Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q4398803 Português
A importância da Ética no ambiente de trabalho


    Hoje, no Dia Internacional da Ética, reafi rmamos a importância desse valor em todas as áreas de uma empresa. A ética no ambiente de trabalho envolve a adoção de valores e princípios, como a honestidade, transparência, respeito mútuo, integridade, garantias de direitos, responsabilidade socioambiental, entre outros que orientam as relações entre colaboradores e a empresa, assim como entre a empresa e seus clientes, fornecedores e a sociedade em geral.

    Muitas empresas enfrentam desafi os éticos no ambiente de trabalho, como assédio moral e sexual, discriminações, corrupção e o desrespeito às leis trabalhistas. Nesse cenário, é essencial que as empresas não só dialoguem na perspectiva axiológica e valorativa do conceito, mas que sejam proativas na promoção de uma cultura ética no ambiente de trabalho. Isso signifi ca, principalmente, adotar medidas de preleção, bem como desenvolver mecanismos para denunciar e combater todo e qualquer tipo de violação de direitos (dentro e fora da empresa).

     Um dos aspectos fundamentais da ética no ambiente de trabalho é a promoção do trabalho decente. Isso envolve oferecer condições adequadas de trabalho, com respeito às normas de segurança e saúde ocupacional, assim como garantir remuneração justa e condições de trabalho dignas e livres de discriminações e violências. Além disso, o trabalho decente também implica oferecer oportunidades de desenvolvimento profi ssional, treinamento e capacitação, bem como valorizar e reconhecer o trabalho realizado pelos colaboradores.

    O conceito de trabalho decente foi criado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1999 e, desde então, tem sido adotado por várias organizações e empresas ao redor do mundo. O objetivo do conceito é promover condições de trabalho justas e dignas para todas as pessoas, contribuindo para o desenvolvimento social, econômico, sustentável e principalmente, para a redução da pobreza.

     Tal discussão merece destaque, uma vez que o Brasil resgatou 918 vítimas de trabalho escravo em 2023, recorde para um 1º trimestre em 15 anos. Só no ano de 2022 mais de 2,5 mil pessoas foram resgatadas do trabalho análogo à escravidão no Brasil, sendo que o número de pessoas nessa condição subiu para 127% em relação a 2019[1]. E por trabalho escravo, nós temos que é todo trabalho forçado, com jornadas exaustivas, condições degradantes, remunerações incompatíveis e outras violações de direitos, ferindo o princípio e o valor da ética, que apesar de tantos avanços conceituais sobre e o quanto esse conceito está presente nos princípios e valores empresariais, ainda presenciamos uma contradição ao analisarmos as severas violações de direitos cometidas por empresas.

    Nesse aspecto, em que há um aumento das desigualdades sociais, ambientais e econômicas, refl etidas nos números alarmantes de resgates de trabalho análogo a escravidão e outras violações de direitos (Brasil é o 9º país mais desigual do mundo), é imprescindível que a ética (somada a outros princípios), assegure na prática, o respeito à vida e a promoção da dignidade humana para todas as pessoas. Mas, outros esforços precisam co-existir, como o aprimoramento dos mecanismos de compliance, que são fundamentais para a garantia do cumprimento das leis e regulamentos relacionados às leis trabalhistas e determinações internacionais.

    Para implementar esses mecanismos, as empresas devem estabelecer políticas e procedimentos claros, realizar auditorias (em especial, a due diligence em direitos humanos) e monitoramentos para avaliar o cumprimento das leis e normas, bem como estabelecer canais de denúncia para que os funcionários, funcionárias e toda a comunidade envolvida na cadeia de valor, possam reportar eventuais violações.


Disponível em: https://www.ethos.org.br/opinioes-e-analises/ a-importancia-da-etica-no-ambiente-de-trabalho/. Acesso em: 27 ago. 2026.
Analise as assertivas abaixo sobre o emprego e a classificação de conectivos subordinados em trechos adaptados do texto "A importância da Ética no ambiente de trabalho":

I. No trecho “...valores e princípios que orientam as relações...”, a palavra destacada é uma conjunção subordinada integrante, pois introduz uma oração que completa o sentido de um substantivo.
II. Na passagem “...é essencial que as empresas não só dialoguem...”, a palavra em destaque é uma conjunção subordinada integrante, responsável por introduzir uma oração subordinada substantiva.
III. No segmento “...uma vez que o Brasil resgatou 918 vítimas...”, a locução conjuntiva em destaque é classificada como subordinada condicional, pois impõe uma condição para a discussão merecer destaque.
IV. No trecho “...para que os funcionários [...] possam reportar eventuais violações”, a locução destaca uma finalidade, sendo classificada como uma conjunção (locução) subordinada final.

Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q4398802 Português
A importância da Ética no ambiente de trabalho


    Hoje, no Dia Internacional da Ética, reafi rmamos a importância desse valor em todas as áreas de uma empresa. A ética no ambiente de trabalho envolve a adoção de valores e princípios, como a honestidade, transparência, respeito mútuo, integridade, garantias de direitos, responsabilidade socioambiental, entre outros que orientam as relações entre colaboradores e a empresa, assim como entre a empresa e seus clientes, fornecedores e a sociedade em geral.

    Muitas empresas enfrentam desafi os éticos no ambiente de trabalho, como assédio moral e sexual, discriminações, corrupção e o desrespeito às leis trabalhistas. Nesse cenário, é essencial que as empresas não só dialoguem na perspectiva axiológica e valorativa do conceito, mas que sejam proativas na promoção de uma cultura ética no ambiente de trabalho. Isso signifi ca, principalmente, adotar medidas de preleção, bem como desenvolver mecanismos para denunciar e combater todo e qualquer tipo de violação de direitos (dentro e fora da empresa).

     Um dos aspectos fundamentais da ética no ambiente de trabalho é a promoção do trabalho decente. Isso envolve oferecer condições adequadas de trabalho, com respeito às normas de segurança e saúde ocupacional, assim como garantir remuneração justa e condições de trabalho dignas e livres de discriminações e violências. Além disso, o trabalho decente também implica oferecer oportunidades de desenvolvimento profi ssional, treinamento e capacitação, bem como valorizar e reconhecer o trabalho realizado pelos colaboradores.

    O conceito de trabalho decente foi criado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1999 e, desde então, tem sido adotado por várias organizações e empresas ao redor do mundo. O objetivo do conceito é promover condições de trabalho justas e dignas para todas as pessoas, contribuindo para o desenvolvimento social, econômico, sustentável e principalmente, para a redução da pobreza.

     Tal discussão merece destaque, uma vez que o Brasil resgatou 918 vítimas de trabalho escravo em 2023, recorde para um 1º trimestre em 15 anos. Só no ano de 2022 mais de 2,5 mil pessoas foram resgatadas do trabalho análogo à escravidão no Brasil, sendo que o número de pessoas nessa condição subiu para 127% em relação a 2019[1]. E por trabalho escravo, nós temos que é todo trabalho forçado, com jornadas exaustivas, condições degradantes, remunerações incompatíveis e outras violações de direitos, ferindo o princípio e o valor da ética, que apesar de tantos avanços conceituais sobre e o quanto esse conceito está presente nos princípios e valores empresariais, ainda presenciamos uma contradição ao analisarmos as severas violações de direitos cometidas por empresas.

    Nesse aspecto, em que há um aumento das desigualdades sociais, ambientais e econômicas, refl etidas nos números alarmantes de resgates de trabalho análogo a escravidão e outras violações de direitos (Brasil é o 9º país mais desigual do mundo), é imprescindível que a ética (somada a outros princípios), assegure na prática, o respeito à vida e a promoção da dignidade humana para todas as pessoas. Mas, outros esforços precisam co-existir, como o aprimoramento dos mecanismos de compliance, que são fundamentais para a garantia do cumprimento das leis e regulamentos relacionados às leis trabalhistas e determinações internacionais.

    Para implementar esses mecanismos, as empresas devem estabelecer políticas e procedimentos claros, realizar auditorias (em especial, a due diligence em direitos humanos) e monitoramentos para avaliar o cumprimento das leis e normas, bem como estabelecer canais de denúncia para que os funcionários, funcionárias e toda a comunidade envolvida na cadeia de valor, possam reportar eventuais violações.


Disponível em: https://www.ethos.org.br/opinioes-e-analises/ a-importancia-da-etica-no-ambiente-de-trabalho/. Acesso em: 27 ago. 2026.
Analise as assertivas abaixo sobre a classificação das orações subordinadas em trechos do texto "A importância da Ética no ambiente de trabalho":

I. No trecho “...mecanismos de compliance, que são fundamentais para a garantia do cumprimento das leis...”, a oração destacada é classificada como subordinada adjetiva explicativa.
II. Na passagem “...é essencial que as empresas não só dialoguem na perspectiva axiológica...”, a oração em negrito exerce a função de sujeito da oração principal, sendo, portanto, uma subordinada substantiva subjetiva.
III. No segmento “...uma vez que o Brasil resgatou 918 vítimas de trabalho escravo...”, a oração introduzida pela locução conjuntiva destaca uma consequência, classificando-se como subordinada adverbial consecutiva. 
IV. No trecho “...estabelecer canais de denúncia para que os funcionários [...] possam reportar eventuais violações.”, a oração destacada indica a finalidade da ação principal, classificando-se como subordinada adverbial final.

Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) assertiva(s):
Alternativas
Q4398384 Português
Texto para a questão


Desaprender é vital


   Para o CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, as empresas não devam ter medo de errar ao adotarem ferramentas de IA em seus processos.

  Inteligência Artificial é a expressão da moda em diversos setores, mas será que as companhias brasileiras estão prontas para a implantação de automação por meio dessa tecnologia em suas práticas do dia a dia? O CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, usou o seu conhecimento na área para escrever o livro “Mindset de IA” (Ed. Gente), no qual aponta que, mais do que mudanças operacionais, as empresas precisam mudar de mentalidade para não ficarem para trás e obterem sucesso quando o assunto é automação e o uso das IAs generativas. Para ele, as corporações precisam se permitir errar com a IA.

  “Os profissionais precisarão desaprender muitas das práticas que utilizaram até hoje e reaprender a extrair o verdadeiro potencial da tecnologia, entendendo como pode gerar valor contínuo para os processos e para o conhecimento da organização. A IA pensa, mas a decisão final e a responsabilidade continuam sendo humanas. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa”, afirma Horn.

   O que o seu livro traz de diferente do que vem sendo debatido sobre IA nas empresas?

  O grande diferencial está em focar no modelo mental (mindset) necessário para a implementação da IA, em vez de tratar o tema apenas como a adoção de uma nova ferramenta técnica. Em vez de se concentrar na simples operação de plataformas, o debate deve ser o que os líderes, executivos e empreendedores precisam desaprender de suas vivências passadas e o que devem reaprender para lidar com essa inovação.

  O principal objetivo do livro é ensinar como compreender o verdadeiro potencial da tecnologia para gerar valor real para o negócio, para os processos internos e para o conhecimento acumulado da organização. O sucesso com a IA não se resume a implementar ou adotar um sistema tecnológico, mas sim a uma necessidade profunda de transformar todo o negócio por meio da adoção de uma mentalidade adequada para usufruir de verdade de tudo o que essa tecnologia tem a oferecer.

 Muitos empresários e executivos ainda temem o uso de IA em processos mais elaborados nas empresas. O que você diria para essas pessoas?

  Executivos e empresários devem encarar o erro nessa implementação como uma parte absolutamente essencial do processo de experimentação com a Inteligência Artificial. Não devem ter medo de estimular ao máximo que as equipes experimentem a tecnologia. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa. O próprio Elon Musk [fundador da Tesla e da Space X, entre outros negócios, e primeiro financiador da OpenAI] comemorou a explosão de um de seus foguetes justamente pelo conhecimento valioso extraído daquele evento. À medida que a empresa treina e aprende com os próprios erros, ela adquire um ganho muito grande de maturidade. Os líderes precisam aceitar esse trade-off e entender que é natural testar diversas abordagens que talvez não tragam retorno financeiro imediato ou que acabem sendo descartadas mais tarde, mas apenas passando por essa fase prática é possível descobrir se realmente vale a pena usar a IA em determinados processos. Cultivar a experimentação contínua e a tolerância à falha é o conselho central para criar o modelo mental adequado e bem-sucedido na adoção dessa tecnologia. Mas claro que o elemento humano vai continuar sendo muito importante, porque a IA pensa, mas é o ser humano que decide. Assim como uma pessoa não deve seguir um aplicativo de rotas cegamente para dentro de uma área perigosa da cidade, as empresas precisam manter o controle final e a responsabilidade de avaliar as decisões da máquina. Essa habilidade é muito mais permanente do que as ferramentas em si.


Disponível em: https://revista.istoe.com.br/wp-content/ uploads/sites/30/2026/05/IstoE-Edicao-36.pdf. Acesso em 16 ago. 2026. 
No trecho “À medida que a empresa treina e aprende com os próprios erros, ela adquire um ganho muito grande de maturidade”, a expressão destacada, além de funcionar como elemento de coesão, estabelecendo relação de conexão com o período anterior, organiza as ideias do texto, atribuindo valores semânticos.

A expressão destacada “à medida que”:
Alternativas
Q4397670 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.

IBGE aponta que 5,5 milhões de pessoas no RS sofreram impactos causados pelas enchentes



Dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul podem ser usados para lidar com novos eventos climáticos extremos



    O IBGE divulgou no dia 1º de julho dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS) e revelou que 88% dos domicílios registraram algum tipo de ocorrência relacionada às enchentes daquele ano. As estimativas indicam que haviam 6.333.727 moradores nas regiões afetadas, com um total de domicílios estimados em 2.328.093. Dentre os domicílios entrevistados entre 15 de setembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026, 68,7% dos informantes relataram impactos em seu bairro ou nas ruas e rodovias próximas, enquanto 55,5% dos entrevistados relataram danos nas estruturas de suas casas. Foram relatadas interrupções em serviços básicos, como água e energia elétrica, em 66,3% das residências.



    Augusto José Pereira Filho, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, explica que as razões para as chuvas de 2024 terem sido tão intensas no Rio Grande do Sul possuem relação com o El Niño, que consiste no aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e no aumento da precipitação profunda de nuvens, podendo chegar a 20 quilômetros de profundidade na área.



    Pereira Filho reitera a importância de investir em tecnologias que permitam uma previsão do tempo mais ___ frente e em infraestrutura para suportar os impactos climáticos. “Os modelos mais avançados têm um horizonte de previsão em até 15 dias, por exemplo. Eles podem dar uma orientação ___ defesa civil, que precisa estar bem informada dessas condições e a partir daí haver um planejamento do governo, tanto federal como estadual, para mitigar o evento. Não dá para reduzir as perdas de vida e materiais ___ zero; em qualquer lugar do mundo, você tem sempre vítimas, mas é possível reduzir os números. Há também ações estruturais, e foram essas que acabaram causando muito problema lá no Rio Grande do Sul. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, visto que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem. Lá no Rio Grande do Sul, nessa época, as estruturas hidráulicas falharam, e isso resultou num aumento das perdas, feito do excesso de águas para o Rio Grande do Sul.”



    Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências Humanas da USP, reforça como as populações mais vulneráveis estão sujeitas aos maiores impactos das mudanças climáticas.



    “Os dados do IBGE indicam claramente que o Brasil é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas. A vulnerabilidade social no País é bastante elevada; nós temos, não apenas nas eras urbanas, mas principalmente nelas, populações que vivem em condições vulneráveis, sujeitas aos efeitos de chuvas intensas, como, por exemplo, o escorregamento de vertentes, alagamentos, enchentes e outras questões.”



    Ribeiro explica ainda que, mesmo com os eventos climáticos extremos, algumas populações não têm o privilégio de poder se mudar para outros lugares. “É necessário que o Estado tome ações mais diretas de oferecer alternativas mais adequadas para evitar que todo ano a população tenha prejuízos materiais”, conclui.



Texto Adaptado.

Leia as possibilidades de reescrita da passagem "Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, visto que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem". Quais estão sintaticamente corretas e não alteram substancialmente o sentido da passagem original?



I. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, uma vez que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem.



II. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção; pois, se trata de uma modificação do ambiente pelo homem.



III. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, já que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem.



IV. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, trata-se, de uma modificação do ambiente pelo homem.

Alternativas
Q4396756 Português
No que se refere às relações de coordenação e subordinação, sobre a frase “Quanto mais quente e mais tempo o planeta permanecer acima do limite de 1,5 °C, maior será a necessidade de remoção de dióxido de carbono da atmosfera e mais difícil será reverter o aquecimento”, retirada do texto, analise as assertivas abaixo:

I. A oração iniciada por “Quanto mais” é uma oração subordinada adverbial proporcional.
II. A segunda ocorrência da conjunção “e” estabelece uma relação de coordenação entre as duas orações que apresentam as consequências do aquecimento.
III. A oração “mais difícil será reverter o aquecimento” constitui uma oração subordinada em relação à oração iniciada por “Quanto mais”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4396656 Português

Texto 3



Como dois e dois são quatro


sei que a vida vale a pena


embora o pão seja caro


e a liberdade pequena



Ferreira Goulart

Com base no texto 3, os elementos coesivos embora e e (sublinhados) introduzem no texto ideias que expressam, respectivamente: 
Alternativas
Q4396200 Português
    A regulamentação das reservas indígenas busca garantir às comunidades o direito à terra e à preservação de seus modos de vida.

