Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q4437818 Português
No período "Embora o prazo tenha sido prorrogado, muitos candidatos entregaram os documentos antes da data inicialmente prevista", a oração iniciada por "Embora" classifica-se como: 
Alternativas
Q4434958 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4434671 Português
Sobre o período “Apesar de o motorista ter dirigido rápido, a passageira chegou atrasada a seu destino.”, é correto afirmar:  
Alternativas
Q4434502 Português
No período "Embora o prazo tenha sido prorrogado, muitos candidatos entregaram os documentos antes da data inicialmente prevista", a oração iniciada por "Embora" classifica-se como: 
Alternativas
Q4432912 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
Em “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”, a forma verbal destacada expressa:
Alternativas
Q4432908 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
Em “O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15%”, a locução conjuntiva destacada estabelece, no contexto, uma relação de sentido de:
Alternativas
Q4432907 Português
TEXTO

CLIMA EXTREMO AFETA O BOLSO DO CONSUMIDOR NO MUNDO


   Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados no planeta. Essa mudança climática se manifesta em eventos extremos, como ondas de calor e incêndios florestais. Mas menos evidentes são os preços mais altos e os salários menores associados a um mundo cada vez mais quente. Segundo um estudo de 2026 da MIT Sloan School of Management e da UCLA School of Law, as mudanças climáticas já elevaram as despesas médias das famílias americanas em 900 dólares por ano, chegando a mais de 1,3 mil dólares em um de cada dez condados dos Estados Unidos.

   Esses custos não existiriam em um mundo sem mudanças climáticas. Eles incluem o aumento dos seguros residenciais (em média 600 dólares mais caros), a elevação de impostos estaduais e federais devido aos custos de recuperação de desastres ou aos impactos da fumaça dos incêndios florestais sobre a saúde, por exemplo. “A inação climática não é apenas um fracasso ambiental; ela funciona como um imposto sobre todas as famílias americanas”, escreveram os pesquisadores.

   Um relatório de 2024 do Instituto Potsdam para Pesquisa sobre Impactos Climáticos, na Alemanha, estimou que os danos das mudanças climáticas à agricultura, à infraestrutura e à saúde, bem como as perdas de produtividade, podem custar à economia mundial 38 trilhões de dólares por ano até 2050. Mas de que forma os eventos climáticos extremos impulsionados pelas mudanças do clima já afetaram salários e orçamentos familiares?

   “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, afirmou Derek Lemoine, professor de economia da Universidade do Arizona, que estimou uma redução de 12% na renda dos americanos à medida que as temperaturas globais aumentaram. A comparação é feita com um cenário sem mudanças climáticas.

  Lemoine mostra como extremos de temperatura em um condado dos Estados Unidos estão provocando impactos econômicos em cascata em localidades distantes com clima mais ameno, devido à interconexão do comércio e das cadeias de suprimentos. “Muitos estudos analisam as mudanças climáticas como se elas alterassem o clima em apenas um ano e em um único lugar por vez”, disse Lemoine.

    Em vez disso, ele busca entender como, se uma onda de calor destruir plantações de milho em todo o território americano, outras indústrias que dependem desse milho, incluindo produtores de gado e de alimentos, serão afetadas à medida que a commodity se tornar mais escassa e mais cara. “À medida que os custos dos produtores afetados em toda a cadeia de suprimentos do milho aumentam”, disse Lemoine, “isso fará com que a renda de todos os que dependem deles diminua”.

    Os impactos do clima sobre o comércio também já são sentidos na Alemanha, onde os níveis recordes de baixa do rio Reno, a via navegável interior mais movimentada da Europa, podem reduzir em até 0,2% a produção econômica alemã no terceiro trimestre de 2026, observou o Instituto Kiel para a Economia Mundial em julho.

    O clima seco prolongado associado às mudanças climáticas é o responsável, já que a capacidade de transporte caiu para apenas 15% em alguns trechos do rio que conecta o maior porto da Europa, em Roterdã, na Holanda, a grande parte do oeste da Alemanha.

   Um estudo australiano também analisa como mudanças climáticas amplas, e não apenas choques locais provocados por eventos extremos isolados, levaram gradualmente à queda da produtividade e da produção econômica.

   Timothy Neal, pesquisador do Instituto para Risco e Resposta Climática da Universidade de New South Wales, na Austrália, foi coautor de um relatório que mostra que o aquecimento global reduziu a produção econômica do estado de NSW em cerca de 18% em média, o equivalente a 21.288 dólares australianos por pessoa em 2024. “Os danos já foram bastante severos”, disse Neal, acrescentando que, em um cenário sem aquecimento global, os cidadãos teriam “preços mais baixos para os alimentos” e “menos pobreza”.

   O relatório menciona secas em partes de NSW em meados e no final da década de 2010 que reduziram a produtividade em todo o estado em até 10 bilhões de dólares australianos, devido à queda das colheitas e da renda agrícola, ao aumento dos custos da água e à maior dependência de assistência governamental.

   Esses impactos financeiros se acumularam ao longo do tempo em toda a economia do estado, influenciando os custos de alimentos, seguros e manutenção de infraestrutura. Nas palavras do relatório, esses efeitos também “agravam pressões econômicas já existentes e contribuem para ampliar as disparidades entre regiões”, o que significa aumento da desigualdade de renda e riqueza.

   “A ação climática não deve ser vista apenas como uma questão ambiental, mas também como uma decisão economicamente sensata”, afirmou Frank Jotzo, economista e comissário da Comissão Net Zero de NSW, que trabalha para descarbonizar o estado e encomendou o estudo citado acima.

   Ao se referir a “investimentos defensivos contra as mudanças climáticas”, como o reforço de estradas, ferrovias e infraestrutura de transporte marítimo para adaptação a um mundo mais quente, Jotzo acrescentou que “se não fosse pelas mudanças climáticas, poderíamos estar investindo esse dinheiro e esse esforço em outras coisas”. No entanto, medidas de adaptação, como a ampliação das áreas verdes nas cidades para reduzir os efeitos das ilhas de calor, serão fundamentais para evitar impactos econômicos muito mais severos no futuro.

    As ondas de calor europeias de 2026, por exemplo, já custaram cerca de 180 bilhões de euros, valor equivalente a todo o crescimento econômico projetado para a União Europeia neste ano, segundo uma análise. A adaptação também envolverá o fortalecimento dos sistemas de saúde e da rede hospitalar para enfrentar os efeitos das ondas de calor, que reduzem a produtividade à medida que trabalhadores submetidos ao estresse térmico se cansam mais rapidamente ou têm dificuldade para dormir, observou Jotzo.

    Mas Lemoine afirma que a adaptação ao declínio econômico provocado pelas mudanças climáticas é tão “cara por si só” que pode agravar a perda de renda e ser ineficaz se não for implementada de forma abrangente. Somente quando “todos os lugares” estiverem protegidos dos eventos climáticos extremos, será possível enfrentar os impactos econômicos em cascata, diz ele.

    Ainda assim, tanto a adaptação quanto uma rápida redução das emissões que aquecem o planeta são necessárias para evitar perdas de renda impulsionadas pelas mudanças climáticas, que tendem a se agravar se o aquecimento global ultrapassar as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Mudanças climáticas sem controle criariam um peso permanente sobre os salários e a produtividade”, concluiu Jotzo.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/clima-extremoafeta-o-bolso-do-consumidor-no-mundo/a-79320943>.
Adaptado. Acesso em: 22 de setembro de 2026.
No trecho “Se não conseguirmos descobrir quanto as mudanças climáticas já estão nos custando com os dados que temos, projetar o futuro se torna quase impossível”, o emprego do termo destacado desempenha a função de:
Alternativas
Q4432851 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


  “Agora ou nunca”. Poucas expressões resumem melhor uma experiência humana universal: a sensação de que existe um instante preciso para agir e que, se o deixarmos escapar, talvez não volte. Muitas vezes, só compreendemos a importância desses momentos quando eles já passaram. E então vêm os lamentos: “Se eu tivesse dito alguma coisa naquele momento!”. Ou as recriminações: “Quando vou aprender a não abrir a boca?”. Mas também as comemorações: “Ainda bem que tive coragem”. Ou a satisfação de descobrir, depois, que uma decisão tomada no último minuto foi mesmo a correta. Os gregos antigos fizeram mais do que apenas perceber o valor desses sopros fugazes: eles deram a isso uma palavra, kairós, e criaram um conceito. Ao contrário de cronos, o tempo que avança, o do calendário e do relógio, kairós era algo mais fugidio: a ocasião oportuna que se abre e se fecha, o instante em que algo, uma palavra, uma decisão, uma ação, pode acontecer com toda a sua força ou se perder para sempre.


   Assim, enquanto cronos expressava a concepção quantitativa do tempo, a duração, a idade, a velocidade, observou o filósofo John E. Smith, da Universidade Yale, kairós simbolizava seu caráter qualitativo: a posição especial que um acontecimento ocupa em uma sequência, o momento que marca uma oportunidade que talvez não volte. Em essência, nem todo instante é igual: alguns têm peso, e esse peso não é medido em horas. Para o mundo grego, esse peso era tão importante que merecia mais do que uma palavra. Por isso, foi personificada em um deus.


     Por volta do século 4 a.C., o escultor Lísipo, um dos três grandes escultores da Grécia clássica, criou uma estátua de Kairós que se tornou famosa. Ainda que a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela (c. 310-240 a.C.), que compôs um diálogo imaginário com a estátua. Por meio dele sabemos que esse Kairós corria na ponta dos pés, pois estava sempre em movimento, com asas nos pés, como se fosse levado pelo vento. Na mão, tinha uma navalha. Seu fio, segundo a interpretação mais difundida, representava a natureza escorregadia do kairós: aquele instante crítico em que uma ação pode mudar tudo. Um segundo antes pode ser cedo demais; um segundo depois, tarde demais.


    E há um detalhe inesquecível: Kairós tinha cabelos longos e abundantes na parte da frente, caindo sobre o rosto. Mas, na parte de trás, era completamente calvo. O poeta pergunta: “Por que seus cabelos caem para a frente?”. “Para que quem me encontrar de frente possa me segurar”, responde a estátua. “Por Zeus!”, exclama o poeta, antes de perguntar: “E por que a parte de trás da cabeça é calva?”. “Para que ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás”. O fato de ser calvo atrás não era um capricho estético, mas um aviso. É possível agarrar o momento oportuno quando ele vem em sua direção, quando ainda está de frente. Depois que passa, não há como segurá-lo.


    Kairós não exige que você faça menos coisas. Ele pede que esteja presente quando as faz. Não se trata de ficar ansioso e tentar transformar cada segundo em uma oportunidade épica. Isso seria distorcer o conceito — e, além disso, seria exaustivo. Os gregos não pregavam uma urgência permanente: estavam descrevendo uma textura do tempo que inclui tanto os longos períodos do cronos comum quanto os instantes de kairós que o pontuam. Isócrates não dizia que seus alunos deveriam criar os momentos oportunos. Dizia que deveriam reconhecê-los quando surgissem.


    E reconhecê-los é, em parte, uma questão de atenção: uma escuta um pouco mais apurada, uma presença um pouco mais completa, que permite perceber, por exemplo, quando uma pessoa querida precisa ouvir “Vamos, eu sei que você consegue sozinho!” e quando precisa ouvir “Não se preocupe, eu ajudo você”. Também não significa viver esperando que as condições sejam perfeitas porque, paradoxalmente, essa seria outra forma de perder o momento. A arte está em reconhecer quando algo está pronto para ser dito, feito, iniciado ou concluído.


(VENTURA, Dalla. Por que o deus grego Kairós segue importante em momentos-chave da vida. Jornal BBC News Brasil, 06.08.2026. Adaptado).

Analise as frases abaixo para responder à questão.


“Ainda que” a obra em si tenha se perdido, ela permaneceu na memória graças a textos como os do poeta Posídipo de Pela.


“Para que” ninguém, depois que eu tiver passado correndo com meus pés alados, possa me agarrar por trás.



Os termos destacados acima podem ser classificados, respectivamente, como de

Alternativas
Q4431526 Português
No período "Embora o prazo tenha sido prorrogado, muitos candidatos entregaram os documentos antes da data inicialmente prevista", a oração iniciada por "Embora" classifica-se como:
Alternativas
Q4431450 Português
Leia o texto a seguir:


Eclipse solar total encanta milhões de pessoas do Ártico à Espanha


Fenômeno raro foi visto em países como Rússia, Islândia e Espanha, com tempos de totalidade distintos e grande mobilização de observadores


    Um raro eclipse solar total marcou esta quarta-feira (12) em diferentes regiões do planeta, começando pelo remoto Ártico russo e avançando em direção à Groenlândia, Islândia, Espanha e Ilhas Baleares. Durante alguns minutos, a Lua cobriu completamente o Sol nos pontos de totalidade, revelando a coroa solar e deixando o céu escurecido de forma impressionante.

    Na Europa continental, a Espanha foi o país com mais locais para acompanhar o fenômeno e concentrou grande público em vilarejos e cidades. O eclipse total foi mais longo em Gijón, nas Astúrias, com 1 minuto e 46 segundos, seguido por Burgos, Maiorca e Corunha. Em Madri, a cobertura chegou a 99,96%, o maior índice de ocultação parcial registrado no país.

    O interesse foi ainda maior porque a Europa continental não presenciava um eclipse solar total há 27 anos. Na Espanha, o último evento semelhante ocorreu em 1912, e o próximo só deverá ser visto em 2144, o que reforçou a mobilização de turistas, cientistas e entusiastas da astronomia.

    A Islândia teve o momento mais prolongado do chamado “Sol negro”, com 2 minutos e 10 segundos de totalidade em um dos pontos de observação. Na capital Reykjavik, onde um eclipse solar total não era visto desde 1433, o escurecimento durou 1 minuto e 1 segundo. 

    Na Itália, o horário do fenômeno coincidiu com o pôr do sol, impedindo a observação da totalidade. Ainda assim, houve boa cobertura parcial em cidades do norte e do sul, com destaque para Ligúria e Palermo, onde a ocultação foi bem menor.

     No Brasil, o eclipse não pôde ser visto. O próximo eclipse solar total no mundo ocorrerá em 2 de agosto de 2027 e poderá ser acompanhado por completo no sul da Espanha, no norte da África e na Arábia Saudita. Já no território brasileiro, a próxima oportunidade para ver a Lua ocultando o Sol por completo será apenas em 12 de agosto de 2045.


Fonte: https://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/2026/08/1060579-eclipsesolar-total-encanta-milhoes-de-pessoas-do-artico-a-espanha.html. Acesso em 29/09/2026. Texto adaptado 
“Ainda assim, houve boa cobertura parcial em cidades do norte e do sul, com destaque para Ligúria e Palermo, onde a ocultação foi bem menor” (5º parágrafo). Nesse trecho, a expressão em destaque veicula sentido:
Alternativas
Q4431162 Português
No período "Embora o prazo tenha sido prorrogado, muitos candidatos entregaram os documentos antes da data inicialmente prevista", a oração iniciada por "Embora" classifica-se como:
Alternativas
Q4430440 Português
No período "Embora o prazo tenha sido prorrogado, muitos candidatos entregaram os documentos antes da data inicialmente prevista", a oração iniciada por "Embora" classifica-se como:
Alternativas
Q4430142 Português
Sobre o período “Apesar de o motorista ter dirigido rápido, a passageira chegou atrasada a seu destino.”, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4429354 Português
Na frase "Embora estivesse cansado, o servidor respondeu rapidamente às solicitações", assinale a alternativa que classifica corretamente as palavras "Embora" e "rapidamente", respectivamente: 
Alternativas
Q4429278 Português

A questão refere-se ao texto produzido a seguir.


A paralisação das pesquisas com inteligência artificial


Diogo Cortiz


        Paralisar as pesquisas em inteligência artificial (IA) é impraticável e não atende a demandas urgentes. Esse assunto começou com uma carta publicada pelo instituto Future of Life, assinada por cientistas e figuras públicas como Elon Musk e Yuval Harari, pedindo que o treinamento de modelos de IA mais poderosos do que o GPT-4 — robô capaz de gerar textos sobre diversos assuntos — fosse interrompido por seis meses.


        Quando li a carta pela primeira vez, fiquei entusiasmado ao ver a assinatura de alguns acadêmicos que influenciaram minha pesquisa. Até pensei em assiná-la, não só pelos nomes aos quais faria companhia mas também porque o avanço da IA me preocupa. A tecnologia trará consequências imprevisíveis nas dimensões econômica, social, política, cultural e cognitiva.


        No entanto, após estudá-la com atenção, mudei de ideia. O conteúdo é superficial e com interesses latentes. A carta fundamenta seus argumentos em riscos hipotéticos ligados ao "longotermismo", corrente de pensamento do Vale do Silício que ignora problemas atuais para se preocupar com cenários de futuros não necessariamente inclusivos.


        A carta pergunta se devemos desenvolver mentes não humanas que eventualmente nos superem e coloquem em risco o controle da nossa civilização, um questionamento com importância especulativa, mas não aborda temas imediatos, como algoritmos discriminatórios, anotação de dados com mão de obra barata, coleta global massiva de dados e concentração de poder.


        A proposta de pausar o treinamento para conter uma possível IA super-humana desvia o foco do debate global com ênfase em transparência, responsabilidade e regulação. Além disso, seis meses não seriam suficientes nem para iniciar a discussão. É curioso observar que a OpenAI já esperou seis meses antes de liberar acesso ao seu modelo GPT-4, mas ainda assim não divulgou qualquer informação técnica sobre a IA ou os dados utilizados no treinamento.


