Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q4359883 Português

        O Brasil foi escolhido como ponto de partida na América Latina para o lançamento da campanha global #FaçaUmaEscolhaSegura, promovida pela ONU. Conforme o órgão, o objetivo é chamar atenção para a crise da violência no trânsito. A ação, liderada por Jean Todt, enviado especial do secretário-geral da ONU para a segurança viária, busca mobilizar governos, sociedade civil e setor privado em torno da meta de reduzir pela metade as mortes no trânsito até 2030.

        Com uma taxa de mortalidade de 15,7 por 100 mil habitantes, o Brasil está entre os países com piores índices nas Américas. Pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por cerca de 60% das vítimas fatais. Portanto, a nova campanha chega em um momento de alerta. E ela se inaugura logo após a ONU renovar sua resolução sobre segurança viária durante conferência realizada entre os dias 18 e 20 de fevereiro de 2025, em Marrakech, no Marrocos. O lançamento da campanha no Brasil ocorreu em 27 de junho de 2025, em São Paulo.

        Segundo Todt, os acidentes de trânsito continuam sendo a principal causa de morte entre crianças e jovens de 5 a 29 anos de idade no mundo, e, conforme a Organização Pan-Americana de Saúde, apenas em 2021, mais de 145 mil pessoas morreram nas estradas das Américas, o que representa 12% do total global.

        Além disso, o custo social e econômico desses acidentes também é alto. De acordo com o Banco Mundial, eles representam até 6% do PIB em alguns países das Américas. A América Latina, uma das regiões mais urbanizadas do planeta, enfrenta desafios significativos em mobilidade urbana. Ainda que tenha havido uma queda de 9,37% nas mortes no trânsito na última década, esse ritmo não é suficiente para atingir as metas da ONU.

        Segundo os organizadores da campanha, as soluções para o problema já são conhecidas, como fiscalização mais rigorosa, investimento em educação, infraestrutura segura, transporte público de qualidade, ciclovias, passagens para pedestres e ações pós-acidente. Um relatório da Bloomberg Philanthropies estima que 25 mil vidas podem ser salvas até 2030 com a adoção de normas mínimas de segurança viária no Brasil, na Argentina, no México e no Chile.


Internet: <mobilidade.estadao.com.br> (com adaptações). 

Julgue o item que se segue, a respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente.


A correção gramatical, os sentidos originais e as relações sintáticas do texto seriam preservados caso seu último período fosse assim reescrito: De acordo com relatório da Bloomberg Philanthropies, estima-se que, caso sejam adotadas normas mínimas de segurança viária no Brasil, na Argentina, no México e no Chile, 25 mil vidas poderão ser salvas até 2030.

Alternativas
Q4358141 Português
Considerando as regras de pontuação da norma-padrão da língua portuguesa e os sentidos decorrentes de seu emprego, analise as afirmativas a seguir.
I. Em “Quando terminou a reunião, os servidores deixaram a sala”, a vírgula está corretamente empregada para separar a oração subordinada adverbial temporal, anteposta à oração principal.
II. Em “Os servidores que apresentaram a documentação no prazo foram convocados para a próxima etapa”, a ausência de vírgulas está correta porque confere valor restritivo à oração em destaque, delimitando o grupo de servidores ao qual se refere a informação expressa na oração principal.
III. Em “Os candidatos, entregaram os documentos no prazo”, a vírgula está corretamente empregada para separar o sujeito “os candidatos” do restante da oração.
IV. Em “Senhores candidatos, leiam atentamente as instruções”, a vírgula está corretamente empregada para isolar o vocativo “Senhores candidatos”.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4358138 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Campanha de Proteção de Dados Pessoais: golpes e links suspeitos*

Dando continuidade à campanha de proteção de dados pessoais, apresentam-se orientações para evitar golpes do tipo phishing, isto é, fraudes que induzem a pessoa a fornecer dados privados ou a acessar links maliciosos.

Nem tudo o que chega ao seu e-mail, caixa de mensagem ou WhatsApp é confiável.

Não sabe se conhece o contato? Não clique em links nem abra arquivos anexos enviados por números desconhecidos.

Mesmo que a mensagem pareça vir de um contato conhecido, analise o contexto e os detalhes. Na dúvida, não clique: golpistas podem se passar por pessoas ou empresas confiáveis.

Leia QR Codes apenas quando tiver certeza de que a fonte é segura.

Prefira acessar sites digitando o endereço (URL) diretamente no navegador, em vez de clicar em links recebidos.

Utilize sempre conexões seguras (https).

Nunca instale aplicativos recebidos via mensagens ou links. Baixe-os nas lojas oficiais.

Bloqueie e denuncie perfis/e-mails suspeitos ou falsos.

Golpistas costumam explorar o medo e a urgência para induzir ações rápidas. Se a mensagem for alarmante ou urgente, desconfie; maiores são as chances de se tratar de uma fraude.

*Essa campanha é uma iniciativa do Comitê de Segurança da Informação e Proteção de Dados do TRT-6.

Considerando o emprego do vocábulo “se” nos trechos retirados do texto, analise as assertivas a seguir.
I. Em “apresentam-se orientações para evitar golpes do tipo phishing”, o “se” é uma partícula apassivadora.
II. Em “Não sabe se conhece o contato?”, o “se” é uma conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
III. Em “Se a mensagem for alarmante ou urgente, desconfie”, o termo “se” introduz uma oração subordinada adverbial condicional.
IV. Em “maiores são as chances de se tratar de uma fraude”, o termo “se” é uma partícula apassivadora.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4357087 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:


Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa


Especialistas brasileiros, espanhóis e argentinos alertam contra generalizações e diretor de Observatório da Discriminação Racial no Futebol questiona: 'Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo?'

Por Lucas Altino
19/07/2026


Mais uma vez sem o Brasil na final da Copa do Mundo, torcedores passaram ___ reunir argumentos para escolher entre Argentina e Espanha na decisão de hoje. ___ rivalidade, ___ idolatria por Messi e ___ preferência por estilos de jogo somou-se uma questão mais profunda: o racismo. Casos protagonizados por argentinos alimentam ___ rejeição ___ seleção campeã mundial, enquanto a perseguição sofrida por Vini Jr. nos estádios espanhóis impede que o adversário seja tratado como uma escolha moralmente simples. Para especialistas, o debate pode ampliar ___ conscientização, mas se torna uma armadilha quando reduz um país inteiro ao comportamento de parte de sua população e transforma o racismo num problema sempre atribuído ao outro.

[...]

A discussão não se limita às arquibancadas. Depois do título da Copa América de 2024, Enzo Fernández transmitiu uma celebração de jogadores argentinos com um canto racista contra atletas franceses. O episódio ajuda a explicar por que a falta de manifestações mais contundentes de integrantes da seleção, especialmente Messi, passou a ser interpretada por brasileiros como omissão diante do problema. Nesta Copa, porém, não houve até agora acusação de ato racista praticado por jogadores argentinos.

Durante a fase de grupos, a Fifa identificou 89 mil mensagens ofensivas nas redes sociais, aumento de 33% em relação ao mesmo período da Copa de 2022. Segundo a entidade, 11% tinham caráter racista. Para Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, os números contrastam com a falta de informações sobre punições concretas.

[...]

— O grande problema é generalizar todo argentino como racista. Isso é perigoso e não contribui para o debate. No Brasil, o debate é mais avançado, enquanto na Argentina dizem que os atos racistas fazem parte do folclore. A diferença está nas ações das entidades — explicou.

A comparação com a Espanha reforça a contradição. Vini Jr. tornou-se alvo de uma das perseguições racistas mais televisionadas do futebol recente. Em 2023, os ataques provocaram uma reação diplomática e cobranças públicas do presidente Lula. No ano seguinte, três torcedores do Valencia foram condenados a oito meses de prisão e proibidos de frequentar estádios por dois anos. Foi a primeira condenação desse tipo na Espanha, seguida por outras punições. As medidas representam respostas concretas, mas não necessariamente uma mudança estrutural. Antumi Toasijé, historiador e professor da Universidade de Nova York em Madri, considera as condenações insuficientes porque não foram acompanhadas por alterações na legislação ou por novas políticas públicas.

[...]

Toasijé também criticou as declarações do ex-primeiro-ministro da Espanha Mariano Rajoy, que disse que a seleção francesa não seria composta por franceses.

— Esse tipo de declaração contribui para o crescimento do racismo. Ela expressa uma ideia presente em parte da sociedade de que uma pessoa não branca não pode ser europeia. A política está relacionada ao futebol e o esporte também está relacionado à política. Enquanto não houver medidas contundentes para enfrentar o racismo, esse tipo de incidente continuará acontecendo e tende a aumentar.


Olhar o próprio espelho

O historiador brasileiro Delton Aparecido Felipe, da Universidade Estadual de Maringá e coordenador de políticas de ações afirmativas dos pesquisadores negros, também rejeita a tentativa de eleger um país como símbolo único do problema. Embora reconheça diferenças entre as sociedades e considere o Brasil mais avançado na adoção de mecanismos de combate, ele defende que a comparação se concentre nas respostas institucionais.

— O racismo é uma estrutura de poder que perpassa todas as culturas nacionais. Eleger só um país como racista é perder o foco. O racismo atravessa as sociedades ocidentais, o Brasil, a Espanha, a Inglaterra, a Argentina. O foco da discussão tem que ser o que está sendo feito para combatê-lo institucionalmente, sejam os países ou os responsáveis pelos eventos — explica o especialista, que também criticou as generalizações — Na Argentina, por exemplo, existe movimento negro organizado. O Brasil, com suas estratégias e dispositivos de combate, está anos luz à frente da Argentina, mas não é verdade que todo argentino é racista.

Para Marcelo Carvalho, a facilidade de apontar o racismo estrangeiro também permite ao brasileiro evitar o próprio reflexo. A indignação despertada durante a Copa só terá consequência, diz, se sobreviver à competição e alcançar os casos registrados cotidianamente no futebol nacional:

— O brasileiro debate mais o racismo quando não é o nosso racismo, o racista é sempre o outro. Quando passar a Copa, vamos olhar para o nosso umbigo e discutir o racismo que existe aqui ou vamos nos silenciar de novo?

[...]


Fonte: Adaptado de O Globo. ALTINO, Lucas. Espanha x Argentina: como o racismo virou argumento (e armadilha) para decidir torcida na final da Copa. 19 jul. 2026. Disponível em: https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/07/19/espanha-x-argentinacomo-o-racismo-virou-argumento-e-armadilha-paradecidir-torcida-na-final-da-copa.ghtml. 
A conjunção destacada no trecho abaixo tem valor concessivo, relacionando duas orações por meio de uma subordinação. Qual das alternativas que apresenta conjunção que substitua a partícula do enunciado, mantendo seu sentido, mesmo que necessite de alguma alteração vocabular para posterior correção gramatical:

Embora reconheça diferenças entre as sociedades e considere o Brasil mais avançado na adoção de mecanismos de combate, ele defende que a comparação se concentre nas respostas institucionais.

Alternativas:
Alternativas
Q4351571 Português

Texto para a questão.

 

Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana

 

A presença crescente de microplásticos no meio ambiente deixou de ser apenas uma preocupação ecológica para se transformar em um problema de saúde pública e de gestão global de resíduos. Estudos recentes identificaram partículas plásticas microscópicas em pulmões, sangue, placentas e tecidos cardíacos humanos, evidenciando que a poluição plástica ultrapassou os limites dos oceanos e passou a integrar o cotidiano biológico das populações. Além disso, pesquisadores alertam que essas partículas podem transportar substâncias tóxicas, provocar inflamações celulares e ampliar desequilíbrios ambientais já existentes.

A expansão do consumo descartável e a dependência econômica de materiais sintéticos intensificaram a circulação de resíduos plásticos em escala mundial. Em grandes centros urbanos, o descarte inadequado de embalagens e produtos industrializados favorece a fragmentação do plástico em partículas invisíveis, posteriormente disseminadas pelo ar, pela água e pelos alimentos. Ainda que campanhas de conscientização ambiental tenham se tornado mais frequentes, especialistas observam que a resposta institucional permanece insuficiente diante da velocidade com que a contaminação avança.

Outro aspecto preocupante relaciona-se aos impactos econômicos e sociais decorrentes da poluição plástica. Setores ligados à pesca, ao turismo e à produção agrícola vêm registrando prejuízos associados à contaminação de ecossistemas e à redução da biodiversidade. Paralelamente, pesquisadores defendem a necessidade de políticas públicas capazes de ampliar sistemas de reciclagem, estimular alternativas biodegradáveis e fortalecer mecanismos de fiscalização ambiental. Nesse cenário, o debate sobre microplásticos deixou de ocupar espaço exclusivamente científico e passou a integrar discussões estratégicas sobre sustentabilidade, saúde coletiva e responsabilidade socioambiental.


Fonte: FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana. Revista Pesquisa FAPESP, São Paulo, out. 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactos-dos-microplasticos-sobre-a-saude-humana. Acesso em: 11 maio 2026.

No trecho “Ainda que campanhas de conscientização ambiental tenham se tornado mais frequentes, especialistas observam que a resposta institucional permanece insuficiente”, a correlação entre tempos e modos verbais estabelece uma relação de concessão. Assinale a alternativa que apresenta uma reescritura que preserva a correção gramatical e o sentido original do período.
Alternativas
Q4351216 Português


STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 2026.

Assinale a alternativa que apresenta o sentido expresso pela oração reduzida destacada no trecho "É descobrir que a parede, bem olhada, sempre foi janela" (linhas 27-28).
Alternativas
Q4351210 Português


STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 2026.

Assinale a alternativa que reescreve o período: "Quanto mais você mastigar, mais ativos estarão seu cérebro e seu corpo" (linha 10), de modo a manter o sentido que apresenta no contexto. 
Alternativas
Q4349245 Português

Texto CB1A1


    Admito que a tendência do progresso mecânico é realmente tornar a vida segura e agradável. Isso pode ser questionado, pois, a qualquer momento, o efeito de alguma recente invenção mecânica pode parecer seu exato oposto. Vejamos, por exemplo, a transição do cavalo para o veículo a motor. À primeira vista, poderíamos dizer, considerando o número enorme de mortes no trânsito, que o carro a motor não tende a fazer a vida mais segura. Mais ainda, é preciso ser tão durão para ser piloto de corridas off-road quanto para ser campeão de rodeios ou montar um puro-sangue no Grande Prêmio. Mesmo assim, a tendência de todas as máquinas é se tornarem mais seguras e mais fáceis de manejar. 


    O perigo dos acidentes desapareceria se decidíssemos atacar seriamente nosso problema de planejamento das estradas, o que faremos mais cedo ou mais tarde; e, enquanto isso, o carro a motor evoluiu até o ponto em que qualquer pessoa que não seja cega é capaz de dirigi-lo depois de algumas aulas. Mesmo agora, é preciso muito menos coragem e habilidade para dirigir um carro razoavelmente bem do que para montar a cavalo razoavelmente bem; daqui a vinte anos, talvez não seja necessária nenhuma coragem ou habilidade. Portanto, deve-se dizer que, considerando-se a sociedade como um todo, o resultado da transição do cavalo para o carro tem sido tornar a humanidade mais frouxa, flácida.


    E agora alguém apresenta outra invenção — o avião, por exemplo, que não parece, à primeira vista, tornar a vida mais segura. Os primeiros homens que voaram em aviões eram superlativamente corajosos, e até hoje é preciso ter nervos excelentes para ser piloto. Mas aqui entra em ação a mesma tendência que acabo de mencionar. O avião, tal como o carro, se tornará à prova de erros; pois um milhão de engenheiros estão trabalhando, de maneira quase inconsciente, nessa direção. E por fim — é este o objetivo, embora talvez nunca seja atingido — teremos um avião cujo piloto não precisa de mais habilidade ou coragem que um bebê em seu carrinho. E todo o progresso mecânico segue, e deve seguir, nessa direção. Uma máquina evolui tornando-se mais eficiente, isto é, mais à prova de erros; portanto, o objetivo do progresso mecânico é um mundo à prova de erros e à prova de tolos — o que pode, ou não, significar um mundo habitado por tolos. 


George Orwell. O caminho para Wigan Pier. Tradução: Isa Mara Lando.

São Paulo: Companhia das Letras, 2010 [primeira publicação: 1937] (com adaptações). 




Julgue o item que se segue, relativo a aspectos linguísticos do texto CB1A1.

Em "o carro a motor evoluiu até o ponto em que qualquer pessoa que não seja cega é capaz de dirigi-lo depois de algumas aulas" (segundo parágrafo), o trecho "até o ponto em que" poderia, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto, ser substituído por a tal ponto que. 
Alternativas
Q4345876 Português
Texto para a questão


Leia o excerto a seguir, retirado da letra da música “Peão Todo Tatuado”.


Ela não vai pro rodeio pra ver montaria

Ela não vai pro rodeio pra beber cachaça

Sabe o que que ela tá interessada?

Sabe o que que ela quer?

Peão todo tatuado

Beijo de paieiro, perfume de mato

Me pega de jeito, me prende no laço

Eu adoro


FAGUNDES, Mariana; JENINHO. Peão Todo Tatuado. In: álbum homônimo, 2022.
Nas frases “Ela não vai pro rodeio pra ver montaria/ Ela não vai pro rodeio pra beber cachaça”, a palavra “pra” estabelece uma relação de
Alternativas
Q4345177 Português
Leia o Texto:


Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


Fonte: Crônica do Amor - Por Arnaldo Jabour
No início do texto, encontra-se a construção: “

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.”

A expressão “caso contrário” estabelece, entre as ideias apresentadas, uma relação de:
Alternativas
Q4345003 Português
No período “À medida que o prazo diminuía, aumentava a preocupação dos candidatos”, a oração destacada expressa fatos que evoluem simultaneamente. Ela classifica-se como subordinada adverbial: 
Alternativas
Q4344997 Português
Considere o período:

"Visto que a estiagem severa reduziu o volume das represas a níveis críticos, a prefeitura determinou o racionamento temporário de água em três bairros."

No arranjo argumentativo do período, o segmento em destaque expressa, em relação à determinação da prefeitura, uma ideia de:
Alternativas
Q4344736 Português
Q1_10.png (825×627)

CARDOSO, Juraciara Vieira. A vida útil. Estado de Minas. 20/07/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/vitalidade/2026/07/7463360-a-vida-util.html. Acesso em 12 set. 2026.
Assinale a alternativa que reescreve, mantendo o sentido, o trecho "...eu, ainda que não fosse solicitada, já estava a postos para oferecer ajuda" (linhas 05-06).
Alternativas
Q4344689 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.





Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida pública. 266 crônicas datadas. Porto Alegre: L&PM, 1995. 

Assinale a alternativa que apresenta o valor semântico dos nexos coesivos Mas (l. 03), embora (l. 11) e se (l. 36). 
Alternativas
Q4344576 Português
Leia atentamente a oração de referência apresentada a seguir:
"À medida que os investimentos em infraestrutura avançavam, os indicadores de desenvolvimento do município apresentavam resultados mais expressivos."
Considerando a estrutura sintática e a relação semântica estabelecida entre as duas orações que compõem o período, identifique o tipo de oração subordinada adverbial empregado na oração destacada.
Alternativas
Q4344400 Português
Se o professor reorganiza constantemente suas práticas pedagógicas a partir das evidências produzidas pela avaliação, amplia as possibilidades de promover aprendizagens significativas. Nesse contexto, a oração subordinada introduzida por “Se” estabelece relação de: 
Alternativas
Q4344394 Português
Analise o período: “Embora o planejamento pedagógico previsse diferentes estratégias de ensino, parte significativa dos estudantes permaneceu apresentando dificuldades na consolidação das habilidades previstas.” A relação lógico-semântica estabelecida pela oração destacada permite concluir que ela expressa ideia de: 
Alternativas
Q4344113 Português
Analise o texto a seguir:
Se eu não te amasse tanto assim Talvez perdesse os sonhos dentro de mim E vivesse na escuridão Se eu não te amasse tanto assim Talvez não visse flores por onde eu vim Dentro do meu coração
Herbert Viana e Paulo Sérgio Valle
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) com base no texto.
( ) Os verbos sublinhados estão no pretérito imperfeito do subjuntivo.
( ) As sentenças com os verbos sublinhados expressam hipóteses.
( ) O termo “se” exerce a função de pronome reflexivo.
( ) As palavras “talvez” e “dentro” atuam como advérbio de dúvida e de modo, respectivamente.
( ) A flexão verbal “vim” está na 1ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4343166 Português
O dicionário

Era uma vez um tanoeiro, demagogo, chamado Bernardino, o qual em cosmografia professava a opinião de que este mundo é um imenso tonel de marmelada, e em política pedia o trono para a multidão. Com o fim de a pôr ali, pegou de um pau, concitou os ânimos e deitou abaixo o rei; mas, entrando no paço, vencedor e aclamado, viu que o trono só dava para uma pessoa, e cortou a dificuldade sentando-se em cima.
– Em mim – bradou ele –, podeis ver a multidão coroada. Eu sou vós, vós sois eu.
O primeiro ato do novo rei foi abolir a tanoaria, indenizando os tanoeiros, prestes a derrubá-lo, com o título de Magníficos. O segundo foi declarar que, para maior lustre da pessoa e do cargo, passava a chamar-se, em vez de Bernardino, Bernardão. Particularmente encomendou uma genealogia a um grande doutor dessas matérias, que em pouco mais de uma hora o entroncou a um tal ou qual general romano do século IV, Bernardus Tanoarius; – nome que deu lugar à controvérsia, que ainda dura, querendo uns que o rei Bernardão tivesse sido tanoeiro, e outros, que isto não passe de uma confusão deplorável com o nome do fundador da família. Já vimos que esta segunda opinião é a única verdadeira.
Como era calvo desde verdes anos, decretou Bernardão que todos os seus súbditos fossem igualmente calvos, ou por natureza ou por navalha, e fundou esse ato em uma razão de ordem política, a saber, que a unidade moral do Estado pedia a conformidade exterior das cabeças. Outro ato em que revelou igual sabedoria foi o que ordenou que todos os sapatos do pé esquerdo tivessem um pequeno talho no lugar correspondente ao dedo mínimo, dando assim aos seus súditos o ensejo de se parecerem com ele, que padecia de um calo. O uso dos óculos em todo o reino não se explica de outro modo, senão por uma oftalmia que afligiu a Bernardão, logo no segundo ano do reinado. A doença levou-lhe um olho, e foi aqui que se revelou a vocação poética de Bernardão, porque, tendo-lhe dito um dos seus dois ministros, chamado Alfa, que a perda de um olho o fazia igual a Aníbal – comparação que o lisonjeou muito –, o segundo ministro, Ômega, deu um passo adiante, e achou-o superior a Homero, que perdera ambos os olhos. Esta cortesia foi uma revelação; e como isto prende com o casamento, vamos ao casamento.
Tratava-se, em verdade, de assegurar a dinastia dos Tanoarius. Não faltavam noivas ao novo rei, mas nenhuma lhe agradou tanto como a moça Estrelada, bela, rica e ilustre. Esta senhora, que cultivava a música e a poesia, era requestada por alguns cavalheiros, e mostrava-se fiel à dinastia decaída. Bernardão ofereceu-lhe as coisas mais suntuosas e raras, e, por outro lado, a família bradava-lhe que uma coroa na cabeça valia mais que uma saudade no coração; que não fizesse a desgraça dos seus, quando o ilustre Bernardão lhes acenava com o principado; que os tronos não andavam a rodo, e mais isto, e mais aquilo. Estrelada, porém, resistia à sedução.
Não resistiu muito tempo, mas também não cedeu tudo. Como entre os seus candidatos preferia secretamente um poeta, declarou que estava pronta a casar, mas seria com quem lhe fizesse o melhor madrigal, em concurso. Bernardão aceitou a cláusula, louco de amor e confiado em si: tinha mais um olho que Homero, e fizera a unidade dos pés e das cabeças.
Concorreram ao certame, que foi anônimo e secreto, vinte pessoas. Um dos madrigais foi julgado superior aos outros todos; era justamente o do poeta amado. Bernardão anulou por um decreto o concurso, e mandou abrir outro; mas então, por uma inspiração de insigne maquiavelismo, ordenou que não se empregassem palavras que tivessem menos de trezentos anos de idade. Nenhum dos concorrentes estudara os clássicos: era o meio provável de os vencer.
Não venceu ainda assim porque o poeta amado leu à pressa o que pôde, e o seu madrigal foi outra vez o melhor. Bernardão anulou esse segundo concurso; e, vendo que no madrigal vencedor as locuções antigas davam singular graça aos versos, decretou que só se empregassem as modernas e particularmente as da moda. Terceiro concurso, e terceira vitória do poeta amado.
Bernardão, furioso, abriu-se com os dois ministros, pedindo-lhes um remédio pronto e enérgico, porque, se não ganhasse a mão de Estrelada, mandaria cortar trezentas mil cabeças. Os dois, tendo consultado algum tempo, voltaram com este alvitre:
– Nós, Alfa e Ômega, estamos designados pelos nossos nomes para as cousas que respeitam à linguagem. A nossa ideia é que Vossa Sublimidade mande recolher todos os dicionários e nos encarregue de compor um vocabulário novo, que lhe dará a vitória.
Bernardão assim fez, e os dois meteram-se em casa durante três meses, findos os quais depositaram nas augustas mãos a obra acabada, um livro a que chamaram Dicionário de Babel, porque era realmente a confusão das letras. Nenhuma locução se parecia com a do idioma falado; as consoantes trepavam nas consoantes, as vogais diluíam-se nas vogais, palavras de duas sílabas tinham agora sete e oito, e vice-versa, tudo trocado, misturado, nenhuma energia, nenhuma graça, uma língua de cacos e trapos.
– Obrigue Vossa Sublimidade esta língua por um decreto, e está tudo feito.
Bernardão concedeu um abraço e uma pensão a ambos, decretou o vocabulário, e declarou que ia fazer-se o concurso definitivo para obter a mão da bela Estrelada. A confusão passou do dicionário aos espíritos; toda a gente andava atônita. Os farsolas cumprimentavam-se na rua pelas novas locuções: diziam, por exemplo, em vez de: Bom dia, como passou? – Pflerrgpxx, rouph, aa? A própria dama, temendo que o poeta amado perdesse afinal a campanha, propôs-lhe que fugissem; ele, porém, respondeu que ia ver primeiro se podia fazer alguma coisa. Deram noventa dias para o novo concurso e recolheram-se vinte madrigais. O melhor deles, apesar da língua bárbara, foi o do poeta amado. Bernardão, alucinado, mandou cortar as mãos aos dois ministros e foi a única vingança. Estrelada era tão admiravelmente bela, que ele não se atreveu a magoá-la, e cedeu.
Desgostoso, encerrou-se oito dias na biblioteca, lendo, passeando ou meditando. Parece que a última coisa que leu foi uma sátira do poeta Garção, e especialmente estes versos, que pareciam feitos de encomenda:
O raro Apeles,
Rubens e Rafael, inimitáveis
Não se fizeram pela cor das tintas;
A mistura elegante os fez eternos.

(ASSIS, Machado de. Páginas Recolhidas. Rio de Janeiro: Garnier, 1899. Adaptado.)
No período “Como era calvo desde verdes anos, decretou Bernardão que todos os seus súbditos fossem igualmente calvos, ou por natureza ou por navalha, [...]” (4º§), a disposição das orações e dos conectivos estabelece uma específica arquitetura lógica e gramatical. Sob a perspectiva da sintaxe do período composto, assinale a afirmativa que analisa corretamente as relações de subordinação e a função dos termos nessa estrutura.
Alternativas
Q4342872 Português

Leia o texto a seguir.



Nepal pede ação global contra aquecimento do clima após tragédia no Himalaia



País quer apoio internacional para enfrentar incertezas climáticas e ampliar a resposta aos desastres



    O ministro nepalês dos Negócios Estrangeiros, Shisir Khanal, pediu neste sábado um esforço global para enfrentar as alterações climáticas. Segundo ele, o Nepal é uma das principais vítimas do aquecimento global, embora contribua com menos de 0,01% das emissões de gases de efeito estufa.

    A manifestação ocorre após o colapso de uma geleira no Himalaia, na última quarta-feira, que desencadeou uma enxurrada devastadora na fronteira entre o Nepal e o Tibete. O desastre deixou pelo menos 683 mortos e mais de 3 mil desaparecidos, ampliando a pressão sobre as autoridades locais e sobre a comunidade internacional.

    Shisir Khanal informou que o Nepal pretende analisar o ocorrido em um mecanismo conjunto com investigadores chineses. Ele disse ainda que as conversas para criar um sistema de alerta em áreas mais vulneráveis já estavam em andamento antes da tragédia desta semana.

    O correspondente ambiental da BBC, Navin Singh Khadka, avalia que, nos próximos dias, será possível entender melhor o peso das alterações climáticas no colapso da geleira. Estudos recentes apontam para um degelo acelerado no Himalaia, e um levantamento divulgado em março indica que as taxas de derretimento na região dobraram desde 2000.



Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2026/08/1060747-nepal-pede-esforco-globalapos-colapso-de-geleira-no-himalaia.html. Acesso em 01/09/2026. Excerto. 

“Segundo ele, o Nepal é uma das principais vítimas do aquecimento global, embora contribua com menos de 0,01% das emissões de gases de efeito estufa” (1º parágrafo). O termo em destaque veicula sentido de:
Alternativas
Respostas
1: E
2: E
3: A
4: A
5: D
6: B
7: D
8: C
9: E
10: C
11: C
12: A
13: B
14: E
15: A
16: C
17: B
18: B
19: C
20: C