Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia o texto a seguir para responder à questão:
Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.
Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.
Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).
(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)
A partir desse trecho é CORRETO afirmar que:
(__)Em "Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta..." , as ações do personagem são sequenciais, mostrando a ordem dos acontecimentos.
(__)Em "Pouco depois", "enquanto isso", "desta vez", "antes de mais nada", "agora", garantem continuidade temporal e progressão narrativa.
(__)Os parágrafos e frases não se conectam, tornando impossível acompanhar o fluxo da história, pois há interrupções do narrador para comentários internos.
(__)Em "Sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão", a expressão "sempre" é marcador de intensidade/frequência, indicando que a ação do personagem é constante ou habitual naquele momento de tensão.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
I.Narrador em primeira pessoa, relatando acontecimentos de forma pessoal e humorística.
II.Presença de enredo cronológico, com sequência de acontecimentos.
III.Uso de linguagem coloquial e simples.
IV.Exagero literário, típico da crônica: "verdadeiro pesadelo de Kafka"; "ballet grotesco".
É correto o que se afirma em:
Identifique a afirmativa que explica a insistência do personagem em chamar Maria e bater na porta mais de uma vez.
I.O personagem usa um embrulho de pão como 'cobertura', evidenciando seu desconforto.
II.As ações do personagem, como parar o elevador ou abrir a porta entre os andares, refletem sua desorientação.
III.As referências ao "Regime do Terror" e "pesadelo de Kafka" mostram como ele percebe a situação como extrema e surreal.
IV.O desespero do personagem era motivado pelo receio de ser surpreendido nu, pelo possível aparecimento inesperado do cobrador e pela perda de controle sobre os acontecimentos.
É correto o que se afirma em:
De acordo com o texto-base, é correto afirmar que:
O que é alimentação saudável?
Uma alimentação saudável deve ser baseada em práticas alimentares com significação social, cultural e afetiva. É fundamental estimular a produção e o consumo de alimentos saudáveis regionais (como legumes, verduras e frutas).
Algumas das principais características de uma alimentação saudável são:
1. Variação: estimular o consumo de vários tipos de alimentos, com os diferentes nutrientes necessários para o organismo.
2. Cores: um prato colorido garante a variedade em termos de vitaminas e minerais, assim como uma apresentação atrativa das refeições.
3. Harmonia: a quantidade e a qualidade dos alimentos devem considerar os aspectos culturais, afetivos e comportamentais.
5. Segurança: do ponto de vista de contaminação, com possíveis riscos à saúde, deve haver a garantia de alimentos seguros para a população.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde. Adaptado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria?
A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.
Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.
Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções.
A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.
A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.
O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.
Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.
Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.
Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Chupeta e dedo: o que diz a Odontopediatria?
A sucção é um reflexo essencial para recém-nascidos, sendo fundamental para a alimentação e desenvolvimento orofacial, além de contribuir para fortalecer o vínculo materno. Por outro lado, o uso de bicos artificiais é desaconselhado, pois pode promover o desmame precoce, privando a criança de todos os benefícios do aleitamento materno.
Muitas crianças acabam substituindo a sucção no seio materno por chupetas, quando estas são oferecidas pelos pais ou responsáveis, ou por chupar dedo. Embora tenham o efeito de acalmar os bebês, esses hábitos são deletérios, ou seja, comportamentos repetitivos que podem causar danos à saúde bucal das crianças.
Por isso, o Sistema Conselhos de Odontologia, composto pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) e os 27 Conselhos Regionais de Odontologia de todo país, faz um alerta, através do programa CFO Esclarece, para que pais e cuidadores se atentem aos prejuízos da utilização de chupetas e do hábito de chupar dedo, sendo fundamental que observem o momento ideal para intervenções.
A professora e vice-presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria Nacional (ABOPED), Letícia Vieira Pereira, destaca que a primeira infância é um período decisivo para o desenvolvimento bucal, exigindo atenção especial aos hábitos que podem influenciar a saúde oral das crianças.
A cirurgiã-dentista e professora universitária Elisa Maria Rosa de Barros Coelho, especialista, mestre e doutora em Odontopediatria, explica que o uso precoce da chupeta pode reduzir o tempo do aleitamento materno das crianças e favorecer o estabelecimento de padrões respiratórios inadequados, como a respiração bucal.
O uso prolongado interfere no desenvolvimento da musculatura orofacial e no crescimento da face, podendo levar à mordida aberta anterior, mordida cruzada posterior e posicionamento incorreto da língua, com impacto direto na função e harmonia orofacial da criança.
Já o hábito de chupar o dedo pode causar alterações semelhantes às provocadas pela chupeta, mas a principal diferença é que o comportamento costuma ser mais difícil de cessar, pois o dedo faz parte do próprio corpo da criança e, portanto, está sempre disponível.
Embora sejam completamente contraindicados, os comportamentos de chupar dedos ou de usar chupeta devem ser desestimulados pela família até, no máximo, os três anos de vida da criança. Essa medida pode minimizar os impactos do hábito deletério, reduzindo o risco de alterações da arcada.
Fonte: https://website.cfo.org.br (adaptado).