Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 27.550 questões
Leia a tira a seguir para responder à questão.

(Cartunista Alexandre Beck. Em: https://www.instagram.com.
Acesso em: 20.08.2026)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé
Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo.
[...]
Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.
Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]
KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficar-parado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé
Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo.
[...]
Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.
Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]
KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficar-parado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé
Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo.
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Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.
Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]
KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficar-parado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé
Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo.
[...]
Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.
Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]
KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficar-parado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé
Para a maioria das pessoas, ficar em pé, por exemplo, em uma fila é uma tarefa automática que não requer nenhuma atenção ou habilidade especial para manter o equilíbrio. Por outro lado, talvez paradoxalmente, o estudo científico de como o corpo humano se mantém em postura ereta quieta se mostra bastante complexo.
[...]
Um conceito inicial, que merece ser ressaltado, é que a rigidez passiva (ou intrínseca) de músculos e tendões da perna e demais regiões do corpo envolvidos na postura ereta não é, em geral, suficiente para manter o equilíbrio de um sujeito em pé. É necessário haver a contração de certos músculos para garantir a manutenção da postura em pé, mesmo sobre uma superfície plana, horizontal, rígida e imóvel.
Um segundo aspecto é que, do ponto de vista de minimizar o gasto energético, poderia parecer ideal o corpo ficar a 90 graus durante a postura ereta quieta. Mas não é isso o que ocorre, o corpo fica alguns graus inclinado para a frente. Esta situação poderia, teoricamente, ocorrer com a rigidez passiva muscular e tendinosa dos músculos localizados atrás da perna (panturrilha), mas na realidade há uma leve contração dos músculos da panturrilha para evitar que o sujeito caia para a frente. Uma razão que explica isto é que essa configuração mantém os receptores sensoriais (transdutores mecano-elétricos) que há nos músculos da panturrilha em condições ideais para sinalizar pequenas alterações na posição e movimento do corpo, algo que não ocorreria caso o sujeito ficasse a 90 graus. Essa sinalização sensorial evita eventuais princípios de queda por meio do controle da contração muscular ativada por realimentação sensório-motora via medula espinhal. [...]
KOHN, André Fabio. A complexa ciência por trás do ato de ficar parado em pé. Jornal da USP, São Paulo, 14 set. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-complexa-ciencia-por-tras-do-ato-de-ficar-parado-em-pe/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
Leia o texto para responder à questão.
Os Cavalinhos de Platiplanto
O meu avô Rubem havia me prometido um cavalinho de sua fazenda do Chove-Chuva se eu deixasse lancetarem* o meu pé, arruinado com uma estrepada no brinquedo de pique. Por duas vezes o farmacêutico Osmúsio estivera lá em casa com a sua caixa de ferrinhos para o serviço, mas eu fiz tamanho escarcéu que ele não chegou a passar a porta do quarto. Da segunda vez meu pai pediu a seu Osmúsio que esperasse na varanda enquanto ele ia ter uma conversa comigo. Eu sabia bem que espécie de conversa seria; e aproveitando a vantagem da doença, mal ele caminhou para a cama, eu comecei novamente a chorar e gritar, esperando atrair a simpatia da minha mãe e, se possível, também a de algum vizinho para reforçar. Por sorte vovô Rubem ia chegando justamente naquela hora. Quando vi a barba dele apontar na porta, compreendi que estava salvo pelo menos por aquela vez; era uma regra assentada lá em casa que ninguém devia contrariar vovô Rubem. Em todo caso, chorei um pouco mais para consolidar minha vitória, e só sosseguei quando ele intimou meu pai a sair do quarto.
Vovô sentou-se na beira da cama, pôs o chapéu e a bengala ao meu lado e perguntou porque era que meu pai estava judiando comigo. Para impressioná-lo melhor eu disse que era porque eu não queria deixar seu Osmúsio cortar o meu pé.
– Cortar fora?
Não era exatamente isso que eu tinha querido dizer, mas achei eficaz confirmar; e por prudência não falei, apenas bati a cabeça.
– Mas que malvados! Então isso se faz? Deixe eu ver.
E depois de examinar:
– É exagero deles. Não é preciso cortar nada. Basta lancetar.
Ele deve ter notado o meu desapontamento, porque explicou depressa, fazendo cócega na sola do meu pé:
– Mas nessas coisas, mesmo sendo preciso, quem resolve é o dono da doença. Se você não disser que pode, eu não deixo ninguém mexer, nem o rei. Você não é mais desses menininhos de cueiro, que não têm querer. Na festa do Divino você já vai vestir um parelhinho de calça comprida que eu vou comprar, e vou lhe dar também um cavalinho pra você acompanhar a folia.
– Com arreio mexicano?
– Com arreio mexicano. Já encomendei ao Felipe. Mas tem uma coisa. Se você não ficar bom desse pé, não vai poder montar. Eu acho que o jeito é você mandar lancetar logo.
José J. Veiga, “Os Cavalinhos de Platiplanto”. Em: Antologia Escolar de Contos Brasileiros, org. Herberto Sales)
* lancetar: abrir um abscesso, furúnculo ou vesícula para drenar líquidos.
Leia o texto para responder à questão.
Não façam isso!
Ao que consta, pretendem retirar a língua francesa do currículo escolar. Isso me faz lembrar de uma amiga minha que foi para a Alemanha apenas sabendo francês. Como eu lhe observasse que era pouco, ela retrucou:
– Não vale a pena conhecer alemães que não saibam francês.
Na verdade, o que devemos à França não é a cultura francesa, é a cultura universal. Toda obra, para universalizar-se, teria de passar pelos tradutores franceses. Se não fosse a França, o mundo ocidental teria perdido Dostoiévski. Imagina só o que teríamos quanto ao conhecimento da alma se não conhecêssemos Dostoiévski. Nada.
Ou quase nada, acrescento a tempo. Pois acabo de lembrar-me de Shakespeare.
A minha queixa, porém, é contra os americanos.
Já disse e repito que, se há males que vêm para bem, há bens que vêm para mal. Exemplo: os Estados Unidos ganharam a guerra. Resultado: o povo, em geral, só lê os best-sellers americanos que eles nos impingem.
São tão ruins que chego a desconfiar que sejam apenas literatura de exportação.
(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)
ARIONAURO. Pisca-pisca de Natal. Disponível em <http://www.arionaurocartuns.com.br/2019/12/chargepisca-pisca-de-natal.html>.
A palavra "pisca-pisca", utilizada na charge acima, tem natureza:
Desaprender é vital
Para o CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, as empresas não devam ter medo de errar ao adotarem ferramentas de IA em seus processos.
Inteligência Artificial é a expressão da moda em diversos setores, mas será que as companhias brasileiras estão prontas para a implantação de automação por meio dessa tecnologia em suas práticas do dia a dia? O CEO do WhatsApp no Brasil, Guilherme Horn, usou o seu conhecimento na área para escrever o livro “Mindset de IA” (Ed. Gente), no qual aponta que, mais do que mudanças operacionais, as empresas precisam mudar de mentalidade para não ficarem para trás e obterem sucesso quando o assunto é automação e o uso das IAs generativas. Para ele, as corporações precisam se permitir errar com a IA.
“Os profissionais precisarão desaprender muitas das práticas que utilizaram até hoje e reaprender a extrair o verdadeiro potencial da tecnologia, entendendo como pode gerar valor contínuo para os processos e para o conhecimento da organização. A IA pensa, mas a decisão final e a responsabilidade continuam sendo humanas. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa”, afirma Horn.
O que o seu livro traz de diferente do que vem sendo debatido sobre IA nas empresas?
O grande diferencial está em focar no modelo mental (mindset) necessário para a implementação da IA, em vez de tratar o tema apenas como a adoção de uma nova ferramenta técnica. Em vez de se concentrar na simples operação de plataformas, o debate deve ser o que os líderes, executivos e empreendedores precisam desaprender de suas vivências passadas e o que devem reaprender para lidar com essa inovação.
O principal objetivo do livro é ensinar como compreender o verdadeiro potencial da tecnologia para gerar valor real para o negócio, para os processos internos e para o conhecimento acumulado da organização. O sucesso com a IA não se resume a implementar ou adotar um sistema tecnológico, mas sim a uma necessidade profunda de transformar todo o negócio por meio da adoção de uma mentalidade adequada para usufruir de verdade de tudo o que essa tecnologia tem a oferecer.
Muitos empresários e executivos ainda temem o uso de IA em processos mais elaborados nas empresas. O que você diria para essas pessoas?
Executivos e empresários devem encarar o erro nessa implementação como uma parte absolutamente essencial do processo de experimentação com a Inteligência Artificial. Não devem ter medo de estimular ao máximo que as equipes experimentem a tecnologia. É fundamental não ter medo de falhar e não reprimir os erros dentro da empresa. O próprio Elon Musk [fundador da Tesla e da Space X, entre outros negócios, e primeiro financiador da OpenAI] comemorou a explosão de um de seus foguetes justamente pelo conhecimento valioso extraído daquele evento.
À medida que a empresa treina e aprende com os próprios erros, ela adquire um ganho muito grande de maturidade. Os líderes precisam aceitar esse trade-off e entender que é natural testar diversas abordagens que talvez não tragam retorno financeiro imediato ou que acabem sendo descartadas mais tarde, mas apenas passando por essa fase prática é possível descobrir se realmente vale a pena usar a IA em determinados processos. Cultivar a experimentação contínua e a tolerância à falha é o conselho central para criar o modelo mental adequado e bem-sucedido na adoção dessa tecnologia. Mas claro que o elemento humano vai continuar sendo muito importante, porque a IA pensa, mas é o ser humano que decide. Assim como uma pessoa não deve seguir um aplicativo de rotas cegamente para dentro de uma área perigosa da cidade, as empresas precisam manter o controle final e a responsabilidade de avaliar as decisões da máquina. Essa habilidade é muito mais permanente do que as ferramentas em si.
Disponível em: https://revista.istoe.com.br/wp-content/uploads/sites/30/2026/05/IstoE-Edicao-36.pdf. Acesso em 16 ago. 2026.
A expressão destacada no trecho acima tem função:
Texto para a questão.
A pressa como modo de viver
É comum atribuir à falta de tempo a responsabilidade pela dificuldade de manter relações sociais mais próximas, cultivar hábitos saudáveis ou simplesmente contemplar aquilo que acontece ao redor. Entretanto, talvez o problema não resida propriamente na escassez de horas disponíveis, mas na forma como a sociedade passou a compreender o próprio tempo. A produtividade transformou-se em critério de sucesso, enquanto a contemplação, o silêncio e a convivência passaram, muitas vezes, a ser interpretados como desperdício.
Esse modo de viver produz consequências que ultrapassam o âmbito individual. Pessoas que compartilham os mesmos espaços raramente estabelecem vínculos duradouros, ainda que convivam diariamente. Ambientes públicos tornam-se locais de passagem, e não de permanência; conversas são substituídas por mensagens instantâneas; experiências coletivas cedem espaço ao isolamento silencioso provocado pelo uso contínuo de dispositivos eletrônicos.
Paradoxalmente, quanto recursos tecnológicos aproximam indivíduos geograficamente distantes, maior parece ser a dificuldade de estabelecer conexões significativas com aqueles que ocupam o mesmo ambiente físico. Não se trata, evidentemente, de rejeitar os avanços tecnológicos, mas de reconhecer que nenhuma ferramenta digital substitui integralmente a riqueza das interações presenciais.
Resgatar o valor da convivência cotidiana exige mais do que reduzir o tempo diante das telas. Exige uma mudança de atitude capaz de transformar pequenos gestos — como ouvir atentamente, dialogar sem pressa ou ocupar conscientemente os espaços públicos — em práticas permanentes de cidadania. Afinal, comunidades fortalecem-se menos pela quantidade de pessoas que as compõem do que pela qualidade das relações construídas entre elas.
A análise de um texto exige não apenas a compreensão de seu conteúdo, mas também a observação dos recursos linguísticos empregados em sua construção. Considerando os aspectos fonológicos, morfológicos e ortográficos presentes no texto, examine as afirmativas a seguir.
I. A palavra "âmbito" recebe acento gráfico por obedecer à regra de acentuação das palavras proparoxítonas.
II. Na palavra "conexões", a letra x representa dois fonemas distintos.
III. As palavras "convivência" e "conviver" pertencem à mesma família lexical, pois derivam do mesmo radical e preservam relação de significado.
Após a análise das afirmativas, assinale a alternativa correta.
Texto para a questão.

Moacyr Scliar. Território da emoção. São Paulo: Companhia
das Letras, 2013. Internet: <www.revistaprosaversoearte.com> (com adaptações).
“Absorvemos regimes complexos como um caldo tecnocultural que ingerimos sem grandes reflexões.”
Está correto o que se afirma sobre o referido período em:
“Por ter plasticidade e ser elástico, o ciberespaço nos permite misturar, articular e incorporar formatos não textuais em textuais, imagéticos em sonoros e viceversa – tudo em um fluxo de negociações intersemióticas.”
Sobre as classes de palavras que formam a tessitura do fragmento, é correto afirmar: