Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4129933 Português

No que diz respeito ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


Em relação ao período “A teleaudiologia, por exemplo, representa uma mudança paradigmática ao possibilitar o atendimento a pacientes em regiões remotas ou com dificuldades de deslocamento”, é correto afirmar que o texto apresenta a teleaudiologia como exemplo de inovação tecnológica capaz de ampliar o acesso ao cuidado fonoaudiológico.

Alternativas
Q4129932 Português
ESG na saúde: o imperativo da governança e sustentabilidade

        A interseção entre preservação ambiental, bem‑estar coletivo e diretrizes corporativas rigorosas representa uma fronteira vital para a medicina contemporânea. Historicamente, as instituições de cuidado focavam exclusivamente na resolução de patologias imediatas. Atualmente, o ecossistema médico compreende que a pegada de carbono e a gestão de resíduos de grandes centros de saúde atuam diretamente sobre os determinantes que afetam a saúde populacional. Trata‑se de uma mudança estrutural profunda, em que o cuidado transcende os limites físicos do leito hospitalar para abraçar a responsabilidade sobre o ambiente onde os pacientes habitam.

        Nesse cenário de transformação, a adoção de critérios de sustentabilidade e responsabilidade corporativa deixa de ser uma mera formalidade administrativa para se tornar um pilar da qualidade assistencial. Portanto, alinhar as práticas clínicas aos parâmetros globais de desenvolvimento tornou‑se um imperativo ético e operacional.

        No âmbito das relações interpessoais e comunitárias, o componente social exige que as instituições de saúde promovam um ambiente de cuidado equitativo e inclusivo. O olhar social também se volta rigorosamente ao corpo clínico e assistencial.

        A governança, dentro das estruturas de saúde, funciona como o sistema nervoso central que coordena a ética, a conformidade legal e a transparência institucional. A proteção rigorosa dos dados sensíveis dos pacientes, em consonância com as legislações de privacidade contemporâneas, também repousa sobre diretrizes de governança cibernética sólidas.

        O progresso das iniciativas de responsabilidade sistêmica só pode ser validado por meio de métricas precisas e transparentes que correlacionem ações de gestão com desfechos em saúde. O conceito de saúde baseada em valor dialoga com esses preceitos, pois ambos buscam maximizar o benefício ao paciente.

        Integrar painéis de monitoramento de sustentabilidade aos relatórios diários de performance clínica permite que a instituição reaja rapidamente a desvios de padrão. Portanto, a qualidade da assistência é indissociável da forma responsável e transparente com a qual a organização conduz seus processos operacionais.

Internet:<galiciaeducacao.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No trecho “alinhar as práticas clínicas aos parâmetros globais de desenvolvimento tornou‑se um imperativo ético e operacional”, a palavra “imperativo” pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por facultativo.

Alternativas
Q4129817 Português
Fortaleça sua voz: Dia Mundial e Nacional da Voz

        O Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, teve início, no Brasil, em 1999 como uma data comemorativa em âmbito nacional, resultado de uma iniciativa mista de médicos, fonoaudiólogos e professores de canto.

        A campanha anual tem como principais objetivos aumentar a conscientização pública sobre a importância da voz e alertar sobre os problemas vocais. A voz é o som que acompanha os indivíduos em todas as fases da vida, desde o nascimento, por meio do choro.

        Ao longo do tempo, a voz se modifica naturalmente, pois acontecem mudanças na frequência fundamental, que é o número de vezes por segundo em que as pregas vocais vibram. Essas alterações ocorrem em virtude das transformações da maturação e do envelhecimento das estruturas responsáveis pela produção vocal.

        Por meio da voz, revelam‑se diversas características individuais que possibilitam identificar e reconhecer pessoas, suas emoções, sua personalidade, sua intenção e até mesmo suas características físicas. Ela é considerada “o tato a distância”, sendo, muitas vezes, descrita como aveludada, áspera, crepitante, macia, brilhante, colorida, metálica, entre outras qualidades.

        A voz é a principal ferramenta de comunicação e o instrumento de trabalho para muitos profissionais. Apesar de exercer um importante papel no dia a dia, nem sempre recebe a atenção e os cuidados adequados.

