Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Considerando-se o trecho de Marcuschi (2008), observe a produção de sentido nesta história em quadrinhos.

Sobre os textos e suas possíveis análises, foram feitas estas afirmativas. Analise-as.
I. Os sentidos são construídos por meio das experiências e conhecimento de mundo dos interlocutores. Dessa maneira, um mesmo enunciado produzido por um autor, com intenções específicas, pode gerar diferentes interpretações a depender de cada interlocutor.
II. Os significados são fixos no próprio enunciado, seja ele oral ou escrito, e devem ser decodificados pelos interlocutores, a partir de um sistema de codificação impessoal e universal para todos os usuários do código.
III. Para produção de sentidos na história em quadrinhos, é necessário considerar os diversos modos semióticos, não somente o código verbal. Nesse processo de significação, o usuário da língua possui um papel agentivo no processo de compreensão textual.
IV. Um enunciado pode ter seu significado alterado em função de fatores contextuais, por exemplo, na língua falada, gestos, movimentos corporais, expressões físicas/faciais, entonação dentre outros. Por isso, a leitura das múltiplas linguagens é importante para a construção de sentido.
Estão corretas as afirmativas
O segredo maior da literatura é justamente o envolvimento único que ela nos proporciona em um mundo feito de palavras. O conhecimento de como esse mundo é articulado, como ele age sobre nós, não eliminará seu poder, antes o fortalecerá porque estará apoiado no conhecimento que ilumina e não na escuridão da ignorância.
O modo como a leitura do texto literário é tratada no texto reflete uma concepção de texto literário e de letramento literário que convergem com todas as assertivas seguir, exceto:

Classifique as afirmativas sobre o texto como ( V ) verdadeiras ou ( F ) falsas.
( ) Como forma de expressar a exaltação da terra natal, o poema propõe, em sua segunda estrofe, intertextualidade com o Hino Nacional Brasileiro. Essa construção parafrástica se dá de forma especular com os versos “Nossos bosques têm mais vida/ Nossa vida, no teu seio, mais amores”.
( ) De modo a representar os ideais de liberdade apregoados pela Escola Romântica, Gonçalves Dias rompe com as estruturas Clássicas e Neoclássicas da produção poética e escreve uma canção, estrutura textual menos enrijecida que o soneto, aproveitando-se do recurso de rimas em versos brancos.
( ) De forma geral, os elementos poéticos presentes no texto exploram intensamente as relações entre palavra e música, imprimindo ritmo e cadência aos versos a partir da seleção lexical e de recursos de metrificação. Essas são características próprias da canção, enquanto estrutura poética.
( ) Para construir o sentimento de saudade da própria terra, o eu lírico constrói um ambiente nostálgico a partir da comparação entre o tempo presente e o tempo passado. Essa noção de deslocamento temporal ocorre por meio dos usos dos advérbios cá e lá, presentes em quase todas as estrofes.
A sequência correta de classificação, de cima para baixo, é:

