Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q4101881 Português
TEXTO 3 (Adaptado)


“Embora o acesso à informação tenha aumentado nos últimos anos, muitos estudantes ainda encontram dificuldades para interpretar textos complexos, porque a leitura superficial, frequentemente estimulada pelas redes sociais, reduz a capacidade de concentração e prejudica a construção do pensamento crítico.”
A relação estabelecida pelos conectivos destacados em “Embora o acesso à informação tenha aumentado (...), muitos estudantes ainda encontram dificuldades (...), porque a leitura superficial (...) reduz a capacidade de concentração” é, respectivamente, de:
Alternativas
Q4101588 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Comissão pública fluxo de atendimento a crianças

vítimas de abuso


    A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou, no dia 25 de maio, o Fluxo Nacional de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual. O procedimento faz parte da Resolução nº 8, disponível no Diário Oficial da União, e estabelece métodos padronizados para atuação articulada entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil a respeito do tema. A norma reconhece a exploração sexual de crianças e adolescentes como uma das piores formas de trabalho infantil, conforme normas internacionais e legislação brasileira.


    O texto define essa prática como o uso de menores para fins sexuais mediante qualquer forma de compensação, inclusive não financeira, como presentes ou favores. O normativo também reforça que o eventual consentimento da vítima não descaracteriza a exploração e destaca que a proteção deve ser prioritária, envolvendo família, sociedade e Estado.


    Entre as principais diretrizes do fluxo está a atuação coordenada da rede de proteção, formada por instituições como conselhos tutelares, Ministério Público, forças de segurança, auditoria fiscal do trabalho e serviços das áreas de saúde, assistência social e educação.


    O documento estabelece princípios que devem orientar o atendimento às vítimas, como celeridade, respeito à dignidade, não discriminação e garantia do direito à informação. Um dos pontos centrais é evitar a revitimização, assegurando que crianças e adolescentes não sejam expostos a repetidas situações de relato da violência. A escuta especializada deve ocorrer em ambiente seguro, com abordagem sensível e sem culpabilização das vítimas, conforme os parâmetros da Lei nº 13.431/2017.


    O modelo de atendimento está estruturado em três fases principais:


Notícia de fato ou denúncia: envolve o recebimento e registro de informações sobre possíveis casos, que podem ser comunicados por qualquer pessoa ou instituição, inclusive por meio do Disque 100;


Comunicação e acionamento: inclui o encaminhamento às autoridades competentes, como conselho tutelar, auditoria fiscal do trabalho e órgãos de segurança pública;


Proteção e responsabilização: abrange o atendimento às vítimas e a adoção de medidas administrativas, civis e criminais para responsabilização dos envolvidos.


    O Sistema Único de Saúde (SUS) deve oferecer atendimento integral, incluindo apoio psicológico. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) fica responsável por acompanhar as vítimas e suas famílias, com serviços especializados.


    As escolas também são apontadas como espaços estratégicos para identificação de casos e prevenção.


    No âmbito da responsabilização, órgãos como polícias, Ministérios Públicos e Justiça devem atuar na investigação, punição dos responsáveis, além de garantir medidas protetivas às vítimas.


    A norma prevê que o fluxo seja adaptado à realidade regional, a fim de evitar sobreposição de ações e reduzir riscos de revitimização.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/comissao-publica-fluxo-de-atendimento-criancas-vitimas-de-abuso (adaptado)

No trecho conforme normas internacionais e legislação brasileira, o conectivo sublinhado cumpre um papel coesivo lógico e estrutural na oração. Levando em consideração as relações de subordinação do período, assinale a alternativa que apresenta o valor semântico e uma possível substituição adequada para esse conectivo no texto.
Alternativas
Q4098270 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Inteligência artificial e a pesquisa escolar

Sete em cada dez estudantes brasileiros do ensino médio usuários da internet utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, para realizar pesquisas escolares. Apesar disso, apenas 32% desses estudantes receberam alguma orientação nas escolas sobre como utilizar de forma segura e responsável essa tecnologia. As informações fazem parte da 15ª edição da pesquisa TIC Educação, divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). A pesquisa também apontou que quase a totalidade das escolas brasileiras (96% do total) possui acesso à internet, com crescimento especialmente nas instituições municipais e nas escolas rurais. No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades no acesso permanecem: nas escolas estaduais, 67% dos alunos utilizam a internet para atividades solicitadas pelos professores, enquanto na rede municipal a proporção é de apenas 27%. Além disso, nos últimos anos, caiu o número de professores que participaram de formação voltada ao uso de tecnologia digital — de 65% em 2021 para 54% em 2024.

AGÊNCIA BRASIL. Sete em cada 10 alunos do ensino médio usam IA generativa em pesquisas. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/sete-em-cad a-10-alunos-do-ensino-medio-usam-ia-generativa-em-pesquisas. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).
Considerando o trecho "No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades no acesso permanecem [...]", assinale a alternativa que apresenta a análise correta da oração destacada quanto à sua classificação e ao valor semântico estabelecido no período.
Alternativas
Q4098250 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Inteligência artificial e a pesquisa escolar

Sete em cada dez estudantes brasileiros do ensino médio usuários da internet utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, para realizar pesquisas escolares. Apesar disso, apenas 32% desses estudantes receberam alguma orientação nas escolas sobre como utilizar de forma segura e responsável essa tecnologia. As informações fazem parte da 15ª edição da pesquisa TIC Educação, divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). A pesquisa também apontou que quase a totalidade das escolas brasileiras (96% do total) possui acesso à internet, com crescimento especialmente nas instituições municipais e nas escolas rurais. No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades no acesso permanecem: nas escolas estaduais, 67% dos alunos utilizam a internet para atividades solicitadas pelos professores, enquanto na rede municipal a proporção é de apenas 27%. Além disso, nos últimos anos, caiu o número de professores que participaram de formação voltada ao uso de tecnologia digital — de 65% em 2021 para 54% em 2024.

AGÊNCIA BRASIL. Sete em cada 10 alunos do ensino médio usam IA generativa em pesquisas. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/sete-em-cad a-10-alunos-do-ensino-medio-usam-ia-generativa-em-pesquisas. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).
Considerando o trecho "No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades no acesso permanecem [...]", assinale a alternativa que apresenta a análise correta da oração destacada quanto à sua classificação e ao valor semântico estabelecido no período.
Alternativas
Q4096578 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Inteligência artificial e a pesquisa escolar

Sete em cada dez estudantes brasileiros do ensino médio usuários da internet utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, para realizar pesquisas escolares. Apesar disso, apenas 32% desses estudantes receberam alguma orientação nas escolas sobre como utilizar de forma segura e responsável essa tecnologia. As informações fazem parte da 15ª edição da pesquisa TIC Educação, divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). 
A pesquisa também apontou que quase a totalidade das escolas brasileiras (96% do total) possui acesso à internet, com crescimento especialmente nas instituições municipais e nas escolas rurais. No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades no acesso permanecem: nas escolas estaduais, 67% dos alunos utilizam a internet para atividades solicitadas pelos professores, enquanto na rede municipal a proporção é de apenas 27%. Além disso, nos últimos anos, caiu o número de professores que participaram de formação voltada ao uso de tecnologia digital — de 65% em 2021 para 54% em 2024. AGÊNCIA BRASIL. Sete em cada 10 alunos do ensino médio usam IA generativa em pesquisas.

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/sete-em-cad a-10-alunos-do-ensino-medio-usam-ia-generativa-em-pesquisas. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).
Considerando o trecho "No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades no acesso permanecem [...]", assinale a alternativa que apresenta a análise correta da oração destacada quanto à sua classificação e ao valor semântico estabelecido no período.
Alternativas
Q4094816 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Custo para universalizar água e esgoto nos municípios brasileiros pode variar de R$ 301 a R$ 394 por pessoa


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou custos operacionais para universalizar os serviços de água e esgoto a partir da experiência dos 367 municípios brasileiros mais eficientes em custos e mais efetivos na prestação do serviço. A ideia é que os valores possam servir de referência na estruturação de contratos de concessão para processos competitivos de seleção de fornecedores, uma exigência do Novo Marco do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020) para municípios que queiram apoio financeiro do governo federal, mas também em programas de universalização baseados em prestação direta.


    “As estimativas de investimentos e custos são essenciais para se auferir em quanto os usuários e contribuintes serão onerados para universalizar os serviços. Neste trabalho, indicamos benchmarks de custos operacionais que possam ser úteis aos gestores, que irão escolher aqueles mais alinhados à realidade do município”, explicou o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Fabiano Pompermayer, que assina o estudo.