Atos como gritar, falar em excesso, pigarrear e não se hidratar são alguns comportamentos que prejudicam a capacidade vocal. Sintomas de alteração vocal, como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão que durem mais de duas ou três semanas, merecem ser avaliados por um profissional de saúde.

        Estima‑se que em torno de 20% da população apresente algum tipo de alteração nas pregas vocais, a maior parte benigna e de fácil solução clínica ou cirúrgica. Os problemas benignos mais comuns são nódulos, pólipos, cistos vocais e edemas.

        No Brasil, o Dia Nacional da Voz foi instituído oficialmente pela Lei nº 11.704/2008. Em alusão à data, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) promove a campanha anual Amigos da Voz, que, em 2025, completou 20 anos, trazendo como tema “Sua Voz Informa”, cujo objetivo foi enfatizar o papel fundamental da voz na comunicação humana e nas interações cotidianas.


Internet:<bvsms.saude.gov.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


De acordo com o texto, o Dia Nacional da Voz passou a existir no Brasil somente a partir da promulgação da Lei nº 11.704/2008.

Alternativas
Q4129687 Português

Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo


    Segundo o International Shark Attack File (ISAF), principal banco de dados global sobre incidentes com esses animais marinhos, mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata figuram entre as três espécies mais associadas a ataques não provocados contra pessoas.

    Na segunda-feira (1), a universitária Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, foi atacada por um tubarão-tigre em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Um dia antes, um menino de 11 anos foi mordido por um tubarão-cabeça-chata na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Ambos sofreram amputação de uma perna e seguem internados.

    De acordo com o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), a identificação das espécies foi feita a partir da análise das marcas deixadas pelas mordidas. No ranking do ISAF, o grande tubarão-branco aparece na primeira posição entre as espécies com maior número de ataques registrados contra humanos. "Isto se deve principalmente a seu tamanho, poder e comportamento alimentar", explica a organização.

    Em seguida vêm o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), também conhecido internacionalmente como ‘bull shark’. "O tubarão branco faz incursões ocasionais em águas frias e boreais, e foi registrado nas costas do Alasca e do Canadá. Ela ocorre no Atlântico ocidental, das Ilhas de Labrador à Flórida, ao norte do Golfo do México, às Bahamas e Cuba, assim como do Brasil à Argentina", acrescenta o ISAF. No caso do cabeça-chata, a adaptação a ambientes de baixa salinidade permite que ele circule também em estuários e desembocaduras de rios.

    Segundo o Cemit, o ataque registrado na segunda foi o 84º incidente monitorado pelo órgão desde 1992. Desse total, 70 ocorreram no Grande Recife e 14 em Fernando de Noronha. O caso de Marcela também foi o 25º registrado na Praia de Boa Viagem.

    Apesar da repercussão dos episódios recentes, especialistas destacam que ataques de tubarão continuam sendo eventos raros quando comparados ao volume de pessoas que frequentam o mar diariamente. Ainda assim, reforçam a importância de respeitar as placas de advertência instaladas ao longo do litoral pernambucano e seguir as recomendações de segurança emitidas pelas autoridades.


Fonte: Tubarões dos acidentes recentes no Grande Recife estão em lista dos mais perigosos do mundo | Diario de Pernambuco - Conectando gerações desde 1825 

Com base nas informações do texto acima e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4129679 Português
A limpeza das ruas serve para: 
Alternativas
Q4129566 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa que apresente sinônimo adequado para o termo em destaque no período: Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 
Alternativas
Q4129565 Português

São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina; confira ranking


    São Paulo é a cidade mais feliz da América Latina, segundo o ranking Happy City Index 2026. A capital paulista ficou na 161ª posição entre 251 cidades do mundo. Do Brasil, apenas outras duas localidades apareceram: Curitiba (197ª) e Belo Horizonte (219ª).


    Esta foi a sexta edição do Índice de Cidades Felizes, divulgado em março no Parlamento do Reino Unido, em Londres. O estudo é baseado em 64 indicadores, distribuídos em seis grupos temáticos: cidadãos, governança, meio ambiente, economia, saúde e mobilidade. Os indicadores medem as condições de qualidade de vida e de bem-estar urbano.


