Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4351279 Português
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À CRISE AMBIENTAL

Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez


    “Temperatura média global é a maior desde o início das medições”. “Perda de biodiversidade se aproxima do ponto de não retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e na Amazônia”. “Temporada de tornados será a mais devastadora em décadas”. Manchetes como essas se tornaram cotidianas e, se por um lado, deixam clara a gravidade e urgência da atual crise ambiental, por outro, apontam para um cenário apocalíptico e desesperançoso.

    Por se tratar de uma crise global, cuja solução demanda transformações profundas nos  diferentes setores da sociedade, é de suma importância que a população seja devidamente esclarecida e sensibilizada sobre os problemas ambientais.

    No entanto, tão importante quanto divulgar os dados científicos é possibilitar às pessoas o devido preparo emocional e a força de vontade para o enfrentamento da degradação ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise ecológica, seja ela feita pelos noticiários, relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se mostrado eficiente como alerta, mas pouco promissora em seu potencial de mobilização.

    A atual crise ambiental já é um fator reconhecidamente impactante sobre a saúde mental das pessoas. A iminência de catástrofes climáticas, a perda gradativa dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos e a incerteza da manutenção da vida no planeta tal como a conhecemos são alguns dos fatores que geram emoções como medo, ansiedade e desespero.

    Esse mal-estar causado pela crise ambiental se tornou um interesse específico da psicologia há menos de duas décadas.

    Classificada como um tipo de emoção moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza necessariamente como um quadro patológico e sequer é considerada um transtorno mental. Na verdade, ela pode até agir como força motivadora de condutas pró-ambientais ou, contrariamente, pode atuar como fator paralisante e desmotivador.

    Diversos fatores psicossociais podem influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a minimizar seus impactos negativos e potencializar os positivos. Como é de se esperar, a ecoansiedade é mais frequente em pessoas que vivem em maior contato com a natureza, sobretudo aquelas afetadas diretamente por problemas ambientais, como enchentes, queimadas e escassez de recursos naturais.

    Outro grupo particularmente propenso à ecoansiedade é o de profissionais e militantes que atuam na área ambiental. A proximidade destes com os impactos ambientais, a frequência e profundidade com que acessam os dados científicos e uma tendência a maior sensibilidade em relação à temática ambiental são vistos como principais fatores de vulnerabilidade desse público à ecoansiedade.

    A faixa etária é outro importante fator de propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente em crianças, adolescentes e jovens.

    Vale lembrar que outros fatores, como desigualdade intergeracional, precarização do trabalho e efeitos colaterais das redes sociais, agravam o quadro mental desse público, levando a índices atuais de ansiedade e depressão sem precedentes entre adolescentes e jovens adultos mundo afora.

    Por se tratar de um fenômeno relativamente recente, com consequências gerais ainda pouco compreendidas, ainda há pouca informação na literatura sobre como lidar com a ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu potencial efeito desmotivador na luta contra a crise ambiental.

    Estudiosos da ecoansiedade afirmam que o otimismo e a esperança realistas – isto é, quando não baseados em negação da realidade – estão entre os fatores que mais contribuem para a prática de comportamentos pró-ambientais. Nesse sentido, garantir que se mantenha uma perspectiva positiva no horizonte de possibilidades para o futuro é tarefa fundamental na luta contra a degradação ambiental.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
No trecho, “A atual crise ambiental já é um fator reconhecidamente impactante sobre a saúde mental das pessoas.” (4º parágrafo), o vocábulo em destaque permite inferir que a relação entre crise ambiental e saúde mental: 
Alternativas
Q4351277 Português
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À CRISE AMBIENTAL

Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez


    “Temperatura média global é a maior desde o início das medições”. “Perda de biodiversidade se aproxima do ponto de não retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e na Amazônia”. “Temporada de tornados será a mais devastadora em décadas”. Manchetes como essas se tornaram cotidianas e, se por um lado, deixam clara a gravidade e urgência da atual crise ambiental, por outro, apontam para um cenário apocalíptico e desesperançoso.

