Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2158737 Português
Você sabe como a relação entre um cão e um humano é construída?

        Pesquisadoras da USP acreditam que a capacidade do animal entender expressões humanas é um dos pontoschave para esse relacionamento. O artigo da professora Briseida Dôgo de Resende e da pesquisadora Natalia Albuquerque, ambas do Instituto de Psicologia (IP) da USP, discute as habilidades de percepção de emoções de cães, como essa percepção é utilizada por eles e traz sugestões para investigações futuras, como a da personalidade, dos níveis de apego com o cachorro e de fatores demográficos.
        O artigo Dogs functionally respond to and use emotional information from human expressions, publicado na revista Evolutionary Human Sciences, é uma revisão sistemática, ou seja, quando os autores apresentam discussões e ________ com base na literatura científica existente sobre o tema. Natalia conta que foram usadas 61 referências, escolhidas de acordo com a relevância na área.
        A professora Briseida explica que o desenvolvimento da capacidade dos cachorros de entender as expressões humanas pode ser pensado em dois momentos: durante a evolução da espécie e durante a história individual de cada cão. “A seleção natural pode ter atuado no sentido de favorecer a sobrevivência de cães mais _______ para aprender sobre as expressões das emoções dos humanos”, explica. No entanto, ela ressalta que ainda não é possível dizer exatamente como essa evolução ocorreu. Mas, ao se aproximar dos tutores, o cachorro passa a reconhecer as emoções e vai se _________ a elas.
        Os cães não apenas reconhecem as emoções humanas, mas também entendem as consequências disso e respondem de acordo com cada expressão. “Essas habilidades foram críticas para a aproximação das duas espécies, para o estabelecimento de laços e para a manutenção dos relacionamentos. Hoje em dia, dividimos nossas vidas com animais que são sintonizados a nós e que podem nos compreender”, diz Natalia Albuquerque.
(Fonte: Jornal da USP - adaptado.) 
A expressão “mas também”, sublinhada no texto, tem como sentido:
Alternativas
Q2158736 Português
Você sabe como a relação entre um cão e um humano é construída?

        Pesquisadoras da USP acreditam que a capacidade do animal entender expressões humanas é um dos pontoschave para esse relacionamento. O artigo da professora Briseida Dôgo de Resende e da pesquisadora Natalia Albuquerque, ambas do Instituto de Psicologia (IP) da USP, discute as habilidades de percepção de emoções de cães, como essa percepção é utilizada por eles e traz sugestões para investigações futuras, como a da personalidade, dos níveis de apego com o cachorro e de fatores demográficos.
        O artigo Dogs functionally respond to and use emotional information from human expressions, publicado na revista Evolutionary Human Sciences, é uma revisão sistemática, ou seja, quando os autores apresentam discussões e ________ com base na literatura científica existente sobre o tema. Natalia conta que foram usadas 61 referências, escolhidas de acordo com a relevância na área.
        A professora Briseida explica que o desenvolvimento da capacidade dos cachorros de entender as expressões humanas pode ser pensado em dois momentos: durante a evolução da espécie e durante a história individual de cada cão. “A seleção natural pode ter atuado no sentido de favorecer a sobrevivência de cães mais _______ para aprender sobre as expressões das emoções dos humanos”, explica. No entanto, ela ressalta que ainda não é possível dizer exatamente como essa evolução ocorreu. Mas, ao se aproximar dos tutores, o cachorro passa a reconhecer as emoções e vai se _________ a elas.
        Os cães não apenas reconhecem as emoções humanas, mas também entendem as consequências disso e respondem de acordo com cada expressão. “Essas habilidades foram críticas para a aproximação das duas espécies, para o estabelecimento de laços e para a manutenção dos relacionamentos. Hoje em dia, dividimos nossas vidas com animais que são sintonizados a nós e que podem nos compreender”, diz Natalia Albuquerque.
(Fonte: Jornal da USP - adaptado.) 
Conforme o texto, analisar os itens abaixo:
I. Um dos aspectos centrais do relacionamento do animal e seu dono trata-se da capacidade do primeiro entender as expressões humanas.
II. O artigo mencionado no texto trata-se de uma revisão sistemática.
III. O desenvolvimento da capacidade dos cachorros tem relação com a evolução da espécie e com a história do cachorro.

Está(ão) CORRETO(S): 
Alternativas
Q2158136 Português
Práticas em prol de uma educação antirracista

Por Movimento Criança Livre de Trabalho Infantil

1.png (755×820)

(Disponível em: https://livredetrabalhoinfantil.org.br/o-que-e-educacao-antirracista/– texto adaptado especialmente para esta prova).
A expressão “racismo estrutural” (l. 03) permite depreender que, para que ele ocorra:
I. Existe uma base, seja ela conceitual e/ou situacional, acerca dessa temática. II. Há um conjunto organizado, uma espécie de sistema que respalda tal estrutura. III. Está relacionado, devido à sua importância, a aspectos secundários ou circunstanciais.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q2158135 Português
Práticas em prol de uma educação antirracista

Por Movimento Criança Livre de Trabalho Infantil

1.png (755×820)

(Disponível em: https://livredetrabalhoinfantil.org.br/o-que-e-educacao-antirracista/– texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base estritamente no que é abordado pelo texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q2157849 Português
Assinale a alternativa que apresenta o sentido correto conferido pelo uso da expressão “Por isso” (l. 26) ao trecho do texto em que ocorre.
Alternativas
Q2157845 Português
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O conceito de saúde, para ser construído, leva em conta fatores contextuais. II. As formas de vida das sociedades modernas propiciam uma maior possibilidade de adoção de estilos de vida saudáveis. III. Um dos objetivos do trabalho em promoção de saúde é o fortalecimento das relações humanas.
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2023 - UFSM - Assistente em Administração |
Q2157300 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


População mundial chega a 8 bilhões

Mariana Froner e Nicholas Pretto




Fonte: NEXO JORNAL. Seção Gráfico. Publicado em 14 nov. 2022. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/grafico/2022/11/14/ Popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-chega-a-8-bilh%C3%B5es-segundo-a-ONU. Acesso em 25 jan. 2023. (Adaptado)

“O mesmo relatório da ONU 1.que estimou a data dos oito bilhões de habitantes também apontou 2.que a Índia deve se tornar o país mais populoso do mundo em 2023”. (ℓ. 19-22)
Sobre o emprego da partícula que no excerto acima, considere as afirmativas a seguir
I - 1 introduz uma informação que pressupõe a existência de outros relatórios da ONU. II - 1 introduz uma informação suplementar com relação às outras informações da sentença. III - 2 introduz uma sentença que completa o sentido do verbo “apontar”. IV - 1 e 2 são pronomes relativos.
Está(ão) correta(s)
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2023 - UFSM - Assistente em Administração |
Q2157299 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


População mundial chega a 8 bilhões

Mariana Froner e Nicholas Pretto




Fonte: NEXO JORNAL. Seção Gráfico. Publicado em 14 nov. 2022. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/grafico/2022/11/14/ Popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-chega-a-8-bilh%C3%B5es-segundo-a-ONU. Acesso em 25 jan. 2023. (Adaptado)

É correto afirmar que o verbo deve (ℓ. 9) indica que a população mundial começará a encolher
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2023 - UFSM - Assistente em Administração |
Q2157295 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


População mundial chega a 8 bilhões

Mariana Froner e Nicholas Pretto




Fonte: NEXO JORNAL. Seção Gráfico. Publicado em 14 nov. 2022. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/grafico/2022/11/14/ Popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-chega-a-8-bilh%C3%B5es-segundo-a-ONU. Acesso em 25 jan. 2023. (Adaptado)

Assinale a alternativa em que, com base no texto, as informações estão adequadamente relacionadas com sua(s) fonte(s).
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2023 - UFSM - Assistente em Administração |
Q2157294 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


População mundial chega a 8 bilhões

Mariana Froner e Nicholas Pretto




Fonte: NEXO JORNAL. Seção Gráfico. Publicado em 14 nov. 2022. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/grafico/2022/11/14/ Popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-chega-a-8-bilh%C3%B5es-segundo-a-ONU. Acesso em 25 jan. 2023. (Adaptado)

Quanto ao propósito comunicativo, levando-se em consideração os recursos verbais e não verbais empregados, o texto se destina principalmente a
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2023 - UFSM - Assistente em Administração |
Q2157293 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


População mundial chega a 8 bilhões

Mariana Froner e Nicholas Pretto




Fonte: NEXO JORNAL. Seção Gráfico. Publicado em 14 nov. 2022. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/grafico/2022/11/14/ Popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-chega-a-8-bilh%C3%B5es-segundo-a-ONU. Acesso em 25 jan. 2023. (Adaptado)

Com relação às informações verbais e não verbais apresentadas no gráfico, considere as afirmativas a seguir.
I - A Ásia é, historicamente, o continente mais populoso do planeta. II - A população europeia manteve-se por um longo período como a segunda maior população do mundo. III - No início dos anos 2000, o número de habitantes no continente europeu foi suplantado pelos índices populacionais da América do Norte e Central. IV - Entre 1960 e 2022, houve uma desaceleração do crescimento mundial.
Estão corretas
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UFSM Órgão: UFSM Prova: UFSM - 2023 - UFSM - Assistente em Administração |
Q2157292 Português

Para responder à questão, leia o texto a seguir.


População mundial chega a 8 bilhões

Mariana Froner e Nicholas Pretto




Fonte: NEXO JORNAL. Seção Gráfico. Publicado em 14 nov. 2022. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/grafico/2022/11/14/ Popula%C3%A7%C3%A3o-mundial-chega-a-8-bilh%C3%B5es-segundo-a-ONU. Acesso em 25 jan. 2023. (Adaptado)

Com base nas informações do texto, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( )A população mundial levou 11 anos para chegar aos 8 bilhões de pessoas e chegará aos 9 bilhões em um intervalo de tempo menor.
( )Até o final do século XXI, a população mundial, seguramente, irá encolher.
( )A população mundial figurava na casa dos milhões antes de 1804 e, a partir daí, levou 123 anos para atingir os 8 bilhões de habitantes.
( )Entre os continentes menos populosos do planeta, historicamente, estão a Oceania, a América do Sul e a América do Norte e Central.
A sequência correta é
Alternativas
Q2157029 Português
Aprendizado em família


     A terapeuta Adriana Czelusniak levava o filho, Gabriel Czelusniak Cabrera, à psicóloga na tarde de sexta-feira (13). Mãe e filho estavam apreensivos: o resultado do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estava para ser divulgado a qualquer momento – e ambos tinham prestado os exames para Pedagogia. No banco do passageiro, Cabrera atualizava continuamente em seu celular o portal da instituição, tentando acessar a relação de aprovados. “Mãe, eu passei”, anunciou o rapaz, quando a lista, enfim, foi publicada. Ainda ao volante do carro, Czelusniak pegou o celular e, surpresa, constatou que também tinha sido admitida. Ela e o filho são diagnosticados com transtorno do espectro autista e, a partir do fim de março, vão começar a frequentar juntos o curso universitário. Depois da sessão de terapia de Cabrera com a psicóloga, mãe e filho foram direto ao campus de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba, onde os aprovados celebram o êxito no vestibular passando por um “banho de lama”, rito de passagem já tradicional na universidade. Antes, no entanto, Czelusniak fez questão de conferir as listas impressas, afixadas em uma das paredes do complexo. Só após confirmar que tinham, mesmo, sido admitidos é que ela e Cabrera foram celebrar com futuros colegas de curso – e tiraram uma série de fotos, já após o banho de lama, em que aparecem sujos e com o rosto pintado. “Eu tive que olhar a lista várias vezes para acreditar. A sensação era de que eu estava vendo a lista errada. Até agora, ainda é difícil acreditar. Foi, realmente, uma surpresa enorme”, disse Czelusniak, de 41 anos. “Por um lado, eu fico com pena de pessoas que passam anos tentando e não conseguem passar. Mas fiquei feliz, porque fizemos [as provas] com nosso conhecimento e passamos. Foi merecido”, comemorou Cabrera.
       Ao fazer as inscrições para o vestibular, Czelusniak não tinha foco na aprovação. Ela queria ver como o filho se comportaria ao longo das provas, em um ambiente cheio de restrições e com pessoas que não são do convívio comum. Cabrera estava cursando o 3º ano do Ensino Médio no Sesi, em uma turma regular, com alunos neurotípicos. A pedido de Czelusniak, mãe e filho prestaram os exames na mesma sala, que não estava tão cheia – com menos de dez pessoas, todas com algum tipo de necessidade especial. Ambos teriam direito a se inscrever para disputar uma vaga suplementar – ofertada além das reservadas ao sistema de cotas e que se destina a pessoas com deficiência. Para isso, no entanto, precisavam de laudo educacional, que Czelusniak não conseguiu providenciar a tempo. Ou seja, mãe e filho se candidataram pela ampla concorrência. “O vestibular não é uma prova amigável à pessoa do espectro autista. Também por essas dificuldades, ficamos muito felizes com o resultado”, completou a recém-aprovada.
[…]

(ANÍBAL, Felippe. Aprendizado em família. Site da
Revista Piauí, 26 janeiro de 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/de-mae-para-filho/. Acesso em
06 de fevereiro de 2023)
Leia atentamente:
I) Claramente, o candidato não compreendeu o edital.
II) O candidato não compreendeu claramente o edital.
Considerando as duas colocações do advérbio, é correto assinalar:
Alternativas
Q2157024 Português
Aprendizado em família


     A terapeuta Adriana Czelusniak levava o filho, Gabriel Czelusniak Cabrera, à psicóloga na tarde de sexta-feira (13). Mãe e filho estavam apreensivos: o resultado do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estava para ser divulgado a qualquer momento – e ambos tinham prestado os exames para Pedagogia. No banco do passageiro, Cabrera atualizava continuamente em seu celular o portal da instituição, tentando acessar a relação de aprovados. “Mãe, eu passei”, anunciou o rapaz, quando a lista, enfim, foi publicada. Ainda ao volante do carro, Czelusniak pegou o celular e, surpresa, constatou que também tinha sido admitida. Ela e o filho são diagnosticados com transtorno do espectro autista e, a partir do fim de março, vão começar a frequentar juntos o curso universitário. Depois da sessão de terapia de Cabrera com a psicóloga, mãe e filho foram direto ao campus de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba, onde os aprovados celebram o êxito no vestibular passando por um “banho de lama”, rito de passagem já tradicional na universidade. Antes, no entanto, Czelusniak fez questão de conferir as listas impressas, afixadas em uma das paredes do complexo. Só após confirmar que tinham, mesmo, sido admitidos é que ela e Cabrera foram celebrar com futuros colegas de curso – e tiraram uma série de fotos, já após o banho de lama, em que aparecem sujos e com o rosto pintado. “Eu tive que olhar a lista várias vezes para acreditar. A sensação era de que eu estava vendo a lista errada. Até agora, ainda é difícil acreditar. Foi, realmente, uma surpresa enorme”, disse Czelusniak, de 41 anos. “Por um lado, eu fico com pena de pessoas que passam anos tentando e não conseguem passar. Mas fiquei feliz, porque fizemos [as provas] com nosso conhecimento e passamos. Foi merecido”, comemorou Cabrera.
       Ao fazer as inscrições para o vestibular, Czelusniak não tinha foco na aprovação. Ela queria ver como o filho se comportaria ao longo das provas, em um ambiente cheio de restrições e com pessoas que não são do convívio comum. Cabrera estava cursando o 3º ano do Ensino Médio no Sesi, em uma turma regular, com alunos neurotípicos. A pedido de Czelusniak, mãe e filho prestaram os exames na mesma sala, que não estava tão cheia – com menos de dez pessoas, todas com algum tipo de necessidade especial. Ambos teriam direito a se inscrever para disputar uma vaga suplementar – ofertada além das reservadas ao sistema de cotas e que se destina a pessoas com deficiência. Para isso, no entanto, precisavam de laudo educacional, que Czelusniak não conseguiu providenciar a tempo. Ou seja, mãe e filho se candidataram pela ampla concorrência. “O vestibular não é uma prova amigável à pessoa do espectro autista. Também por essas dificuldades, ficamos muito felizes com o resultado”, completou a recém-aprovada.
[…]

(ANÍBAL, Felippe. Aprendizado em família. Site da
Revista Piauí, 26 janeiro de 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/de-mae-para-filho/. Acesso em
06 de fevereiro de 2023)
Considere o seguinte trecho:
“Por um lado, eu fico com pena de pessoas que passam anos tentando e não conseguem passar. Mas fiquei feliz, porque fizemos [as provas] com nosso conhecimento e passamos. Foi merecido.”
Com base nessa afirmação, é correto afirmar que Adriana Czelusniak:
Alternativas
Q2157023 Português
Aprendizado em família


     A terapeuta Adriana Czelusniak levava o filho, Gabriel Czelusniak Cabrera, à psicóloga na tarde de sexta-feira (13). Mãe e filho estavam apreensivos: o resultado do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estava para ser divulgado a qualquer momento – e ambos tinham prestado os exames para Pedagogia. No banco do passageiro, Cabrera atualizava continuamente em seu celular o portal da instituição, tentando acessar a relação de aprovados. “Mãe, eu passei”, anunciou o rapaz, quando a lista, enfim, foi publicada. Ainda ao volante do carro, Czelusniak pegou o celular e, surpresa, constatou que também tinha sido admitida. Ela e o filho são diagnosticados com transtorno do espectro autista e, a partir do fim de março, vão começar a frequentar juntos o curso universitário. Depois da sessão de terapia de Cabrera com a psicóloga, mãe e filho foram direto ao campus de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba, onde os aprovados celebram o êxito no vestibular passando por um “banho de lama”, rito de passagem já tradicional na universidade. Antes, no entanto, Czelusniak fez questão de conferir as listas impressas, afixadas em uma das paredes do complexo. Só após confirmar que tinham, mesmo, sido admitidos é que ela e Cabrera foram celebrar com futuros colegas de curso – e tiraram uma série de fotos, já após o banho de lama, em que aparecem sujos e com o rosto pintado. “Eu tive que olhar a lista várias vezes para acreditar. A sensação era de que eu estava vendo a lista errada. Até agora, ainda é difícil acreditar. Foi, realmente, uma surpresa enorme”, disse Czelusniak, de 41 anos. “Por um lado, eu fico com pena de pessoas que passam anos tentando e não conseguem passar. Mas fiquei feliz, porque fizemos [as provas] com nosso conhecimento e passamos. Foi merecido”, comemorou Cabrera.
       Ao fazer as inscrições para o vestibular, Czelusniak não tinha foco na aprovação. Ela queria ver como o filho se comportaria ao longo das provas, em um ambiente cheio de restrições e com pessoas que não são do convívio comum. Cabrera estava cursando o 3º ano do Ensino Médio no Sesi, em uma turma regular, com alunos neurotípicos. A pedido de Czelusniak, mãe e filho prestaram os exames na mesma sala, que não estava tão cheia – com menos de dez pessoas, todas com algum tipo de necessidade especial. Ambos teriam direito a se inscrever para disputar uma vaga suplementar – ofertada além das reservadas ao sistema de cotas e que se destina a pessoas com deficiência. Para isso, no entanto, precisavam de laudo educacional, que Czelusniak não conseguiu providenciar a tempo. Ou seja, mãe e filho se candidataram pela ampla concorrência. “O vestibular não é uma prova amigável à pessoa do espectro autista. Também por essas dificuldades, ficamos muito felizes com o resultado”, completou a recém-aprovada.
[…]

(ANÍBAL, Felippe. Aprendizado em família. Site da
Revista Piauí, 26 janeiro de 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/de-mae-para-filho/. Acesso em
06 de fevereiro de 2023)
Além do resultado on-line, Adriana Czelusniak confere as listas impressas, afixadas nas paredes do complexo, para se certificar da aprovação. Essa desconfiança do resultado se deve a:
Alternativas
Q2157022 Português
Aprendizado em família


     A terapeuta Adriana Czelusniak levava o filho, Gabriel Czelusniak Cabrera, à psicóloga na tarde de sexta-feira (13). Mãe e filho estavam apreensivos: o resultado do vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estava para ser divulgado a qualquer momento – e ambos tinham prestado os exames para Pedagogia. No banco do passageiro, Cabrera atualizava continuamente em seu celular o portal da instituição, tentando acessar a relação de aprovados. “Mãe, eu passei”, anunciou o rapaz, quando a lista, enfim, foi publicada. Ainda ao volante do carro, Czelusniak pegou o celular e, surpresa, constatou que também tinha sido admitida. Ela e o filho são diagnosticados com transtorno do espectro autista e, a partir do fim de março, vão começar a frequentar juntos o curso universitário. Depois da sessão de terapia de Cabrera com a psicóloga, mãe e filho foram direto ao campus de Ciências Agrárias da UFPR, em Curitiba, onde os aprovados celebram o êxito no vestibular passando por um “banho de lama”, rito de passagem já tradicional na universidade. Antes, no entanto, Czelusniak fez questão de conferir as listas impressas, afixadas em uma das paredes do complexo. Só após confirmar que tinham, mesmo, sido admitidos é que ela e Cabrera foram celebrar com futuros colegas de curso – e tiraram uma série de fotos, já após o banho de lama, em que aparecem sujos e com o rosto pintado. “Eu tive que olhar a lista várias vezes para acreditar. A sensação era de que eu estava vendo a lista errada. Até agora, ainda é difícil acreditar. Foi, realmente, uma surpresa enorme”, disse Czelusniak, de 41 anos. “Por um lado, eu fico com pena de pessoas que passam anos tentando e não conseguem passar. Mas fiquei feliz, porque fizemos [as provas] com nosso conhecimento e passamos. Foi merecido”, comemorou Cabrera.
       Ao fazer as inscrições para o vestibular, Czelusniak não tinha foco na aprovação. Ela queria ver como o filho se comportaria ao longo das provas, em um ambiente cheio de restrições e com pessoas que não são do convívio comum. Cabrera estava cursando o 3º ano do Ensino Médio no Sesi, em uma turma regular, com alunos neurotípicos. A pedido de Czelusniak, mãe e filho prestaram os exames na mesma sala, que não estava tão cheia – com menos de dez pessoas, todas com algum tipo de necessidade especial. Ambos teriam direito a se inscrever para disputar uma vaga suplementar – ofertada além das reservadas ao sistema de cotas e que se destina a pessoas com deficiência. Para isso, no entanto, precisavam de laudo educacional, que Czelusniak não conseguiu providenciar a tempo. Ou seja, mãe e filho se candidataram pela ampla concorrência. “O vestibular não é uma prova amigável à pessoa do espectro autista. Também por essas dificuldades, ficamos muito felizes com o resultado”, completou a recém-aprovada.
[…]

(ANÍBAL, Felippe. Aprendizado em família. Site da
Revista Piauí, 26 janeiro de 2023. Disponível em:
https://piaui.folha.uol.com.br/de-mae-para-filho/. Acesso em
06 de fevereiro de 2023)
No começo do texto, mãe e filho estão apreensivos, porque:
Alternativas
Q2156927 Português
Mensagens pelo WhatsApp não bastam para conter solidão de idosos, diz especialista em ciência da felicidade

Denize Savi, especialista em ciência da felicidade e coordenadora da organização Doe Sentimentos Positivos, disse que os idosos sofreram ainda mais na pandemia porque eles não adquiriram o hábito de lidar com as novas tecnologias de comunicação como os mais jovens.

"Eles acabaram ficando isolados. Isso agravou a tristeza, aumentou muito o número de depressão e ansiedade. É preciso que a gente olhe para esse cenário com empatia, com cuidado, porque eles carecem de atenção, principalmente agora nesse pós-pandemia", afirmou a especialista.

Ela diz que estudos recentes apontam que esse isolamento da população em geral pode refletir numa futura epidemia de saúde mental após o período pandêmico. E para evitar que doenças psicológicas atinjam a sociedade de maneira massificada, ela afirma ser necessário criar uma rede de apoio em torno das pessoas, principalmente as vulneráveis, como os idosos. "A família precisa se reaproximar dessas pessoas, pois o contato físico é extremamente importante, fundamental", complementa.

Outra orientação da psicóloga é evitar notícias ruins para os mais velhos.

"Às vezes, por exemplo, você soube que uma pessoa do seu convívio, mais de idade, faleceu. É necessário minimizar essas questões. Realmente, levar notícias boas e trazer para a conversa algo que seja frutífero, que vai deixar essa pessoa feliz, ajuda muito mais".

Mas ela dá um puxão de orelha nos idosos que não procuram a família.

"Da mesma forma que os filhos e os netos precisam procurar os idosos para que haja esse convívio, os idosos também precisam retribuir. Eles têm que mandar um recadinho: Vamos fazer um almoço neste fim de semana?'", afirma a especialista.

Quando nenhuma dessas técnicas resolver, os idosos, segundo ela, devem procurar alguma ocupação por conta própria. Algo, de preferência, que tenha um impacto social por meio da solidariedade. "Às vezes, a idosa tem um talento para tricô. Ela pode fazer blusinhas e casaquinhos para crianças de creches. O maior segredo de tudo é ter disciplina. Ter disciplina é o mais difícil. Isso vale para todas as idades, mas em especial para os idosos", diz Denize.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62958723. Adaptado.

A pandemia da covid-19 levou governos em todo o mundo a adotarem medidas rígidas de restrição e isolamento social para evitar a disseminação da doença. Os idosos faziam parte do grupo de risco e passaram a ser evitados pela própria família e amigos para reduzir a chance de transmissão.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.
Alternativas
Q2156900 Português
 A astrofísica brasileira que simula buracos negros com inteligência artificial e é fenômeno nas redes

O feito científico denominado Telescópio Horizonte de Eventos - projeto de colaboração internacional entre cientistas - mexeu com as emoções da doutoranda em astronomia Roberta Duarte por tratar de sua paixão e seu objeto de trabalho. Afinal, assim como a equipe do THE, Roberta tenta descobrir os mistérios dos buracos negros. E, para isso, a jovem de vinte e seis anos usa a inteligência artificial.

Além de seu trabalho, ela se tornou uma das personalidades mais conhecidas entre divulgadores de ciência no Brasil. No Twitter, ela tem mais de 118 mil seguidores e no Instagram eles já somam mais de 37 mil, e ela coleciona passagens por canais de mídia, onde divulga a Física.

O casamento de astrofísica e ciência da computação é o eixo de sua dissertação de mestrado, que simula o funcionamento de um buraco negro a partir de aprendizado de máquina, e foi publicado em março deste ano em edição da revista científica Monthly Notices, da associação inglesa Royal Astronomical Society, sob o título de "Previsão das condições atmosféricas de um buraco negro com aprendizado de máquina: um estudo piloto".

Assinada também pelo astrofísico e professor da USP - Rodrigo Nemmen - e pelo cientista da computação - João Paulo Navarro -, arquiteto de soluções da empresa de computação gráfica Nvidia, a tese é fruto de pesquisa desenvolvida por Roberta desde 2019 e pioneira ao trilhar o caminho da inteligência artificial para buscar entender mais sobre esses objetos celestes.

A ideia veio não só pelo avanço da tecnologia em si, mas também, como forma de acelerar o processo, já que o estudo é complexo. "Há muita coisa envolvida em uma simulação: campos magnéticos, equações de Maxwell, relatividade geral", enumera a doutoranda.

Tentar montar um projeto desses por vias mais tradicionais demanda tempo pela abrangência dos cálculos, além do cruzamento da enorme quantidade de dados necessários na astronomia.

Ao ser questionada a respeito de quão complexo pode ser o método, Roberta explica as variáveis das operações envolvidas.

"São equações de conservação, então, a gente tem conservação de massa, conservação de energia, conservação do momento e cada uma dessas são equações EDP, as equações diferenciais parciais, que dependem de variadas, ou seja, variações de parâmetros", diz ela. "E, se você prevê três parâmetros, são três equações e uma depende da outra. Então, uma equação afeta a outra."

No processo, vão-se alguns dias para cálculos considerados mais simples e até um mês para resultados com maior complexidade. "São cálculos numéricos, mas muito demorados porque preciso, de fato, resolver a equação", afirma a pesquisadora. "Com a inteligência artificial, não. Ela aprende a física do que acontece e retorna com os resultados."

O segredo para a máquina aprender física está em algo intrínseco a esse tipo de tecnologia. "Você não precisa da matemática de fato. Ela olha padrões e entende os padrões sem resolver a física", afirma Roberta, citando o pensamento de um dos pioneiros da inteligência artificial, o canadense Yoshua Bengio, vencedor do Turing de 2019, o prêmio Nobel da computação. "Tende-se a pensar que a inteligência artificial é boa na lógica, mas ela é boa para reconhecer padrão", diz ela.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-62803019. Adaptado.
A astrofísica Roberta Duarte ficou emocionada quando assistiu à divulgação da primeira foto de um buraco negro feita na história, do que se situa no centro da galáxia M87, a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.
Alternativas
Q2156864 Português
Chinês de dezenove anos pode ser pessoa mais jovem com Alzheimer e causa é mistério para cientistas


Após realizar uma bateria de exames, pesquisadores da Capital Medical University, em Pequim, diagnosticaram um jovem com provável Alzheimer. Se o diagnóstico estiver correto, ele será a pessoa mais nova com a doença que se tem registro.

O principal fator de risco para a doença é o envelhecimento, o que torna este caso recente tão incomum.

As causas exatas do Alzheimer ainda são amplamente desconhecidas, mas uma característica clássica da doença é o acúmulo de duas proteínas no cérebro: beta-amiloide e tau.

Em pacientes com Alzheimer, a beta-amiloide geralmente é encontrada em grandes quantidades fora dos neurônios, as células cerebrais, e os emaranhados de tau - grupos de filamentos torcidos da proteína - são observados dentro dos axônios, a projeção alongada e delgada dos neurônios.

Aos dezessete anos, o paciente começou a apresentar problemas de concentração para estudar. Isso foi seguido, um ano depois, pela perda da memória de curto prazo. Ele não conseguia se lembrar se havia comido ou feito o dever de casa. A perda de memória se tornou tão grave que ele teve que abandonar o ensino médio, mesmo estando no último ano.

Um diagnóstico provável de Alzheimer foi confirmado por testes cognitivos padrão usados para detectar perda de memória. Os resultados sugeriram que sua memória estava gravemente comprometida.

Os exames de imagens cerebrais também mostraram que seu hipocampo - uma parte do cérebro envolvida na memória - havia encolhido. Este é um sinal precoce típico de demência. Uma biópsia cerebral foi cogitada, mas seria muito arriscada, por isso entender os mecanismos biológicos de sua demência é difícil e seu caso permanece um mistério para a medicina por enquanto.

Os casos de Alzheimer de início precoce aumentam entre pacientes mais jovens. Infelizmente, é improvável que este seja o último caso raro de que iremos ouvir.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cled6z3w771o. Adaptado.

Um rapaz de dezenove anos, que tem problemas de memória desde os dezessete, foi diagnosticado com demência na China, de acordo com um estudo de caso recente publicado na revista científica Journal of Alzheimer's Disease.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.
Alternativas
Q2156602 Português




(Disponível em: https://www.lumiun.com/blog/10-maiores-falhas-de-seguranca-de-dados-em-2020/ – texto

adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:


I. A manutenção da segurança de dados nas empresas é encarada como assunto de suma importância por todas as empresas que trabalham com sistemas de informação.

II. Pequenas empresas podem sofrer ataques que lhes causem problemas mais sérios do que os causados em grandes empresas.

III. Os motivos que levam à invasão de um sistema de informação se restringem a questões corporativas.


Quais estão corretas?

Alternativas
Respostas
17601: B
17602: D
17603: B
17604: E
17605: C
17606: E
17607: B
17608: E
17609: D
17610: E
17611: A
17612: B
17613: C
17614: B
17615: D
17616: B
17617: B
17618: D
17619: D
17620: B