    No ranking, São Paulo ficou na frente de cidades como Dubai, Hong Kong, Boston, Marselha, Nápoles e Nova York, para citar algumas. Outros países da América Latina com presença relevante no ranking foram a Argentina, com três cidades, e o México, com duas. 


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/sao-paulo-e-a-cidade-mais-feliz da-america-latina-confira-ranking/ 

Assinale a alternativa que apresente o tema geral do texto: 
Alternativas
Q4129560 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
Segundo o texto, a juventude é a quadra dramática por excelência. Identifique a alternativa que corresponde corretamente a essa visão da narradora.
Alternativas
Q4129549 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
"Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias."

A metáfora empregada no trecho acima, indica que:
Alternativas
Q4129547 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
Considerando que o texto 'Saudade' apresenta características próprias do discurso literário, em contraste com textos não literários, e demanda estratégias específicas de leitura para sua adequada compreensão, analise as afirmativas a seguir acerca de sua construção de sentido:

I. O leitor deve focar nas referências às fases da vida, uma vez que são empregadas como recurso argumentativo para estabelecer contrastes entre diferentes momentos da existência.
II. O leitor deve priorizar a identificação de dados objetivos e informações literais sobre a infância, a mocidade e a maturidade, uma vez que o texto se organiza como um relato cronológico de fatos biográficos da autora.
III. O leitor deve analisar as oposições estabelecidas no texto, especialmente entre passado e presente, bem como entre 'saudade' e 'falta', a fim de compreender a redefinição do conceito feita pela narradora.
IV. O leitor deve priorizar a identificação de elementos descritivos, pois a caracterização física dos personagens é marcante e essencial para a construção do posicionamento da autora no texto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q4129529 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?

Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones, do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary, do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland, nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons. 

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres. Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos. 

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
Considerando os recursos coesivos utilizados no texto, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.

(__) Em 'Eles usam o som como qualquer mamífero faria', o pronome 'eles' estabelece coesão referencial ao retomar um elemento anteriormente mencionado no texto, identificado como 'os ouvidos humanos'.
(__) Em 'ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas', o verbo 'poder' estabelece coesão ao concordar adequadamente com 'golfinhos'.
(__) Em 'A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação...', o vocábulo 'descoberta' retoma a percepção científica dos sons infrassônicos dos elefantes e sua função comunicativa.

Assinale a sequência correta. 
Alternativas
Q4129528 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?

Em 2025, ocorreu o primeiro Desafio Coller Dolittle, oferecendo recompensas para pesquisas científicas sobre como se comunicar com os animais.

Uma equipe americana ganhou o prêmio, ao descobrir que certos assobios emitidos pelos golfinhos podem ter função similar às palavras humanas.

Conversar com os animais costumava ser tema de livros e filmes. Mas será que ainda é apenas um sonho ou pode se tornar realidade em breve? E como a inteligência artificial (IA) pode nos ajudar?

A tecnologia já ampliou nossa compreensão da comunicação animal.

Microfones especiais podem nos ajudar a detectar ruídos inaudíveis para o ouvido humano, como os sons ultrassônicos emitidos pelos morcegos.

O ouvido humano pode escutar até cerca de 20 kHz, mas alguns morcegos podem fazer sons "de até 212 kHz", afirma a professora de Ecologia e Biodiversidade Kate Jones, do University College de Londres.

"Eles usam o som como qualquer mamífero faria, para dizer aos demais que estão preocupados ou assustados, ou como chamado de acasalamento", explicou ela ao programa de rádio The Documentary, do Serviço Mundial da BBC.

Como seres humanos, estamos acostumados a permanecer na bolha que os nossos sentidos podem perceber. Mas a nova tecnologia pode expandir este entendimento.

"Ela muda a forma de pensar na natureza e na percepção, pois sei que há muito mais além disso", afirma Jones.

A tecnologia também detecta sons muito baixos para a audição humana, com os emitidos por elefantes.

Em meados dos anos 1980, a bióloga Katy Payne visitou um zoológico em Portland, nos Estados Unidos, e presenciou uma sensação estranha quando estava perto dos elefantes.

"Observei todo tipo maravilhoso de comportamento social e, aos poucos, percebi que também estava sentindo algo um tanto estranho, algo pulsante no ar", contou ela à BBC em 2013.