    Para a análise, feita a partir da técnica chamada de Envoltória de Dados, foram considerados dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o nível de cobertura e o de eficiência técnica dos prestadores. Apesar da maior concentração de municípios se situar em estados mais desenvolvidos nos estados de São Paulo e Paraná, há municípios das cinco regiões do país nos grupos de benchmarks.


    Para municípios de até 10 mil habitantes, os valores de referência obtidos foram de R$ 313,05 e R$ 331,23 ao ano por pessoa atendida, a depender dos critérios considerados. Naqueles de 10 a 50 mil habitantes, foram de R$ 300,89 e R$ 328,16. Já nas cidades de 50 a 250 mil habitantes, os custos operacionais foram de R$ 313,92 e R$ 332,47 ao ano por pessoa atendida enquanto nas que têm mais de 250 mil habitantes foram de R$ 386,21 e R$ 393,93 anuais, por pessoa.


    O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) traçou a meta de 99% de domicílios brasileiros com abastecimento de água e 92% com coleta e destinação adequada de esgoto em 2033. Os valores ainda são distantes da realidade do país, que tinha, em 2022, 95,6% das residências abastecidas com água por rede coletora de esgoto ou fossa séptica, de acordo com os índices apurados pelo próprio Plansab.


    A baixa qualidade dos serviços também gera externalidades ambientais preocupantes. Conforme o SNIS, em 2022, 37,8% da água potável disponibilizada foi perdida na distribuição e apenas 52,2% do esgoto coletado foi tratado adequadamente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brlportal/categorias/45-todas-

as-noticias/noticias/16109-custo-para-universalizar-agua-e-esgoto-

nos-municipios-mais-eficientes-do-pais-varia-de-r-301-a-r-394-por-

pessoa (adaptado)

No terceiro parágrafo, lê-se: Apesar da maior concentração de municípios que atendiam aos critérios estabelecidos nos estados de São Paulo e Paraná, há municípios das cinco regiões do país nos grupos de benchmarks. Diante disso, a expressão sublinhada estabelece uma relação CORRETA de:
Alternativas
Q4094293 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão. 

A vida anda 

A vida não foi criada para ser fácil, foi criada para ser vida. Não há vida fácil. Quem disser que a vida é fácil ou não entende nada ou é um mentiroso. A vida é a vida, e ela pega, mais ou menos, mas pega, mais cedo ou mais tarde. Ninguém escapa.

A gente nasce, cresce, vive e morre. Uns vivem melhor do que os outros, uns aproveitam mais do que os outros, mas como julgar o que é melhor ou quem viveu melhor? Cada um sabe de si; o que ¢ bom para ele pode não ser bom para você.

Ao longo do caminho, vamos conhecendo gente, nos aproximando, convivendo, nos afastando, esquecendo e sendo esquecidos. Muito tempo atrás, numa noite sozinho, no inverno além do, escrevi para um amigo que, por mais que fizesse força, alguns rostos tinham desaparecido, eu não me lembrava mais deles, apesar de ainda me lembrar dos nomes. Mas, o mais triste não era eu ter esquecido — o mais triste era eu também ser esquecido.

A vida é assim. Damos valor para algumas coisas, outros dão valor para outras e, de repente, numa conversa à toa, alguém nos lembra alguma coisa esquecida faz tempo, e a volta da lembrança é boa e quente.

Mas, se nos aproximamos e nos afastamos regularmente de pessoas que por um breve momento interagiram conosco, às vezes, sem muito porquê, nos afastamos de gente querida da vida inteira. E triste, mas acontece por uma razão ou outra.

Pode ser a mudança de cidade, a mudança do trabalho, mas pode ser também alguma coisa que você não compreende e que acontece sem que você consiga impedir, por mais que você tente. A distância vai crescendo até que a separação se consolida, e alguém que era importante deixa de fazer parte mais constante da sua vida. É triste ver um amigo sumir na distância, mas algumas vezes acontece.


MENDONÇA, Antônio Penteado. A vida anda. Crônicas da cidade. Disponível em <https://cronicasdacidade.com.br/cronicas/2022/10/21/a>.

“(...) escrevi para um amigo que, por mais que fizesse força, alguns rostos tinham desaparecido”
Mantendo o mesmo sentido, a locução destacada acima pode ser substituída corretamente por: 
Alternativas
Q4093003 Português

Leia o Texto 03 para responder à questão.



