Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3896123 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

Os tambores da guerra

    O ano de 2026 provavelmente não será lembrado como o ano em que o mundo entrou em guerra, mas talvez o seja como aquele em que a guerra deixou de causar espanto. O perigo maior não é a eclosão de um conflito específico, e sim a naturalização da violência como método recorrente de governo, coerção e ordenamento global. O mundo pode não estar à beira de uma Terceira Guerra Mundial – embora esteja mais próximo do que nunca –, mas parece ter se acomodado a um estado de tensão permanente.
    A guerra de atrito na Ucrânia continua a consumir homens e munições – com Moscou testando os nervos da Otan por meios híbridos, de sabotagens a violações de espaço aéreo. No Oriente Médio, o cessar-fogo em Gaza não eliminou a instabilidade regional: a pressão sobre a Cisjordânia cresce, a ajuda segue politizada, e o papel do Irã como potência revisionista permanece um ponto de fricção, com repercussões sobre Israel, o Golfo e rotas marítimas. Na África, o Sahel virou laboratório de jihadismo e colapso estatal, enquanto o Sudão, sob disputa de potências regionais, permanece como moedor de gente e usina de refugiados. Mesmo fora de zonas clássicas de guerra, a violência organizada avança: no México, no Brasil e em outras partes da América Latina, a sofisticação de narcomilícias e as disputas intestinas transformam cidades em frentes de batalha.
    O que chama a atenção não é só a quantidade de guerras, mas a sua duração, sua fragmentação e a relativa indiferença que despertam. Estados, milícias, cartéis e proxies recorrem à força não como último recurso, mas como instrumento regular de política. A violência deixou de ser exceção; tornou-se linha de base.
    Essa proliferação desafia leituras simplistas. Os conflitos do nosso tempo parecem se organizar não tanto segundo choques claros entre civilizações, como vaticinou Samuel Huntington, mas dentro de mundos culturais, religiosos ou políticos aparentados – conflitos contra o “desvio”: o vizinho que escolheu outro caminho, o aliado que virou herege, o “inimigo interno”. Isso ajuda a explicar alianças paradoxais, antagonismos internos e a fluidez desconcertante do sistema internacional atual, do Mar Negro ao Mar do Sul da China, passando pela aliança atlântica.
    Um mundo que se acostuma à guerra é um mundo mais vulnerável ao erro irreversível. É isso – mais do que qualquer confronto isolado – que deveria concentrar a atenção de governos, alianças e sociedades no ano que começa.


(O Estado de S.Paulo, Editorial, 03.01.2026. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o emprego dos verbos e dos pronomes está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q3896006 Português
Considerando as normas de colocação pronominal na língua portuguesa, analise o trecho a seguir, que será adaptado para diferentes contextos. Observe atentamente o trecho a seguir:

"Jamais esquecerei de avisar-te sobre a reunião, mesmo que surja algum imprevisto."

Com base nas regras de próclise, ênclise e mesóclise, assinale a alternativa que reescreve corretamente o trecho a seguir, conforme a norma-padrão.
Alternativas
Q3895712 Português

Analise atentamente as orações abaixo e correlacione-as com o tipo de colocação pronominal que apresentam.



Coluna 01


(__) Nunca me esquecerei do que aprendi com meus mestres.


(__) Enviar-me-ão os documentos assim que o prazo se encerrar.


(__) Conduziu-se com elegância diante da plateia.


(__) Far-se-ia silêncio absoluto se ele apenas pedisse. 


(__) Os alunos se queixaram do excesso de provas.



Coluna 02



I. Ênclise.


II. Mesóclise.


III. Próclise.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3895503 Português
A colocação pronominal é um dos aspectos mais complexos da sintaxe normativa da língua portuguesa, pois depende da relação entre o verbo e elementos que o antecedem ou o seguem. Os pronomes oblíquos átonos podem ocupar diferentes posições no enunciado, obedecendo a regras de atração e formalidade.

Analise as sentenças a seguir e identifique, à luz da norma culta, em quais há emprego correto da colocação pronominal.

I. Não me esquecerei de avisá-lo sobre a reunião de amanhã.
II. Caso ele chegue cedo, dir-se-á satisfeito com o resultado obtido. 
III. Lhes entregou-se os relatórios, como havia prometido na véspera.
IV. Tudo aquilo se resolverá quando houver mais boa vontade das partes.
V. Nos explicaram-se detalhadamente o funcionamento do novo sistema.

