Questões de Concurso
Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
Foram encontradas 2.467 questões
"À medida que os processos administrativos se tornam mais complexos, cresce também a necessidade de decisões fundamentadas em informações confiáveis e tecnicamente consistentes."
Sobre os aspectos linguísticos do período, analise as afirmativas.
I. A expressão "À medida que" introduz uma oração subordinada adverbial proporcional.
II. O emprego do acento indicativo de crase em "À medida que" é obrigatório.
III. A substituição de "cresce" por "aumentam" preservaria a correção gramatical do período.
IV. O sujeito da forma verbal "cresce" é "a necessidade de decisões fundamentadas em informações confiáveis e tecnicamente consistentes".
Assinale a alternativa correta.
"Embora ferramentas digitais contribuam para aumentar a eficiência dos serviços públicos, sua efetividade depende do planejamento institucional (...)."
A conjunção "Embora" introduz uma oração que estabelece, em relação à oração principal, uma ideia de
"Embora a tecnologia tenha ampliado significativamente o acesso às informações, permanece indispensável desenvolver competências relacionadas à análise crítica dos conteúdos disponíveis."
A oração introduzida pela conjunção "Embora" estabelece, em relação à oração principal, uma circunstância de
O município investiu na modernização das escolas porque reconhece que ambientes adequados favorecem o aprendizado, além de proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais da educação.
No período apresentado, a palavra destacada "porque" estabelece uma relação de:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
O uso da inteligência artificial na educação e os riscos de vieses algorítmicos
O uso de inovações tecnológicas, da internet e da inteligência artificial (lA) está transformando o cotidiano da sociedade. O mundo está cada vez mais conectado, e a dependência dos usuários nessas ferramentas está cada vez mais presente. Nesse sentido, a programação e a codificação de algoritmos, o compartilhamento e tráfego de dados, de informações e de comunicações precisam atender certos cuidados éticos, de vigilância, de equidade e de controle, pois o ambiente virtual e tecnológico, além de possibilitar resultados positivos e vantajosos, também pode trazer muitos riscos e danos aos usuários.
Esses riscos envolvem decisões automatizadas que influenciam diretamente a vida das pessoas. Apesar de frequentemente parecerem neutros e objetivos, os algoritmos podem reproduzir vieses, discriminações e desigualdades, impactando negativamente grupos específicos da sociedade, inclusive na educação.
Um algoritmo na perspectiva do aprendizado de máquina pode ser conceituado como um conjunto de regras para a realização de tarefas. Em relação aos algoritmos ditos inteligentes, eles possibilitam a criação de modelos capazes de prever e aprender com os dados constantemente modificados e treinados. Contudo, essas ferramentas podem absorver vieses tanto dos próprios desenvolvedores quanto do contexto social em que foram inseridas. Nesse cenário, o viés estatístico decorre de amostragens incorretas, incompletas ou questionáveis, enquanto o viés social reflete disparidades e estruturas históricas da sociedade.
Em ambientes automatizados, os algoritmos dependem dos dados de treinamento recebidos. Se os projetos tecnológicos, as decisões tomadas e os dados refletirem tendências, os resultados produzidos poderão apresentar distorções. Essa dinâmica é alarmante na educação, pois pode prejudicar o desempenho dos estudantes, aprofundar desigualdades e comprometer estratégias pedagógicas de ensino e aprendizagem.
Por fim, a ausência ou a demora na implementação de soluções preventivas e corretivas para mitigar esses vieses tende a reforçar desigualdades sistêmicas. Como consequência, surgem prejuízos como avaliações injustas, direcionamentos acadêmicos inadequados, acesso desigual a recursos educacionais e abalos psicológicos ou morais. Essas situações podem prejudicar determinados grupos sociais, reforçando disparidades e criando barreiras para a obtenção de bons resultados na aprendizagem.
FONTE: HEGGLER, J. M,; SZMOSKI, R, M,; MIQUELIN, A, F, AS dualidades entre o uso da inteligência artificial na educação e os riscos de vieses algorítmicos Educ. Soc., Campinas, v.46, e289323,2025 (com adaptações).
Os termos destacados na passagem exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:

Fonte: https://media.licdn.com/dms/image/v2/C4E12AQFeyyaWs4DVmQ/ar ticle-cover_image-shrink_600_2000/article-cover_imageshrink_600_2000/0/1528166551777?e=2147483647&v=beta&t=Eun twS1JgGDAcSeA0s-lHgEGScy8xnfbgLlSp9BMoDU. Acesso em 16/07/2026.
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses." (Rubem Alves)
Analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para as verdadeiro ou (F) para falso.
( ) O trecho constitui um período composto, pois apresenta duas orações.
( ) O trecho "Não haverá borboletas" corresponde à oração principal do período.
( ) A oração "se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses" é independente da oração principal e não estabelece relação de sentido com ela.
( ) Se o texto fosse reescrito apenas como "Não haverá borboletas.", teríamos um período simples.
( ) A oração "se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses" é uma oração absoluta.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O homem no orelhão
Muitas vezes já se decretou a inutilidade dos orelhões em tempos de telefonia móvel e a maioria já foi inclusive retirada das ruas, mas a verdade é que aqueles que existem ainda são bastante utilizados - às vezes, tem até fila diante deles.
Eu mesmo fiz muito uso desse tipo de serviço há poucos anos, logo que me mudei para Brasília e não tinha dinheiro para comprar um celular. Com um cartão de 20 ligações, eu telefonava para a minha mãe em Curitiba, o que me garantia uns cinco minutos de conversa, se o horário fosse bom.
Isto é, eu telefonava, mas apenas quando encontrava um orelhão que funcionasse. Por vezes, era preciso andar até duas quadras para conseguir um que estivesse em condições de uso. Depois que arrumei um celular, não precisei mais de orelhão, a não ser no dia em que perdi meu aparelho e precisei telefonar para mim mesmo. Com essas experiências, de toda forma, eu não estranhei nem um pouco quando vi que estava ocupado o orelhão logo ao lado da parada em que eu esperava pelo meu ônibus.
Um pouco menos normal eu achei quando o homem que lá estava aumentou o tom de voz, contrariado com alguma coisa que havia acabado de ouvir do outro lado da linha. Mas, bastante incomum mesmo foi quando ele começou a gritar, visivelmente alterado.
Pelo que entendi, a pessoa com quem conversava era uma mulher que havia prometido alguma coisa e depois não cumpriu. Seja lá o que tenha prometido a mulher, o fato é que o homem precisava muito daquilo, muito mesmo. E por isso ele não conseguia aceitar de jeito nenhum a explicação que ela lhe dava e nem as sugestões que fazia para remediar a situação.
Sua raiva foi crescendo e dali a pouco disparou a xingar a mulher, que imagino ter então desligado, pois ele começou a dizer “Alô? Alô?". Bateu o gancho com força, e só então deve ter visto que da parada de ônibus eu o observava.
Não pareceu ter se importado muito com a minha presença e saiu de lá bufando. Passou por mim cheio de fúria, mas logo adiante parou e gritou: "Ah, meu Deus!". Deu meia volta, tornou a passar por mim e foi pegar o cartão, que havia esquecido dentro do orelhão.
FENDRICH, Henrique. O homem no orelhão. Escotilha.
Disponível em
As preposições destacadas no trecho acima, nessa mesma ordem, têm os sentidos de:
Com base na leitura abaixo responda a questão.

Fonte: https://arquitetura.vivadecora.com.br/gentrificacao
Considere a fala do personagem no primeiro balão da charge de Eugênio Neves:
“E se nos tirarem aqui da vila, pra construir o estádio da Copa, nós vamos pra onde?”
Assinale a alternativa que indica a correta classificação e o valor semântico do vocábulo “se” destacado na frase:
Você será mais feliz se tiver mais respeito por si mesmo.
O sentido que a palavra "se" dá ao trecho é de:

"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses." (Rubem Alves)
Analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para as verdadeiro ou (F) para falso.
( ) O trecho constitui um período composto, pois apresenta duas orações.
( ) O trecho "Não haverá borboletas" corresponde à oração principal do período.
( ) A oração "se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses" é independente da oração principal e não estabelece relação de sentido com ela.
( ) Se o texto fosse reescrito apenas como "Não haverá borboletas.", teríamos um período simples.
( ) A oração "se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses" é uma oração absoluta.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
- O pior aconteceria se __________ os livros em ordem na prateleira.
- Se o recipiente _________ toda a água, pode despejar nele.
- Ele _________ a segunda via do seu diploma.
Você será mais feliz se tiver mais respeito por si mesmo.
O sentido que a palavra "se" dá ao trecho é de:
"Embora o treinamento tenha produzido resultados positivos, a administração decidiu manter ações permanentes de aperfeiçoamento."
Assinale a alternativa que reescreve o trecho sem alterar seu sentido.
BATALHA, Martha. A vida invisível de Eurídice Gusmão. São Paulo: Cia das Letras, 2016. p. 9.
No contexto do texto, as orações iniciadas pela conjunção "Se" contribui, predominantemente, para
Em relação aos verbos destacados, assinale a alternativa CORRETA.
Para responder à questão, considere o texto abaixo:
Em plataformas de mídia social e em uma ampla gama de serviços por assinatura, os mecanismos de exclusão costumam ser igualmente pouco claros. Tais equívocos podem ter sérias implicações para o bem-estar dos usuários, expondo-os a vulnerabilidades de segurança e problemas de privacidade.
Uma complicação adicional é que muitos usuários temem perder dados, arquivos, fotos e vídeos por meio de exclusão acidental — uma condição apelidada de “diagrafofobia”. Embora não se trate de uma patologia reconhecida, estudos sobre o comportamento de acumulação digital mostram que algumas pessoas ficam muito ansiosas com a ideia de perder ou excluir acidentalmente informações pessoais, como fotos e músicas.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/o-que-realmente-acontece-com-seus-dados-quando-
voce-clica-em-deletar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Coluna 1
1. Coesão lexical.
2. Coesão referencial.
3. Coesão sequencial.
Coluna 2
( ) “Tais equívocos podem ter sérias implicações para o bem-estar dos usuários, expondo-os a vulnerabilidades de segurança e problemas de privacidade”.