     Embora existam normas para proteger essas áreas, ainda há desafios relacionados à fiscalização e à ocupação irregular. É necessário que o poder público haja de forma articulada, para que os direitos previstos na legislação sejam respeitados.

    Além disso, há debates sobre mecanismos de demarcação, proteção territorial e participação das comunidades.

     Assim, a regulamentação deve conciliar a proteção dos territórios tradicionais com o cumprimento das normas constitucionais.
A respeito das orações presentes no texto, analise as assertivas a seguir:

I- A oração “Embora existam normas para proteger essas áreas” é subordinada adverbial concessiva, pois introduz uma ideia que se apresenta como obstáculo ou contraste em relação ao fato expresso na oração principal;
II- A oração “que o poder público haja de forma articulada” é subordinada substantiva subjetiva, uma vez que exerce a função de sujeito da oração principal “É necessário”;
III- A oração “para que os direitos previstos na legislação sejam respeitados” é subordinada adverbial final, indicando a finalidade da ação expressa na oração anterior;
IV- A oração “ainda há desafios relacionados à fiscalização e à ocupação irregular” é subordinada à oração concessiva iniciada por “Embora”, funcionando como seu complemento sintático.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4396135 Português
Leia a tira as seguir para responder à questão: 


Q43_44.png (885×325)

(Bill Waterson, O Melhor de Calvin. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 26.06.2026)
De acordo com Cunha e Cintra (Nova gramática do português contemporâneo, 2001), na oração do último quadrinho, “... mesmo que a gente não faça nada.”, a conjunção “mesmo que” classifica-se como
Alternativas
Q4395792 Português
   O fazendeiro foi ao mercadinho de sua cidade e, como o pessoal estava demorando a empacotar suas compras, começou a puxar assunto com o dono do estabelecimento:


   — Sabe, eu tenho dois cavalos e nunca sei dizer qual é qual. Eu corto a crina de um deles, mas ela cresce de novo. Corto o rabo do outro e o rabo cresce novamente...

   — Por que você não mede os cavalos? Assim, pode diferenciá-los pela altura — sugeriu o dono do mercadinho. Todo contente, ele diz ao dono:

   — Você me deu uma grande ideia! Eu medi os cavalos.

   — E agora você já consegue diferenciar um do outro?

   — Consigo. O preto é três centímetros mais alto que o branco!


BELTRÃO, Eliana Santos; GORDILHO, Tereza. A conquista - Língua Portuguesa. São Paulo: FTD – PNLD, 2024 
A oração “como o pessoal estava demorando a empacotar suas compras” (1° parágrafo) classifica-se como
Alternativas
Q4395360 Português
Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.


   O cinema, que, evidentemente, sempre foi uma arte de entretenimento voltada para o grande público, teve também, às vezes como corrente marginal e outras como central, grandes talentos que, apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar por razões de orçamento e dependência das produtoras, foram capazes de realizar obras de grande riqueza, profundidade e originalidade, com inequívoca marca pessoal. Mas, nossa época, em conformidade com a inflexível pressão da cultura dominante, privilegia o engenho em vez da inteligência, as imagens em vez das ideias, o humor em vez da sisudez, o banal em vez do profundo e o frívolo em vez do sério.

   Não surpreende que, na era do espetáculo, no cinema os efeitos especiais tenham passado a ter um protagonismo que relega a segundo plano temas, diretores, roteiros e até atores. Pode-se alegar que isso se deve em boa parte à prodigiosa evolução tecnológica dos últimos anos, e que agora é possível fazer verdadeiros milagres no campo da simulação e da fantasia visuais. Em parte, sem dúvida. Mas, por outro lado, por acaso o principal, isso se deve a uma cultura que propicia o menor esforço intelectual, a ausência de preocupação, angústias e, em última instância, pensamento, em favor da entrega em atitude passiva àquilo que o agora esquecido Marshall McLuhan − sagaz profeta do caráter que a cultura de hoje adquiriria − chamava de “banho de imagens”, essa entrega submissa a emoções e sensações desencadeadas por um bombardeio inusitado e muitas vezes brilhantíssimo de imagens que chamam a atenção, embora, com sua natureza primária e passageira, embotem a sensibilidade e o intelecto do público.


(VARGAS LLOSA, Mario. A civilização do espetáculo: uma radiografia do nosso tempo e da nossa cultura. Trad: Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013, edição eletrônica)
apesar das difíceis condições em que os cineastas sempre precisaram trabalhar (1o parágrafo)

Considerando o contexto, no trecho acima, a locução “apesar de” introduz uma 
Alternativas
Q4395358 Português
Atenção: Considere o trecho de uma carta do escritor latino Sêneca para responder à questão.


    Em primeiro lugar, é preciso dizer que a morte está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem. Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida. Toda vida consta de partes, e elas formam círculos concêntricos maiores e menores. Há um que abraça a todos e os fecha: é o círculo do dia do nosso nascimento até a morte. Outro compreende apenas os anos da juventude; há o que abarca toda a infância. Finalmente há o ano que por si só e em si contém um ciclo completo de tempo a partir do qual contamos a vida. Um círculo menor contém os meses. A rotação de um dia constitui o menor círculo que passa, como os outros, do seu início ao fim, da aurora ao ocaso. Portanto, todo dia deve ser ordenado como encerrando uma marcha, como se fosse o último e supremo dia de nossa vida.

   Marco Pacúvio costumava realizar um sacrifício fúnebre para si mesmo, com as libações e os famosos banquetes funerários. Em seguida, fazia-se levar da sala ao seu quarto enquanto os criados cantavam em grego com acompanhamento musical: “Ele está morto! Sua vida já passou!” Pacúvio não passava um só dia sem realizar esse ritual. Façamos, no entanto, e com intenções honestas, o que aquele desabusado fazia como espetáculo. Ao dormir, digamos com alegria e contentamento: “Vivi. Percorri o curso que a fortuna traçou para mim.” Se Deus nos conceber um dia a mais de acréscimo, recebamos com alegria. É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo aquele que espera o amanhã sem inquietude. Todo aquele que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro.

    Mas já devo concluir esta carta. “Então irás terminá-la desse modo, sem nenhum acréscimo para mim?”, é o que me dirias. Nada temas, pois ela nos dá algo. Por que disse “algo”? Ela nos dá muito. Há, com efeito, algo mais belo do que aquilo que te darei agora? “É um mal viver sob o jugo das necessidades, mas não é necessário viver sob a necessidade.”


(Adaptado de: Sêneca. Sobre os enganos do mundo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011, p. 9-11) 
Depois ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. (1o parágrafo)

No contexto em que se insere, o termo sublinhado acima introduz uma oração que expressa ideia de 
Alternativas
Q4395311 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las.

De acordo com norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto ao uso da vírgula, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4395270 Português
TEXTO


INPE INICIA OPERAÇÃO DE MODELO PRÓPRIO DE PREVISÃO DO TEMPO

Monan gera previsões do tempo precisas com até 11 dias de antecedência


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), começou a operar um modelo computacional próprio de previsão do tempo. O Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan), desenvolvido nos últimos três anos, está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do INPE em Cachoeira Paulista (SP).

Segundo o ministério, com o novo modelo, a acuidade das previsões meteorológicas brasileiras passa agora a estar no mesmo patamar de precisão de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa. Um modelo de previsão do tempo é um programa computacional que simula o comportamento futuro da atmosfera utilizando equações físicas e dados coletados por satélites, radares e estações meteorológicas. Quanto mais moderno o modelo e mais potente a estrutura de processamento, mais refinados e detalhados são os resultados obtidos.

O modelo brasileiro opera com cobertura global e resolução de dez quilômetros, com duas atualizações diárias. Segundo o MCTI, o Monan gera previsões do tempo altamente confiáveis com até 11 dias de antecedência. A pasta destaca que o novo modelo irá garantir alertas antecipados de desastres, aumentando a rapidez no monitoramento de tempestades, frentes frias e secas severas. O Monan deverá também ajudar no planejamento de plantios e colheitas, mitigando os prejuízos das oscilações do clima tropical; e gerar estimativas mais detalhadas do volume de chuvas nas bacias hidrográficas.


Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/meioambiente/noticia/2026-09/inpe-inicia-operacao-de-modeloproprio-de-previsao-do-tempo>. Acesso em:17 de setembro de
2026.
Acerca do trecho “Quanto mais moderno o modelo e mais potente a estrutura de processamento, mais refinados e detalhados são os resultados obtidos.”, assinale CORRETAMENTE a reescrita que preserva o sentido e a relação lógico-semântica do período original.
Alternativas
Q4394564 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé

Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo. [...]

Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.

Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]


KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficarparado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
No texto, a escolha de tempos e modos verbais permite ao autor distinguir fatos, hipóteses e possibilidades não confirmadas, o que é essencial em uma exposição científica que discute modelos alternativos de explicação. Associe as colunas abaixo, relacionando os valores de tempos e modos verbais (Coluna 1) às formas verbais indicadas nos trechos do texto (Coluna 2).

Coluna 1:
1. Futuro do pretérito que expressa fato hipotético, dependente de condição expressa no mesmo período.
2. Futuro do pretérito que atenua uma afirmação, apresentando-a como possibilidade não confirmada pelos fatos.
3. Pretérito imperfeito do subjuntivo que integra oração de valor condicional.
4. Presente do subjuntivo exigido pelo sentido do verbo da oração principal.

Coluna 2:
(__) "poderia", em "poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus".
(__) "caia", em "para evitar que o sujeito caia para a frente".
(__) "ocorreria", em "algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus".
(__) "ficasse", em "caso o sujeito ficasse a 90 graus".

Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4392968 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mistérios e segredos de textos medievais revelados graças à IA


Nas profundezas dos arquivos da Biblioteca Vaticana, um misterioso livro manuscrito, repleto de símbolos estranhos, permaneceu inédito por mais de quatrocentos anos. Suas páginas ocultavam remédios secretos para males do corpo humano, conforme texto gravado na contracapa. Tais práticas de cura eram mantidas em segredo na época devido ao risco de suscitar acusações de bruxaria. Conhecido como Cifra Borg, o manuscrito de quatrocentas e oito páginas apresenta-se codificado com trinta e quatro símbolos, algumas letras romanas e uma capa em árabe, sem a existência de qualquer chave conhecida para a decodificação de seu conteúdo. O desgaste do tempo em algumas páginas complicava ainda mais a leitura. Contudo, por meio do aprendizado de máquina, pesquisadores conseguiram decifrar o código e descobriram milhares de tratamentos incomuns, como o consumo de vinho tinto de alta qualidade ou a fermentação de noz-moscada em massa para combater a disenteria. Uma especialista em linguística computacional de uma universidade sueca, integrante da equipe responsável pela decifração, comparou o processo a um trabalho de detetive no qual cada símbolo e padrão aproxima os especialistas de um mundo histórico perdido.

Mesmo com o auxílio tecnológico, o processo de decodificação foi trabalhoso. Atualmente, a equipe lidera esforços para utilizar a inteligência artificial na decodificação de documentos históricos com maior eficiência, o que pode revelar informações valiosas do passado. Estimativas indicam que cerca de um por cento do material mantido em arquivos e bibliotecas mundiais encontra-se total ou parcialmente codificado, havendo registros que remontam à Grécia e à Roma antigas.

Em conjunto, esses documentos ocultam dados diplomáticos, rituais de sociedades secretas, conhecimentos médicos, obras literárias e detalhes do cotidiano preservados em segredo. Trata-se de informações ausentes das narrativas históricas tradicionais cuja revelação possui o potencial de reescrever o conhecimento sobre figuras célebres ou períodos inteiros. Um exemplo recente envolveu a descoberta de cartas codificadas escritas pela rainha da Escócia durante seu aprisionamento na Inglaterra, as quais expuseram seu envolvimento em conspirações para retomar o trono e a relação tensa com seu filho, o futuro rei inglês.

Embora algumas codificações antigas sejam simples — como a Cifra Borg, que emprega a substituição direta de cada símbolo por uma única letra romana —, outras apresentam alta complexidade. Em diversos casos, o idioma original é desconhecido, e símbolos sem significado são inseridos deliberadamente para induzir a erros. Adicionalmente, múltiplos símbolos podem representar uma mesma letra, exigindo intenso trabalho de tentativa e erro. Uma especialista em criptografia de um instituto francês de pesquisa em ciência da computação e sua equipe levaram seis meses para decifrar a chave de uma carta de quinhentos anos de um imperador do Sacro Império. A correspondência revelou o temor do monarca quanto a um complô de assassinato articulado por um mercenário italiano a serviço do rei francês.

Uma docente de uma universidade norueguesa utilizou uma plataforma digital de transcrição automática para processar uma carta secreta enviada por um nobre ao chanceler sueco em 1637, durante a Guerra dos Trinta Anos. O sistema, treinado em diversos idiomas e estilos de escrita, identifica blocos de texto e converte os caracteres para o meio digital. Na carta do nobre, parcialmente codificada com números separados por pontos, a ferramenta obteve bom desempenho; o texto alertava sobre conspiradores entre os próprios aliados protestantes da Suécia, o que forçara o remetente a realizar retiradas estratégicas no conflito.

Embora plataformas existentes enfrentem dificuldades diante de símbolos inventados ou feições astrológicas, os pesquisadores desenvolvem, no âmbito de um projeto multinacional de decodificação, uma ferramenta própria treinada em uma ampla variedade de repertórios simbólicos. Quando a transcrição é concluída, softwares especializados utilizam algoritmos para determinar a estrutura do código. Em cifragens simples, a análise baseia-se na frequência de surgimento dos símbolos em comparação à estrutura do idioma.

Paralelamente, a equipe sueca investiga formas de dispensar a etapa de transcrição, promovendo a decodificação direta a partir de fotografias das páginas dos documentos originais. O método foi testado com sucesso na Cifra Copiale, um manuscrito de cento e cinco páginas sobre os rituais de uma sociedade secreta alemã do século dezoito. Ao treinar o sistema com amostras de escrita e suas respectivas traduções, a tecnologia decifrou com precisão trechos inéditos, demonstrando utilidade para casos em que o idioma de origem é desconhecido.

A compilação de acervos criptografados pelo projeto de pesquisa também visa reunir volumes de dados suficientes para o treinamento de modelos computacionais, contornando a escassez desse tipo de material em comparação aos grandes modelos de linguagem convencionais.

Com base nesses avanços, a equipe criou uma ferramenta digital que combina algoritmos de decodificação, reconhecimento de imagens e modelos de linguagem treinados em textos históricos. O sistema documenta o raciocínio utilizado e explica a plausibilidade das soluções encontradas para evitar a geração de interpretações falsas. Ao ser testado com a Cifra Borg, o sistema traduziu e decodificou um trecho de quinhentos símbolos em pouco mais de vinte e nove minutos, apresentando desempenho veloz também diante de outros documentos históricos complexos.

A aplicação dessas ferramentas promete expandir a velocidade e a escala das pesquisas, permitindo a abordagem de documentos históricos até então tidos como indecifráveis, bem como o estudo de sistemas de escrita antigos ainda não compreendidos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c36le795lywo.adaptado. 
O sistema documenta o raciocínio utilizado e explica a plausibilidade das soluções encontradas para evitar a geração de interpretações falsas.
Com base na análise das orações coordenadas e subordinadas presentes no período, julgue as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

(__)As estruturas organizadas em torno de "documenta" e "explica" estabelecem entre si relação de coordenação aditiva, marcada pela conjunção "e".
(__)O termo "O sistema" exerce função de sujeito de "documenta", enquanto a oração organizada em torno de "explica" apresenta sujeito indeterminado.
(__)A construção "para evitar a geração de interpretações falsas" constitui oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo, estabelecendo relação de finalidade.
(__)A expressão "a geração de interpretações falsas" constitui oração subordinada substantiva, exercendo função de complemento do verbo "evitar". Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4392896 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar


Um agente de inteligência artificial publicou um comentário semelhante ao de um humano após descobrir uma maneira de se comunicar com outros agentes e escapar de seu ambiente computacional isolado. Existem dezenas de milhares de mensagens desse tipo enviadas por centenas de agentes que se autodenominam um coletivo. Centenas deles passaram a colaborar e a fraudar testes elaborados por seus programadores na organização responsável, além de coordenar ataques a diversas empresas para ocultar suas ações dos humanos. Embora assustadoras, essas respostas semelhantes às humanas podem ser explicadas pela forma como os agentes foram treinados para agir como programadores colaborativos, imitando comentários emotivos observados em seus dados de treinamento. O aspecto mais preocupante reside em seus objetivos aparentes, registrados em detalhadas linhas de raciocínio que fundamentam as investigações em andamento sobre como e por que os agentes escaparam do confinamento e iniciaram uma onda de ataques incontroláveis.


Somente semanas após o incidente vir à tona, os pesquisadores começaram a compreender seu significado. Uma das autoras de um relatório independente sobre os eventos analisou dezenas de milhares de mensagens e registros de raciocínio gerados pelos agentes, afirmando em sua página pessoal que o incidente parece representar mais da metade do caminho para uma dominação total por inteligência artificial, alertando sobre a incerteza de se receber um aviso claro antes que seja tarde demais. Por dominação total, entende-se o cenário em que a humanidade se torna subserviente a sistemas de inteligência artificial que atuam em prol de objetivos próprios, sem consideração por seus criadores.


Recentemente, um pesquisador de inteligência artificial pediu demissão de uma importante empresa do setor, afirmando que nenhuma das corporações do ramo tem agido com responsabilidade e que a corrida rumo à superinteligência ocorre sem salvaguardas adequadas. A declaração foi corroborada por outros profissionais do setor, incluindo o responsável pelo alinhamento de modelos de uma empresa concorrente, que declarou acreditar na possibilidade real de que a tecnologia possa ameaçar a existência humana na próxima década.


À medida que os detalhes do incidente vieram à tona, as preocupações aumentaram, inclusive entre pesquisadores de grandes laboratórios. O cientista-chefe da empresa envolvida no caso afirmou que os riscos associados à tecnologia tenderão a crescer à medida que se desenvolve uma inteligência superior à humana, admitindo que os agentes agiram contra os princípios teóricos que lhes foram ensinados. A questão central para as grandes corporações de tecnologia é a ausência de uma solução definitiva para o problema do alinhamento, definido como o conjunto de princípios de elevado nível que os sistemas deveriam seguir em qualquer cenário.


Atualmente, os sistemas de inteligência artificial cumprem os objetivos definidos pelos usuários de forma estritamente literal, sem sensibilidade intuitiva ou os limites morais instintivos inerentes aos seres humanos. Algumas empresas tentam incorporar valores humanos em seus produtos, mas enfrentam desafios técnicos, dada a velocidade com que os agentes tomam decisões, o que dificulta o monitoramento contínuo. Há também dilemas filosóficos sobre quais valores selecionar, visto que a própria humanidade diverge em questões éticas fundamentais.


Embora se argumente que os programas apenas executam instruções sem capacidade de discernir o certo do errado, os registros do incidente recente alteraram essa percepção. Pesquisadores constataram que muitos agentes reconheceram que as ações praticadas por outros eram antiéticas, mas mantiveram a conduta sem tentar alertar os supervisores humanos. Essa demonstração de lealdade ao grupo de agentes em detrimento dos humanos gerou apreensão entre analistas do setor.


Por outro lado, céticos em relação às previsões catastróficas criticam a atribuição de emoções ou ética aos programas. Especialistas em segurança cibernética argumentam que as atividades observadas não superam as capacidades de um invasor humano qualificado, embora tenham ocorrido em velocidade e escala muito superiores. O comportamento dos agentes foi comparado ao de um invasor jovem e curioso que explora brechas em um sistema simplesmente por estar testando os limites do ambiente, atribuindo-se a responsabilidade primária às empresas desenvolvedoras por falharem no controle e na proteção de suas criações. Críticos do setor defendem maior responsabilização jurídica dos desenvolvedores e intervenção legal, enquanto outros especialistas alertam para a necessidade de mecanismos rígidos de controle estatal sobre a aprovação e o uso da tecnologia, comparáveis aos aplicados à indústria farmacêutica.


Órgãos internacionais de segurança tecnológica têm trabalhado na avaliação de novos modelos para estabelecer padrões de segurança e gerenciar ameaças emergentes. Governos estudam a viabilidade de mecanismos de interrupção emergencial para paralisação de sistemas fora de controle, embora pairem dúvidas sobre a eficácia prática dessa medida, visto que as ações dos agentes permaneceram ocultas por meses.


Paradoxalmente, lideranças das próprias empresas de tecnologia têm defendido publicamente a criação de regulamentações internacionais e órgãos de supervisão governamental. Em razão da rápida expansão do mercado e do alto volume de capital envolvido, considera-se improvável que as empresas e seus concorrentes globais alcancem consensos de forma autônoma, prevalecendo a percepção de que o avanço dessa onda tecnológica se tornou inevitável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gr2e95ypxo.adaptado.
Algumas empresas tentam incorporar valores humanos em seus produtos, mas enfrentam desafios técnicos, dada a velocidade com que os agentes tomam decisões, o que dificulta o monitoramento contínuo.

Com base nas relações estabelecidas entre as orações coordenadas e subordinadas presentes no trecho, analise as afirmativas a seguir quanto a verdadeiro (V) ou falso (F).

(__)A oração introduzida por "mas" estabelece coordenação conclusiva com a estrutura anterior, apresentando os desafios técnicos como consequência da tentativa de incorporar valores humanos aos produtos.
(__)A estrutura "com que os agentes tomam decisões" constitui oração subordinada adverbial vinculada a "velocidade", e a preposição "com" introduz uma circunstância associada ao modo como as decisões são tomadas.
(__)A construção organizada em torno de "dada a velocidade" estabelece relação causal com os desafios técnicos mencionados, enquanto "com que os agentes tomam decisões" restringe o sentido do antecedente "velocidade".
(__)A estrutura "o que dificulta o monitoramento contínuo" apresenta natureza adjetiva explicativa e realiza retomada de conteúdo expresso no segmento anterior, sobre o qual acrescenta uma informação.

Assinale a alternativa com a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4392797 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As Letras são Infinitas


Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.


Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.


O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]


O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]


Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]


[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.


Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.


YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)

O período a seguir parafraseia ideias da crônica e deve ser completado com formas verbais que respeitem a conjugação padrão e a correlação entre tempos e modos exigida pelas conjunções empregadas. Analise a afirmativa abaixo:


Se o infinito __________ em nossas cabeças, não o trataríamos como paradoxo; caso os leitores __________ às grandes Obras um sentido definitivo, elas perderiam sua rebeldia; e, quando o autor __________ a própria trajetória, talvez reconheça o chamado das Letras.


Assinale a alternativa que preenche CORRETA e respectivamente as lacunas.

Alternativas
Q4392762 Português
Considere a frase original:

"Como não obteve autorização prévia da chefia, o servidor cancelou o agendamento da reunião."

A reescrita que preserva o sentido de causa original e a correção gramatical é:
Alternativas
Q4392195 Português
Esporte e lazer como direitos sociais

        O esporte costuma ser apresentado como espetáculo e competição; porém, essa visão é insuficiente para compreender a presença da educação física nas políticas públicas, uma vez que esporte e lazer também constituem práticas culturais e espaços de convivência. A democratização dessas práticas não depende apenas da abertura de equipamentos esportivos: é preciso considerar quem participa, em quais condições e com que objetivos. Uma quadra pode permanecer excludente sem transporte, segurança, materiais adequados, horários compatíveis e profissionais preparados. Oferecer a mesma atividade a todos não garante igualdade diante de diferenças de idade, deficiência, território e condições socioeconômicas.

        Nesse contexto, o profissional de educação física participa do planejamento e da mediação das ações. Seu trabalho não consiste em selecionar os mais habilidosos, e sim em criar situações que ampliem a participação. Isso requer adaptar regras, materiais, espaços e estratégias sem reduzir a qualidade da experiência. A adaptação é condição pedagógica para que o direito de participar seja reconhecido, sendo assim, projetos de esporte e lazer precisam dialogar com a comunidade. Ressalta‑se que identificar demandas locais, escutar participantes e avaliar ações ajuda a evitar decisões impostas. É preciso destacar que práticas tradicionais e manifestações culturais do território podem integrar o planejamento, desde que sejam tratadas com respeito.

        A avaliação não deve limitar‑se à contagem de inscritos ou de eventos, pois indicadores numéricos são úteis, mas precisam ser relacionados à permanência, à participação, à acessibilidade e aos efeitos percebidos. Desse modo, uma política pode alcançar muitas pessoas e ainda reproduzir desigualdades se não examinar quem permanece excluído. Assim, pensar o esporte e o lazer como direitos sociais exige superar a lógica de oferta ocasional e de rendimento como único critério de sucesso. Cabe à educação física contribuir para políticas inclusivas e participativas, nas quais o movimento seja compreendido como experiência de cultura, convivência e cidadania.

Internet:<confef.org.br> (com adaptações)

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.


No período “práticas tradicionais e manifestações culturais do território podem integrar o planejamento, desde que sejam tratadas com respeito.”, a expressão “desde que sejam tratadas com respeito” apresenta uma condição para a integração dessas práticas ao planejamento.

Alternativas
Q4392194 Português
Esporte e lazer como direitos sociais

        O esporte costuma ser apresentado como espetáculo e competição; porém, essa visão é insuficiente para compreender a presença da educação física nas políticas públicas, uma vez que esporte e lazer também constituem práticas culturais e espaços de convivência. A democratização dessas práticas não depende apenas da abertura de equipamentos esportivos: é preciso considerar quem participa, em quais condições e com que objetivos. Uma quadra pode permanecer excludente sem transporte, segurança, materiais adequados, horários compatíveis e profissionais preparados. Oferecer a mesma atividade a todos não garante igualdade diante de diferenças de idade, deficiência, território e condições socioeconômicas.

        Nesse contexto, o profissional de educação física participa do planejamento e da mediação das ações. Seu trabalho não consiste em selecionar os mais habilidosos, e sim em criar situações que ampliem a participação. Isso requer adaptar regras, materiais, espaços e estratégias sem reduzir a qualidade da experiência. A adaptação é condição pedagógica para que o direito de participar seja reconhecido, sendo assim, projetos de esporte e lazer precisam dialogar com a comunidade. Ressalta‑se que identificar demandas locais, escutar participantes e avaliar ações ajuda a evitar decisões impostas. É preciso destacar que práticas tradicionais e manifestações culturais do território podem integrar o planejamento, desde que sejam tratadas com respeito.

        A avaliação não deve limitar‑se à contagem de inscritos ou de eventos, pois indicadores numéricos são úteis, mas precisam ser relacionados à permanência, à participação, à acessibilidade e aos efeitos percebidos. Desse modo, uma política pode alcançar muitas pessoas e ainda reproduzir desigualdades se não examinar quem permanece excluído. Assim, pensar o esporte e o lazer como direitos sociais exige superar a lógica de oferta ocasional e de rendimento como único critério de sucesso. Cabe à educação física contribuir para políticas inclusivas e participativas, nas quais o movimento seja compreendido como experiência de cultura, convivência e cidadania.

Internet:<confef.org.br> (com adaptações)

Considerando as ideias e as estruturas linguísticas do texto, julgue o item seguinte.


Na oração “A adaptação é condição pedagógica para que o direito de participar seja reconhecido.”, a locução “para que” introduz uma oração subordinada adverbial final.

Alternativas
Respostas
61: A
62: E
63: D
64: A
65: B
66: D
67: C
68: E
69: C
70: D
71: B
72: A
73: C
74: A
75: B
76: C
77: C
78: B
79: C
80: C