Texto 03 - Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana


AFP - 17/02/26 - 14h31min Em Ciência



   Os diretores executivos das principais empresas de tecnologia estão envolvidos em uma corrida pelo domínio no campo da inteligência artificial que pode colocar em risco a sobrevivência da humanidade, afirmou nesta terça-feira (17) à AFP o destacado pesquisador Stuart Russell.


   Russell, professor da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que os líderes das maiores companhias de IA do mundo têm consciência dos perigos representados por sistemas superinteligentes, capazes um dia de superar os humanos.


   Segundo ele, a responsabilidade de salvar a espécie recai sobre os líderes mundiais, que podem agir de forma coletiva.


   “Permitir que entidades privadas joguem essencialmente roleta russa com cada ser humano na Terra é, na minha opinião, um abandono total do dever”, declarou Russell, voz proeminente na área de segurança em IA.


   Países e empresas estão investindo centenas de bilhões de dólares na construção de centros de dados de alto consumo de energia para treinar e operar ferramentas de IA generativa.


   Essa tecnologia, que se desenvolve em ritmo acelerado, promete benefícios como a descoberta de medicamentos, mas também pode provocar perda de empregos e abusos on-line.


   Além disso, existe o risco de que “os próprios sistemas de IA assumam o controle e a civilização humana seja um dano colateral nesse processo”, afirmou Russell em entrevista durante a AI Impact Summit, em Nova Délhi.


   “Acho que cada um dos presidentes das principais companhias de IA quer desarmar [interromper o progresso da IA], mas não pode fazê-lo de maneira unilateral, porque os investidores os demitiriam”, acrescentou.


   “Alguns disseram isso publicamente e outros me confessaram em privado”, afirmou, destacando que até Sam Altman, diretor da empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, declarou publicamente que a IA pode levar à extinção humana.


   A OpenAI e a startup americana rival Anthropic  registraram demissões públicas de funcionários que manifestaram preocupações éticas.


   A Anthropic também alertou na semana passada que seus modelos mais recentes de chatbot podem ser “influenciados para apoiar, de maneira consciente, mas limitada, esforços voltados ao desenvolvimento de armas químicas e outros crimes atrozes”.


   Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia.


   “Realmente ajuda que cada um dos governos compreenda esse assunto. E é por isso que estou aqui”, afirmou Russell.


[...]



Fonte: ISTOÉ DINHEIRO. Especialista em computação adverte que corrida da IA ameaça sobrevivência humana. São Paulo: Istoé Dinheiro, 17 fev. 2026. Disponível em: https://istoedinheiro.com.br/especialista-em-computacao-adverte-que-corrida-da-ia-ameaca-sobrevivencia-humana. Acesso em: 21 fev. 2026.

Analise as assertivas sobre o seguinte período retirado do Texto 03: “Reuniões internacionais como a cúpula de IA desta semana oferecem uma oportunidade para regulamentar a tecnologia, embora suas três edições anteriores tenham resultado apenas em acordos voluntários por parte das empresas de tecnologia”.
I- O período apresenta uma oração subordinada adverbial concessiva.
II- O sujeito da oração subordinada é composto.
III- O termo “apenas” funciona como adjunto adverbial.
IV- Na oração principal há um objeto direto. 
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4092996 Português

Leia o Texto 01 para responder à questão.



Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood

BBC World Service - 19 fevereiro de 2026



   A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.


   Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).


   “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”


   O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.


   A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.


   Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.


   Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.


   A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.


   O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.


   Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.


   Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.


   Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.


   Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.


   Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.


   O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.


   Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.


   Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.


   Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.


   Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.


   O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.


[...]



Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.

Leia o período a seguir retirado do Texto 01.


À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente”.


A expressão à medida que, no contexto, pode ser classificada como:

Alternativas
Q4092747 Português
“A leitura crítica exige tempo e atenção, pois o leitor precisa relacionar o texto aos seus conhecimentos prévios, embora muitas práticas contemporâneas favoreçam o consumo rápido de informações. Quando esse processo interpretativo não se consolida, comprometem-se tanto a compreensão dos sentidos quanto a formação do pensamento reflexivo.”

Com base na organização sintática do texto-base, assinale a alternativa correta quanto aos processos de coordenação e subordinação presentes no período.
Alternativas
Q4092688 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Palavras de amor


  Os sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos e recoçamos até que se tornem feridas infectadas e, às vezes, septicemias fatais. Salvo um exercício difícil de autocontrole, qualquer picada pode adquirir uma relevância desmedida. A gente tende a se coçar muito além da conta porque descobre nisso um prazer autônomo.

