Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 29.104 questões
Leia o texto a seguir para responder à questão.

(https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=palavrachave-de-documentos/sextas-de-poesia&page=10)
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que odores corporais revelam sobre a saúde — e como podem ajudar a diagnosticar doenças
A enfermeira aposentada Joy Milne revelou possuir um olfato extraordinariamente sensível ao notar, anos antes do diagnóstico médico, que seu marido apresentava um odor almiscarado diferente, que mais tarde se confirmou como indício do mal de Parkinson.
Posteriormente, Milne percebeu o mesmo cheiro em outros pacientes e foi convidada a participar de experimentos científicos. Em um teste, identificou corretamente camisetas usadas por pessoas com Parkinson, incluindo um caso ainda não diagnosticado na época, demonstrando a precisão de sua percepção. Esse episódio ganhou repercussão internacional e despertou o interesse da comunidade científica, que passou a investigar sistematicamente a relação entre odores corporais e doenças.
O corpo humano libera milhares de compostos químicos que variam de acordo com o metabolismo. Alterações nessas substâncias sinalizam desequilíbrios orgânicos e revelam enfermidades diversas, como diabetes, doenças hepáticas e renais, tuberculose, malária e até alguns tipos de câncer. Certos odores são percebidos por qualquer pessoa — como o hálito adocicado de diabéticos em hipoglicemia —, enquanto outros exigem olfato extremamente apurado ou tecnologias especializadas. Animais, sobretudo cães, já foram treinados para identificar doenças com alto índice de acerto, reforçando o potencial diagnóstico associado ao olfato.
Atualmente, pesquisadores dedicam-se ao desenvolvimento de aparelhos capazes de reproduzir essa habilidade. Eles utilizam técnicas como cromatografia e espectrometria de massa para isolar e analisar compostos voláteis, aliados a sistemas de inteligência artificial que reconhecem padrões de moléculas relacionados a doenças. Esses avanços visam à criação de testes rápidos, não invasivos e de baixo custo, aplicáveis à pele, ao hálito ou à urina dos pacientes. Dessa forma, espera-se facilitar diagnósticos precoces, acelerar tratamentos e reduzir a necessidade de procedimentos invasivos.
O estudo dos odores corporais mostra-se, portanto, uma área promissora para transformar a medicina diagnóstica. Além de permitir a detecção ágil e acessível de condições graves, valoriza a atenção a sinais sutis do corpo que, muitas vezes, passam despercebidos. Tal perspectiva fortalece a ideia de que a observação cotidiana, aliada à ciência, torna-se uma ferramenta essencial no cuidado da saúde, ampliando as chances de intervenção precoce, dignidade no tratamento e melhor qualidade de vida para os pacientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cev2mjjp748o.ADAPTADO.
Em relação à concordância verbal e nominal, é correto afirmar que:
Com base na análise morfossintática dos termos presentes no período acima, identifique a alternativa INCORRETA.
“[...] um biólogo da Indonésia desenvolveu uma sacola feita de¹ mandioca.”
“Kumala possui uma empresa de² canudos, sacolas e talheres [...]”
O termo em destaque assume, no contexto discursivo em que se insere, função de
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Uma aurora doida
A aurora chegou tão bonita vestida de rosa, passou pela vidraça do quarto do hotel, de que não corro nunca as cortinas, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-simdorme-não, muito boba e semi-iluminada. Minha alma cheia de caracóis e formiguinhas.
Depois ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado e todo mundo fosse vivo. Meus olhos ficaram namorando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e me alienava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.
Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como às vezes, tantas vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, das coisas feias que cometeu e das coisas belas que deixou de cometer. Quem nos perdoa, não sabemos. Deve ser assim: o sofrimento se junta, vai juntando dentro da gente, arranhando, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então ficamos perdoados e felizes. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.
Mas a aurora começou a sentir que ia morrer. Ficou pálida. Ficou mais pálida ainda. Um ventinho frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram por milagre a dar folhas, flores e frutos. Os pássaros se coloriram. Ônibus fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. A aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu diante dos meus olhos, no instante em que duas estrelinhas tímidas eram riscadas do espetáculo noturno. Amanhecia depressa demais.
Tinha chegado a hora do enterro da aurora. O coche, puxado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado com solenidade para longe, para muito além de um monte azulmarinho e desapareceu.
Fiquei só outra vez, mas não dei a mínima. Por um momento quis que a aurora voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, uma cabeça mais ou menos, mas capaz de decidir onde devo pôr os meus pés. Não é sadio ficar chorando a perda de uma aurora, mesmo uma aurora tão especial como aquela, capaz de perdoar-nos de todos os pecados.
Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar esta minha cara de português subjetivo. Escovei os dentes com um máximo de confiança. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca habituada a venenos. Em jejum de alimento e ideias, acendi meu primeiro cigarro. Que me dá tosse. Abençoada sejas, irmã fumaça, que sobes para o céu.
Deitei-me na cama de novo, enquanto os cavalos dos poemas antigos traziam o astro-rei em atropelada brilhante. Vi-os, fortes e louros, irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoada seja a preguiça. Abençoados sejam os pássaros. Abençoadas sejam as criaturas. E abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.
CAMPOS, P. M. Uma aurora doida. In: Primeiro Plano ‒ Diário Carioca,
1959. Disponível em
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.
Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado, há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há, em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma, o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já consagrado manifestamente.
Outra questão se coloca diante do contemporâneo: para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras, o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas ideias morais, estéticas e políticas.
(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.

(https://www.instagram.com/p/DL4gYyuPMt_/?igsh =MTJwa3lpYjhheDN1aw%3D%3D)
Leia o texto a seguir para responder à questão.

(https://www.instagram.com/p/DL4gYyuPMt_/?igsh =MTJwa3lpYjhheDN1aw%3D%3D)
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas da frase abaixo:
“Elas _______ se mobilizaram para reivindicar os seus _______ direitos, tudo com _______ razões como elementos de justificativa da sua luta pela igualdade social.”