        O problema não está na pesquisa e treinamento de IA em si, mas no seu uso comercial sem transparência e regras. Estamos no berçário dos modelos amplos de linguagem (GPT-4, LaMDA, entre outros) e é fundamental continuarmos com as pesquisas para entender o seu funcionamento, melhorar suas capacidades, reduzir seus erros e aumentar o alinhamento com os interesses da sociedade. Isso demanda pesquisas e treinamentos adicionais, porque não adianta discutir critérios éticos e de segurança sem saber como aplicá-los. 


        Além disso, pausar o treinamento em IA é impraticável devido à acirrada competição não só entre empresas do Vale do Silício, mas também entre nações. Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. A China, por exemplo, tem preocupações, regras e objetivos diferentes.


        Em vez de pedir a suspensão, precisamos demandar transparência e responsabilidade das organizações enquanto debatemos orientações e critérios para a liberação dos modelos, com foco em consequências imediatas. A IA tem potencial para criar novos paradigmas sociais, econômicos e afetivos; por isso não podemos deixar que o futuro da humanidade seja desenhado por meia dúzia de empresas.


        O que precisamos são regulações que imponham transparência e exijam que as organizações documentem e divulguem, no mínimo, os dados de treinamento e arquitetura de seus modelos. No Brasil, temos outras preocupações adicionais, como a coleta de dados de brasileiros e a concentração de poder nas mãos de poucas empresas do exterior. Nenhuma dessas questões será aprofundada com uma pausa nas pesquisas. 


Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 23 ago. 2024. (texto adaptado) 

Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência.
É correto afirmar que esse período é composto por
Alternativas
Q4429277 Português

A questão refere-se ao texto produzido a seguir.


A paralisação das pesquisas com inteligência artificial


Diogo Cortiz


        Paralisar as pesquisas em inteligência artificial (IA) é impraticável e não atende a demandas urgentes. Esse assunto começou com uma carta publicada pelo instituto Future of Life, assinada por cientistas e figuras públicas como Elon Musk e Yuval Harari, pedindo que o treinamento de modelos de IA mais poderosos do que o GPT-4 — robô capaz de gerar textos sobre diversos assuntos — fosse interrompido por seis meses.


        Quando li a carta pela primeira vez, fiquei entusiasmado ao ver a assinatura de alguns acadêmicos que influenciaram minha pesquisa. Até pensei em assiná-la, não só pelos nomes aos quais faria companhia mas também porque o avanço da IA me preocupa. A tecnologia trará consequências imprevisíveis nas dimensões econômica, social, política, cultural e cognitiva.


        No entanto, após estudá-la com atenção, mudei de ideia. O conteúdo é superficial e com interesses latentes. A carta fundamenta seus argumentos em riscos hipotéticos ligados ao "longotermismo", corrente de pensamento do Vale do Silício que ignora problemas atuais para se preocupar com cenários de futuros não necessariamente inclusivos.


        A carta pergunta se devemos desenvolver mentes não humanas que eventualmente nos superem e coloquem em risco o controle da nossa civilização, um questionamento com importância especulativa, mas não aborda temas imediatos, como algoritmos discriminatórios, anotação de dados com mão de obra barata, coleta global massiva de dados e concentração de poder.


        A proposta de pausar o treinamento para conter uma possível IA super-humana desvia o foco do debate global com ênfase em transparência, responsabilidade e regulação. Além disso, seis meses não seriam suficientes nem para iniciar a discussão. É curioso observar que a OpenAI já esperou seis meses antes de liberar acesso ao seu modelo GPT-4, mas ainda assim não divulgou qualquer informação técnica sobre a IA ou os dados utilizados no treinamento.


        O problema não está na pesquisa e treinamento de IA em si, mas no seu uso comercial sem transparência e regras. Estamos no berçário dos modelos amplos de linguagem (GPT-4, LaMDA, entre outros) e é fundamental continuarmos com as pesquisas para entender o seu funcionamento, melhorar suas capacidades, reduzir seus erros e aumentar o alinhamento com os interesses da sociedade. Isso demanda pesquisas e treinamentos adicionais, porque não adianta discutir critérios éticos e de segurança sem saber como aplicá-los. 


        Além disso, pausar o treinamento em IA é impraticável devido à acirrada competição não só entre empresas do Vale do Silício, mas também entre nações. Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. A China, por exemplo, tem preocupações, regras e objetivos diferentes.


        Em vez de pedir a suspensão, precisamos demandar transparência e responsabilidade das organizações enquanto debatemos orientações e critérios para a liberação dos modelos, com foco em consequências imediatas. A IA tem potencial para criar novos paradigmas sociais, econômicos e afetivos; por isso não podemos deixar que o futuro da humanidade seja desenhado por meia dúzia de empresas.


        O que precisamos são regulações que imponham transparência e exijam que as organizações documentem e divulguem, no mínimo, os dados de treinamento e arquitetura de seus modelos. No Brasil, temos outras preocupações adicionais, como a coleta de dados de brasileiros e a concentração de poder nas mãos de poucas empresas do exterior. Nenhuma dessas questões será aprofundada com uma pausa nas pesquisas. 


Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 23 ago. 2024. (texto adaptado) 

Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência.
A palavra embora poderá ser substituída, mantendo-se o sentido da informação, por 
Alternativas
Q4429207 Português

Leia o texto para responder à questão.

Não façam isso!

Ao que consta, pretendem retirar a língua francesa do currículo escolar. Isso me faz lembrar de uma amiga minha que foi para a Alemanha apenas sabendo francês. Como eu lhe observasse que era pouco, ela retrucou:

– Não vale a pena conhecer alemães que não saibam francês.

Na verdade, o que devemos à França não é a cultura francesa, é a cultura universal. Toda obra, para universalizar-se, teria de passar pelos tradutores franceses. Se não fosse a França, o mundo ocidental teria perdido Dostoiévski. Imagina só o que teríamos quanto ao conhecimento da alma se não conhecêssemos Dostoiévski. Nada.

Ou quase nada, acrescento a tempo. Pois acabo de lembrar-me de Shakespeare.

A minha queixa, porém, é contra os americanos.

Já disse e repito que, se há males que vêm para bem, há bens que vêm para mal. Exemplo: os Estados Unidos ganharam a guerra. Resultado: o povo, em geral, só lê os best-sellers americanos que eles nos impingem.

São tão ruins que chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação.

 

(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)

 Considere as passagens:
•  … uma amiga minha que foi para a Alemanha… (1º parágrafo)
•  Como eu lhe observasse que era pouco… (1º parágrafo)
•  Toda obra, para universalizar-se… (3º parágrafo)
•  … chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação. (7º parágrafo)
Os termos destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:
Alternativas
Q4429187 Português

A questão refere ao texto reproduzido a seguir.



A paralisação das pesquisas com inteligência artificial


Diogo Cortiz


    Paralisar as pesquisas em inteligência artificial (IA) é impraticável e não atende a demandas urgentes. Esse assunto começou com uma carta publicada pelo instituto Future of Life, assinada por cientistas e figuras públicas como Elon Musk e Yuval Harari, pedindo que o treinamento de modelos de IA mais poderosos do que o GPT-4 — robô capaz de gerar textos sobre diversos assuntos — fosse interrompido por seis meses.


    Quando li a carta pela primeira vez, fiquei entusiasmado ao ver a assinatura de alguns acadêmicos que influenciaram minha pesquisa. Até pensei em assiná-la, não só pelos nomes aos quais faria companhia mas também porque o avanço da IA me preocupa. A tecnologia trará consequências imprevisíveis nas dimensões econômica, social, política, cultural e cognitiva.


    No entanto, após estudá-la com atenção, mudei de ideia. O conteúdo é superficial e com interesses latentes. A carta fundamenta seus argumentos em riscos hipotéticos ligados ao "longotermismo", corrente de pensamento do Vale do Silício que ignora problemas atuais para se preocupar com cenários de futuros não necessariamente inclusivos.


    A carta pergunta se devemos desenvolver mentes não humanas que eventualmente nos superem e coloquem em risco o controle da nossa civilização, um questionamento com importância especulativa, mas não aborda temas imediatos, como algoritmos discriminatórios, anotação de dados com mão de obra barata, coleta global massiva de dados e concentração de poder.


    A proposta de pausar o treinamento para conter uma possível IA super-humana desvia o foco do debate global com ênfase em transparência, responsabilidade e regulação. Além disso, seis meses não seriam suficientes nem para iniciar a discussão. É curioso observar que a OpenAI já esperou seis meses antes de liberar acesso ao seu modelo GPT-4, mas ainda assim não divulgou qualquer informação técnica sobre a IA ou os dados utilizados no treinamento.


    O problema não está na pesquisa e treinamento de IA em si, mas no seu uso comercial sem transparência e regras. Estamos no berçário dos modelos amplos de linguagem (GPT-4, LaMDA, entre outros) e é fundamental continuarmos com as pesquisas para entender o seu funcionamento, melhorar suas capacidades, reduzir seus erros e aumentar o alinhamento com os interesses da sociedade. Isso demanda pesquisas e treinamentos adicionais, porque não adianta discutir critérios éticos e de segurança sem saber como aplicá-los.


    Além disso, pausar o treinamento em IA é impraticável devido à acirrada competição não só entre empresas do Vale do Silício, mas também entre nações. Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. A China, por exemplo, tem preocupações, regras e objetivos diferentes.


    Em vez de pedir a suspensão, precisamos demandar transparência e responsabilidade das organizações enquanto debatemos orientações e critérios para a liberação dos modelos, com foco em consequências imediatas. A IA tem potencial para criar novos paradigmas sociais, econômicos e afetivos; por isso não podemos deixar que o futuro da humanidade seja desenhado por meia dúzia de empresas.


    O que precisamos são regulações que imponham transparência e exijam que as organizações documentem e divulguem, no mínimo, os dados de treinamento e arquitetura de seus modelos. No Brasil, temos outras preocupações adicionais, como a coleta de dados de brasileiros e a concentração de poder nas mãos de poucas empresas do exterior. Nenhuma dessas questões será aprofundada com uma pausa nas pesquisas.



Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 23 ago. 2026. (texto adaptado) 

Considere o período reproduzido a seguir.



Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência.



A palavra embora poderá ser substituída, mantendo-se o sentido da informação, por 

Alternativas
Q4429008 Português
As questões de refere-se ao texto produzido a seguir.

A paralisação das pesquisas com inteligência artificial

Diogo Cortiz

    Paralisar as pesquisas em inteligência artificial (IA) é impraticável e não atende a demandas urgentes. Esse assunto começou com uma carta publicada pelo instituto Future of Life, assinada por cientistas e figuras públicas como Elon Musk e Yuval Harari, pedindo que o treinamento de modelos de IA mais poderosos do que o GPT-4 — robô capaz de gerar textos sobre diversos assuntos — fosse interrompido por seis meses.
    Quando li a carta pela primeira vez, fiquei entusiasmado ao ver a assinatura de alguns acadêmicos que influenciaram minha pesquisa. Até pensei em assiná-la, não só pelos nomes aos quais faria companhia mas também porque o avanço da IA me preocupa. A tecnologia trará consequências imprevisíveis nas dimensões econômica, social, política, cultural e cognitiva.
    No entanto, após estudá-la com atenção, mudei de ideia. O conteúdo é superficial e com interesses latentes. A carta fundamenta seus argumentos em riscos hipotéticos ligados ao "longotermismo", corrente de pensamento do Vale do Silício que ignora problemas atuais para se preocupar com cenários de futuros não necessariamente inclusivos.
    A carta pergunta se devemos desenvolver mentes não humanas que eventualmente nos superem e coloquem em risco o controle da nossa civilização, um questionamento com importância especulativa, mas não aborda temas imediatos, como algoritmos discriminatórios, anotação de dados com mão de obra barata, coleta global massiva de dados e concentração de poder. 
    A proposta de pausar o treinamento para conter uma possível IA super-humana desvia o foco do debate global com ênfase em transparência, responsabilidade e regulação. Além disso, seis meses não seriam suficientes nem para iniciar a discussão. É curioso observar que a OpenAI já esperou seis meses antes de liberar acesso ao seu modelo GPT-4, mas ainda assim não divulgou qualquer informação técnica sobre a IA ou os dados utilizados no treinamento.
    O problema não está na pesquisa e treinamento de IA em si, mas no seu uso comercial sem transparência e regras. Estamos no berçário dos modelos amplos de linguagem (GPT-4, LaMDA, entre outros) e é fundamental continuarmos com as pesquisas para entender o seu funcionamento, melhorar suas capacidades, reduzir seus erros e aumentar o alinhamento com os interesses da sociedade. Isso demanda pesquisas e treinamentos adicionais, porque não adianta discutir critérios éticos e de segurança sem saber como aplicá-los.
    Além disso, pausar o treinamento em IA é impraticável devido à acirrada competição não só entre empresas do Vale do Silício, mas também entre nações. Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. A China, por exemplo, tem preocupações, regras e objetivos diferentes.
    Em vez de pedir a suspensão, precisamos demandar transparência e responsabilidade das organizações enquanto debatemos orientações e critérios para a liberação dos modelos, com foco em consequências imediatas. A IA tem potencial para criar novos paradigmas sociais, econômicos e afetivos; por isso não podemos deixar que o futuro da humanidade seja desenhado por meia dúzia de empresas.
    O que precisamos são regulações que imponham transparência e exijam que as organizações documentem e divulguem, no mínimo, os dados de treinamento e arquitetura de seus modelos. No Brasil, temos outras preocupações adicionais, como a coleta de dados de brasileiros e a concentração de poder nas mãos de poucas empresas do exterior. Nenhuma dessas questões será aprofundada com uma pausa nas pesquisas. 

Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 23 ago. 2024. (texto adaptado)
A questão refere-se ao período reproduzido a seguir.
Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. 

É correto afirmar que esse período é composto por
Alternativas
Q4429007 Português
As questões de refere-se ao texto produzido a seguir.

A paralisação das pesquisas com inteligência artificial

Diogo Cortiz

    Paralisar as pesquisas em inteligência artificial (IA) é impraticável e não atende a demandas urgentes. Esse assunto começou com uma carta publicada pelo instituto Future of Life, assinada por cientistas e figuras públicas como Elon Musk e Yuval Harari, pedindo que o treinamento de modelos de IA mais poderosos do que o GPT-4 — robô capaz de gerar textos sobre diversos assuntos — fosse interrompido por seis meses.
    Quando li a carta pela primeira vez, fiquei entusiasmado ao ver a assinatura de alguns acadêmicos que influenciaram minha pesquisa. Até pensei em assiná-la, não só pelos nomes aos quais faria companhia mas também porque o avanço da IA me preocupa. A tecnologia trará consequências imprevisíveis nas dimensões econômica, social, política, cultural e cognitiva.
    No entanto, após estudá-la com atenção, mudei de ideia. O conteúdo é superficial e com interesses latentes. A carta fundamenta seus argumentos em riscos hipotéticos ligados ao "longotermismo", corrente de pensamento do Vale do Silício que ignora problemas atuais para se preocupar com cenários de futuros não necessariamente inclusivos.
    A carta pergunta se devemos desenvolver mentes não humanas que eventualmente nos superem e coloquem em risco o controle da nossa civilização, um questionamento com importância especulativa, mas não aborda temas imediatos, como algoritmos discriminatórios, anotação de dados com mão de obra barata, coleta global massiva de dados e concentração de poder. 
    A proposta de pausar o treinamento para conter uma possível IA super-humana desvia o foco do debate global com ênfase em transparência, responsabilidade e regulação. Além disso, seis meses não seriam suficientes nem para iniciar a discussão. É curioso observar que a OpenAI já esperou seis meses antes de liberar acesso ao seu modelo GPT-4, mas ainda assim não divulgou qualquer informação técnica sobre a IA ou os dados utilizados no treinamento.
    O problema não está na pesquisa e treinamento de IA em si, mas no seu uso comercial sem transparência e regras. Estamos no berçário dos modelos amplos de linguagem (GPT-4, LaMDA, entre outros) e é fundamental continuarmos com as pesquisas para entender o seu funcionamento, melhorar suas capacidades, reduzir seus erros e aumentar o alinhamento com os interesses da sociedade. Isso demanda pesquisas e treinamentos adicionais, porque não adianta discutir critérios éticos e de segurança sem saber como aplicá-los.
    Além disso, pausar o treinamento em IA é impraticável devido à acirrada competição não só entre empresas do Vale do Silício, mas também entre nações. Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. A China, por exemplo, tem preocupações, regras e objetivos diferentes.
    Em vez de pedir a suspensão, precisamos demandar transparência e responsabilidade das organizações enquanto debatemos orientações e critérios para a liberação dos modelos, com foco em consequências imediatas. A IA tem potencial para criar novos paradigmas sociais, econômicos e afetivos; por isso não podemos deixar que o futuro da humanidade seja desenhado por meia dúzia de empresas.
    O que precisamos são regulações que imponham transparência e exijam que as organizações documentem e divulguem, no mínimo, os dados de treinamento e arquitetura de seus modelos. No Brasil, temos outras preocupações adicionais, como a coleta de dados de brasileiros e a concentração de poder nas mãos de poucas empresas do exterior. Nenhuma dessas questões será aprofundada com uma pausa nas pesquisas. 

Disponível em: https://www.folha.uol.com.br/. Acesso em: 23 ago. 2024. (texto adaptado)
A questão refere-se ao período reproduzido a seguir.
Embora a carta não especifique uma fronteira geográfica, é evidente que há uma carga cultural ocidental em sua essência. 

A palavra embora poderá ser substituída, mantendo-se o sentido da informação, por
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: E
4: C
5: D
6: C
7: A
8: A
9: B
10: B
11: B
12: E
13: E
14: A
15: A
16: C
17: D
18: C
19: A
20: C