Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413433 Português
Assinale a alternativa que apresenta a relação de sentido estabelecida pelo emprego da locução conjuntiva sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto.
“quanto mais pobre, maior a quantia ganha”.
Alternativas
Q4411951 Português
Assistência farmacêutica no Brasil



    A análise das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica (AF) no Brasil exige a consideração de processos históricos complexos, nos quais interagem dimensões institucionais, disputas técnico-científicas e dinâmicas sociais, inscritas na conformação do Sistema Único de Saúde (SUS). De forma pioneira, o Movimento Sanitário e a Reforma Sanitária Brasileira configuraram fenômenos sócio-históricos que marcaram a segunda metade do século XX, constituindo elos fundantes da história e da política de saúde no Brasil. Sua conquista mais visível, a implantação do SUS, transformou profundamente o setor, incluindo a definição de novos horizontes para a AF. Ambos os movimentos enfatizaram a necessidade de garantir o pleno acesso aos medicamentos, reforçando a urgência de institucionalizar uma política nacional de medicamentos.
    A promulgação da Lei Orgânica da Saúde (Lei n 8.080), que instituiu o SUS, inseriu, pela primeira vez, a assistência terapêutica e farmacêutica no conjunto das ações e serviços de um sistema de saúde. Até então, os medicamentos estavam sob a responsabilidade da Previdência Social, sendo regidos pela Central de Medicamentos (CEME). Criada em 1971, essa autarquia mantinha relativa independência frente ao Ministério da Saúde (MS) e atuava como instância de conciliação entre a oferta nacional de medicamentos e a capacidade aquisitiva de seus beneficiários.
     Essa reconfiguração institucional impôs uma nova paisagem assistencial à AF, até então marcada por um desenho centralizado e excludente. A proposta da CEME confrontava diretamente os novos paradigmas inaugurados pelo SUS. Nesse contexto, a inclusão do acesso à farmacoterapia no âmbito das políticas sanitárias estabeleceu o compromisso de sua garantia como um direito público, sob responsabilidade do Estado. No entanto, somente ao final da década de 1990 a AF passou a incorporar, de forma mais efetiva, os dispositivos constitucionais da descentralização, universalidade, integralidade e equidade.
     O primeiro marco político nesse sentido foi a aprovação da Política Nacional de Medicamentos (PNM), em 30 de outubro de 1998. Elaborada sob a coordenação da Secretaria de Políticas de Saúde do MS, e integrante da Política Nacional de Saúde, a PNM buscou alinhar a questão dos medicamentos e da AF ao modelo assistencial do SUS, especialmente no que se refere à implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população. Com o objetivo de garantir a segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, bem como promover seu uso racional, a PNM observa e fortalece os princípios e as diretrizes constitucionais e legalmente estabelecidos.
     É evidente o esforço de adequação do campo farmacêutico aos princípios do SUS. Todavia, o desenho dessa política ainda preserva uma ênfase centrada no medicamento, orientando não apenas a modelagem da assistência farmacêutica, mas também um amplo conjunto de ações correlatas. Assim, se antes da PNM havia uma desarticulação da assistência farmacêutica no âmbito dos serviços de saúde, a (re)articulação promovida por essa política foi estruturada com base nos contornos estabelecidos pelo medicamento. Nesse sentido, limitar sua compreensão a uma função exclusivamente terapêutico-assistencial desconsidera a multiplicidade de modos de existência e de ação que o medicamento pode assumir, obscurecendo as ambivalências que o situam em contextos culturais e sociais específicos.
    Os medicamentos são veículos de ideologias: moldam percepções de saúde, constroem identidades e influenciam valores e relações sociais. Sua apropriação, portanto, requer uma observação ampliada, que os considere como parte de uma dinâmica do cuidado, capaz de revelar a arquitetura das relações sociais nas quais estão inseridos. Somente assim é possível reconhecer os processos plurais e, por vezes, conflitivos que vinculam medicamentos e farmacêuticos à produção de saúde.


Fonte: PENAFORTE, T. R. Assistência farmacêutica no Brasil: uma análise antropológica da formulação da Política Nacional de Assistência Farmacêutica, Ciência & Saúde Coletiva, v. 31, n. 1, 2026 (com adaptações).
A respeito dos recursos coesivos, das relações sintático-semânticas e das escolhas estilísticas empregadas no quinto parágrafo do texto, analise as partes que seguem:

(1ª parte): O uso do prefixo entre parênteses na palavra (re)articulação cumpre a função discursiva de denotar que a integração promovida pela PNM restaurou exatamente o mesmo modelo que vigorava na época da CЕМЕ. (2ª parte): O conector Todavia estabelece uma relação de causalidade, indicando que o foco no medicamento é o motivo direto para o sucesso da adequação às diretrizes do Sistema Unico de Saúde.


Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4411574 Português





Fonte: UM BRASIL

Analise a estrutura sintático-comparativa presente no segundo quadro: ...mais honesto do que eu? Caso o cartunista optasse por reescrever o segmento omitindo a preposição de, mantendo a frase como...mais honesto que eu?, a correção gramatical e o sentido original do texto seriam:
Alternativas
Q4410935 Português
As mediações urbanas nas redes curtas de
comercialização agroalimentar


       As transformações recentes nas formas de produção, circulação e consumo de alimentos têm recolocado no centro do debate as relações entre agricultor e consumidor, cidade e campo, especialmente no que se refere às chamadas redes curtas de comercialização agroalimentar (RCCs). Na literatura nacional e em língua estrangeira, essas redes são frequentemente apresentadas como alternativas ao sistema agroalimentar hegemônico (circuitos agroalimentares longos), associadas à valorização da agricultura familiar, à agroecologia e à soberania alimentar, sobretudo por sua capacidade de reconectar produção e consumo e de gerar efeitos positivos no desenvolvimento rural. No entanto, tais abordagens tendem a enfatizar os impactos dessas iniciativas no meio rural, sem problematizar de forma mais aprofundada as mediações urbanas (especialmente as demandas, discursos e critérios de qualidade formulados por consumidores e instituições situadas nas cidades) que participam ativamente da constituição e da consolidação dessas redes.

      Diversos estudos têm apontado que as RCCs não se estruturam apenas a partir da iniciativa dos agricultores, mas emergem de um contexto mais amplo de crise de confiança nos sistemas agroalimentares industrializados, especialmente nos grandes centros urbanos. Preocupações com saúde, qualidade dos alimentos, impactos ambientais e ética na produção impulsionam consumidores urbanos, movimentos sociais, organizações não governamentais e instituições acadêmicas a buscar formas alternativas de abastecimento, criando demandas específicas que passam a orientar/impor novas práticas produtivas no meio rural. Nesse sentido, o urbano deixa de ser apenas destino do alimento e passa a atuar como instância produtora de discursos, normas e expectativas que reconfiguram o campo.

       A literatura internacional sobre as RCCs reconhece que essas iniciativas operam em espaços socialmente construídos, atravessados por relações de poder e por seletividades de acesso, que condicionam quem pode participar, consumir e se beneficiar desses circuitos. Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas, atendendo prioritariamente segmentos das classes medias e reproduzindo desigualdades alimentares e territoriais. Nesse sentido, parte da literatura crítica alerta para o risco de uma moralização do consumo, na qual a construção de sistemas alimentares considerados mais justos e sustentáveis e deslocada para o plano das escolhas individuais, sem o enfrentamento das estruturas sociais e econômicas que sustentam a exclusão alimentar das classes populares.


Fonte ARCE MATOS, W. E.; DINIZ, R. F.; LOBATO, M M Sistemas
agroalimentares na Amazônia: espaços-tempos híbridos e interconexões
nas redes cuftas de comercialização em Manaus. Revista Brasileira de
Gestão e Desenvolvimento Regional, Taubate, v.22, n.2,2026 (com
adaptações).
No trecho do último parágrafo Ainda que promovam maior proximidade entre produtores e consumidores, tais redes tendem a se estruturar a partir de demandas urbanas específicas..., o conectivo sublinhado estabelece uma relação de sentido de:
Alternativas
Q4409799 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte II)
'Presença acelera o processo'

Dentro do contexto da educação, Bara destaca que alguns colégios e instituições usam a justificativa de que tecnicamente não estão preparados para acolher, incluir, mas afirma que o medo não pode ser mais uma barreira no caminho da acessibilidade.

O capacitismo mostra-se nesses momentos, em que o primeiro pensamento é acreditar que a criança ou adolescente com deficiência não tem capacidade de estar ali. "Inclusão na educação é fundamental", avisa.

Patrulha do erro

Um dos fatores que tem impulsionado o medo de errar, seja no relacionamento com pessoas com deficiência ou não, está, na avaliação de Guilherme Bara, na forma como a sociedade atual "adora mostrar virtude em cima do erro alheio'.

“Qualquer errinho, a gente parece ficar procurando vírgula para fazer um escândalo em cima do outro, para mostrar que a gente é virtuoso. Então, assim, será que a gente, de fato, está aberto para o erro, ou quer apontar o dedo para se sentir bem?”, questiona.

Bara vê tal comportamento como hipócrita, primeiro por não reconhecer que todo mundo é vulnerável, e também por ser uma ação que em vez de facilitar, afasta o cidadão comum do tema sobre acessibilidade e inclusão.

“Isso não quer dizer que vamos errar e está de boa. Não, não. O ideal é não errar, mas o mais importante é a gente se abrir para aprender e o erro faz parte do processo”, completa Bara.

Processos formativos

O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Unicamp, aponta que um meio para eliminar o capacitismo passa por processos formativos, o que envolve conscientização e capacitação profissional, mas que isso por si só não é a solução.

“Essa mudança mais substantiva em relação ao capacitismo começa com os processos formativos, mas é preciso muito mais do que só processos formativos para a gente pensar, de fato, uma sociedade em que não exista o capacitismo”, defende.

"Pensar mais sobre todos!" Na avaliação da professora Andreia dos Santos de Jesus, a educação inclusiva precisa ser tratada como um compromisso em que cada vez mais esteja na escola quem tem direito de estar nela, em um sistema que ainda “pensa muito pouco sobre todos”.

Para Andreia, “a escola precisa acreditar que tem o que ensinar”, e o tema tem de ser tratado com a devida importância, já que as crianças com deficiência “são a bola da vez”. “Elas chegaram à escola, é fato”, diz.


Tempo para ouvir

Formada em pedagogia pela Faculdade de Educação da Unicamp, a professora destaca que pouca gente acredita que a pessoa com deficiência possa dizer algo, mas o exercício agora envolve não só olhar, mas ouvir – da forma que a pessoa puder se expressar.

“A gente sempre acha que a gente tem que acertar. Então oferta, oferta, oferta, e não dá espaço para a criança responder, porque às vezes ela responde mais vagarosamente, ou não é oralizada. Mas ela tem outras formas de expressão, e a gente precisa entender, e isso demora um pouco mais”, pondera.

Segundo Andreia, por conta desses elementos, o tempo é um fator a ser reconsiderado, seja nas políticas públicas, seja nas escolas, pois o tempo para as coisas acontecerem é diferente para diferentes pessoas, com ou sem deficiência.

“É preciso aceitar isso e continuar lidando que existe humanidade ali dentro daquela pessoa. Porque quando não responde do jeito que você aguarda, você passa a questionar se tem gente ali dentro, sabe? Então a gente só vai construir esse olhar se efetivamente tiver uma disposição para conversar”, completa.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
Leia o trecho abaixo:
Para Andreia, “a escola precisa acreditar que tem o que ensinar”, e o tema tem de ser tratado com a devida importância, já que as crianças com deficiência “são a bola da vez”. “Elas chegaram à escola, é fato”, diz.
Assinale a alternativa que classifica corretamente a conjunção destacada “já que” e seu valor no contexto: 
Alternativas
Q4409798 Português
Ser Acessível: entenda como atitudes comuns no dia a dia são capacitistas e impedem a inclusão (Parte II)
'Presença acelera o processo'

Dentro do contexto da educação, Bara destaca que alguns colégios e instituições usam a justificativa de que tecnicamente não estão preparados para acolher, incluir, mas afirma que o medo não pode ser mais uma barreira no caminho da acessibilidade.

O capacitismo mostra-se nesses momentos, em que o primeiro pensamento é acreditar que a criança ou adolescente com deficiência não tem capacidade de estar ali. "Inclusão na educação é fundamental", avisa.

Patrulha do erro

Um dos fatores que tem impulsionado o medo de errar, seja no relacionamento com pessoas com deficiência ou não, está, na avaliação de Guilherme Bara, na forma como a sociedade atual "adora mostrar virtude em cima do erro alheio'.

“Qualquer errinho, a gente parece ficar procurando vírgula para fazer um escândalo em cima do outro, para mostrar que a gente é virtuoso. Então, assim, será que a gente, de fato, está aberto para o erro, ou quer apontar o dedo para se sentir bem?”, questiona.

Bara vê tal comportamento como hipócrita, primeiro por não reconhecer que todo mundo é vulnerável, e também por ser uma ação que em vez de facilitar, afasta o cidadão comum do tema sobre acessibilidade e inclusão.

“Isso não quer dizer que vamos errar e está de boa. Não, não. O ideal é não errar, mas o mais importante é a gente se abrir para aprender e o erro faz parte do processo”, completa Bara.

Processos formativos

O professor Régis Henrique dos Reis Silva, da Unicamp, aponta que um meio para eliminar o capacitismo passa por processos formativos, o que envolve conscientização e capacitação profissional, mas que isso por si só não é a solução.

“Essa mudança mais substantiva em relação ao capacitismo começa com os processos formativos, mas é preciso muito mais do que só processos formativos para a gente pensar, de fato, uma sociedade em que não exista o capacitismo”, defende.

"Pensar mais sobre todos!" Na avaliação da professora Andreia dos Santos de Jesus, a educação inclusiva precisa ser tratada como um compromisso em que cada vez mais esteja na escola quem tem direito de estar nela, em um sistema que ainda “pensa muito pouco sobre todos”.

Para Andreia, “a escola precisa acreditar que tem o que ensinar”, e o tema tem de ser tratado com a devida importância, já que as crianças com deficiência “são a bola da vez”. “Elas chegaram à escola, é fato”, diz.


Tempo para ouvir

Formada em pedagogia pela Faculdade de Educação da Unicamp, a professora destaca que pouca gente acredita que a pessoa com deficiência possa dizer algo, mas o exercício agora envolve não só olhar, mas ouvir – da forma que a pessoa puder se expressar.

“A gente sempre acha que a gente tem que acertar. Então oferta, oferta, oferta, e não dá espaço para a criança responder, porque às vezes ela responde mais vagarosamente, ou não é oralizada. Mas ela tem outras formas de expressão, e a gente precisa entender, e isso demora um pouco mais”, pondera.

Segundo Andreia, por conta desses elementos, o tempo é um fator a ser reconsiderado, seja nas políticas públicas, seja nas escolas, pois o tempo para as coisas acontecerem é diferente para diferentes pessoas, com ou sem deficiência.

“É preciso aceitar isso e continuar lidando que existe humanidade ali dentro daquela pessoa. Porque quando não responde do jeito que você aguarda, você passa a questionar se tem gente ali dentro, sabe? Então a gente só vai construir esse olhar se efetivamente tiver uma disposição para conversar”, completa.

Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/ser-acessivel/noticia/2025/05/19/ser-acessivel-entenda-comoatitudes-comuns-no-dia-a-dia-sao-capacitistas-e-impedem-a-inclusao.ghtml Acesso em 26/04/2026 
Analise o seguinte período extraído do texto:
“Bara vê tal comportamento como hipócrita, primeiro por não reconhecer que todo mundo é vulnerável, e também por ser uma ação que em vez de facilitar, afasta o cidadão comum do tema...”
Com base na estrutura sintática e nas relações de sentido estabelecidas entre as orações acima, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4409110 Português
Mais de 41% dos resíduos urbanos tiveram destinação inadequada em 2023


Apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 receberam destinação ambientalmente adequada, conforme o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, divulgado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema). Isso significa que 41,5% tiveram destinação inadequada, como os lixões, que receberam 35,5% dos resíduos gerados no país.

O relatório destaca o descumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixou prazo para o encerramento dos lixões. O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora: o percentual de destinação adequada subiu de 57% para 58,5%, um avanço pequeno, porém positivo.

Cada brasileiro gerou, em média, 1,047 quilo de resíduos por dia em 2023, o que totaliza cerca de 81 milhões de toneladas por ano. Desse total, foram coletadas 75,6 milhões de toneladas, e apenas 8% dos resíduos secos foram encaminhados para a reciclagem.

Para gerenciar os resíduos, os municípios gastaram R$ 34,7 bilhões, valor que chega a R$ 37 bilhões quando se inclui o setor privado – alta de 9,4% em relação a 2022. O setor empregou 386 mil pessoas. 
Considere os seguintes períodos do Texto: "O documento ressalva que a situação apresenta riscos ao meio ambiente equilibrado e à saúde pública. Em comparação com 2022, contudo, houve melhora." As reescritas abaixo unificam os dois períodos e diferem entre si por alterações pontuais. Assinale a alternativa em que a reescrita preserva, simultaneamente, o sentido original, a correção gramatical e a impessoalidade do texto-fonte.
Alternativas
Q4409104 Português
Só 6,9% das áreas urbanas do país são cobertas por vegetação


Apenas 6,9% das áreas urbanas das cidades brasileiras são cobertas por vegetação. Isso equivale a 283,7 mil hectares – metade da extensão territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia.


De acordo com Julio Pedrassoli, coordenador da equipe responsável pelo estudo, essa proporção de verde nas áreas urbanas do país é insuficiente. "Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior", diz o pesquisador. Ele acrescenta que estudos mostram que áreas urbanas com menos de 30% de vegetação experimentam um aumento crescente das temperaturas locais.


Para o pesquisador, a vegetação urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna. Além disso, ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas.


A baixa cobertura de vegetação nas cidades brasileiras dificulta a adaptação exigida pelas mudanças climáticas. Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação. "Não basta apenas ter uma grande área verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. É preciso também pensar na distribuição espacial e aumentar a quantidade de vegetação por habitante", disse à Agência Brasil.


"Associar essa mudança ao longo do tempo com áreas de risco e com prejuízos causados por eventos extremos vai dar um retrato do que as cidades estão perdendo por não tratarem as áreas verdes como infraestrutura essencial", conclui. 
Nos trechos do Texto reproduzidos na Coluna 2, os articuladores destacados estabelecem relações lógico-discursivas distintas, cuja identificação exige diferenciar, sobretudo, o que é motivo, o que é consequência e o que é propósito. Associe as colunas abaixo, relacionando as relações lógico-discursivas às suas respectivas ocorrências, considerando o elemento destacado em cada trecho. 

Coluna 1

1.Condição. 2.Conclusão. 3.Causa. 4.Finalidade.


Coluna 2

( )"Se lembrarmos que a distribuição dessa vegetação é desigual, o cenário pode ser ainda pior."
( )"ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes e promover a distribuição equânime da vegetação."
( )"Por isso, ele defende que o poder público atue para preservar as áreas verdes existentes."
( )"ela é um importante fator de bem-estar humano, porque oferece à população espaços de lazer e de prática de atividades físicas."

Assinale a alternativa que contém a sequência correta dos itens acima. 
Alternativas
Q4408779 Português
A importância do voluntariado na sociedade


O voluntariado é uma atividade altruísta que vem desempenhando um papel importante na sociedade, agregando valores e contribuindo para o bem-estar coletivo. De modo geral, ele pode ser definido como o trabalho não remunerado de uma pessoa ou de um grupo em favor de atividades de interesse social e comunitário.

Ao se engajar em ações voluntárias, os indivíduos podem ajudar a reduzir desigualdades e a promover a justiça social. Em momentos de crise, como desastres naturais e epidemias, a atuação de voluntários é essencial para o apoio e a recuperação das comunidades afetadas. Além disso, o voluntariado incentiva a participação das pessoas na vida da comunidade, o que fortalece a democracia.

O voluntariado também gera efeitos sobre os próprios voluntários. Ao se dedicar a causas sociais, a pessoa desenvolve habilidades técnicas e interpessoais e ganha experiência prática. A prática voluntária contribui, ainda, para o aumento da autoestima e proporciona uma sensação de realização pessoal, além de favorecer a formação de novas amizades.
Analise as afirmativas a respeito das relações lógico-discursivas estabelecidas no texto.

I.Em "Além disso, o voluntariado incentiva a participação das pessoas na vida da comunidade", a expressão destacada soma novo argumento aos benefícios já arrolados no parágrafo.
II.Em "Ao se engajar em ações voluntárias, os indivíduos podem ajudar a reduzir desigualdades", a oração iniciada por "Ao" delimita a circunstância em que o efeito enunciado se torna possível.
III.Em "o que fortalece a democracia", o "o que" retoma pontualmente o termo "comunidade", ao qual atribui o efeito de fortalecimento.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4408629 Português
Fiscalização

O Sistema Confea/Crea tem como missão a fiscalização da prestação de serviços técnicos e a execução de obras relacionados à Engenharia e à Agronomia, com a participação de profissional habilitado.

