Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia oTextoII e responda à questão.
Texto II

Fonte: https://www.instagram.com/p/DLPsP8JN0JS/?img_index=1.Acesso em: 22 set. 2025.
Observe a gravura abaixo e responda. O que significa o gesto do menino?

“O empresário Danilo Bastos comprou cenários e guarda-roupa para uma peça sobre Lucrécia Bórgia. Contratou Nestor de Holanda para escrever o texto e deixou claro:
- O primeiro ato termina com Alexandre VI coroando Lucrécia rainha da Itália.
Nestor se admirou:
- Lucrécia nunca foi rainha da Itália.
Danilo não quis saber:
- Ah, se nunca foi, vai ser. Gastei mais de um milhão nos cenários e no guarda-roupa. Não posso perder esse dinheiro.”
Assinale a opção que mostra uma observação inadequada sobre o emprego de nomes próprios no texto.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
CZT: o incrível material que está gerando uma revolução tecnológica (e por que é tão difícil de obter)
Submeter-se a exames de tomografia pulmonar costumava exigir que pacientes permanecessem imóveis por até quarenta e cinco minutos dentro de grandes máquinas. Com a introdução de novos equipamentos, esse tempo foi reduzido para quinze minutos, resultado tanto do avanço no processamento de imagens quanto do uso de um material especial conhecido como CZT, sigla para telureto de cádmio e zinco.
Esse material permite a produção de imagens tridimensionais altamente detalhadas dos pulmões, ampliando a precisão diagnóstica. Médicos relatam que os resultados obtidos representam um avanço significativo na área de imagem médica. Embora pouco conhecido fora do meio científico, o CZT vem sendo apontado como responsável por uma verdadeira transformação tecnológica, com aplicações que vão além da medicina, alcançando telescópios de raios X, detectores de radiação e sistemas de segurança em aeroportos.
Uma das principais vantagens do uso do CZT é a alta sensibilidade dos mecanismos, que permite reduzir a quantidade de substâncias radioativas utilizadas nos exames. Isso é particularmente relevante em investigações clínicas que buscam identificar coágulos sanguíneos muito pequenos ou alterações difíceis de detectar por métodos tradicionais.
Apesar de já existir há décadas, o CZT só recentemente passou a ser empregado em equipamentos de grande porte. Sua produção é extremamente complexa e demorada, envolvendo processos longos de aquecimento, fusão e solidificação até a formação de cristais perfeitamente alinhados. O resultado é um semicondutor capaz de detectar fótons de raios X e raios gama com grande precisão, convertendo diretamente esses sinais em imagens digitais detalhadas, em um único passo, diferentemente das tecnologias anteriores.
Esse grau de precisão possibilita, inclusive, a geração de imagens capazes de diferenciar materiais e tecidos, o que amplia significativamente o campo de aplicação do material. Atualmente, o CZT já é utilizado em sistemas de inspeção de bagagens e em equipamentos de pesquisa científica avançada, e há expectativa de que seu uso se expanda ainda mais nos próximos anos.
No entanto, a elevada demanda e a dificuldade de fabricação tornam o material escasso. Pesquisadores de diversas áreas dependem de peças muito específicas, muitas vezes extremamente finas, o que nem sempre é possível atender. Essa limitação afeta desde estudos astronômicos até grandes centros de pesquisa que utilizam raios X para analisar materiais em nível microscópico.
Mesmo assim, projetos científicos de grande porte continuam a apostar no CZT, especialmente diante da necessidade de sensores mais sensíveis para acompanhar o aumento da intensidade das fontes de raios X modernas. Apesar dos desafios, o material segue como peça central de importantes inovações, consolidando-se como uma solução estratégica para enfrentar limites tecnológicos atuais e impulsionar avanços na medicina, na ciência e na indústria.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y2zd0lx7yo.adaptado.
O texto analisa uma inovação tecnológica que melhora exames, amplia aplicações e, ao mesmo tempo, enfrenta limites de fabricação e oferta, o que condiciona sua difusão em diferentes áreas.
De acordo com o texto-base, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
A esse respeito, associe corretamente o tipo de gramática ao seu respectivo ensino.
TIPOS 1. Inflexível 2. Irrelevante 3. Fragmentada 4. Descontextualizada
ENSINOS ( ) Gramática que é muito mais "sobre a língua", desvinculada, portanto, dos usos reais da língua escrita ou falada na comunicação do dia a dia.
( ) Gramática de frases inventadas, da palavra e da frase isoladas, sem sujeitos interlocutores, sem contexto, sem função; frases feitas para servir de lição, para virar exercício.
( ) Gramática de uma língua supostamente uniforme e fixada num conjunto de regras que, conforme constam nos manuais, devem manter-se a todo custo (apesar dos muitos usos em contrário).
( ) Gramática com primazia em questões sem importância para a competência comunicativa dos falantes. A este propósito, valia a pena perguntarse qual a competência comunicativa que há em distinguir um adjunto adnominal de um complemento nominal, por exemplo.
A sequência correta dessa associação é:
Em relação às ideias apresentadas no texto, analisar os itens.
I. Tanto na contemporaneidade quanto no tempo dos reis da Babilônia, as metas de ano novo trazem em sua essência a esperança de melhoria pessoal.
II. Um juramento público não cumprido por um rei da Babilônia marcou o início do que se considera hoje como metas de ano novo.
III. O estabelecimento do primeiro dia de janeiro como início de um novo ano, com a inserção de atitudes práticas de renovação, deu-se com os povos romanos.
Está CORRETO o que se afirma:
I. Segundo o texto, reconhece-se os amigos, especialmente, quando de apertos e dificuldades.
II. O ditado popular que sintetiza as ideias do texto é: “Amigos, amigos, negócios à parte”.
III. Para a autora, em amizades recentes ainda não há certeza se, de fato, os amigos conseguem enfrentar adversidades juntos.
Está CORRETO o que se afirma:
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa correta.
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
Arquitetura indígena
É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Belém. Contará com a presença de lideranças indígenas, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais. Toda a sociedade está convidada: pensemos juntos uma forma diferente de Arquitetura e Urbanismo.
Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar nosso lugar e pensar a sociedade. As cidades são vistas como centros da criação do conhecimento, que trouxe essa falsa ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Nos grandes centros urbanos concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder. Mas as cidades também poluem e soterram seus rios, e se alega que isso é parte da civilização. A especulação imobiliária faz a cidade crescer sem pensar suas áreas verdes e a importância das florestas na vida das pessoas. Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.
A Bienal Indígena surge no intuito de reconhecer e valorizar os modos de construir e viver dos povos originários, que há séculos habitam esse território de forma sustentável. Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza num mundo onde o equilíbrio ecológico é condição de existência.
Esse projeto surge em um momento de emergência climática, quando a arquitetura, o urbanismo e o modo de vida das cidades precisam ter suas bases repensadas profundamente. O modelo ocidental de crescimento urbano e o consumo de "recursos naturais" mostrou-se insustentável, gerando destruição ambiental e desigualdade social. Frente a isso, os modos de vida e práticas indígenas oferecem alternativas concretas e filosóficas para reconstruir a relação entre o humano e a Terra: o uso consciente dos materiais, o respeito aos ciclos naturais etc.
A Escola da Cidade e seus parceiros propõem esta bienal justamente num contexto em que a educação e a arquitetura buscam se descolonizar, buscando o entendimento dos saberes ancestrais. A Bienal Indígena será um ato de aprendizado coletivo. Uma oportunidade de reimaginar o que é habitar, projetar e viver em harmonia com o planeta.
Mais do que um evento, esta Bienal é um chamado à transformação: um convite para compreender que a arquitetura indígena não pertence apenas ao passado, mas é uma das chaves para enfrentar os desafios do presente e desenhar futuros possíveis. A Bienal se afirma como uma iniciativa permanente, garantindo que cada edição amplie os frutos de aprendizagem, integração e transformação coletiva.
(Adaptado de: TXAI SURUÍ. Folha de S. Paulo. 01/11/2025)
Texto para a questão.


CARINI, Márcia. Vida em conjunto. In: Revista Pesquisa Fapesp, ed. 358, nov./2025 (com adaptações).
Texto para a questão.


CARINI, Márcia. Vida em conjunto. In: Revista Pesquisa Fapesp, ed. 358, nov./2025 (com adaptações).
Texto para a questão.


CARINI, Márcia. Vida em conjunto. In: Revista Pesquisa Fapesp, ed. 358, nov./2025 (com adaptações).
Leia o Texto 1 para responder à questão.
O passado é conservado por ele mesmo. Nos segue por toda a vida. Nosso cérebro foi feito para guardar o passado e trazê-lo à tona quando precisamos, para esclarecer uma situação do presente. Se não fosse esse truque do cérebro, acharíamos que o passado continua presente. Enlouqueceríamos. Tem uma válvula que registra o ano em que as coisas aconteceram. Válvula que, quando sonhamos, é aberta.
Mas e quando o presente não faz sentido? Quando passa a não existir, quando vira um furacão de imagens – um vento que impede de se enxergar com clareza –, ele é substituído pela memória? Não. Pois, como não precisamos dela, já que não existem questões a serem esclarecidas no presente, a memória também se apaga.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2015. p. 249. [Adaptado].
Leia o Texto 1 para responder à questão.
O passado é conservado por ele mesmo. Nos segue por toda a vida. Nosso cérebro foi feito para guardar o passado e trazê-lo à tona quando precisamos, para esclarecer uma situação do presente. Se não fosse esse truque do cérebro, acharíamos que o passado continua presente. Enlouqueceríamos. Tem uma válvula que registra o ano em que as coisas aconteceram. Válvula que, quando sonhamos, é aberta.
Mas e quando o presente não faz sentido? Quando passa a não existir, quando vira um furacão de imagens – um vento que impede de se enxergar com clareza –, ele é substituído pela memória? Não. Pois, como não precisamos dela, já que não existem questões a serem esclarecidas no presente, a memória também se apaga.
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2015. p. 249. [Adaptado].
(BARTHOLOMEU. André Brandolin. A revolução da inteligência artificial na saúde: impacto, oportunidades e desafios pelo mundo. Revista Qualidade HC. Ribeirão Preto.Disponível em: www.hcrp.usp.br/revistaqualidade/uploads/Artigos/509/509.pdf)
(BARTHOLOMEU. André Brandolin. A revolução da inteligência artificial na saúde: impacto, oportunidades e desafios pelo mundo. Revista Qualidade HC. Ribeirão Preto.Disponível em: www.hcrp.usp.br/revistaqualidade/uploads/Artigos/509/509.pdf)
Recuperação da educação após a pandemia é lenta e desigual, revela estudo do IPEA
Estudo do Ipea revela que somente seis estados recuperaram simultaneamente Ideb e Saeb nos anos iniciais do ensino fundamental pós-pandemia da Covid-19.
A análise, baseada em dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) entre 2013 e 2023, mostra que o impacto da interrupção das aulas presenciais entre março de 2020 e julho de 2022 ainda é visível em todos os níveis de ensino.
O Ideb é um indicador criado pelo Ministério da Educação que combina o desempenho dos estudantes nas avaliações do Saeb com dados sobre aprovação escolar, gerando uma nota de 0 a 10 para cada etapa de ensino. Já o Saeb mede diretamente as habilidades e competências dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática, servindo como principal referência para monitorar a aprendizagem no país.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média nacional do Saeb permanece abaixo do patamar de 2019, exigindo esforços para reverter a queda. O cenário é ainda mais preocupante nos anos finais, período no qual a proficiência continuou diminuindo mesmo após o retorno às aulas presenciais. No ensino médio, embora haja crescimento do Ideb, boa parte do avanço é atribuída à redução das taxas de reprovação, e não a ganhos expressivos no desempenho medido pelo Saeb.
Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias 5-todas-asnoticias/noticias/16030-recuperacao-da-educacao-apos-pandemia-e-lenta-edesigual. Acesso em: 22 dez. 2025.
De acordo com o texto, qual fator interferiu diretamente no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) entre 2013 e 2023?
Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>.
