Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3894398 Português

A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração.


Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:



I. Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").


II. A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").


III. A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3894342 Português
A colocação pronominal trata da posição dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, etc.) em relação ao verbo, seguindo as regras de próclise (antes do verbo), ênclise (depois do verbo) e mesóclise (no meio do verbo). Embora o português brasileiro falado tenha uma forte tendência à próclise, a norma culta escrita exige o cumprimento de regras estritas, especialmente em textos formais. Fatores de atração (como palavras negativas, advérbios, pronomes relativos e conjunções subordinativas) exigem a próclise. Vedações, como iniciar períodos com pronome átono ou usar ênclise após particípio, também são cruciais. A mesóclise, por sua vez, tem seu uso restrito a situações muito específicas. Diante das regras da norma padrão, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3893473 Português
A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:

I.Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").
II.A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").
III.A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893435 Português
A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:

I.Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").
II.A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").
III.A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893285 Português
A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração. Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:

I. Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").
II. A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").
III. A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893245 Português
A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração.

Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:

I.Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").
II.A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").
III.A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3891426 Português

Texto para a questão



Aprendendo


(Ramires Linhares)



   Sempre é tempo de aprender, até numa sexta-feira, com sol brilhando lá fora.


   O pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe, falecido em 1832, teve boa parte de sua obra dedicada à educação e ao aprendizado. Deixou muitos escritos famosos sobre o tema, das coisas que ensinou e das coisas que aprendeu. Uma frase a ele atribuída traz consigo muita reflexão. Disse Goethe: “Em toda parte, só se aprende com quem se gosta”.


   Realmente, a gente aprende com quem gosta. Lembra dos tempos da escola? A gente sempre aprendia mais com a professora mais simpática, aquela que a gente mais gostava, não é?


   E assim, por toda a vida. A gente aprende primeiro com os pais, irmãos e familiares, porque são aqueles que a gente gosta. A gente aprende com os amigos que a gente gosta. A gente aprende lendo livros de autores que a gente gosta. Até na TV a gente aprende vendo programas com gente que se gosta.


   Mais importante que gostar de quem nos ensina é, no entanto, gostar de aprender. Sempre será aceito nos grupos, no meio, na sociedade, o indivíduo que está aberto ao aprendizado. Quem quer aprender sempre tem amigos, sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir. Quem gosta de aprender e tem isso como objetivo constante, vive bem, vive melhor.


   Há diversas formas de aprender: ler, ouvir, praticar, observar. Tem gente que aprende com os próprios erros. Tem quem prefira aprender com os erros dos outros, o que é mais salutar. Já aquele que acha que já sabe tudo, e como temos visto desses por aí, esse não consegue aprender nada.


   Aristóteles, grande filósofo grego que viveu antes da era cristã, dizia que “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. Complicado? Não. É só ler bem devagar, separar as palavras e juntar as ideias, que você aprende. Seja na frase do filósofo. Seja na vida.


   Afinal, para aprender é preciso ler a vida, e ler nas entrelinhas. Dizendo isso, lembro de mais uma citação e encerro com ela. Acho que foi Mario Quintana, poeta brasileiro, que escreveu um dia: O pior analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.



Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/aprendendo-37696

Leia com atenção o fragmento:

“(...) sempre consegue conversar, se enturmar, se divertir.”

Acerca da colocação pronominal presente no fragmento, assinale a alternativa correta de acordo com a norma padrão: 
Alternativas
Q3890039 Português
Na frase "Entreguei-lhe o documento", o pronome "lhe" exerce função sintática equivalente a:
Alternativas
Q3889259 Português
Como a exposição digital impacta a saúde mental dos adolescentes?


O contato precoce e excessivo com o ambiente virtual pode trazer várias consequências para a saúde física e mental dos jovens e impulsionar a sexualização e a adultização



     As crianças e os adolescentes estão se conectando à internet cada vez mais cedo e permanecendo mais tempo em ambientes digitais. A pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostrou que 24% das crianças de até 6 anos já acessaram a rede – em 2015, eram apenas 11%. Na faixa etária dos 9 aos 17 anos, a presença digital é quase universal: 95% utilizam celulares, tablets ou computadores para navegar. Quanto à frequência, 53% dizem usar o WhatsApp “várias vezes ao dia” e 45% acessam o Instagram com a mesma intensidade – índices que sobem para 78% e 63%, respectivamente, entre os adolescentes de 15 a 17 anos.

      O contato precoce e excessivo com o ambiente virtual, sobretudo com as redes sociais, pode trazer várias consequências para a saúde física e mental dos jovens. Entre elas, ansiedade, distúrbios do sono, dificuldades de memória e concentração, além de fadiga mental e sedentarismo. No campo social, pode favorecer o isolamento, afetar a autoestima por reforçar padrões irreais de beleza e até impulsionar a sexualização e a adultização dos adolescentes.

      Esses impactos reverberam no espaço escolar, onde emoções e comportamentos ficam mais visíveis, e influenciam a aprendizagem. “As redes intensificam sentimentos de ansiedade, insegurança e comparações sociais, o que se manifesta em sala de aula como baixa autoestima, isolamento ou agressividade”, observa Andrea Santos de Souza Militão, professora da rede municipal de Londrina (PR). “Também percebemos o favorecimento de conflitos interpessoais, muitas vezes ampliando situações de bullying do ambiente digital para a escola e vice-versa.” De acordo com ela, o excesso de estímulos digitais ainda dificulta o foco e a persistência em atividades escolares, o que pode levar à queda no desempenho e à desmotivação.

