis Crick, um centro de pesquisa biomédica em Londres, analisaram os dados genéticos de 217 homens da Alemanha, a partir de células sanguíneas doadas por eles. Todos os participantes do estudo tinham entre 60 e 72 anos de idade, e já haviam doado sangue mais de 100 vezes ao longo da vida
Além dos super-doadores, os cientistas também investigaram amostras de sangue de 212 homens de idade parecida, mas que doaram sangue menos de 10 vezes durante a vida. Depois da comparação, eles perceberam que os homens que doavam sangue frequentemente tinham maior probabilidade de ter mutações no gene DNMT3A.
O estudo dos pesquisadores do Instituto Francis Crick, publicado no periódico Blood, sugere que a mutação é benéfica e ajuda a suprimir células cancerosas na corrente sanguínea.
Mais rápido que células cancerosas
Para entender por que as mutações se espalharam entre os doadores frequentes, os cientistas criaram, em laboratório, algumas células-tronco geneticamente editadas para carregar essas modificações. Elas foram comparadas a células que não passaram por nenhum processo de edição. Para simular os efeitos da doação de sangue, eles adicionaram o hormônio eritropoietina (EPO), que é produzido pelo corpo depois da perda de sangue.
Um mês depois, as células com mutações haviam crescido 50% mais rápido do que aquelas sem edição genética, mas só nos casos em que houve adição de EPO. Isso mostra que o hormônio favorece o crescimento de células com a mutação no gene DNMT3A. Quanto maior a exposição à eritropoietina, mais as células sanguíneas com a modificação se multiplicam.
Para descobrir se ter mais células com mutações era algo benéfico, a equipe de cientistas misturou elas a outras células, com edições genéticas que aumentam o risco de leucemia. De novo, quando em contato com o hormônio EPO, as células com a mutação cresceram mais rápido, suprimindo o crescimento das cancerosas.
Mais estudos são necessários para confirmar se é realmente isso que acontece com os doadores de sangue frequentes. O resultado pode ser diferente dentro de um laboratório, que tem variáveis controladas, em comparação a uma análise de pessoas de diferentes etnias e faixas etárias. É importante lembrar, também, que esse estudo só analisou casos de homens. [...]
Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/doar-sangue-comfrequencia-pode-deixar-suas-celulas-sanguineas-mais-saudaveis/. Acesso em 30 jun. 2025.
O Texto 1 refere-se à questão.
Texto 1
Doação de sangue cresce na américa latina,
segundo a OMS
Quase 80% dos países relataram aumentos
significativos, mas a região ainda enfrenta desafios
Por Redação Galileu
Um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entidade regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), traz boas notícias a respeito da doação de sangue. A prática vem aumentando na América Latina e no Caribe.
O levantamento indica que 23 países — 17 na América Latina e seis no Caribe não latino — coletaram mais de 9,2 milhões de unidades de sangue em 2023. Isso representa um aumento de 15,5% em comparação a 2020, que registrou 7,7 milhões em um ano. Quase 80% dos países relataram aumentos significativos, que a OPAS atribui à transição pós-pandemia e a novas estratégias de sensibilização.
Em 2023, 56,8% das unidades coletadas vieram de doadores voluntários, um aumento de 6,7% em relação a 2019, retornando aos índices de crescimento pré-pandemia. As demais doações vieram de familiares e amigos próximos de pacientes específicos. Nenhum país reportou doações remuneradas. América Latina e Caribe têm uma média de 16 doações de sangue por cada mil habitantes. Nesse cenário, 13 países estão abaixo dessa média e dez a superam. Brasil, México, Colômbia e Argentina somam 75% do total de doações.
“O acesso equitativo ao sangue seguro é um direito de todas as pessoas e só pode ser garantido por meio de sistemas de doação de sangue organizados e eficientes, baseados na doação voluntária, regular e não remunerada”, diz Jarbas Barbosa, diretor da OPAS, em um comunicado da instituição. “Somos gratos àqueles que generosamente doam e incentivamos mais pessoas a se juntarem a este ato de solidariedade que salva vidas”, acrescenta.
O relatório também aponta avanços na segurança e na qualidade das transfusões. Os países reportam que 100% das unidades de sangue doadas foram rastreadas e 90% foram fracionadas em componentes como glóbulos vermelhos, plasma e plaquetas, otimizando seu uso clínico.
Apesar das boas notícias, a região ainda enfrenta desafios. A OPAS diz que mais de 1,9 mil centros de coleta e 1,4 mil centros de processamento operam de forma dispersa, o que limita a eficiência. Apenas quatro países processaram uma média de mais de 10 mil unidades de sangue por ano, com o Paraguai liderando (20,7 mil unidades).
Disponível em:
https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2025/06/doacao-de-sangue-cresce-na-america-latina-segundo-a-oms.ghtml. Acesso em
30 jun. 2025.