Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o Texto I e responda à questão.
Texto I
O mundo está ficando mais quente – e isso está afetando nossos cérebros
Ondas de calor têm tornados mais intensos com as mudanças climáticas e os cientistas buscam entender como o calor extremo muda a forma como nosso cérebro funciona
O cérebro humano, em média, excedeu 1°C acima da temperatura corporal. Ainda assim, por ser um dos órgãos que mais consome energia no nosso corpo, ele produz uma quantidade específica de calor enquanto pensamos, lembramos de informações e reagimos ao mundo ao nosso redor.
Isso significa que o corpo precisa trabalhar duro para manter o cérebro resfriado. A circulação sanguínea, por meio de uma complexa rede de vasos, ajuda a manter essa temperatura, levando embora o calor em excesso.
Isso é necessário porque as células são extremamente sensíveis ao calor. E o funcionamento de algumas moléculas responsáveis por transmitir mensagens entre essas células também parece depender da temperatura, ou seja, elas param de trabalhar de forma se o cérebro estiver muito quente ou muito frio.
Embora as temperaturas extremas alterem a forma como nosso cérebro funciona – podendo, por exemplo, afetar nossa capacidade de tomar decisões e nos levar a assumir mais riscos – quem tem alguma condição neurológica costuma ser mais gravemente impactado.
Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/28/o-mundo-esta-ficando-mais-quente-e-isso-esta-afetando-nossos-cerebros.ghtml. Acesso em: 04 jan. 2026 [adaptado].
De acordo com as ideias apresentadas no Texto I, analise as assertivas abaixo.
I- O cérebro não produz calor.
II- A circulação sanguínea ajuda a manter a alta temperatura cerebral.
III- O cérebro produz calor enquanto pensamos.
IV- O corpo mantém o cérebro resfriado por meio do sistema circulatório.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia o Texto I e responda à questão.
Texto I
O mundo está ficando mais quente – e isso está afetando nossos cérebros
Ondas de calor têm tornados mais intensos com as mudanças climáticas e os cientistas buscam entender como o calor extremo muda a forma como nosso cérebro funciona
O cérebro humano, em média, excedeu 1°C acima da temperatura corporal. Ainda assim, por ser um dos órgãos que mais consome energia no nosso corpo, ele produz uma quantidade específica de calor enquanto pensamos, lembramos de informações e reagimos ao mundo ao nosso redor.
Isso significa que o corpo precisa trabalhar duro para manter o cérebro resfriado. A circulação sanguínea, por meio de uma complexa rede de vasos, ajuda a manter essa temperatura, levando embora o calor em excesso.
Isso é necessário porque as células são extremamente sensíveis ao calor. E o funcionamento de algumas moléculas responsáveis por transmitir mensagens entre essas células também parece depender da temperatura, ou seja, elas param de trabalhar de forma se o cérebro estiver muito quente ou muito frio.
Embora as temperaturas extremas alterem a forma como nosso cérebro funciona – podendo, por exemplo, afetar nossa capacidade de tomar decisões e nos levar a assumir mais riscos – quem tem alguma condição neurológica costuma ser mais gravemente impactado.
Disponível em: https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/12/28/o-mundo-esta-ficando-mais-quente-e-isso-esta-afetando-nossos-cerebros.ghtml. Acesso em: 04 jan. 2026 [adaptado].
De acordo com o Texto I, infere-se que:
Leia o texto para responder a questão.
O que a Tesla nos ensina sobre a nova fase das startups A Tesla tem crescido absurdamente nos últimos anos e foi responsável em 2020 por catapultar o Elon Musk ao posto de homem mais rico do mundo ultrapassando Jeff Bezos, fundador da Amazon.
A empresa, que começou em 2003, só foi ter lucro pela primeira vez em 2013 e, mesmo hoje, ainda possui uma receita bem inferior a vários de seus concorrentes. Em 2019, por exemplo, vendeu pouco mais de 192 mil veículos nos Estados Unidos, contra mais de 2 milhões da Toyota.
Mas, em contrapartida, o seu valor de mercado seguiu uma curva de crescimento diferente:
- Já em 2016 estreou na lista das marcas automotivas mais valiosas do mundo, com um valor de mercado de US$4,4 bilhões.
- Em Outubro de 2019 ultrapassou a General Motors e se tornou a montadora mais valiosa dos EUA.
- Em Janeiro de 2020 superou os US$100 bilhões de valor de mercado, ultrapassando a Ford e a General Motors somadas.
- Em Junho de 2020 já ultrapassou a Toyota e se tornou a maior montadora do mundo valendo US$183 bilhões.
- Em Dezembro fechou o ano valendo US$640 bilhões. O dobro da Toyota (US$214 bilhões) e da Volkswagen (US$98 bilhões) juntas.
- Já no início de janeiro de 2021, ultrapassou o valor de US$800 bilhões, ultrapassando o Facebook, se tornando a 5ª maior empresa do mundo e valendo mais do que as 10 maiores montadoras juntas.
Mas afinal de contas, porque a Tesla vale tanto, mesmo tendo um faturamento absurdamente menor do que as montadoras tradicionais?
Carros elétricos
Em primeiro lugar, é preciso entender a pressão pela mudança na matriz energética no mundo. A dependência do petróleo concentra poder na mão dos detentores das reservas e nem sempre isso é bom para as maiores economias. Além disso, existe uma crescente pressão ambiental por soluções mais sustentáveis e hoje se enxerga o carro elétrico como uma melhor solução.
Carro como um hardware não como um veículo
Uma das maiores revoluções vividas recentemente foi a incorporação do modelo de vendas de produtos que melhoram com o tempo, pois se atualizam.
Olhe o seu celular, por exemplo, talvez ele ganhou alguma nova funcionalidade desde que você o comprou? Que podem ir de melhorias na câmera a novos aplicativos que ainda não tínhamos. O seu celular passou a transferir dinheiro para outras pessoas de graça. Isso aconteceu por uma atualização de uma outra instituição (no caso, o Banco Central e os bancos brasileiros), mas o produto que você comprou passou a ter uma nova funcionalidade.
É isso que acontece com os carros da Tesla hoje, eles ganham novas funcionalidades com atualizações de software. Recentemente a autonomia dos carros aumentou com uma dessas atualizações.
Que outras montadoras fazem isso?
[...]
Disponível em https://troposlab.com/que-a-tesla-ensina-sobre-startups/
Leia o texto para responder a questão.
A Dama de Ferro
por Francisco Russo
Meryl Streep já foi polonesa (A Escolha de Sofia), italiana (As Pontes de Madison) e irlandesa (A Dança das Paixões). Interpretou uma freira rigorosa (Dúvida), uma professora dedicada (Música do Coração) e uma psiquiatra (Terapia do Amor), entre tantas outras profissões. Já cantou em cena (Mamma Mia!), foi mocinha e vilã. No auge de seus 62 anos, sem ter mais nada a provar, encarou um de seus papéis mais difíceis: Margaret Thatcher, a ex-primeira-ministra britânica que despertou sentimentos distintos ao longo de seus 11 anos de governo. Difícil não apenas pela natureza da personagem, mas especialmente por seus trejeitos. Streep, sem exagero, personifica Thatcher. É o que segura o filme.
Os principais eventos do final dos anos 70 e da década seguinte até são apresentados, com rápidas citações e cenas reais da época, captadas pela TV. Era um cenário bem diferente do atual, onde o duelo capitalismo x socialismo ainda imperava. A crise econômica vivida pela Inglaterra é simplificada e até bem apresentada através de comparações envolvendo responsabilidade fiscal (assunto macro) com orçamento doméstico (assunto micro). Tudo para aproximar o espectador a um tema difícil, de forma a também justificar sua baixa popularidade imediata. Situação revertida logo em seguida, com o sucesso na Guerra das Malvinas e a imediata consagração patriota.
Enquanto se atém aos dois fatos mais marcantes do governo Thatcher, a crise e a guerra, A Dama de Ferro se sai bem, apesar do cansativo e desnecessário vai e vem entre cenas do passado e do presente. É no que há além disto que o filme peca. Por exemplo, o rigor extremo com que Thatcher tratava sua equipe é ressaltado em detrimento das decisões impopulares que tomou, que fizeram com que deixasse o governo. Desta forma o filme dá à sua personagem principal um tom carinhoso, tornando-a vítima dos acontecimentos e uma injustiçada diante da história. Mais tendencioso, impossível.
Por outro lado, é Meryl Streep quem dá brilho ao filme. Sua primeira aparição, envelhecida graças à excelente maquiagem, surpreende. É através de seu modo de falar, dos trejeitos ao andar e se mover, que percebe-se que a atriz fez um minucioso trabalho de personificação em relação à verdadeira Thatcher. Coisa de perfeccionista mesmo, de buscar o detalhe para ser o mais idêntico possível. Entretanto, trata-se de um trabalho técnico. Extremamente bem feito, mas que não emociona.
A Dama de Ferro é um filme razoável, que compensa o andamento burocrático da história com uma grande atuação de sua protagonista. Destaque também para a crítica implícita às celebridades de hoje em dia, feita no diálogo sobre a mudança de conceitos entre ser famoso por ter feito algo ou alcançar o sucesso simplesmente por ser alguém, sem qualquer mérito.
Disponível em https://www.adorocinema.com/filmes/filme-127404/criticas-adorocinema/
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
Considere a passagem “No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla.”
De acordo com o texto, a ecopsicologia é uma área que
I- estabelece relação entre o ser humano e o meio ambiente.
II- postula que basta estar na natureza para se integrar a ela.
III- relaciona a saúde emocional à integração com a natureza.
IV- defende que o ser humano e o ambiente são inseparáveis.
V- gera a interdisciplinaridade, pois une ecologia e psicologia.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore?
Um gesto simples pode parecer estranho aos olhos de quem desaprendeu a sentir. Abraçar uma árvore pode ser motivo de chacota para aqueles que se afastaram do sentir. Em meio à pressa das cidades, ao ritmo produtivo — que (des)organiza nossas necessidades — e às regras silenciosas do comportamento social, parar diante de uma árvore, encostar o corpo em seu tronco e permanecer ali por alguns instantes pode ser visto como algo excêntrico e digno de rótulos preconceituosos. Mas o que exatamente está sendo julgado nesse gesto? Talvez não seja o ato em si, mas aquilo que ele revela.
Vivemos um tempo marcado por um massivo afastamento da natureza. As paisagens naturais vêm sendo substituídas por estruturas artificiais e, junto com essa transformação externa, a nossa capacidade de nos reconhecer como parte dela também se deslocou. Fomos nos habituando a existir como se estivéssemos separados, como se fôssemos apenas observadores do mundo, e não parte dele.
Nesse contexto, o gesto de abraçar uma árvore pode soar estranho porque rompe uma lógica dominante. Ele não é produtivo, não é performático, não responde a uma finalidade valorizada pela lógica da massa tecnológica. É um gesto que não “serve” para nada, além do descanso, do relaxamento e do deleite de não precisar cumprir nada para fora de si. Por isso, é tão difícil de ser compreendido em um mundo onde o descanso é visto como perda de tempo.
O contato com a natureza tem sido amplamente estudado, e práticas como o shinrin-yoku, o chamado “banho de floresta”, evidenciam efeitos importantes sobre o organismo físico e emocional. A simples presença em ambientes naturais, especialmente quando mediada pelo toque, pode contribuir para a redução dos níveis de estresse, para a regulação do sistema nervoso e para a promoção de estados de relaxamento e bem-estar.
No campo da ecopsicologia, essa relação é compreendida de forma ainda mais ampla. Não se trata apenas de “estar na natureza”, mas de reconhecer que não há uma separação entre o humano e o ambiente. A sensação de calma que emerge nesse contato não vem de fora, é um retorno a um estado de integração. Sob essas perspectivas, abraçar uma árvore deixa de ser um gesto excêntrico e passa a ser compreendido como uma forma essencial de nutrição e reconexão. Essa reconexão não acontece como uma ideia, mas sim com a experiência. [...]
Fonte: TORREZAN, Laura. Entre o estranho e o essencial: o que há em abraçar uma árvore? Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 20 jun. 2026. Adaptado.
De acordo com o texto, abraçar uma árvore causa estranheza porque “[...] rompe uma lógica dominante [...]” na atualidade, a qual está relacionada à
I- produtividade.