    Por se tratar de uma crise global, cuja solução demanda transformações profundas nos  diferentes setores da sociedade, é de suma importância que a população seja devidamente esclarecida e sensibilizada sobre os problemas ambientais.

    No entanto, tão importante quanto divulgar os dados científicos é possibilitar às pessoas o devido preparo emocional e a força de vontade para o enfrentamento da degradação ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise ecológica, seja ela feita pelos noticiários, relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se mostrado eficiente como alerta, mas pouco promissora em seu potencial de mobilização.

    A atual crise ambiental já é um fator reconhecidamente impactante sobre a saúde mental das pessoas. A iminência de catástrofes climáticas, a perda gradativa dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos e a incerteza da manutenção da vida no planeta tal como a conhecemos são alguns dos fatores que geram emoções como medo, ansiedade e desespero.

    Esse mal-estar causado pela crise ambiental se tornou um interesse específico da psicologia há menos de duas décadas.

    Classificada como um tipo de emoção moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza necessariamente como um quadro patológico e sequer é considerada um transtorno mental. Na verdade, ela pode até agir como força motivadora de condutas pró-ambientais ou, contrariamente, pode atuar como fator paralisante e desmotivador.

    Diversos fatores psicossociais podem influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a minimizar seus impactos negativos e potencializar os positivos. Como é de se esperar, a ecoansiedade é mais frequente em pessoas que vivem em maior contato com a natureza, sobretudo aquelas afetadas diretamente por problemas ambientais, como enchentes, queimadas e escassez de recursos naturais.

    Outro grupo particularmente propenso à ecoansiedade é o de profissionais e militantes que atuam na área ambiental. A proximidade destes com os impactos ambientais, a frequência e profundidade com que acessam os dados científicos e uma tendência a maior sensibilidade em relação à temática ambiental são vistos como principais fatores de vulnerabilidade desse público à ecoansiedade.

    A faixa etária é outro importante fator de propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente em crianças, adolescentes e jovens.

    Vale lembrar que outros fatores, como desigualdade intergeracional, precarização do trabalho e efeitos colaterais das redes sociais, agravam o quadro mental desse público, levando a índices atuais de ansiedade e depressão sem precedentes entre adolescentes e jovens adultos mundo afora.

    Por se tratar de um fenômeno relativamente recente, com consequências gerais ainda pouco compreendidas, ainda há pouca informação na literatura sobre como lidar com a ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu potencial efeito desmotivador na luta contra a crise ambiental.

    Estudiosos da ecoansiedade afirmam que o otimismo e a esperança realistas – isto é, quando não baseados em negação da realidade – estão entre os fatores que mais contribuem para a prática de comportamentos pró-ambientais. Nesse sentido, garantir que se mantenha uma perspectiva positiva no horizonte de possibilidades para o futuro é tarefa fundamental na luta contra a degradação ambiental.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
O título do texto (“Ecoansiedade como resposta à crise ambiental”) explicita uma relação de: 
Alternativas
Q4351209 Português


STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 2026.

Assinale a alternativa que resume a visão do autor de como pretende viver sua chegada aos 80 anos. 
Alternativas
Q4351208 Português


STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 2026.

No trecho "...personal trainer mais baixo e mais implacável de que se tem notícia" (linhas 19-20), o termo destacado pode ser substituído sem prejuízo do sentido por: 
Alternativas
Q4351207 Português


STARLING, Carlos. Estado de Minas. 04/08/2026. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2026/08/7473216-bem-viver-o-muro-dos-80-anos.html. Acesso em 12 set. 2026.

No trecho "E eis que descubro que o best-seller japonês foi escrito, na verdade, pela minha avó em Ibiá, por volta de 1958" (linhas 07-08), o autor expressa: 
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Q4351181 Português
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL

Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano


    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.

    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.

    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.

    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.

    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.

     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 


Vocabulário:

Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
A metáfora presente em “Há que inverter o placar desse jogo” (último parágrafo) sugere que as plataformas de aposta devem: 
Alternativas
Q4351179 Português
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL

Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano


    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.

    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.

    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.

    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.

    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.