( ) “Embora não se trate de uma patologia reconhecida”.
( ) “uma condição apelidada de ‘diagrafofobia’. Embora não se trate de uma patologia reconhecida”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia o texto e responda à questão
O especialista em convicções
Octávio Brandão não sofria de falta de opinião. Sofria do excesso delas. Todos os dias, antes das nove da manhã, precisava decidir o que pensar sobre educação, inteligência artificial, política urbana, cinema estrangeiro e o novo uniforme da empresa. Considerava o esforço incompatível com a vida moderna. Opinar exigia leitura, comparação, dúvida e, em casos extremos, mudança de ideia.
Foi então que contratou Mauro Figueira, consultor de convicções.
Mauro trabalhava num escritório discreto, cuja placa prometia: “Posicionamentos sólidos para pessoas ocupadas”. Na primeira reunião, explicou o método.
— O senhor envia o tema e o contexto. Eu devolvo uma opinião pronta, com argumentos e uma frase de efeito.
— E se me fizerem perguntas?
— Há um plano adicional com respostas para objeções.
Octávio assinou o pacote completo.
O serviço funcionou admiravelmente. Sobre um filme que não vira, recebeu uma crítica equilibrada. Sobre um livro abandonado na página quinze, ganhou uma análise sobre “a tensão entre memória individual e violência institucional”. Numa reunião de condomínio, defendeu a preservação das árvores, embora tivesse solicitado a retirada de uma que sujava seu carro. Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como “evolução de pensamento”.
Aos poucos, Octávio se tornou conhecido pela lucidez. Os colegas esperavam seus comentários. Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase com “A questão central é mais complexa”. Ninguém suspeitava de que a complexidade chegava por mensagem, acompanhada de um aviso: “Evite aprofundar se houver especialistas presentes”.
O problema surgiu num jantar. Clara, sua filha, perguntou:
— Pai, você acha que eu devo aceitar um trabalho em outra cidade?
Octávio pediu licença e foi ao banheiro. Enviou a pergunta a Mauro.
A resposta dizia: “Considere autonomia, vínculos afetivos e projeto de vida. Apoie a decisão dela, mas manifeste disponibilidade”.
Octávio voltou à mesa e repetiu quase tudo.
Clara o observou.
— Isso é o que você pensa?
Ele poderia ter dito que sim. Era uma opinião adquirida legalmente, paga em dia e adaptada ao cliente. Contudo, percebeu que não sabia se sentiria falta da filha, se temia a distância ou se desejava protegê-la. Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto.
— Ainda estou pensando — respondeu.
Foi sua primeira frase original em muitos meses.
No dia seguinte, Octávio procurou Mauro para cancelar o contrato.
— Certas opiniões precisam nascer de quem assumirá as consequências — justificou.
— Interessante. Posso usar essa frase com outros clientes?
Octávio recusou. Mauro anotou a recusa com evidente admiração.
Antes de sair, Octávio hesitou.
— Você acha que estou fazendo a coisa certa?
Mauro fechou o caderno.
— O senhor quer uma opinião ou uma autorização?
A pergunta permaneceu entre os dois, precisa demais para ser confortável.
Na recepção, Octávio encontrou um comentarista famoso por opiniões rápidas sobre assuntos variados.
— Primeira consulta? — perguntou.
— Renovação de contrato — respondeu o homem. — O público anda exigindo espontaneidade.
Na rua, Octávio abriu o celular. Havia mensagens pedindo sua posição sobre uma crise recente. Pela primeira vez, não procurou Mauro nem escolheu a resposta mais segura. Escreveu: “Ainda não sei o suficiente para pensar”.
Publicou a frase e recebeu críticas imediatas. Alguns o acusaram de covardia. Outros elogiaram sua prudência. Um terceiro grupo afirmou que ele havia inaugurado uma nova corrente de pensamento.
Mauro, que ainda o seguia nas redes, enviou uma única mensagem:
“Excelente posicionamento. Posso oferecer exclusividade?”
Fonte: Banca Elaboradora
I – No trecho “Mauro explicou que contradições podiam ser reclassificadas como ‘evolução de pensamento’”, a oração iniciada por “que” é subordinada substantiva objetiva direta.
II – No período “Os parentes silenciavam quando ele começava uma frase”, a oração iniciada por “quando” é subordinada adjetiva restritiva.
III – No período “Tinha terceirizado o argumento e, sem notar, também adiara o afeto”, a segunda oração é coordenada sindética aditiva e possui o mesmo sujeito elíptico da primeira.
IV – No segmento “embora tivesse solicitado a retirada de uma”, a conjunção introduz uma oração subordinada adverbial concessiva.
V – Na pergunta elíptica “E se me fizerem perguntas?”, a conjunção “se” introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
Estão corretas, apenas, as afirmativas: