Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3776867 Português

Texto 2


Abaixo, lê-se um trecho do poema Aspirações, de Gilka Machado, no qual foram retirados os acentos indicativos de crase.



Eu quisera viver

como os passarinhos:

cantando a beira dos caminhos,

cantando ao sol, cantando aos luares,

cantando de tristeza e de prazer,

sem que ninguém ouvidos desse aos meus cantares.


Eu quisera viver em plenos ares,

numa elevada trajetória,

numa existência quase incorpórea.

viver sem rumo, procurar guarida

a noite para, em sono, o corpo descansar,

viver em voos, de corrida

roçar apenas pela vida!


Eu quisera viver sem leis e sem senhor,

tão somente sujeita as leis da natureza,

tão somente sujeita aos caprichos do amor…

viver na selva acesa

pelo fulgor solar,

o convívio feliz das mais aves gozando,

viver em bando,

a voar, a voar.


Eu quisera viver cantando como as aves

em vez de fazer versos,

sem poderem assim os humanos perversos

interpretar perfidamente

meu cantar.


Eu quisera viver dentro da natureza,

sufoca-me a estreiteza

desta vida social a que me sinto presa.

Diante

de uma paisagem verdejante,

diante do céu, diante do mar,

esta minha tristeza

por momentos se finda

e desejo sofrer a vida ainda

e fico a meditar:

como os homens são maus e como a terra é linda!


Certo não fora assim tão triste a vida

se, das aves seguindo o exemplo encantador,

a humanidade livremente unida,

gozasse a natureza, a liberdade e o amor.


[…]



MACHADO, Gilka. Poesia completa. São Paulo: Selo Demônio Negro, 2017. p. 138-140.

No texto 2, o poema de Gilka Machado traz, na voz do eu-lírico, uma fala sobre o desejo de ser pássaro.


Por qual motivo parece se dar esse desejo? 

Alternativas
Q3776863 Português

Texto 1


Leia com atenção a canção abaixo de autoria de Chico César e responda às questões a seguir:


Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim


Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim


Caminho se conhece andando

Então vez em quando é bom se perder

Perdido fica perguntando

Vai só procurando

E acha sem saber


Perigo é se encontrar perdido

Deixar sem ter sido

Não olhar, não ver

Bom mesmo é ter sexto sentido

Sair distraído, espalhar bem-querer



CÉSAR, Chico. Deus me proteja de mim. Disponível em: https://www. letras.mus.br/chico-cesar/1281067/. Acessado em: 28/10/2025.

No texto 1, a expressão “Deus me proteja de mim” revela, em seu cerne, uma reflexão sobre:
Alternativas
Q3775521 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

Nenhuma empresa estará imune se bolha da IA estourar, diz chefe do Google à BBC

 

Em entrevista à BBC, em novembro de 2025, Sundar Pichai, CEO da Alphabet, afirmou que nenhuma empresa ficará imune caso uma eventual bolha da inteligência artificial (IA) estoure. Embora reconheça que o momento atual seja extraordinário em termos de investimentos, ele alerta para um componente de irracionalidade no crescimento acelerado do setor.


As declarações ocorrem em meio a temores no Vale do Silício e em outros centros tecnológicos, causados pela valorização vertiginosa de empresas de IA e pelos bilhões investidos nessa indústria. Pichai reconhece que o Google pode resistir melhor devido ao seu modelo de negócios integrado, mas ressalta que todas as empresas sofrerão impactos.


Ele comparou a situação à exuberância irracional da bolha das empresas, afirmando que ciclos de investimento misturam elementos racionais e irracionais. Apesar dos riscos, acredita que a IA é uma tecnologia profunda e duradoura.


A Alphabet tem investido fortemente no desenvolvimento de superchips, em modelos de IA e em infraestrutura, incluindo cinco bilhões destinados ao Reino Unido, onde pretende ampliar pesquisas e treinar seus sistemas, fortalecendo o país como polo de IA.


Pichai também alertou para a alta demanda energética da IA, que já representa 1,5% do consumo global de eletricidade. Isso levou a empresa a desacelerar metas climáticas, embora mantenha o compromisso de zerar as emissões até 2030.


Por fim, ele destacou que a IA transformará o mercado de trabalho, afetando todas as profissões. Segundo Pichai, as pessoas que aprenderem a utilizar essas ferramentas estarão em melhor posição para enfrentar as mudanças provocadas pela nova tecnologia.

 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c620p53kny5o.adaptado.

A reflexão apresentada no texto aborda os impactos econômicos, tecnológicos e sociais da expansão acelerada da inteligência artificial, destacando tanto seu potencial transformador quanto os riscos associados a um possível excesso de investimentos no setor.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3768991 Português
Leia o texto para responder à questão.


Passaporte da cultura


   Ao lado dos brasileiros, o povo mais musical que tive o privilégio de conhecer são os cabo-verdianos. O amor incondicional que nutrem pelo país e pelos seus ritmos não tem paralelo. Um amor libertador, que não precisa possuir para se validar. Um amor não exigente, mas que se faz presente na língua que todos aprendem a falar desde o berço — ou melhor, a declamar e a cantar desde o ventre. Não é exagero: todos os cabo-verdianos que conheço são poetas.

   Embora se reconheça Cesária Évora como sendo a voz que revelou a alma do arquipélago, existe nas montanhas longínquas do interior de Santiago um gênero que já sofrera os seus desafios de silenciamento. Uma música catártica, crua e negra com a qual gerações novas se reconciliaram e aprenderam a reivindicar a sua herança africana. A música continua a ser o passaporte da cultura cabo-verdiana no mundo. Está presente em todos os momentos marcantes da história do país, e é por meio dela que as memórias ancestrais são catalogadas e transportadas para o futuro.

  Um dos músicos mais celebrados da nação é Orlando Pantera, um cometa que viveu na terra por escassos 33 anos. Não gravou nenhum álbum, morreu no dia em que iniciaria, em Paris, as gravações do disco que confirmaria aquilo que os habitantes da ilha de Santiago já sabiam: era um gênio. E um dos poucos que conseguiu transportar para a canção o sentir das gentes dos campos, os esquecidos, os seus ritmos e desejos.


(Kalaf Epalanga. Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas. 2023. Adaptado)
Da perspectiva apresentada pelo cronista, conclui-se corretamente que
Alternativas
Q3768990 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
Há uma relação de consequência e causa, nessa ordem, explicitada na passagem:
Alternativas
Q3768986 Português
Leia o texto para responder à questão.


Epidemia de violência de gênero tem de ser contida


   Com a realização do Agosto Lilás, o Brasil dedicou um mês para desenvolver campanhas de conscientização e combate à violência contra a mulher, celebrando a Lei Maria da Penha. Mas, infelizmente, a realidade cruel que envolve esse tipo de crime se mostra implacável e, em meio aos eventos, a divulgação do Mapa Nacional da Violência de Gênero comprova que ainda há muito a ser feito.

    Divulgados na última semana, números organizados a partir de dados extraídos do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país apresentou média de quatro feminicídios e 187 estupros de mulheres por dia no primeiro semestre de 2025. O levantamento detalha, ainda, que 718 mulheres morreram em razão do gênero de janeiro a junho deste ano, conforme os registros de ocorrências. O bárbaro diagnóstico expõe a falha nos mecanismos de proteção e escancara a gravidade desse contexto.

   Um recorte mais amplo mostra que, desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, o Brasil contabilizou 12.380 vítimas desse crime, e a média de quatro homicídios por dia se repete há cinco anos. Esse roteiro de horror permanente precisa ser interrompido. É urgente que sejam adotadas medidas para melhorar a articulação para o enfrentamento da violência de gênero.

   As estatísticas assustadoras não podem ser consideradas de interesse apenas da parcela da população que diariamente está na mira dos abusos domésticos e dos ataques nas ruas. E o tema não pode continuar sendo tratado como algo da esfera da moral e particular. Acabar com a violência contra as mulheres é uma responsabilidade da gestão pública e precisa ser encarada como prioridade.

    A sociedade brasileira não pode aceitar que o país se transforme, cada vez mais, em um território de perigo para meninas e mulheres. Essa epidemia de violência precisa ser contida, e o Estado, o Judiciário e as forças de segurança, especialmente as polícias especializadas, têm que executar ações de forma conjunta diante do quadro alarmante.

   O abuso sexual, a morte e a agressão por gênero não podem fazer parte do cotidiano nacional. As políticas públicas precisam amparar as mulheres presas em relacionamentos violentos, oferecendo a elas a certeza de que há caminho longe desse horror.


(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 01.09.2025. Adaptado)
As informações do editorial permitem inferir corretamente que
Alternativas
Q3768981 Português
Leia o texto para responder à questão.


   A Universidade de Cambridge, onde Stephen Hawking realizou boa parte de suas contribuições, enfatizou que ele era uma “inspiração para milhões” de pessoas e deixa ao mundo “um legado indelével”. Em um comunicado, Stephen Toope, vice-reitor dessa instituição acadêmica, disse que o renomado professor era um “indivíduo único”, que será lembrado com “calor e carinho”, não só na universidade, mas também em todo o mundo.

  “Suas contribuições excepcionais para o conhecimento científico e a popularidade da ciência e da matemática deixaram um legado indelével”, afirmou a academia da universidade.


(https://www.estadao.com.br/ciencia, 14.03.2018. Adaptado)
Com as informações do texto, conclui-se corretamente que Stephen Hawking
Alternativas
Ano: 2025 Banca: MSConcursos Órgão: SESI-BA Prova: MS CONCURSOS - 2025 - SESI-BA - Aluno |
Q3768840 Português
Texto 1: "O Ilê Asé Omi Osun, um terreiro de candomblé em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi completamente destruído por um incêndio na madrugada de quarta-feira (12). [...] A Polícia Civil investiga se o incêndio foi criminoso e se a motivação foi intolerância religiosa." (Notícia do G1, de 13/03/2025, disponível em: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/03/13/policia-investiga-incendio-que-destruiu-terreiro-de-candomble-em-nova-iguacu.ghtml).
Texto 2: "Artigo 1º: Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional". (...) "Artigo 20: "Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".
(Fonte: Lei Federal n.º 7.716, de 05/01/1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor).
Leia os Textos 1 e 2 e responda: se a investigação policial citada no Texto 1 provar que o incêndio foi causado por "intolerância religiosa", qual é a relação correta entre o fato (Texto 1) e a lei (Texto 2)?
Alternativas
Q3765441 Português
Responda à questão com base no seguinte gráfico:  


Q5_6.png (344×192)

Fonte: Balanço Energético Nacional 2025 
Com base nas informações numéricas apresentadas no gráfico de licenciamentos acumulados de veículos eletrificados, analise as alternativas a seguir e assinale aquela que está INCORRETA. 
Alternativas
Q3765439 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Brasil gera 88% da sua energia elétrica a partir de fontes renováveis


O Brasil produziu 88,2% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética. O relatório mostra que a energia eólica e a solar, somadas, responderam por 23,7% da geração elétrica total no último ano. A capacidade da eólica cresceu 12,4%, a solar 39,6% e a geração a gás natural 23,9%, enquanto a participação da hidrelétrica caiu um ponto percentual. No total, a oferta de eletricidade do país alcançou 762,9 terawatts-hora, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Desde 2004, as fontes renováveis respondem por mais de 70% da matriz elétrica brasileira de forma consistente, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de energia limpa do mundo.


Adaptado de: https://tvbrics.com/pt/news/brasilreforca-lideranca-global-com-88-da-energiaproveniente-de-fontes-renovaveis/.  
O relatório do Balanço Energético Nacional 2025 revela que, em 2024, houve um crescimento expressivo da geração a gás natural. Com base nessas informações, analise as assertivas a seguir e assinale a sequência correta de verdadeiro (V) ou falso (F):

( ) O crescimento do gás natural ocorreu em proporção superior ao da energia solar.
( ) Apesar do crescimento da geração a gás natural, sua participação na matriz elétrica brasileira ainda é inferior à das fontes renováveis.
( ) O aumento da participação do gás natural em 2024 tornou a matriz elétrica brasileira majoritariamente não renovável. 
Alternativas
Q3765438 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Brasil gera 88% da sua energia elétrica a partir de fontes renováveis


O Brasil produziu 88,2% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética. O relatório mostra que a energia eólica e a solar, somadas, responderam por 23,7% da geração elétrica total no último ano. A capacidade da eólica cresceu 12,4%, a solar 39,6% e a geração a gás natural 23,9%, enquanto a participação da hidrelétrica caiu um ponto percentual. No total, a oferta de eletricidade do país alcançou 762,9 terawatts-hora, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Desde 2004, as fontes renováveis respondem por mais de 70% da matriz elétrica brasileira de forma consistente, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de energia limpa do mundo.


Adaptado de: https://tvbrics.com/pt/news/brasilreforca-lideranca-global-com-88-da-energiaproveniente-de-fontes-renovaveis/.  
O Balanço Energético Nacional 2025 informa que, em 2024, a oferta total de eletricidade no Brasil atingiu 762,9 terawatts-hora, representando um aumento de 5,5% em relação a 2023. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q3765437 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


Brasil gera 88% da sua energia elétrica a partir de fontes renováveis


O Brasil produziu 88,2% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis em 2024, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética. O relatório mostra que a energia eólica e a solar, somadas, responderam por 23,7% da geração elétrica total no último ano. A capacidade da eólica cresceu 12,4%, a solar 39,6% e a geração a gás natural 23,9%, enquanto a participação da hidrelétrica caiu um ponto percentual. No total, a oferta de eletricidade do país alcançou 762,9 terawatts-hora, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Desde 2004, as fontes renováveis respondem por mais de 70% da matriz elétrica brasileira de forma consistente, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores de energia limpa do mundo.


Adaptado de: https://tvbrics.com/pt/news/brasilreforca-lideranca-global-com-88-da-energiaproveniente-de-fontes-renovaveis/.  
O texto traz dados recentes do Balanço Energético Nacional 2025, destacando não apenas os números da geração elétrica de 2024, mas também um recorte histórico da matriz elétrica brasileira. Considerando as informações apresentadas entre 2004 e 2024, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3763711 Português

Leia o texto:



“A recente popularização dos aplicativos de mobilidade urbana não pode ser vista como uma mera substituição de um serviço por outro. Trata-se de um fenômeno complexo que redefine a relação das pessoas com o espaço da cidade, impacta a economia informal e gera novos debates sobre legislação trabalhista. Embora ofereça praticidade, sua atuação em áreas periféricas ainda é incipiente, o que acentua desigualdades territoriais preexistentes”.


COSTA, M. Urbanidade e Tecnologia. São Paulo: Editora Moderna, 2023.



Com base no texto, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3762666 Português
Por que papagaios têm fama de pet de pirata?


Por Arthur de Souza

Q1_10.png (709×213)

(Disponível em: https://goread.com.br/viewer/superinteressante/dossie-burnout/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual é a intenção comunicativa do texto?
Alternativas
Q3761794 Português
Estávamos pintados como se fôssemos para a guerra. Várias bocas, dentes e sorrisos, mas um coração pulsava na esperança por avanços para a garantia dos direitos dos povos indígenas. Olhavam‑nos como se fôssemos seres de outro planeta, certos de desconhecer seu próprio país. Os olhos brilhavam como as estrelas e essa emoção se misturava ao cheiro do café, na cantina ao lado, aos desenhos indígenas e ao cheiro de pintura de jenipapo na cara, ao cheiro do óleo da castanha‑do‑pará e ao cheiro do vermelho urucum dos Kaiapó.

POTIGUARA, Eliane. Metade cara, metade máscara. Lorena: DM Projetos Especiais, 2018. Eliana Potiguara é escritora indígena contemporânea.

A partir dessa informação e no que diz respeito ao texto e aos seus aspectos estéticos, julgue o item a seguir.
Por meio da linguagem e dos elementos da narrativa presentes no trecho, observa‑se que o tempo da narrativa e do narrador são diferentes e que há uma perspectiva etnocêntrica por parte dos indígenas. 
Alternativas
Q3761793 Português
No fundo do mato‑virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo de Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Vila Rica, 1997. Em “Macunaíma”, Mário de Andrade apresenta a imagem do herói nacional.

Considerando essa informação e em relação ao texto, aos seus aspectos estéticos, ao seu autor e aos movimentos literários brasileiros, julgue o ite seguinte.
Refletir a respeito do sentido de estar no mundo, as angústias humanas e o desejo de compreender a relação entre indivíduo e sociedade caracteriza a poesia de Drummond e o segundo tempo modernista, mas reflete uma renovação da linguagem que se iniciou no primeiro tempo modernista.
Alternativas
Q3761781 Português
As órfãs faziam sinal‑da‑cruz, iam arranjar marido bom ou então uns desdentados, trolocutores surdos, bêbados, lobo nas ovelhas, caminho de espinhos, azemel de estrebaria, mulo namorado, fosse o que fosse, desde que dissesse: Senhora, quereis companhia? Ordenara a rainha que seriam uns gentilhomens. Uma panela de comida num canto, meti as mãos e tirei um pedaço do guisado frio, comi numa ânsia de nunca ter sentido assim, tudo o que se havia preparado para umas mais três bocas, fome é um tipo de fogo que se acende no meio das gentes, que se ateia com tanto ímpeto que até os olhos ardem e resseca tudo por dentro e vai sendo uma faca que revira o dentro como se buscando o fio da vida e em nosso rosto se forma um diabólico labirinto, sonhamos com feiras e que se comeria um rato da lama, é fome feito um monstro que assenta em nosso ventre e nos rasga estripando, com suas garras longas, língua asquerosa de lagarta, se branqueteia de nós, sugando nossa força e nossa razão, que perdemos de arrazoar e fracas estimativas, é como cem anos de inferno, uma dor incomparável, uma coisa tão lastimosa de se sentir que não há homem que a possa dissimular. Por medo da fome, da orfandade, do abandono, quis que tornasse Francisco de Albuquerque. MIRANDA, Ana. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. 