     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 


Vocabulário:

Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
No segundo parágrafo, a estratégia utilizada para apontar a ludopatia como doença é:
Alternativas
Q4351173 Português
Texto: AS PRIMEIRAS EVIDÊNCIAS DE LUDOPATIA NO BRASIL

Alexandre Agra Belmonte

Guilherme Guimarães Feliciano


    O cenário brasileiro contemporâneo é marcado pela onipresença das plataformas de apostas de quota fixa, as bets. Presentes no horário nobre da televisão, nos uniformes dos clubes de futebol e até na tela do celular de cada cidadão, essa expansão agressiva recai sobre uma estrutura social já fragilizada. O perfil majoritário dos apostadores é composto por indivíduos das classes C, D e E – cerca de 80% dos usuários –, na faixa dos 30 aos 49 anos, público-alvo de uma indústria que opera com margens elevadíssimas e estratégias de marketing de alta precisão.

    Nesse contexto, emerge o silêncio doloroso da ludopatia. Longe de ser mera “falha de caráter”, o vício em jogos é condição médica severa, catalogada pela OMS como transtorno do jogo (CID F63.0). A invisibilidade da doença é o que permite que ela se alastre sem contenção social e jurídica adequadas. O ludopata não é consumidor comum com autonomia de vontade; é paciente em estado de compulsão. Sua vulnerabilidade é explorada por sistemas tecnológicos desenhados para mantê-lo conectado o maior tempo possível.

    Diga-se, a propósito, que nem sempre o hábito de apostar com frequência é caracterizado como doença, que requer uma condição pessoal de descontrole. De outra parte, mesmo nos casos de doença é preciso avaliar a questão da quebra da confiança, quando o trabalhador aposta com dinheiro da empresa ou dos clientes dela.

    A operação das casas de apostas online repousa em infraestrutura que monitora cada clique e padrão de aposta em tempo real. Essa capacidade cria dever de cuidado proporcional ao controle exercido. Quando o algoritmo identifica sinais claros de ludopatia, a prática comum não é proteger o vulnerável, mas gamificar, enviando bônus agressivos e notificações persuasivas para retê-lo no sistema. Essa conduta configura omissão deliberada no dever de segurança, atraindo a responsabilidade civil objetiva prevista no art. 14 do CDC – pelo defeito do serviço, independentemente de culpa.

    A Lei 14.790/2023 inaugurou novo marco regulatório. Impõe às operadoras obrigações concretas: políticas de jogo responsável (art. 8º, III), sistemas de monitoramento de padrões de gastos e comportamento (art. 23, § 3º) e vedação à participação de diagnosticados com ludopatia (art. 26, VI). O descumprimento rompe a barreira da legalidade e atinge a dignidade do apostador.

     Para Foucault¹, o poder contemporâneo exerce-se por vigilância minuciosa que penetra na vida cotidiana. As plataformas operam como um panóptico digital: tudo registram, transformando o apostador em objeto de extração de valor. Essa vigilância, que deveria servir à saúde do corpo social, é frequentemente revertida para a captura do desejo vulnerável. Há que inverter o placar desse jogo.

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/07/asprimeiras-evidencias-de-ludopatia-no-brasil.shtml 


Vocabulário:

Foucault¹: refere-se a Michel Foucault, filósofo francês. 
De acordo com o texto, as chamadas bets têm como característica a onipresença, pois:
Alternativas
Q4350817 Português
Leia o texto para responder a questão.


Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares


Por Camila Boehm


   O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%. Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

    Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país. Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%. Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais - de 56% em 2024 para 75% em 2025 - e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

    Obstáculos  

   Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%). Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%). Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%). Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital. Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende. 

    Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais. “Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br. Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital. “As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

    Uso de celulares

   Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%). Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços. Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

    Inteligência artificial

    É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira. No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares). Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%). Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.


Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026- 08/impacto-das-telas-na-saude-mental-ja-e-debatido-em-80-das-escolas 
De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta qual é a ideia central defendida no início do texto a respeito da realidade escolar brasileira. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI Provas: Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Agente de Correição | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Aux. Serviços Gerais – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Serviços Gerais – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria D – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria A/B - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Computador – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de computador - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Máquinas CNH categoria D ou E - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico de Enfermagem – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico em Saúde Bucal - 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia – 40h (EDUCAÇÃO) |
Q4350770 Português

TEXTO I


TRABALHO, RENDA E TRANSFORMAÇÕES PRODUTIVAS


O mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças relevantes nos últimos anos. As pesquisas domiciliares do IBGE acompanham ocupação, desemprego e rendimentos. Esses indicadores permitem observar avanços, mas também desigualdades persistentes. A redução da desocupação não significa, isoladamente, trabalho de melhor qualidade. É necessário considerar a informalidade, a remuneração e a proteção previdenciária. Trabalhadores informais podem gerar renda sem dispor das garantias de um emprego formal. Por isso, quantidade de ocupações e qualidade dos vínculos são dimensões relacionadas, mas não equivalentes, da dinâmica econômica e social. O Ministério do Trabalho e Emprego, por sua vez, divulga registros administrativos sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com vínculo formal. Esses registros e as pesquisas do IBGE não medem exatamente o mesmo fenômeno, razão pela qual seus resultados devem ser interpretados segundo cada metodologia. Além disso, transformações tecnológicas alteram tarefas e exigem novas competências. A qualificação profissional, contudo, não funciona como chave mágica para todo problema: a criação de oportunidades também depende do crescimento econômico e dos investimentos. Políticas de emprego tornam-se mais efetivas quando articulam formação, proteção social e estímulos à atividade produtiva, sem ignorar diferenças regionais e sociais. Assim, compreender o trabalho exige olhar além de um único número, pois indicadores são bússolas, não retratos completos da realidade.


(Texto elaborado com base em informações públicas sobre economia e trabalho) 


Com base no texto acima, julgue o item a seguir.

No segmento “pois indicadores são bússolas, não retratos completos da realidade”, o emprego metafórico de “bússolas” sugere que os indicadores orientam a análise, sem reproduzirem integralmente o fenômeno observado. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI Provas: Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Agente de Correição | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Administrativo – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Aux. Serviços Gerais – 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Auxiliar Serviços Gerais – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria D – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Motorista – CNH categoria A/B - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Computador – 40h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de computador - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Operador de Máquinas CNH categoria D ou E - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico de Enfermagem – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Técnico em Saúde Bucal - 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Vigia – 40h (EDUCAÇÃO) |
Q4350767 Português

TEXTO I


TRABALHO, RENDA E TRANSFORMAÇÕES PRODUTIVAS


O mercado de trabalho brasileiro passou por mudanças relevantes nos últimos anos. As pesquisas domiciliares do IBGE acompanham ocupação, desemprego e rendimentos. Esses indicadores permitem observar avanços, mas também desigualdades persistentes. A redução da desocupação não significa, isoladamente, trabalho de melhor qualidade. É necessário considerar a informalidade, a remuneração e a proteção previdenciária. Trabalhadores informais podem gerar renda sem dispor das garantias de um emprego formal. Por isso, quantidade de ocupações e qualidade dos vínculos são dimensões relacionadas, mas não equivalentes, da dinâmica econômica e social. O Ministério do Trabalho e Emprego, por sua vez, divulga registros administrativos sobre admissões e desligamentos de trabalhadores com vínculo formal. Esses registros e as pesquisas do IBGE não medem exatamente o mesmo fenômeno, razão pela qual seus resultados devem ser interpretados segundo cada metodologia. Além disso, transformações tecnológicas alteram tarefas e exigem novas competências. A qualificação profissional, contudo, não funciona como chave mágica para todo problema: a criação de oportunidades também depende do crescimento econômico e dos investimentos. Políticas de emprego tornam-se mais efetivas quando articulam formação, proteção social e estímulos à atividade produtiva, sem ignorar diferenças regionais e sociais. Assim, compreender o trabalho exige olhar além de um único número, pois indicadores são bússolas, não retratos completos da realidade.


(Texto elaborado com base em informações públicas sobre economia e trabalho) 


Com base no texto acima, julgue o item a seguir.

O texto sustenta que a queda da desocupação, embora relevante, é insuficiente para demonstrar, por si só, a melhoria qualitativa do mercado de trabalho.
Alternativas
Q4350703 Português

Observe o texto a seguir.



Imagem associada para resolução da questão


MAITENA. Superadas 1. Rio de Janeiro: Rocco, 2005. p. 112.



A interpretação do cartum demanda do leitor o reconhecimento do valor argumentativo da enumeração das atividades realizadas durante a viagem.  


Essa enumeração consiste principalmente em 

Alternativas
Q4350635 Português
Já por várias vezes o nosso jornal, que é sem dúvida o órgão das mais legítimas aspirações da população baiana, tem trazido notícias sobre a atividade criminosa dos “Capitães da Areia”, nome pelo qual é conhecido o grupo de meninos assaltantes e ladrões que infestam a nossa urbe. Essas crianças que tão cedo se dedicaram à tenebrosa carreira do crime não têm moradia certa ou pelo menos a sua moradia ainda não foi localizada.  

Esse bando que vive da rapina se compõe, pelo que se sabe, de um número superior a 100 crianças das mais diversas idades. Crianças que, naturalmente devido ao desprezo dado à sua educação por pais pouco servidos de sentimentos cristãos, se entregaram no verdor dos anos a uma vida criminosa. São chamados de “Capitães da Areia” porque o cais é o seu quartel-general. E têm por comandante um mascote dos seus 14 anos, que é o mais terrível de todos, não só ladrão, como já autor de um crime de ferimentos graves.

Adaptado de AMADO, J. Capitães da Areia. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 4. 
Uma análise dos substantivos e dos adjetivos empregados no trecho permite concluir que a seleção dessas classes gramaticais contribui para
Alternativas
Q4350633 Português

Observe o cartum de André Dahmer.



https://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais 

No cartum, o efeito de humor decorre do fato de que o paciente
Alternativas
Q4350630 Português
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) apontou a existência de redes de autoanticorpos em doenças degenerativas, como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla. A pesquisa mostrou que os processos de neurodegeneração não estão necessariamente atrelados ao sistema nervoso central. Além disso, envolvem uma desregulação sistêmica em alvos distintos. O resultado, publicado na revista iScience, foi alcançado após análise de 600 amostras de sangue de pacientes com e sem as doenças citadas. 

https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude
No trecho apresentado, a expressão "A pesquisa" desempenha, principalmente, a função de
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Q4350629 Português

BAHIA SABE SOFRER PARA TRAZER PONTO DO MARACANÃ, MAS

ATAQUE CONTINUA DEVENDO 


Tricolor baiano tem nova atuação ofensiva pobre, desta vez

contra o Fluminense 


O Bahia chegou ao terceiro empate consecutivo no Brasileirão em momento no qual tem mais empatia com a solidez defensiva do que com chances criadas no ataque. O resultado de 0 a 0 da última quarta-feira, contra o Fluminense, pela 21ª rodada, foi um claro exemplo desta nova fase do time de Rogério Ceni depois da Copa do Mundo. 

No contexto do título da notícia, a expressão "ataque continua devendo" significa que 
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Q4350516 Português
    Uma das maiores mentiras deste século é a afirmação corriqueira de que “na crise climática, estamos todos no mesmo barco”. Não estamos. Mas não estamos mesmo. Como também não estávamos na eclosão da pandemia de covid-19, que desde o início matou mais negros e pobres. E como não estaremos nas próximas pandemias que ainda virão, consequência da destruição da natureza e do processo de circulação capitalista de pessoas e de mercadorias. 

    O fato que precisa ser afirmado em voz bem alta em todas as oportunidades é que, para enfrentar a crise climática e se adaptar a ela, a minoria que a provocou tem luxuosos iates com tecnologia de ponta, enquanto a maioria tem um barquinho de papel.

    Enquanto o número de refugiados climáticos cresce, produzidos pelas secas e inundações, assim como pela fome e pela violência que seguem seu rastro, supermilionários e bilionários constroem bunkers em “paraísos” como a Nova Zelândia, para se proteger das alterações do clima e dos desvalidos que ela produzirá. E, claro, manter seus privilégios intactos também no fim do mundo. Apocalipse, sim, mas em ambiente climatizado e bebendo vinhos exclusivos. 

Eliane Brum. Banzeiro òkòtó: uma viagem à Amazônia centro do mundo.
São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p.71 (com adaptações).



Julgue o próximo item, relativo à ideia e a aspecto linguístico do texto apresentado.
No segundo parágrafo, a autora reporta-se à vulnerabilidade da maioria da população mundial diante da crise climática, dada a distribuição desigual de recursos para enfrentá-la. 
Alternativas
Q4350511 Português
    Toda nação constrói para si alguns mitos básicos, que têm, em seu conjunto, a capacidade de produzir nos cidadãos o sentimento de pertencer a uma comunidade única, a qual permaneceria para sempre inalterada — “deitad[a] eternamente em berço esplêndido”, conforme verseja nosso Hino Nacional. Histórias de claro impacto e importância em seu contexto ganham outra dimensão quando escapam do momento que as viu nascer e passam a fazer parte da lógica do senso comum ou se transformam em retórica nacional.

    O certo é que, quando viram mitologia, esses discursos perdem sua capacidade crítica para serem lidos apenas de uma maneira, a partir de um só pressuposto: aquele que exalta a criação de um passado glorioso e de uma história única, somente enaltecedora. Além da burla da mestiçagem racial, tal espécie de utopia de Estado costuma imaginar uma idílica sociedade patriarcal, com sua hierarquia tão enraizada quanto virtuosa. É uma forma de narrativa que não se baseia obrigatoriamente em fatos, uma vez que seleciona, em primeiro lugar, uma mensagem final e só depois arruma um bom argumento para justificá-la. 

Lilia Moritz Schwarcz. Sobre o autoritarismo brasileiro.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 20 (com adaptações). 





A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No trecho “Histórias de claro impacto e importância em seu contexto ganham outra dimensão” (primeiro parágrafo), o vocábulo “dimensão” é empregado com o sentido de ampliação. 
Alternativas
Q4350508 Português
    Toda nação constrói para si alguns mitos básicos, que têm, em seu conjunto, a capacidade de produzir nos cidadãos o sentimento de pertencer a uma comunidade única, a qual permaneceria para sempre inalterada — “deitad[a] eternamente em berço esplêndido”, conforme verseja nosso Hino Nacional. Histórias de claro impacto e importância em seu contexto ganham outra dimensão quando escapam do momento que as viu nascer e passam a fazer parte da lógica do senso comum ou se transformam em retórica nacional.

    O certo é que, quando viram mitologia, esses discursos perdem sua capacidade crítica para serem lidos apenas de uma maneira, a partir de um só pressuposto: aquele que exalta a criação de um passado glorioso e de uma história única, somente enaltecedora. Além da burla da mestiçagem racial, tal espécie de utopia de Estado costuma imaginar uma idílica sociedade patriarcal, com sua hierarquia tão enraizada quanto virtuosa. É uma forma de narrativa que não se baseia obrigatoriamente em fatos, uma vez que seleciona, em primeiro lugar, uma mensagem final e só depois arruma um bom argumento para justificá-la. 

Lilia Moritz Schwarcz. Sobre o autoritarismo brasileiro.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 20 (com adaptações). 





A respeito das ideias e de aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Infere-se do texto que a idealização do passado é uma forma de construção da identidade nacional. 
Alternativas
Q4350409 Português
Texto:


— O senhor não tem relógio?

— Não.

— E como faz para saber as horas?

— Não sei.

— Mas precisa saber as horas!

— Para quê?

— Para não se atrasar!

— Eu nunca me atraso.

— Como não?

— Chego sempre na hora que quero.


SABINO, Fernando. O homem nu. Rio de Janeiro: Record, 1997. Adaptado.
No desenvolvimento do diálogo, a pergunta “Como não?” revela que o interlocutor interpreta a afirmação “Eu nunca me atraso” a partir de um pressuposto diferente daquele adotado pelo personagem.

Esse desencontro de interpretações decorre do fato de que
Alternativas
Respostas
241: C
242: B
243: C
244: C
245: A
246: A
247: A
248: C
249: B
250: C
251: C
252: E
253: D
254: E
255: E
256: D
257: C
258: E
259: C
260: E