Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Cafeína pode ajudar na memória após privação de sono
Por Thais Szegö

(Disponível em: super.abril.com.br/saude/cafeina-pode-ajudar-na-memoria-apos-privacao-do-sono-sugere-
estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. A pesquisa referida no texto não apresentou resultados conclusivos para além do grupo de seres que foram analisados.
II. A depender da pessoa, a quantidade máxima de cafeína ingerida diariamente, sem prejuízo à saúde, pode não ser exatamente 400 miligramas.
III. Dormir pouco reduz nossa capacidade de aprendizado, pois ficamos com sono, e isso impede que as informações sejam fixadas pelo cérebro na memória enquanto estamos estudando.
Quais estão corretas?
Com base no texto, avalie as informações sobre o impacto da inteligência artificial (IA) nos salários e na segurança dos trabalhadores, e marque a alternativa correta.
Com base no texto, analise as informações sobre o impacto da inteligência artificial (IA) na desigualdade social e assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como a tecnologia em constante evolução impacta o uso do automóvel
Estamos prestes a observar uma mudança de grande magnitude na tecnologia automotiva. Hoje, as formas de entretenimento e de uso de celular, comuns entre as pessoas minimamente conectadas, começam a fazer parte do passado. Esses recursos são uma pequena parte do que poderemos ver no futuro próximo. A recém-lançada tecnologia 5G tende a introduzir possibilidades como veículos autônomos, comunicação entre os automóveis, interação de carros com as seguradoras, rodovias, concessionários etc.
Os ganhos em segurança são inegáveis. Imagine, por exemplo, um acidente em uma estrada após uma curva fechada. Toda conectada, essa via impedirá que novos acidentes aconteçam. Ou a possibilidade de diferenciar seguros em função das maneiras de dirigir de cada motorista, ou, por fim, a capacidade de seu veículo avisar ao concessionário que a pastilha de freios deverá ser trocada em duas semanas. A tecnologia vai acionar o fornecedor, agendar o serviço e disparar uma mensagem para seu celular com as informações necessárias.
A velocidade vinte vezes maior do que a tecnologia 4G, o menor tempo de transferência de um pacote de dados e o envio de informações e recebimento de dados ao servidor local tornarão a internet ainda melhor e com mais qualidade, permitindo que novas tecnologias funcionem melhor na aplicação da Internet das Coisas (IoT) mais prática.
Para isso, investimentos deverão ser feitos para construir uma nova infraestrutura. Não basta um celular 5G para tudo acontecer. Estima-se que 20% dos investimentos em 5G serão destinados, direta ou indiretamente, à indústria automotiva.
Os novos equipamentos obrigatórios por lei serão uma realidade a partir de 2024 e trarão a obrigatoriedade do teste de impacto lateral, do alerta de colisão, de repetidores laterais de seta, do alerta de cinto de segurança solto, de luzes de rodagem diurna e do controle de estabilidade.
E outros a serem incluídos gradativamente até 2030, como a proteção de impacto ao pedestre, câmera ou sensor sonoro de ré e a proteção para impacto lateral contra postes. Vale ressaltar também que esses equipamentos elevarão o preço médio do veículo nacional, que, em março, era de R$ 150.893,27, segundo a Jato do Brasil.
Outro tema refere-se aos carros elétricos. Para mim, o Brasil ainda não está preparado para eles. Isso não significa dizer que não sejam o futuro. Ano a ano, observamos um aumento expressivo de veículos eletrificados no Brasil, atingindo participação próxima a 3,5% do mercado nacional.
Infelizmente, estamos defasados de dois a quatro anos em relação à Europa, onde a presença dos elétricos é de 12% do mercado. Portanto, não vamos pensar que nossas ruas serão tomadas por elétricos no curto prazo. Ainda falta muito, desde a legislação para tratar do assunto, passando por uma infraestrutura adequada até chegar na ampliação dos investimentos, hoje concentrados nas grandes cidades.
https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/como-a-tecnologia-em-constante-evolucao-impacta-o-uso-do-automovel/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como a tecnologia em constante evolução impacta o uso do automóvel
Estamos prestes a observar uma mudança de grande magnitude na tecnologia automotiva. Hoje, as formas de entretenimento e de uso de celular, comuns entre as pessoas minimamente conectadas, começam a fazer parte do passado. Esses recursos são uma pequena parte do que poderemos ver no futuro próximo. A recém-lançada tecnologia 5G tende a introduzir possibilidades como veículos autônomos, comunicação entre os automóveis, interação de carros com as seguradoras, rodovias, concessionários etc.
Os ganhos em segurança são inegáveis. Imagine, por exemplo, um acidente em uma estrada após uma curva fechada. Toda conectada, essa via impedirá que novos acidentes aconteçam. Ou a possibilidade de diferenciar seguros em função das maneiras de dirigir de cada motorista, ou, por fim, a capacidade de seu veículo avisar ao concessionário que a pastilha de freios deverá ser trocada em duas semanas. A tecnologia vai acionar o fornecedor, agendar o serviço e disparar uma mensagem para seu celular com as informações necessárias.
A velocidade vinte vezes maior do que a tecnologia 4G, o menor tempo de transferência de um pacote de dados e o envio de informações e recebimento de dados ao servidor local tornarão a internet ainda melhor e com mais qualidade, permitindo que novas tecnologias funcionem melhor na aplicação da Internet das Coisas (IoT) mais prática.
Para isso, investimentos deverão ser feitos para construir uma nova infraestrutura. Não basta um celular 5G para tudo acontecer. Estima-se que 20% dos investimentos em 5G serão destinados, direta ou indiretamente, à indústria automotiva.
Os novos equipamentos obrigatórios por lei serão uma realidade a partir de 2024 e trarão a obrigatoriedade do teste de impacto lateral, do alerta de colisão, de repetidores laterais de seta, do alerta de cinto de segurança solto, de luzes de rodagem diurna e do controle de estabilidade.
E outros a serem incluídos gradativamente até 2030, como a proteção de impacto ao pedestre, câmera ou sensor sonoro de ré e a proteção para impacto lateral contra postes. Vale ressaltar também que esses equipamentos elevarão o preço médio do veículo nacional, que, em março, era de R$ 150.893,27, segundo a Jato do Brasil.
Outro tema refere-se aos carros elétricos. Para mim, o Brasil ainda não está preparado para eles. Isso não significa dizer que não sejam o futuro. Ano a ano, observamos um aumento expressivo de veículos eletrificados no Brasil, atingindo participação próxima a 3,5% do mercado nacional.
Infelizmente, estamos defasados de dois a quatro anos em relação à Europa, onde a presença dos elétricos é de 12% do mercado. Portanto, não vamos pensar que nossas ruas serão tomadas por elétricos no curto prazo. Ainda falta muito, desde a legislação para tratar do assunto, passando por uma infraestrutura adequada até chegar na ampliação dos investimentos, hoje concentrados nas grandes cidades.
https://forbes.com.br/forbeslife/forbes-motors/2023/11/como-a-tecnologia-em-constante-evolucao-impacta-o-uso-do-automovel/
O que é a síndrome do coração partido e por que ela pode ser fatal
Por Drauzio Varella

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/07/o-que-e-a- sindrome-do-coracao-partido-e-por-que-ela-pode-ser-fatal-cms4mqvmg00ha014pc6a2g4b0.html – texto
adaptado especialmente para esta prova).
Leia a charge e as asserções a seguir, e analise a relação proposta entre elas e o texto-base desta prova:

Fonte: Bandeira (2025).
I. A charge é uma representação teórica do que o Dr. Drauzio chama de “eixo cérebro-coração” na área médica.
PORQUE
II. O cérebro é o responsável por racionalizar nossos sentimentos, e o coração, por nos causar impactos emocionais.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
O que é a síndrome do coração partido e por que ela pode ser fatal
Por Drauzio Varella

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/drauzio-varella/noticia/2026/07/o-que-e-a- sindrome-do-coracao-partido-e-por-que-ela-pode-ser-fatal-cms4mqvmg00ha014pc6a2g4b0.html – texto
adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. O texto apresenta partes narrativas a serviço da exposição de fatos científicos.
II. O Dr. Drauzio não apresenta jargão técnico neste texto, o que faz com que seu texto possa ser considerado coloquial.
III. O principal objetivo do texto é explicar que a literatura sempre esteve certa ao afirmar ser possível morrer por ter o coração partido.
Quais estão corretas?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Após 20 anos, mulher volta a falar com transplante de laringe na França
Pouco mais de 20 anos após perder a habilidade de falar, uma mulher recuperou sua voz graças a um transplante de laringe, na França. Karine, que hoje tem 49 anos, perdeu a fala por complicações relacionadas a uma entubação feita após ter sofrido uma parada cardíaca em 1996. Ela desenvolveu estenose de laringe, um "aperto" gradual da garganta que dificulta a passagem de ar para os pulmões.
O quadro dela foi piorando e, há mais de duas décadas, Karine respirava apenas por traqueostomia — procedimento que realiza uma abertura frontal na traqueia para permitir a passagem do ar — e não conseguia falar.
A cirurgia de transplante de laringe foi realizada no início de setembro por uma equipe de 12 cirurgiões em um hospital de Lyon, na França, e durou cerca de 27 horas.
Poucos dias depois do transplante, Karine já conseguiu falar algumas palavras. Ela segue fazendo exercícios de recuperação das cordas vocais e da respiração, e os médicos preveem que, em alguns meses, ela deve conseguir se comunicar com uma voz normal.
"Eu queria fazer um transplante, há cerca de dez anos, para voltar à vida normal, para poder fazer atividades com os meus filhos, para poder comunicar, para ser independente. Hoje parece estranho falar novamente. Minhas filhas nunca tinham me ouvido! Quanto ao meu marido, ele havia esquecido o som da minha voz!", disse Karine.
O transplante de laringe feito em Karine foi apenas o quarto procedimento do tipo realizado no mundo.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/apos-20-anos-mulher-volta-a-falarcom-transplante-de-laringe-na-franca/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Após 20 anos, mulher volta a falar com transplante de laringe na França
Pouco mais de 20 anos após perder a habilidade de falar, uma mulher recuperou sua voz graças a um transplante de laringe, na França. Karine, que hoje tem 49 anos, perdeu a fala por complicações relacionadas a uma entubação feita após ter sofrido uma parada cardíaca em 1996. Ela desenvolveu estenose de laringe, um "aperto" gradual da garganta que dificulta a passagem de ar para os pulmões.
O quadro dela foi piorando e, há mais de duas décadas, Karine respirava apenas por traqueostomia — procedimento que realiza uma abertura frontal na traqueia para permitir a passagem do ar — e não conseguia falar.
A cirurgia de transplante de laringe foi realizada no início de setembro por uma equipe de 12 cirurgiões em um hospital de Lyon, na França, e durou cerca de 27 horas.
Poucos dias depois do transplante, Karine já conseguiu falar algumas palavras. Ela segue fazendo exercícios de recuperação das cordas vocais e da respiração, e os médicos preveem que, em alguns meses, ela deve conseguir se comunicar com uma voz normal.
"Eu queria fazer um transplante, há cerca de dez anos, para voltar à vida normal, para poder fazer atividades com os meus filhos, para poder comunicar, para ser independente. Hoje parece estranho falar novamente. Minhas filhas nunca tinham me ouvido! Quanto ao meu marido, ele havia esquecido o som da minha voz!", disse Karine.
O transplante de laringe feito em Karine foi apenas o quarto procedimento do tipo realizado no mundo.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/apos-20-anos-mulher-volta-a-falarcom-transplante-de-laringe-na-franca/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que você deveria incluir microverduras na dieta
Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.
Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.
Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.
E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.
Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).
Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que você deveria incluir microverduras na dieta
Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.
Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.
Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.
E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.
Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).
Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que você deveria incluir microverduras na dieta
Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.
Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.
Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.
E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.
Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).
Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo