Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3194906 Português

Leia o texto para responder à questão.



Escolhendo times na escola


  Se eu pudesse voltar atrás, não participaria dos jogos da exclusão, dos jogos da rejeição da minha infância.
  Teria boicotado, feito greve, discursado contra.
  Há dores que demoram para doer. A consciência social nem sempre é pontual, nem sempre está desperta desde cedo.
   Eu não previa os efeitos danosos para tantos outros meninos como eu.
  Uma vez que eu não arcava com o preconceito, não entendia a sua influência perniciosa, o seu papel desagregador, o seu exemplo antieducacional.
  Nas aulas de educação física, o professor indicava dois colegas para escolher os times. Cada um desfrutava do direito de chamar, alternadamente, integrantes para sua equipe.
  Eu sempre fui boleiro, e terminava sendo um dos primeiros recrutados. Não penava como alvo da perseguição. Dispunha da confiança imediata dos meus semelhantes, então me calava.
  Depois que os melhores eram convocados, numa disputa de preferência por quem havia mostrado habilidade nas peladas do recreio, acontecia um bizarro concurso para evitar os piores no próprio time.
  Os capitães se digladiavam para não contar com os “pernas de pau” em sua formação. Xingavam publicamente os que sobravam no final da seletiva.
  Disparavam desaforos para crianças indefesas que estavam ali justamente para aprender futebol. Crianças que não tinham nenhuma obrigação de conhecer os fundamentos do esporte.
   — Pode ficar, jogamos com um a menos.
   — Ele não, é muito ruim.
   — Nem colocando de goleiro.
   — Ele não presta nem como poste.
  Qual o propósito da escola senão dar chance para quem nunca entrou em campo? Mas vivemos num país segregador, pulando etapas, em que é difícil ensinar o básico. Parece que todo mundo deve nascer sabendo.
  Assim muitos jovens perderam a vontade de comparecer a interações coletivas, postos de lado já nos ensaios e treinos da vida.
  Eu queria pedir desculpa retroativa a todos que foram zombados nas peneiras estudantis, apelidados de “perebas” ou de “babas”, ofendidos pela sua aparência, num bullying perigoso sobre obesidade e demais características físicas.
  A todos que não receberam uma mísera oportunidade, um único incentivo, a proteção do acolhimento, o cuidado para se entrosar pouco a pouco, sem a hierarquia sumária de valor, sem o julgamento prévio.
  Lamento a minha passividade. Tão obcecado no meu desempenho, focado no meu individualismo, egoísta nos dribles, feliz com a fragilidade do adversário, eu não via na época o quanto eles sofriam com qualquer erro, qualquer passe torto, qualquer tiro a gol longe da meta, defenestrados por antecipação. Atuavam sob o signo do pânico e da opressão, para confirmar expectativas e agouros. Não se encontravam relaxados ou motivados. Experimentavam um terrorismo psicológico desmedido. Não usufruíam de paz para tentar, falhar, retomar, condenados a provar o engano nos primeiros minutos de bola rolando. A indisposição reforçava os estereótipos, os rótulos, os recalques.
  Já começávamos a aula derrotados moralmente.
Autor: Fabrício Carpinejar - GZH (adaptado). 
Ao escrever o texto “Escolhendo times na escola”, Fabrício Carpinejar utiliza uma experiência pessoal para discutir um tema mais amplo que transcende o ambiente esportivo. Qual é o principal objetivo do autor ao compartilhar essa lembrança da infância?
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Q3194787 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Fevereiro Laranja e Roxo: o desafio de lidar com doenças crônicas

    Sempre que pensamos no mês de fevereiro, o atrelamos ao carnaval e ao verão. No entanto, também é tempo de cuidar da saúde, prevenção, controle de determinadas condições de saúde.
    A partir de primeiro de fevereiro, o momento de prestar atenção aos seis tipos de leucemia e a enfermidades como o lúpus, a fibromialgia e a doença de Alzheimer.
    Chamadas de crônicas, as condições surgem, muitas vezes, de maneira repentina e não há uma maneira clara de preveni-las, embora valha ressaltar que uma rotina de vida saudável, acompanhamento médico adequado e a realização do check-up anual de saúde, favorecem o controle dos sintomas.
    Em comum, fibromialgia, lúpus e leucemia, trazem a fadiga muscular. O Alzheimer, por outro lado, leva a alterações de memória e, em um estágio mais tardio, afeta a coordenação e a linguagem verbal.
    Outros aspectos importantes e específicos a serem ressaltados:
    – Anualmente surgem mais de 10 mil casos de leucemia em adultos. A maioria deles devido à exposição a agentes cancerígenos, entre eles: agrotóxicos e compostos químicos utilizados em diversos segmentos da indústria e da mineração. Uma das alternativas de cura é o transplante de medula óssea.
    — Quanto à doação podem se candidatar ao procedimento de coleta, pessoas entre 18 e 35 anos com boa saúde. É possível cadastrar-se para fazer parte do Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome), criado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). 
    — A fibromialgia afeta 3% da população mundial e a maioria dos casos, entre 70% a 90% ocorre em pacientes do sexo feminino.
    — Surgem mais de 900 mil casos de Alzheimer a cada ano. A população afetada é de pessoas com 60 anos de idade ou mais e, se descoberta no início, a doença pode ter seus efeitos postergados, graças à psicoterapia, fisioterapia e atividades que estimulem o raciocínio lógico e a cognição.
    — A quem tem lúpus, é indicado evitar a exposição aos raios solares, que podem aumentar a quantidade de manchas características da doença, e manter a vacinação em dia e prevenir-se de Infecções, pois elas podem estimular a produção desordenada de anticorpos, desequilibrando o sistema imunológico e, consequentemente, trazendo prejuízos a órgãos vitais como os rins e o fígado.

Fonte: https://www.core-sp.org.br/blog/fevereiro-laranja-e-roxo-o-desafiode-lidar-com-doencas-cronicas(adaptado).
No texto, o Alzheimer é descrito como uma doença que:
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Q3194786 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Fevereiro Laranja e Roxo: o desafio de lidar com doenças crônicas

    Sempre que pensamos no mês de fevereiro, o atrelamos ao carnaval e ao verão. No entanto, também é tempo de cuidar da saúde, prevenção, controle de determinadas condições de saúde.
    A partir de primeiro de fevereiro, o momento de prestar atenção aos seis tipos de leucemia e a enfermidades como o lúpus, a fibromialgia e a doença de Alzheimer.
    Chamadas de crônicas, as condições surgem, muitas vezes, de maneira repentina e não há uma maneira clara de preveni-las, embora valha ressaltar que uma rotina de vida saudável, acompanhamento médico adequado e a realização do check-up anual de saúde, favorecem o controle dos sintomas.
    Em comum, fibromialgia, lúpus e leucemia, trazem a fadiga muscular. O Alzheimer, por outro lado, leva a alterações de memória e, em um estágio mais tardio, afeta a coordenação e a linguagem verbal.
    Outros aspectos importantes e específicos a serem ressaltados:
    – Anualmente surgem mais de 10 mil casos de leucemia em adultos. A maioria deles devido à exposição a agentes cancerígenos, entre eles: agrotóxicos e compostos químicos utilizados em diversos segmentos da indústria e da mineração. Uma das alternativas de cura é o transplante de medula óssea.
    — Quanto à doação podem se candidatar ao procedimento de coleta, pessoas entre 18 e 35 anos com boa saúde. É possível cadastrar-se para fazer parte do Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome), criado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). 
    — A fibromialgia afeta 3% da população mundial e a maioria dos casos, entre 70% a 90% ocorre em pacientes do sexo feminino.
    — Surgem mais de 900 mil casos de Alzheimer a cada ano. A população afetada é de pessoas com 60 anos de idade ou mais e, se descoberta no início, a doença pode ter seus efeitos postergados, graças à psicoterapia, fisioterapia e atividades que estimulem o raciocínio lógico e a cognição.
    — A quem tem lúpus, é indicado evitar a exposição aos raios solares, que podem aumentar a quantidade de manchas características da doença, e manter a vacinação em dia e prevenir-se de Infecções, pois elas podem estimular a produção desordenada de anticorpos, desequilibrando o sistema imunológico e, consequentemente, trazendo prejuízos a órgãos vitais como os rins e o fígado.

Fonte: https://www.core-sp.org.br/blog/fevereiro-laranja-e-roxo-o-desafiode-lidar-com-doencas-cronicas(adaptado).
Sobre as doenças mencionadas no texto, analise as assertivas a seguir:

I. A fibromialgia afeta majoritariamente mulheres, correspondendo a 70% a 90% dos casos.
II. O lúpus pode ser agravado pela exposição ao sol, tornando necessário o uso de protetor solar.
III. A leucemia é considerada uma doença crônica e, na maioria dos casos, não pode ser tratada.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
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Q3194785 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Fevereiro Laranja e Roxo: o desafio de lidar com doenças crônicas

    Sempre que pensamos no mês de fevereiro, o atrelamos ao carnaval e ao verão. No entanto, também é tempo de cuidar da saúde, prevenção, controle de determinadas condições de saúde.
    A partir de primeiro de fevereiro, o momento de prestar atenção aos seis tipos de leucemia e a enfermidades como o lúpus, a fibromialgia e a doença de Alzheimer.
    Chamadas de crônicas, as condições surgem, muitas vezes, de maneira repentina e não há uma maneira clara de preveni-las, embora valha ressaltar que uma rotina de vida saudável, acompanhamento médico adequado e a realização do check-up anual de saúde, favorecem o controle dos sintomas.
    Em comum, fibromialgia, lúpus e leucemia, trazem a fadiga muscular. O Alzheimer, por outro lado, leva a alterações de memória e, em um estágio mais tardio, afeta a coordenação e a linguagem verbal.
    Outros aspectos importantes e específicos a serem ressaltados:
    – Anualmente surgem mais de 10 mil casos de leucemia em adultos. A maioria deles devido à exposição a agentes cancerígenos, entre eles: agrotóxicos e compostos químicos utilizados em diversos segmentos da indústria e da mineração. Uma das alternativas de cura é o transplante de medula óssea.
    — Quanto à doação podem se candidatar ao procedimento de coleta, pessoas entre 18 e 35 anos com boa saúde. É possível cadastrar-se para fazer parte do Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome), criado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). 
    — A fibromialgia afeta 3% da população mundial e a maioria dos casos, entre 70% a 90% ocorre em pacientes do sexo feminino.
    — Surgem mais de 900 mil casos de Alzheimer a cada ano. A população afetada é de pessoas com 60 anos de idade ou mais e, se descoberta no início, a doença pode ter seus efeitos postergados, graças à psicoterapia, fisioterapia e atividades que estimulem o raciocínio lógico e a cognição.
    — A quem tem lúpus, é indicado evitar a exposição aos raios solares, que podem aumentar a quantidade de manchas características da doença, e manter a vacinação em dia e prevenir-se de Infecções, pois elas podem estimular a produção desordenada de anticorpos, desequilibrando o sistema imunológico e, consequentemente, trazendo prejuízos a órgãos vitais como os rins e o fígado.

Fonte: https://www.core-sp.org.br/blog/fevereiro-laranja-e-roxo-o-desafiode-lidar-com-doencas-cronicas(adaptado).
Segundo o texto, a leucemia pode ser causada por:
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Q3194748 Português
Texto para responder à questão.


Planejamento de metas de saúde para 2025


Dicas para traçar metas alcançáveis e melhorar sua saúde física e mental.

      Com a chegada de um novo ano, é tempo de repensar escolhas, traçar objetivos e priorizar o que realmente importa. Para quem deseja melhorar a saúde física e mental em 2025, definir metas claras e alcançáveis é o primeiro passo rumo a uma vida mais equilibrada.

       Por que planejar metas de saúde?

    O planejamento de metas de saúde vai além das listas no papel. Ele envolve criar um roteiro estratégico para melhorar a qualidade de vida. Quando você define metas claras e alcançáveis, torna-se mais fácil manter a consistência e transformar hábitos.

      Como criar metas alcançáveis

     Aqui estão cinco passos para planejar suas metas de saúde e bem-estar em 2025:

   ▪ Defina prioridades: identifique os aspectos da sua saúde que precisam de atenção. Pode ser emagrecimento, redução do estresse e melhora da qualidade do sono.

   ▪ Seja específico: substitua metas genéricas como “quero ser saudável” por objetivos concretos, como “praticar 30 minutos de atividade física, três vezes por semana”.

   ▪ Estabeleça prazos: divida metas anuais em etapas mensais ou semanais. Isso ajuda a acompanhar o progresso e ajustar o plano quando necessário.

    ▪ Monitore o progresso: anote suas conquistas e desafios ao longo do tempo para manter o foco.

   ▪ Celebre as conquistas: comemore cada progresso alcançado. Isso aumenta a motivação e incentiva a continuar.

   Planejar metas de saúde e bem-estar é essencial para transformar intenções em resultados concretos. Comece e veja como pequenos passos podem levar a grandes conquistas em 2025. Afinal, cuidar de si é o melhor investimento que você pode fazer.


(Disponível em: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/especial-publicitario/cuide-se/. Acesso em: janeiro de 2025.)
Considerando o contexto textual, a palavra “consistência” (3º§) pode ser interpretada como:
Alternativas
Q3194746 Português
Texto para responder à questão.


Planejamento de metas de saúde para 2025


Dicas para traçar metas alcançáveis e melhorar sua saúde física e mental.

      Com a chegada de um novo ano, é tempo de repensar escolhas, traçar objetivos e priorizar o que realmente importa. Para quem deseja melhorar a saúde física e mental em 2025, definir metas claras e alcançáveis é o primeiro passo rumo a uma vida mais equilibrada.

       Por que planejar metas de saúde?

    O planejamento de metas de saúde vai além das listas no papel. Ele envolve criar um roteiro estratégico para melhorar a qualidade de vida. Quando você define metas claras e alcançáveis, torna-se mais fácil manter a consistência e transformar hábitos.

      Como criar metas alcançáveis

     Aqui estão cinco passos para planejar suas metas de saúde e bem-estar em 2025:

   ▪ Defina prioridades: identifique os aspectos da sua saúde que precisam de atenção. Pode ser emagrecimento, redução do estresse e melhora da qualidade do sono.

   ▪ Seja específico: substitua metas genéricas como “quero ser saudável” por objetivos concretos, como “praticar 30 minutos de atividade física, três vezes por semana”.

   ▪ Estabeleça prazos: divida metas anuais em etapas mensais ou semanais. Isso ajuda a acompanhar o progresso e ajustar o plano quando necessário.

    ▪ Monitore o progresso: anote suas conquistas e desafios ao longo do tempo para manter o foco.

   ▪ Celebre as conquistas: comemore cada progresso alcançado. Isso aumenta a motivação e incentiva a continuar.

   Planejar metas de saúde e bem-estar é essencial para transformar intenções em resultados concretos. Comece e veja como pequenos passos podem levar a grandes conquistas em 2025. Afinal, cuidar de si é o melhor investimento que você pode fazer.


(Disponível em: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/especial-publicitario/cuide-se/. Acesso em: janeiro de 2025.)
No texto, o uso da expressão “pequenos passos podem levar a grandes conquistas” (11º§) contribui para:
Alternativas
Q3194745 Português
Texto para responder à questão.


Planejamento de metas de saúde para 2025


Dicas para traçar metas alcançáveis e melhorar sua saúde física e mental.

      Com a chegada de um novo ano, é tempo de repensar escolhas, traçar objetivos e priorizar o que realmente importa. Para quem deseja melhorar a saúde física e mental em 2025, definir metas claras e alcançáveis é o primeiro passo rumo a uma vida mais equilibrada.

       Por que planejar metas de saúde?

    O planejamento de metas de saúde vai além das listas no papel. Ele envolve criar um roteiro estratégico para melhorar a qualidade de vida. Quando você define metas claras e alcançáveis, torna-se mais fácil manter a consistência e transformar hábitos.

      Como criar metas alcançáveis

     Aqui estão cinco passos para planejar suas metas de saúde e bem-estar em 2025:

   ▪ Defina prioridades: identifique os aspectos da sua saúde que precisam de atenção. Pode ser emagrecimento, redução do estresse e melhora da qualidade do sono.

   ▪ Seja específico: substitua metas genéricas como “quero ser saudável” por objetivos concretos, como “praticar 30 minutos de atividade física, três vezes por semana”.

   ▪ Estabeleça prazos: divida metas anuais em etapas mensais ou semanais. Isso ajuda a acompanhar o progresso e ajustar o plano quando necessário.

    ▪ Monitore o progresso: anote suas conquistas e desafios ao longo do tempo para manter o foco.

   ▪ Celebre as conquistas: comemore cada progresso alcançado. Isso aumenta a motivação e incentiva a continuar.

   Planejar metas de saúde e bem-estar é essencial para transformar intenções em resultados concretos. Comece e veja como pequenos passos podem levar a grandes conquistas em 2025. Afinal, cuidar de si é o melhor investimento que você pode fazer.


(Disponível em: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/especial-publicitario/cuide-se/. Acesso em: janeiro de 2025.)
O texto destaca que planejar metas de saúde:
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Q3194744 Português
Texto para responder à questão.

O açúcar


O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.


Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor que se dissolve na boca. Mas este açúcar,
não foi feito por mim.


Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.


Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não crescem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.


Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.


(GULLAR, F. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980, p. 227-228.)
No poema “O açúcar”, o autor utiliza uma abordagem reflexiva para destacar a produção do açúcar. Com base nessa reflexão, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3194740 Português
Texto para responder à questão.

O açúcar


O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.


Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor que se dissolve na boca. Mas este açúcar,
não foi feito por mim.


Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
dono da mercearia.
Este açúcar veio de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.


Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não crescem por acaso
no regaço do vale.
Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de fome
aos vinte e sete anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.


Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.


(GULLAR, F. Toda poesia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1980, p. 227-228.)
O poema apresenta uma reflexão crítica sobre:
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Q3194738 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
Há uma INADEQUAÇÃO de acordo com a norma padrão da língua em: 
Alternativas
Q3194737 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
Em “Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos.” (4º§), os termos destacados:
Alternativas
Q3194735 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
Em “De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram ‘entrando em choque’ ao saltar da escrita digital para a tradicional.” (2º§), assinale, a seguir, uma possível substituição em que a correção do período se mantém.
Alternativas
Q3194734 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
De acordo com o texto, há um fator gerador de dúvida em relação ao assunto apresentado indicado em:
Alternativas
Q3194733 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
Considerando o título atribuído ao texto e sua estrutura linguística, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3194732 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
A reescrita do trecho “As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza.” (1º§) apresenta correção gramatical e semântica em:
Alternativas
Q3194731 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
As ideias e informações apresentadas no texto mostram uma perspectiva negativa referente a determinado aspecto da comunicação. Assinale, a seguir, o fragmento que NÃO demonstra tal indicação.
Alternativas
Q3194730 Português
Texto para responder à questão.


Geração Z está perdendo uma habilidade que temos há 5,5 mil anos: 40% estão perdendo a fluência na comunicação

     As inovações digitais estão fazendo com que a Geração Z abandone não apenas a capacidade de escrever, mas também o conhecimento básico para se expressar com maior clareza. A dúvida se faz parte da transformação que a sociedade vive ou se é um problema da Geração Z que deve ser enfrentado preocupa os especialistas. O fato é que a Gen Z está perdendo o que a humanidade veio desenvolvendo há 5.500 anos.

     De acordo com diversos estudos e depoimentos de professores de diversas universidades coletados pelo jornal turco Türkiye Today, os jovens da Geração Z ficaram tão acostumados a usar teclados que acabaram “entrando em choque” ao saltar da escrita digital para a tradicional. Como qualquer habilidade que é lentamente perdida pelo não uso, os alunos agora demonstram uma perda considerável na caligrafia, muitas vezes torta na página e exibindo uma letra inelegível.

    Um estudo realizado na Universidade de Stavanger, na Noruega, mostrou que, em apenas um ano focando exclusivamente na escrita digital, 40% dos alunos perderam fluência na escrita manual. Porém, os responsáveis pelo estudo garantem que ter uma “caligrafia ruim” ou ficar mais cansado do que o necessário ao escrever no papel não é o pior que pode acontecer por conta da digitalização.

   Motivados pelo uso das redes sociais como meio de comunicação, os alunos, muitas vezes, evitam frases longas ou não conseguem construir parágrafos significativos. A Gen Z não só tem mais dificuldade em escrever e se comunicar de forma eficaz, mas independentemente de fazê-lo manualmente ou com teclado, não consegue criar parágrafos com frases independentes, o que torna mais caótico e difícil a tentativa de compreensão de seus textos.

    A boa notícia é que a capacidade de síntese para tentar explicar qualquer conceito em menos de dez palavras melhorou significativamente, mas a longo prazo torna o aprofundamento em tópicos mais complexos especialmente difícil para eles. Entre a perda de certas normas ortográficas e a capacidade de estruturar corretamente o que pretendem transmitir, a preocupação com o caminho que a escrita tomará à medida que a tecnologia continua a crescer é, cada vez mais, uma realidade tangível.


(Viny Mathias. IGN Brasil. Disponível em: https://www.msn.com. Acesso em: dezembro de 2024.)
Assinale a frase a seguir em que as aspas exercem função equivalente à identificada em decorrência de seu uso no 3º§ do texto.
Alternativas
Q3194622 Português

Cientistas propõem nova definição da obesidade: entenda o que muda 


Por Eduardo Lima



(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/cientistas-propoem-nova-definicao-da-obesidade-entenda-oque-muda/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os conceitos apresentados no texto às suas respectivas definições.


Coluna 1


1. IMC.

2. Obesidade clínica.

3. Obesidade pré-clínica.


Coluna 2


( ) Risco aumentado de, no futuro, desenvolver os sintomas de obesidade.

( ) Uma medida criada no século 19 calculada a partir do peso e da altura de um indivíduo.

( ) Achado de 18 sintomas causados pela gordura em excesso, como problemas respiratórios e dificuldade de realizar atividades cotidianas.



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q3194621 Português

Cientistas propõem nova definição da obesidade: entenda o que muda 


Por Eduardo Lima



(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/cientistas-propoem-nova-definicao-da-obesidade-entenda-oque-muda/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto no texto-base, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3194533 Português

Negócio de ocasião


    Quando mandou colocar mármore no chão de seu apartamento, o vizinho de baixo veio reclamar: oito horas da manhã os operários começavam a quebrar mármore mesmo em cima de sua cabeça. Durma-se com um barulho desses! 

    – Está bem – concordou ele, acalmando o vizinho: – Vou mandar começar mais tarde.

    Mandou que os operários só começassem a trabalhar a partir das nove horas. Dois dias depois tornava o vizinho:

    – Assim não é possível. Já reclamei, o senhor prometeu, e o barulho continua!  

    – Mas é só por uns dias – argumentou ele: – o senhor vai ter paciência...

    E mandou que os trabalhos só se iniciassem a partir das dez horas. Com isso, pensava haver contentado o vizinho. Para surpresa sua, todavia, o homem voltou ainda para protestar, e desta vez furibundo, armado de revólver: 

    – Ou o senhor para com esse barulho ou faço um estrago louco.

    Olhou espantado para a arma e, cordato, convidou-o a entrar:

    – Não precisa se exaltar, que diabo. Vamos resolver a coisa como gente civilizada. Eu disse que era só por uns dias... Se o senhor quiser que eu pare, eu paro. Cuidado com esse negócio, costuma disparar. Qual é o calibre? 

    – Trinta e dois.

    – Prefiro trinta e oito. Mas esse parece ser muito bom... Que marca? 

    – Smith-Wesson.

     – Ah! Então deve ser muito bom. Cabo de madrepérola... Quanto o senhor pagou por ele? 

    – Cinco mil cruzeiros.

    – Não foi caro. Sempre tive vontade de ter um revólver desses. Quem sabe o senhor me venderia? 

    – Não vim aqui para vender revólver – explodiu o outro – mas para te avisar que esse barulho...

    – Não haverá mais barulho, esteja tranquilo. Agora, quanto ao revólver... Quer vender? 

    – O senhor está brincando...

    Não estou não: pela vida de minha mãezinha. Quer saber de uma coisa? Dou dez mil por ele. Sempre tive vontade... Vamos, aceite! Dez mil, pago na hora. 

    O homem começou a titubear. Olhou o revólver, pensativo: dez mil era um bom preço. Já pensava mesmo em vendê-lo... Olhou o dono da casa, tornou a olhar o revólver: 

    – Toma, é seu – decidiu-se.

    Antes de entrar na posse da arma, o comprador foi lá dentro, trouxe dez abobrinhas e estendeu-as ao vizinho. Depois, empurrou o revólver e chegou-lhe aos peitos:

    – Bem, agora ponha-se daqui pra fora. E fique sabendo que eu faço o barulho que quiser e quando quiser, entendeu? Venha aqui outra vez reclamar e vai ver quem é que acaba fazendo um estrago louco.


(Fernando Sabino. A mulher do vizinho. 2ª ed. RJ, Ed do Autor, 1962 p. 186.)

No trecho “Não estou não: pela vida de minha mãezinha.” (19º§), emprega-se uma linguagem simbólica para realçar o sentido pretendido. É possível afirmar que tal fato ocorre por meio de: 
Alternativas
Respostas
4021: C
4022: D
4023: A
4024: A
4025: B
4026: C
4027: D
4028: D
4029: D
4030: D
4031: C
4032: B
4033: C
4034: D
4035: B
4036: A
4037: D
4038: E
4039: B
4040: B