O Confea zela pelos interesses sociais e humanos de toda a sociedade e, com base nisso, regulamenta o exercício profissional por instrumentos administrativos normativos. Enquanto Conselho Federal, é a instância superior da fiscalização, tendo como atribuição julgar em última instância os recursos sobre registros, decisões e penalidades impostas pelos Conselhos Regionais. 

Já o ato de verificação e fiscalização das atividades e das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966 é de competência dos Creas. Para cumprir essa função, os Regionais designam funcionários, denominados agentes fiscais, com atribuições para lavrar autos de infração em conformidade com as disposições da lei. Os Creas, visando à maior eficiência da fiscalização, possuem ainda a prerrogativa de criar câmaras especializadas por grupo ou modalidade profissional.

O objetivo da fiscalização é verificar o exercício e as atividades das profissões reguladas pela Lei nº 5.194/1966, nos seus níveis superior e médio, de forma a assegurar a prestação de serviços técnicos ou a execução de obras com a participação de profissional habilitado e em observância aos princípios éticos, econômicos, tecnológicos e ambientais compatíveis com as necessidades da sociedade. 
Considere o período "Caso a fiscalização preventiva fosse incorporada à rotina dos conselhos, muitos autos de infração se tornariam desnecessários, ainda que as denúncias continuassem a ser apuradas", elaborado a partir do Texto. O exame dos tempos, dos modos e da articulação entre as orações permite concluir que:
Alternativas
Q4407128 Português
Assinale a alternativa cuja conjunção ou locução conjuntiva destacada introduz o sentido de concessão.
Alternativas
Q4405168 Português
Leia o Texto III para responder às questões de 38 a 40. [

Texto III

SEGUIMOS OS LÍDERES DESDE SEMPRE
Estudo sugere o porquê de as pessoas – mesmo em sociedades primitivas - sempre escolherem copiar quem se destaca, um movimento que andou com a evolução humana (por Lígia Moraes)    

    Os poderosos em todo o mundo têm sido tão desastrados, à esquerda e à direita, em meio à permanente polarização, que a noção de liderança também foi arrastada para a sarjeta. É uma pena, porque os comandantes de fato — que levam equipes a portos seguros, com sensatez e firmeza — deveriam ser sempre celebrados, como os executivos de empresas que prosperam ou os chefes de bateria das escolas de samba, para ficar com dois exemplos saudáveis. [...]
    Um estudo recente feito por uma equipe da Universidade Estadual do Arizona (ASU, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, sugere que a solução, digamos assim, de concentrar influência em poucos indivíduos já existia nos primeiros grupos de caçadorescoletores, que não seriam assim tão igualitários como faz pressupor o lugar-comum. E adeus à ingênua ideia de que desigualdades acentuadas da postura de indivíduos tenham surgido posteriormente, com a agricultura e as sociedades mais complexas. [...]“Em algum momento do nosso passado, os humanos se tornaram dependentes da cultura”, anota Thomas Morgan, antropólogo evolucionista da ASU, um dos — sim — líderes do estudo. “Não resolvemos problemas sozinhos, precisamos trabalhar em equipe e aprender uns com os outros. Nesse contexto, pessoas realmente habilidosas, inteligentes ou carismáticas são valiosas”.
    As hierarquias de prestígio são muito distintas das regras de dominância observadas, por exemplo, em primatas. Nada a ver, para ficar com um nome do século XIII, com o estilo do “líder” mongol Gengis Khan, que expandiu seu império na Ásia Central pela violência, pelo sangue, no estúpido avesso da sedução pela palavra. [...] Ao longo de milhares de gerações, os humanos que seguiram bons exemplos provavelmente sobreviveram e prosperaram. Mas descobrir quem seria um bom líder é um problema complexo, e os humanos não resolvem problemas sozinhos — fazemos isso em grupo. Portanto, monitoramos não apenas o quão boas as pessoas são, mas também quem os outros estão seguindo.
    As descobertas ajudam a explicar padrões que vemos em todos os lugares: em locais de trabalho, na política, na hora do recreio escolar, dentro de casa e nas redes sociais, é claro. Na internet parte-se do pressuposto de que, se muitos seguem alguém, deve haver um bom motivo — e haja carnaval de influencers. [...] Se a autoridade foi validada por tantos, lá vou eu também, e o risco de erros cresce exponencialmente.
    Mas nem sempre há o pior dos mundos, porque pessimismo faz mal. “Quanto mais pessoas seguem um indivíduo, mais influente essa pessoa se torna. Se aqueles que têm influência possuem informações úteis, é possível escolher com quem aprender”, diz Robin Watson, da Universidade de Lincoln, que também participou do levantamento da ASU. Resumo da ópera: siga o líder, é bom têlo, mas evite armadilhas. O prestígio é um atalho, uma forma de economia mental. Como não temos tempo para analisar tudo, a atenção coletiva é uma pista de quem vale a pena ouvir — mesmo nas redes sociais. No avesso do que uma vez exclamou o dramaturgo e cronista Nelson Rodrigues (1912-1980): nem toda unanimidade é burra. Fonte: VEJA, 20/02/26, edição nº 2983 .
Os cinco períodos listados na sequência revelam diferentes modos de combinação oracional. Identifique os DOIS que ilustram o recurso enfático da CORRELAÇÃO: um deles se constitui de oração principal seguindo-se a subordinada adverbial consecutiva correlata; e o outro de duas orações coordenadas aditivas correlatas
I- “Os poderosos em todo o mundo têm sido tão desastrados, à esquerda e à direita, em meio à permanente polarização, que a noção de liderança também foi arrastada para a sarjeta”.
II- “É uma pena, porque os comandantes de fato — que levam equipes a portos seguros, com sensatez e firmeza — deveriam ser sempre celebrados, [...]”
III- “E adeus à ingênua ideia de que desigualdades acentuadas da postura de indivíduos tenham surgido posteriormente, com a agricultura e as sociedades mais complexas.
IV- “[...] monitoramos não apenas o quão boas as pessoas são, mas também quem os outros estão seguindo”.
V- “Se a autoridade foi validada por tantos, lá vou eu também, e o risco de erros cresce exponencialmente”.
As estruturas – subordinada correlata e coordenadas correlatas, se apresentam respectivamente, em: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Guarabira - PB Provas: CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Agente Fiscal de Tributos | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Arquiteto e Urbanista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Arquivista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Assistente Social | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Auditor de Controle Interno | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Biomquímico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Educador Físico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Enfermeiro 40h | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Reumatologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Socorrista 24h | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Nutricionista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Odontólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Odontológo Pediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Procurador Municipal | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Programador | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Psicólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Farmacêutico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Cardiologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Gastroenterologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Mastologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Neurologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Neuropediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Pediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico PSF | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q4404764 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I

Especialistas alertam sobre os impactos dos distúrbios do sono na saúde mental

O alerta é reforçado no Dia Mundial do Sono, celebrado nesta sexta-feira, 13 de março

Problemas relacionados ao sono podem ter impactos diretos na saúde mental. Por essa razão, ter uma boa noite de sono é fundamental para o equilíbrio emocional e para o funcionamento adequado do organismo. Dormir mal pode provocar dificuldades de memória, falta de concentração, irritabilidade, desânimo e até tristeza, além de aumentar o risco de ansiedade e depressão. É o que explica o neurologista do Hospital Regional de Juazeiro (HRJ), complexo hospitalar vinculado ao Governo do Estado e administrado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), Renato Leal. O alerta é reforçado no Dia Mundial do Sono, celebrado em 13 de março, data que chama atenção para a importância de uma boa noite de descanso.

De acordo com o especialista, diversos distúrbios podem comprometer a qualidade do sono. Entre os principais estão a insônia, caracterizada pela dificuldade para iniciar ou manter o sono; a hipersonia, marcada pelo excesso de sono durante o dia; e as parassonias, que incluem comportamentos anormais durante o sono, como sonambulismo, pesadelos e terror noturno. Também fazem parte desse grupo os distúrbios do ritmo circadiano, quando o relógio biológico fica desregulado, a síndrome das pernas inquietas e os distúrbios respiratórios do sono, como a apneia. “Muitas pessoas acreditam que dormir mal é normal ou que basta dormir mais no fim de semana para compensar noites ruins. No entanto, distúrbios do sono são condições médicas que podem e devem ser tratados”, explica o neurologista.

Segundo o psiquiatra do HRJ, Ricardo Nogueira, a saúde mental está diretamente ligada aos distúrbios do sono. O profissional esclarece que ter boas noites de sono, com tempo e qualidade preservados, é considerado um fator de neuroproteção para o cérebro, reduzindo a incidência de transtornos mentais e sintomas psíquicos de uma forma geral. “Os distúrbios do sono podem precipitar sintomas psiquiátricos e favorecer o desenvolvimento de transtornos mentais, mas o inverso também é verdadeiro: os transtornos mentais frequentemente produzem alterações importantes no sono. Trata-se, portanto, de uma relação bidirecional, ou seja, é uma via de mão dupla,” explica o especialista.

Ainda de acordo com o psiquiatra, diversos mecanismos ajudam a explicar como a má qualidade do sono prejudica a saúde mental. “A privação de sono pode causar desregulação emocional, alterações em neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, e aumento do cortisol, intensificando a resposta ao estresse. Como consequência, há maior irritabilidade, ansiedade, prejuízos de memória e atenção, elevando a vulnerabilidade à depressão e outros transtornos mentais,” conclui.

Os profissionais de saúde orientam que, em caso de problemas relacionados ao sono, é importante buscar ajuda médica e evitar automedicação. 

Fonte: https://www.saude.ba.gov.br/2026/03/16/especialistas-alertam-sobre-os-impactos-dos-disturbios-do-sono-na-saude-mental/. Acesso em: 21 de abr. 2026.

Sobre o Texto I, analise as assertivas a seguir.
I- Em “Dormir mal pode provocar dificuldades de memória”, o sujeito é uma oração subordinada substantiva.
II- Em “os distúrbios do sono são condições médicas”, há concordância nominal e verbal adequada.
III- O trecho em destaque em “Também fazem parte desse grupo os distúrbios do ritmo circadiano, quando o relógio biológico fica desregulado, a síndrome das pernas inquietas e os distúrbios respiratórios do sono, como a apneia.” expressa uma oração subordinada adverbial temporal.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4403964 Português
A língua “secreta” dos mineiros da cidade de
Carlos Drummond

Criada no início do século 20 pelos trabalhadores das minas de ferro de Itabira, a Guinlagem do Camaco continua viva. O futuro, no entanto, é incerto com fim próximo da exploração do minério na região.

