Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3578988 Português
Leia o texto abaixo.

Nenhum outro povo do mundo, a não ser o brasileiro ou o português, poderia hoje, na verdade, com o orgulho que lhes conferem a sinceridade e a grandeza cristã da fraternidade que não desdenha a casta, a raça ou a cor, criar poemas como este de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e Canela”.

Assinale a afirmativa correta sobre sua significação ou estruturação.
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Q3578659 Português
As frases a seguir mostram um termo precedido da preposição “sem”, que foi substituído por uma palavra de sentido equivalente.

Assinale a frase em que essa substituição foi realizada de forma adequada.
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Q3578656 Português
Assinale a frase abaixo em que o termo com o radical -cida tem seu significado incorretamente apontado.
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Q3578654 Português
Assinale a frase em que seria mais adequado o emprego de “mais bem” em lugar de “melhor”. 
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Q3578653 Português
Todas as frases abaixo mostram uma repetição de palavras, sublinhadas.

Assinale a frase em que essas palavras mostram diferentes classes gramaticais.  
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Q3578652 Português
Assinale a opção em que a palavra sublinhada possui variação de gênero e de número.
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Q3577331 Português
Observe a seguinte frase:

A pessoa a quem entregaram a medalha, foi a que a homenageou no discurso de encerramento.

Nessa frase há cinco ocorrências do vocábulo “a”, que pertencem a quatro classes gramaticais.
Assinale a única classe ausente dessa frase.
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Q3577278 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A voz sem microfone


    Semana passada, animais de toda sorte, desde o cavalo à tartaruga, passando pelo esquilo, foram abençoados por um frade, em praça pública de Ipanema. Não sei o que eles acharam da benção. O ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso, por muito que eles façam para entender-nos. Mas a benção foi dada com a melhor das intenções, e a tartaruga não terá motivo para reclamar contra essa efusão espiritual sobre sua carapaça.

    O que não quer dizer que os bichos não tenham opinião. Tanto a têm que editam um jornalzinho, ou encarregam gente de editá-lo por eles. Chama-se precisamente A Voz dos Animais e já vai pelo sexto número. Em cinco anos, saiu à rua seis vezes. Não se pode dizer que os animais abusem do direito de manifestar-se.

    Tenho à mão o número 6 e parece-me ouvir, de fato, a voz do animal através da modesta textura do papel de mimeógrafo. Porque o jornal é mimeografado. As finanças da organização não dão para mais. De qualquer modo, a voz, as vozes múltiplas e não raro pungentes dos chamados bichos, os signos linguísticos específicos de várias espécies irrompem do jornalzinho pobre e vêm cutucar-nos o ouvido pouco afeito a linguagens não dicionarizadas.

    Precisamos falar, precisamos ser escutados – diz o vozeio humilde, e aqui é um gato a protestar contra a estúpida corrida de gatos, ali é o cavalo pingando sangue depois do rodeio em que o obrigam a derrubar o cavaleiro, esporeando-o nas partes mais sensíveis. 

    O animal como ator compulsório de um espetáculo de sadismo com fins comerciais – eis uma das misérias da sociedade de entretenimento ou de consumo de crueldade. Ainda nos comprazemos em fazer sofrer, e tiramos disso um lucro em moeda corrente, que mais uma vez a pequenina, débil e mimeografada voz dos animais denuncia nos limites do melhor dos nossos órgãos de imprensa.


(Carlos Drummond de Andrade. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/18017/a-voz-sem-microfone)
Considere o trecho:

“O ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso, por muito que eles façam para entender-nos. Mas a benção foi dada com a melhor das intenções, e a tartaruga não terá motivo para reclamar contra essa efusão espiritual sobre sua carapaça” (1° parágrafo).

As palavras destacadas expressam, correta e respectivamente, sentido de
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Q3577275 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A voz sem microfone


    Semana passada, animais de toda sorte, desde o cavalo à tartaruga, passando pelo esquilo, foram abençoados por um frade, em praça pública de Ipanema. Não sei o que eles acharam da benção. O ponto de vista dos animais não é necessariamente o nosso, por muito que eles façam para entender-nos. Mas a benção foi dada com a melhor das intenções, e a tartaruga não terá motivo para reclamar contra essa efusão espiritual sobre sua carapaça.

    O que não quer dizer que os bichos não tenham opinião. Tanto a têm que editam um jornalzinho, ou encarregam gente de editá-lo por eles. Chama-se precisamente A Voz dos Animais e já vai pelo sexto número. Em cinco anos, saiu à rua seis vezes. Não se pode dizer que os animais abusem do direito de manifestar-se.

    Tenho à mão o número 6 e parece-me ouvir, de fato, a voz do animal através da modesta textura do papel de mimeógrafo. Porque o jornal é mimeografado. As finanças da organização não dão para mais. De qualquer modo, a voz, as vozes múltiplas e não raro pungentes dos chamados bichos, os signos linguísticos específicos de várias espécies irrompem do jornalzinho pobre e vêm cutucar-nos o ouvido pouco afeito a linguagens não dicionarizadas.

    Precisamos falar, precisamos ser escutados – diz o vozeio humilde, e aqui é um gato a protestar contra a estúpida corrida de gatos, ali é o cavalo pingando sangue depois do rodeio em que o obrigam a derrubar o cavaleiro, esporeando-o nas partes mais sensíveis. 

    O animal como ator compulsório de um espetáculo de sadismo com fins comerciais – eis uma das misérias da sociedade de entretenimento ou de consumo de crueldade. Ainda nos comprazemos em fazer sofrer, e tiramos disso um lucro em moeda corrente, que mais uma vez a pequenina, débil e mimeografada voz dos animais denuncia nos limites do melhor dos nossos órgãos de imprensa.


(Carlos Drummond de Andrade. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/18017/a-voz-sem-microfone)
Considere o trecho:

“De qualquer modo, a voz, as vozes múltiplas e não raro pungentes dos chamados bichos, os signos linguísticos específicos de várias espécies irrompem do jornalzinho pobre e vêm cutucar-nos o ouvido pouco afeito a linguagens não dicionarizadas.” (3° parágrafo)

É correto afirmar que, no trecho,
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Q3577126 Português
Assinale a frase em que o artigo sublinhado (ou combinação) mostra valor possessivo.
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Q3577125 Português
Assinale a frase em que a preposição “para” tem valor de “finalidade”. 
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Q3577123 Português
Assinale a opção em que a sigla explicada entre parênteses é formada a partir de um critério diferente das demais.
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Q3576256 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “... alguém que ali chegasse para me velar” (3° parágrafo), o termo “para” apresenta o mesmo sentido da palavra destacada em:
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Q3574412 Português
Caraca muleke!
“Caraca, moleque! Que dia! Que isso?
Põe um pagodinho só pra relaxar
Sol, praia, biquíni, gandaia Abro uma gelada só pra refrescar.”

TIAGUINHO. Outro dia, outra história. São Paulo. Som Livre, 2014. 1 CD, faixa 1,digital, estéreo.

Para Bechara (2007, p. 440), “já é antiga para a gramática a ideia de a interjeição não ser, a rigor, uma palavra, mas que equivale a um enunciado independente ou a uma oração inteira. Considerando esta citação, é possível afirmar que a formação interjetiva no trecho da canção de Tiaguinho acontece por meio de
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Q3574353 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
Nos versos Não há mais sossego, nem menos sossego sequer / Para o meu esperar, o vocábulo esperar apresenta uma particularidade morfossintática relevante para a interpretação do texto. Considerando o contexto e a estrutura da língua portuguesa, é correto afirmar que:
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Q3574351 Português
Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 
No verso A pálida luz da manhã de inverno, o poeta conjuga adjetivação e referência temporal. Considerando o efeito dessa construção, é correto afirmar que: 
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Q3573065 Português
Texto 2


VEJA O MANUAL PRÁTICO DE VIRAR 'MÃE DA SUA MÃE'

Martha Medeiros




Disponível em https://oglobo.globo.com/ela/marthamedeiros/coluna/2025/04/veja-o-manual-pratico-de-virar-mae-da-suamae.ghtml Acesso em: 07 maio 2025. Fragmento adaptado. 
São exemplos, respectivamente, de derivação sufixal e regressiva as palavras sublinhadas em:
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Q3573000 Português

Texto 1





Prado, Adélia. Bagagem [recurso eletrônico]. Rio de Janeiro: Editora Record, 2025. p. 7.

No enunciado “Vai ser coxo na vida é maldição pra homem” (Verso 17), a preposição contraída “pra” é um exemplo de: 
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Q3570085 Português

Observe a tira abaixo:


3.png (308×368)


Na Língua Portuguesa, há uma classe gramatical conhecida como advérbio. Indique qual dos três quadrinhos acima não possui um advérbio de negação:

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Q3567667 Português

Considere a imagem.

Imagem associada para resolução da questão

(https://www.instagram.com/gibis.monica)


Na oração “O pai mi insinô a amá a nossa terra!”, identifica-se variação linguística no nível

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Respostas
4121: D
4122: A
4123: E
4124: C
4125: A
4126: C
4127: D
4128: B
4129: C
4130: A
4131: D
4132: E
4133: E
4134: B
4135: B
4136: A
4137: A
4138: D
4139: C
4140: C