Qual destas análises do poema está correta?
Padre Antônio Vieira Sabei, pois, todos os que sois chamados escravos, que não é escravo tudo o que sois. Todo o homem é composto de corpo e alma; mas o que é e se chama escravo, não é todo o homem, senão só metade dele. Até os Gentios, que tinham pouco conhecimento das almas, conheceram esta verdade e fizeram esta distinção. [...] Excelentemente Sêneca: [...] “Quem cuida que o que se chama escravo é o homem todo, erra e não sabe o que diz: a melhor parte do homem, que é a alma, é isenta" de todo o domínio alheio, e não pode ser cativa. O corpo, e somente o corpo, sim[...]. [...] neste vosso mesmo Brasil, quando quereis dizer que Fulano tem muitos ou poucos escravos, porque dizeis que tem tantas ou tantas peças? - Porque os primeiros que lhes puseram este nome, quiseram significar, sábia e cristãmente, que a sujeição que o escravo tem ao senhor, e o domínio que o senhor tem sobre o escravo, só consiste no corpo. Os homens não são feitos de uma só peça, como os anjos e os brutos. Os anjos e os brutos (para que nos expliquemos assim) são inteiriços; o anjo, por que todo é espírito; o bruto, porque todo é corpo. O homem não. É feito de duas peças - alma e corpo. E porque o senhor do escravo só é senhor de uma destas peças, e a capaz de domínio, que é o corpo, por isso chamais aos vossos escravos peças. E se esta derivação vos não contenta, digamos que chamais peças aos vossos escravos, assim como dizemos: uma peça de ouro, uma peça de prata, uma peça de seda, ou de qualquer outra cousa das que não têm alma. [...]
Classifique as afirmativas feitas sobre o texto “Sermão vigésimo sétimo, como santíssimo sacramento exposto [...]” como (V) verdadeiras ou (F) falsas.
( ) A associação dos sentidos dos termos peça e corpo, proposta pelo Padre Antônio Vieira na escrita do Sermão, permite a construção de uma relação hiponímica que é sustentada no decorrer do último parágrafo do texto.
( ) A doutrinação religiosa presente no Sermão é marcada pela discussão de temas que revelam interesses políticos e econômicos, o que fica evidente a partir do uso contra positivo destinado aos termos “corpo” e “alma”.
( ) A justificativa do processo de escravização de pessoas é elaborada a partir da ideia de que o ser humano é composto de uma parte material e outra imaterial, estratégia que se institui por meio do uso de antíteses.
( ) A prosa moralista e religiosa presente no Sermão, marcas do estilo cultista predominante na escrita do texto, busca justificar e defender a submissão de pessoas negras à condição de escravização imposta pela estrutura colonial
A sequência correta de classificação, de cima para baixo, é:
As palavras possuem várias formas de serem interpretadas. Prefixos e sufixos alteram conceitos e ideias, mudando muitas vezes nossas conclusões. Analisá-las profundamente pode nos proporcionar novos entendimentos acerca de um tema antigo.
Refletir sobre conceitos consolidados nos permite ampliar nossos limites do conhecimento e trazer luz a caminhos ainda obscuros.
O prefixo “des-” indica uma ação contrária. Desfazer é cancelar o que foi feito. Descontaminar é limpar o que foi poluído. Mas, nem sempre é assim. Matar significa tirar a vida de alguém. Desmatar não significa trazer a vida de volta.
Desmatar implica em retirar a cobertura vegetal de determinado local. Assim, ao contrário do uso comum, o prefixo “des-” não significa negação ou oposição ao ato de matar. Significa sim, um valor intensificador, reforçativo.
GODOI, Emiliano Lobo. Desmatar é matar duas vezes. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/noblat/desmatar-e-matar-duas-vezes-por-emiliano-lobo-de-godoy/.Acesso em: 13fev. 2023.
Analise as afirmativas feitas sobre o texto:
I. O emprego da metalinguagem está relacionado a uma crítica à preservação ambiental. II. O prefixo “des-” também intensifica o sentido das palavras “desbancar” e “destruição”. III. O autor argumenta que analisar palavras permite a aquisição de novos conhecimentos. IV. O texto sugere que o sentido das palavras depende do conhecimento prévio do faltante.
Estão corretas apenas as afirmativas

Conforme Travaglia (2009) “[o]s dialetos na dimensão territorial, geográfica ou regional representamavariação que acontece entre pessoas de diferentes regiões em que se fala a mesma língua”. Sendo assim, ao propor uma atividade para se trabalhar as variações linguísticas, a partir da letra de música acima, Antunes (2007) sugere que a escola “saiba desenvolver a capacidade dos alunos para acolher as diferenças, com o máximo respeito por aqueles que as apresentam”.
Com base nos autores, qual destas propostas está mais adequada para o trabalho na disciplina de língua portuguesa com a letra de música apresentada?

Com base nas intenções comunicativas e nos recursos linguísticos e visuais empregados em um texto, determinadas funções são atribuídas à linguagem. A função que predomina nessa campanha publicitária é a conativa, uma vez que ela
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia
Por Pedro Guerra

- (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta
prova).
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia
Por Pedro Guerra

- (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta
prova).
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia
Por Pedro Guerra

- (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta
prova).
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia
Por Pedro Guerra

- (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta
prova).
(_) Em quase 70 anos de existência da Disneylândia, personagens em cadeiras de rodas continuam sem aparecer na atração.
(_) A principal atração natalina, a “It’s a Small World”, ganhou dois novos personagens em cadeiras de rodas, os quais não apareciam anteriormente na atração.
(_) A “It’s a Small World” foi criada para a Feira Mundial de Nova York de 1964-1965, mas não fez grande sucesso.
(_) O CEO da Disability: IN afirmou que a Disney claramente vê o benefício de atrair um público maior ao se tornar mais inclusiva.
I. Há, no trecho “Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.”, uma atribuição de humanização ao cortiço que, após uma noite de sono, desperta, evidenciando o uso da prosopopeia ou personificação. II. A verossimilhança como possibilidade de verdade no universo da narrativa azevediana determina o teor expressivo e realista do romance, numa emblemática composição arcadista. III. A linguagem metafórica, muito presente na construção de textos literários, atribui um sentido conotativo à seguinte passagem: “Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo.”.
Está correto, em relação ao texto, o que se afirma em:

Compreende-se por intertextualidade a inter-relação existente entre as produções humanas, cujo intuito é
estabelecer diálogos entre as diversas vozes discursivas a partir de um texto com outro preexistente,
sugerindo novos sentidos. Esse recurso linguístico trabalha e existe dentro de uma produção cultural,
literária, pictórica, musical ou cinematográfica. A partir da análise comparativa entre essas duas obras,
buscando a relação intertextual pautada na linguagem não verbal, a releitura de Mona Lisa, de Leonardo
da Vinci, numa perspectiva contemporânea, representa: