Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 51.066 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos econômicos e culturais se associam à questão demográfica para acelerar o ritmo da deterioração dos recursos ambientais. A quantidade de resíduos sólidos produzidos pelas populações guarda relação não só com o nível de riqueza, refletido na capacidade econômica para consumir, mas também com os valores e hábitos de vida, determinantes do grau de disposição para a realização do consumo. É ilustrativa a comparação da cultura americana e japonesa: enquanto os primeiros geram cerca de dois quilogramas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por habitante ao dia, os japoneses, também de elevado poder aquisitivo, apresentam comportamentos que resultam numa geração significativamente menor, pouco superior a um quilograma. Os brasileiros, apesar de possuírem renda per capita significativamente menor, ficam próximos aos níveis japoneses (ABRELPE, 2008). Essa simples comparação sinaliza para o alinhamento cultural do Brasil com os maiores níveis de geração de resíduos, quando ponderada a capacidade financeira da sociedade para tal. No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, outros malefícios somam-se à questão ambiental, ocasionados por deficiências na gestão dos resíduos sólidos urbanos (GRU), como as doenças decorrentes da proliferação de vetores causadores de doenças e a emissão desnecessária de gases de efeito estufa, agravadores do aquecimento global.
Godecke, M. V., Naime, R. H., & Figueiredo, J. A. S. (2013). O Consumismo e a Geração de Resíduos Sólidos Urbanos Brasil. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, 8(8), 1700−1712.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Aspectos econômicos e culturais se associam à questão demográfica para acelerar o ritmo da deterioração dos recursos ambientais. A quantidade de resíduos sólidos produzidos pelas populações guarda relação não só com o nível de riqueza, refletido na capacidade econômica para consumir, mas também com os valores e hábitos de vida, determinantes do grau de disposição para a realização do consumo. É ilustrativa a comparação da cultura americana e japonesa: enquanto os primeiros geram cerca de dois quilogramas de resíduos sólidos urbanos (RSU) por habitante ao dia, os japoneses, também de elevado poder aquisitivo, apresentam comportamentos que resultam numa geração significativamente menor, pouco superior a um quilograma. Os brasileiros, apesar de possuírem renda per capita significativamente menor, ficam próximos aos níveis japoneses (ABRELPE, 2008). Essa simples comparação sinaliza para o alinhamento cultural do Brasil com os maiores níveis de geração de resíduos, quando ponderada a capacidade financeira da sociedade para tal. No Brasil, como em outros países em desenvolvimento, outros malefícios somam-se à questão ambiental, ocasionados por deficiências na gestão dos resíduos sólidos urbanos (GRU), como as doenças decorrentes da proliferação de vetores causadores de doenças e a emissão desnecessária de gases de efeito estufa, agravadores do aquecimento global.
Godecke, M. V., Naime, R. H., & Figueiredo, J. A. S. (2013). O Consumismo e a Geração de Resíduos Sólidos Urbanos Brasil. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, 8(8), 1700−1712.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Após 20 anos, mulher volta a falar com transplante de laringe na França
Pouco mais de 20 anos após perder a habilidade de falar, uma mulher recuperou sua voz graças a um transplante de laringe, na França.
Karine, que hoje tem 49 anos, perdeu a fala por complicações relacionadas a uma entubação feita após ter sofrido uma parada cardíaca em 1996. Ela desenvolveu estenose de laringe, um "aperto" gradual da garganta que dificulta a passagem de ar para os pulmões.
O quadro dela foi piorando e, há mais de duas décadas, Karine respirava apenas por traqueostomia — procedimento que realiza uma abertura frontal na traqueia para permitir a passagem do ar — e não conseguia falar.
A cirurgia de transplante de laringe foi realizada no início de setembro por uma equipe de 12 cirurgiões em um hospital de Lyon, na França, e durou cerca de 27 horas.
Poucos dias depois do transplante, Karine já conseguiu falar algumas palavras. Ela segue fazendo exercícios de recuperação das cordas vocais e da respiração, e os médicos preveem que, em alguns meses, ela deve conseguir se comunicar com uma voz normal.
"Eu queria fazer um transplante, há cerca de dez anos, para voltar à vida normal, para poder fazer atividades com os meus filhos, para poder comunicar, para ser independente. Hoje parece estranho falar novamente. Minhas filhas nunca tinham me ouvido! Quanto ao meu marido, ele havia esquecido o som da minha voz!", disse Karine.
O transplante de laringe feito em Karine foi apenas o quarto procedimento do tipo realizado no mundo.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/apos-20-anos-mulher-volta-a-falarcom-transplante-de-laringe-na-franca/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Após 20 anos, mulher volta a falar com transplante de laringe na França
Pouco mais de 20 anos após perder a habilidade de falar, uma mulher recuperou sua voz graças a um transplante de laringe, na França.
Karine, que hoje tem 49 anos, perdeu a fala por complicações relacionadas a uma entubação feita após ter sofrido uma parada cardíaca em 1996. Ela desenvolveu estenose de laringe, um "aperto" gradual da garganta que dificulta a passagem de ar para os pulmões.
O quadro dela foi piorando e, há mais de duas décadas, Karine respirava apenas por traqueostomia — procedimento que realiza uma abertura frontal na traqueia para permitir a passagem do ar — e não conseguia falar.
A cirurgia de transplante de laringe foi realizada no início de setembro por uma equipe de 12 cirurgiões em um hospital de Lyon, na França, e durou cerca de 27 horas.
Poucos dias depois do transplante, Karine já conseguiu falar algumas palavras. Ela segue fazendo exercícios de recuperação das cordas vocais e da respiração, e os médicos preveem que, em alguns meses, ela deve conseguir se comunicar com uma voz normal.
"Eu queria fazer um transplante, há cerca de dez anos, para voltar à vida normal, para poder fazer atividades com os meus filhos, para poder comunicar, para ser independente. Hoje parece estranho falar novamente. Minhas filhas nunca tinham me ouvido! Quanto ao meu marido, ele havia esquecido o som da minha voz!", disse Karine.
O transplante de laringe feito em Karine foi apenas o quarto procedimento do tipo realizado no mundo.
https://www.cnnbrasil.com.br/saude/apos-20-anos-mulher-volta-a-falarcom-transplante-de-laringe-na-franca/
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que você deveria incluir microverduras na dieta
Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.
Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.
Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.
E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.
Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).
Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que você deveria incluir microverduras na dieta
Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.
Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.
Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.
E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.
Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).
Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que você deveria incluir microverduras na dieta
Embora a dieta mediterrânea tenha sido tradicionalmente o principal padrão alimentar em inúmeros países, nos últimos 50 anos sofremos uma ocidentalização que foi refletida nos nossos pratos.
Todos conhecemos os benefícios das frutas e vegetais, mas apenas 40 países (representando 36% da população mundial) têm capacidade para consumir esses alimentos regularmente.
Diante do crescente interesse em seguir estilos de vida mais saudáveis, a indústria alimentar e a comunidade científica estão desenvolvendo novas opções que permitem diversificar o consumo e tornar esses alimentos saudáveis mais acessíveis.
E uma dessas alternativas são as microverduras (também conhecidas como microverdes ou "microgreens"), que estão cada vez mais em destaque. Embora antes estivessem disponíveis apenas em lojas especializadas ou online, agora podem ser encontradas cada vez mais em grandes lojas.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
As microverduras são obtidas de plantas aráveis, como vegetais ou cereais. São chamadas assim porque são coletadas entre o 7º e o 21º dia após a germinação da semente. Medem entre 3 e 10 centímetros e possuem apenas uma porção do caule, os cotilédones (folhas embrionárias) e as primeiras folhas verdadeiras da planta.
Porque as microverduras não só são carregadas de micronutrientes como ferro, zinco, potássio, cálcio, manganês ou selênio, mas também contêm moléculas com capacidade bioativa (fitoquímicos), ou seja, com efeitos benéficos à saúde do consumidor. Os fitoquímicos mais abundantes nesses alimentos são ácido ascórbico, filoquinonas, alfa-tocoferol, betacaroteno, antioxidantes fenólicos, carotenóides, antocianinas e glucosinolatos.
Embora também possamos encontrar esses compostos em plantas adultas (as que normalmente consumimos), as quantidades presentes na fase microverdura são muito maiores. Por exemplo, o repolho roxo na versão "micro" possui 260 vezes mais betacaroteno e 6 vezes mais ácido ascórbico que a planta madura (quantidades por 100 gramas de alimento).
Outro dos aspectos nutricionais mais interessantes das microverduras é o seu conteúdo em antioxidantes fenólicos. Esses metabolitos secundários têm sido relacionados com uma melhoria da atividade metabólica (normalmente alterada em casos de desnutrição), uma vez que evitam o desencadeamento de reações de oxidação dos radicais livres e reduzem a inflamação. Nesse aspecto, o brócolis parece ser o vencedor, pois multiplica por 10 a quantidade de antioxidantes fenólicos presentes em outros vegetais.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgp0x995llo
Cafeína pode ajudar na memória após privação de sono
Por Thais Szegö

(Disponível em: super.abril.com.br/saude/cafeina-pode-ajudar-na-memoria-apos-privacao-do-sono-sugere-
estudo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta um trecho sublinhado que NÃO veicule uma ideia relacionada a tempo.