Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Esses fatores já eram analisados de forma indireta, sobretudo a partir das normas de ergonomia...
I. A forma verbal eram analisados está flexionada no pretérito perfeito do indicativo na voz passiva sintética, indicando uma ação pontual concluída no passado.
II. O vocábulo sobretudo possui valor semântico equivalente a principalmente ou precipuamente.
III. O termo Esses classifica-se morfologicamente como um pronome demonstrativo e desempenha, no nível textual, um papel de coesão anaforica ao remeter o leitor a conceitos já expressos anteriormente.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. A inclusão dos riscos psicossociais no GRO atende a uma demanda emergencial decorrente do colapso do sistema de saúde física dos trabalhadores no ano de 2024.
II. Depreende-se do texto que os fatores de risco psicossociais não anulam nem substituem as matrizes de riscos tradicionais (físicos, químicos e biologicos), mas passam a coexistir com elas no PGR.
III. Práticas deleterias no ambiente de trabalho, como jornadas exaustivas e assédio de qualquer natureza, saíram da esfera puramente abstrata para se tornarem alvos explícitos de fiscalização estatal.
Está CORRETO o que se afirma em:

I. O sapo posicionado no chão e o verdadeiro receptor da mensagem de Armandinho, demonstrando surpresa no último quadrinho ao compreender a historia.
II. O interlocutor de Armandinho é uma figura adulta, cuja presença e indicada de forma parcial pelas pernas compridas e sapatos sociais, estabelecendo uma relação de assimetria visual.
III. A fisionomia de Armandinho no primeiro quadrinho demonstra cansaço e desânimo devido ao esforço de procurar insetos na terra.
Está CORRETO o que se afirma em



Leia o texto a seguir para responder à questão.
Vida corrida
Na minha rotina diária, assim como na de todos os relés plebeus dessa era, eu corro. Esse verbo, o correr, tem o seu sentido rasgado e exposto para qualquer situação que precise dele. Corro para não chegar atrasado no meu compromisso, corro atrás do que eu quero, corro para manter minha saúde, corro dos meus problemas e pensamentos. Atualmente, tenho flexionado o correr para a sua forma adjetiva também: para os meus amigos, minha vida está corrida e não posso sair com eles; enquanto para mim, meus dias estão corridos e não tenho tempo para nada.
Mas, mesmo assim, acho tempo para correr. Meus olhos correm e caem na tela do meu computador, e fazem com que o tempo corra. O tempo, maldito tempo que ora passa depressa, ora devagar. Maldito tempo que não corre como eu. Maldito eu que não corre como o tempo. Maldito sou, nesse tempo parado.
Entre a correria da faculdade e a monotonia dopada nos fins de semana, encontro minha lástima no ônibus: a ponte entre uma corrida e a outra. Olho ao redor, pessoas correndo olhos e dedos em seus celulares. Minha mão corre ao bolso, e pega o retângulo metálico. Não tenho mensagens, nem números indicando algo de interesse. Corro imediatamente, dessa vez para o bolso do meu casaco, e dou função ao meu fone de ouvido. (...)
Finalmente parei de correr para longe dos pensamentos. Como se eu passasse a semana inteira correndo deles, para então, num ônibus qualquer, ser preso e forçado a parar de correr. Os belos ruídos que saíam de um violão, sem voz nenhuma para atrapalhar, continuavam a me envolver, mantendo o absoluto controle. Encarei os meus pensamentos, e para minha surpresa, como se fosse um plano deles em parceria com a música, vi os meus braços livres. Mais precisamente, os meus polegares, que correram para escrever essas palavras. Palavras corridas, mas de sentimentos enraizados em um homem inerte ao seu mundo.
HENNING, Vinícius Rutes. Vida corrida. Mafuá. Disponível em <https://mafua.ufsc.br/2017/dois-contosvida-corrida-e-velhos-amigos/>
“No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho...”
— Carlos Drummond de Andrade, do poema No Meio do Caminho.
