Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4200793 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.


  


(Bill Waterson, O Melhor de Calvin, 22.08.2025. Disponível em:

https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. Adaptado)

As informações da tira permitem concluir que 
Alternativas
Q4196406 Português

Leia o texto para responder à questão.


Mais ambição para a primeira infância


    Está previsto para o início deste mês o lançamento da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância. Publicado em junho de 2024, o decreto dava 120 dias para que um comitê intersetorial, formado por representantes de ministérios e da sociedade civil, propusesse um plano efetivo destinado à promoção e à proteção dos direitos de crianças de até 6 anos.


    É importante dizer que o plano precisa ter a robustez compatível com seu papel histórico. É na primeira infância, afinal, que são dados os passos cruciais para o desenvolvimento infantil. Nessa etapa ocorrem os estímulos adequados que afetam, no longo prazo, indicadores de educação, saúde, trabalho, violência e desigualdade. E, embora sejam centrais na vida nacional, as crianças têm sido negligenciadas pelo País, apesar do que dizem a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Legal da Primeira Infância. O paradoxo explica o imperativo da política prometida: deve ser ambiciosa no propósito, criativa na estratégia, realista e integrada na governança entre União, Estados e municípios, consistente na concretude de suas metas e indicadores e, tão importante quanto tudo isso, detalhista nos métodos e nas ações propostas.


    O Brasil tem hoje mais de 18 milhões de crianças na primeira infância, 55% das quais vivendo em famílias de baixa renda, e 60% que nunca frequentaram creche ou pré-escola, de acordo com dados apresentados ao governo pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e pelo Todos Pela Educação. Há, por baixo, 670 mil crianças de 0 a 6 anos em situação de pobreza ou extrema pobreza. Segundo o IBGE, em 2023, 45% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos estavam em domicílios com renda mensal per capita de meio salário-mínimo, enquanto entre a população geral o porcentual é de 27%. Ou seja, a pobreza atinge mais as crianças do que os adultos. Indicadores perversos as colocam ainda entre os mais vulneráveis a saneamento precário, insegurança alimentar e educação deficitária.


    Há boas ideias em discussão, mas a execução segue como o principal desafio. Entre as propostas mais promissoras está a criação de um sistema integrado de dados sobre a primeira infância, que permita o monitoramento por gestores locais e o diálogo direto com as famílias. O risco, no entanto, é repetir os equívocos da Caderneta da Criança: uma solução com baixa adesão e pouco alcance do público-alvo. Atualmente, os dados do desempenho escolar de uma criança, por exemplo, não são integrados com os da carteira de vacinação. As crianças brasileiras têm um número no sistema de saúde e outro no Cadastro Único, que identifica as famílias brasileiras de baixa renda e permite o acesso de famílias aos programas e benefícios sociais. A política pode apontar também informações e ações para a abertura de vagas em creches, ampliação da vacinação e uma espécie de frente nacional de atendimento a famílias carentes onde há crianças nessa faixa de idade.


(Editorial, https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.08.2025. Adaptado)

O paradoxo citado no 2o parágrafo do texto diz respeito
Alternativas
Q4196405 Português

Leia o texto para responder à questão.


Mais ambição para a primeira infância


    Está previsto para o início deste mês o lançamento da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância. Publicado em junho de 2024, o decreto dava 120 dias para que um comitê intersetorial, formado por representantes de ministérios e da sociedade civil, propusesse um plano efetivo destinado à promoção e à proteção dos direitos de crianças de até 6 anos.


    É importante dizer que o plano precisa ter a robustez compatível com seu papel histórico. É na primeira infância, afinal, que são dados os passos cruciais para o desenvolvimento infantil. Nessa etapa ocorrem os estímulos adequados que afetam, no longo prazo, indicadores de educação, saúde, trabalho, violência e desigualdade. E, embora sejam centrais na vida nacional, as crianças têm sido negligenciadas pelo País, apesar do que dizem a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Legal da Primeira Infância. O paradoxo explica o imperativo da política prometida: deve ser ambiciosa no propósito, criativa na estratégia, realista e integrada na governança entre União, Estados e municípios, consistente na concretude de suas metas e indicadores e, tão importante quanto tudo isso, detalhista nos métodos e nas ações propostas.


    O Brasil tem hoje mais de 18 milhões de crianças na primeira infância, 55% das quais vivendo em famílias de baixa renda, e 60% que nunca frequentaram creche ou pré-escola, de acordo com dados apresentados ao governo pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e pelo Todos Pela Educação. Há, por baixo, 670 mil crianças de 0 a 6 anos em situação de pobreza ou extrema pobreza. Segundo o IBGE, em 2023, 45% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos estavam em domicílios com renda mensal per capita de meio salário-mínimo, enquanto entre a população geral o porcentual é de 27%. Ou seja, a pobreza atinge mais as crianças do que os adultos. Indicadores perversos as colocam ainda entre os mais vulneráveis a saneamento precário, insegurança alimentar e educação deficitária.


    Há boas ideias em discussão, mas a execução segue como o principal desafio. Entre as propostas mais promissoras está a criação de um sistema integrado de dados sobre a primeira infância, que permita o monitoramento por gestores locais e o diálogo direto com as famílias. O risco, no entanto, é repetir os equívocos da Caderneta da Criança: uma solução com baixa adesão e pouco alcance do público-alvo. Atualmente, os dados do desempenho escolar de uma criança, por exemplo, não são integrados com os da carteira de vacinação. As crianças brasileiras têm um número no sistema de saúde e outro no Cadastro Único, que identifica as famílias brasileiras de baixa renda e permite o acesso de famílias aos programas e benefícios sociais. A política pode apontar também informações e ações para a abertura de vagas em creches, ampliação da vacinação e uma espécie de frente nacional de atendimento a famílias carentes onde há crianças nessa faixa de idade.


(Editorial, https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.08.2025. Adaptado)

O editorial deixa claro que a Política Nacional Integrada para a Primeira Infância consiste em um plano
Alternativas
Q4196402 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bill Waterson, “O Melhor de Calvin”.

https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos, 14.08.2025. Adaptado)

As informações do 4o quadro permitem concluir corretamente que
Alternativas
Q4188903 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Assim, sem nada feito e o por fazer


Q1_4.png (316×357)

Autor: Fernando Pessoa.
Considerando a leitura e a interpretação do poema, qual das seguintes alternativas NÃO encontra respaldo no conteúdo ou no sentido construído pelo eu lírico? 
Alternativas
Q4188901 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Assim, sem nada feito e o por fazer


Q1_4.png (316×357)

Autor: Fernando Pessoa.
A partir da leitura do poema, analise as partes a seguir, cada uma delas relacionada a aspectos temáticos e interpretativos do texto:

(1ª parte): O poema expressa uma sensação contínua de estagnação, caracterizada pelo esvaziamento da vontade e pela ausência de ações concretas.
(2ª parte): A esperança é retratada como força plenamente vigorosa, capaz de neutralizar o tédio que perpassa o pоеma.
(3ª parte): O imperativo final sugere que o sonho, para o eu lírico, não precisa estar vinculado a expectativas de realização prática

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4183827 Português
 Leia o texto abaixo.

Você me faz um favor? Pois não!

Outro dia, contou-me uma amiga que uma senhora norte-americana, procurando alugar apartamento em São Paulo, tinha entrado em contato telefônico com umas três ou quatro imobiliárias e que nenhuma delas quis atendê-la. Sendo inquirida sobre de onde tinha tirado essa conclusão, respondeu: Toda vez que telefonava e dizia: – “Vocês podem me alugar um apartamento”, a resposta era sempre a mesma: – “Pois não.” Aí, eu desisti.

ABREU, Antônio Suárez.

O humor desse texto está: 
Alternativas
Q4178111 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

Assinale a alternativa que reescreve sem alteração de sentido essencial a frase: “O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional.”
Alternativas
Q4178110 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

O autor menciona que “a pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo”. Considerando essa passagem e o desenvolvimento global do texto, é correto afirmar que o autor: 
Alternativas
Q4178109 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

Ao final do texto, o autor expressa principalmente um sentimento de:
Alternativas
Q4178108 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

O texto aponta que a imagem de “seca e miséria” associada ao Piauí surgiu:
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Q4178107 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

Ao comentar a crônica de Nelson Rodrigues, o autor reconhece que o dramaturgo: 
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Q4178106 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

Quando o autor menciona que perguntaram se havia carros em Teresina, ele busca:
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Q4178105 Português
Meu ser piauiense
Por Eriane Dantas


      “Você conhece o Pedro?” — alguém questionou certa vez, ao saber que nasci e morei na capital do Piauí por quase doze anos. Eu respondi que não, mas por dentro minha resposta não foi tão calma assim. Que diabo de pergunta era aquela? Como poderia conhecer um ser humano, identificado apenas como Pedro, em uma cidade com milhares de habitantes?

