A infecção pelo vírus Nipah é uma doença zoonótica
(transmitida aos seres humanos por animais), embora
também possa ser passada através de alimentos
contaminados ou diretamente de pessoa para pessoa,
explica a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em infectados, o Nipah causa uma série de problemas,
desde infecção assintomática até doença respiratória
aguda e encefalite fatal. O vírus também pode causar
doenças graves em animais, como porcos.
De acordo com a organização, os morcegos frugívoros
da família Pteropodidae, em particular as espécies
pertencentes ao gênero Pteropus, são os hospedeiros
naturais desse vírus. Aparentemente, ele não causa
grandes problemas de saúde nesses animais.
De acordo com a OMS, o período de incubação
(intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) varia
de 4 a 14 dias, mas já foram registrados casos de até 45
dias.
A infecção em pessoas pode se apresentar desde de
forma assintomática ou causar sintomas potencialmente
graves.
Os indivíduos infectados inicialmente apresentam os
seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, mialgia (dor
muscular), vômito e dor de garganta. Isso pode ser
seguido por tontura, sonolência, alteração da
consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite
aguda.
Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia
e problemas respiratórios graves, inclusive dificuldade
respiratória aguda. A encefalite e as convulsões
geralmente ocorrem em casos graves.
Atualmente, ainda não há medicamentos ou vacinas
contra a infecção pelo vírus Nipah, alerta a OMS;
No entanto, existem algumas medidas preventivas, como
limpar e desinfetar os ambientes onde vivem os porcos,
evitar contato físico desprotegido com pessoas
infectadas e lavar as mãos.
"Embora o vírus tenha provocado apenas alguns surtos
conhecidos na Ásia, ele infecta uma grande variedade de
animais e pode levar a sintomas graves e morte em
humanos, o que o torna uma preocupação de saúde
pública", diz a agência.
A taxa de mortalidade de casos de infecção pelo vírus
Nipah é estimada em 40% a 75%, mas pode variar de
um surto para outro, dependendo da vigilância e do
manejo clínico nas áreas afetadas.
A maioria das pessoas se recupera totalmente, embora
algumas fiquem com distúrbios neurológicos após a
encefalite aguda.