Utilizando equipamento de gravação, ela percebeu que os elefantes produziam ruídos na faixa do infrassom. A descoberta foi revolucionária para a compreensão da comunicação entre os elefantes.

Payne foi uma das fundadoras do Projeto Ouvindo os Elefantes, que documenta a vida de elefantes selvagens na África por meio dos seus sons. 

Os cientistas continuam até hoje a usar seu banco de dados, preservado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos. Agora, eles combinam as informações com o poder da IA.

O pesquisador Alastair Pickering trabalha com o University College de Londres. Ele usa o banco de dados de sons de elefantes catalogados por idade, sexo, comportamento e até estado emocional para treinar um algoritmo de IA.

"Nós executamos o áudio e dizemos: 'Nesta parte da imagem, existe um elefante macho com problemas'", explica ele. "E a IA aprende a associar os padrões das imagens àquelas marcas específicas."

Um aparelho de gravação tradicional pode ficar no campo por meses até que o áudio seja processado. Mas a IA permite o desenvolvimento de ferramentas para analisar as vocalizações dos elefantes em tempo real, segundo Pickering.

Isso pode nos ajudar, por exemplo, a prever as incidências cada vez maiores de elefantes entrando em aldeias e cidades, destruindo plantações.

"Ela ainda não faz isso, mas [um dia] poderá identificar padrões vocais que sinalizam estresse ou grandes estímulos emocionais, que poderemos interpretar como precursores de uma invasão de elefantes", sugere ele.

Mas as ferramentas de IA não são perfeitas e podem necessitar de colaboração humana para produzir dados precisos. 

"Se você tiver instalado um desses aparelhos de gravação acústicos, ele irá gravar tudo — os tucanos ao fundo, as gotas de chuva", explica Pickering.

A ferramenta pode não saber quais sons são importantes. Se o mesmo tucano vocalizar sempre, junto com os elefantes, ela poderá associar inadvertidamente o som do tucano ao som do elefante.

"Por isso, você precisa tentar ajudar a rede a chegar ao resultado certo", ele conta.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn08g8nyjj9o
Com base no texto 'Estamos perto de entender o que os animais querem dizer para nós?', analise as afirmativas a seguir e identifique aquela que apresenta uma informação correta. 
Alternativas
Q4129325 Português

Arte de brasileiro de 12 anos vai estampar ônibus da Seleção na Copa


    Um estudante brasileiro de 12 anos foi o vencedor de um concurso promovido pela Fifa e terá sua arte estampada no ônibus oficial da seleção brasileira durante a próxima Copa do Mundo. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira e destacou o talento de Leo Silveira, que atualmente vive no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.


    Aluno da sexta série na cidade de New Bedford, Leo criou uma ilustração que retrata torcedores reunidos ao redor de uma faixa com a frase “Vamos Brasil”. A obra chamou a atenção pela composição e pelo clima de arquibancada, um dos elementos valorizados no concurso internacional.


    Em entrevista à emissora CBS, o jovem contou que buscou inspiração em uma imagem ligada ao Vasco, clube para o qual torce. Segundo ele, a referência veio de uma fotografia de torcedores uma faixa em um momento marcante para o time.


    “Era um desenho de um cara segurando uma faixa dizendo 'vamos resistir' porque naquela época estávamos lutando contra o rebaixamento e eu me inspirei nele”, afirmou. O processo de criação levou cerca de uma semana, período em que Leo se dedicou a desenvolver os detalhes da ilustração. Além de ver seu trabalho ganhar visibilidade internacional ao decorar o ônibus da seleção, o estudante também foi premiado com dois ingressos para assistir à partida entre Brasil e Marrocos, no MetLife Stadium.


     A participação no concurso aconteceu com incentivo da professora Aleisea Guzman, que reconheceu o potencial do aluno ao unir duas de suas principais paixões. “Ele tem interesse por arte e grande interesse por futebol. Então, eu sabia que esses dois combinados seriam incríveis para ele”, comentou.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/arte-de-brasileiro-de-12 anos-vai-estampar-onibus-da-selecao-na-copa/ 

Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto: 
Alternativas
Q4128883 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
Ao longo do texto, a computação neuromórfica é apresentada como uma alternativa promissora às arquiteturas tradicionais de computação. Essa abordagem se inspira em características específicas do funcionamento do cérebro humano para superar limitações existentes. Com base nessa informação, identifique a principal diferença estrutural entre o modelo neuromórfico e o modelo computacional tradicional.
Alternativas
Q4128882 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
O desenvolvimento do novo memristor representa um avanço significativo em relação às tecnologias anteriores, especialmente no que diz respeito à eficiência energética e ao controle operacional. Considerando as informações apresentadas, identifique o principal diferencial do novo material utilizado nesse dispositivo.
Alternativas
Q4128881 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
Embora o texto apresente avanços relevantes no campo da computação neuromórfica, também evidencia limitações práticas que ainda precisam ser superadas para viabilizar sua aplicação em larga escala. Considerando essa perspectiva, identifique o principal desafio atual para a implementação industrial da tecnologia descrita.
Alternativas
Q4128880 Português
Material inspirado no cérebro pode cortar o consumo de energia da IA em 70%

Vista por muitos como a tecnologia definidora do século 21, a inteligência artificial (IA) enfrenta um obstáculo crucial: o consumo explosivo de energia do hardware que a sustenta. Custo ambiental que cresce cerca de 30% ao ano, esse dado ameaçador pressiona cientistas e empresas a pesquisarem arquiteturas computacionais mais eficientes.

Uma das principais apostas para reverter a trajetória de consumo energético crescente da IA — a chamada computação neuromórfica — projeta hardware inspirado no cérebro humano. É que, em vez de separar processamento e memória, o órgão processa e armazena informações em um só lugar.

Em um estudo recente, publicado na revista Science Adventures, pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, apresentam uma nova arquitetura de memristor — dispositivo investigado há cerca de 15 anos como substituto das sinapses em chips de IA — com desempenho energético sem precedentes na categoria.

A novidade está especificamente no material usado: um óxido semicondutor avançado que se auto-organiza internamente para controlar a passagem de corrente. Como resultado, o dispositivo opera com correntes extremamente baixas, reduzindo drasticamente o consumo e superando as limitações atuais.

A abordagem neuromórfica proposta no estudo elimina um dos principais culpados pelo desperdício energético — o chamado "gargalo de Von Neumann" — problema de "engarrafamento" que ocorre em computadores porque o processador (CPU) e a memória (RAM) são componentes separados, trocando informações entre si por meio de um único canal.

O componente central do memristor é um óxido de háfnio, composto já presente nos chips modernos, enriquecido com estrôncio e titânio. Depositado sobre outra camada metálica em duas etapas — a primeira sem oxigênio, a segunda com — esse filme forma naturalmente uma fronteira elétrica entre duas regiões de cargas opostas, que é o coração do dispositivo.

Em vez de criar e romper filamentos condutores — como fazem os memristores convencionais, com desgaste e variabilidade —, o novo material altera sua resistência de forma suave e gradual, deslocando a altura de uma barreira de energia na junção. O resultado é um controle analógico muito mais preciso.

Isso é fundamental, pois, embora um transistor convencional também consuma mais com correntes maiores, ele não precisa "lembrar" estados anteriores. Já o memristor precisa mudar de estado e manter esse estado, e cada mudança tem um custo energético.

Em uma rede neural com milhões de operações por segundo, esse custo se multiplica rapidamente. No caso das arquiteturas propostas no estudo — que integram processamento e memória no mesmo elemento — a literatura científica aponta um potencial de redução superior a 70% no consumo energético dos sistemas de IA atuais.

Em testes de laboratório, o dispositivo mostrou que não só consome pouca energia, como também aguenta ser atualizado muitas vezes e consegue manter o que aprendeu por tempo suficiente — duas condições essenciais para funcionar como uma sinapse artificial.

Os memristores também foram capazes de imitar o modo como o cérebro humano aprende. "São as propriedades necessárias para um hardware capaz de aprender e se adaptar, não apenas armazenar bits", afirma em um comunicado o autor principal do estudo, Babak Bakhit.

A descoberta também chama atenção fora do laboratório: o material é compatível com os processos de fabricação CMOS já amplamente usados pela indústria de semicondutores. Isso abre caminho para sua adoção pela indústria sem a necessidade de mudanças profundas nas linhas de produção.

