Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2026 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI Provas: Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Assistente Social Escolar – 30h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Assistente Social – 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Dentista ESB – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Enfermeiro – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Engenheiro Agrônomo - 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Engenheiro Civil - 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal de Obras - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal de Tributos - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal Técnico Ambiental - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal Sanitário - 20h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fisioterapeuta – 30h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Medico Clinico Geral – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Médico Veterinário – 30h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Nutricionista - 30h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Nutricionista - 20h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Educação Física – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor da Educação Infantil – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Ciências – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Geografia – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de História – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor em Letras – Libras - 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Língua Inglesa – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Língua Portuguesa – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Matemática – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor Polivalência – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicólogo Escolar – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicólogo - 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicopedagogo – 20h (EDUCAÇÃO) |
Q4352418 Português

TEXTO I


RIQUEZA BIOLÓGICA SOB PRESSÕES CONVERGENTES


O Brasil abriga seis biomas continentais — Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal —, além de extensos ambientes costeiros e marinhos. Essa variedade de ecossistemas sustenta uma das maiores biodiversidades do planeta e inclui numerosas espécies endêmicas, isto é, encontradas naturalmente apenas em determinadas áreas. O ICMBio realiza a avaliação do risco de extinção da fauna brasileira, enquanto o IBAMA atua, entre outras frentes, na fiscalização ambiental e no combate a infrações.


A abundância biológica, contudo, não torna os ecossistemas invulneráveis. Perda e fragmentação de habitats, espécies exóticas invasoras, poluição, exploração ilegal e mudanças climáticas podem atuar simultaneamente, agravando riscos para espécies e serviços ecossistêmicos. Unidades de conservação, fiscalização, pesquisa científica e restauração ambiental são instrumentos complementares: nenhum deles, isoladamente, elimina todas as ameaças. Preservar esse patrimônio exige, portanto, ações coordenadas, contínuas e ajustadas às características de cada território.


(Texto elaborado com base em informações públicas sobre biodiversidade brasileira)


Com base no texto acima, julgue o item a seguir. 

A expressão “esse patrimônio”, no último período, retoma a riqueza biológica e os ecossistemas anteriormente apresentados, funcionando como mecanismo de coesão referencial, e não como anúncio catafórico de informação posterior.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI Provas: Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Assistente Social Escolar – 30h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Assistente Social – 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Dentista ESB – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Enfermeiro – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Engenheiro Agrônomo - 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Engenheiro Civil - 20h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal de Obras - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal de Tributos - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal Técnico Ambiental - 40h (ADMINISTRAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fiscal Sanitário - 20h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Fisioterapeuta – 30h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Medico Clinico Geral – 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Médico Veterinário – 30h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Nutricionista - 30h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Nutricionista - 20h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Educação Física – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor da Educação Infantil – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Ciências – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Geografia – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de História – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor em Letras – Libras - 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Língua Inglesa – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Língua Portuguesa – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor de Matemática – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Professor Polivalência – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicólogo Escolar – 20h (EDUCAÇÃO) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicólogo - 40h (SAÚDE) | Instituto IBED - 2026 - Prefeitura de Monsenhor Hipólito - PI - Psicopedagogo – 20h (EDUCAÇÃO) |
Q4352415 Português

TEXTO I


RIQUEZA BIOLÓGICA SOB PRESSÕES CONVERGENTES


O Brasil abriga seis biomas continentais — Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal —, além de extensos ambientes costeiros e marinhos. Essa variedade de ecossistemas sustenta uma das maiores biodiversidades do planeta e inclui numerosas espécies endêmicas, isto é, encontradas naturalmente apenas em determinadas áreas. O ICMBio realiza a avaliação do risco de extinção da fauna brasileira, enquanto o IBAMA atua, entre outras frentes, na fiscalização ambiental e no combate a infrações.


A abundância biológica, contudo, não torna os ecossistemas invulneráveis. Perda e fragmentação de habitats, espécies exóticas invasoras, poluição, exploração ilegal e mudanças climáticas podem atuar simultaneamente, agravando riscos para espécies e serviços ecossistêmicos. Unidades de conservação, fiscalização, pesquisa científica e restauração ambiental são instrumentos complementares: nenhum deles, isoladamente, elimina todas as ameaças. Preservar esse patrimônio exige, portanto, ações coordenadas, contínuas e ajustadas às características de cada território.


(Texto elaborado com base em informações públicas sobre biodiversidade brasileira)


Com base no texto acima, julgue o item a seguir. 

Ao relacionar diferentes ameaças a instrumentos complementares de proteção, o texto sustenta que a biodiversidade brasileira requer respostas articuladas, em vez de uma solução única aplicável indistintamente a todos os territórios.
Alternativas
Q4352266 Português
Elisa

Eu amo os que me amam; e os que vigiam desde a manhã,
por me buscarem, achar-me-ão.
(Provérbios, VIII, 17.)

    Uma tarde – estávamos nos primeiros dias de abril – ela chegou à nossa casa. Empurrou com naturalidade o portão que vedava o acesso ao pequeno jardim, como se obedecesse a hábito antigo. Do alpendre, onde me encontrava, escapou-me uma observação desnecessária:
    – E se tivéssemos um cachorro?
  – Não me atemorizam os cães – retrucou aborrecida.
     Com alguma dificuldade (devia ser pesada a mala que carregava), subiu a escada. Antes de entrar pela porta principal, voltou-se:
  – Nem os homens tampouco.
    Surpreso por vê-la adivinhar meu pensamento, apressei-me em desfazer a situação cada vez mais embaraçosa:
    – Hoje o tempo está ruim. Se continuar assim...
    Interrompi a série de bobagens que me ocorria e, encabulado, procurei evitar o seu olhar repreensivo.
  Sorriu levemente, enquanto eu, nervoso, torcia as mãos.
    Logo a desconhecida se adaptou aos nossos hábitos. Raramente saía e nunca aparecia à janela.
    Talvez não tivesse reparado no primeiro momento em sua beleza. Bela, mesmo no desencanto, no seu meio sorriso. Alta, a pele clara, de um branco pálido, quase transparente, e uma magreza que acusava profundo abatimento. Os olhos eram castanhos, mas não desejo falar deles. Jamais me abandonaram.
    Cedo começou a engordar, a ganhar cores e, no rosto, já estampava uma alegria tranquila.
    Não nos disse o nome, de onde viera e que acontecimentos lhe abalaram a vida. Respeitávamos, entretanto, o seu segredo. Para nós era ela, simplesmente ela. Alguém que necessitava de nossos cuidados, do nosso carinho.
    Aceitei os seus longos silêncios, as suas repentinas perguntas. Uma noite, sem que eu esperasse, interrogou-me:
    – Já amou alguma vez?
    Por ser negativa a resposta, deixou transparecer a decepção. Pouco depois, abandonava a sala, sem nada acrescentar ao que dissera. Na manhã seguinte, encontramos vazio o seu quarto.
    Todos os dias, mal começava a cair a tarde, eu ia para o alpendre, à espera de que ela surgisse a qualquer momento na esquina. Minha irmã Cordélia desaprovava-me:
    - É inútil, ela não voltará. Se você estivesse menos apaixonado, não teria tanta esperança.
    Um ano após a sua fuga – estávamos novamente em abril – a vi aparecer no portão. Trazia mais triste a fisionomia, maiores as olheiras. Dos meus olhos, que se puseram alegres ao vê-la, desprendeu-se uma lágrima, e disse, esforçando-me para lhe tornar cordial a recepção:
     – Cuidado, agora temos uma cadelinha.
    – Mas o dono dela ainda é manso, não? Ou se tornou feroz na minha ausência? Estendi-lhe as mãos, que ela segurou por algum tempo. E, sem conter a minha ansiedade, indaguei:
    – Por onde andou? O que fez esse tempo todo? – Andei por aí e nada fiz. Talvez amasse um pouco – concluiu, sacudindo a cabeça com tristeza.
    A sua vida entre nós retomou o ritmo da outra vez. Mas eu estava intranquilo. Cordélia olhava-me penalizada, insinuava que eu não deveria ocultar mais a minha paixão.
     Faltava-me, contudo, a coragem e adiava a minha primeira declaração de amor.
    Meses depois, Elisa – sim, ela nos disse o nome – partiu de novo.
   E como lhe ficasse sabendo o nome, sugeri à minha irmã que mudássemos de residência. Cordélia, apegada ao extremo à nossa casa, nada objetou. Limitou-se a perguntar:
    – E Elisa? Como poderá encontrar-nos ao regressar?
    Refreei a custo a angústia e repeti completamente idiotizado:     
    – Sim, como poderá?

(RUBIÃO, M. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 161-163.)
No desfecho do conto, após a segunda partida de Elisa, o narrador afirma: “Refreei a custo a angústia e repeti completamente idiotizado: – Sim, como poderá?”. Considerando a organização semântica do texto e a progressão dramática do protagonista, o emprego do adjetivo “idiotizado” cumpre a função de: 
Alternativas
Q4352263 Português
Elisa

Eu amo os que me amam; e os que vigiam desde a manhã,
por me buscarem, achar-me-ão.
(Provérbios, VIII, 17.)

    Uma tarde – estávamos nos primeiros dias de abril – ela chegou à nossa casa. Empurrou com naturalidade o portão que vedava o acesso ao pequeno jardim, como se obedecesse a hábito antigo. Do alpendre, onde me encontrava, escapou-me uma observação desnecessária:
    – E se tivéssemos um cachorro?
  – Não me atemorizam os cães – retrucou aborrecida.
     Com alguma dificuldade (devia ser pesada a mala que carregava), subiu a escada. Antes de entrar pela porta principal, voltou-se:
  – Nem os homens tampouco.
    Surpreso por vê-la adivinhar meu pensamento, apressei-me em desfazer a situação cada vez mais embaraçosa:
    – Hoje o tempo está ruim. Se continuar assim...
    Interrompi a série de bobagens que me ocorria e, encabulado, procurei evitar o seu olhar repreensivo.
  Sorriu levemente, enquanto eu, nervoso, torcia as mãos.
    Logo a desconhecida se adaptou aos nossos hábitos. Raramente saía e nunca aparecia à janela.
    Talvez não tivesse reparado no primeiro momento em sua beleza. Bela, mesmo no desencanto, no seu meio sorriso. Alta, a pele clara, de um branco pálido, quase transparente, e uma magreza que acusava profundo abatimento. Os olhos eram castanhos, mas não desejo falar deles. Jamais me abandonaram.
    Cedo começou a engordar, a ganhar cores e, no rosto, já estampava uma alegria tranquila.
    Não nos disse o nome, de onde viera e que acontecimentos lhe abalaram a vida. Respeitávamos, entretanto, o seu segredo. Para nós era ela, simplesmente ela. Alguém que necessitava de nossos cuidados, do nosso carinho.
    Aceitei os seus longos silêncios, as suas repentinas perguntas. Uma noite, sem que eu esperasse, interrogou-me:
    – Já amou alguma vez?
    Por ser negativa a resposta, deixou transparecer a decepção. Pouco depois, abandonava a sala, sem nada acrescentar ao que dissera. Na manhã seguinte, encontramos vazio o seu quarto.
    Todos os dias, mal começava a cair a tarde, eu ia para o alpendre, à espera de que ela surgisse a qualquer momento na esquina. Minha irmã Cordélia desaprovava-me:
    - É inútil, ela não voltará. Se você estivesse menos apaixonado, não teria tanta esperança.
    Um ano após a sua fuga – estávamos novamente em abril – a vi aparecer no portão. Trazia mais triste a fisionomia, maiores as olheiras. Dos meus olhos, que se puseram alegres ao vê-la, desprendeu-se uma lágrima, e disse, esforçando-me para lhe tornar cordial a recepção:
     – Cuidado, agora temos uma cadelinha.
    – Mas o dono dela ainda é manso, não? Ou se tornou feroz na minha ausência? Estendi-lhe as mãos, que ela segurou por algum tempo. E, sem conter a minha ansiedade, indaguei:
    – Por onde andou? O que fez esse tempo todo? – Andei por aí e nada fiz. Talvez amasse um pouco – concluiu, sacudindo a cabeça com tristeza.
    A sua vida entre nós retomou o ritmo da outra vez. Mas eu estava intranquilo. Cordélia olhava-me penalizada, insinuava que eu não deveria ocultar mais a minha paixão.
     Faltava-me, contudo, a coragem e adiava a minha primeira declaração de amor.
    Meses depois, Elisa – sim, ela nos disse o nome – partiu de novo.
   E como lhe ficasse sabendo o nome, sugeri à minha irmã que mudássemos de residência. Cordélia, apegada ao extremo à nossa casa, nada objetou. Limitou-se a perguntar:
    – E Elisa? Como poderá encontrar-nos ao regressar?
    Refreei a custo a angústia e repeti completamente idiotizado:     
    – Sim, como poderá?

(RUBIÃO, M. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 161-163.)
De acordo com as ideias textuais, analise as afirmativas a seguir.
I. O conto simboliza a condição humana de eterna espera, sugerindo que o homem é definido pelo que busca e pelo que não tem coragem de possuir.
II. Elisa representa o mistério e a transitoriedade da vida, chegando de maneira inesperada e partindo quando as coisas se estabilizam.
III. O narrador demonstra um amadurecimento emocional ao longo das sucessivas visitas de Elisa, culminando na decisão de mudar de residência como uma estratégia consciente para romper sua paralisia.
IV. Cordélia exprime uma visão racionalista do mundo ao questionar por que o narrador não se declara e a eficácia da mudança de casa.
Está correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q4352262 Português
Elisa

Eu amo os que me amam; e os que vigiam desde a manhã,
por me buscarem, achar-me-ão.
(Provérbios, VIII, 17.)

    Uma tarde – estávamos nos primeiros dias de abril – ela chegou à nossa casa. Empurrou com naturalidade o portão que vedava o acesso ao pequeno jardim, como se obedecesse a hábito antigo. Do alpendre, onde me encontrava, escapou-me uma observação desnecessária:
    – E se tivéssemos um cachorro?
  – Não me atemorizam os cães – retrucou aborrecida.
     Com alguma dificuldade (devia ser pesada a mala que carregava), subiu a escada. Antes de entrar pela porta principal, voltou-se:
  – Nem os homens tampouco.
    Surpreso por vê-la adivinhar meu pensamento, apressei-me em desfazer a situação cada vez mais embaraçosa:
    – Hoje o tempo está ruim. Se continuar assim...
    Interrompi a série de bobagens que me ocorria e, encabulado, procurei evitar o seu olhar repreensivo.
  Sorriu levemente, enquanto eu, nervoso, torcia as mãos.
    Logo a desconhecida se adaptou aos nossos hábitos. Raramente saía e nunca aparecia à janela.
    Talvez não tivesse reparado no primeiro momento em sua beleza. Bela, mesmo no desencanto, no seu meio sorriso. Alta, a pele clara, de um branco pálido, quase transparente, e uma magreza que acusava profundo abatimento. Os olhos eram castanhos, mas não desejo falar deles. Jamais me abandonaram.
    Cedo começou a engordar, a ganhar cores e, no rosto, já estampava uma alegria tranquila.
    Não nos disse o nome, de onde viera e que acontecimentos lhe abalaram a vida. Respeitávamos, entretanto, o seu segredo. Para nós era ela, simplesmente ela. Alguém que necessitava de nossos cuidados, do nosso carinho.
    Aceitei os seus longos silêncios, as suas repentinas perguntas. Uma noite, sem que eu esperasse, interrogou-me:
    – Já amou alguma vez?
    Por ser negativa a resposta, deixou transparecer a decepção. Pouco depois, abandonava a sala, sem nada acrescentar ao que dissera. Na manhã seguinte, encontramos vazio o seu quarto.
    Todos os dias, mal começava a cair a tarde, eu ia para o alpendre, à espera de que ela surgisse a qualquer momento na esquina. Minha irmã Cordélia desaprovava-me:
    - É inútil, ela não voltará. Se você estivesse menos apaixonado, não teria tanta esperança.
    Um ano após a sua fuga – estávamos novamente em abril – a vi aparecer no portão. Trazia mais triste a fisionomia, maiores as olheiras. Dos meus olhos, que se puseram alegres ao vê-la, desprendeu-se uma lágrima, e disse, esforçando-me para lhe tornar cordial a recepção:
     – Cuidado, agora temos uma cadelinha.
    – Mas o dono dela ainda é manso, não? Ou se tornou feroz na minha ausência? Estendi-lhe as mãos, que ela segurou por algum tempo. E, sem conter a minha ansiedade, indaguei:
    – Por onde andou? O que fez esse tempo todo? – Andei por aí e nada fiz. Talvez amasse um pouco – concluiu, sacudindo a cabeça com tristeza.
    A sua vida entre nós retomou o ritmo da outra vez. Mas eu estava intranquilo. Cordélia olhava-me penalizada, insinuava que eu não deveria ocultar mais a minha paixão.
     Faltava-me, contudo, a coragem e adiava a minha primeira declaração de amor.
    Meses depois, Elisa – sim, ela nos disse o nome – partiu de novo.
   E como lhe ficasse sabendo o nome, sugeri à minha irmã que mudássemos de residência. Cordélia, apegada ao extremo à nossa casa, nada objetou. Limitou-se a perguntar:
    – E Elisa? Como poderá encontrar-nos ao regressar?
    Refreei a custo a angústia e repeti completamente idiotizado:     
    – Sim, como poderá?

(RUBIÃO, M. Obra completa. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 161-163.)
No desfecho do conto, logo após descobrir o nome da personagem, o narrador sugere à sua irmã que mudem de residência. Considerando a dinâmica entre a passividade do narrador e a natureza cíclica da narrativa, essa proposta de mudança revela: 
Alternativas
Q4352088 Português
Leia o texto e responda a questão: 

    Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando… E o Brasil cai nas oitavas da final.
    Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
    O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo? Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
    Claro que levou. Um, dois, podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
    O futebol não é uma caixinha de surpresas. É um caixão, com sua presa.
    Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

(https://cronicasdacopa.com.br/caio-maciel/oitava-napeneira-oitava-peneirando/)

Analise a citação e assinale a alternativa que corresponde a intenção do autor.


“O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles.” 

Alternativas
Q4352083 Português
Leia o texto e responda a questão: 

    Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando… E o Brasil cai nas oitavas da final.
    Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
    O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo? Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
    Claro que levou. Um, dois, podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
    O futebol não é uma caixinha de surpresas. É um caixão, com sua presa.
    Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

(https://cronicasdacopa.com.br/caio-maciel/oitava-napeneira-oitava-peneirando/)
Assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q4352082 Português
Leia o texto e responda a questão: 

    Talvez muitos não se lembrem da música que dizia eu estava na peneira eu estava peneirando eu estava no namoro eu estava namorando. Mas a paródia é inevitável. Oitava na peneira oitava peneirando os vikings jogavam oitava esperando… E o Brasil cai nas oitavas da final.
    Putz, toda hora quem estava com a bola é a equipe vermelha. Eu bebia cerveja, a bola estava com eles. Ia ao banheiro, voltava: a bola estava com eles
    O Brasil dava alguns ataques epilépticos e quase marcava, mas a bola voltava a ficar com eles. Eu berrava: Tá parecendo o Vasco, cadê o meio de campo? Houve o penalty. Achava que o Vini ia bater. Mas não: o Bruno. Tudo bem, ele estava sendo o melhor jogador do Brasil. Mas bater penalty? Na hora que ele virou os zóios e deu uma paradinha, antecipei: perdeu. E fui pegar uma latinha. E a bola estava com os noruegueses. Falei pro meu filho no zapzap: uma hora vai levar.
    Claro que levou. Um, dois, podia ser mais. Quando tiraram o Rayan, tirei meu time de campo. Pô, Ancelotti.
    O futebol não é uma caixinha de surpresas. É um caixão, com sua presa.
    Só lamento ter visto meu neto de quatro anos chorando após a vitória da Noruega. Quem sabe as gerações futuras tenham uma sorte melhor. Eu já acho que nunca mais verei o Brasil hexacampeão. Terei quase oitenta na próxima Copa. E se passar dos oitenta, o radar me pega.

(https://cronicasdacopa.com.br/caio-maciel/oitava-napeneira-oitava-peneirando/)
Assinale a alternativa que corresponde ao assunto principal do texto.
Alternativas
Q4352063 Português
Assinale a alternativa em que foram mantidos os sentidos originais e a correção gramatical do trecho: “...as ideias que temos sobre a linguagem foram profundamente marcadas por uma tradição europeia e colonial que transformou determinadas formas de falar e escrever em padrões supostamente universais” (linhas 14-16).
Alternativas
Q4352062 Português
A partir da leitura do texto, é possível inferir que:
Alternativas
Q4352061 Português
No que concerne ao preconceito linguístico, a leitura do texto permite afirmar corretamente que:
Alternativas
Q4351902 Português
Bombardeio russo destrói 8 milhões de livros na Ucrânia; 'Ataque contra a cultura', denuncia editora

        Rússia bombardeou armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana. Kiev acusa Moscou de ter centros culturais como alvo na guerra. 

        Um bombardeio russo contra um armazém no nordeste da Ucrânia durante o fim de semana destruiu oito milhões de livros, informou a editora nesta segunda-feira (3), classificando o fato como um ataque contra a cultura ucraniana.

        Não é a primeira vez que a Rússia ataca um importante centro editorial. Kiev inclusive acusa Moscou de ter esses locais como alvo.

        "Trata-se da maior perda para a infraestrutura editorial da Ucrânia desde o início da guerra em grande escala", em 2022, afirmou a editora Ranok.

        Um repórter da AFP viu no sábado os bombeiros lutando para controlar o incêndio no depósito de Kharkiv, horas depois de a Rússia lançar um ataque com drones e mísseis.

        O diretor da editora, Viktor Kruglov, classificou o episódio como "um ataque contra a educação e a cultura ucranianas". 

        No mês passado, um bombardeio contra um armazém próximo a Kiev também reduziu a cinzas 800 mil livros, segundo a editora, cujo catálogo inclui obras de George Orwell e Barack Obama.

        Ao longo da guerra, a Rússia atacou com frequência museus, galerias, estúdios de cinema, igrejas e outros locais de importância cultural na Ucrânia.

(https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/03/ataque-russoqueima-oito-milhoes-de-livros-na-ucrania-denuncia-editora.ghtml) 
Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o texto:
Alternativas
Q4351815 Português

Leia o texto e responda a questão:


O menino maluquinho


A pipa que

o menino maluquinho soltava

era a mais maluca de todas

rabeava lá no céu

rodopiava adoidado

caía de ponta-cabeça

dava tranco e cabeçada

e sua linha cortava

mais que o afiado cerol.

E a pipa

quem fazia

era mesmo o menininho

pois ele havia aprendido

a amarrar linha e taquara

a colar papel de seda

e a fazer com polvilho

o grude para colar

a pipa triangular

como o papai

lhe ensinara

do jeito que havia

aprendido

com o pai

e o pai do pai

do papai...


(ZIRALDO. O menino maluquinho. 64. ed. Melhoramentos,1998. p.48-49. (fragmento)

Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o texto: 
Alternativas
Q4351813 Português

Leia o texto e responda a questão:


O menino maluquinho


A pipa que

o menino maluquinho soltava

era a mais maluca de todas

rabeava lá no céu

rodopiava adoidado

caía de ponta-cabeça

dava tranco e cabeçada

e sua linha cortava

mais que o afiado cerol.

E a pipa

quem fazia

era mesmo o menininho

pois ele havia aprendido

a amarrar linha e taquara

a colar papel de seda

e a fazer com polvilho

o grude para colar

a pipa triangular

como o papai

lhe ensinara

do jeito que havia

aprendido

com o pai

e o pai do pai

do papai...


(ZIRALDO. O menino maluquinho. 64. ed. Melhoramentos,1998. p.48-49. (fragmento)

Assinale a alternativa correta a respeito do que o texto nos mostra sobre o pai, o avô e o bisavô do menino?
Alternativas
Q4351812 Português

Leia o texto e responda a questão:


O menino maluquinho


A pipa que

o menino maluquinho soltava

era a mais maluca de todas

rabeava lá no céu

rodopiava adoidado

caía de ponta-cabeça

dava tranco e cabeçada

e sua linha cortava

mais que o afiado cerol.

E a pipa

quem fazia

era mesmo o menininho

pois ele havia aprendido

a amarrar linha e taquara

a colar papel de seda

e a fazer com polvilho

o grude para colar

a pipa triangular

como o papai

lhe ensinara

do jeito que havia

aprendido

com o pai

e o pai do pai

do papai...


(ZIRALDO. O menino maluquinho. 64. ed. Melhoramentos,1998. p.48-49. (fragmento)

De acordo com o texto, como era a pipa do menino maluquinho?
Alternativas
Q4351569 Português

Texto para a questão.

 

Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana

 

A presença crescente de microplásticos no meio ambiente deixou de ser apenas uma preocupação ecológica para se transformar em um problema de saúde pública e de gestão global de resíduos. Estudos recentes identificaram partículas plásticas microscópicas em pulmões, sangue, placentas e tecidos cardíacos humanos, evidenciando que a poluição plástica ultrapassou os limites dos oceanos e passou a integrar o cotidiano biológico das populações. Além disso, pesquisadores alertam que essas partículas podem transportar substâncias tóxicas, provocar inflamações celulares e ampliar desequilíbrios ambientais já existentes.

A expansão do consumo descartável e a dependência econômica de materiais sintéticos intensificaram a circulação de resíduos plásticos em escala mundial. Em grandes centros urbanos, o descarte inadequado de embalagens e produtos industrializados favorece a fragmentação do plástico em partículas invisíveis, posteriormente disseminadas pelo ar, pela água e pelos alimentos. Ainda que campanhas de conscientização ambiental tenham se tornado mais frequentes, especialistas observam que a resposta institucional permanece insuficiente diante da velocidade com que a contaminação avança.

Outro aspecto preocupante relaciona-se aos impactos econômicos e sociais decorrentes da poluição plástica. Setores ligados à pesca, ao turismo e à produção agrícola vêm registrando prejuízos associados à contaminação de ecossistemas e à redução da biodiversidade. Paralelamente, pesquisadores defendem a necessidade de políticas públicas capazes de ampliar sistemas de reciclagem, estimular alternativas biodegradáveis e fortalecer mecanismos de fiscalização ambiental. Nesse cenário, o debate sobre microplásticos deixou de ocupar espaço exclusivamente científico e passou a integrar discussões estratégicas sobre sustentabilidade, saúde coletiva e responsabilidade socioambiental.


Fonte: FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana. Revista Pesquisa FAPESP, São Paulo, out. 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactos-dos-microplasticos-sobre-a-saude-humana. Acesso em: 11 maio 2026.

No processo de articulação textual do texto, os pronomes, conectores e operadores argumentativos desempenham função essencial para a construção da coesão e da progressão temática. Considerando os mecanismos referenciais e sequenciais empregados no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4351567 Português

Texto para a questão.

 

Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana

 

A presença crescente de microplásticos no meio ambiente deixou de ser apenas uma preocupação ecológica para se transformar em um problema de saúde pública e de gestão global de resíduos. Estudos recentes identificaram partículas plásticas microscópicas em pulmões, sangue, placentas e tecidos cardíacos humanos, evidenciando que a poluição plástica ultrapassou os limites dos oceanos e passou a integrar o cotidiano biológico das populações. Além disso, pesquisadores alertam que essas partículas podem transportar substâncias tóxicas, provocar inflamações celulares e ampliar desequilíbrios ambientais já existentes.

A expansão do consumo descartável e a dependência econômica de materiais sintéticos intensificaram a circulação de resíduos plásticos em escala mundial. Em grandes centros urbanos, o descarte inadequado de embalagens e produtos industrializados favorece a fragmentação do plástico em partículas invisíveis, posteriormente disseminadas pelo ar, pela água e pelos alimentos. Ainda que campanhas de conscientização ambiental tenham se tornado mais frequentes, especialistas observam que a resposta institucional permanece insuficiente diante da velocidade com que a contaminação avança.

Outro aspecto preocupante relaciona-se aos impactos econômicos e sociais decorrentes da poluição plástica. Setores ligados à pesca, ao turismo e à produção agrícola vêm registrando prejuízos associados à contaminação de ecossistemas e à redução da biodiversidade. Paralelamente, pesquisadores defendem a necessidade de políticas públicas capazes de ampliar sistemas de reciclagem, estimular alternativas biodegradáveis e fortalecer mecanismos de fiscalização ambiental. Nesse cenário, o debate sobre microplásticos deixou de ocupar espaço exclusivamente científico e passou a integrar discussões estratégicas sobre sustentabilidade, saúde coletiva e responsabilidade socioambiental.


Fonte: FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Os impactos dos microplásticos sobre a saúde humana. Revista Pesquisa FAPESP, São Paulo, out. 2023. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/os-impactos-dos-microplasticos-sobre-a-saude-humana. Acesso em: 11 maio 2026.

A progressão argumentativa do texto conduz o leitor à compreensão de que a problemática dos microplásticos ultrapassou o campo ambiental e passou a integrar debates relacionados à organização social contemporânea. Considerando os sentidos produzidos ao longo da construção textual, assinale a alternativa que apresenta interpretação compatível com a articulação global das informações expostas.
Alternativas
Q4351286 Português
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À CRISE AMBIENTAL

Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez


    “Temperatura média global é a maior desde o início das medições”. “Perda de biodiversidade se aproxima do ponto de não retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e na Amazônia”. “Temporada de tornados será a mais devastadora em décadas”. Manchetes como essas se tornaram cotidianas e, se por um lado, deixam clara a gravidade e urgência da atual crise ambiental, por outro, apontam para um cenário apocalíptico e desesperançoso.

    Por se tratar de uma crise global, cuja solução demanda transformações profundas nos  diferentes setores da sociedade, é de suma importância que a população seja devidamente esclarecida e sensibilizada sobre os problemas ambientais.

    No entanto, tão importante quanto divulgar os dados científicos é possibilitar às pessoas o devido preparo emocional e a força de vontade para o enfrentamento da degradação ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise ecológica, seja ela feita pelos noticiários, relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se mostrado eficiente como alerta, mas pouco promissora em seu potencial de mobilização.

    A atual crise ambiental já é um fator reconhecidamente impactante sobre a saúde mental das pessoas. A iminência de catástrofes climáticas, a perda gradativa dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos e a incerteza da manutenção da vida no planeta tal como a conhecemos são alguns dos fatores que geram emoções como medo, ansiedade e desespero.

    Esse mal-estar causado pela crise ambiental se tornou um interesse específico da psicologia há menos de duas décadas.

    Classificada como um tipo de emoção moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza necessariamente como um quadro patológico e sequer é considerada um transtorno mental. Na verdade, ela pode até agir como força motivadora de condutas pró-ambientais ou, contrariamente, pode atuar como fator paralisante e desmotivador.

    Diversos fatores psicossociais podem influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a minimizar seus impactos negativos e potencializar os positivos. Como é de se esperar, a ecoansiedade é mais frequente em pessoas que vivem em maior contato com a natureza, sobretudo aquelas afetadas diretamente por problemas ambientais, como enchentes, queimadas e escassez de recursos naturais.

    Outro grupo particularmente propenso à ecoansiedade é o de profissionais e militantes que atuam na área ambiental. A proximidade destes com os impactos ambientais, a frequência e profundidade com que acessam os dados científicos e uma tendência a maior sensibilidade em relação à temática ambiental são vistos como principais fatores de vulnerabilidade desse público à ecoansiedade.

    A faixa etária é outro importante fator de propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente em crianças, adolescentes e jovens.

    Vale lembrar que outros fatores, como desigualdade intergeracional, precarização do trabalho e efeitos colaterais das redes sociais, agravam o quadro mental desse público, levando a índices atuais de ansiedade e depressão sem precedentes entre adolescentes e jovens adultos mundo afora.

    Por se tratar de um fenômeno relativamente recente, com consequências gerais ainda pouco compreendidas, ainda há pouca informação na literatura sobre como lidar com a ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu potencial efeito desmotivador na luta contra a crise ambiental.

    Estudiosos da ecoansiedade afirmam que o otimismo e a esperança realistas – isto é, quando não baseados em negação da realidade – estão entre os fatores que mais contribuem para a prática de comportamentos pró-ambientais. Nesse sentido, garantir que se mantenha uma perspectiva positiva no horizonte de possibilidades para o futuro é tarefa fundamental na luta contra a degradação ambiental.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
Segundo a leitura global do texto, o combate aos efeitos psicossociais da crise ambiental pode se resumir ao binômio:
Alternativas
Q4351284 Português
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À CRISE AMBIENTAL

Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez


    “Temperatura média global é a maior desde o início das medições”. “Perda de biodiversidade se aproxima do ponto de não retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e na Amazônia”. “Temporada de tornados será a mais devastadora em décadas”. Manchetes como essas se tornaram cotidianas e, se por um lado, deixam clara a gravidade e urgência da atual crise ambiental, por outro, apontam para um cenário apocalíptico e desesperançoso.

    Por se tratar de uma crise global, cuja solução demanda transformações profundas nos  diferentes setores da sociedade, é de suma importância que a população seja devidamente esclarecida e sensibilizada sobre os problemas ambientais.

    No entanto, tão importante quanto divulgar os dados científicos é possibilitar às pessoas o devido preparo emocional e a força de vontade para o enfrentamento da degradação ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise ecológica, seja ela feita pelos noticiários, relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se mostrado eficiente como alerta, mas pouco promissora em seu potencial de mobilização.

    A atual crise ambiental já é um fator reconhecidamente impactante sobre a saúde mental das pessoas. A iminência de catástrofes climáticas, a perda gradativa dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos e a incerteza da manutenção da vida no planeta tal como a conhecemos são alguns dos fatores que geram emoções como medo, ansiedade e desespero.

    Esse mal-estar causado pela crise ambiental se tornou um interesse específico da psicologia há menos de duas décadas.

    Classificada como um tipo de emoção moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza necessariamente como um quadro patológico e sequer é considerada um transtorno mental. Na verdade, ela pode até agir como força motivadora de condutas pró-ambientais ou, contrariamente, pode atuar como fator paralisante e desmotivador.

    Diversos fatores psicossociais podem influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a minimizar seus impactos negativos e potencializar os positivos. Como é de se esperar, a ecoansiedade é mais frequente em pessoas que vivem em maior contato com a natureza, sobretudo aquelas afetadas diretamente por problemas ambientais, como enchentes, queimadas e escassez de recursos naturais.

    Outro grupo particularmente propenso à ecoansiedade é o de profissionais e militantes que atuam na área ambiental. A proximidade destes com os impactos ambientais, a frequência e profundidade com que acessam os dados científicos e uma tendência a maior sensibilidade em relação à temática ambiental são vistos como principais fatores de vulnerabilidade desse público à ecoansiedade.

    A faixa etária é outro importante fator de propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente em crianças, adolescentes e jovens.

    Vale lembrar que outros fatores, como desigualdade intergeracional, precarização do trabalho e efeitos colaterais das redes sociais, agravam o quadro mental desse público, levando a índices atuais de ansiedade e depressão sem precedentes entre adolescentes e jovens adultos mundo afora.

    Por se tratar de um fenômeno relativamente recente, com consequências gerais ainda pouco compreendidas, ainda há pouca informação na literatura sobre como lidar com a ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu potencial efeito desmotivador na luta contra a crise ambiental.

    Estudiosos da ecoansiedade afirmam que o otimismo e a esperança realistas – isto é, quando não baseados em negação da realidade – estão entre os fatores que mais contribuem para a prática de comportamentos pró-ambientais. Nesse sentido, garantir que se mantenha uma perspectiva positiva no horizonte de possibilidades para o futuro é tarefa fundamental na luta contra a degradação ambiental.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
No sétimo parágrafo, o pronome em destaque em “compreendê-los” refere-se a:
Alternativas
Q4351280 Português
Texto: ECOANSIEDADE COMO RESPOSTA À CRISE AMBIENTAL

Vinícius de Avelar São Pedro e Danielle Gonzalez


    “Temperatura média global é a maior desde o início das medições”. “Perda de biodiversidade se aproxima do ponto de não retorno”. “Incêndios batem recorde no Pantanal e na Amazônia”. “Temporada de tornados será a mais devastadora em décadas”. Manchetes como essas se tornaram cotidianas e, se por um lado, deixam clara a gravidade e urgência da atual crise ambiental, por outro, apontam para um cenário apocalíptico e desesperançoso.

    Por se tratar de uma crise global, cuja solução demanda transformações profundas nos  diferentes setores da sociedade, é de suma importância que a população seja devidamente esclarecida e sensibilizada sobre os problemas ambientais.

    No entanto, tão importante quanto divulgar os dados científicos é possibilitar às pessoas o devido preparo emocional e a força de vontade para o enfrentamento da degradação ambiental. Nesse sentido, a comunicação da crise ecológica, seja ela feita pelos noticiários, relatórios técnicos ou livros didáticos, tem se mostrado eficiente como alerta, mas pouco promissora em seu potencial de mobilização.

    A atual crise ambiental já é um fator reconhecidamente impactante sobre a saúde mental das pessoas. A iminência de catástrofes climáticas, a perda gradativa dos recursos naturais e dos serviços ecossistêmicos e a incerteza da manutenção da vida no planeta tal como a conhecemos são alguns dos fatores que geram emoções como medo, ansiedade e desespero.

    Esse mal-estar causado pela crise ambiental se tornou um interesse específico da psicologia há menos de duas décadas.

    Classificada como um tipo de emoção moral, decorrente do cuidado inspirado pela crise ecológica, a ecoansiedade não se caracteriza necessariamente como um quadro patológico e sequer é considerada um transtorno mental. Na verdade, ela pode até agir como força motivadora de condutas pró-ambientais ou, contrariamente, pode atuar como fator paralisante e desmotivador.

    Diversos fatores psicossociais podem influenciar os efeitos da ecoansiedade sobre o indivíduo, e compreendê-los pode ajudar a minimizar seus impactos negativos e potencializar os positivos. Como é de se esperar, a ecoansiedade é mais frequente em pessoas que vivem em maior contato com a natureza, sobretudo aquelas afetadas diretamente por problemas ambientais, como enchentes, queimadas e escassez de recursos naturais.

    Outro grupo particularmente propenso à ecoansiedade é o de profissionais e militantes que atuam na área ambiental. A proximidade destes com os impactos ambientais, a frequência e profundidade com que acessam os dados científicos e uma tendência a maior sensibilidade em relação à temática ambiental são vistos como principais fatores de vulnerabilidade desse público à ecoansiedade.

    A faixa etária é outro importante fator de propensão à ecoansiedade, sendo mais frequente em crianças, adolescentes e jovens.

    Vale lembrar que outros fatores, como desigualdade intergeracional, precarização do trabalho e efeitos colaterais das redes sociais, agravam o quadro mental desse público, levando a índices atuais de ansiedade e depressão sem precedentes entre adolescentes e jovens adultos mundo afora.

    Por se tratar de um fenômeno relativamente recente, com consequências gerais ainda pouco compreendidas, ainda há pouca informação na literatura sobre como lidar com a ecoansiedade e, sobretudo, como evitar seu potencial efeito desmotivador na luta contra a crise ambiental.

    Estudiosos da ecoansiedade afirmam que o otimismo e a esperança realistas – isto é, quando não baseados em negação da realidade – estão entre os fatores que mais contribuem para a prática de comportamentos pró-ambientais. Nesse sentido, garantir que se mantenha uma perspectiva positiva no horizonte de possibilidades para o futuro é tarefa fundamental na luta contra a degradação ambiental.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/ecoansiedade-comoresposta-a-crise-ambiental/
No quarto parágrafo, o vocábulo “iminência” pode ser substituído, sem alteração de sentido da frase, por: 
Alternativas
Respostas
221: C
222: C
223: C
224: D
225: A
226: A
227: B
228: C
229: B
230: A
231: A
232: B
233: C
234: C
235: B
236: E
237: A
238: A
239: D
240: A