   
    Por isso mesmo, em geral, não confio nos sentimentos: nem nos meus, nem nos dos outros. Não é que suponho que os humanos mintam quando amam, odeiam, ou se desesperam: nada disso. Apenas verifico que os sentimentos podem ser condições autoinduzidas, transtornos ou desvios produzidos pelos próprios indivíduos que, se não procuram sarna para se coçar (como diz o ditado), no mínimo adoram coçar as sarnas que têm.

  Tomemos o exemplo do amor. Eu encontro, conheço ou vislumbro de longe uma pessoa que preenche algumas condições básicas para que eu goste dela. Sussurrando entre quatro paredes ou gritando em praça pública, anotando no meu diário ou escrevendo para grandes editoras, passo a encher o ar ou as páginas com as descrições da beleza inigualável da pessoa amada e com as declarações hiperbólicas do meu sentimento.

   Claro, minha prosa ou minha poesia poderão, quem sabe, conquistar o meu objeto de amor, mas esse é um efeito colateral. Ο efeito mais importante de minhas palavras de amor não é tanto o de seduzir o objeto dos meus sonhos, mas o de eu me apaixonar cada vez mais. Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e à virulência das minhas declarações.

   Em linguística chamamos performativas aquelas expressões que, ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam. Exemplo clássico: um chefe de Estado dizendo "Declaro a guerra": essa frase é a própria declaração de guerra. Algo semelhante ocorre com o amor: a gente aprende a amar e a declarar o amor pelas palavras dos escritores, o amor se torna relevante em nossa vida à força de ser idealizado pela literatura. Sim, os tempos mudam, e talvez se afirme hoje, aos poucos, uma retórica nova, menos sentimental, capaz de dar valor literário a uma vida sem amores e paixões.


(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 155-157)
o amor se torna relevante em nossa vida à força de ser idealizado pela literatura Sem prejuízo para o sentido do período acima, a oração sublinhada pode ser substituída por esta:
Alternativas
Q4092633 Português
Não tenho medo de avião


     Acho avião uma criatura muito simpática - me parece um golfinho metálico, de óculos escuros, com enormes nadadeiras e uma barbatana retardatária, lá na cauda.

    Tampouco tenho medo de voar.

    Meu medo é justamente que, em algum momento entre a decolagem e o pouso, ele não voe.

     Toda véspera de voo, vem esse sobressalto: e se...

    Sim, já trabalhei isso na análise. Era culpa. A queda seria a punição por eu estar me divertindo (mesmo que a viagem seja a trabalho), gastando dinheiro à toa (mesmo que a passagem seja paga pelo patrão, pelo cliente ou cortesia da companhia aérea).

    Meu id e meu ego entenderam perfeitamente e se puseram de acordo. О problema sempre foi o superego, que invariavelmente pedia para ir ao banheiro quando esse assunto vinha à tona - e se escafedia no meio da sessão.

     Tirando uma vez, num voo da Pluna para Madri, em que meu assento não existia (e uma comissária teve que ir em pé para que eu pudesse me sentar) e um aguaceiro (certamente condensação de ar condicionado) desabou sobre minha cabeça, e me fez cruzar o Atlântico mais encharcado do que se tivesse ido a nado. (...)

     Tirando isso -e alguns outros perrengues de menor porte - nunca tive motivos para ter medo de fazer check-in, afivelar os cintos, etc. Mas não deixo de ter vontade de fazer algum comentário que, caso ocorra o pior, possa ser interpretado como "Nossa, era um pressentimento!". (...)

     Se na hora em que você estiver lendo este texto (...) eu já tiver desembarcado em Congonhas, são e salvo, terá sido um texto como qualquer outro. Caso contrário, não faltará quem diga "Gente, parece que ele sabia!".

    Não, não sabia. A gente quase que nada sabe - mas desconfia de muita coisa, como escreveu Guimarães Rosa.



AFFONSO, Eduardo. Não tenho medo de avião. Veja
Rio. Disponível em
<https://vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronicapor-eduardo-affonso-nao-tenho-medo-de-aviao/>.
"(...) uma comissária teve que ir em pé para que eu pudesse me sentar"
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem, em relação à análise da locução destacada acima:
A locução pode ser substituída adequadamente por "___", e introduz uma oração de valor _____com o sentido de______
Alternativas
Q4092470 Português
Texto para a questão.

O QUE É ESCUTA ATIVA E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL

      A construção de um diálogo eficiente, ao contrário do que muitos pensam, depende mais da escuta do que da fala. Por isso, saber desenvolver a escuta ativa é tão importante.

      Mas não se engane; mais do que a atenção sonora, a escuta ativa envolve todos os nossos sentidos: verbal, visual, corporal e intencional. É como se fosse uma matriz que conecta um ponto ao outro, fazendo que o conteúdo absorvido no final seja muito mais atrativo e qualitativo.

      Segundo o pesquisador Albert Mehrabian, que desenvolveu diversas teorias em sua carreira e um amplo campo de estudos sobre a comunicação, em relação à expressão de emoções e atitudes, “7% da comunicação, em um diálogo, ocorre pelas palavras, 38% pelo tom de voz e 55% pela linguagem corporal”.

    De toda a informação que ouvimos, ao longo de um dia, apenas 25% são coletadas com eficiência. Ou seja, na maioria do tempo, estamos distraídos, sem foco ou pensando em outras coisas. E a tendência, em uma época em que fazemos mais coisas ao mesmo tempo, é que este número se reduza ainda mais.

    Por que precisamos praticar a escuta ativa?

  Através da escuta ativa, é possível transformar realidades e derrubar preconceitos, muitas vezes estereotipados antes de terminarmos de ouvir algo. É sobre entender uma situação sem cair em suposições.

   Além disso, a “não escuta” leva a população à hiper individualização, demonstrando cada vez menos interesse em opiniões contrárias às suas. O que não é nada saudável, visto que ouvir os mais diversos pontos de vista e reforçar o sincretismo faz parte da democratização. Quando escutamos e nos colocamos no lugar de ouvinte ativo, evitamos a opressão e ativamos o poder de mudança interna e social.

    Praticar a escuta ativa ajuda a minimizar conflitos e desgastes, colabora na criação e sustentação de bons relacionamentos, expande a empatia mostrando a valorização e o acolhimento de ideias, além de respeito. Ou seja, são benefícios tanto para o desenvolvimento pessoal quanto profissional.

Disponível em: https://blog.portalpos.com.br/escuta-ativa/. Acesso em: 15 fev. 2026.
O elemento conector, destacado no excerto a seguir, introduz uma oração do tipo:

“Além disso, a ‘não escuta’ leva a população à hiper individualização, demonstrando cada vez menos interesse em opiniões contrárias às suas. O que não é nada saudável, visto que ouvir os mais diversos pontos de vista e reforçar o sincretismo faz parte da democratização.”
Alternativas
Q4091317 Português
Atenção: Considere o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta, para responder à questão.


    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

     - É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia. 

    Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    - O senhor promete que não “espaia"? - quis saber a velhinha.

    - Juro - respondeu o fiscal.

    - É lambreta.


(Adaptado de: RAMOS, Graciliano et al. Para gostar de ler: contos, v. 8. São Paulo: Ática, 1985, p. 17-18)
[O fiscal] mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco.

No contexto em que se insere, o termo sublinhado acima introduz uma oração que expressa ideia de
Alternativas
Q4090320 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las.

Assinale a alternativa correta quanto à estrutura morfossintática do período apresentado.
Alternativas
Q4089938 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las.

Assinale a alternativa correta quanto à estrutura morfossintática do período apresentado.
Alternativas
Q4089901 Português
Leia o texto para responder as questões.

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Manaus foi a capital que registrou maior índice, com 7,42%
Por Elaine Patricia Cruz


    No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

    Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

    No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

    Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

    Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

    Cesta mais cara do país

    Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

    Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026- 04/cesta-basica-fica-mais-cara-em-todas-capitais-brasileiras-em-marco  
No trecho “Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita”, a expressão em destaque estabelece uma relação de
Alternativas
Q4089632 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado. 
A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las.

Assinale a alternativa correta quanto à estrutura morfossintática do período apresentado.
Alternativas
Q4089306 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

Analise as alternativas abaixo apresentadas e assinale a alternativa CORRETA acerca das relações coesivas observadas no Texto I. 
Alternativas
Q4089237 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las.

Assinale a alternativa correta quanto à estrutura morfossintática do período apresentado.
Alternativas
Respostas
101: A
102: C
103: A
104: D
105: C
106: D
107: D
108: B
109: C
110: E
111: D
112: D
113: A
114: C
115: B
116: B
117: C
118: A
119: E
120: C