Em quais afirmativas o uso da colocação pronominal está correto em todas as ocorrências?
Alternativas
Q3894823 Português
A construção de um texto coeso e coerente, pilares da textualidade, depende do uso preciso dos mecanismos linguísticos que estabelecem conexões lógicas e referenciais entre as partes do texto. A coesão referencial utiliza elementos como pronomes, advérbios e elipses para retomar (anáfora) ou antecipar (catáfora) informações, evitando repetições e garantindo a continuidade temática. A coesão sequencial, por sua vez, emprega conectores (conjunções, preposições) para articular as orações e parágrafos, explicitando as relações semânticas de causa, consequência, adversidade, tempo, entre outras, que são fundamentais para a progressão e a interpretabilidade do discurso. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.A coesão referencial por anáfora ocorre quando um termo (ex: pronome) retoma um elemento já expresso no texto, enquanto a catáfora ocorre quando o termo antecipa um elemento que será mencionado posteriormente.

II.No enunciado 'O diretor informou *isto*: todos deveriam participar da reunião', o pronome demonstrativo 'isto' estabelece uma relação anafórica, pois retoma a informação principal do diretor para detalhá-la.

III.A coesão sequencial é responsável por estabelecer o encadeamento lógico entre as ideias do texto, utilizando operadores discursivos (conectores) para indicar relações como oposição (ex: 'mas', 'embora') ou conclusão (ex: 'portanto', 'logo').


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894615 Português
A colocação pronominal na norma culta da Língua Portuguesa é regida por regras estritas que definem a posição dos pronomes oblíquos átonos em relação ao verbo. A próclise é obrigatória na presença de fatores de atração, como palavras negativas (não, jamais) ou advérbios (sempre, aqui). A mesóclise, por sua vez, é restrita aos tempos futuros (futuro do presente e futuro do pretérito), mas somente quando o verbo não está precedido por um desses fatores de atração, pois a próclise tem prioridade sobre a mesóclise. Assim, a interação entre advérbios e tempos futuros define a topologia pronominal correta. Analise as afirmativas a seguir:

I.Em 'O intérprete sempre se dedicou aos estudos', a próclise é obrigatória devido à presença do advérbio 'sempre', que atua como fator de atração.

II.Em 'O intérprete dedicar-se-ia aos estudos', a mesóclise é utilizada; contudo, se a frase fosse 'O intérprete não dedicar-se-ia aos estudos', a mesóclise permaneceria a forma correta.

III.A forma 'Realizar-se-á um novo concurso para intérpretes de LIBRAS' está correta, pois utiliza a mesóclise no futuro do presente sem fator de atração.



Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894398 Português

A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração.


Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:



I. Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").


II. A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").


III. A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3894342 Português
A colocação pronominal trata da posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, etc.) em relação ao verbo, seguindo as regras de próclise (antes do verbo), ênclise (depois do verbo) e mesóclise (no meio do verbo). Embora o português brasileiro falado tenha uma forte tendência à próclise, a norma culta escrita exige o cumprimento de regras estritas, especialmente em textos formais. Fatores de atração (como palavras negativas, advérbios, pronomes relativos e conjunções subordinativas) exigem a próclise. Vedações, como iniciar períodos com pronome átono ou usar ênclise após particípio, também são cruciais. A mesóclise, por sua vez, tem seu uso restrito a situações muito específicas. Diante das regras da norma padrão, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3893707 Português

Os pronomes relativos (que, quem, qual, cujo, onde, quanto) substituem um termo da oração anterior e estabelecem relação entre as duas orações, como neste exemplo: Li o livro. Você me falou do livro.


“Li o livro de que você me falou”.


Assinale a alternativa em que os três períodos a seguir estão adequadamente reunidos por meio de pronomes relativos, obedecendo às normas da regência verbal.

- As ideias foram expostas na reunião.

- Simpatizamos com essas ideias.

- Participamos da reunião.  

Alternativas
Q3893706 Português

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, observando a grafia das palavras e o emprego correto de crase, pronomes e acentuação, no seguinte texto humorístico, denominado “A mensagem inesperada”.

Um casal decidiu passar férias numa praia do Caribe, no mesmo hotel onde passou a lua de mel há 20 anos. Por problemas de trabalho, a mulher não viajaria com seu marido, mas iria na semana seguinte.

Quando o marido chegou, foi para o seu quarto de hotel e viu que havia um computador com internet. Imediatamente, decidiu enviar um e-mail à esposa, mas errou uma letra no endereço e não percebeu que a mensagem foi enviada a outra pessoa.

O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do marido. Ao entrar na casa, o filho da pobre viúva encontrou-a desmaiada perto do computador, em cuja tela se podia ler:

“Querida esposa, cheguei bem. Imagino que você esteja surpresa ao receber notícias minhas por e-mail, mas agora aqui tem computador e eu posso usá-lo o quanto quiser. Acabei de chegar e vi que está tudo preparado para a sua chegada na semana que vem. Um beijo do seu marido.”

Alternativas
Q3893169 Português
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a colocação pronominal está correta. 
Alternativas
Q3893164 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
As palavras ‘doutor’, ‘excelência’ e ‘senhor’, utilizadas no diálogo entre os personagens do texto, são formas de tratamento que indicam: 
Alternativas
Q3892621 Português
A maçã


No outro dia eu estava traindo o meu médico com um apfelstrudel quando comecei a pensar seriamente na maçã. Na importância da maçã na história do mundo e nos seus significados para a humanidade, nunca muito bem explicados. Dois-pontos. A Bíblia não especifica qual era o fruto proibido que Adão e Eva comeram naquele dia fatídico em que, desobedecendo a Deus, perdemos o Paraíso e em troca ganhamos a mortalidade, o sexo e a indústria do vestuário. Pensando bem, a única fruta que era certo que havia no Paraíso era o figo, pois foi com folhas de figueira que cobriram a nossa protonudez. Só muito mais tarde convencionou-se que, para provocar tanto estrago de uma vez só, a fruta proibida do Paraíso tinha que ser uma maçã. Como a maçã não tem propriedades afrodisíacas nem, que se saiba, estimula a inteligência ou o desrespeito à autoridade, conclui-se que sua reputação se deve à sua aparência, ao seu rubor lustroso e à rigidez das suas formas, que de algum modo simbolizam rebeldia e luxúria. A maçã é um triunfo da sugestão sobre a verdade. Existem frutas muito mais lúbricas, como o próprio figo e a escandalosa romã, enquanto a maçã é recomendada para crianças e convalescentes (no erótico “Cãntico dos cãnticos” ela só entra como terapia: “Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor”), e mesmo assim a sua fama de provocadora persiste. Também não se sabe ao certo que fruta caiu na cabeça de Newton para que ele descobrisse a gravidade, mas na história ficou que era uma maçã. A maçã parece que está sempre querendo nos dizer alguma coisa. E, no meu caso pessoal, continua induzindo à desobediência e ao pecado. A fruta não me seduz, mas não resisto a nenhum doce feito com maçã, que é a maçã com ainda mais culpa. Não tem sido fácil conciliar a necessidade da dieta e do combate ao colesterol com a minha busca do apfelstrudel perfeito. Mas todos temos uma missão a cumprir neste mundo.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A ênclise em “Confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor” se justifica, pois, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa:
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Q3892520 Português

Desde o tempo de xamãs e curandeiros, as pessoas têm uma demanda por produtos que aliviem 'a dor', auxiliem na interação social, facilitem 'o sono' ou aplaquem 'a ansiedade'.



Substituindo os termos destacados por seus respectivos pronomes pessoais oblíquos, tem-se:

Alternativas
Q3892486 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Vespa invasora ameaça abelhas



Uma invasão de vespas asiáticas ameaça prejudicar as populações de abelhas no Reino Unido, pois os insetos se alimentam de abelhas e vespas nativas, prejudicando a biodiversidade. O alerta surge no momento em que cientistas renomados divulgam um relatório global sobre as ameaças causadas por espécies invasoras, também chamadas de espécies exóticas. Estudos mostram que os invasores têm influência em 60% das extinções de animais e plantas do planeta.


Espécies exóticas são seres vivos transportados pelos humanos a lugares onde não estariam naturalmente. Exemplos vão desde a Uva do Japão até fungos que matam árvores. Eles são um dos cinco principais impulsionadores da perda de biodiversidade e prevê-se que o problema se agrave.


A vespa asiática é um exemplo de espécie exótica em risco de ganhar uma posição permanente no Reino Unido. Em Folkestone, um dos focos de ocorrência de vespas asiáticas, o apicultor Simon contabiliza os custos para suas abelhas. Ele diz que os predadores que comem abelhas causam devastação, com dez das suas dezessete colmeias perdidas rapidamente. "Esses insetos se estabelecerão aqui e predarão todos os outros, especialmente as abelhas, sua fonte natural de alimento", alerta. "Eles acabarão destruindo ou complicando a apicultura para todos, reduzindo a biodiversidade na área de toda a Inglaterra."


Quando visitamos seu apiário, vimos várias vespas asiáticas capturadas naquele dia. O Departamento do Meio Ambiente afirma que a vespa asiática não representa maior risco para a saúde humana do que outras vespas, mas causa danos às colônias de abelhas que produzem mel e outros insetos benéficos. A população britânica foi aconselhada a se manter atenta e relatar imediatamente caso uma vespa seja vista.


É importante tomar cuidado para não se aproximar ou perturbar o ninho. "Ao garantir o alerta sobre possíveis casos o mais cedo possível, podemos tomar medidas rápidas e eficazes para acabar com a ameaça representada pelas vespas asiáticas", disse Nicola Spence, chefe do Departamento do Meio Ambiente e responsável pela saúde das abelhas.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c061pgrk3rko. Adaptado.

Uma invasão de vespas asiáticas ameaça prejudicar 'as populações de abelhas' no Reino Unido, pois 'os insetos' se alimentam 'de abelhas e vespas nativas', prejudicando 'a biodiversidade'.



Assinale a opção correta quanto ao uso pronominal na substituição de 'algumas' das expressões destacadas na frase:

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Q3892091 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Um país de escolas inseguras não tem futuro



Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, digna e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8º e do 9º ano do ensino fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação.

Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números dessa pesquisa: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida maculada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes.

O Brasil universalizou o ensino fundamental só nos anos 1990, desde então continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no ensino médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.

 

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.09.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a concordância verbal e a colocação pronominal estão em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q3891426 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

Leia com atenção o fragmento:

“(...) sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir.”

Acerca da colocação pronominal presente no fragmento, assinale a alternativa correta de acordo com a norma padrão: 
Alternativas
Q3891055 Português
Texto 1 (Para a Questão)


A visita da borboleta


   Discorram meus colegas sobre assuntos graúdos, nacionais e internacionais, que hoje eu fico com as borboletas. Pela manhã, uma delas, de espécie comum e pequena, entrou pela janela e veio tomar café comigo. Mais propriamente, visitar-me na hora do café. Não pousou na xícara nem nos biscoitos nem na margarina. Limitou-se a dar uns voleios em torno da mesa, e retirou-se, deixando a lembrança agradável de sua visita. Embora cordial, estava apressada. Todas as borboletas são apressadas por natureza. Vivem um momento breve e não podem perder tempo com um cronista fútil, se bem que parecesse dizer, com seus volteios: "Adoro a futilidade".

    Naturalmente, fiquei todo concho com a visita: não é qualquer cronista que recebe agrados dessa ordem. Satisfeito com a minha importância, pois até as borboletas me consideram, retomei o mau hábito de ler jornal tomando café. Então me deparei com a notícia de que ia realizar-se no bairro do Grajaú uma vigília ecológica em defesa das borboletas ameaçadas de extinção. Compreendi: a visita não fora gratuita, vinha chamar-me atenção para o fato. Mesmo assim, continuei apreciando a delicadeza. O lepidóptero (permitam-me chamá-lo pelo seu nome livresco) era meu leitor, imaginem.

    Ora, bem que pessoas ocupadas e lutando pela burra da vida no Rio de Janeiro se lembram de dedicar um sábado de repouso à tarefa de tomar conta das borboletas, indo até as ruínas da antiga fazenda de Vila Rica para dizer, exemplar, doutrinar: "Não cacem nem matem nem comercializem borboletas. Elas executam um serviço ponderável de polinização, além de deslumbrarem a vista da gente com suas ricas roupagens coloridas, em voo tonto".

    O pessoal do Grajaú está certo. Vejo representado nas borboletas um interesse global da vida, que se tece de infindáveis articulações entre elementos da natureza, ligando a existência do homem a um quadro onde tudo tem sua função e, portanto, sua explicação. O fato de a borboleta encerrar beleza já seria bastante para justificá-la a nossos olhos. Quem vê um preponamenander (a qualificação científica não é pedante, foi-me oferecida pelo livro onde a estampa acende um verde luminoso sobre o negro, e eu ignoro o nome vulgar), quem vê um ser desses bailando no espaço, há de sentir melhor a graça do dia e mais leve o peso da inflação. E já não falo na Urania leilus, uma senhora sofisticadíssima borboleta, de tons requintados. E em dezenas de outras, admiráveis.

   Com toda beleza, esta é contingente, e não adianta querer perenizá-la em forma estática, nos cruéis arranjos decorativos imaginados pelo homem visando a fins de lucro. Os objetos que utilizam asas de borboleta são horrendos, por mais que se pretenda convencer aos turistas do contrário.

    Já a atividade prefixada da borboleta em proveito do equilíbrio ecológico, esta é uma noção fácil de transmitir aos meninos, na escola de primeiro grau, em vez de tolerar que eles se transformem em pequenos e, amanhã, grandes caçadores, por prazer ou negócio.

     A vigília do Grajaú não tinha intenção de somente defender borboletas. Pensou também nas aves e vegetais de toda sorte, que, mesmo localizados no Parque Nacional da Tijuca, sofrem a ameaça geral contra a natureza, que é uma das características da vida de hoje. Mas a particularização em benefício das borboletas dá à gente a segurança de que a consciência ecológica vai-se acentuando e distribuindo entre nós de maneira confortadora. O tema pequeno alia-se ao grande. Por outra, não há temas pequenos, em se tratando do meio natural. Uma folha de erva rasteira resume o universo.

    Meu Deus, fiz uma frase de efeito, e não sou sequer vereador com direito de fazê-las. A borboleta que me visitou não gostaria disso. Caso falasse nossa linguagem, diria coisas simples, graciosas, sem afetação. aquela era tão simples, tão sem azuis, vermelhos e verdes para exibir. Certamente não lerá estas linhas mais certamente ainda não existirá mais, à hora em que o jornal estiver circulando. Faz mal não. Ela deu o seu recado, eu dei o meu. Borboleta, rosa e jornal vivem horas curtas, mas renascem e documentam permanência da vida. Outra frase? Bem, desculpem, e já vou eu, na próxima, borboleteando entre assuntos vários, neste oficio de juntar sílabas sobre o cotidiano, que é meu velho ofício. Amiga borboleta, obrigado pela visita. Volte, sem compromisso.


ANDRADE, Carlos Drummond de. O gato solteiro e outros bichos. Rio de Janeiro: Record, 2022.


 
Observe o trecho: "(...) seria bastante para justificá- a nossos olhos." 4°§, em que o pronome foi empregado de acordo com a norma padrão. Assinale a opção em que a colocação do pronome também está correta.
Alternativas
Q3891046 Português
Texto 1 (Para a Questão)


A visita da borboleta


   Discorram meus colegas sobre assuntos graúdos, nacionais e internacionais, que hoje eu fico com as borboletas. Pela manhã, uma delas, de espécie comum e pequena, entrou pela janela e veio tomar café comigo. Mais propriamente, visitar-me na hora do café. Não pousou na xícara nem nos biscoitos nem na margarina. Limitou-se a dar uns voleios em torno da mesa, e retirou-se, deixando a lembrança agradável de sua visita. Embora cordial, estava apressada. Todas as borboletas são apressadas por natureza. Vivem um momento breve e não podem perder tempo com um cronista fútil, se bem que parecesse dizer, com seus volteios: "Adoro a futilidade".

    Naturalmente, fiquei todo concho com a visita: não é qualquer cronista que recebe agrados dessa ordem. Satisfeito com a minha importância, pois até as borboletas me consideram, retomei o mau hábito de ler jornal tomando café. Então me deparei com a notícia de que ia realizar-se no bairro do Grajaú uma vigília ecológica em defesa das borboletas ameaçadas de extinção. Compreendi: a visita não fora gratuita, vinha chamar-me atenção para o fato. Mesmo assim, continuei apreciando a delicadeza. O lepidóptero (permitam-me chamá-lo pelo seu nome livresco) era meu leitor, imaginem.

    Ora, bem que pessoas ocupadas e lutando pela burra da vida no Rio de Janeiro se lembram de dedicar um sábado de repouso à tarefa de tomar conta das borboletas, indo até as ruínas da antiga fazenda de Vila Rica para dizer, exemplar, doutrinar: "Não cacem nem matem nem comercializem borboletas. Elas executam um serviço ponderável de polinização, além de deslumbrarem a vista da gente com suas ricas roupagens coloridas, em voo tonto".

    O pessoal do Grajaú está certo. Vejo representado nas borboletas um interesse global da vida, que se tece de infindáveis articulações entre elementos da natureza, ligando a existência do homem a um quadro onde tudo tem sua função e, portanto, sua explicação. O fato de a borboleta encerrar beleza já seria bastante para justificá-la a nossos olhos. Quem vê um preponamenander (a qualificação científica não é pedante, foi-me oferecida pelo livro onde a estampa acende um verde luminoso sobre o negro, e eu ignoro o nome vulgar), quem vê um ser desses bailando no espaço, há de sentir melhor a graça do dia e mais leve o peso da inflação. E já não falo na Urania leilus, uma senhora sofisticadíssima borboleta, de tons requintados. E em dezenas de outras, admiráveis.

   Com toda beleza, esta é contingente, e não adianta querer perenizá-la em forma estática, nos cruéis arranjos decorativos imaginados pelo homem visando a fins de lucro. Os objetos que utilizam asas de borboleta são horrendos, por mais que se pretenda convencer aos turistas do contrário.

    Já a atividade prefixada da borboleta em proveito do equilíbrio ecológico, esta é uma noção fácil de transmitir aos meninos, na escola de primeiro grau, em vez de tolerar que eles se transformem em pequenos e, amanhã, grandes caçadores, por prazer ou negócio.

     A vigília do Grajaú não tinha intenção de somente defender borboletas. Pensou também nas aves e vegetais de toda sorte, que, mesmo localizados no Parque Nacional da Tijuca, sofrem a ameaça geral contra a natureza, que é uma das características da vida de hoje. Mas a particularização em benefício das borboletas dá à gente a segurança de que a consciência ecológica vai-se acentuando e distribuindo entre nós de maneira confortadora. O tema pequeno alia-se ao grande. Por outra, não há temas pequenos, em se tratando do meio natural. Uma folha de erva rasteira resume o universo.

    Meu Deus, fiz uma frase de efeito, e não sou sequer vereador com direito de fazê-las. A borboleta que me visitou não gostaria disso. Caso falasse nossa linguagem, diria coisas simples, graciosas, sem afetação. aquela era tão simples, tão sem azuis, vermelhos e verdes para exibir. Certamente não lerá estas linhas mais certamente ainda não existirá mais, à hora em que o jornal estiver circulando. Faz mal não. Ela deu o seu recado, eu dei o meu. Borboleta, rosa e jornal vivem horas curtas, mas renascem e documentam permanência da vida. Outra frase? Bem, desculpem, e já vou eu, na próxima, borboleteando entre assuntos vários, neste oficio de juntar sílabas sobre o cotidiano, que é meu velho ofício. Amiga borboleta, obrigado pela visita. Volte, sem compromisso.


ANDRADE, Carlos Drummond de. O gato solteiro e outros bichos. Rio de Janeiro: Record, 2022.


 
Leia o trecho abaixo.

"Limitou-se a dar uns voleios em torno da mesa, e retirou-se..."

A norma-padrão de colocação pronominal destacada na frase denomina-se:
Alternativas
Q3890740 Português
Assinale a alternativa correta com relação aos pronomes que aparecem na tirinha.
Alternativas
Respostas
1061: C
1062: D
1063: B
1064: D
1065: C
1066: A
1067: B
1068: D
1069: E
1070: A
1071: D
1072: B
1073: D
1074: C
1075: C
1076: E
1077: A
1078: E
1079: B
1080: B