Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3865100 Português
TEXTO II:

Ensinar língua portuguesa não é apenas ensinar regras. É, sobretudo, criar condições para que os alunos compreendam que a linguagem organiza a experiência humana e permite agir no mundo. Desde cedo, a criança participa de práticas sociais mediadas pela linguagem: escuta histórias, relata acontecimentos, faz perguntas, expressa desejos e constrói explicações sobre o que observa ao seu redor.

Na escola, essas práticas se ampliam e se tornam mais sistemáticas. O contato com diferentes gêneros textuais — narrativos, descritivos, argumentativos, expositivos e instrucionais — possibilita ao aluno reconhecer que cada texto responde a uma intenção comunicativa específica e circula em determinados contextos sociais. Ler e produzir textos, portanto, não são atividades neutras, mas ações situadas, que exigem escolhas linguísticas conscientes.

Nesse processo, a leitura assume papel central. Compreender um texto envolve mobilizar conhecimentos prévios, antecipar sentidos, formular hipóteses, verificar informações e estabelecer relações entre partes do texto. Estratégias como inferência, retomada referencial e identificação de conectores contribuem para a construção da coerência e para a progressão temática.

Assim, a prática de análise linguística deixa de ser um exercício mecânico de classificação e passa a integrar a reflexão sobre o funcionamento da língua nos textos. Ao articular leitura, produção e reflexão linguística, o ensino de língua portuguesa favorece a formação de sujeitos capazes de interpretar, argumentar, reescrever e produzir textos adequados a diferentes situações comunicativas, conforme orienta a Base Nacional Comum Curricular.
A ideia central defendida no Texto II aponta que o ensino de língua portuguesa deve priorizar:
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Q3864457 Português
A interpretação de textos, em sua dimensão mais profunda, requer do leitor a capacidade de inferir informações implícitas, construir modelos mentais do que é lido e acessar seu repertório sociocultural, o que significa que o sentido de um texto é uma construção individual e subjetiva, não havendo, em última instância, uma interpretação 'correta' ou 'fiel' à intenção do autor.
Alternativas
Q3864411 Português
EDUCAÇÃO BRASILEIRA EM FOCO: OS DESAFIOS DA INCLUSÃOE DA QUALIDADE A educação brasileira, um tema de importância inquestionável, encontra-se em umperene processo de discussões e revisões, especialmente no que tange à sua capacidade de ser equânime e de qualidade para todos. As estatísticas e os relatos do cotidiano escolar frequentemente apontam para uma realidade complexa, onde avanços coexistem com desafios estruturais persistentes. A inclusão, por exemplo, embora consolidada como um pilar legal e moral, ainda enfrenta barreiras significativas na prática. Escolas que carecem de infraestrutura adequada, formação continuada insuficiente para os educadores e a ausência de materiais didáticos adaptados são apenas alguns dos entraves que dificultam a plena participação de estudantes com necessidades educacionais especiais. A alfabetização de adultos, outro gargalo histórico, revela por sua vez a persistência de um contingente expressivo da população que não teve acesso à educação formal na idade apropriada. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) são cruciais, mas a adesão e a permanência refletem não só a qualidade da oferta, mas também as condições socioeconômicas dos matriculados, que frequentemente precisam conciliar o estudo com o trabalho e as responsabilidades familiares. O abandono escolar, neste contexto, é um fenômeno multifacetado, que exige soluções integradas e políticas públicas robustas. As bibliotecas públicas, embora frequentemente subutilizadas e carentes de investimentos, desempenham um papel vital no fomento da leitura e no acesso à informação, podendo ser espaços catalisadores de aprendizado continuado, principalmente em comunidades mais vulneráveis. Contudo, a modernização de seus acervos e a ampliação de seu alcance digital e físico são imperativos para que cumpram seu potencial em um mundo cada vez mais conectado. O ensino técnico, por sua vez, é frequentemente apontado como uma rota estratégica para o desenvolvimento econômico e a inserção no mercado de trabalho. No entanto, a desarticulação entre as demandas do setor produtivo e a oferta formativa, bem como a precarização das condições de ensino, são desafios que merecem atenção urgente. Finalmente, a formação de professores emerge como a espinha dorsal de qualquer sistema educacional robusto. A valorização da carreira docente, a formação inicial e continuada de excelência, e a oferta de condições de trabalho dignas são fatores determinantes para a qualidade do ensino. Sem professores bem preparados e motivados, a implementação de currículos inovadores e a superação dos desafios educacionais permanecem uma quimera. A educação brasileira é, portanto, um organismo vivo, que demanda atenção constante e investimento estratégico em todas as suas frentes.

(Adaptado de Gazeta do Povo, nov. 2024)


Com base no texto acima, julgue o item a seguir. 
No segmento 'A alfabetização de adultos, outro gargalo histórico, revela por sua vez a persistência de um contingente expressivo', o uso do travessão isola um aposto explicativo que poderia ser substituído por vírgulas sem prejuízo do sentido ou da correção gramatical.
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Q3864410 Português
EDUCAÇÃO BRASILEIRA EM FOCO: OS DESAFIOS DA INCLUSÃOE DA QUALIDADE A educação brasileira, um tema de importância inquestionável, encontra-se em umperene processo de discussões e revisões, especialmente no que tange à sua capacidade de ser equânime e de qualidade para todos. As estatísticas e os relatos do cotidiano escolar frequentemente apontam para uma realidade complexa, onde avanços coexistem com desafios estruturais persistentes. A inclusão, por exemplo, embora consolidada como um pilar legal e moral, ainda enfrenta barreiras significativas na prática. Escolas que carecem de infraestrutura adequada, formação continuada insuficiente para os educadores e a ausência de materiais didáticos adaptados são apenas alguns dos entraves que dificultam a plena participação de estudantes com necessidades educacionais especiais. A alfabetização de adultos, outro gargalo histórico, revela por sua vez a persistência de um contingente expressivo da população que não teve acesso à educação formal na idade apropriada. Programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) são cruciais, mas a adesão e a permanência refletem não só a qualidade da oferta, mas também as condições socioeconômicas dos matriculados, que frequentemente precisam conciliar o estudo com o trabalho e as responsabilidades familiares. O abandono escolar, neste contexto, é um fenômeno multifacetado, que exige soluções integradas e políticas públicas robustas. As bibliotecas públicas, embora frequentemente subutilizadas e carentes de investimentos, desempenham um papel vital no fomento da leitura e no acesso à informação, podendo ser espaços catalisadores de aprendizado continuado, principalmente em comunidades mais vulneráveis. Contudo, a modernização de seus acervos e a ampliação de seu alcance digital e físico são imperativos para que cumpram seu potencial em um mundo cada vez mais conectado. O ensino técnico, por sua vez, é frequentemente apontado como uma rota estratégica para o desenvolvimento econômico e a inserção no mercado de trabalho. No entanto, a desarticulação entre as demandas do setor produtivo e a oferta formativa, bem como a precarização das condições de ensino, são desafios que merecem atenção urgente. Finalmente, a formação de professores emerge como a espinha dorsal de qualquer sistema educacional robusto. A valorização da carreira docente, a formação inicial e continuada de excelência, e a oferta de condições de trabalho dignas são fatores determinantes para a qualidade do ensino. Sem professores bem preparados e motivados, a implementação de currículos inovadores e a superação dos desafios educacionais permanecem uma quimera. A educação brasileira é, portanto, um organismo vivo, que demanda atenção constante e investimento estratégico em todas as suas frentes.

(Adaptado de Gazeta do Povo, nov. 2024)


Com base no texto acima, julgue o item a seguir. 
O texto argumenta que a inclusão escolar, apesar de ser um pilar legal, encontra na prática óbices como a falta de infraestrutura e a formação inadequada de educadores, o que impede a plena participação de todos os estudantes.
Alternativas
Q3863995 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


“Chatear” e “encher”


Um amigo meu me ensina a diferença entre “chatear” e “encher”. Chatear é assim: você telefona para um escritório qualquer na cidade:

— Alô! Quer me chamar por favor o Valdemar?

— Aqui não tem nenhum Valdemar.

Daí a alguns minutos você liga de novo:

— O Valdemar, por obséquio.

— Cavalheiro, aqui não trabalha nenhum Valdemar.

— Mas não é do número tal?

— É, mas aqui nunca teve nenhum Valdemar.

Mais cinco minutos, você liga o mesmo número:

— Por favor, o Valdemar já chegou?

— Vê se te manca, palhaço. Já não lhe disse que o diabo desse Valdemar nunca trabalhou aqui?

— Mas ele mesmo me disse que trabalhava aí.

— Não chateia.

Daí a dez minutos, liga de novo.

— Escute uma coisa! O Valdemar não deixou pelo menos um recado?

O outro desta vez esquece a presença da datilógrafa e diz coisas impublicáveis.

Até aqui é chatear. Para encher, espere passar mais dez minutos, faça nova ligação:

— Alô! Quem fala? Quem fala aqui é o Valdemar. Alguém telefonou para mim?


CAMPOS, Paulo Mendes. “Chatear” e “encher”. In: Para Gostar de Ler. 12 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 35. (Volume 2 - Crônicas).  
No texto de Paulo Mendes Campos, uma situação é narrada para demonstrar a diferença entre chatear e encher. Assinale a alternativa correta sobre o texto. 
Alternativas
Q3862393 Português

TEXTO I
 

A educação brasileira, ao longo das últimas décadas, tem sido palco de intensos debates e reformas, buscando incessantemente aprimorar a qualidade do ensino e garantir o acesso equitativo para todos os cidadãos. Um dos pilares centrais dessa discussão é a inclusão escolar, um desafio que transcende a mera matrícula de alunos com necessidades especiais, abrangendo também a adaptação de currículos, a formação continuada de professores e a criação de ambientes acolhedores e didaticamente eficazes. A alfabetização de adultos, por sua vez, emerge como um vetor crucial para a dignidade e a autonomia, combatendo o analfabetismo funcional que ainda persiste em diversas camadas sociais, e abrindo portas para oportunidades de emprego e participação cívica plena. As bibliotecas públicas, embora frequentemente subvalorizadas e com orçamentos limitados, desempenham um papel insubstituível como centros de fomento à leitura, pesquisa e cultura, servindo como espaços democráticos de acesso ao conhecimento, especialmente em comunidades mais carentes. O ensino técnico, com sua vocação para a preparação profissional direta, tem se mostrado uma via promissora para inserir jovens e adultos no mercado de trabalho, reduzindo a lacuna entre a formação acadêmica e as demandas do setor produtivo. Contudo, para que todas essas frentes avancem, a formação de professores se apresenta como o alicerce fundamental. Investir na capacitação, valorização e suporte aos educadores é investir no futuro da nação, pois são eles os agentes transformadores que moldam as mentes e inspiram as próximas gerações. Sem um corpo docente bem preparado e motivado, qualquer política educacional inovadora corre o risco de não alcançar seu potencial máximo. 
(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)
O autor do texto argumenta que a formação de professores é o elemento mais importante para o sucesso das políticas educacionais, pois a falta de investimento nesse setor compromete o avanço de outras iniciativas.
Alternativas
Q3862392 Português

TEXTO I
 

A educação brasileira, ao longo das últimas décadas, tem sido palco de intensos debates e reformas, buscando incessantemente aprimorar a qualidade do ensino e garantir o acesso equitativo para todos os cidadãos. Um dos pilares centrais dessa discussão é a inclusão escolar, um desafio que transcende a mera matrícula de alunos com necessidades especiais, abrangendo também a adaptação de currículos, a formação continuada de professores e a criação de ambientes acolhedores e didaticamente eficazes. A alfabetização de adultos, por sua vez, emerge como um vetor crucial para a dignidade e a autonomia, combatendo o analfabetismo funcional que ainda persiste em diversas camadas sociais, e abrindo portas para oportunidades de emprego e participação cívica plena. As bibliotecas públicas, embora frequentemente subvalorizadas e com orçamentos limitados, desempenham um papel insubstituível como centros de fomento à leitura, pesquisa e cultura, servindo como espaços democráticos de acesso ao conhecimento, especialmente em comunidades mais carentes. O ensino técnico, com sua vocação para a preparação profissional direta, tem se mostrado uma via promissora para inserir jovens e adultos no mercado de trabalho, reduzindo a lacuna entre a formação acadêmica e as demandas do setor produtivo. Contudo, para que todas essas frentes avancem, a formação de professores se apresenta como o alicerce fundamental. Investir na capacitação, valorização e suporte aos educadores é investir no futuro da nação, pois são eles os agentes transformadores que moldam as mentes e inspiram as próximas gerações. Sem um corpo docente bem preparado e motivado, qualquer política educacional inovadora corre o risco de não alcançar seu potencial máximo. 
(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)
A palavra "insubstituível", presente no terceiro parágrafo, indica que as bibliotecas públicas possuem um valor que não pode ser alcançado por outras instituições, reforçando a importância atribuída a elas pelo autor.
Alternativas
Q3862390 Português

TEXTO I
 

A educação brasileira, ao longo das últimas décadas, tem sido palco de intensos debates e reformas, buscando incessantemente aprimorar a qualidade do ensino e garantir o acesso equitativo para todos os cidadãos. Um dos pilares centrais dessa discussão é a inclusão escolar, um desafio que transcende a mera matrícula de alunos com necessidades especiais, abrangendo também a adaptação de currículos, a formação continuada de professores e a criação de ambientes acolhedores e didaticamente eficazes. A alfabetização de adultos, por sua vez, emerge como um vetor crucial para a dignidade e a autonomia, combatendo o analfabetismo funcional que ainda persiste em diversas camadas sociais, e abrindo portas para oportunidades de emprego e participação cívica plena. As bibliotecas públicas, embora frequentemente subvalorizadas e com orçamentos limitados, desempenham um papel insubstituível como centros de fomento à leitura, pesquisa e cultura, servindo como espaços democráticos de acesso ao conhecimento, especialmente em comunidades mais carentes. O ensino técnico, com sua vocação para a preparação profissional direta, tem se mostrado uma via promissora para inserir jovens e adultos no mercado de trabalho, reduzindo a lacuna entre a formação acadêmica e as demandas do setor produtivo. Contudo, para que todas essas frentes avancem, a formação de professores se apresenta como o alicerce fundamental. Investir na capacitação, valorização e suporte aos educadores é investir no futuro da nação, pois são eles os agentes transformadores que moldam as mentes e inspiram as próximas gerações. Sem um corpo docente bem preparado e motivado, qualquer política educacional inovadora corre o risco de não alcançar seu potencial máximo. 
(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)
O texto destaca a inclusão escolar como um desafio que se restringe apenas à matrícula de alunos com necessidades especiais, negligenciando outros aspectos importantes.
Alternativas
Q3862070 Português
Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana


    O lançamento do foguete HANBIT-Nano, da empresa privada sul-coreana Innospace, que vai ser lançado no Maranhão, teve a integração das cargas úteis iniciada na última segunda-feira (10). A etapa é considerada decisiva para o lançamento durante a Operação Spaceward. O foguete será lançado na próxima semana.

   Nessa fase, são realizados testes e verificações que asseguram uma conexão correta entre a carga útil, como satélites e experimentos, e o veículo lançador, o que assegura que cada equipamento está estabilizado e funcional para o momento do voo.

    O objetivo da missão é transportar cinco satélites e três experimentos para o espaço. Os materiais foram desenvolvidos por universidades e empresas nacionais e internacionais e simboliza a entrada do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.

   Nesta etapa são feitos os testes elétricos e mecânicos entre os adaptadores de carga útil e os equipamentos embarcados. A etapa inclui também a checagem de compatibilidade entre os sistemas dos satélites e os subsistemas do veículo lançador.

  São realizados testes funcionais, verificações de comunicação e análises de resposta dos equipamentos quando conectados ao hardware de integração. Esse conjunto de verificações serve para confirmar se as cargas se comunicam corretamente com o foguete, garantindo compatibilidade e segurança entre os meios antes do lançamento.

  “Essa etapa da operação é uma atribuição conduzida diretamente pela Innospace e pelos desenvolvedores dos satélites e experimentos. A FAB acompanha todo o processo no Prédio de Preparação de Propulsores, infraestrutura especializada disponibilizada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)”, destaca o Coordenador-Geral da Operação, Coronel Engenheiro Rogério Moreira Cazo.

    Após a equipe concluir a etapa atual, a missão avançará para a integração final, momento em que os satélites serão instalados no módulo responsável por acomodá-los dentro do foguete. Em seguida, deve ocorrer a instalação das carenagens, as simulações gerais de pré-lançamento, as avaliações ambientais completas e, por fim, os procedimentos conjuntos de segurança de voo e coordenação operacional com a FAB (Força Aérea Brasileira).

   Essa sequência marca o início das últimas horas antes da contagem regressiva, quando todo o sistema, composto por foguete, cargas, infraestrutura e equipes, passa a operar em modo de prontidão máxima.


Fonte: Foguete inédito será lançado no Maranhão; entenda tecnologia sul-coreana | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente o tema central do texto:
Alternativas
Q3859384 Português
A compreensão leitora, na perspectiva do ensino de língua portuguesa, difere fundamentalmente da interpretação textual, uma vez que a primeira se restringe ao reconhecimento literal do que está explícito no texto, enquanto a segunda envolve inferências e a atribuição de sentidos mais profundos e subjetivos. 
Alternativas
Q3859134 Português

TEXTO I


OS RIQUEZAS ESCONDIDAS E OS DESAFIOS DA NATUREZA BRASILEIRA

O Brasil é um país de dimensões continentais, abrigando uma biodiversidade sem paralelo em qualquer outro lugar do planeta. Seus biomas são verdadeiros laboratórios naturais, cada um com suas peculiaridades e desafios. O Cerrado, por exemplo, muitas vezes ofuscado pela grandiosidade da Amazônia, é a savana mais rica em biodiversidade do mundo. Sua vegetação adaptada ao fogo e ao solo ácido esconde uma profusão de espécies endêmicas e desempenha um papel crucial no abastecimento de importantes bacias hidrográficas, como as do São Francisco e do Paraná. A perda de vegetação nativa nesse bioma não afeta apenas a fauna e a flora locais, mas compromete diretamente a segurança hídrica de vastas regiões do país.

O Pantanal, por sua vez, com suas planícies alagadas e seu intrincado sistema de rios e corixos, é um santuário para a vida selvagem. A cheia e a seca, em um ritmo natural, moldam a paisagem e sustentam uma riqueza ímpar de aves, mamíferos e répteis. O turismo ecológico, quando praticado de forma consciente, pode ser um aliado na conservação desse bioma, gerando renda para as comunidades locais e valorizando o patrimônio natural. Contudo, as pressões do agronegócio e as alterações climáticas ameaçam o delicado equilíbrio desse ecossistema, tornando-o mais vulnerável a incêndios e à perda de habitats.

A Mata Atlântica, um dos biomas mais devastados, que originalmente se estendia por grande parte do litoral brasileiro, hoje sobrevive em fragmentos. Apesar da sua drástica redução, ainda é um hotspot de biodiversidade, abrigando uma quantidade extraordinária de espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar. A recuperação dessas áreas degradadas, por meio de reflorestamento e proteção das nascentes, é fundamental para garantir a sobrevivência de muitas espécies e a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais, como a regulação do clima e a purificação da água.

A caatinga, com sua vegetação adaptada à escassez hídrica e seus solos áridos, é um bioma igualmente fascinante e resiliente. Sua flora e fauna desenvolveram estratégias impressionantes para sobreviver em condições extremas, demonstrando a incrível capacidade de adaptação da natureza brasileira. Proteger esses biomas é resguardar não apenas a beleza natural, mas o futuro da humanidade.


(Adaptado de Correio Braziliense, nov. 2024)

O texto destaca que o Pantanal, devido à sua capacidade natural de se recuperar das cheias e secas, não sofre impactos significativos decorrentes de atividades humanas como o agronegócio, o que o torna um ecossistema autossustentável independentemente de pressões externas.

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Q3858934 Português
TEXTO I

A ascensão das cidades modernas trouxe, consigo, um desafio persistente e multifacetado: a mobilidade urbana. Longe de ser um mero problema de trânsito, a mobilidade envolve a capacidade das pessoas de se deslocarem de forma eficiente, segura e sustentável, acessando trabalho, educação, saúde e lazer. Em grandes centros, a dependência excessiva do transporte individual motorizado tem gerado congestionamentos crônicos, poluição sonora e atmosférica, além de elevados custos econômicos e sociais. Ciclovias, faixas exclusivas para ônibus e sistemas de metrô e trem são iniciativas cruciais para reverter esse quadro, incentivando modos de transporte alternativos e mais ecológicos.

A acessibilidade urbana, por sua vez, é um pilar fundamental da mobilidade. Ela assegura que todos os cidadãos, independentemente de suas condições físicas, tenham igualdade de oportunidades para usufruir do espaço público. Calçadas adequadas, rampas de acesso, sinalizações táteis e veículos de transporte coletivo adaptados são essenciais para garantir que idosos, pessoas com deficiência e pais com carrinhos de bebê possam circular com autonomia e dignidade. A ausência de acessibilidade não apenas exclui, mas também limita o desenvolvimento social e econômico de parcelas significativas da população.

Outro aspecto vital na configuração das cidades é a infraestrutura de saneamento básico. Embora muitas vezes invisível, a rede de esgoto, o tratamento de água e a coleta de lixo impactam diretamente a saúde pública e a qualidade de vida. Cidades com saneamento deficitário enfrentam problemas de doenças, degradação ambiental e, consequentemente, menor bem-estar para seus habitantes. Praças e parques, enquanto espaços verdes e de convivência, complementam essa visão de cidade planejada. Eles oferecem áreas para recreação, promovem a socialização e contribuem para a melhoria do microclima e da biodiversidade urbana, funcionando como verdadeiros pulmões nas paisagens cinzentas das metrópoles. A interconexão entre uma mobilidade eficiente, acessibilidade universal, saneamento básico robusto e espaços verdes contribui para a construção de comunidades vibrantes e resilientes, onde a vida urbana floresce para todos.

(Adaptado de Estadão, nov. 2024)


Com base no texto acima, julgue o item a seguir.
O autor do texto defende que a mobilidade urbana vai além da questão do trânsito, abrangendo aspectos sociais como acesso a trabalho, educação e lazer, o que justifica a complexidade do tema. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Cerro Negro - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Técnico Administrativo - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Gestor de Projetos | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Controlador Interno | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Coordenador de Educação Infantil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor de Educação Física 20H | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Educação Infantil - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Educação Infantil 20H | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Odontólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Psicólogo 40H | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Anos Iniciais - 1° a 5° - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Professor II - Artes - PSS | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Profissional de Apoio | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Enfermeiro Atenção Básica | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Cerro Negro - SC - Fisioterapeuta |
Q3858640 Português
Síndrome do olho seco é mais frequente em regiões urbanas e entre as mulheres

A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada ___ regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que ___ regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre ___ mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, publicada na revista Clinics.

O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.

“A estratégia foi saber o que acontecia, quais eram os fatores envolvidos e se essas duas aglomerações [urbana e rural] teriam diferenças”, explica Eduardo Rocha, docente da FMRP e coautor do estudo. Além de entender a frequência em cada local, os pesquisadores buscavam mapear, a partir das respostas, possíveis fatores de risco ligados ao desenvolvimento da síndrome.

 A síndrome do olho seco provoca ressecamento na superfície do órgão devido à ausência da produção de lágrimas ou à baixa qualidade da lágrima produzida naturalmente, levando à rápida evaporação. A doença possui causas multifatoriais, estando relacionadas a aspectos geográficos, demográficos, genéticos, ambientais e outros.

As entrevistas para a identificação foram realizadas com 429 mulheres e 181 homens durante o inverno, a estação seca na região Sudeste. O material coletado identificou dados demográficos, comorbidades crônicas e hábitos e atividades diárias. Três perguntas base formavam o questionário: Você sente seus olhos secos? Você sente seus olhos irritados? Você já teve um diagnóstico de olho seco?

A pesquisa utilizou como referência trabalhos anteriores para incluir perguntas relacionadas a fatores de risco para diabetes mellitus, menopausa, doenças reumáticas, hanseníase, tracoma, quimioterapia e radioterapia, cirurgia ocular, uso de lentes de contato, doenças da tireoide, uso diário de telas eletrônicas por mais de duas horas, uso de antidepressivos e antialérgicos, dor pélvica crônica, fibromialgia, dislipidemia (elevação de colesterol e triglicerídeos no sangue) e pterígio (lesão ocular).

Apesar das diferenças entre os estilos de vida em regiões urbanas e rurais – como poluição, tempo de transporte, hábitos alimentares – Rocha aponta que os pesquisadores não esperavam resultados tão discrepantes. “Não imaginávamos que fosse dar quase o dobro na região urbana, mas é curioso, porque a frequência foi muito parecida com os números de São Paulo, com algumas metrópoles e com outros países”, explica.

O princípio básico para a síndrome do olho seco é a prevenção. O docente destaca que o objetivo dos pacientes deve ser a busca por viver em saúde, para que o tratamento não seja necessário. “Viver em saúde, nesse caso, significaria ter um ambiente com um balanço de umidade melhor, ter pausas para fazer a hidratação, alimentação de boa qualidade e o sono tranquilo e contínuo, por pelo menos oito horas”, completa.

Fonte: https://jornal.usp.br/ciencias/sindrome-do-olhoseco-e-mais-frequente-em-regioes-urbanas-e-entre-as-mulheres/ (adaptado).
A notícia apresenta percentuais distintos de prevalência da síndrome do olho seco conforme o local de residência da população pesquisada. De acordo com os dados explicitados no texto, a prevalência da síndrome é corretamente indicada como:
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Q3857939 Português
Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.


Irrompendo o barulho da cidade

pra dar cor diferente ao céu da vida

embalando a chegada e a partida

vai regando o tamanho da saudade

se no peito faltava uma metade

sua voz pode a outra completar

mais a alma precisa se atentar

à beleza estendida na canção

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Lá no cimo hasteado onde a luz nasce

ergue o ninho na força da leveza

demonstrando o poder da natureza

como sendo Deus mesmo quem falasse

não importa o período que se passe

joga sempre o seu verso pelo ar

com as garras se presta a dedilhar

acendendo outra luz no coração

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


Quando o ronco das ruas vai baixando

na medida em que o sol vai se escondendo

cada frase das aves vai dizendo

que é feliz quem ao céu segue escutando

o siléncio do dia vai deixando

cada som natural se anunciar

pra o espirito dos homens depurar

com a danga que faz cada estação

passarinho tocando a fiação

fere as cordas do poste pra cantar.


(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
O poema Passarinho tocando a fiação/ fere as cordas do poste pra cantar fala muito de perto da Canção Popular (música tradicional oral) e da Cantoria de Repente (poesia cantada com viola), seja pela expressão rural e urbana, seja pela musicalidade das rimas, seja, ainda, pela temática do cotidiano. Isto posto, é correto afirmar, exceto: 
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Q3857312 Português
TEXTO I Em um mundo cada vez mais conectado por tecnologias, paradoxalmente, a conexão humana profunda parece, por vezes, rarear. A reflexão sobre o comportamento e a cidadania ganha contornos urgentes, evidenciando a necessidade de resgatar e fortalecer valores que sustentam a vida em comunidade. O voluntariado, por exemplo, surge como um potente catalisador social, capaz de unir indivíduos em torno de causas comuns, sejam elas a proteção do meio ambiente, o apoio a comunidades carentes ou a promoção da educação. Ele não apenas beneficia os receptores da ajuda, mas também enriquece a experiência de vida dos voluntários, promovendo um senso de pertencimento e propósito. Paralelamente, o consumo consciente, longe de ser apenas uma tendência, configura-se como um pilar fundamental para uma cidadania mais responsável. A escolha por produtos e serviços que consideram o impacto social e ambiental de sua produção e descarte reflete uma postura ativa do cidadão na construção de um futuro mais justo e sustentável. Esta prática, ao ponderar as consequências de cada decisão de compra, transforma o ato individual em um gesto coletivo de grande significado, impactando cadeias produtivas e incentivando a ética empresarial. A solidariedade comunitária, por sua vez, transcende a mera caridade, estabelecendo laços de mútua dependência e apoio. Em comunidades onde a solidariedade é cultivada, a resiliência coletiva é amplificada, permitindo que obstáculos sejam superados com maior facilidade e que a qualidade de vida local seja significativamente elevada. Este engajamento mútuo é a base para o combate eficaz ao preconceito, que se manifesta em suas diversas formas e mina a coesão social. Através do diálogo, da empatia e do reconhecimento da alteridade, as barreiras do preconceito podem ser gradualmente demolidas, pavimentando o caminho para uma sociedade verdadeiramente inclusiva e democrática. A vida em comunidade, portanto, não é apenas a coexistência de diferentes, mas a construção ativa de um espaço onde a diversidade é celebrada e o bem-estar coletivo, prioridade. (Adaptado de Folha de S.Paulo, nov. 2024)  
De acordo com o texto, a solidariedade comunitária, quando cultivada, contribui para o aumento da resiliência coletiva e serve como base para o combate ao preconceito, atuando como um elemento central na construção de uma sociedade inclusiva.
Alternativas
Q3857309 Português
TEXTO I Em um mundo cada vez mais conectado por tecnologias, paradoxalmente, a conexão humana profunda parece, por vezes, rarear. A reflexão sobre o comportamento e a cidadania ganha contornos urgentes, evidenciando a necessidade de resgatar e fortalecer valores que sustentam a vida em comunidade. O voluntariado, por exemplo, surge como um potente catalisador social, capaz de unir indivíduos em torno de causas comuns, sejam elas a proteção do meio ambiente, o apoio a comunidades carentes ou a promoção da educação. Ele não apenas beneficia os receptores da ajuda, mas também enriquece a experiência de vida dos voluntários, promovendo um senso de pertencimento e propósito. Paralelamente, o consumo consciente, longe de ser apenas uma tendência, configura-se como um pilar fundamental para uma cidadania mais responsável. A escolha por produtos e serviços que consideram o impacto social e ambiental de sua produção e descarte reflete uma postura ativa do cidadão na construção de um futuro mais justo e sustentável. Esta prática, ao ponderar as consequências de cada decisão de compra, transforma o ato individual em um gesto coletivo de grande significado, impactando cadeias produtivas e incentivando a ética empresarial. A solidariedade comunitária, por sua vez, transcende a mera caridade, estabelecendo laços de mútua dependência e apoio. Em comunidades onde a solidariedade é cultivada, a resiliência coletiva é amplificada, permitindo que obstáculos sejam superados com maior facilidade e que a qualidade de vida local seja significativamente elevada. Este engajamento mútuo é a base para o combate eficaz ao preconceito, que se manifesta em suas diversas formas e mina a coesão social. Através do diálogo, da empatia e do reconhecimento da alteridade, as barreiras do preconceito podem ser gradualmente demolidas, pavimentando o caminho para uma sociedade verdadeiramente inclusiva e democrática. A vida em comunidade, portanto, não é apenas a coexistência de diferentes, mas a construção ativa de um espaço onde a diversidade é celebrada e o bem-estar coletivo, prioridade. (Adaptado de Folha de S.Paulo, nov. 2024)  
O texto argumenta que o voluntariado e o consumo consciente são catalisadores sociais importantes, mas enfatiza que a conexão humana profunda é um fenômeno naturalmente decrescente no mundo atual, sem possibilidade de reversão.
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Q3857071 Português

TEXTO I


AS PULSAÇÕES DO CERRADO, UM MAR DE BIODIVERSIDADE SUBAMEAÇADO O Cerrado, com sua exuberância peculiar e sua vasta extensão que abraça estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, não é apenas um bioma; é um reservatório de vida e um complexo ecossistema que pulsa em ritmos próprios, muitas vezes incompreendidos. Conhecido como a savana mais rica em biodiversidade do mundo, suas paisagens de chapadões, veredas e matas de galeria abrigam uma flora e fauna ímpares, adaptadas a ciclos de seca e fogo que, paradoxalmente, são essenciais para a manutenção de sua dinâmica ecológica. Contudo, essa resiliência natural tem sido severamente testada. A expansão desordenada da agropecuária, a monocultura de grãos e a pecuária extensiva avançam sobre suas fronteiras, convertendo savanas nativas em pastagens e lavouras com uma velocidade alarmante. Além disso, a demanda por infraestrutura e a exploração de recursos naturais sem planejamento adequado intensificam o desmatamento, fragmentando habitats e isolando populações de espécies vegetais e animais, muitas delas endêmicas e ameaçadas de extinção. A água, elemento vital que abastece as principais bacias hidrográficas brasileiras (Tocantins-Araguaia, Paraná e São Francisco) e, consequentemente, parte significativa do país, tem no Cerrado sua caixa d’água natural. A preservação de suas nascentes e de sua cobertura vegetal é, portanto, não apenas uma questão ambiental local, mas uma estratégia hídrica de segurança nacional. O engajamento social e governamental na proteção do Cerrado é crucial. A simples criação de unidades de conservação não é suficiente se não for acompanhada de fiscalização efetiva, incentivos à produção sustentável e uma mudança de paradigma que reconheça o valor intrínseco e os serviços ecossistêmicos que o bioma oferece. A perda do Cerrado não representa apenas a diminuição de espécies; significa o colapso de serviços ambientais insubstituíveis, como a regulação do clima, a purificação da água e a manutenção da fertilidade do solo, comprometendo o futuro de gerações e a sustentabilidade de todo o território brasileiro. Ignorar essa urgência é negligenciar um patrimônio que, uma vez perdido, estará irrecuperável. É preciso agir agora, com políticas públicas robustas e ações coordenadas, para garantir que as pulsações do Cerrado continuem a ecoar vida por todo o Brasil. (Adaptado de Correio Braziliense, nov. 2024)

Infere-se do texto que a preservação do Cerrado, embora beneficie a região onde ele está localizado, não possui impacto direto sobre o abastecimento hídrico de outras grandes bacias hidrográficas brasileiras, por ser uma questão de ecossistema local. 
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Q3857069 Português

TEXTO I


AS PULSAÇÕES DO CERRADO, UM MAR DE BIODIVERSIDADE SUBAMEAÇADO O Cerrado, com sua exuberância peculiar e sua vasta extensão que abraça estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, não é apenas um bioma; é um reservatório de vida e um complexo ecossistema que pulsa em ritmos próprios, muitas vezes incompreendidos. Conhecido como a savana mais rica em biodiversidade do mundo, suas paisagens de chapadões, veredas e matas de galeria abrigam uma flora e fauna ímpares, adaptadas a ciclos de seca e fogo que, paradoxalmente, são essenciais para a manutenção de sua dinâmica ecológica. Contudo, essa resiliência natural tem sido severamente testada. A expansão desordenada da agropecuária, a monocultura de grãos e a pecuária extensiva avançam sobre suas fronteiras, convertendo savanas nativas em pastagens e lavouras com uma velocidade alarmante. Além disso, a demanda por infraestrutura e a exploração de recursos naturais sem planejamento adequado intensificam o desmatamento, fragmentando habitats e isolando populações de espécies vegetais e animais, muitas delas endêmicas e ameaçadas de extinção. A água, elemento vital que abastece as principais bacias hidrográficas brasileiras (Tocantins-Araguaia, Paraná e São Francisco) e, consequentemente, parte significativa do país, tem no Cerrado sua caixa d’água natural. A preservação de suas nascentes e de sua cobertura vegetal é, portanto, não apenas uma questão ambiental local, mas uma estratégia hídrica de segurança nacional. O engajamento social e governamental na proteção do Cerrado é crucial. A simples criação de unidades de conservação não é suficiente se não for acompanhada de fiscalização efetiva, incentivos à produção sustentável e uma mudança de paradigma que reconheça o valor intrínseco e os serviços ecossistêmicos que o bioma oferece. A perda do Cerrado não representa apenas a diminuição de espécies; significa o colapso de serviços ambientais insubstituíveis, como a regulação do clima, a purificação da água e a manutenção da fertilidade do solo, comprometendo o futuro de gerações e a sustentabilidade de todo o território brasileiro. Ignorar essa urgência é negligenciar um patrimônio que, uma vez perdido, estará irrecuperável. É preciso agir agora, com políticas públicas robustas e ações coordenadas, para garantir que as pulsações do Cerrado continuem a ecoar vida por todo o Brasil. (Adaptado de Correio Braziliense, nov. 2024)

O texto argumenta que a resiliência natural do Cerrado, adaptado a ciclos de seca e fogo, torna-o imune aos efeitos da expansão agropecuária, não sendo necessária intervenção humana para sua preservação.
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Q3856962 Português

TEXTO I


A busca por cidades mais humanas e funcionalmente eficientes tem pautado debates e políticas públicas nas últimas décadas. A mobilidade urbana, em particular, emerge como um dos pilares centrais para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Historicamente, o planejamento urbano priorizou o automóvel, resultando em infraestruturas que, embora inicialmente prometessem agilidade, se revelaram insustentáveis, gerando congestionamentos crônicos, poluição atmosférica e sonora, além de segregação espacial. O modelo rodoviarista, preponderante em muitas metrópoles brasileiras, fomenta a dependência do transporte individual motorizado, o que eleva custos sociais e ambientais, como o tempo perdido em deslocamentos e as emissões de gases de efeito estufa. Contudo, observa-se uma crescente valorização de alternativas multimodais, com ênfase no transporte público de alta capacidade, ciclovias e espaços para pedestres. Investir em metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) não apenas descongestiona as vias, mas também democratiza o acesso à cidade, permitindo que parcelas da população sem acesso a automóveis usufruam dos benefícios dos centros urbanos. A integração desses modais, aliada a sistemas de bilhetagem unificada, é fundamental para incentivar a adesão dos cidadãos. Paralelamente, a requalificação de espaços públicos, como praças e parques, e a garantia de saneamento básico universal são indissociáveis de uma abordagem holística para a sustentabilidade urbana. Praças bem cuidadas e acessíveis, por exemplo, não são apenas áreas de lazer, mas catalisadoras de vida comunitária, promovendo interação social e bem-estar. A ausência de saneamento adequado, por sua vez, impacta diretamente a saúde pública e a habitabilidade, especialmente em regiões periféricas, perpetuando ciclos de vulnerabilidade e marginalização. A acessibilidade urbana, que se traduz não apenas em rampas e calçadas adequadas, mas em um design universal que contemple todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físicas, é o cerne de uma cidade verdadeiramente inclusiva. Portanto, a complexidade da questão urbana exige uma visão integrada, que supere a setorização de políticas e promova sinergias entre diferentes áreas, visando à construção de um ambiente urbano equitativo e resiliente. (Adaptado de Nexo Jornal, nov. 2024)

Infere-se do texto que a ausência de saneamento básico adequado e a carência de espaços públicos qualificados reforçam a vulnerabilidade social e a marginalização, especialmente em áreas periféricas, o que contrapõe a noção de 'design universal' mencionada no último parágrafo, que busca a inclusão plena de todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas ou socioeconômicas.
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Q3856959 Português

TEXTO I


A busca por cidades mais humanas e funcionalmente eficientes tem pautado debates e políticas públicas nas últimas décadas. A mobilidade urbana, em particular, emerge como um dos pilares centrais para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Historicamente, o planejamento urbano priorizou o automóvel, resultando em infraestruturas que, embora inicialmente prometessem agilidade, se revelaram insustentáveis, gerando congestionamentos crônicos, poluição atmosférica e sonora, além de segregação espacial. O modelo rodoviarista, preponderante em muitas metrópoles brasileiras, fomenta a dependência do transporte individual motorizado, o que eleva custos sociais e ambientais, como o tempo perdido em deslocamentos e as emissões de gases de efeito estufa. Contudo, observa-se uma crescente valorização de alternativas multimodais, com ênfase no transporte público de alta capacidade, ciclovias e espaços para pedestres. Investir em metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) não apenas descongestiona as vias, mas também democratiza o acesso à cidade, permitindo que parcelas da população sem acesso a automóveis usufruam dos benefícios dos centros urbanos. A integração desses modais, aliada a sistemas de bilhetagem unificada, é fundamental para incentivar a adesão dos cidadãos. Paralelamente, a requalificação de espaços públicos, como praças e parques, e a garantia de saneamento básico universal são indissociáveis de uma abordagem holística para a sustentabilidade urbana. Praças bem cuidadas e acessíveis, por exemplo, não são apenas áreas de lazer, mas catalisadoras de vida comunitária, promovendo interação social e bem-estar. A ausência de saneamento adequado, por sua vez, impacta diretamente a saúde pública e a habitabilidade, especialmente em regiões periféricas, perpetuando ciclos de vulnerabilidade e marginalização. A acessibilidade urbana, que se traduz não apenas em rampas e calçadas adequadas, mas em um design universal que contemple todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físicas, é o cerne de uma cidade verdadeiramente inclusiva. Portanto, a complexidade da questão urbana exige uma visão integrada, que supere a setorização de políticas e promova sinergias entre diferentes áreas, visando à construção de um ambiente urbano equitativo e resiliente. (Adaptado de Nexo Jornal, nov. 2024)

O texto defende que a priorização histórica do automóvel nas políticas de mobilidade urbana, embora tenha visado a agilidade, resultou em problemas como congestionamento e poluição, sendo o modelo rodoviarista um dos principais catalisadores da dependência do transporte individual e da elevação de custos sociais e ambientais. Nesse contexto, a substituição integral de todos os modais de transporte individual por um sistema de transporte público de alta capacidade é apresentada como a única solução viável e definitiva para reverter esse cenário.
Alternativas
Respostas
2261: A
2262: E
2263: C
2264: C
2265: C
2266: C
2267: C
2268: E
2269: D
2270: E
2271: E
2272: C
2273: B
2274: E
2275: C
2276: E
2277: E
2278: E
2279: C
2280: E