II- tecnologia.
III- desempenho
IV- resultado.
V- excentricidade.
Estão CORRETOS os itens
A questão refere-se ao texto.

A questão refere-se ao texto.

A questão refere-se ao texto.

I. Mesmo sendo ilegal, é uma realidade no Brasil.
II. Entre outros danos, prejudica a educação de crianças e adolescentes.
III. Gera pobreza e violência, causando riscos de danos físicos, mentais e sociais, restringindo direitos e limitando oportunidades.
Quais estão corretas?
A questão refere-se ao texto abaixo.

O texto apresenta as seguintes afirmações: Normalmente um dos ___________ de TDAH é a falta de concentração desde a infância, que está relacionado a uma criança muito agitada e distraída. Nem toda criança ativa e desatenta tem TDAH! Nesse tipo de transtorno, a baixa atenção e a hiperatividade interferem ___________ na vida e no desenvolvimento da pessoa, podendo ___________, inclusive, dificuldades de aprendizagem.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima, sem alterar o sentido do texto.
A questão refere-se ao texto abaixo.

I. Para curar a falta de concentração, é fundamental adotar medidas comportamentais e auxílio psiquiátrico.
II. Conhecendo os motivos que levam o indivíduo a ser pouco concentrado, pode-se tratar a dificuldade de concentração.
III. Atualmente os adultos são distraídos e perdem o foco com facilidade.
Quais estão corretas?
A PALAVRA
Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?
Alguma coisa que eu disse distraído – tal vez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. 17. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.
A PALAVRA
Tanto que tenho falado, tanto que tenho escrito como não imaginar que, sem querer, feri alguém? Às vezes sinto, numa pessoa que acabo de conhecer, uma hostilidade surda, ou uma reticência de mágoas. Imprudente ofício é este, de viver em voz alta.
Às vezes, também a gente tem o consolo de saber que alguma coisa que se disse por acaso ajudou alguém a se reconciliar consigo mesmo ou com a sua vida de cada dia; a sonhar um pouco, a sentir uma vontade de fazer alguma coisa boa.
Agora sei que outro dia eu disse uma palavra que fez bem a alguém. Nunca saberei que palavra foi; deve ter sido alguma frase espontânea e distraída que eu disse com naturalidade porque senti no momento – e depois esqueci.
Tenho uma amiga que certa vez ganhou um canário, e o canário não cantava. Deram lhe receitas para fazer o canário cantar; que falasse com ele, cantarolasse, batesse alguma coisa ao piano; que pusesse a gaiola perto quando trabalhasse em sua máquina de costura; que arranjasse para lhe fazer companhia, algum tempo, outro canário cantador; até mesmo que ligasse o rádio um pouco alto durante uma transmissão de jogo de futebol... mas o canário não cantava.
Um dia a minha amiga estava sozinha em casa, distraída, e assobiou uma pequena frase melódica de Beethoven – o canário começou a cantar alegremente. Haveria alguma secreta ligação entre a alma do velho artista morto e o pequeno pássaro de ouro?
Alguma coisa que eu disse distraído – tal vez palavras de algum poeta antigo – foi despertar melodias esquecidas dentro da alma de alguém. Foi como se a gente soubesse que de repente, num reino muito distante, uma princesa muito triste tivesse sorrido. E isso fizesse bem ao coração do povo; iluminasse um pouco as suas pobres choupanas e as suas remotas esperanças.
BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. 17. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.
ÁREA ATINGIDA PELO FOGO MAIS QUE DOBRA NO 1º SEMESTRE, DIZ MAPBIOMAS
A área atingida pelo fogo no Brasil mais que dobrou no primeiro semestre deste ano. Um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (12) aponta que cerca de 4,48 milhões de hectares sucumbiram em chamas entre janeiro e junho de 2024.
O número representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a área queimada atingiu 2,08 milhão de hectares.
Segundo o monitoramento, 66% da área de queimadas ocorreu na Amazônia, bioma que viu 2,97 milhões de hectares atingidos.
Já o Cerrado enfrentou a queima de 947 mil hectares, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2023. Esse foi o segundo bioma mais afetado pelas chamas durante o primeiro semestre.
E no Pantanal, 468 mil hectares foram queimados ao longo do mesmo período, com 370 mil hectares queimados apenas em junho, representando 79% do total no bioma durante o semestre e a maior área afetada pelo fogo já registrada pelo Monitor do Fogo.
O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que no primeiro semestre de 2024, os estados que lideraram em áreas queimadas no Brasil foram: Roraima, com 2 milhões de hectares queimados (44% do total nacional afetado pelo fogo); Pará, com 535 mil hectares; e Mato Grosso do Sul, com 470 mil hectares.
Juntos, esses três estados representaram 67% da área total afetada pelas chamas durante o semestre.
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/no ticia/2024/07/12/area-atingida-pelo-fogo-mais-que-dobra no-1o-semestre-diz-mapbiomas.ghtml
ÁREA ATINGIDA PELO FOGO MAIS QUE DOBRA NO 1º SEMESTRE, DIZ MAPBIOMAS
A área atingida pelo fogo no Brasil mais que dobrou no primeiro semestre deste ano. Um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (12) aponta que cerca de 4,48 milhões de hectares sucumbiram em chamas entre janeiro e junho de 2024.
O número representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a área queimada atingiu 2,08 milhão de hectares.
Segundo o monitoramento, 66% da área de queimadas ocorreu na Amazônia, bioma que viu 2,97 milhões de hectares atingidos.
Já o Cerrado enfrentou a queima de 947 mil hectares, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2023. Esse foi o segundo bioma mais afetado pelas chamas durante o primeiro semestre.
E no Pantanal, 468 mil hectares foram queimados ao longo do mesmo período, com 370 mil hectares queimados apenas em junho, representando 79% do total no bioma durante o semestre e a maior área afetada pelo fogo já registrada pelo Monitor do Fogo.
O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que no primeiro semestre de 2024, os estados que lideraram em áreas queimadas no Brasil foram: Roraima, com 2 milhões de hectares queimados (44% do total nacional afetado pelo fogo); Pará, com 535 mil hectares; e Mato Grosso do Sul, com 470 mil hectares.
Juntos, esses três estados representaram 67% da área total afetada pelas chamas durante o semestre.
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/no ticia/2024/07/12/area-atingida-pelo-fogo-mais-que-dobra no-1o-semestre-diz-mapbiomas.ghtml
ÁREA ATINGIDA PELO FOGO MAIS QUE DOBRA NO 1º SEMESTRE, DIZ MAPBIOMAS
A área atingida pelo fogo no Brasil mais que dobrou no primeiro semestre deste ano. Um levantamento inédito do MapBiomas divulgado nesta sexta-feira (12) aponta que cerca de 4,48 milhões de hectares sucumbiram em chamas entre janeiro e junho de 2024.
O número representa um crescimento de 119% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a área queimada atingiu 2,08 milhão de hectares.
Segundo o monitoramento, 66% da área de queimadas ocorreu na Amazônia, bioma que viu 2,97 milhões de hectares atingidos.
Já o Cerrado enfrentou a queima de 947 mil hectares, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2023. Esse foi o segundo bioma mais afetado pelas chamas durante o primeiro semestre.
E no Pantanal, 468 mil hectares foram queimados ao longo do mesmo período, com 370 mil hectares queimados apenas em junho, representando 79% do total no bioma durante o semestre e a maior área afetada pelo fogo já registrada pelo Monitor do Fogo.
O Monitor do Fogo do MapBiomas também mostra que no primeiro semestre de 2024, os estados que lideraram em áreas queimadas no Brasil foram: Roraima, com 2 milhões de hectares queimados (44% do total nacional afetado pelo fogo); Pará, com 535 mil hectares; e Mato Grosso do Sul, com 470 mil hectares.
Juntos, esses três estados representaram 67% da área total afetada pelas chamas durante o semestre.
Fonte: https://g1.globo.com/meio-ambiente/no ticia/2024/07/12/area-atingida-pelo-fogo-mais-que-dobra no-1o-semestre-diz-mapbiomas.ghtml
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Simplicidade
Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.
Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.
Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)
Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.
GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida
de/>.
"Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século."
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Simplicidade
Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.
Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.
Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)
Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.
GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida
de/>.