Uma cidade, um poeta. O nome de Itabira é quase indissociável de Carlos Drummond de Andrade. O escritor, nascido em 1902, na cidade de 113 mil habitantes na Região Central de Minas Gerais, revolucionou a língua portuguesa ao virar de cabeça para baixo os formalismos da poesia vigente até então. Mas o que pouca gente sabe é que naquele mesmo local surgiu uma outra revolução linguística: a Guinlagem do Camaco.

O surgimento dessa linguagem ‘secreta’ está diretamente ligado ao contexto da exploração do minério na região.

Foi dentro das minas itabiranas, no começo do século 20, que os trabalhadores encontraram uma forma de se comunicar sem serem entendidos pelos patrões, em grande parte ingleses. Era também uma maneira de dar um troco nos donos das minas, que falavam no idioma materno quando não queriam ser compreendidos pelos empregados.

À primeira vista, as regras são simples. O princípio do Camaco é inverter os fonemas das sílabas das palavras, embaralhando os sons e tornando as frases praticamente incompreensíveis para quem está de fora. “Sovê lafa guinlagem”, por exemplo, é “Você fala linguagem?”. “Guinlagem do Camaco” é “Linguagem do Macaco”. Assim, famosa introdução do poema E agora, José, de Drummond, viraria “E aroga, Sujé?”.

Mas nem tudo é lógica. Algumas palavras mais curtas se transformam em vocábulos que fogem a essa regra. “Não” vira “ônis”. “Qualquer”, “ualquiquelque”.

Essa é a magia da linguagem para o músico Rafael Formiga, um falante do Camaco. “As palavras criam um sentido dentro de um fonema pela inversão. E nos lugares onde você vai falar, mesmo com alguma diferença, todo mundo se entende. Tem uns detalhes muito ricos de linguagem e ao mesmo tempo quem vê de fora não entende e fica meio perdido, porque é normal que a gente procure regra”, diz ele.

“Isso demonstra uma capacidade de construção e de resistência incrível”, explica o historiador e museólogo Paulo Assuero, também falante do Camaco. “Eram recém-libertos, em grande parte analfabetos. E tinham que dar soluções de como dizer as coisas que eles queriam sem que os ingleses entendessem. Virou uma provocação, expandiu”, complementa o professor, também residente em Itabira.

Das minas de ferro, o Camaco tomou as ruas. Virou a língua que os filhos falavam para conversar entre si, sem que os pais entendessem – ou a que os jovens usavam para fazer piada com forasteiros.

[...]

A linguagem da resistência

Na casa de Mauro de Alvarenga, o Camaco já é uma tradição. “Meus pais falavam quando não queriam ser entendidos por mim e pelos meus irmãos – até que nós aprendemos. Mas eles tinham aprendido com meu avô, que era ferreiro e fazia peças para as locomotivas de mineração. Ele trouxe o Camaco para dentro de casa e foi passando de geração para geração”, conta.

Nas mãos do cineasta Breno Alvarenga, filho de Mauro, a história da linguagem secreta da cidade de Drummond acabou virando tema do documentário Camaco (2022), premiado no Festival de Gramado nas categorias “Melhor Curta Júri da Crítica” e “Melhor Montagem”. O filme reconstrói o caráter de resistência da linguagem entre os trabalhadores da mineração.

“O Camaco nasce de um contexto muito politizado, de muita resistência. Funcionava também como forma de organizar greves, pedir aumentos, sem que fossem boicotados desde o começo”, explica Breno.

“Foi uma subcultura de sujeitos mais subalternizados, marginalizados e que por isso demorou muito a ser valorizado, porque a elite não via uma riqueza naquilo.

Os pobres se comunicavam, mas os poderosos não entendiam. Isso é muito raro, porque geralmente a linguagem aparta as pessoas e são geralmente os mais ricos que conseguem acessar novas linguagens, não os mais pobres. Ela começa dessa inversão”, ressalta o diretor de cinema itabirano.

De acordo com o linguista e pesquisador Geuderson Marchiori, que pesquisou o tema na sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o Camaco pode ser considerado uma linguagem secreta ou até mesmo um jargão técnico.

No entanto, segundo ele, que rastreou falantes até a década de 1920, há uma função similar à de um quilombo. “A linguagem possibilita a convergência dessas populações minorizadas, que utilizam o Camaco como um território de luta e resistência. Embora o senso comum aponte o quilombo como um local de negros escravizados em fuga, o quilombo é um local de reorganização, de segurança, onde essas populações puderam se libertar da exploração e se reorganizar para resistir”, complementa. [...]

CORRÊA, Fábio. A língua “secreta” dos mineiros da cidade de Carlos Drummond. DW Brasil. 2 jun. 2026. Disponível em: https://www. dw.com/pt-br/a-l%C3%ADngua-secreta-dos-mineiros-da-cidade-decarlos-drummond/a-77344661. Acesso em: 11 jun. 2026. [Fragmento]
Assinale a alternativa em que a relação semântica estabelecida pelo elemento coesivo está correta.  
Alternativas
Q4403076 Português

Leia o texto para responder à questão.


Os Cavalinhos de Platiplanto


O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.


Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.


– Cortar fora?


Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.


– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.


E depois de examinar:


– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.


Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:


– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.


– Com arreio mexicano?


– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.


José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)


* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.

Assinale a alternativa em que os verbos da frase estão conjugados em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q4402457 Português

Leia o texto para responder à questão.


Não façam isso!


    Ao que consta, pretendem retirar a língua francesa do currículo escolar. Isso me faz lembrar de uma amiga minha que foi para a Alemanha apenas sabendo francês. Como eu lhe observasse que era pouco, ela retrucou:


    – Não vale a pena conhecer alemães que não saibam francês.


    Na verdade, o que devemos à França não é a cultura francesa, é a cultura universal. Toda obra, para universalizar-se, teria de passar pelos tradutores franceses. Se não fosse a França, o mundo ocidental teria perdido Dostoiévski. Imagina só o que teríamos quanto ao conhecimento da alma se não conhecêssemos Dostoiévski. Nada.


    Ou quase nada, acrescento a tempo. Pois acabo de lembrar-me de Shakespeare.


    A minha queixa, porém, é contra os americanos.


    Já disse e repito que, se há males que vêm para bem, há bens que vêm para mal. Exemplo: os Estados Unidos ganharam a guerra. Resultado: o povo, em geral, só lê os best-sellers americanos que eles nos impingem.


    São tão ruins que chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação.


(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013) 

Considere as passagens:


•  … uma amiga minha que foi para a Alemanha… (1º parágrafo)

•  Como eu lhe observasse que era pouco… (1º parágrafo)

•  Toda obra, para universalizar-se… (3º parágrafo)

•  … chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação. (7º parágrafo)


Os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de: 

Alternativas
Q4401312 Português
No trecho “ver imagens e vídeos de alimentos apetitosos pode estimular o desejo de comer, mesmo quando o corpo não precisa de energia naquele momento”, retirado do texto, a oração iniciada por “mesmo quando” estabelece, em relação à oração principal, uma ideia de: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: Autarquia Municipal de Saúde Provas: Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Cardiologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico de Saúde da Família | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Dermatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Endocrinologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Gastroenterologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Geriatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ginecologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Infectologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Mastologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neurologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Neuropediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Ortopedista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pediatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Pneumologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Proctologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Reumatologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Socorrista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Urologista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Médico Vascular | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Assistente Social | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Cirurgião Dentista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Enfermeiro | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Nutricionista | Avança SP - 2026 - Autarquia Municipal de Saúde - Psicólogo |
Q4401216 Português
Assinale a alternativa cujas formas verbais preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem, conforme a norma-padrão:

-Se eles             seus direitos, seriam prontamente atendidos.
- Avise-me se não              a bagagem no seu carro, por favor.
- Caso os policiais se              com OS manifestantes, a coisa ia ficar feia.
- Se o recipiente              todo o líquido, ficarei satisfeito.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: CREMERS Prova: Ibest - 2026 - CREMERS - Agente Fiscal |
Q4399825 Português

Texto para a questão.  





Moacyr Scliar. Território da emoção. São Paulo: Companhia

das Letras, 2013. Internet: <www.revistaprosaversoearte.com> (com adaptações).

Em “Como todo grande escritor, Thomas Mann usa a doença para mergulhar na condição humana, porque” (terceiro parágrafo), o vocábulo “porque” poderia, mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do texto, ser substituído por  
Alternativas
Q4399408 Português
Leia com atenção o texto a seguir, para responder à questão.


    [...]

    Por ter plasticidade e ser elástico, o ciberespaço nos permite misturar, articular e incorporar formatos não textuais em textuais, imagéticos em sonoros e vice-versa – tudo em um fluxo de negociações intersemióticas. Sem falar que a hipermídia nos permite derrubar as fronteiras entre as profissões, já que hoje a área tem se tornado de fundamental importância na grade curricular das profissões, seja em um curso de Direito, Biologia ou Comunicação.

    Comecei a perceber no dia a dia que a textura híbrida da hipermídia entrelaçou a sociedade pós-moderna em uma hierarquizada replicação rizomática de Deleuze, que foi capaz de prever a desterritorialização da escrita, saindo de um regime maquínico – com o livro e a imprensa como seus maiores expoentes – e torna-se um rizoma orgânico na web. Absorvemos regimes complexos como um caldo tecnocultural que ingerimos sem grandes reflexões. [...]

(Ferrari, Pollyana. In: Hipertexto, hipermídia: as novas ferramentas da comunicação digital. São Paulo: Contexto, 2019, p.79). 
Sobre o 1º parágrafo do texto, pode-se afirmar:

I. É formado por 2 períodos compostos por coordenação.
II. O 1º período é formado por 6 orações, sendo apenas 1 desenvolvida.
III. O 2º período é formado por orações coordenadas assindéticas e coordenadas sindéticas alternativas.
IV. A oração “já que hoje a área tem se tornado de fundamental importância na grade curricular das profissões” denota causa, motivo.

As afirmativas corretas são apenas:
Alternativas
Respostas
41: B
42: D
43: D
44: C
45: C
46: B
47: B
48: A
49: A
50: B
51: E
52: E
53: A
54: D
55: D
56: D
57: A
58: A
59: C
60: E