      Em um momento anterior, outro alguém me perguntou se havia carros nas ruas de Teresina, talvez com uma imagem semelhante àquela que os estrangeiros têm dos brasileiros: a de que vivemos como o Tarzan, em meio à Floresta Amazônica. Mas sobre o Piauí a imagem talvez seja a de ruas atravessadas pelo gado.

      Essas situações não risíveis, mas não porque sejam de fato engraçadas e sim porque denotam a falta de conhecimento que se tem da minha terra natal.

       Em 19 de março de 1969, uma crônica de Nelson Rodrigues, intitulada Nunca houve tamanha solidão na terra e publicada no jornal O Globo, provocou indignação nos piauienses. Nelson Rodrigues, em tom sarcástico, relata seu primeiro encontro com um piauiense, cuja timidez e humildade poderiam ser generalizadas para todo o estado. Porque, ele afirma, quase não se ouvia falar do Piauí, que seria mais abandonado que as outras unidades da federação também esquecidas e menos conhecido que a Lua.

      O que se depreende, porém, da fala do dramaturgo é uma crítica à ausência de referências sobre o Piauí e seu povo em âmbito nacional, a seu esquecimento, ao “silêncio ensurdecedor” que havia sobre o estado e à passividade dos governantes e do próprio povo.

       Sua maior crítica é à humildade, que ele reconhecera no piauiense que haviam lhe apresentado. Já seu conselho é que o Piauí e seus habitantes se comportem com superioridade.

         (...)

       Ainda hoje os piauienses sofrem essa distinção, causada pelo rótulo da seca e da miséria, um rótulo forjado. Em primeiro lugar, com o intuito de aproximar o Piauí dos demais estados da Região Nordeste, que passou a integrar tardiamente, em 1941. Logo em seguida, diante do esquecimento por parte do governo federal, como forma de atrair investimentos. A pobreza piauiense foi então repetida, até mesmo em textos de intelectuais, e acabou se convertendo em estereótipo.

     Ainda nos ressentimos do desconhecimento, do esquecimento, do silêncio que parece sobreviver cinco décadas depois daquelas declarações de Nelson Rodrigues.

      Mas, mesmo a distância, vejo que o Piauí e o piauiense têm se tornado cada vez mais reconhecidos, mais conscientes das riquezas culturais e dos talentos que formam o estado, mais cientes de seu lugar. Ao mesmo tempo, eu resgatei meu eu piauiense e sinto um orgulho danado quando ouço uma menção ao meu estado natal, às suas conquistas na educação, às suas belezas naturais quase inexploradas, à sua (à minha) gente.

       Apesar de também não ter digerido muito bem a fala de Nelson Rodrigues quando a li anos atrás, concordo que os piauienses devem deixar de lado a modéstia e gritar que são tão bons quanto o restante do país e, em tantas coisas, até melhores (votar, por exemplo).


Referências: HISTÓRIAS EM MIM. Meu ser piauiense. Disponível em: https://www.historiasemmim.com.br/2020/10/17/meu-ser-piauiense/. Acesso em: 04 nov. 2025.

No início do texto, o autor demonstra incômodo com a pergunta “Você conhece o Pedro?” porque: 
Alternativas
Q4175141 Português
Chão de Giz

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas amiúde

Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força ou de Vênus

Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom

Agora pego um caminhão
Na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de boy, that's over, baby
Freud explica

Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular

No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais, estou indo embora
No mais

Fonte: https://www.letras.mus.br/ze-ramalho/49364/
Na canção “Chão de Giz”, o verso “Eu desço dessa solidão e espalho coisas sobre um chão de giz” sugere que o eu lírico:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Pedagogia |
Q4148148 Português
Uma escola municipal que atende crianças da Educação Infantil (turmas de 4 e 5 anos) e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º e 2º anos) identificou uma crescente desmotivação dos estudantes em relação à leitura de livros impressos e uma preferência acentuada por telas e conteúdos digitais. Observou-se também um vocabulário limitado e dificuldades na interpretação de narrativas simples. Diante desse cenário, a equipe docente, em conjunto com a coordenação pedagógica, elaborou o projeto Contos que Encantam, uma proposta de intervenção focalizada na literatura infantil. Para a Educação Infantil, as ações incluíam rodas de leitura diárias, teatro de fantoches e criação de livros coletivos com desenhos das crianças. Nos Anos Iniciais, foram implementados clubes de leitura, dramatizações de histórias, produção de diários de leitura individuais e convites a autores locais para rodas de conversa. O objetivo central era fomentar o prazer pela leitura, expandir o repertório linguístico e desenvolver a capacidade de compreensão e de imaginação. Após os primeiros meses de implementação, observou-se um engajamento gradual das crianças, com algumas turmas demonstrando maior entusiasmo. Contudo, os professores relataram desafios na manutenção da frequência das atividades e na integração do projeto com outras áreas do currículo, percebendo a necessidade de aprimoramento contínuo da proposta.
As estratégias pedagógicas implementadas no projeto Contos que Encantam, conforme detalhado no texto, evidenciam uma concepção de prática educativa que se orienta para
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Geografia |
Q4146022 Português
Considerando a charge como um gênero textual crítico, ilustrativo e humorístico, articulando com as recomendações teórico-metodológicas presentes no texto, um professor planejou uma aula para tratar sobre desigualdade na distribuição de renda. Após as discussões, qual charge os estudantes indicaram como representativa do tema?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145172 Português





TEXTO 2

Marginália II

Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição
Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu degredo
Pão seco de cada dia
Tropical melancolia
Negra solidão
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui, meu pânico e glória
Aqui, meu laço e cadeia
Conheço bem minha história
Começa na lua cheia
E termina antes do fim
Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Uh, lê lê, lá lá

GILBERTO GIL. Disponível em: www.vagalume.com.br. Acesso em: 4 jun. 2025 (fragmento).



Os três textos apresentam críticas sociais por meio de diferentes linguagens. A leitura comparativa desses textos permite compreender que, apesar das diferenças formais, todos eles
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145163 Português
Um professor escolhe o romance Mayombe, do escritor angolano Pepetela, para desenvolver uma sequência didática no Ensino Médio. Essa obra, publicada em 1980, retrata o cotidiano de guerrilheiros que lutam pela independência de Angola, expondo os dilemas internos de um grupo que, embora unido pelo ideal de libertação, é atravessado por divergências ideológicas, étnicas e pessoais. O protagonista, Comandante Sem Medo, representa a figura do líder revolucionário convicto, cuja trajetória revela a complexidade do combate externo contra o colonialismo português e também os conflitos internos de identidade, autoridade e idealismo político. Com o objetivo de abordar aspectos identitários e culturais na perspectiva dos estudos culturais e pós-coloniais, o professor estimula os estudantes a estabelecerem relações entre Mayombe e outros contextos de colonialismo e resistência cultural, aproximando a obra de produções contemporâneas brasileiras que tematizam identidades periféricas, diáspora africana e colonialidade do saber.
A proposta pedagógica apresentada tem como principal objetivo 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145162 Português
Um professor escolhe o romance Mayombe, do escritor angolano Pepetela, para desenvolver uma sequência didática no Ensino Médio. Essa obra, publicada em 1980, retrata o cotidiano de guerrilheiros que lutam pela independência de Angola, expondo os dilemas internos de um grupo que, embora unido pelo ideal de libertação, é atravessado por divergências ideológicas, étnicas e pessoais. O protagonista, Comandante Sem Medo, representa a figura do líder revolucionário convicto, cuja trajetória revela a complexidade do combate externo contra o colonialismo português e também os conflitos internos de identidade, autoridade e idealismo político. Com o objetivo de abordar aspectos identitários e culturais na perspectiva dos estudos culturais e pós-coloniais, o professor estimula os estudantes a estabelecerem relações entre Mayombe e outros contextos de colonialismo e resistência cultural, aproximando a obra de produções contemporâneas brasileiras que tematizam identidades periféricas, diáspora africana e colonialidade do saber.
Essa prática didática articula-se com os princípios da teoria dos estudos culturais e pós-coloniais porque 
Alternativas
Respostas
2301: D
2302: C
2303: D
2304: A
2305: D
2306: B
2307: D
2308: B
2309: A
2310: C
2311: D
2312: A
2313: B
2314: C
2315: B
2316: C
2317: D
2318: D
2319: D
2320: C