Em “Desmundo”, de Ana Miranda, Oribela, órfã portuguesa enviada ao Brasil em 1555 para se casar com um colono, revela‑se um contexto de violência. A partir dessa informação, em relação ao texto, aos seus aspectos estéticos e aos movimentos literários brasileiros, julgue o iten a seguir.
O trecho acima, retirado do romance contemporâneo “Desmundo” com o seu vocabulário alusivo a uma natureza selvagem, caracteriza positivamente a vida e as relações interpessoais no Brasil Colônia. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Castelo - ES Provas: IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Obras | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Dermatologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico do Trabalho | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Veterinário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Nutricionista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Orientador Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Procurador Municipal | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Psicólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Terapeuta Ocupacional | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Endodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Odontopediatria | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Periodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ginecologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ortopedista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Otorrinolaringologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Pediatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Psiquiatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Tributos Municipais | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Analista de Sistemas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Arquivista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Assistente Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Biólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Auditor Público Interno | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Bibliotecário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Educador Físico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrimensor | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Civil | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Eletricista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Farmacêutico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fisioterapeuta | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fonoaudiólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Contador | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Economista Doméstico |
Q3761456 Português
Leia o texto e responda à questão.


“O Espelho”


Machado de Assis


Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta transcendência, sem que a disparidade dos votos trouxesse a menor alteração aos espíritos. A casa ficava no morro de Santa Teresa, a sala era pequena, alumiada a velas, cuja luz fundia-se misteriosamente com o luar que vinha de fora. Eu, que era um dos convivas, contei-lhes que possuía uma teoria, a qual me tinha custado grande trabalho e algumas noites de insônia; mas não lhe queria expor sem que me prometessem ouvi-la com paciência. Prometeram todos.

— A teoria é esta — disse eu —: cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro. A primeira, a alma interior, é a que sente e pensa; a segunda, a alma exterior, é a que nos vem de fora, da rua, das pessoas, das coisas. Esta domina muitas vezes aquela; e, em certos casos, não há propriamente duas, mas uma só alma exterior.

Pediram-me exemplos. Respondi que não os havia catalogados, mas que ia contar um caso, acontecido comigo, há muitos anos, em que vi a minha alma interior desaparecer, cedendo a outra, nascida de um objeto, de um simples objeto. E contei-lhes.

Era eu então rapaz de vinte e cinco anos, recém-saído de um curso, quando uma velha tia minha me deixou por herança um espelho grande, antigo, com moldura larga e severa. Não me parecia valiosa a dádiva; mas, por lembrança, levei-o comigo para uma casa de subúrbio, onde me recolhi, a fim de estudar. Ora, sucedeu que, mal instalado, comecei a sentir um vazio dentro de mim, como se me houvesse despido de mim mesmo. O estudo não me prendia, a leitura cansava-me; eu andava pela casa, de um aposento a outro, com um aborrecimento que não sei definir.

Foi então que me lembrei do espelho. Mandei pendurá-lo na parede da sala; ao vê-lo, senti-me outro. Não é que eu me achasse mais formoso do que era; mas o espelho tinha a virtude de dar consistência à minha pessoa: eu me via, e esse simples fato restituía-me a presença. Dentro de pouco, o hábito apoderou-se de mim. Vivia diante do espelho; trabalhava, comia, descansava, sempre com o olhar a buscar, de instante a instante, a confirmação da minha figura naquela lâmina tranquila. Se o retiravam, tudo caía no mesmo vazio anterior; se o repunham, eu renascia.

Parecer-vos-á ridículo; não o era então. O que digo é que a minha alma exterior se compunha, naquele tempo, desse objeto. Não era vaidade de beleza, nem amor próprio do traje; era qualquer coisa mais funda: a necessidade de um reflexo que me certificasse da minha existência. Ora, uma noite, por troça de amigos, esconderam-me o espelho. Dizei o que quiserdes: senti desfalecer a vida íntima; tornei-me sombra; e, apesar de me ver com os olhos do corpo, não me sentia com os olhos do espírito. Só quando me restituíram o espelho, voltei a ser eu.

Daí infiro que o homem, em não poucos casos, vive de fora para dentro; e que um objeto, um cargo, uma farda, um título, pode suplantar a alma interior, até anulá-la. Se isto é triste ou ridículo, não disputo; conto o que foi. E, posto que tenha hoje a casa cheia de espelhos, nenhum tem para mim a força daquele primeiro, que não era só vidro e azougue, mas um pedaço da minha própria alma.


Fonte: Edição de referência: Rio de Janeiro: Lombaerts & C., 1882. páginas 241-257. (Adaptado) - https://machadodeassis.net/
A tese das “duas almas” propõe um conflito entre interioridade e reconhecimento externo. No episódio do espelho, qual leitura articula melhor a tese e a experiência narrada?
Alternativas
Q3759678 Português
Emerita


    Emerita. Um nome ou um anagrama? Por mais que pareça coincidência, gostava de viajar. Aí o tédio soprou‑lhe ao ouvido que era hora de mais emoção. E estava certa (como não?), só errou na dose. Largou o marido e pegou um traficante famoso. Os primeiros meses foram adrenalínicos. Praia, montanha, motos, carros, servos, dinheiro e sexo, tudo num estalo.

    Aí veio o desfibrilador: cela para ela, caixão fechado para ele. Dez anos após estava livre, pobre, endividada e dez anos mais velha. O ex‑marido ainda era servidor público e pai dedicado. E marido há cerca de 9 anos.


Internet:<folhadabaixada.com.br> (com adaptações).

Com base nos aspectos gerais do texto, julgue o item a seguir.


Uma interpretação possível para o trecho “O ex‑marido ainda era servidor público e pai dedicado. E marido há cerca de 9 anos” é a de que o ex‑marido se casou novamente cerca de um ano após a separação.

Alternativas
Q3757693 Português
A questão refere-se ao texto a seguir:

Capítulo I - Mudança

Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.
Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas, que eram ossadas. O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
- Anda, excomungado.
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário - e a obstinação da criança irritava-o. Certamente, esse obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, e o vaqueiro precisava chegar, não sabia onde.
Tinham deixado os caminhos, cheios de espinho e seixos, fazia horas que pisavam a margem do rio, a lama seca e rachada que escaldava os pés. Pelo espírito atribulado do sertanejo passou a ideia de abandonar o filho naquele descampado. Pensou nos urubus, nas ossadas, coçou a barba ruiva e suja, irresoluto, examinou os arredores. Sinha Vitória estirou o beiço indicando vagamente uma direção e afirmou com alguns sons guturais que estavam perto. Fabiano meteu a faca na bainha, guardou-a no cinturão, acocorou-se, pegou no pulso do menino, que se encolhia, os joelhos encostados no estômago, frio como um defunto. Aí a cólera desapareceu e Fabiano teve pena. Impossível abandonar o anjinho aos bichos do mato. Entregou a espingarda a Sinha Vitória, pôs o filho no cangote, levantou-se, agarrou os bracinhos que lhe caíam sobre o peito, moles, finos como cambitos. Sinha Vitória aprovou esse arranjo, lançou de novo a interjeição gutural, designou os juazeiros invisíveis.
E a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num silêncio grande. Ausente do companheiro, a cachorra Baleia tomou a frente do grupo. Arqueada, as costelas à mostra, corria ofegando, a língua fora da boca. E de quando em quando se detinha, esperando as pessoas, que se retardavam. [...]

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 120ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2013 - texto adaptado. 
Considerando a dimensão discursiva dos elementos linguísticos, é possível observar que alguns itens lexicais expandem seu sentido original, introduzindo, muitas vezes, a atitude do enunciador diante do enunciado.
Assinale o elemento em que não se observa este uso atitudinal.
Alternativas
Respostas
2561: B
2562: E
2563: D
2564: A
2565: C
2566: A
2567: A
2568: E
2569: A
2570: A
2571: A
2572: B
2573: C
2574: A
2575: E
2576: C
2577: E
2578: D
2579: C
2580: A