Apesar do potencial, a tecnologia enfrenta um obstáculo prático: o processo atual exige temperaturas em torno de 700 °C, acima das tolerâncias usuais dos processos padrão da indústria de semicondutores. Segundo Bakhit, a equipe já trabalha em estratégias para reduzir a temperatura "e colocar esses dispositivos em um chip".


https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/material-inspirado-no-cerebropode-cortar-o-consumo-de-energia-da-ia-em-70/
O texto apresenta um panorama sobre os desafios enfrentados pela inteligência artificial contemporânea, destacando não apenas avanços tecnológicos, mas também limitações estruturais relevantes. Nesse contexto, a discussão sobre consumo energético assume papel central na análise das perspectivas futuras da área. Considerando essa abordagem, identifique a alternativa que expressa o problema inicial que motivou o desenvolvimento da pesquisa apresentada.
Alternativas
Q4128847 Português
Estudo alerta que pequena porção de ultraprocessados pode levar a demência

Aumentar o consumo diário de alimentos ultraprocessados em 10% — basicamente o equivalente a um pacote pequeno de batatas fritas — pode elevar o risco de demência, mesmo que você mantenha uma dieta saudável rica em vegetais, de acordo com um novo estudo.

Os alimentos ultraprocessados, ou AUPs, representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos, segundo os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Entre as crianças americanas, esse índice chega a quase 62%.

"Nosso estudo mostrou que o consumo de AUPs está associado a uma piora na atenção e a um maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos", afirmou a autora principal Barbara Cardoso, professora sênior de nutrição e dietética na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

O estudo pôde mostrar apenas uma associação, não uma relação direta de causa e efeito. No entanto, "essa associação não mudou com a adesão à dieta mediterrânea, indicando que o elo está no processamento dos alimentos, e não simplesmente na substituição de comidas saudáveis", disse Cardoso em um e-mail.

A pesquisa é uma "adição importante" ao crescente conjunto de evidências que mostram os danos potenciais dos ultraprocessados ao cérebro, afirmou o Dr. W. Taylor Kimberly, professor de neurologia na Harvard Medical School, que não participou do estudo.

Ele foi o autor sênior de um estudo semelhante publicado em janeiro, que descobriu que aumentar a ingestão de ultraprocessados em 10% elevava o risco de comprometimento cognitivo em 16%, mesmo em pessoas que comiam majoritariamente vegetais.

"Juntos, esses estudos destacam que o maior consumo de AUPs está consistentemente associado a um pior desempenho cognitivo", disse Kimberly.

A premiada dieta mediterrânea — que prioriza grãos integrais, frutas, vegetais, grãos, sementes, nozes e azeite de oliva extravirgem — já demonstrou reduzir o risco de câncer, diabetes, doenças cardíacas e demência.

Outras dietas respeitadas, como a DASH e a MIND, também focam em alimentos integrais e na limitação de açúcares e carnes vermelhas.

Já os ultraprocessados contêm pouco ou nenhum alimento integral. Em vez disso, os ingredientes são desmontados em moléculas que, com a ajuda de corantes artificiais, aromatizantes e emulsificantes, são aquecidos e moldados em qualquer produto que a indústria deseje criar.

Especialistas afirmam que esses alimentos "pré-digeridos", repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes críticos para o corpo e o cérebro.

O novo estudo, publicado na revista Alzheimer's & Dementia, analisou mais de 2.100 australianos entre 40 e 70 anos.

"Para cada aumento de 10% nos ultraprocessados, vimos uma queda distinta na capacidade de foco", explicou Cardoso.

Embora não tenha sido encontrada uma ligação direta imediata com a memória, o estudo estimou o declínio mental geral usando uma ferramenta que prevê o risco de demência em 20 anos. Cada aumento de 10% no consumo diário foi associado a um incremento de 0,24 pontos no risco de demência (em uma escala de 0 a 7).

Remover esses alimentos da dieta pode reduzir o risco, especialmente se feito antes que complicações neurológicas se instalem. "A meia-idade é uma fase que oferece uma oportunidade fundamental para lidar com fatores de risco modificáveis", concluiu Cardoso.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-alerta-que-pequena-porcaode-ultraprocessados-pode-levar-a-demencia/
O texto apresenta resultados de pesquisas recentes sobre os efeitos do consumo de alimentos ultraprocessados, destacando dados quantitativos e interpretações científicas. Embora os resultados sejam expressivos, o próprio estudo impõe limites à forma como esses dados devem ser compreendidos. Considerando essa nuance, identifique a alternativa que traduz a natureza da relação estabelecida entre o consumo desses alimentos e o risco de demência.
Alternativas
Q4128846 Português
Estudo alerta que pequena porção de ultraprocessados pode levar a demência

Aumentar o consumo diário de alimentos ultraprocessados em 10% — basicamente o equivalente a um pacote pequeno de batatas fritas — pode elevar o risco de demência, mesmo que você mantenha uma dieta saudável rica em vegetais, de acordo com um novo estudo.

Os alimentos ultraprocessados, ou AUPs, representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos, segundo os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Entre as crianças americanas, esse índice chega a quase 62%.

"Nosso estudo mostrou que o consumo de AUPs está associado a uma piora na atenção e a um maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos", afirmou a autora principal Barbara Cardoso, professora sênior de nutrição e dietética na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

O estudo pôde mostrar apenas uma associação, não uma relação direta de causa e efeito. No entanto, "essa associação não mudou com a adesão à dieta mediterrânea, indicando que o elo está no processamento dos alimentos, e não simplesmente na substituição de comidas saudáveis", disse Cardoso em um e-mail.

A pesquisa é uma "adição importante" ao crescente conjunto de evidências que mostram os danos potenciais dos ultraprocessados ao cérebro, afirmou o Dr. W. Taylor Kimberly, professor de neurologia na Harvard Medical School, que não participou do estudo.

Ele foi o autor sênior de um estudo semelhante publicado em janeiro, que descobriu que aumentar a ingestão de ultraprocessados em 10% elevava o risco de comprometimento cognitivo em 16%, mesmo em pessoas que comiam majoritariamente vegetais.

"Juntos, esses estudos destacam que o maior consumo de AUPs está consistentemente associado a um pior desempenho cognitivo", disse Kimberly.

A premiada dieta mediterrânea — que prioriza grãos integrais, frutas, vegetais, grãos, sementes, nozes e azeite de oliva extravirgem — já demonstrou reduzir o risco de câncer, diabetes, doenças cardíacas e demência.

Outras dietas respeitadas, como a DASH e a MIND, também focam em alimentos integrais e na limitação de açúcares e carnes vermelhas.

Já os ultraprocessados contêm pouco ou nenhum alimento integral. Em vez disso, os ingredientes são desmontados em moléculas que, com a ajuda de corantes artificiais, aromatizantes e emulsificantes, são aquecidos e moldados em qualquer produto que a indústria deseje criar.

Especialistas afirmam que esses alimentos "pré-digeridos", repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes críticos para o corpo e o cérebro.

O novo estudo, publicado na revista Alzheimer's & Dementia, analisou mais de 2.100 australianos entre 40 e 70 anos.

"Para cada aumento de 10% nos ultraprocessados, vimos uma queda distinta na capacidade de foco", explicou Cardoso.

Embora não tenha sido encontrada uma ligação direta imediata com a memória, o estudo estimou o declínio mental geral usando uma ferramenta que prevê o risco de demência em 20 anos. Cada aumento de 10% no consumo diário foi associado a um incremento de 0,24 pontos no risco de demência (em uma escala de 0 a 7).

Remover esses alimentos da dieta pode reduzir o risco, especialmente se feito antes que complicações neurológicas se instalem. "A meia-idade é uma fase que oferece uma oportunidade fundamental para lidar com fatores de risco modificáveis", concluiu Cardoso.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-alerta-que-pequena-porcaode-ultraprocessados-pode-levar-a-demencia/
Ao discutir os impactos dos ultraprocessados, o texto também aborda a influência de padrões alimentares considerados saudáveis, como a dieta mediterrânea. Nesse contexto, a análise apresentada permite inferir que certos fatores associados ao risco cognitivo vão além da simples substituição de alimentos. Com base nisso, identifique a alternativa que expressa essa conclusão.
Alternativas
Q4128845 Português
Estudo alerta que pequena porção de ultraprocessados pode levar a demência

Aumentar o consumo diário de alimentos ultraprocessados em 10% — basicamente o equivalente a um pacote pequeno de batatas fritas — pode elevar o risco de demência, mesmo que você mantenha uma dieta saudável rica em vegetais, de acordo com um novo estudo.

Os alimentos ultraprocessados, ou AUPs, representam cerca de 53% de todas as calorias consumidas por adultos nos Estados Unidos, segundo os dados mais recentes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Entre as crianças americanas, esse índice chega a quase 62%.

"Nosso estudo mostrou que o consumo de AUPs está associado a uma piora na atenção e a um maior risco de demência em adultos de meia-idade e idosos", afirmou a autora principal Barbara Cardoso, professora sênior de nutrição e dietética na Universidade Monash, em Melbourne, Austrália.

O estudo pôde mostrar apenas uma associação, não uma relação direta de causa e efeito. No entanto, "essa associação não mudou com a adesão à dieta mediterrânea, indicando que o elo está no processamento dos alimentos, e não simplesmente na substituição de comidas saudáveis", disse Cardoso em um e-mail.

A pesquisa é uma "adição importante" ao crescente conjunto de evidências que mostram os danos potenciais dos ultraprocessados ao cérebro, afirmou o Dr. W. Taylor Kimberly, professor de neurologia na Harvard Medical School, que não participou do estudo.

Ele foi o autor sênior de um estudo semelhante publicado em janeiro, que descobriu que aumentar a ingestão de ultraprocessados em 10% elevava o risco de comprometimento cognitivo em 16%, mesmo em pessoas que comiam majoritariamente vegetais.

"Juntos, esses estudos destacam que o maior consumo de AUPs está consistentemente associado a um pior desempenho cognitivo", disse Kimberly.

A premiada dieta mediterrânea — que prioriza grãos integrais, frutas, vegetais, grãos, sementes, nozes e azeite de oliva extravirgem — já demonstrou reduzir o risco de câncer, diabetes, doenças cardíacas e demência.

Outras dietas respeitadas, como a DASH e a MIND, também focam em alimentos integrais e na limitação de açúcares e carnes vermelhas.

Já os ultraprocessados contêm pouco ou nenhum alimento integral. Em vez disso, os ingredientes são desmontados em moléculas que, com a ajuda de corantes artificiais, aromatizantes e emulsificantes, são aquecidos e moldados em qualquer produto que a indústria deseje criar.

Especialistas afirmam que esses alimentos "pré-digeridos", repletos de açúcar, sal e gordura, carecem de nutrientes críticos para o corpo e o cérebro.

O novo estudo, publicado na revista Alzheimer's & Dementia, analisou mais de 2.100 australianos entre 40 e 70 anos.

"Para cada aumento de 10% nos ultraprocessados, vimos uma queda distinta na capacidade de foco", explicou Cardoso.

Embora não tenha sido encontrada uma ligação direta imediata com a memória, o estudo estimou o declínio mental geral usando uma ferramenta que prevê o risco de demência em 20 anos. Cada aumento de 10% no consumo diário foi associado a um incremento de 0,24 pontos no risco de demência (em uma escala de 0 a 7).

Remover esses alimentos da dieta pode reduzir o risco, especialmente se feito antes que complicações neurológicas se instalem. "A meia-idade é uma fase que oferece uma oportunidade fundamental para lidar com fatores de risco modificáveis", concluiu Cardoso.


https://www.cnnbrasil.com.br/saude/estudo-alerta-que-pequena-porcaode-ultraprocessados-pode-levar-a-demencia/
O texto articula dados científicos com explicações sobre a composição dos alimentos ultraprocessados, evidenciando aspectos estruturais que podem justificar seus efeitos no organismo. Essa abordagem permite compreender como a forma de produção desses alimentos se relaciona com os impactos observados. Considerando essa explicação, identifique a alternativa que sintetiza essa relação.
Alternativas
Respostas
301: C
302: E
303: E
304: D
305: A
306: C
307: B
308: A
309: C
310: A
311: C
312: A
313: B
314: A
315: C
316: B
317: A
318: C
319: A
320: D