          O desafio é amplo e exige articulação entre famílias, escolas e políticas públicas. Garantir que adolescentes naveguem pelas redes com segurança, consciência crítica e suporte emocional é tão importante quanto ensinar conteúdos acadêmicos. Estratégias como círculos de diálogo, projetos interdisciplinares e o fortalecimento da cultura escolar demonstram que é possível transformar os riscos digitais em oportunidades de aprendizado e cuidado, promovendo um ambiente educativo mais saudável e seguro.


(GIUFFRIDA, Patrícia. Nova Escola. Em: 23/09/2025. Adaptado.)
Acerca do emprego do pronome “onde” em “Esses impactos reverberam no espaço escolar, onde emoções e comportamentos ficam mais visíveis, e influenciam a aprendizagem.” (3º§), analise as afirmativas a seguir.

I. O pronome introduz a oração subordinada adjetiva “onde emoções e comportamentos ficam mais visíveis”.
II. Seria possível substituir “onde” por “no qual”, já que o antecedente é um substantivo que indica lugar.
III. Caso “espaço escolar” fosse substituído por “cotidiano do estudante”, a palavra “onde” poderia ser mantida.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: SEJUS-ES Prova: IDCAP - 2025 - SEJUS-ES - Policial Penal |
Q3888471 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Diferença entre etanol e metanol


Por que o metanol é tão mais perigoso que o etanol, o álcool presente nas bebidas comuns?


Ambos são classificados quimicamente como álcoois e, do ponto de vista visual, são muito semelhantes: são transparentes, têm a mesma viscosidade e inclusive o mesmo odor - e não é possível distingui-los por percepção.


Mas os efeitos que produzem no organismo humano são radicalmente diferentes — e essa diferença, aponta a infectologista Jessica Fernandes Ramos, explica a gravidade dos casos registrados.


"No fígado, os dois são metabolizados pela mesma enzima, mas os resultados são distintos: o etanol gera substâncias menos nocivas, enquanto o metanol é transformado em formaldeído (o formol usado para embalsamar cadáveres) e em ácido fórmico, extremamente tóxico."


"Esse ácido é corrosivo para o nervo óptico, para estruturas do sistema nervoso e altera o pH do sangue, o que pode comprometer o metabolismo celular, afetar o funcionamento de órgãos vitais e levar a complicações graves, incluindo falência de múltiplos sistemas", descreve Ramos, que integra o Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.


O metanol é rapidamente absorvido. Os primeiros sintomas podem ser sentidos de duas até 48 horas — a depender de quanto da substância foi ingerido.


"Em algumas intoxicações se usa lavagem gástrica, mas no caso do metanol isso não adianta, porque a absorção é muito rápida. Uma vez absorvido pelo trato digestivo, ele passa pelo fígado e se transforma nesses dois metabólitos tóxicos, que entram na circulação", aponta a infectologista.


Os metabólitos, descreve Ramos, chegam rapidamente ao sistema nervoso, e as células mais vulneráveis são os neurônios.


"Por isso os primeiros sintomas são dor de cabeça intensa, alterações no nervo óptico, visão turva ou borrada, podendo evoluir para redução da acuidade visual e, nos casos mais graves, cegueira."


O corpo também passa a produzir substâncias muito ácidas durante a digestão desse produto. Isso faz com que o sangue fique mais ácido do que deveria, uma condição chamada acidose metabólica.


Para tentar compensar, a pessoa começa a respirar de forma rápida e curta, numa tentativa de eliminar esse excesso de acidez pelo ar.


"Esse desequilíbrio afeta todas as células do corpo, mas o coração é um dos primeiros a sofrer, porque precisa de um funcionamento muito estável para manter os batimentos. O sistema respiratório também é prejudicado, já que precisa trabalhar além do normal para tentar equilibrar o organismo. Os rins, por sua vez, têm papel central nesse processo: eles tentam segurar bicarbonato (que é uma substância alcalina) para neutralizar a acidez. Mas esse esforço cobra um preço — a função de filtração fica comprometida, e o paciente pode evoluir para uma insuficiência renal."


Essa combinação de efeitos — toxinas circulando no sangue, acidose metabólica, sobrecarga do coração, dos pulmões e dos rins — pode levar à falência múltipla de órgãos, porque cada sistema vital passa a funcionar de forma inadequada, sobrecarregando os demais e comprometendo a capacidade do corpo de manter funções essenciais.


Segundo a médica, não há dose de metanol que possa ser considerada segura.


"Ambos são classificados quimicamente como álcoois e, do ponto de vista visual, são muito semelhantes: são transparentes, têm a mesma viscosidade e inclusive o mesmo odor - e não é possível distingui-los por percepção."

Analise a colocação pronominal da forma 'los' em 'distingui-los' e identifique a alternativa correta.
Alternativas
Q3888122 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dor de cabeça: uma tentativa de consolo


-


As dores dividem-se em humildes e nobres. Dor nos pés, por exemplo, é humilde, é coisa de quem passa o dia em pé (balconistas de loja) ou caminha muito (carteiros). Lombalgia é também humilde: o lombo é o lugar onde a gente carrega, resignadamente, a carga da vida. À medida que se ascende no corpo as dores vão ganhando status — dor no peito é mais nobre, e mais ameaçadora do que dor de barriga — ainda que esta regra comporte _______: dor de garganta é coisa prosaica, dor de dentes não é só humilde, é humilhante. Quando se trata de cabeça, porém, não pode haver dúvida: esta é uma dor mui nobre _______, desde a Antiguidade, a cabeça é reconhecida como a _____ do pensamento, do raciocínio. Na mitologia grega há um relato muito significativo: Zeus tem uma terrível dor de cabeça; seu crânio racha e de lá emerge Palas Atenas, a deusa da sabedoria.

Para os romanos, a cabeça (caput) era o órgão não apenas da inteligência como da alma. Aí vem a prática da decapitação: não apenas a morte física, morte espiritual também.

Cabeça é importante, mas isso não quer dizer que seja imune [*] dor, pelo contrário. [*] muitas razões pelas quais pode doer. Em primeiro lugar, é uma região muito vascularizada e isso explica em parte [*] enxaqueca, ligada [*] dilatação e excessiva pulsação dos vasos sanguíneos. Em segundo lugar [*] o componente emocional, que se expressa, por exemplo, na chamada cefaleia de tensão, em que [*] nuca é um lugar particularmente doloroso.

Consolo: a cabeça frequentemente dói em quem a usa muito.

Não foram poucos os cientistas, os intelectuais e os escritores que sofreram de dor de cabeça. Um exemplo famoso é o do poeta João Cabral de Melo Neto, recentemente falecido. Exatamente porque as cefaleias o atormentavam, mostrava-se muito grato à aspirina, dedicando-lhe até um poema:

Claramente o mais prático dos sóis, o sol de um comprimido de aspirina: de emprego fácil, portátil e barato, compacto de sol na lápide sucinta.

Convenhamos: um belo poema como este até que vale uma dor de cabeça. Desde que, claro, se tenha uma aspirina à mão.
Assinale a alternativa CORRETA sobre os elementos coesivos do texto.
Alternativas
Q3868364 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A força da ancestralidade e da renovação, com a posse de Ana Maria Gonçalves na ABL

Em uma noite histórica, a escritora mineira Ana Maria Gonçalves foi empossada, na sexta-feira (7), como nova imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela passa a ocupar a cadeira nº 33, que pertenceu ao linguista Evanildo Bechara, tornando-se a primeira mulher negra a integrar a instituição fundada em 1897 — e apenas a 13ª mulher a vestir o fardão acadêmico.

A cerimônia foi marcada por emoção e simbolismo. Ao iniciar seu discurso, Ana Maria fez um gesto de reverência às origens: "Benção, mãe. Benção, pai." A saudação à ancestralidade ecoou pelo salão, lembrando que a literatura, para além das letras, é também um espaço de memória e resistência. A escritora afirmou que sua entrada na ABL representa "não apenas uma conquista individual, mas o reconhecimento de histórias que por muito tempo foram silenciadas".

Autora do premiado romance "Um defeito de cor", lançado em 2006, Ana Maria Gonçalves construiu uma obra de grande fôlego narrativo e político. Seu livro, de quase mil páginas, conta a trajetória de Kehinde, uma mulher africana trazida como escravizada para o Brasil, e é hoje considerado um marco da literatura afro-brasileira contemporânea. A autora já afirmou em entrevistas que sua missão como escritora é "contar as histórias que o país tentou apagar".

Durante a cerimônia, a nova acadêmica foi saudada pela antropóloga Lilia Schwarcz, que destacou o papel de Ana Maria na "reconfiguração do cânone literário brasileiro, abrindo espaço para vozes plurais". [...]

Em seu discurso, Ana Maria defendeu uma literatura que dialogue com as múltiplas identidades do Brasil: "O que desejo é ampliar as vozes. Que a língua portuguesa, em sua beleza e complexidade, seja também abrigo para quem nunca foi convidado a falar." [...]

A entrada de Ana Maria Gonçalves na ABL simboliza mais do que uma conquista individual. Representa o movimento de renovação da literatura brasileira, abrindo espaço para narrativas até então marginalizadas. Em um país de tantas vozes e contrastes, sua presença na Academia reafirma que a tradição literária nacional só se fortalece quando reconhece sua diversidade.

Com esse gesto, Ana Maria se inscreve na história — não apenas como "imortal", mas como símbolo de um Brasil que começa a se enxergar em todas as suas cores, ritmos e memórias.

Assim, a posse de Ana Maria Gonçalves é mais do que uma cerimônia solene: é um gesto de continuidade e transformação, um capítulo vivo da literatura brasileira que se reescreve diante de nossos olhos — com coragem, beleza e ancestralidade.


(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/noticias/a-forca-da-ance stralidade-e-da-renovacao-com-a-posse-de-ana-maria-goncalves-na-ab l. Acesso em: 09 dez. 2025. Adaptado.) 
A respeito da colocação pronominal e considerando as regras do português brasileiro, analise as sentenças a seguir:

I. Em "Ela passa a ocupar a cadeira nº 33, que pertenceu ao linguista Evanildo Bechara, tornando-se a primeira mulher negra a integrar a instituição", o pronome átono está posposto ao verbo porque este está no gerúndio.
II. Em "Com esse gesto, Ana Maria se inscreve na história — não apenas como 'imortal', mas como símbolo de um Brasil que começa a se enxergar em todas as suas cores, ritmos e memórias", as duas colocações destacadas estão adequadas, pois no português brasileiro, não havendo nada que a impeça, a próclise é a regra geral.
III. Em "[...] é um gesto de continuidade e transformação, um capítulo vivo da literatura brasileira que se reescreve diante de nossos olhos", o pronome átono é posto antes do verbo porque, nesse contexto, se trata de uma oração subordinada desenvolvida.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3867518 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A força da ancestralidade e da renovação, com a posse de Ana Maria Gonçalves na ABL

Em uma noite histórica, a escritora mineira Ana Maria Gonçalves foi empossada, na sexta-feira (7), como nova imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL). Ela passa a ocupar a cadeira nº 33, que pertenceu ao linguista Evanildo Bechara, tornando-se a primeira mulher negra a integrar a instituição fundada em 1897 — e apenas a 13ª mulher a vestir o fardão acadêmico.

A cerimônia foi marcada por emoção e simbolismo. Ao iniciar seu discurso, Ana Maria fez um gesto de reverência às origens: "Benção, mãe. Benção, pai." A saudação à ancestralidade ecoou pelo salão, lembrando que a literatura, para além das letras, é também um espaço de memória e resistência. A escritora afirmou que sua entrada na ABL representa "não apenas uma conquista individual, mas o reconhecimento de histórias que por muito tempo foram silenciadas".

Autora do premiado romance "Um defeito de cor", lançado em 2006, Ana Maria Gonçalves construiu uma obra de grande fôlego narrativo e político. Seu livro, de quase mil páginas, conta a trajetória de Kehinde, uma mulher africana trazida como escravizada para o Brasil, e é hoje considerado um marco da literatura afro-brasileira contemporânea. A autora já afirmou em entrevistas que sua missão como escritora é "contar as histórias que o país tentou apagar".

Durante a cerimônia, a nova acadêmica foi saudada pela antropóloga Lilia Schwarcz, que destacou o papel de Ana Maria na "reconfiguração do cânone literário brasileiro, abrindo espaço para vozes plurais". [...]

Em seu discurso, Ana Maria defendeu uma literatura que dialogue com as múltiplas identidades do Brasil: "O que desejo é ampliar as vozes. Que a língua portuguesa, em sua beleza e complexidade, seja também abrigo para quem nunca foi convidado a falar." [...]

A entrada de Ana Maria Gonçalves na ABL simboliza mais do que uma conquista individual. Representa o movimento de renovação da literatura brasileira, abrindo espaço para narrativas até então marginalizadas. Em um país de tantas vozes e contrastes, sua presença na Academia reafirma que a tradição literária nacional só se fortalece quando reconhece sua diversidade.

Com esse gesto, Ana Maria se inscreve na história — não apenas como "imortal", mas como símbolo de um Brasil que começa a se enxergar em todas as suas cores, ritmos e memórias.

Assim, a posse de Ana Maria Gonçalves é mais do que uma cerimônia solene: é um gesto de continuidade e transformação, um capítulo vivo da literatura brasileira que se reescreve diante de nossos olhos — com coragem, beleza e ancestralidade.


(Disponível em: https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/noticias/a-forca-da-ance stralidade-e-da-renovacao-com-a-posse-de-ana-maria-goncalves-na-ab l. Acesso em: 09 dez. 2025. Adaptado.) 
A respeito da colocação pronominal e considerando as regras do português brasileiro, analise as sentenças a seguir:

I. Em "Ela passa a ocupar a cadeira nº 33, que pertenceu ao linguista Evanildo Bechara, tornando-se a primeira mulher negra a integrar a instituição", o pronome átono está posposto ao verbo porque este está no gerúndio.
II. Em "Com esse gesto, Ana Maria se inscreve na história — não apenas como 'imortal', mas como símbolo de um Brasil que começa a se enxergar em todas as suas cores, ritmos e memórias", as duas colocações destacadas estão adequadas, pois no português brasileiro, não havendo nada que a impeça, a próclise é a regra geral.
III. Em "[...] é um gesto de continuidade e transformação, um capítulo vivo da literatura brasileira que se reescreve diante de nossos olhos", o pronome átono é posto antes do verbo porque, nesse contexto, se trata de uma oração subordinada desenvolvida.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3861711 Português
TEXTO 1


Cidades inteligentes e inteligência artificial: como a inovação tem transformado serviços públicos


Publicado em 22/11/2025 – Por Régis de Oliveira Júnior*


O uso da inteligência artificial (IA) já se consolidou nas cidades brasileiras. O objetivo é claro: qualificar os serviços públicos e entregar uma experiência melhor para o cidadão. Num país com tanta burocracia barrando o acesso a direitos, qualquer avanço tecnológico impacta demais o nosso dia a dia. A pergunta principal mudou. Já não se discute quando a IA vai chegar, mas, sim, como vamos usá-la. A chave é garantir que essa aplicação seja feita com responsabilidade, eficácia e, o mais importante, focada na população.


Desde 2023, a digitalização das prefeituras acelerou bastante. Isso rolou por causa da internet que melhorou, das políticas de smart cities que ganharam força e porque os municípios agora têm mais capacidade de analisar um volume enorme de dados. A IA está em tudo: saúde, mobilidade urbana, segurança, educação e zeladoria. O cidadão, que vivia em longas filas, se deslocando muito ou preso em processos chatos, agora consegue respostas bem mais rápidas e vê menos obstáculos no caminho.


Curitiba é a prova viva dessa inovação. A Muralha Digital tem cerca de 1.600 câmeras e usa visão computacional para ajudar no trânsito e na segurança. O 156 também mudou graças à IA: o sistema consegue reconhecer fotos que os moradores mandam (tipo uma árvore que caiu ou lixo acumulado) e encaminha o pedido certo na hora. A capital paranaense mostra uma integração clara entre tecnologia, planejamento e governança.


Paralelamente, cidades de todos os portes estão testando soluções preditivas para problemas graves. No Recife, o Conecta Recife já tem mais de 650 serviços digitais. Lá, a IA analisa exames e dados de pacientes para avisar sobre riscos, diminuir as faltas e organizar melhor as consultas. Em Rio do Sul, Santa Catarina, um sistema de previsão acertou quase 100% dos casos de evasão escolar, dando tempo para a prefeitura agir antes.


Pessoas que entendem de governança digital dizem que os modelos de machine learning (até os mais básicos) analisam padrões em prontuários, frequência, infraestrutura e mobilidade. Quando operados com a devida supervisão humana, esses algoritmos têm a capacidade de antecipar riscos, organizar melhor as filas, cortar desperdícios e aprimorar significativamente a gestão pública. No entanto, o desafio crucial reside na transparência sobre o funcionamento desses sistemas, exigindo uma prestação de contas contínua à população.


Para ilustrar a amplitude dessas aplicações, listamos dez municípios que já colocam a IA em prática: Curitiba, com a Muralha Digital e o 156 inteligente; Recife, usando o Conecta Recife e a análise de exames; São Paulo, com o SP156 e reconhecimento de imagem; Rio Grande do Sul, com o sistema preditivo contra evasão escolar; Cascavel, que automatiza a triagem de documentos; Porto Alegre, com IA para identificar buracos nas ruas; Belo Horizonte, monitorando pontes com sensores inteligentes; São Caetano do Sul, oferecendo assistentes virtuais 24 horas; Vitória, otimizando o trabalho e cortando custos; e Mogi das Cruzes, que aplica a análise preditiva em segurança e mobilidade.


O avanço das cidades inteligentes impõe, por consequência, novas responsabilidades. A inclusão digital segue como um obstáculo imenso para milhões de brasileiros, especialmente em regiões periféricas ou rurais. Para que a IA seja uma ferramenta democrática, é imperativo ampliar o acesso à internet, promover a alfabetização digital e esclarecer, de forma simples e acessível, como os dados do cidadão serão de fato utilizados.


A privacidade se configura como um dos pontos mais sensíveis da discussão. Sistemas que mexem com dados sensíveis, como histórico de saúde ou de onde a pessoa se desloca, precisam seguir protocolos de proteção e auditoria muito rigorosos. O viés algorítmico também é motivo de preocupação: se os dados usados para alimentar os modelos tiverem falhas ou virem de um histórico de desigualdades, a IA corre o risco de reforçar injustiças sociais ou raciais. Além disso, a regulação da IA ainda está crua no Brasil. Isso cria lacunas que a gente precisa debater: não tem legislação específica, não dá para prever direito os custos a longo prazo e a dependência de empresas privadas é uma dor de cabeça. É importantíssimo que universidades, gestores públicos, gente da ética e a sociedade civil se envolvam na construção de políticas públicas para a IA.


Olhar para fora só mostra o quanto precisamos disso. Países como Estônia, Coreia do Sul e Reino Unido avançaram muito porque juntaram tecnologia com leis fortes. Por lá, as cidades inteligentes não são só sobre inovar; elas também exigem governança aberta e participação das pessoas. O Brasil pode ir por um caminho parecido, desde que a aplicação da IA no setor público seja guiada por dados concretos, tenha metas claras e, claro, um forte compromisso humano.


A IA está transformando o serviço público no Brasil. Se for usada com responsabilidade, ela diminui a burocracia, melhora o acesso, aumenta a eficiência e, no fim das contas, devolve tempo para o cidadão. O que vai definir o jogo não é só a tecnologia. É a governança de como ela é aplicada. Prefeituras têm que digitalizar mais rápido, treinar o pessoal, serem transparentes e abraçar a responsabilidade ética que vem com essa inovação.


A inteligência artificial pode virar o jogo na relação entre o povo e o governo. Para que essa promessa saia do papel, a inovação precisa ser guiada por dados confiáveis, ética e pelas necessidades reais de quem mora na cidade. O futuro urbano do Brasil não será determinado pelo código dos algoritmos, mas sim pela qualidade do compromisso ético e prático de quem administra o setor público.


* Jornalista e especialista em Inteligência Artificial pela ESPM Tech

Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/cidades-inteligentes-e-inteligencia-artificial-como-a-inovac-o-tem-transformado-servicos-publicos-1.1093671. Acessado em 09.12.2025.
Em relação às regras de colocação pronominal, assinale a alternativa que está corretamente justificada quanto à posição dos pronomes oblíquos. 
Alternativas
Q3860749 Português

Por que um grau a mais na temperatura é uma catástrofe até para o ecossistema dos desertos


As ameaças aos desertos vêm de várias fontes, algumas destas podem até ser surpreendentes. Sabe-se, por exemplo, que uma das maiores ameaças aos ambientes desérticos é o aquecimento global.


É difícil imaginar que o aquecimento global tenha um grande efeito nos desertos do mundo, que já são quentes e secos. Mas sim, ele tem, pois mesmo pequenas mudanças na temperatura ou na precipitação podem afetar drasticamente as plantas e os animais do deserto. Em alguns casos, prevê-se que o aquecimento global aumente as terras desérticas, que já cobrem 1/5 da superfície terrestre, e amplie ainda mais a desertificação na Terra.


(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2025/11/por-q ue-um-grau-a-mais-na-temperatura-e-uma-catastrofe-ate-para-o-ecossi stema-dos-desertos. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.) 



Os pronomes são importantes recursos linguísticos na construção da coesão textual, especialmente retomando ideias sem repeti-las. Leia o texto anterior, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) No 1º parágrafo, o pronome demonstrativo "estas" tem como referente "ameaças", no início do período.


(__) No 2º parágrafo, o pronome pessoal "ele" tem como referente "aquecimento global".


(__) No 2º parágrafo há dois usos do pronome relativo "que" (em destaque), importantes na construção da subordinação das orações, as quais são explicativas. O primeiro, por se referir a "desertos", pode ser substituído por "os quais"; o segundo pode ser substituído por "as quais", pois se refere a "terras desérticas".



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3858231 Português
O inventário do invisível


Como desacelerar, fazer curadorias na vida e abrir espaço para um 2026 mais leve, consciente e fiel ao que realmente importa

2/12/2025

Outro dia olhei para o calendário de dezembro e comentei com a minha mãe: seu aniversário está chegando de novo! Mais um ano que voou. Será que, à medida que envelhecemos, o tempo passa mais rápido? Pelo menos do nosso ponto de vista, com certeza. Estamos com os pés mais firmes no chão, com o senso de urgência mais apurado e a consciência de que o tempo é o nosso bem mais precioso.

Talvez, essa sensação fique ainda mais exacerbada agora, com 2026 despontando no horizonte. Há euforia no ar, mas há também um cansaço silencioso. A gente chega na linha de chegada se arrastando, devendo horas de sono, carregando o peso de 12 meses nas costas.

Nessa época , todo mundo pergunta: "E aí, qual o balanço do ano?". A contabilidade tradicional quer saber o que você conquistou, quanto ganhou, quais metas bateu. Mas, na maturidade, a métrica muda. O que importa não é mais a produtividade. É a qualidade de tudo o que nos cerca.

Por isso, mudei minha pergunta. Em vez de listar o que fiz, estou tentando entender: o que me nutriu e o que me drenou?

Pense na virada de ano como uma mala de mão. Daquelas rígidas, de avião, que não esticam. A "mala de 2025" tem limite. Não dá para levar tudo.

Quando somos mais jovens, a gente quer acumular. Dizemos sim para tudo, com medo de ficar de fora. O famoso FOMO (Fear of missing). Mas a vida adulta traz uma sabedoria mais sutil: a arte da curadoria. E curadoria nada mais é do que escolher o que fica de fora para que o essencial possa ter espaço.

Só que fazer isso exige coragem. Dizer "não" ainda é uma coisa difícil para muitas pessoas. Fomos treinadas para agradar, para ser a "mulher maravilha" que dá conta de tudo. Mas a conta não fecha. Para o "sim" ter valor, ele precisa vir acompanhado de muitos "nãos".

Convido você a fazer esse inventário do invisível comigo. Olhe para 2025. Aquela relação que você mantém por hábito, mas que te deixa exaurida a cada café? Talvez ela não precise atravessar a fronteira do ano. Aquele compromisso que você aceita só por culpa? Deixe em 2025.

A verdadeira "nova alfabetização" da vida adulta, que tanto falamos por aqui, é aprender a ler o próprio corpo antes de ler a agenda. Espaço em branco no calendário não é falha. É luxo. É respiro.

Neste dezembro , que tal praticar junto com a gente uma revolução silenciosa? O JOMO (joy of missing out). Simplesmente se entregar à alegria de não ir, se der vontade de ficar em casa. De não estar em todas. De não precisar ter opinião sobre tudo.

Que a sua lista de resoluções seja curta. Rasgue os scripts que não servem mais. O futuro não pede que sejamos mais rápidas. Ele pede que sejamos mais inteiras. E, para estar inteira lá na frente, a gente precisa soltar o excesso de bagagem agora.

Um brinde ao espaço vazio. É só nele que o novo pode acontecer.


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-inventario-do-invisivel/.Acesso em 11 dez. 2025. Adaptado.)
A escrita de um texto exige de seu autor um trabalho cuidadoso com a articulação das ideias, a fim de que o leitor alcance, durante a leitura, as relações estabelecidas no texto. Nesse processo, a coesão textual tem papel importantíssimo, possibilitando a progressão referencial e a progressão sequencial do texto. A partir disso, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Os pronomes demonstrativos são recursos importantes para construir uma progressão referencial, possibilitando ao leitor recuperar o que foi posto antes ou identificar o que está posto na sequência. É o que acontece no 2º parágrafo com a expressão "essa sensação", em que o pronome recupera a ideia central do 1º parágrafo.

(__)No 3º parágrafo, na expressão "nessa época", há um problema de coesão, uma vez que, no texto, não há referente explícito anteriormente. Isso prejudica a compreensão do leitor que não consegue definir a respeito de que época se trata.

(__)No 10º parágrafo, o pronome demonstrativo "este" foi corretamente usado, para indicar não uma temporalidade introduzida por ele na materialidade do texto, mas para indicar o tempo atual, concomitante entre quem escreveu e quem lê o texto. Com isso e mobilizando informações contidas ao longo de todo o texto, assim como informações extratextuais, o leitor consegue compreender que, neste parágrafo, não se trata de quaisquer dezembros, mas do dezembro de 2025.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3857162 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O inventário do invisível


Como desacelerar, fazer curadorias na vida e abrir espaço para um 2026 mais leve, consciente e fiel ao que realmente importa


2/12/2025


Outro dia olhei para o calendário de dezembro e comentei com a minha mãe: seu aniversário está chegando de novo! Mais um ano que voou. Será que, à medida que envelhecemos, o tempo passa mais rápido? Pelo menos do nosso ponto de vista, com certeza. Estamos com os pés mais firmes no chão, com o senso de urgência mais apurado e a consciência de que o tempo é o nosso bem mais precioso.

Talvez, essa sensação fique ainda mais exacerbada agora, com 2026 despontando no horizonte. Há euforia no ar, mas há também um cansaço silencioso. A gente chega na linha de chegada se arrastando, devendo horas de sono, carregando o peso de 12 meses nas costas.

Nessa época , todo mundo pergunta: "E aí, qual o balanço do ano?". A contabilidade tradicional quer saber o que você conquistou, quanto ganhou, quais metas bateu. Mas, na maturidade, a métrica muda. O que importa não é mais a produtividade. É a qualidade de tudo o que nos cerca.

Por isso, mudei minha pergunta. Em vez de listar o que fiz, estou tentando entender: o que me nutriu e o que me drenou?

Pense na virada de ano como uma mala de mão. Daquelas rígidas, de avião, que não esticam. A "mala de 2025" tem limite. Não dá para levar tudo.

Quando somos mais jovens, a gente quer acumular. Dizemos sim para tudo, com medo de ficar de fora. O famoso FOMO (Fear of missing). Mas a vida adulta traz uma sabedoria mais sutil: a arte da curadoria. E curadoria nada mais é do que escolher o que fica de fora para que o essencial possa ter espaço.

Só que fazer isso exige coragem. Dizer "não" ainda é uma coisa difícil para muitas pessoas. Fomos treinadas para agradar, para ser a "mulher maravilha" que dá conta de tudo. Mas a conta não fecha. Para o "sim" ter valor, ele precisa vir acompanhado de muitos "nãos".

Convido você a fazer esse inventário do invisível comigo. Olhe para 2025. Aquela relação que você mantém por hábito, mas que te deixa exaurida a cada café? Talvez ela não precise atravessar a fronteira do ano. Aquele compromisso que você aceita só por culpa? Deixe em 2025.

A verdadeira "nova alfabetização" da vida adulta, que tanto falamos por aqui, é aprender a ler o próprio corpo antes de ler a agenda. Espaço em branco no calendário não é falha. É luxo. É respiro.

Neste dezembro , que tal praticar junto com a gente uma revolução silenciosa? O JOMO (joy of missing out). Simplesmente se entregar à alegria de não ir, se der vontade de ficar em casa. De não estar em todas. De não precisar ter opinião sobre tudo.

Que a sua lista de resoluções seja curta. Rasgue os scripts que não servem mais. O futuro não pede que sejamos mais rápidas. Ele pede que sejamos mais inteiras. E, para estar inteira lá na frente, a gente precisa soltar o excesso de bagagem agora.

Um brinde ao espaço vazio. É só nele que o novo pode acontecer.


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-inventario-do-invisivel/.Acesso em 11 dez. 2025. Adaptado.)
A escrita de um texto exige de seu autor um trabalho cuidadoso com a articulação das ideias, a fim de que o leitor alcance, durante a leitura, as relações estabelecidas no texto. Nesse processo, a coesão textual tem papel importantíssimo, possibilitando a progressão referencial e a progressão sequencial do texto. A partir disso, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Os pronomes demonstrativos são recursos importantes para construir uma progressão referencial, possibilitando ao leitor recuperar o que foi posto antes ou identificar o que está posto na sequência. É o que acontece no 2º parágrafo com a expressão "essa sensação", em que o pronome recupera a ideia central do 1º parágrafo.
(__)No 3º parágrafo, na expressão "nessa época", há um problema de coesão, uma vez que, no texto, não há referente explícito anteriormente. Isso prejudica a compreensão do leitor que não consegue definir a respeito de que época se trata. 
(__)No 10º parágrafo, o pronome demonstrativo "este" foi corretamente usado, para indicar não uma temporalidade introduzida por ele na materialidade do texto, mas para indicar o tempo atual, concomitante entre quem escreveu e quem lê o texto. Com isso e mobilizando informações contidas ao longo de todo o texto, assim como informações extratextuais, o leitor consegue compreender que, neste parágrafo, não se trata de quaisquer dezembros, mas do dezembro de 2025.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3856722 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O inventário do invisível


Como desacelerar, fazer curadorias na vida e abrir espaço para um 2026 mais leve, consciente e fiel ao que realmente importa


2/12/2025


Outro dia olhei para o calendário de dezembro e comentei com a minha mãe: seu aniversário está chegando de novo! Mais um ano que voou. Será que, à medida que envelhecemos, o tempo passa mais rápido? Pelo menos do nosso ponto de vista, com certeza. Estamos com os pés mais firmes no chão, com o senso de urgência mais apurado e a consciência de que o tempo é o nosso bem mais precioso.

Talvez, essa sensação fique ainda mais exacerbada agora, com 2026 despontando no horizonte. Há euforia no ar, mas há também um cansaço silencioso. A gente chega na linha de chegada se arrastando, devendo horas de sono, carregando o peso de 12 meses nas costas.

Nessa época , todo mundo pergunta: "E aí, qual o balanço do ano?". A contabilidade tradicional quer saber o que você conquistou, quanto ganhou, quais metas bateu. Mas, na maturidade, a métrica muda. O que importa não é mais a produtividade. É a qualidade de tudo o que nos cerca.

Por isso, mudei minha pergunta. Em vez de listar o que fiz, estou tentando entender: o que me nutriu e o que me drenou?

Pense na virada de ano como uma mala de mão. Daquelas rígidas, de avião, que não esticam. A "mala de 2025" tem limite. Não dá para levar tudo.

Quando somos mais jovens, a gente quer acumular. Dizemos sim para tudo, com medo de ficar de fora. O famoso FOMO (Fear of missing). Mas a vida adulta traz uma sabedoria mais sutil: a arte da curadoria. E curadoria nada mais é do que escolher o que fica de fora para que o essencial possa ter espaço.

Só que fazer isso exige coragem. Dizer "não" ainda é uma coisa difícil para muitas pessoas. Fomos treinadas para agradar, para ser a "mulher maravilha" que dá conta de tudo. Mas a conta não fecha. Para o "sim" ter valor, ele precisa vir acompanhado de muitos "nãos".

Convido você a fazer esse inventário do invisível comigo. Olhe para 2025. Aquela relação que você mantém por hábito, mas que te deixa exaurida a cada café? Talvez ela não precise atravessar a fronteira do ano. Aquele compromisso que você aceita só por culpa? Deixe em 2025.

A verdadeira "nova alfabetização" da vida adulta, que tanto falamos por aqui, é aprender a ler o próprio corpo antes de ler a agenda. Espaço em branco no calendário não é falha. É luxo. É respiro.

Neste dezembro , que tal praticar junto com a gente uma revolução silenciosa? O JOMO (joy of missing out). Simplesmente se entregar à alegria de não ir, se der vontade de ficar em casa. De não estar em todas. De não precisar ter opinião sobre tudo.

Que a sua lista de resoluções seja curta. Rasgue os scripts que não servem mais. O futuro não pede que sejamos mais rápidas. Ele pede que sejamos mais inteiras. E, para estar inteira lá na frente, a gente precisa soltar o excesso de bagagem agora.

Um brinde ao espaço vazio. É só nele que o novo pode acontecer.


(Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/o-inventario-do-invisivel/.Acesso em 11 dez. 2025. Adaptado.)
A escrita de um texto exige de seu autor um trabalho cuidadoso com a articulação das ideias, a fim de que o leitor alcance, durante a leitura, as relações estabelecidas no texto. Nesse processo, a coesão textual tem papel importantíssimo, possibilitando a progressão referencial e a progressão sequencial do texto. A partir disso, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Os pronomes demonstrativos são recursos importantes para construir uma progressão referencial, possibilitando ao leitor recuperar o que foi posto antes ou identificar o que está posto na sequência. É o que acontece no 2º parágrafo com a expressão "essa sensação", em que o pronome recupera a ideia central do 1º parágrafo.
(__)No 3º parágrafo, na expressão "nessa época", há um problema de coesão, uma vez que, no texto, não há referente explícito anteriormente. Isso prejudica a compreensão do leitor que não consegue definir a respeito de que época se trata.
(__)No 10º parágrafo, o pronome demonstrativo "este" foi corretamente usado, para indicar não uma temporalidade introduzida por ele na materialidade do texto, mas para indicar o tempo atual, concomitante entre quem escreveu e quem lê o texto. Com isso e mobilizando informações contidas ao longo de todo o texto, assim como informações extratextuais, o leitor consegue compreender que, neste parágrafo, não se trata de quaisquer dezembros, mas do dezembro de 2025.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3855932 Português

Por que um grau a mais na temperatura é uma catástrofe até para o ecossistema dos desertos


As ameaças aos desertos vêm de várias fontes, algumas destas podem até ser surpreendentes. Sabe-se, por exemplo, que uma das maiores ameaças aos ambientes desérticos é o aquecimento global.


É difícil imaginar que o aquecimento global tenha um grande efeito nos desertos do mundo, que já são quentes e secos. Mas sim, ele tem, pois mesmo pequenas mudanças na temperatura ou na precipitação podem afetar drasticamente as plantas e os animais do deserto. Em alguns casos, prevê-se que o aquecimento global aumente as terras desérticas, que já cobrem 1/5 da superfície terrestre, e amplie ainda mais a desertificação na Terra.


(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2025/11/por-q ue-um-grau-a-mais-na-temperatura-e-uma-catastrofe-ate-para-o-ecossi stema-dos-desertos. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)



Os pronomes são importantes recursos linguísticos na construção da coesão textual, especialmente retomando ideias sem repeti-las. Leia o texto anterior, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) No 1º parágrafo, o pronome demonstrativo "estas" tem como referente "ameaças", no início do período.


(__) No 2º parágrafo, o pronome pessoal "ele" tem como referente "aquecimento global".


(__) No 2º parágrafo há dois usos do pronome relativo "que" (em destaque), importantes na construção da subordinação das orações, as quais são explicativas. O primeiro, por se referir a "desertos", pode ser substituído por "os quais"; o segundo pode ser substituído por "as quais", pois se refere a "terras desérticas".



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3854645 Português
Primeiro exemplar de “Superman” alcança valor recorde em leilão nos EUA

Por Alessandro Giannini 






(Disponível em: veja.abril.com.br/coluna/gibis-e-cia/primeiro-exemplar-de-superman-alcanca-valor-recordeem-leilao-nos-eua/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise o seguinte trecho: “a revista Action Comics número 1, que introduziu o Superman [...]”. Assinale a alternativa que apresenta a correta substituição do objeto direto “o Superman” pelo pronome oblíquo átono correspondente.
Alternativas
Respostas
1001: B
1002: D
1003: B
1004: D
1005: A
1006: B
1007: A
1008: A
1009: B
1010: E
1011: E
1012: B
1013: A
1014: D
1015: E
1016: A
1017: C
1018: B
1019: D
1020: B